Há alguns anos, eu escrevi aqui um post falando sobre mensagens em maços de cigarro. A ideia do post de hoje é um pouco diferente.

Pela primeira vez estou usando o Plinky para ter ideias para textos. E olha que eu fiz um post dizendo que ia usar e nunca usei… não é que funciona? O negócio lá foi falar sobre um vício, então vai o cigarro.

É incrível a diferença que existe entre fumantes e não fumantes (ex-fumantes não se incluem aqui, porque ex-fumante é igual ex-gordo, portanto são pessoas insuportáveis), um não fumante nunca vai entender porque diabos nós fumantes, fumamos. E nós nunca vamos conseguir explicar pra eles o que diabos é fumar e porque nós fumamos.

Para começar a fumar basta apenas ser uma coisa: um adolescente idiota. Sério, não precisa de mais nada. Eu comecei assim. Sendo um adolescente idiota junto com outros adolescentes mais idiotas ainda, praticando idiotices. Não sei o que foi, só sei que um dia, matamos a educação física, compramos cigarros, cerveja e biscoito recheado, fomos para casa de um de nós e pronto.

Pilha errada. Só isso.

Acontece que se você continua na pilha errada, você vai viciar, aí a brincadeira começa a ficar séria. O que antes era apenas uma pilha errada se transforma em uma doença. Sim meu caro leitor, doença. Ou você acha que eu fumo porque eu estou de sacanagem com você? Ou eu fumo porque eu quero ser o bonitão? Em tempo: Fumar virou quase um crime, mas isso é tema para outro post.

solgato!

Eu escolhi fumar. Conscientemente ou não, a escolha foi minha. Antes de me julgar ou de se achar melhor do que eu, pense um pouco nas escolhas que você fez quando era um adolescente. Se você ficar satisfeito e feliz com tudo, parabéns você pode me julgar. E parabéns, pois você provavelmente é um babaca de 30 anos que não fuma, não bebe, não fode e nunca viveu e mora com os pais. Esse é o tipo de pessoa que não tira o plástico da tela do celular, que se orgulha de fazer aquele Rebook dos anos 90 ser novinho até hoje.

Outra coisa, não fumantes, que eu gostaria muito de dizer é o seguinte: FUMANTE NÃO TEM UM BOTÃO DE FUMO-NÃOFUMOMAIS. É impressionante como as pessoas costumam ser estúpidas em relação a isso. TODO não fumante, mas todo mesmo, acha que para parar de fumar basta colocar o botãozinho de fumo no Off. Conheço gente muito inteligente que acha isso de verdade. Se você é uma delas, e está chocado com essa verdade, desculpe jogar assim, mas a vida é dura, aceite.

Não estou defendendo cigarro, estou defendendo a minha paciência. Sei que fumar incomoda, sei que o cheiro é ruim, sei que faz mal, sei que você se irrita, sei que para quem tem problemas respiratórios a fumaça é ainda pior. Ou você acha que quando eu nasci ao invés de chorar eu virei pro médico – ainda de cabeça pra baixo – e disse: “Porra! Tava lá no quentinho, você me traz pra essa merda de mundo, essa luz forte, enfia o dedo na minha gargante, me dá um tapa na bunda, fura meu pé… que estresse cara. EU QUERO UM CIGARRO! AGORA!”

Como eu disse, e isso você pode perguntar para qualquer médico, vícios quando fazem mal a saúde – e eles tem essa maldita mania de fazerem – devem ser tratados como uma doença. Não sei se você sabe, mas um alcoólatra (dos mais pesados), não bebe de sacanagem. Não bebe porque quer chegar nas gatinhas da balada. Ele bebe porque tem um vício incontrolável. É mais fácil perceber que a pessoa está doente, pela vida que ela leva, pelas roupas, a feição acabada e tudo mais.

Num viciado em cigarro você não vai encontrar isso. Pelo menos não até ele estar em uma cama de hospital morrendo de algum câncer. E isso demora.

Querer parar de fumar, é igual querer a paz mundial, o Galo campeão da Libertadores e carros voadores. Todo mundo quer isso. Eu quero. Não ao ponto de fazer de verdade alguma coisa em relação a isso. Mas isso vem mudando. Eu sempre disse que eu um dia vou parar de fumar, só preciso ter algo muito forte me dando impulsão para isso.

Hoje eu quero parar de fumar, porque eu sei que de todos os benefícios que isso vai me trazer, um deles vai me deixar ainda mais feliz. Eu achei o meu motivo.

E você?

***

1 – Fumei 3 cigarros entre o início e o fim do post.

2 – Para escrever eu realmente vou ter que arrumar um substituto.

3 – Ex-fumantes. Nada contra, mas… FODA-SE SE VOCÊ PAROU. EU NÃO QUERO SABER COMO VOCÊ FEZ E COMO VOCÊ SE ACHA MELHOR DO QUE EU. Ex-gordo, isso serve pra você também.

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Já vi e experimentei de vários tipos, todos sempre cilindricos e deliciosos. Temos grandes, pequenos, curtos, compridos, tortos e retos; alguns mais branquinhos, outros pretinhos.
O tamanho, claro, é variado…e aí vai do gosto e de quanto a pessoa aguenta. Tem os que preferem os enooooormes, alguns se satisfazem com algo mais discreto.

Mas o que importa é o recheio cremoso, quentinho e que lambuza. E quanto mais melhor. No começo você até fica meio com receio de engolir tanto, mas não precisa sentir culpa. Eu não tenho mais vergonha…me lambuzo e aproveito até o final.
É, eu gosto…caio de boca mesmo.

E não adianta fazer essa cara de “nossa, menina, que gulosa. E ainda fala abertamente disso”.

Eu admito..eu gosto e sei que você também gosta, e muito!

É uma coisa que quando vemos na nossa frente, já ficamos com vontade, mas ninguém fala “nossa, eu quero muito…”. Ninguém tem essa coragem. Você tem ser muito amigo pra confessar que gosta, porque senão parece que pega mal.

Só não consigo entender como isso ainda acontece. Tudo está liberado, todos dizem não ter pudores, então qual o problema?
Eu adoro, sou completamente viciada e acho que se você também gosta deve repetir comigo:

churros

Eu amo churros, cara *.*


  1. Um blog novinho sobre futebol do meu amigo @raphael_amorim que é apaixonado por isso…adoro – Livre Indireto
  2. Toque um pra quem curte redação: Final do mês tem Oficina de Roteiro de Humor para Televisão….as inscrições ainda estão abertas no site da Belas Artes. CORRÃO
  3. Toque dois pra quem curte redação. Seguido desse curso, tem um curso de redação publicitária ministrado pelo Zeca Martins em Sampa também. Vale super a pena. Roteiro e inscrições no site. Vagas limitadas
  4. Ah…eu me inscrevi nos dois cursos…quem quiser me encontrar por SP só dar um toque ;)

maconha

Imagem: Revista Época

Parece que estou me especializando em temas polêmicos, e esse eu tenho certeza que vai dar o que falar. Passeando pela internet, me deparei com esta matéria da Época – Maconha: É hora de legalizar? Me parece que não é a matéria completa que está no ar, mas o que eu li me deixou satisfeito, a matéria é boa e principalmente, é imparcial. Como você pode imaginar, a matéria levanta a questão da legalização ou não da maconha na América Latina, mostrando quem é a favor, quem é contra e os pontos positivos e negativos da liberação da ‘erva’.

Quando li a matéria já pensei de cara, “Opa, já tenho sobre o que escrever hoje!”. Só estou postando agora por que estive atolado de trabalho, mas também por ficar pensando e argumentando comigo mesmo se valeria a pena falar sobre isso – óbvio que vale –, como eu iria escrever… e o mais importante é claro, como os leitores veriam um texto sobre o tema, tendo a mim como autor (Digo isso porque teve muita gente que não entendeu direito quando eu falei sobre racismo). Na verdade, fiquei mesmo pensando se valia a pensa ser chamado de maconheiro aqui.

Como eu não ligo, nem nunca liguei, para as coisas de quem sempre me chamam, resolvi escrever. E não, eu não sou maconheiro, mas tenho experiência o bastante para falar sobre o assunto. Por experiência entenda o fato de eu estar rodeado por pessoas que fumam e de conhecer pessoas que fumam absurdamente, na verdade você provavelmente está rodeado por pessoas assim, você só não sabe. Porque uma coisa é verdade, muita gente, mas muita gente mesmo fuma maconha. Gente que você nem imagina. Está aí o Michael Phelps que não me deixa mentir.

Tem gente de peso apoiando a ‘causa’: “Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos.” Citando a matéria, todos eles ex-professores universitários e todos ex-presidentes de seus respectivos países. E eles se apoiam em um argumento forte. São gastos bilhões e bilhões de dólares todo ano no combate ao tráfico, a riqueza que os traficantes acumulam com a venda de maconha – na matéria é dito que exista cerca de 160 milhões de consumidores ao redor do mundo (pode ter certeza que é muito mais) –, as cadeias estão lotadas de presos por envolvimento com drogas. Eles defendem que deve ser liberado de alguma forma, lógicamente controlada e com diversas campanhas de prevenção pelo governo.

A questão, é que se você parar para pensar você vai poder imaginar a quantidade de imposto que o governo pode recolher com a liberação da droga. Sem contar que vai tirar a galinha dos ovos de ouro de muitos chefes do tráfico. Até aí tudo bem, mas se você pensar que a qualquer hora do dia você pode encontrar um monte de malucos no meio da rua de olhos vermelhos. Maconha é menos nociva do que o cigarro, e há quem defende que é menos nocivo do que o álcool. Ok. Mas pense que o cigarro não deixa você ‘doidão’ e para você ficar bêbado você precisa de algumas horas. Já com um baseado, ou até meio baseado, você já consegue ficar ‘legal’.

Pode até funcionar em alguns países, mas nada que dá certo em tudo que é lugar da certo aqui no Brasil. Acho que existem mais pontos positivos do que negativos com a liberação, mas tenho medo do que pode virar isso aqui. Vai ter gente aí jogando tudo pro alto, ficando maluco o dia inteiro e em pouco tempo o que mais vai se vender no país será algum dispositivo para fazer você lembrar de qualquer coisa. O tráfico não vai acabar com isso, é claro, mas irá diminuir e irá abalar a ‘organização’. O dinheiro gasto na repressão pode ser investido em outro lugar – até mesmo no bolso sempre vazio de nossos políticos. Em contrapartida, muita gente que não fuma por medo – seja de gostar, seja da polícia – vai começar a fumar.

Se isso acontecer de verdade, terá que ser muito bem planejado e muito bem feito. E aos poucos, óbviamente. Meu medo é que no Brasil nada é feito assim, principalmente pelo governo.

Mais uma vez, o espaço está aberto para você comentar e deixar sua opinião.

***

1 – Conheçe o Cogumelo Louco?

2 – Já visitou o Insuportáveis hoje?

3 – E o Quarto Universitário?