
PS: Esse texto é pura e simplesmente criado pela minha imaginação, nenhum personagem ou fato aconteceu literalmente como está no texto, mas talvez bem parecido…
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- Bizarro, olha aquele gordo ali! – comentava a plateia em uníssono, ao olhar um rapaz sem camisa, com a cueca por cima da calça, se submetendo a enfiar a cara em uma bacia com farinha, procurando amendoins com a boca.
- Cara, eu tive que fazer isso semestre passado, agora esse gordo aí tá fudido, vão perseguir ele! – dizia uma veterana, se afastando um pouco da cena, com medo da farinha atingir seus cabelos ou sujar suas roupas.
Os outros calouros estavam sentados ao chão, na forma de círculo. Um calor de 36 graus no Rio de Janeiro e, muitos deles, expostos ao sol infernal, suor brilhando na face e nos ombros. Uma menina de aparentemente 20 anos, da Comissão de Trote, enchia a mão de farinha e despejava nas cabeças dos calouros sentados. Farinha misturada com suor criava uma massa grotesca e nojenta na pele das pessoas.
Enquanto isso, dois rapazes chamavam uma caloura que vestia uma microsaia para dançar o Rebolation, até o chão. Ela negava veementemente, mas ria para disfarçar. – Eu tenho namorado! – dizia, em vão. Dançou até o chão, todos gritaram, supra-sumo do gozo.
Dez calouros formavam uma roda em pé no meio da outra roda de calouros sentados. A brincadeira da vez: colocar uma cenoura entre as pernas, acima da altura do joelho, e passar para o calouro do lado. Cada vez que deixassem cair, a cenoura diminuía.
Enquanto isso, no círculo de calouros sentados, acontecia a brincadeira do “palitinho”. Um calouro colocava um biscoito na boca e deveria passar para o calouro do lado. A cada erro, o biscoito diminuiria. Um rapaz esguio, espinhas no rosto e óculos embaçado pela farinha, foi o primeiro a ser pintado. Os veteranos escreveram atrás dele “Viado em forma de palito”.
Na plateia de veteranos atrás, era possível escutar: – Porra, já tá chegando a hora, vamos pintar todos esses calouros filhos da puta!”, ou – calouro é ‘tudo burro’ mesmo, merece sofrer!; uma menina dizia: – no meu trote, pintaram meu cabelo todo, agora essas peruas estão fudidas!.
O sentimento de vingança era nítido e presente. Talvez o trote universitário, por mais que seja manso assim, é mantido através da manutenção do desejo de vingança. Não é uma confraternização, as pessoas não ficam mais ou menos amigas ao alimentar um sentimento de ódio e vingança por pessoas que sequer conhecemos direito.
- Olha lá! Aquela caloura tá correndo! Pinta o cabelo dela! – os veteranos diziam. – Não! No cabelo não! – ela corria, mas a alcançaram, a ponto de formar um arco-íris de cores vibrantes em seu cabelo liso.
- Relaxa gata, todo mundo passa por isso, o importante é beber depois! – afirmava um dos veteranos, daqueles que nunca vão para a faculdade estudar.
Momento pedir dinheiro.
Todos reunidos, pintados das mais variadas gozações, escutando um grupo de veteranos gritar: – Agora, vai todo mundo pra rua pegar dinheiro pra gente. Mínimo: 50 reais, e não voltem se não tiverem tudo! Não quero nem saber!
Alguns calouros, se achando espertos, trouxeram dinheiro de casa, para caso não conseguissem completar a cota estabelecida para a inserção social.
- Será que o senhor não pode ajudar duas calouras aqui no trote? – perguntavam duas meninas com aparência de bem novas, para um senhor engravatado que saía de um prédio comercial qualquer. Ele respondeu: – Toma 5 reais pra cada uma, vocês são lindas, merecem.
- Doutor, será que você não tem um trocado pra mim não? Tô morrendo de fome doutor… – perguntou um mendigo ao senhor engravatado, que prontamente tratou de ignorar aquele ser humano, que para ele não passava de lixo, restos mortais da civilização.
- E agora cara? Só consegui 16 reais? – se perguntava um calouro mais tímido. – Será que eles vão implicar? Tenho medo cara, podem não deixar eu entrar na choppada. Acho que vou em casa buscar uma grana.
- Vai lá cara, faz isso, é melhor – incentivava o outro calouro, também preocupado por não ter atingido sua cota, mas sem se deixar abalar.
E do outro lado…
- Já estou fazendo as contas galera! Acho que vamos conseguir bancar duas festas pra gente esse ano, os calouros foram bem generosos! – afirmava um dos veteranos mais espertos, de modo debochado. De acordo com suas contas, foram mais de 6 mil reais arrecadados no trote. Ajudar instituição de caridade? Crianças necessitadas? Nada disso, bancar a bebida. No máximo colocar uma caixa de papelão no corredor da faculdade e escrever “Trote solidário: deixe um livro aqui e ajude uma criança”. Do que adianta, se eles próprios não costumar ler?
- Cara, é foda. Pior de tudo é que eles pensam que a grana é pra bancar a festa, sobra dinheiro pra caralho e a gente faz outra festa, sem eles, pra sobrar mais! – afirmou um veterano, deixando os escrúpulos em casa.
- Mas calouro tem que sofrer mesmo! A gente passou por isso, nada mais justo devolver! Todo calouro não é burro? – indagou a veterana espalhafatosa, que deixou o cérebro em casa.

“É esse o bar que falei” disse Amico. “E não podia ser outro até porque nessa cidade de merda só tem um bar” disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão “manda uma dose de uísque camarada”. Depois eu sentei no banheiro e puxei minha cartela de remédio pra garganta e mandei as vinte pílulas, a cartela inteira, goela abaixo, pílula por pílula entre goles de uísque. Saquei a bula e conferi os efeitos adversos do remédio caso misturado ao álcool “em caso de ingestão conjunta com álcool o paciente pode sentir alucinações, calafrios, deslocamento do globo ocular e visão de vultos e luzes. Pensei nos caras que escrevem bula de remédio. Nunca conheci nenhum. Pensei no meu copo de uísque e lembrei do Amico. Voltei pra mesa.
Eram uns sujeitos de cara feia que ficavam encarando e eu olhei pro Amico e pensei “essa turma não era boa”. Um dos caras ficou me encarando e eu falei “como é meu chapa, quer levar uma bolacha?”. O sujeito veio se encrespando pra cima de mim e eu mandei um soco nos cornos dele. Pra cima de mim não rapá. O pessoal da turma dele mandou uma cadeira voadora pra cima de mim que passou longe e foi parar na mesa de uns veados que estavam sentados lá atrás. O veado mais parrudo levantou-se e gritou “cadeira em mim não, meu bem” e veio com a veadada toda pra cima da turma do atirador de cadeiras já descendo a porrada e em poucos segundos o cacete comeu no bar e as garrafas e as mesas começaram a voar também plaft crash prim tóf e eu me escondi atrás de uma pilastra e CRASH uma garrafa se espatifou na pilastra e uma mulher veio gritando pra mim me ajuda (!) me ajuda (!) me ajuda (!) e eu mandei um soco na boca dela só pra ver o sangue e os dentes dela voarem por tudo que é lado e então eu senti um puxão no braço e vi que era o Amico e eu calma porra ainda não fiz minhas apostas e ele dizia “não fode porra, não fode que tú já ouriçou o bar inteiro e se você não sair comigo sou eu que vou te ouriçar”.
Como eu não sou bobo e o Amico era um puta jumento ignorante e forte eu fui com ele mas mesmo assim apostei mentalmente na turma dos veados. Veado parece mulher mas na hora da porrada bate que nem homem e os veados lá do bar eram grandes pra burro. Saímos pra uma praça lá perto e eu perguntei se um cara do meu lado tinha isqueiro pra eu acender um cigarro e como ele não respondia eu falei “como é rapá! Não vai responder? Tu é grande mas não é dois” e o cara continuou imóvel e eu mandei um tabefe nele mas ele não caiu, tinha uma cara dura pra caramba. “Durão hein, durão…” eu disse mas o Amico me cortou “tá maluco? Conversando com poste caralho? Quer saber vou-me embora que de ti eu já estou cheio. Falei pra parar de tomar essa porra pra garganta” e saiu andando e eu fiquei falando com o cara do lado que na minha garganta não entrava porra nenhuma e que isso era coisa de baitola boqueteira.
Resolvi caminhar pela cidade e conhecer o terreno. Era uma cidade muito bonita porque era muito bem iluminada e dos postes das ruas saíam luzes de várias cores e matizes diferentes roxo azul amarelo rosa e até mesmo cores que eu nunca tinha visto na minha vida. Cheguei na porta de um cemitério e resolvi entrar porque, tinha certeza, vi alguém entrando. Sentei-me na beira de uma cova de pobre com uma cruz enfiada na terra e a terra estava tão úmida e quente e macia que parecia uma grande e acolhedora vagina e eu comecei a cavar e cavar e cavar até encontrar uma caveira. Acendi um cigarro pois me lembrei que tinha um isqueiro no bloso da camisa e me lembrei de Shakespeare. Depois me lembrei de Hamlet. Peguei a caveira na mão e falei “ser ou não ser, eis a questão. Qual a resposta?”. Como a caveira não respondia arremessei-a com força contra um muro e observei ela se quebrando em mil pedaços. Caveira filha da puta.
Era um dia ruim pois todos estavam me ignorando e eu resolvi vagar pela cidade e vaguei vaguei vaguei até entrar numa rua e um cara me puxar “tá procurando a festa do Feitosa?”. Respondi que estava e ele me apontou um portão onde eu entrei e fiquei caminhando entre as pessoas até pegar um copo de uísque para continuar andando e andando e andando até sentir uma mão pesar sobre a minha bunda. Olhei pra trás pra me deparar com uma preta com a cara toda sorrisos pra mim e eu perguntei “foi você que apertou a minha bunda?” e ela respondeu “foi” num tom desafiador. Passei o copo de uísque para minha mão esquerda e enfiei-lhe a mão na bunda e apertei com gosto aquela bunda grande, espalhada e gelatinosa. Ela me olhou e disse “vais fazer só isso meu bem?” no que eu respondi “é, só isso” e completei ” também não poderia foder com você pois agora é noite e é escuro e eu não conseguiria te enxergar no breu”. A amiga dela me chamou de grosso e eu cuspi na cara dela e sentei-lhe a mão na mesma cara para logo limpar na camisa pois a mão tinha ficado suja de minha própria saliva que eu havia cuspido e eu achei aquilo uma nojeira só.
Saí da festa e vaguei vaguei vaguei como nunca havia vagado antes e lembrei do Fernando Sabino e depois lembrei do grande mentecapto Raimundo Giramundo e pensei sobre o quanto ele já havia vagado mais que eu e tive inveja. Sentei numa praça ao lado de uma barraquinha azul com garrafas de pimenta caseira que possuía um velho bem velho que ficava sentado do lado da barraca como um cão de guarda. Não sei quanto tempo fiquei ali sentado só sei que quando decidi me levantar eu senti que não tinha mais a carteira no bolso e falei pro velho “roubaste minha carteira velho. Ou devolve ou te parto a cara”. Como o velho não se mexeu eu disse “fica parado que eu vou te revistar” mas quando encostei a mão na jaqueta do velho ele me deu um safanão e pegou uma garrafa de pimenta e lançou-a na minha cara mas eu fui rápido e desviei, peguei uma garrafa maior e fui com força na moleira do velho que caiu no chão assim como os cacos da garrafa e as pimentas. Senti muito medo principalmente porque não tinha mais carteira e dinheiro pra pagar a garrafa quebrada e um pouco de medo pela possibilidade de ter matado o velho. Me virei de costas e corri corri corri até chegar numa padaria e me sentar.
Eram seis horas da manhã e eu pedi um uísque. Na padaria não tinha uísque. Pedi um café e um pão com salame. Pela porta entrou o sujeito que tinha me olhado feio no bar e pelo estado da cara dele percebi que eu tinha ganho a aposta para a turma dos veados. Entrei no banheiro e me deparei com uma bunda, uma senhora bunda faxineira de quatro lavando um vaso sanitário. Coloquei a mão na boca da bunda e levantei a sua saia e comecei a foder foder foder como nunca tinha fodido antes e me lembrei do Marquês de Sade e fodi mais ainda. A bunda era forte e tentava se desvencilhar de mim mas eu também sou forte e segurava ela com força e quando terminei, ainda com a mão na boca da bunda, vi que ela me olhava com os olhos vermelhos e cheios de terror e eu me pus de pé e falei ” se abrir a boca eu te cubro na porrada” e saí do banheiro. Voltei para minha mesa na padaria e o sujeito que tinha me olhado feio ainda estava lá mas ele não me encarava mais. Olhei pra porta e vi a turma de veados entrando.
Calmamente acendi um cigarro e dei um trago. Soprei a fumaça. Olhei para o veado parrudo. Pela cara dele, fim de carnaval pra mim.
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1 – Se encontrarem algum erro me avisem porque o texto é muito grande e provavelmente deixei passar algo. E digam o que acharam do personagem principal, qual a justificativa da violência dele?
2 – Já estão sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha. Tô lembrando de novo só pra ninguém esquecer. Site do evento aqui. =)
3 – O Hugo Meira agora escreveu sobre uma frescura psicológica dos 16 tipos de personalidades humanas. O meu tipo de personalidade é o ICGM (inteligente, charmoso, garboso e modesto). Visite e descubra a sua personalidade (provavelmente é LFIC, leitor fiel inteligente do Crepúsculo).
4 – Comercial japonês bizarro do inferno.

Está todo mundo falando sobre isso, o Ego então deve ter tido orgasmos múltiplos. Lógico que eu estou falando da separação de Luana Piovani e aquele playboyzinho-sem-talento-modafoca-pedaço-de-merda do Dado Dolabela. Eu não vou comentar essas notícias, nem ao menos fazer trocadilhos, piadinhas e ironiazinha. Vou é esculhambar geral. Aproveitando é claro para falar de um assunto sério, que é criação – não, não é criação publicitária, é criação mesmo, berço. Esse cara é filho de Pepita Rodrigues e Carlos Eduardo Dolabela, dois atores fodas, gostava pra caramba dos personagens do pai desse merdinha. Na época que eu achava que ver novela servia pra alguma coisa.
Agora você vê. Com certeza criaram o filhozinho cheio de mimos e superproteção e tudo mais. Logo quando puderam enfiaram esse merda sem um pingo de talento na globo, na produção mais idiota da televisão brasileira – Malhação. E uma coisa nesta época – eu me lembro porque…sim, eu assistia malhação ainda – que ele e o par romântico Drica (eu lembrar o nome da atriz já é muita sacanagem) se separaram ou brigaram não-sei-o-quê porque ele batia nela. Olha só, naquela época já sabiam o tipo de pessoa que ele era. A vida imita a arte e a arte imita a vida companheiro.
Como todo mundo viu – Graças a Deus – que ele não poderia ser ator, pelo menos não na globo, Dadinho resolveu virar cantor. Jesus amado! Que merda. Eu não vou entrar em detalhes sobre o dote musical do gusano porque não me convém. Até porque seria uma redundância sem tamanho. Só vou comentar o nome do CD, Dado Para Você – rá, pra mim não velho, não mesmo. O grande problema desse tipo de pessoa, digo nascidas em berço de ouro – tudo piora quando é filho de artista – é que eles se sentem no direito de fazerem o que querem e não estão nem aí para nada. É óbvio, culpa desses pais que só trabalham não tem tempo para os filhos e para compensar a ausência, fazem todas as vontades e encobrem todas as merdas. Quem aí não se lembra do Galdino - coitado, foi confundido com um mendigo…tipo, mendigo pode matar né pai? – e da Sirlei Dias – a empregada que foi cruelmente espancada por coitadinhos da mesma estirpe e é claro recentemente Esmê – a empregada da Luana Piovani que foi agredida pelo Dadinho.
Não. Não pode matar, não pode espancar e não pode enfiar na televisão um jovem delinquente como esse. Pra mim esse Dado Dolabela não passa de um Lindemberg do Leblon. Não passa de um garoto mimado que sempre teve tudo que quis e fica dando showzinho para a mídia, que sempre incentiva e aplaude o palhaço, neste circo que é o Brasil.
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1 – Vocês não imaginam o poder de um viral. Nunca mais jogo sinuca.
Pedro
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Olha, cansei viu.
Ultimamente tenho me sentido como se estivesse em um sonho (pesadelo) non-sense interminável. Sabem, tem umas coisas que estão acontecendo que eu simplesmente não consigo acreditar. O mundo está pirando, e junto com ele, nosso país está pirando ainda mais.
Graças a Deus eu não sabia como era o mundo quando era pequeno…imagina! Eu largava escola, largava tudo, ia viver na esbórnia desde pequeneninho e morrer com sei lá…30 anos. Ia morrer feliz da vida. Teria feito de tudo um pouco, as maiores loucuras e não teria conhecido nada do mundo. Preferia ter parado minha consciência lá pelos 16 anos. Ainda não sabia (e nem queria saber) de Danieis Dantas, crianças metralhadas, Lulas Inácios, CPI’s fajutas, inocentes mortos, Dunga técnico da selção, sheik’s malditos contratando nossos jogadores…
Porra, hoje eu não sei se deve ter mais medo de bandido ou de policial.
E o melhor de tudo é a naturalidade com o que isso tudo é tratado. Se isso tudo fosse nos 68′s da vida…essa galera ia ver. Naquela época, tinhamos músicos (de verdade) que em 2 minutos puxavam multidões com brados fortes e impotentes pedindo liberdade, paz e justiça.
E eu não sou hipócrita não, me incluo nessa massa jovem, no ‘movimento estudantil’ utópico que pensa “por que diabos não fazemos o que aqueles caras fizeram”, ir para as ruas, quebrar tudo, botar fogo em tudo, chamar a atenção, dizer um grande BASTA aos filhas-das-putas que fizeram com que o Brasil chegasse nesta situação.
Até porque a lei que manda hoje é conhecida há muito tempo, “Se não pode com ele, junte-se a ele”. Ele = o sistema. Como todos nós somos egoístas e pensamos apenas em “um” e “um” não pode contra o sistema, até o mais incólume dos seres se “vende” e se junta. Todo mundo quer um pedacinho deste paraíso chamado Inferno. Eu não vou negar, já que está tudo uma putaria mesmo, vou brigar pelo meu pedaço também. Por que, meus amigos Revolucionários do Sofá, eu prefiro ser um traidor de ideais na prática, mas de barriga cheia e podendo aproveitar o pouco de bom que resta neste planeta, do que ser um maldito revolucionário de esquina pedindo 1 real pra “janta”. E ser lembrado apenas em reportagens especiais.
Eu estou cansado, mesmo. E fico me perguntando todo dia…até quando vamos aguentar?
Até quando eu não sei, mais vou te falar, quero estar bem vivo, mas muuuuuuuuuuuito bem vivo quando o pau começar a quebrar. Vou estar pronto, com um molotov na direita e um isqueiro na esquerda, prontinho pra tentar fazer as pessoas, que têm o poder de parar com essa balbúrdia mortal, nos ouvirem.
Quantas meninas precisam ser jogadas de janelas para que alguém faça alguma coisa?
Quantos meninos precisam ser arrastados pela rua afora para que alguém faça alguma coisa?
Quantos meninos precisam ser metralhados para que alguém faça alguma coisa?
Quantas meninas precisam ser estupradas e mortas, por menores de idade, para que se faça alguma coisa?
Quantos aviões precisam cair para que se faça alguma coisa?
Quantos bilhões são necessários para que os safados de brasília sejam presos de verdade?
Quantos aumentos de salários são necessários para que esses malditos sentem suas bundas gordas no senado federal para não fazer PORRA NENHUMA?
Que MERDA DE PAÍS É ESSE?
“…é a porra do Brasil!”
Aaaaa, mais eles estão fodidos quando o pau começar a quebrar.
Que se foda os direitos humanos que protegem traficantes assassinos
Que se foda o estatudo do menor que protegem adolescentes estupradores e assassinos
Que se foda a sociedade brasileira e sua hipocrisia .
Pedro Américo
Ps.: eu também ia colocar “Quantas convocações de merda o Dunga precisa fazer para ser despedido?” e “Quantas vezes o Galo precisa ser rebaixado para mudar alguma coisa?” mas o texto ficou muito sério.

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