
E aí, infelizes, como estão? Pois bem, estando sem ideias e nem inspiração para escrever um dos 6 posts que preciso escrever por semana, venho aqui lhes falar sobre algo… interessante (é, eu gosto bastante dessa palavra). Não há muito o que falar neste parágrafo, então peguem logo uns pentes (de arma, não de cabelo), vodca (ou a bebida alcoólica que você mais gostar), um testamento forjado, um carro, uma arma (ou o batmóvel, assim já tem o carro e as armas) e o atestado do seguro de vida, e leiam o post. Ou vá terminar seus “negócios inacabados”, tanto faz.
Pois bem, eis que na procura por um assunto decente para o post de fim de semana (que aliás são alguns dos meus melhores posts), me encontro com este tweet do Chefe, que para ser 100% sincero, eu não faço sequer noção do porque de ele existir. Mas o que importa é que me fez pensar no fato (seria mesmo um fato? PAN PAN PAAAAAAAAAN) de que as pessoas morrem jovens. Não entrarei no lado das crenças religiosas de cada um sobre a questão “já fez o que veio fazer aqui”, afinal, mesmo a crença de vocês estando errada, eu as respeito normalmente.
Temos muitos exemplos de gente morrendo jovem (para melhor efeito aqui no post, coloquemos como “jovem” alguém com menos de 30 anos) no nosso dia a dia, e já tivemos muitos exemplos de gente famosa morrendo jovem. Há, literalmente, milhares de jeitos de morrer, portanto a morte é algo que está presente na vida de todos nós, quer gostemos disso, quer não. Para ser sincero, morrer é uma das coisas mais fáceis de se fazer, a prova disso é que tem gente que morre engasgado com patê (e para ser ainda mais sincero, se você morre engasgado com patê, você realmente tinha uma vida de merda). O ponto que estou querendo provar aqui (meio que sem motivo…) é que morrer é fácil, principalmente quando se tem pouca experiência de vida.
Aliás, “experiência de vida” é a palavra frase chave para muitas coisas na vida (mas devo falar delas numa outra hora) e é algo que deve ser levado em conta quando o assunto é morte prematura. Seguinte: todos sabemos que tudo que vivemos, tudo pelo que passamos, influencia no que seremos, não só quanto à nós mesmos, mas em relação ao resto do mundo também. Cada pessoa lida de um modo diferente com as coisas que aparecem em sua vida (até porque nenhuma vida é igual à outra) o que nos leva à centenas de bilhões de possibilidades em relação à morte, com os mais diferentes motivos (desde tropeçar e bater a cabeça até ser estuprado, esquartejado, colocado numa mala e jogado no mar), com as mais diferentes consequências (indo de comoção mundial até luto do seu stalker no Tumblr).
Já falei aqui que os suicidas não tem vez no mundo, porém o suicídio não é a única forma de morrer, o que nos leva à todos os crimes e acidentes que existem por aí. Claro que há gente que morre velha (a maioria, creio eu), o que só prova uma coisa (duas, na verdade, tirando, novamente, a questão da crença – é, tem vírgulas demais aqui): que tem gente que não aguenta a pressão de viver. Claro que há muitos momentos difíceis e problemáticos na vida (e o fato de sempre querermos melhorar isso só fode tudo ainda mais), mas recorrer ao suicídio por covardia é… covarde, mas não o covarde “vou usar a genky dama logo de cara”, mas sim o covarde “ninguém me ama e minha munhequeira rasgou” (aliás, se você usa munhequeira – e não é atleta… tipo… atleta da ginástica rítmica – se mate antes que eu vá aí e te mate)… quero dizer, tem tanto motivo mais digno para morrer.
E (calma, tá no final) há também os acidentes (e os incidentes) que acabam levando à morte de alguém (ou de muitos alguéns). Basicamente, quando você é morto de propósito, você ganha o direito de fazer o que quiser com quem te matou (e juro que não entro mais no tema “crença”), afinal, você já está morto, então se você se foder (de novo) você realmente morreu por um propósito maior (seja ele qual for). E se você morreu por acidente, bem, a culpa ainda é de alguém, e caso a culpa não seja sua, você também pode se vingar, mas aí terá que se explicar para “gente” mais importante que você (tá, agora sim eu parei com o tema). Resumindo: de um jeito ou de outro você está com problemas.
***
1 – Post ruim e insensível para vocês não se acostumarem com coisas fodas e fofas como essa.
2 – Acho que finalmente conseguirei cumprir minha agenda em relação aos posts…
3 – Sabiam que uma das coisas mais legais de se fazer na vida é pensar na morte?
4 – Mórbido, mas legal.

Iae infelizes, como passaram essa semana? Pois bem, ainda com um bloqueio foda de criatividade venho aqui fazer este post, que não existira se não fosse o comercial do EcoSport:
Que é um bom comercial (diz aí Chefe) e tem uma música foda (1000 Miles? Away do Hoodoo Gurus). Após assisti-lo pela 1942749628642 vez, fiquei pensando na frase “viver todo dia como se fosse seu último dia de vida“… bem, peguem aí um bloco de anotações, uma troca de roupa, máquina fotográfica, uma boa soma em dinheiro e (por que não?) um EcoSport, porque o post está começando.
Muita gente diz para viver todos os dias da sua vida como se fosse seu último dia de vida… na real, creio que isso seja apenas um outro modo de dizer “Carpe Diem” (mas não o dizem assim porque já é clichê demais). Seja sincero, você já parou para pensar como seria seu último dia de vida? Já parou para pensar nas coisas que faria, com quem você faria e o porque de você fazer essas coisas com essas pessoas? A pergunta, na verdade é: você já pensou em como quer morrer?

Quero dizer, toda a coisa de “viver como se fosse o último dia” não é muito realista: aposto que a maioria aqui ia querer passar os últimos tempos com a família e os amigos, relaxando, aproveitando a compania de quem você gosta e de quem gosta de você… quantos aqui iriam sair por aí fazendo coisas dignas de Antes de Partir (filmão com o Morgan Freeman e o Jack Nicholson)? Mesmo não tendo que encarar as consequências por seus atos (afinal, você vai morrer), duvido muito que todos aqui dariam as costas para todos que te conhecem e iriam “aproveitar o dia”.
Diferentemente do que muita gente diz, creio que a vida não seja curta… porra, 90 anos é pouco comparado com a idade da Terra, mas compare, por exemplo, com um mosquito, que vive 3 dias. Sério que vocês acham 90 anos pouca coisa? Vamos lá: 90% de desconto, 90 carros, 90 iates, 90 blogs (acreditem, é MUITO)… são 2.838.240.000 segundos, 47.304.000 minutos, 788.400 horas: São 32.850 dias. Trinta e dois mil oitocentos e cinquenta dias. Agora lembre daquelas noites que pareceram eternidades e responda com toda a sinceridade: a vida é realmente curta? Não dá tempo de fazer tudo que você quiser?
Não sei… não estou ficando velho (não ainda), mas essa coisa toda de fazer uma lista com tudo que você sempre quis fazer antes de morrer não me parece… real, sincera. Claro que seria divertido, mas aí só deixaria claro que sua vida foi uma grande decepção e que você não aproveitou nada dela… gasta-se tempo demais fazendo listas “do que fazer”, tempo que seria melhor aproveitado fazendo essas coisas… pensar no seu último dia de vida é tão relaxante e natural que tudo que queremos fazer é tentar fazer a vida valer à pena nos minutos da prorrogação, sendo que o jogo está no 0 a 0, com 5 expulsões e 3 amarelos.
O mais irônico de “viver todo dia como se fosse o último dia da sua vida” é que as mesmas pessoas que dizem isso são as que reclamam da rotina, aí eu lhes pergunto: fazer tudo que você sempre quis hoje, não te deixa sem possibilidades para amanhã? E se você repete essas coisas amanhã e depois de amanhã e semana que vem, você não estará numa rotina? Mas agora vem uma pergunta de verdade, sem ser retórica: Viver 90 anos como se todo dia fosse seu último dia de vida dá no que? Meus caros, vivam cada dia como se fosse um dia único, qualquer, mas único. Deixem o último dia de suas vidas para o último dia de suas vidas, será mais legal… mais… melhor.
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1 – Acho que esse é o primeiro post que faço do jeito que sempre quis fazer aqui no blog (e eu sei que a frase ficou confusa).
2 – As perguntas no post são reais, respondam elas aí nos comentários!
3 – Eu fiz mesmo a conta de quanto dura a vida, não foi copiar/colar.
4 – Eu já sei como eu quero morrer… e vocês?
Oba! Agora eu tenho uma coluna! E como toda quarta é dia de postagem – até meia-noite conta – ainda estou a tempo de postar. O que é bom. Estou postando mesmo depois de ficar ouvindo de varias pessoas que só escrevo de ano em ano (tks @bakakun), que o motivo das chuvas no Rio foi porque eu escrevi (obrigada @firamos). É eu escrevi um texto e mandei para o Felipe Ramos – mais conhecido como tomates causam câncer – e ele já confirmou as chuvas, ai eu completei 4 textos, e só por isso foi motivo de catástrofe natural. Ah! Ainda bem que nem dou ouvidos pra esse povo cheio de critica.
Como hoje é o meu primeiro post, o Sr. Turambar pediu que explicasse um pouco sobre o que eu ia falar nos próximos textos. Como vocês viram no post do Pedro a coluna vai se chamar On-Life, não riam do trocadilho barato ah On-Life dowrr on-line. Então, como diz o nome On-Life (sobre a vida), literalmente, vou falar sobre a vida, complexo não? É a vida é de longe mais complexa que qualquer calculo matemático…ah! e pra piorar só tem gente que complica ainda mais, eu estou no meio e você também.
Ah! Ingrid que coluna chata heim! E daí, eu que estou escrevendo e você que está lendo, se quiser continuar, vá. Se não pare por aqui mesmo. Alias quero ouvir mais vocês, o que acham dos textos? Longos? Chatos? Errados? Escreva ai em baixo o que você pensa sobre o texto, eu sei que tem muita gente caladinha ai que deve ter coisas maravilhosas a dizer.
É esse texto é só introdutório, não me alongarei muito neste post. Espero ser bem-vinda novamente.
Ah! Sinto que alguma coisa está não está certo nesse post….o que será heim?!
[Pronto, agora não falta mais!] =D

É nos momentos mais solitários que tecemos a maioria das nossas teorias sobre tudo. Principalmente se for domingo a noite. Criamos teorias sobre a vida, o universo, tudo e mais um pouco, e ainda defendemos essas teorias para as portas janelas e a meia garrafa de vodka que nos faz companhia. Dizem às pesquisas mais ou menos confiáveis que a chamada Teoria do Amor está mais de 80 pontos percentuais a frente de qualquer outra teoria. Já as pesquisas confiáveis dizem que ninguém faz teoria domingo a noite, só os solitários.
Todo tipo de pessoa cria uma teoria sobre o amor, isso é claro, sem ter a mínima ideia do que é amor. Eu mesmo me peguei pensando outro dia, o que é amor? Ok, vamos partir do princípio: Ver a definição no dicionário (é, eu sei que isso é idiota).
No Priberam on line vem assim:
amor (ô)
(latim amor, -oris) s. m.
1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou !atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = AFETO ? ÓDIO, REPULSA
2. Sentimento intenso de atracção!atração entre duas pessoas. = PAIXÃO
3. Ligação!afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = CASO, NAMORO, RELACIONAMENTO, ROMANCE
4. Ser que é amado.
5. Disposição dos!afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). ? DESPREZO, INDIFERENÇA
6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = PAIXÃO ? AVERSÃO, DESINTERESSE, FOBIA, HORROR, ÓDIO, REPULSA
7. Coisa que é!objeto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos!eletrónicos são o meu amor mais recente). = PAIXÃO
8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = BRANDURA, DELICADEZA, SUAVIDADE
9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = QUERIDO
10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos miúdos está um amor).
11. Ligação intensa de caráter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus). ? DESRESPEITO
12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = ZELO ? DESCUIDO, NEGLIGÊNCIA
amor cortês: sentimento, frequente na literatura medieval, que se caracteriza por uma relação de vassalagem entre o cavaleiro e a sua amada.
amor livre: ligação!afetiva que recusa as convenções sociais e as instituições legais, nomeadamente o casamento.
fazer amor: ter relações sexuais. = COPULAR, FORNICAR
morrer de amor(es): gostar muito.
não morrer de amor(es): não gostar.
por amor à arte: de forma desinteressada.
ter amor a: dar importância a (ex.: se tens amor ao dinheiro, pensa melhor).
Sabe qual foi a conclusão que eu tirei lendo essas definições? Que os Portugueses não entendem nada de amor. Nem eles, e nem ninguém.
Foi aí que cheguei a conclusão que o amor é muito superestimado. Veja só quanta coisa é feita por causa desse sentimento: filmes, música pop, livros, livros de auto-ajuda, terapia, remédios contra o amor, remédios a favor do amor, papéis ridículos que as pessoas se prestam a fazer por outra pessoa, flores, bombons, presentes e mais uma quantidade imensurável de coisas. Existe até um dia só pra isso. O amor gera muito dinheiro, tristeza, e suicídios. E como bem disse o @netomacedo, essa coisa de amor perfeito é muito 1983, coisa de poetas tuberculosos.
Chega a ser engraçado pensar em como somos movidos por isso. Quem ama e é amado, no sentido sexual-romântico da coisa, sabe que aquilo vai acabar e projeta toda sua vida em manter a todo custo o relacionamento porque ela não agüenta mais aquela tia-avó dizendo que ela vai viver sozinha num apartamento com infiltração. Que não ama projeta sua vida em encontrar um amor a cada esquina, ponto de ônibus, fila do banco e porque não, na internet. E quando sopra as 42 velinhas do seu aniversário repletos de tias, primos solteiros como ele e colegas da firma ele percebe que deveria ter feito outra coisa da vida… sei lá, tipo… viver.
Se você chegou aqui e está pensando “Puta dor de cotovelo em Pedro!”, você está certo. Mas está errado também. Essa é só uma parte da teoria. Espere até ouvir o resto, aí sim tire suas conclusões.
Pessoas vão dizer que eu estou sendo chato e que só preciso comer alguém para rever meus conceitos, outras pessoas ficarão com pena e algumas até concordaram com o que eu estou dizendo. Eu já digo que eu sou chato e estou realmente precisando do velho entra-e-sai, entra-e-sai, e que se não concorda comigo… bem, um dia você irá. Você que concorda… bem, que pena. O mundo é bem melhor quando se pensa menos. Ingnorance is bliss.
De qualquer modo, ao ver o amor dessa maneira e vejo também que há aqueles momentos em que tudo isso vale a pena. Aquela viagem de ônibus que você faz, meio acordado meio dormindo, ouvindo uma música que retrata a noite passada maravilhosa que você teve com aquela mulher. O cigarro que você fuma olhando ela dormindo com aquela inocência pecadora ao seu lado. A rapidinha nas escadas. Aquela crise de riso. E a certeza que você sempre teve que você era a pessoa mais feliz do mundo.
Pensando em tudo isso, cheguei a conclusão que o amor é como a vida. Há aqueles dias – a maioria deles – em que não acontece nada que você irá lembrar, há os dias que você quer esquecer – mas não consegue -, e há aqueles dias que você gostaria que o tempo parasse.
E isso, é o que eu mais amo no amor.
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1 – Morri de rir ao ler a palavra “fornicar” no dicionário.
2 – Esse é o tipo de texto que eu amo (sem trocadilhos) escrever.
3 – E você, qual sua teoria sobre o amor?


Hoje, dia 06 de maio de 2010 faço 23 anos de idade. O que isso significa? Nada. Como eu digo neste mesmo texto que escrevi com a já saudosa idade de 21 anos, eu ainda estou saindo do início da vida para entrar no meio dela. A campanha está no início e ainda não dá pra saber muita coisa.
O que mudou em 2 anos? Bom, pela maneira que eu escrevi o texto inicial (aliás, muito melhor que muita coisa que eu escrevo hoje em dia, o que também não significa grande coisa) a minha cabeça, a minha maturidade e o meu caráter, não mudaram nenhum pouco. A diferença daquele Pedro, para o Pedro de hoje, é simplesmente experiência. Em todos os sentidos.
Trabalho na mesma empresa a quase um ano, convivo com pessoas mais velhas, mais experientes e a vida ficou muito melhor, ao mesmo tempo que muito mais difícil. As responsabilidades cresceram e muito, as besteiras que faço aumentaram também na mesma proporção. De qualquer forma, repito o post porque ainda acho que o que falei lá é muito válido. A cada ano que passa, o que eu escrevi se torna mais real. Viver é fantástico, aproveitar a vida é muito bom.
Só fica mais difícil, cada vez mais difícil, prestar atenção nos pequenos detalhes. Mas é errando que aprendemos.
Estou mais velho, mais bobo, mais lerdo e muito mais chato. Mas entendo melhor certas coisas que queria entender com 17 anos.
Que venha a temida idade em que nós homens não gostamos de ter.
Boa Leitura.
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22 anos, quem diria em? Ok, todo mundo diria… é pouca idade e tudo mais, como diria o poeta (sempre quis dizer isso) “Ninguém morre jovem”. Não, não sei qual poeta, mas alguém disse isso. Mas quando você tem 15 anos (foi ontem) 22 é uma idade inatingível. 22 anos é aquela idade em que os irmãos viram caretas, aquela idade em que você se arruma bonitinho para ir ao trabalho. É aquela idade em que as pessoas não são novas o bastante para fazer um moicano nem velhas demais para tomar um porrezinho com a galera da faculdade.
Desde que virei rapazinho e mudei pra BH e ver do que a vida é feita, meus aniversários não têm sido lá muito legais, por exemplo ano passado que eu trabalhava em 2 empregos, estudava a noite e ainda comi pizza com cebola – eu odeio cebola. Antes de qualquer coisa, fazer aniversário em dia de semana é igual fazer sexo e não gozar, comer pizza e vomitar, comer comida japonesa com garfo, cantar pagode com blusa do iron maiden, colocar só a cabecinha, emo beijando mulher, botafogo ganhando título, cruzeirense macho, ateu dizendo ‘Meu Deus’, a propaganda da Dell… Ou seja, TEM ALGUMA COISA ERRADA AÍ! Devia ser lei, aniversário só no fim de semana.
Bom, de qualquer modo, vou reproduzir um texto que escrevi em 04 de Maio do ano passado, um texto que serviu na época e acho que irá servir por muito tempo.
***
Como estou próximo de completar 21 anos (terça-feira, dia 6 de maio) e como nesta quinta, vi dois momentos distintos da vida humana, o início e o fim, além de estar vivendo o meio de tudo, resolvi escrever esse artigo sobre a vida.
Primeiro gostaria de dividir a vida em 3 momentos: do nascimento aos 21, dos 21 aos 60 e dos 60 até a morte. Infelizmente nem todo mundo consegue passar por todas as etapas. Infelizmente também, alguns conseguem. Eu estou no momento de transição, entre o início e o meio. Mas antes de falar nisso, vou dizer como classifico cada momento. O primeiro momento é aquele que define tudo o que você vai ser e o que vai fazer no segundo momento. O segundo é aquele que você começa a por em prática tudo o que aprendeu e tudo o que viveu, é aqui que começa a vida de verdade. No primeiro você tem apenas alguns vislumbres da vida. O terceiro e último é aquele em que você se recorda dos dois primeiros com carinho. É o momento em que você ensina mais que aprende, fala mais do que escuta e filosofa mais que produz.
Pense como se fosse uma campanha publicitária. Primeiro o teaser, que deixa aquele gostinho na boca para ver como é o resto da campanha. Segundo o lançamento e a manutenção da campanha e por último, os resultados.
Queria falar um pouco sobre o maior medo da história da humanidade. O medo da morte. Morro de medo dela, muito mais para as pessoas que amo do que para mim mesmo. Não estou sendo nobre, nem nada, é que lidei poucas vezes com a morte de pessoas próximas, mas as raras vezes em que experimentei, achei doloroso por demais. Voltando à morte, uma das maiores sabedorias que adquiri lendo foi entender como J.R.R Tolkien tratava a morte. Em O Silmarillion, Tolkien explica de uma maneira muito simples a fragilidade humana frente à dor e à morte. Os humanos no épico do escritor, invejavam os elfos por sua imortalidade. Esses no entanto estavam cansados do fardo de viver para sempre e passaram a invejar os humanos pelo tempo que lhes era dado.
E era aí que eu queria chegar. No tempo que nos é dado. Outra “pequena” lição aprendida com este maravilhoso escritor. Em O Senhor dos Anéis, Frodo pergunta a Gandalf por que ele, por que ele tinha que decidir de alguma forma o destino do mundo, por que aquilo teria acontecido logo com ele, um mero hobbit do condado. Eis que a resposta é um dos maiores segredos da vida. Onde Gandalf diz que a vida é assim, que temos que fazer o que tem de ser feito com o tempo que nos é dado. Sem perder tempo com pensamentos como “por que eu?” ou “Se isso tivesse acontecido de outro jeito…”. O que podemos tirar disso, é que às vezes damos valor a pequenas coisas que se tornam fardos gigantes e nos atrapalham imensamente viver a vida como ela deveria ser vivida. Eis aí o motivo de depressões, crises de estresses e livros de auto-ajuda.
Temos que assumir, o mais cedo possível, o que nascemos para ser e para fazer. Acontecem coisas que podem nos desviar do nosso caminho. Nunca é tarde para acordar. Nunca é tarde para pedir um perdão, arriscar e aprender. Arriscar, para mim, é o grande barato da vida. Arriscar em tudo. Desde as coisas mais bobas como “chutar de trivela ao invés de chutar de chapa” até coisas de suma importância como largar o emprego estável em um escritório de advocacia para cair na estrada com a banda de garagem e tentar a vida como músico. Sinto pena de quem tem que sobreviver e não viver. Mas sinto nojo de quem pode viver, mas apenas sobrevive.
A vida deveria ser mais divertida para alguns e mais séria para outros. Uns levam a vida na brincadeira o tempo todo, outros deveriam brincar mais, sorrir mais. Seria de uma chatice imensurável se a vida fosse: nascer, brincar, estudar, estudar, estudar, casar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, aposentar e morrer. Tenho certeza que esse não foi o modelo de vida que Deus imaginou para a humanidade. Por que tanta beleza e genialidade (Dele) se não podemos para nem dois minutinhos que seja para apreciar. Parar um pouquinho, ver o pôr-do-sol, olhar para um sorriso inocente no rosto de uma criança, ver um olhar saudoso de um senhor ao contemplar a casa onde morou por 20 anos (era possível enxergar as lembranças nos seus olhos cheios d’água). Ver a pureza do rosto de um recém nascido, que coisa linda imaginar as experiências pelas quais aquele pequeno ser ainda vai passar.
Diga-me você leitor, que graça teria a vida sem as pequenas coisas do dia-a-dia? Que graça teria a vida sem a diversão, o frio no estômago, as surpresas e as ironias? Nenhuma, leitor. Nenhuma.
***
[22]
1 – Só para não passar em branco, dia 04 de Maio foi o Star Wars Day. Tudo por causa da eterna “May the Force be with you” que se transformou em “May the 4th be with you”.
2 – Obrigado a todos os parabéns que os @’s mandaram agora no twitter.
3 – Sem links. Esse post é meu, só meu… meu precioso.
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[23]
4 – Espero que repita esse ritual por vários anos ainda.

A primeira coisa que eu quero dizer é que esse é o post 500 do blog. E isso não quer dizer nada, talvez que esse post já deveria ter saído há muito tempo.
A segunda coisa que eu quero dizer pra você meu caro leitor, é que estou feliz pra caralho! É, simples assim. E o motivo dessa felicidade toda, eu vos conto agora.
Como você sabe – eu acho – eu me mudei lá pelo dia 13 de Outubro de 2009, sai de um bairro bom para um melhor ainda. O melhor vem pelo fato de eu agora morar praticamente do lado de onde trabalho, e sim, isso é FODA! Até porque enquanto eu escrevo aqui confortável na minha cadeira, tomando minha cerveja e fumando meu cigarro (crianças, não fumem, ou fumem e se matem se quiserem, mas vocês vão se arrepender… ouçam o titio) eu ouço centenas de pessoas estressadas buzinando loucamente tentando chegar em casa antes das 9.
Agora que eu já tirei minha onda com você que pega três ônibus para ir trabalhar, ou pior, nem trabalha, vou continuar meu texto. Já você que trabalha em casa, sim, eu invejo você (oi Adriana, oi Janaína!). Então, não sei se você sabe, mas se mudar significa uma e somente uma coisa: DOR DE CABEÇA. Além de fazer toda a mudança, você tem que reformar o apartamento em que morava, e isso meu caro leitor ou leitora, é uma das coisas mais horrendas do mundo.
Só para você ter uma idéia (foda-se a reforma), eu passei os últimos 5 meses pagando o aluguel de um apartamento que eu já não morava mais no valor de R$774,00. Eu sei que você arregalou o olho, eu também não acredito, calcule esta merda para você ver o tanto de dinheiro que eu joguei no lixo. Sem contar que além disso eu tinha que sobreviver, e depois de crescer e virar um adulto (Peter Pan, cara eu te entendo foda) eu realizei que sobreviver custa caro.
Resumindo, eu simplesmente não conseguia resolver o negócio da reforma. Até que contratei uma empresa para fazer o serviço, fizemos umas cagadas, a coisa parou e todo mundo sumiu. Empresa, pintor, tinta, e principalmente minha saúde mental. Dormia e acordava todo dia com esse fantasma sobre mim, e eu ainda tinha que estudar e trabalhar como nunca. Sem contar o dono do apartamento me ligando todo dia para dizer que a mulher dele estava doente e que ele precisava do dinheiro e blá blá blá.
Ou seja, eu já estava a beira da loucura. Logicamente, tudo começou a dar merda. Me tornei uma pessoa extremamente estressada, nervosa, mau humorada (na verdade, eu sou assim, só que tudo aflorou), não me relacionava bem com ninguém. Não trabalhava direito, não conseguia criar nada. Sentava centenas de vezes para escrever aqui no blog e não saia nada. E como de costume, eu não contava isso para ninguém, e ninguém tinha idéia do que eu estava passando. Além do bloqueio criativo que eu tinha, por mais que eu tentasse, não conseguia resolver a reforma. E para pagar tudo, ia me ferrando no banco, não podia sair de casa, não podia comprar nada.
O meu erro, no caso, entra aqui. Eu fiquei completamente cego. Eu simplesmente resolvi não aceitar que tinha alguma coisa errada comigo. No trabalho eu realmente estava me tornando um profissional que eu detesto: arrogante, chato, que não sabe trabalhar com outras pessoas, egoísta e etc.
A hora que eu mais precisei de apoio, eu fugi dele. A hora que eu mais precisava relaxar, eu me trancava em casa. Eu já estava a beira da loucura total. Até que algumas coisas aconteceram, conversas, arranjos, um ombro muito amigo, uns tapas na cara e tudo foi se acertando. Foi aí que eu vi o quanto eu estava errado e o quanto eu vinha sendo orgulhoso. É amigos, pedir ajuda e pedir desculpas é a coisa mais difícil que existe. Principalmente quando você errou feio e quando é uma pessoa orgulhosa. E isso, eu sou.
Quando você finalmente vê que está errado, tudo fica muito mais fácil. Pensei em algumas coisas que devia fazer, vi que era o único caminho que eu poderia tomar, e entrei de cabeça. Pedi desculpas a quem tinha que pedir, pedi ajuda a quem tinha que pedir, levantei bandeira branca mesmo e voltei a ser o que eu sempre fui.
Nessa segunda-feira, o pesadelo finalmente terminou. Paguei o que tinha que pagar, terminei a reforma e devolvi o apartamento. Parece brincadeira, mas foi instantânea a minha felicidade. Liguei para todo mundo que sabia da história, contei a novidade. Não me contive. Essa semana trabalhei com outra cara, com outro clima, e muito muito feliz. Eu voltei a amar o que eu faço, voltei a gostar de trabalhar, voltei a ser um cara feliz. Voltei a ser um cara engraçado, voltei a ser um cara bacana e principalmente, as idéias começaram a explodir na minha cabeça.
Está indo tudo muito bem no meu trabalho – melhorei absurdamente nessa semana – meu humor é outro. Estou com várias idéias para o blog, vou voltar a postar como antigamente, tenho certeza. Além disso finalmente estou realizando o antigo sonho de ter um site com os meus trabalhos – pedroamerico.com – já já ele entra no ar com todo conteúdo. Estou com vários desafios e com muita vontade de trabalhar.
A Life é Hard sim, mas se você ajudar, ela fica pior ainda.
As lições que eu tiro disso:
- Tenha sempre um telefone de um pintor e se relacione bem com ele
- RESOLVA as coisas antes que elas se tornem um pesadelo
- Nunca é tarde demais para reconhecer seus erros
- Nunca é tarde demais para pedir desculpas
- Mudar é difícil, mas faz um bem enorme
- Agradeça a quem te ajudou
***
1 – Daniel, meu irmão, tivemos boas brigas por causa dessa merda, tivemos boas discussões sobre isso. Aprendemos juntos a lidar com tudo. Eu reconheci meus erros e você reconheceu os seus. Crescemos, amadurecemos, e mais do que nunca somos irmãos, parceiros e amigos. Obrigado por tudo. Te amo cara.
2 – Caio, que conversa cara, que noite! Tomamos uma garrafa de Absolut sozinhos em algumas horas, mas valeu a pena. Você me ajudou muito e acredito que eu também te ajudei com os seus problemas. Você sabe que pra mim você é muito mais que um amigo. Você é o irmão mais novo que eu não tive. Obrigado por tudo. Te amo velho. E amanhã vamos nos embebedar como loucos, porque merecemos. Só nós sabemos o tanto.
3 – Leitor ou Leitora, obrigado por escutar toda essa ladainha. Obrigado por continuar lendo esse blog mesmo com a nossa falta. E obrigado por confiar na gente. =D

Céus… preciso contar tanta coisa, falar de tantas coisas bacanas que eu vi, li e ouvi… não sei nem por onde começo.
Vou pela Adriana, começo pelo final.
Dezembro é historicamente um mês diferente de todos os outros por motivos óbvios. É o último mês do ano, inclua aí o Natal, o Reveillon, e alguns dias de descanso do trabalho e muita… muita bebedeira. Além de tudo isso, o tempo em Dezembro passa diferente, percebe pra você ver. Isso fica muito claro na primeira metade do mês, o tempo não passa, voa. É uma sensação estranha de que não da tempo de fazer mais nada, você tem que terminar aquilo antes das seis e ainda entregar aquele trabalho final pro professor que deixou você entregar depois.
Dezembro é estranho, é uma sensação de puta merda o tempo todo. “Puta merda, esqueci do presente” “Puta merda, como assim é pra hoje?” “Puta merda tia, de novo não né?” “Puta merda em prima… tá gostosa demais” “Psahggyta nEgbgda… tiou, eesfesee huískejuis tá mei tragado”.
Porra, outro dia mesmo era dia primeiro de dezembro… já chegamos ao dia (pausa para olhar no celular) 29. Daqui há 3 dias é 2010. E lá vem o novo ano com tudo aquilo que já conhecemos. Resoluções, promessas, conversas, esperanças, falsas e verdadeiras, e ademais sempre aquele friozinho na barriga de “E então 2010, o que você me reserva?”
Se vocês perceberem bem, eu estou falando um tanto de besteira e não falando nada ao mesmo tempo. Vou tentar colocar as idéias certinhas. Apesar de gostar muito mais de escrever sem ter a mínima noção de como irá terminar o texto (fica mais pessoal saca?) do que seguir um roteiro. Mas vamos lá.
Já que estou falando disso, esse post será sobre o fim do ano… acho que ele já é. Sei lá, acho que desacostumei a escrever aqui. De qualquer forma, quem leu o meu post de natal do fim do ano (to com preguiça de linkar, estou escrevendo no Word) deve saber melhor do que eu – que não lembro absolutamente nada do que eu escrevi, mas que tenho certeza que escrevi isso –, por motivos bem claros eu odeio o natal. De modo geral eu detesto fim do ano e o amo ao mesmo tempo. Explico.
O Natal é fácil explicar. Apesar de ser a época mais rentável para o comércio (meus pais tem uma loja – linda – de decoração aqui em Monlevade) e isso ser bom para, digamos, os negócios da família, eu odeio o Natal. Com força. Não me lembro nunca de ter um natal normal, apesar também de não fazer a mínima idéia do que diabos seja um natal normal. Como disse a loja fica movimentada, então eu sempre ficava ajudando meus pais até tarde todos os dias. Árvore de Natal, minha mãe montava a mais linda de todas aqui em casa, mas sempre vendia a danada. Presentes, comprávamos depois por não ter tempo.
No dia do natal mesmo, vamos para a casa da minha avó e é aquela coisa de sempre. Tios, tias, primos, primas… muito não me toque, muita conversinha, muito amor velado, muuuuita hipocrisia. Mas acho que toda família é assim, eu ponho isso de lado, há sempre aqueles, que vale muito a pena ver e passar uma noite agradável, deixando toda essa baboseira de lado.
Reveillon eu já gosto mais. Bem mais. Primeiro porque a sensação do novo é sempre maravilhosa, é aquela sensação de desbravamento que sentimos toda vez que fazemos algo pela primeira vez. Há a parte chata é claro, as chatices de fim de ano. Um veado – designer provavelmente – decidiu que todo mundo tem que vestir branco ou amarelo. Outro puto inventou um monte de crendice boba que nossas mães insistem em fazer. Rituais de malucos que pulam não sei o que, recitam versos em línguas incompreensíveis, colocam sementinhas de não sei o que na carteira e o pior de todos foi o desgraçado, que contou pra nossa avó provavelmente que comer Lentilha traz dinheiro.
Amigo, comer lentilha traz vontade de vomitar, só isso.
De qualquer forma, eu vejo o fim do ano como um reboot. Dar um reset e começar tudo de novo não só é bom como faz bem pra saúde. É sério. Principalmente quando se tem a sensação de ter feito pelo menos 80% das coisas que você esperava – de verdade – que você fizesse e que os outros esperavam que você fizesse. Esse fim de ano para mim vai ser muito diferente, porque será o melhor que eu já passei.
Esse foi um ano fantástico. 2009 com certeza ficará na minha memória para sempre. Não começou bem, mas terminou de um modo que nem em meus sonhos mais otimistas iria terminar.
A partir de abril mais ou menos eu comecei a trabalhar em casa, o que foi fantástico. Nessa época pude me dedicar muito ao blog, me valeu muitas visitas e muito reconhecimento. No final de julho é que meu ano virou de pernas para o ar, voltei a trabalhar, e numa empresa grande. Comecei a criar e fortalecer um departamento de comunicação nessa empresa, o que você pode imaginar, deu – ainda está dando – muito trabalho. Mas é maravilhoso. Para mim de Julho até agora foi um estalo. Não tive mais tempo para nada. Em contrapartida, passei a receber um salário muito bom, pude comprar tudo que eu quis, me mudei para um bairro ótimo, num apartamento foda. Comprei um PSP, um PS3 (ele vai merecer um post especial), comprei livros ótimos, outros nem tanto, comprei milhares de DVD’s no submarino.
Não posso reclamar. Dezembro foi o mês em que eu mais trabalhei na minha vida, o nosso departamento fez duas campanhas gigantescas – isso só com 5 pessoas, sendo apenas eu e o Eduardo encarregados de criação – que culminou numa festa de fim de ano inesquecível. Postarei essa campanha aqui mais tarde e você vai entender o tamanho que foi. O resultado foi maravilhoso, atingimos nosso objetivo e no final – como quase sempre – tudo valeu muito a pena.
Ano que vem tem mais, muito mais. E eu quero mais é que venha.
No final só quero desejar a você, que não importa o que aconteça, sempre dá uma passada aqui para ver se finalmente esses putos postaram alguma coisa, que seu ano de 2010 tenha muito trabalho, muito esforço, que exija tudo o que você tem. Desejo que 2010 seja o ano em que você vai superar todos os seus limites, que você faça tudo o que quiser e o que deve ser feito. Desejo que você encontre o amor da sua vida – se já encontrou, que esse amor aumente e se fortaleça. Desejo que você se encontre mais com as pessoas que você ama. Desejo que você sorria mais um pouco. Desejo que você se apaixone por você mesmo. Desejo que você chore, de alegria, de emoção, e de tristeza – sim, porque haverão momentos tristes, poucos ou muitos, eles estarão lá – porque não é bom guardar choro. Desejo que você preste mais atenção às pequenas coisas, banais, que fazem toda a diferença.
Enfim, desejo um ano de 2010 cheio de tudo aquilo que faz a gente ser o que é. Uma pitadinha de sorte também não faz mal.
Um beijo e obrigado por não nos abandonar.
PS.: Devido a uma resolução de fim de ano, não faço mais resoluções de fim de ano, mas vou abrir uma exceção e dizer que vou me dedicar muito mais a isso aqui e as minhas histórias que comecei a escrever. É uma promessa que irei cumprir. Custe o que custar.

Como o Pedro já disse a gente não sabia de nada! Eu juro!
Eu não costumo abrir o blog logo cedo. Vejo meus emails (pessoal, serviço), leio meus recados no orkut, twitter, encho minha garrafa d’água, ligo pra casa pra falar que está tudo bem, junto meus papeis, anoto o que tenho que fazer, leio algumas notícias e DEPOIS eu vejo o blog.
Não sei por qual razão eu entrei no blog logo cedo. 6º sentido, só pode! E comecei a ler como quem esperava um bom texto do Neto.
Li uma vez o primeiro parágrafo e parei. Li de novo. Li mais uma vez. Achei que eu ainda estava dormindo e, claro, estava vendo coisa. Continuei lendo. Li até o final. Voltei e li novamente.
Levantei, lavei o rosto, tomei uma água, voltei para o computador e li com cuidado. É, eu não estava dormindo.
E senti como se tivesse levado um tapa bem dado no rosto. Doeu. Não era verdade, não podia ser verdade, mas o Neto não ia brincar com uma coisa séria (ô ingenuidade!). Incrível como eu me apego a uma pessoa que só conheço virtualmente.
Depois fui conversar com o Neto, falei o que eu achava dele, o que admirava nele. Eu aprendi que a gente não deve deixar pra falar da pessoa depois que ela se vai, mas eu ainda assim demoro pra demonstrar e senti que se não falasse logo, não falaria nunca mais.
Falei tudo, fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Apesar da pose, eu sou menininha, gente! Eu já cheguei ao cúmulo de chorar vendo foto de criança.
Não conseguia mais trabalhar, não me concentrava, só pensava no Neto…pensava que ele é um cara que eu queria conhecer pessoalmente e se não o fizesse logo, não teria outra oportunidade.
E eu nem imaginava a verdade…
Depois que o Neto contou no msn para mim e para o Diego eu pensei seriamente em conhece-lo pessoalmente. Eu iria até Minas só para fazer uma visita para o Neto e dar um tiro na porra do tumor dele! O sangue subiu. Eu fiquei puta!
Como mulher eu comecei a pensar na mãe dele e o quanto ela deveria estar desesperada. Eu já teria arrancado o Neto do serviço e iria procurar o melhor tratamento, nem que eu me afundasse em dívidas.

Incrível como as pessoas se desesperam com a morte. Incrível como me bateu um sentimento materno nessa hora. Era injusto alguém tão jovem morrer.
E pra ajudar…uma semana antes eu descobri que um conhecido meu havia falecido por causa de um acidente com gás. Ele era amigo de uma amiga minha e apenas um conhecido meu. A gente chorou horrores. Eu estava inconformada como uma pessoa com a minha idade, cheio de vida, cheio de vontade de vencer não estava mais entre nós.
Aí eu entro no blog e vejo que alguém que eu conheço MAIS do que esse rapaz estava para morrer. Pronto, bateu o pânico!
Eu nunca xinguei tanto alguém quanto xinguei o Morto. Nunca quis bater tanto em alguém como quis bater no Moribundo. Acho que tanto o Zumbi, quanto o Diego ficaram com medo de mim!
Ele explicou, eu não queria entender e só pensava “quando o Pedro descobrir, fudeu!”
E o chefinho descobriu. E teve uma reação pior do que a esperada. Nessa hora eu até acalmei e aí comecei a compreender o que o Morto queria. Realmente ele estava certo no post dele, e acredito até que eu não precise falar mais nada a respeito..tanto ele quanto o Pedro já falaram.
A conclusão é: quase ninguém sabe lidar com a morte quando é por alguma razão “natural”, mas ninguém liga quando a vontade de matar o Morto fala mais alto XD
- Pra passar a raiva, um texto muito bom. Ri pracaraleo!
- Corinthiano é foda. Mal ganharam a taça e já estavam derretendo pra vender
- Um dos comentários na explicação do Morto falava sobre “Enfim, esse lance de “Meu Crepúsculo” é sério? as pessoas vão poder contar suas histórias?”. É de se pensar, viu? Mas só verdades agora


Essa foi exatamente a cara que eu fiz quando fiquei sabendo que o post sobre o tumor do Neto era mentira. Na minha cabeça, a causa da morte dele não seria o tumor mesmo e sim a quantidade de porrada que ele merecia por não ter principalmente me avisado. Sendo eu o Senhor de Engenho desta bagaça aqui, merecia saber. É leitor, eu também não sabia de nada. Obviamente, não foi meu primeiro sentimento, a primeira coisa que eu senti foi alívio, porra… ele não estava nas últimas. Na verdade estava, porque se ele morasse em BH eu talvez cometeria um assassinato (¬¬).
Quando fiquei sabendo, também fiquei com medo da reação dos leitores… tudo isso porque eu ainda não sabia qual foi realmente o motivo todo, não da brincadeira – nunca uma brincadeira, do “experimento” do Neto. Na mesma hora ele tentou explicar dizendo que havia uma explicação. *Só para contextualizar, estávamos no grupo de msn do Crepúsculo, eu, Naya, Diego e o Morto. Eu então resolvi esperar pelo tal post onde ele explicaria tudo. No meio disso tudo, eu – mais calmo – fiquei pensando… meio que supondo o que ele iria dizer, principalmente após os comentários.
Ele tinha que ter um ótimo motivo para fazer isso, e teve. O post da explicação foi perfeito, e até melhor do que eu imaginava. Claro que ele poderia simplesmente ter feito um simples post falando sobre o assunto, mas ele foi muito mais esperto e inteligente por fazer uma experiência empírica. Ele nos testou e conseguiu ótimos resultados. E eu como um eterno admirador das reações humanas, achei fantástico o que esse garoto de Montes Claros conseguiu fazer.
Primeiro: Eu não conheço o Neto, bom… pessoalmente não. De qualquer forma se você colocar friamente, ele é um cara que posta no meu blog. Ou seja, ele nos fez ver que mesmo um “amigo virtual”, é um amigo. E o que eu senti quando li o post moribundo dele, foi provavelmente o mesmo que eu sentiria se fosse um amigo de longa data que conviveu comigo.
Segundo: No dia-a-dia normal de uma pessoa ela não costuma pensar sobre a morte… ou sobre a infinidade do universo, sei lá. Então de repente esse post nos trouxe uma realidade que todo ser humano prefere bloquear e esquecer: todos vamos morrer algum dia. E como o Neto muito bem disse, a morte é uma parte da vida, e nós a bloqueamos porque obviamente não queremos morrer. Mas… é sempre bom, tomar um tapa de realidade de vez em quando.
Terceiro: O fato de várias pessoas terem comentado “aproveite a vida”, “faça dos últimos dias os melhores”… mesmo sem ler o post dele eu já pensei “Mas… porra, porque diabos esperar receber um deadline da vida para começar a aproveitá-la?” Essa é uma pergunta extraodinária, caro leitor. O que é aproveitar a vida para você? Seria largar tudo e viajar pelo mundo – contando que você tenha dinheiro para tal- ? Olha, eu gosto bem da minha vida. Não é nada perfeita se comparada a alguns padrões, mas é ótima para mim. Se isso acontecesse comigo, é claro que iria me esforçar para fazer coisa que eu pretendia fazer mais tarde, mas não mudaria nada radicalmente. Continuaria fazendo o que eu faço, tentaria desesperadamente terminar o meu livro, continuaria a ir na faculdade e tudo mais. E olha, eu aproveito minha vida muito bem.
Sinceramente, deixo aqui os meus parabéns ao Morto (mesmo assim, nós vamos continuar chamando ele de Morto ou Moribundo) pela maneira inteligentíssima de fazer não só os leitores desse blog, como a nós editores a refletir sobre um assunto muito delicado. E refletir bem. Bom, comente… quero muito saber se você concorda comigo.
***
1 – Esse aqui vai para o Rafa que enquanto eu escrevia esse post ele me ajudava com as coisas mais chatas de se mexer em um blog. Á, e porque o blog dele é foda demais: Fottus – As Melhores Imagens da Internet.
2 – Este post aqui mostra três ótimos anúncios de revista, vale a pena conferir. Direto do FesterBlog.
3 – Não esqueça de mandar dicas e posts na comunidade do Crepúsculo para as Rapidinhas de Segunda.

São 4:54 da manhã e eu resolvi postar. O Pedro, a Naya e o Diego não foram avisados, o que me leva a crer que eles terão uma grande surpresa ao ler este post.
Vou ser bem direto. Há duas semanas eu fiz alguns exames e o resultado foi o seguinte: estou com um tumor de aproximadamente 2,5 centímetros de diâmetro no centro do meu cérebro. Não esperava que fosse isso mas, já vinha sentindo algumas dores fortes de cabeça havia alguns meses. Não vou entrar em detalhes mas, por ser no centro do cérebro, o tumor é inoperável. Vou fazer tratamento (não sei ainda se vai ser radio ou quimioterapia, nem lembrei de perguntar) mas conversei francamente com o médico e ele já me avisou de antemão que não há muitas chances de cura (praticamente nenhuma). O tumor cresce rápido e não pode ser retirado sem me deixar totalmente retardado.
A maior ironia de todas é o fato de eu escrever há alguns meses para um (grande) blog chamado O Crepúsculo.
cre.pús.cu.lo
sm (lat crepusculu) 1 Claridade frouxa, que precede o nascer do Sol ou persiste algum tempo depois de ele se pôr. 2 fig Decadência, ocaso. C. da vida: a velhice.
Acho que é justamente assim que eu me sinto agora. Uma luz fraca, de pôr-do-sol mesmo, sem forças para continuar e que vai aos poucos se apagando.
Enfim. Resolvi filtrar disso tudo alguma experiência bacana para deixar para as outras pessoas afinal, todo mundo vai passar por isso e, garanto, é um caminho que se percorre sozinho. Vou abrir uma seção aqui no blog chamada Meu Crepúsculo, onde eu vou descrever, de vez em quando, quais são as sensações (acredite, são muitas) que vão se acumulando na cabeça de uma pessoa prestes a enfrentar o seu crepúsculo final (tá bom, chega de metáforas porra).
Mesmo quando o tumor estiver um pouco maior, e começar a atrapalhar as minhas habilidades cognitivas e motoras, tentarei continuar postando, ou pedirei para alguém próximo postar ou, no caso de eu não poder conversar ou escrever mais (me comunicar), escrever como eu estou.
Agora no momento eu sinto um pouco de dor de cabeça mas deve passar logo porque tomei um analgésico. Sentimentos são de: fraqueza, impotência diante das coisas, tristeza, saudade antecipada de qualquer coisa e um turbilhão de sensações que eu nem consigo definir ainda.
Fiz uma música sobre saudades e postei no youtube. Se chama Sertão:
Espero que tenham gostado dela. É um pouco de mim que eu vou deixando para trás. Minha marca neste mundo.
***
1 – Pelo menos descobri uma coisa. Todos dizem que não existe ateu na hora do desespero. Aqui estou eu.
2 – Não sei se esse tipo de postagem acabaria com o blog mas, gostaria muito de compartilhar tudo que estou sentindo e que vou sentir nos meses para frente.
3 – Tem a letra da música no youtube, na descrição do vídeo.
UPDATE:
Pra quem ainda não leu o post que vem depois desse: este post é uma mentira. Pode parar de chorar e fique sabendo da história toda aqui.


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