No post de ontem eu disse que iria deixar a outra boa notícia para o próximo post e o post em si é a boa notícia, não só para mim e para você que insiste em ler este blog. A notícia é boa para todas as pessoas que vivem de escrever, escrevem para viver, ou só gostam de digitar besteiras por aí. E na boa, não é nenhum exagero dizer que a ferramenta é uma salvação dos blogs – entenda por blogs, aqueles que produzem o próprio conteúdo.

Apresento-lhes o Plinky.

É, eu sei… mais uma “rede social”. Mas não é qualquer uma, é bem específica e a funcionalidade é extremamente útil para pessoas como eu que precisam de um tranco no cérebro de vez em quando para ele funcionar.

A premissa do Plinky é bem simples, vamos apenas contextualizar:

Você acorda de manhã e pensa sobre as tarefas do dia. Você é uma pessoa que gosta de escrever, tem um blog de textos, e trabalha escrevendo colunas para alguns sites. Você faz tudo isso entre os textos que produz para o jornal que trabalha. Você já não faz um post no seu blog pessoal há duas semanas, você senta em frente ao notebook, abre uma página em branco e….

E você não tem a MENOR ideia sobre o que diabos vai escrever.

Você fecha o notebook e vai trabalhar.

A história normalmente é assim. E não só para posts em blogs, ou textos em geral. Quem depende da própria “criatividade” para trabalhar também passa por isso todos os dias. E quem depende disso para fazer suas coisas, sabe – ou deveria saber – que não existe aquele momento de iluminação e que de repente você inventa o microondas que congela ao invés de esquentar. Ideias só surgem quando você alimenta sua mente ou quando alguém puxa o gatilho.

Por exemplo, outro dia eu precisava criar um título para uma peça da campanha interna da Copa do Mundo que estamos fazendo. Como eu já havia criado vários títulos para a campanha, empaquei e não conseguia fazer sair mais nada que prestasse. Até que o Rafael disse a palavra “comemoração”, na mesma hora eu disse o título (o melhor da campanha até agora). Ou seja, eu só estava precisando que alguém ou eu mesmo puxasse o gatilho. O famoso brainstorm nada mais é que uma tentativa de “puxar o gatilho”.

E é essa a proposta do Plinky, ser um puxador de gatilho. Todos os dias ele gera perguntas que parecem perfeitas para você fazer um post. Sua cabeça automaticamente começa a borbulhar ideias para escrever sobre o assunto proposto. E como uma boa rede social, você tem lá seus seguidores e a possibilidade de ver as respostas que cada usuário deu para as “ideias” dadas pelo Plinky.

Eu achei simplesmente fantástico. Na pequena história que eu escrevi ali em cima, você entraria no Plinky, encontraria uma ideia e escreveria o texto sem maiores problemas. O que faria você chegar atrasado ao trabalho. Mas isso não vem ao caso aqui.

Se você ainda está com dúvidas sobre o Plinky, o Tiago Dória explica a ferramenta – de forma muito mais clara :

Deu branco? O Plinky é um site que tenta resolver esse problema. É como um Twitter, só que ao invés de perguntar “o que você está fazendo?”, ele faz outras questões que podem servir de inspiração para escrever um texto.

As perguntas não são tão aleatórias, mas baseadas nas informações que você insere em seu perfil no site. Questões do tipo chegam até você – “O que você faria com US$ 1.000?”, “Descreva como seria um super-herói ideal para você”, “Descreva a coisa mais legal que você viu em um país estrangeiro”.
A idéia é que essas questões sirvam de inspiração para um post, uma matéria, uma coluna…

Tem mais nesse post em que ele comenta sobre a compra do Plinky pelo WordPress.

***

1 – Se você gosta desse tipo de novidade, social media, e um monte de coisas sobre novas tecnologias o blog do Tiago Dória é o melhor que eu já vi.

2 – Viu? Eu não tenho mais desculpas para não postar.

3 – Espero que vocês também aproveitem, e se fizerem uma conta no Plink, me adicionem.