

Tenho a ligeira impressão de que a foto é um tanto pesada para o tipo de post, mas ilustra o sentimento. Não se precupe, daqui a pouco vou pedir para você subir o post e olhar a foto novamente. Você irá rir e depois você também irá para o inferno.
Meu caro leitor, prepare-se. Esse é mais um daqueles textos que você adora ler, ou seja, do tipo em que eu me ferro de verdade a história inteira, mas que no final dá tudo mais ou menos certo.
Como você sabe, pelo menos deveria saber (já que você se diz um leitor fiel a essa bagaça #brimks), que eu estou estudando de manhã neste período da faculdade. O motivo, é que eu tenho hora pra entrar no meu trabalho, mas como um bom diretor de arte fudido, jamais tenho hora pra sair. Então, ou era de manhã, ou não era. A mudança foi deveras repentina, e eu lógicamente me ferrei pelo fato de que acordar cedo pra mim é mais difícil do que estudar física quântica.
Bom, a minha Universidade tem um negócio que chama TIDIR (Trabalho Interdisciplinar Maldito Filha da Puta Dirigido) como eu estou indo pro último ano de faculdade e a partir de agora o negócio é o tal do TCC, fiz meu úlitmo TIDIR esse semestre. (Faça um teste: se você conhece alguém da UNA aqui em BH ou da Unimonte de Santos, diga a palavra “TIDIR” perto dele. Você vai entender o que eu estou falando) Então, o tidir é sempre… vamos dizer… desesperador. Principalmente pra mim, que tudo dá muita merda antes de dar certo na maioria das vezes.
Levei o tal tidir como sempre, na interfemural (leia-se nas coxas), última hora e tudo mais. Só que havia um problema, estudando de manhã, eu teria que terminar o trabalho em um horário que me possibilitasse imprimí-lo em uma gráfica. O problema é que como eu tinha que apresentar e entregar o trabalho ontem (terça-feira), eu tinha que terminá-lo na segunda no máximo até meio-dia. Coitado de mim.
Trocando 2 mil e-mails com o pessoal do grupo – tudo isso no meio do meu horário de trabalho – completa daqui, escreve um textinho ali, sobe duas páginas lá. Quando eu vi. 18h. TCHAM! Eu tinha que entregar o trabalho e aprentar no outro dia às 8 da matina. EAGORACARALHO!? Comecei a ligar para gráficas como louco, as que atendiam diziam que não estavam atendendo mais. Não perdi a calma. Mas mandei um e-mail pro grupo para avisar. Falando que talvez não conseguiríamos imprimir o trabalho.
A reação deles? Bem, olha a foto lá em cima de novo.
Fim do mundo, e-mails desesperados e eu nem tinha começado a pensar em talvez como iria fazer a apresentação para o outro dia. Caro leitor, não aprenda a ser diretor de arte, sua vida estará condenada. Falo sério. Bom, voltando a história, vi uma luz no fim do túnel. Cléber da CTRL P, mas conhecido hoje – por mim – como São Cléber O Santo das Impressões Impossíveis. [Aqui vale lembrar que eu já tinha ligado para a CTRL P - que é uma gráfica parceira do Grupo Open aqui, eles realmente fazem coisas impossíveis -, mas o cara de lá disse que era impossível e tal, que eles estavam garrados que não ia ter jeito]. Eu tenho o Cléber no msn, então fui falar com ele. Ele realmente disse que não iria dar e tal. Aí sim eu fiquei desesperado. (veja a foto novamente).
Já estava inventando as mais sinistras mentiras para os professores da banca no outro dia. Quando resolvi tentar de novo com o Cléber, em lágrimas é claro. Expliquei como seria a impressão (já eram 19h30), e São Cléber, vendo o meu desespero disse que faria.
Foi gol mano. Golaço. Mandei um e-mail tranquilizando a galera. E mandei o arquivo pro Cléber por MSN. Como eu tinha que sair para levar uns pacotes pro povo lá, deixei enviando o arquivo e saí. Deixei meu celular com ele caso acontecesse algo. Alguns minutos depois, já voltando para Open, o Cléber me liga dizendo que o arquivo cancelou, e que era pra eu enviar de novo. Merda de MSN, pensei. Voltei pra Open e constatei o pior: a internet tinha caído.

- GENTEAINTERNETCAIU!~?!??!?!
- Caiu.
- PUTAQUROAPARELPORRA!A??A?A FODEUFODEU
- Pois é…
A internet não voltava por nada. E São Cléber me ligando dizendo que seus outros fiéis não poderiam ficar na mão por minha causa. Eu não posso ser tão azarado assim! A solução foi ligar pro meu irmão, pedir pra ele entrar no meu e-mail, e ecaminhar o e-mail com o arquivo pro São Cléber. Deu certo. Logo depois disso, a internet volta.
AMURPHYSEUVIADO!
O problema, é que meu problema ainda não estava resolvido. Eu tinha que fazer a apresentação do trabalho. Fui pra casa, sentei no computador e soltei um.. “Ah neeeem”. Tirei um cochilo, fui acordado pelo meu irmão chegando da rua com um “Vai dormir na sua cama velho…” “Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse”.
Comecei a fazer a apresentação era uma da manhã. Terminei às 5. AGORA EU TE PERGUNTO! COMO DIABOS EU IRIA ACORDAR PRA APRESENTAR O TRABALHO!?!?>!>!
Quando fui dormir, mandei uma mensagem desesperada pro Tiago e pro Rodrigo. Pedindo pelo amor de Deus para me ligarem até eu acordar. Bom, me ligaram só 20 vezes até eu conseguir acordar, e sem motivo aparente eu estava com o celular na mão em baixo do travesseiro. Sim, eu não comando meu próprio corpo 100% do tempo. Já era 7:30 quando consegui acordar, tive que pegar um táxi até a Serraria Souza Pinto no maldito evento da faculdade para as apresentações do TIDIR. Entreguei tudo, apresentamos o trabalho.
Nem preciso dizer que passei o dia de ontem (quarta) como um zumbi.
E pensar que ainda tenho 3807u298 trabalhos da faculdade pra terminar…
Tremo só de pensar nas merdas que podem acontecer.
***
1 – Visitem o Palavra Ácida do Will que está de Mimimi comigo.
2 – E visite também o Blog do Grupo Open.


Eu já escrevi sobre isso aqui no blog, mas infelizmente eu não achei o post para linkar. De qualquer maneira, é como se fosse uma revisão daquele texto. Nele, eu falava sobre a volta às aulas (acho que foi quando eu fui para o primeiro período, um minuto… achei! Segue o link do texto). Graças a deus não escrevo mais assim. Ou escrevo? Achei muito auto-ajuda o texto.
Bem, você deve saber que obviamente não é o meu primeiro dia de aula, primeiro porque eu já estou no sexto período (meu teclado não tem a bolinha numeral, desculpe), segundo porque minha aula (re)começou na terça-feira. Mas a questão da coisa toda é que nesses dois anos e meio de faculdade eu sempre estudei a noite. E me espanta nunca ter passado pela minha cabeça, estudar de manhã.
A verdade é que não me espanta nada, sério. Eu odeio acordar cedo, eu e 4 bilhões de pessoas no mundo (por aí… e devem ser mais). Segundo porque eu além de ter que trabalhar, gosto de trabalhar e fazer o que eu faço. Ou seja, só poderia estudar a noite, certo? Errado. Dos dois anos e meio que eu estou estudando aqui em BH, somente um ano eu passei trabalhando em período integral. Se eu não me engano, primeiro período, quarto período e metade do quinto.
Então porque diabos, eu não estudei de manhã no ano em que trabalhava na agência da faculdade que era na faculdade?! Olha só, a manhã é um período que você de cara perde metade dele. Isso se não perder ele todinho. É muito mais fácil estudar, trabalhar e chegar em casa lá pelas 7 horas e PRONTO do que sair de casa meidia com a comida na garganta, pegando um sol docarái e voltar às 11 pra casa.
Digo isso, porque agora que eu to trabalhando novamente – no período da tarde – o pensamento me veio num dia em que eu estava indo pegar o segundo busão para ir pro Belvedere torrando no sol. Senti-me um completo idiota por não ter pensado nisso antes. E isso foi na terça, logo no primeiro dia de aula.
Pensei, não só vou mudar de turno como vou ver se levo os Cavaleiros do Apocalipse comigo (Desculpe interromper, mas tenho que explicar o apelido: No terceiro período eu, o Tiago, o André e o Daniel ganhamos essa alcunha – você pode imaginar o porquê – da querida professora Carol de Pesquisa em Comunicação. O André e o Daniel saíram da faculdade e eu e o Tiago logo iniciamos outros no nosso grupo) No final das contas, nós os cavaleiros vamos todos para o turno da manhã. Hoje somos cinco: Além do Tiago, os irmãos gêmeos Édson e Rodrigo e o Celso.
Chegando ao ponto que eu queria chegar (que introdução gigante em Pedro!) digo que mesmo mudando de turno com os amigos, mesmo conhecendo metade da turma da manhã (coisas da viagem a Sampa) eu to me sentindo como sempre me senti a vida toda antes de qualquer primeira aula. O que me leva diretamente à minha infância, quantas vezes eu não passei noites em claro, ansioso como uma doninha no inverno, contando os minutos para poder me arrumar e ir pra aula.
Me faz um bem danado sentir isso de novo. Isso quer dizer que eu to mudando minha vida sem medo, tomando decisões que antes nem passavam pela minha cabeça. Tomando uma decisão que vai me ajudar no meu trabalho, já que tenho hora para chegar, mas não tenho hora para sair (outro dia foi só até as 4 da manhã).
Melhor ainda é que isso quer dizer que eu tenho a possibilidade de conhecer mais pessoas, fazer novas amizades, e sentir aquele gostinho frio da manhã com a missão de ir para aula, como não sinto há quase 5 anos. Isso também quer dizer que eu vou poder ser nostálgico junto com meus amigos “É… naquele tempo que a gente estudava a noite não era assim…” “Era bom quando a gente podia dormir até tarde né?” “Que saudade das estrelas me acompanhando na volta…”
***
1 – Gente, como eu estou sem ler meus feeds há umas duas semanas, eu não faço a mínima idéia de quem indicar. Faz o seguinte, clica nos parceiros aí de lado. ;D ótimos blogs!
2 – Eu ia dar um recado… mas esqueci. (uns minutos depois…) Lembrei, só ia dizer que eu enganei vocês, falei sobre outra coisa o texto todo. Ahahahaha quase nada do tal primeiro dia. Malz ae galera.
3 – Só para ter o número 3 mesmo.

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