
Há alguns anos, eu escrevi aqui um post falando sobre mensagens em maços de cigarro. A ideia do post de hoje é um pouco diferente.
Pela primeira vez estou usando o Plinky para ter ideias para textos. E olha que eu fiz um post dizendo que ia usar e nunca usei… não é que funciona? O negócio lá foi falar sobre um vício, então vai o cigarro.
É incrível a diferença que existe entre fumantes e não fumantes (ex-fumantes não se incluem aqui, porque ex-fumante é igual ex-gordo, portanto são pessoas insuportáveis), um não fumante nunca vai entender porque diabos nós fumantes, fumamos. E nós nunca vamos conseguir explicar pra eles o que diabos é fumar e porque nós fumamos.
Para começar a fumar basta apenas ser uma coisa: um adolescente idiota. Sério, não precisa de mais nada. Eu comecei assim. Sendo um adolescente idiota junto com outros adolescentes mais idiotas ainda, praticando idiotices. Não sei o que foi, só sei que um dia, matamos a educação física, compramos cigarros, cerveja e biscoito recheado, fomos para casa de um de nós e pronto.
Pilha errada. Só isso.
Acontece que se você continua na pilha errada, você vai viciar, aí a brincadeira começa a ficar séria. O que antes era apenas uma pilha errada se transforma em uma doença. Sim meu caro leitor, doença. Ou você acha que eu fumo porque eu estou de sacanagem com você? Ou eu fumo porque eu quero ser o bonitão? Em tempo: Fumar virou quase um crime, mas isso é tema para outro post.
Eu escolhi fumar. Conscientemente ou não, a escolha foi minha. Antes de me julgar ou de se achar melhor do que eu, pense um pouco nas escolhas que você fez quando era um adolescente. Se você ficar satisfeito e feliz com tudo, parabéns você pode me julgar. E parabéns, pois você provavelmente é um babaca de 30 anos que não fuma, não bebe, não fode e nunca viveu e mora com os pais. Esse é o tipo de pessoa que não tira o plástico da tela do celular, que se orgulha de fazer aquele Rebook dos anos 90 ser novinho até hoje.
Outra coisa, não fumantes, que eu gostaria muito de dizer é o seguinte: FUMANTE NÃO TEM UM BOTÃO DE FUMO-NÃOFUMOMAIS. É impressionante como as pessoas costumam ser estúpidas em relação a isso. TODO não fumante, mas todo mesmo, acha que para parar de fumar basta colocar o botãozinho de fumo no Off. Conheço gente muito inteligente que acha isso de verdade. Se você é uma delas, e está chocado com essa verdade, desculpe jogar assim, mas a vida é dura, aceite.
Não estou defendendo cigarro, estou defendendo a minha paciência. Sei que fumar incomoda, sei que o cheiro é ruim, sei que faz mal, sei que você se irrita, sei que para quem tem problemas respiratórios a fumaça é ainda pior. Ou você acha que quando eu nasci ao invés de chorar eu virei pro médico – ainda de cabeça pra baixo – e disse: “Porra! Tava lá no quentinho, você me traz pra essa merda de mundo, essa luz forte, enfia o dedo na minha gargante, me dá um tapa na bunda, fura meu pé… que estresse cara. EU QUERO UM CIGARRO! AGORA!”
Como eu disse, e isso você pode perguntar para qualquer médico, vícios quando fazem mal a saúde – e eles tem essa maldita mania de fazerem – devem ser tratados como uma doença. Não sei se você sabe, mas um alcoólatra (dos mais pesados), não bebe de sacanagem. Não bebe porque quer chegar nas gatinhas da balada. Ele bebe porque tem um vício incontrolável. É mais fácil perceber que a pessoa está doente, pela vida que ela leva, pelas roupas, a feição acabada e tudo mais.
Num viciado em cigarro você não vai encontrar isso. Pelo menos não até ele estar em uma cama de hospital morrendo de algum câncer. E isso demora.
Querer parar de fumar, é igual querer a paz mundial, o Galo campeão da Libertadores e carros voadores. Todo mundo quer isso. Eu quero. Não ao ponto de fazer de verdade alguma coisa em relação a isso. Mas isso vem mudando. Eu sempre disse que eu um dia vou parar de fumar, só preciso ter algo muito forte me dando impulsão para isso.
Hoje eu quero parar de fumar, porque eu sei que de todos os benefícios que isso vai me trazer, um deles vai me deixar ainda mais feliz. Eu achei o meu motivo.
E você?
***
1 – Fumei 3 cigarros entre o início e o fim do post.
2 – Para escrever eu realmente vou ter que arrumar um substituto.
3 – Ex-fumantes. Nada contra, mas… FODA-SE SE VOCÊ PAROU. EU NÃO QUERO SABER COMO VOCÊ FEZ E COMO VOCÊ SE ACHA MELHOR DO QUE EU. Ex-gordo, isso serve pra você também.

Desculpe querido leitor desse blog, esse texto não é para você, se quiser seguir em frente tudo bem, mas acredito que ele não significará nada para você.
Esse texto é para pouco mais de 50 pessoas ou mais que fizeram parte da minha vida durante mais de um ano e meio. Esse texto é para me despedir de vocês, já que hoje foi o meu último dia aqui como funcionário. Esse é um texto difícil de escrever. Esse é um texto que escrevo com os olhos marejados de tantas lembranças.
Saio hoje da Open com um crescimento pessoal e profissional que eu nunca imaginei ter em tão pouco tempo. Entrei aqui como um garoto, saio como um homem. Entrei aqui como um profissional com potencial, saio daqui confirmando esse potencial, mas precisando aprender muito mais.
E é exatamente por isso que tomei essa difícil decisão. Durante esses quatro anos em que trabalho com publicidade, sempre fiquei dividido entre duas coisas que eu sei fazer: ser um redator e ser um diretor de arte. Sempre fiquei dividido entre as palavras e as curvas, cores e “arredas” de um layout. Preciso aprender mais. Preciso aprender muito mais. Preciso ver mais do mundo para ser para o Grupo Open tudo que ele precisa. Hoje eu não posso dar.
Nós sabemos das dificuldades, sabemos que às vezes é difícil, mas sabemos também que é difícil encontrar uma empresa com tantas oportunidades e com tanta garra e vontade como o Grupo Open. Aqui damos nosso sangue, somos grandes lutadores aqui.
Bom, é isso. Gostaria mesmo de dizer tchau a todos da forma que eu sei me expressar melhor, escrevendo. Sei que alguns lêem o blog regularmente, sei que vão me acompanhar daqui pra frente. Aos outros, saibam que estarei bem. Vai ser duro, mas estarei bem. E espero de verdade que vocês estejam bem. Assim como vocês, eu confio e acredito no Grupo Open.
Meus caminhos me levam para longe daqui, mas sempre estarei aqui, de alguma forma. Devo muito a essa empresa para esquecê-la. Fiz grandes amigos, compartilhei histórias, vitórias e derrotas. Encontrei o amor da minha vida, vi e vivi coisas que nunca imaginei viver. Enfim, estou feliz por essa história, feliz por fazer parte disso tudo mais uma vez.
Em nome, apenas agradecerei ao Daniel e ao Jorge, se existem culpados por eu ser quem eu sou são eles. Em geral, agradeço a todos pela força que sempre me deram. E desculpem pelas chatices e dores de cabeça que dei em vocês.
Um abraço.
***
1 – Aos que estão com medo de perder mais um na peladinha, fiquem tranqüilos. Toda terça estarei aí na porta esperando uma carona. =D
2 – Aos amigos e parceiros da House. Foi um prazer e um grande aprendizado trabalhar com vocês.
3 – Até mais pessoal.
Oba! Agora eu tenho uma coluna! E como toda quarta é dia de postagem – até meia-noite conta – ainda estou a tempo de postar. O que é bom. Estou postando mesmo depois de ficar ouvindo de varias pessoas que só escrevo de ano em ano (tks @bakakun), que o motivo das chuvas no Rio foi porque eu escrevi (obrigada @firamos). É eu escrevi um texto e mandei para o Felipe Ramos – mais conhecido como tomates causam câncer – e ele já confirmou as chuvas, ai eu completei 4 textos, e só por isso foi motivo de catástrofe natural. Ah! Ainda bem que nem dou ouvidos pra esse povo cheio de critica.
Como hoje é o meu primeiro post, o Sr. Turambar pediu que explicasse um pouco sobre o que eu ia falar nos próximos textos. Como vocês viram no post do Pedro a coluna vai se chamar On-Life, não riam do trocadilho barato ah On-Life dowrr on-line. Então, como diz o nome On-Life (sobre a vida), literalmente, vou falar sobre a vida, complexo não? É a vida é de longe mais complexa que qualquer calculo matemático…ah! e pra piorar só tem gente que complica ainda mais, eu estou no meio e você também.
Ah! Ingrid que coluna chata heim! E daí, eu que estou escrevendo e você que está lendo, se quiser continuar, vá. Se não pare por aqui mesmo. Alias quero ouvir mais vocês, o que acham dos textos? Longos? Chatos? Errados? Escreva ai em baixo o que você pensa sobre o texto, eu sei que tem muita gente caladinha ai que deve ter coisas maravilhosas a dizer.
É esse texto é só introdutório, não me alongarei muito neste post. Espero ser bem-vinda novamente.
Ah! Sinto que alguma coisa está não está certo nesse post….o que será heim?!
[Pronto, agora não falta mais!] =D
Não vou mentir pra você, tem sido decepcionante o desempenho desse blog no último ano. Tanto para mim, quanto para você que insiste em acreditar na gente. Eu fui ficando cada vez mais ocupado, cada vez mais sem saco para blogs, twitter… “xoxal” media em geral. Por mais que escrever me faça falta – e faz muita – eu não sabia mais sobre o que escrever. Cada vez que eu tinha uma nova ideia para um post eu corria para escrever quando derrepente eu via o quão ridículo eu estava sendo. “Não posso simplesmente colocar um post assim depois de tanto tempo… como se nada tivesse acontecido…”, então eu simplesmente desistia de escrever.
O blog acabou se transformando em um fantasma. No início uma má lembrança apenas. Mas foi ganhando corpo com o passar do tempo. Hoje é um zumbi de 3 metros de altura com um olho só, que caga na mão e taca merda na cara de todo mundo. As vezes ele é mesmo esse monstro. Outras vezes, – como cada vez que eu recebo um comentário por exemplo – é um fantasma que está no limbo e fica o dia todo se lamuriando, arrastando suas correntes pra lá e pra cá. Outras vezes – e são as que mais me dói – ele é como uma criança abandonada, que me joga na cara tudo que ele foi um dia e tudo que ele poderia ser se eu fosse um bom pai, se eu não preocupasse mais com o meu trabalho do que com aquilo que eu amo.
Olha que dessa vez nem é por desculpa esfarrapada. Não que das outras vezes foram, mas eu definitivamente tinha muito mais tempo do que tenho hoje. Veja só querido leitor (ou leitora), meu trabalho está sugando todas as minhas forças, tudo mesmo, tanto física quanto mental. E eu ainda tenho a faculdade, que está passando como uma sombra no último ano, se arrastando como uma doença terrível e dolorosa. Parece meio terrível… e é mesmo. Nem adianta dizer que eu vou sentir falta, porque não vou. Eu já sinto falta daquela parte que eu sempre irei sentir falta quando lembrar da faculdade. Ou seja, desde o fim do terceiro período eu vivo numa tortura praticamente quando vou pra faculdade.
Então, eu sei que você que ainda lê e espera por novos posts, uma frase que seja… qualquer coisa, ainda acredita e ainda tem confiança que um dia vamos postar mais vezes. Eu mesmo acredito. A boa notícia é que existe uma data para isso. Dia primeiro de janeiro. De 2011, para que eu não tenha brechas. Neste dia este blog re-começa. Estou formando, e então terei todo tempo do mundo para me dedicar a coisa que eu mais amo fazer, escrever. Mas não se preocupe, até lá pequenas mudanças vão ocorrer. Pouco a pouco vamos nos reestabelecendo.
Não será como das outras vezes, com promessas vazias e simplesmente “vou escrever mais!”, dessa vez a coisa será feita com planejamento, agenda e tudo mais. Haverá mudanças nas seções, nos tipos de textos, na equipe e principalmente no foco. Esse blog não vai tentar ser uma coisa que não é, esse blog será o que ele sempre deveria ter sido: Um blog de textos que falam do cotidiano, de histórias, de nostalgia, de bom gosto e opiniões fortes e polêmicas. Não vou mais tentar falar sobre os filmes que acabaram de sair, nem das HQ`s, nem de música. Vou falar das coisas que eu gosto. Esses três inclusos, é claro. Mas sem essa obrigação de coisas novas, afinal, listas e nostalgia nunca irão faltar. Continuarei dando dicas de coisa boa para se ler, escutar e ver, e do jeito que você leitor mais gosta: do nosso jeito.
Chega dessa história de visitas, pageview, pagerank, links, parcerias e o caralho da umbigosfera. Vamos fazer aqui o que gostamos, sem essa preocupação, que na verdade nunca existiu direito. Vou divulgar os blogs que eu realmente leio, nao mais os blogs que exigem um “banner” para links. Linka quem quiser, divulga quem quiser. Vou me preocupar inteiramente e somente com o conteúdo e com os leitores. De resto, o que vier de bom já está ótimo.
Falando em se preocupar com os leitores, eu queria pedir a sua ajuda agora. Se é que você ainda está aí (espero que esteja).
Gostaria muito, que nesse tempo de mudança, você me dissesse o que você mais gosta, o que você não gosta e o que gostaria de ver nessa nova fase. É você, no final das contas que vai controlar e me dizer o que interessa ou não. E para isso, abri novos canais de comunicação com o blog.
- Jamais mande qualquer e-mail para o antigo e-mail de contato do blog. Só tem spam. Esse aliás era o motivo para eu nunca abrir o e-mail, porque eu tinha que ficar catando os e-mail normais.
- Para me mandar suas opiniões, críticas, perguntas, e principalmente o que você gostaria de ver no novo crepúsculo escreva um e-mail para falaqueutescuto@ocrepusculo.com // Eu gostaria muito de contar com sua ajuda. De verdade. Fale sobre as sessões que você mais gosta, sobre o tipo de post que você mais gosta e claro dos que não gosta. Isso será a principal ferramenta de mudança.
Outra mudança, como eu citei lá em cima, é sobre a equipe. Hoje mandei um e-mail para todos e perguntei se realmente vão querer continuar postando. De qualquer modo haverão mudanças, mas não se preocupe… pelo menos o Neto e a Naya continuaram para sempre aqui, postando seja lá quando eles quiserem. Esse blog perde a identidade sem eles… e sem o Diego, que sumiu no mundo (hehehe).
Então, se você é uma pessoa com tempo, habilidade, sagacidade, bom gosto e que saiba juntar uma palavra ou duas e acha que poderia escrever aqui nesse blog, as vagas estão abertas, permanentemente. Se não quiser se tornar um colunista, tudo bem, pode mandar algo que escreveu que eu postarei na mesma hora – Deus sabe o quanto precisamos de posts aqui. Só terá, é claro que passar pelo meu crivo nada criterioso. Peço encarecidamente que faça isso, você mais uma vez será a ferramente que irá levantar esse blog.
- Para se candidatar a uma vaga, mande um e-mail para nadadevampiro@ocrepusculo.com com o assunto “Quero ser colunista” ou “Quero ser editor”// Neste e-mail quero que você fale um pouco de você e que me diga que tipo de texto você gosta de escrever e sobre qual tema você gostaria de falar, se puder, um nome para sua coluna também seria ótimo. Obviamente, quero que você mande um texto que você escreveria para postar na sua coluna. // Eu sei que parece chato, mas é para quem quer de verdade.
- A ideia dos novos “colunistas” é exatamente uma coluna (AH VÁ?!). Com um tema e uma periodicidade: uma vez por semana (toda quinta-feira, por exemplo) ou a cada 15 dias. Mas nada impede de você ser o que eu chamo de Editor. Você não terá uma periodicidade e nem um tema definido, mas terá que postar sempre e eu serei muito mais criterioso para selecionar esses.
Mas se você não quer nada com a dureza (heheheh), mas gosta de escrever, acha que tem uns textos bacanas que gostaria de ver publicados mande um e-mail para o mesmo endereço nadadevampiro@ocrepusculo.com com o assunto “Contribuição do Leitor” e mande seu texto. Qualquer tipo que seja, temos um lugar e uma seção para encaixá-lo.
Bom, acho que para o começo, é tudo que eu posso fazer. Mostrar a minha vontade, e pedir a sua ajuda.
Sem ela, não poderei mesmo fazer nada. Sozinho acho que seria muito difícil levar isso tudo. Quero muito fazer isso tudo acontecer, quero muito que esse blog tenha o conteúdo e a periodicidade que eu sempre sonhei, mas para isso – repito de novo – preciso da sua ajuda leitor fiel.
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1 – Ah, outra coisa. Vocês gostam desses comentários que fazemos depois do texto?
2 – É melhor só comentário, só link (como era antes), ou os dois?
3 – E aí, posso contar com você?
Pois é, essa seção já foi muito usada numa época negra do Blog, mas agora é diferente…
Venho recebendo ótimos textos de leitores e esperei juntar alguns para reativar de vez essa seção. Já que ninguém do blog mesmo posta [/risada maléfica on]muahahahahha[/risada maléfica off] até esse trabalho eu vou deixar para os leitores. Além desse post de hoje, já estou programando o próximo com dois ótimos textos da Camila para sexta-feira.
O texto de hoje é o primeiro da leva que o blog terá sobre as eleições de outubro. Vamos soltar o verbo sem dó aqui. Vai ter comentando propaganda especial sobre as maravilhosas campanhas on-line dos candidatos e post`s periódicos sobre a parada toda. O negócio vai ser movimentado daqui pra frente, Copa do Mundo, Eleições… o bixo vai pegar.
Segue o ótimo texto do meu querido amigo Thiago Carmona, ou Mona… para os íntimos
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Mictório de político, até quando?
Quem nunca se deparou com um banheiro tão, mas tão fedido que dava até medo de entrar? Geralmente, as mulheres, por sua anatomia, não se arriscam a encarar. Homens, entretanto, não ligam muito para isso, encaram qualquer tipo de banheiro para se aliviar.
Um dia desses passei por esse constrangimento. Estava em um local com os amigos e fiquei, como dizia minha avó, com a bexiga cheia. Não foi difícil encontrar o banheiro. Mesmo para uma pessoa como eu, que tem um olfato ruim, foi fácil identificar o odor horrível e forte que brotava daquilo que era chamado de sanitário.
Mas a situação estava séria. Era ali ou nas calças. Tomei fôlego e fui.
Como já estava escuro, ascendi a luz, sem nenhum problema, e entrei. A situação era pior do que imaginava, mas confesso que o que chamou minha atenção não foi o estado do banheiro, que era horrível. O que me deixou intrigado mesmo é como nós, seres humanos, conseguimos criar um código, uma forma, que não importa quem vai entrar no banheiro, sempre sabemos onde se encontra o interruptor da luz. Não importa se somos baixos, altos, magros, gordos etc. Basta procurar a uma meia-altura, do lado da porta, que ali está o interruptor. Pode parecer loucura a comparação que fiz instantaneamente, mas, por favor, no fundo, há um pouco de sanidade. Ao encontrar o interruptor e entrar naquele banheiro, a primeira coisa que veio à minha cabeça foram as eleições presidenciais que se aproximam.
Parece que não tem nada a ver, mas, calma, vou explicar. Primeiramente, com relação ao banheiro e aos políticos, a semelhança é obvia. Em sua maior parte, ambos fedem.
Fedem por causa do xixi que é feito no chão, no caso do banheiro, e pelas safadezas, jogo de influências e corrupções no caso dos políticos. Além disso, os banheiros sujos e os políticos se parecem porque, muitas vezes, eles são bem mais contaminados do que imaginamos. Basta apenas acender a luz para percebermos. Porém, o mais preocupante mesmo é a posição do interruptor. Os políticos safados aprenderam a colocar pequenos interruptores na nossa frente. São frases de efeito como: “É hora da renovação!” “Por uma saúde digna à nossa população!” “A esperança venceu o medo!” “Por uma melhor educação!” Blá, blá, blá, blá. São frases que não dizem nada, mas desde que vivemos essa pseudo-democracia, têm convencido milhares de pessoas a votar ou não em determinado candidato. Não procuramos saber nada sobre a pessoa em quem pretendemos votar.
Precisamos mudar isso e parar de apertar o interruptor irracionalmente. É hora de pesquisarmos em quem votar. Não vote em ninguém que tenha qualquer processo na justiça, procure saber o que o camarada já fez. Há sites que ajudam nisso, um deles é o transparenciabrasil.com.br. Você pode pesquisar e saber as mazelas de cada político. Se isso vai resolver o problema não sei, mas, pelo menos, depois que a luz estiver acesa talvez seja possível ver menos merda no congresso e nas câmaras municipais e estaduais. E quem sabe, pensando mais positivamente, não conseguimos colocar bons políticos que até ajudem a limpar o grande sanitário que virou o reduto dos nossos políticos.
Thiago Carmona
Publicitário, comediante e
produtor do 1º Grupo de Stand Up de Minas Gerais
o Queijo, Comédia e Cachaça.
[/comentário] Tá cheio das coisas agora esse Thiago não?, publicitário… comediante… aiai… cismou, deixa. Ahahahahah
***
1 – Se quiser entrar em contato com o Mona mandem e-mails para: thiago.carmona@gmail.com
2 – Quer ver seu texto aqui também? Mail para ocrepusculo@ocrepusculo.com / Coloque “Contribuição do Leitor” como Assunto do e-mail. Fica mais fácil de ver junto aos 49t98475833 de Spams que eu recebo nesse e-mail.
3 – Quando o Thiago tiver a coragem de me passar, eu coloco mais informações sobre o grupo de Stand-up dele.
Esse é mais um daqueles posts de auto-ajuda em que o único objetivo é eu tentar ajudar a mim mesmo fazendo a coisa que mais amo fazer, escrever. Talvez você simpatize, talvez você ria, talvez deteste. De qualquer modo, peço que me faça o favor de perder uns 5 minutinhos aqui comigo.
O assunto de hoje é aquele momento único que todos nós passamos em algum momento, aquele momento que faz você querer cavar um buraco, se esconder e nunca mais sair, aquele momento em que você quer que a rotação a translação e o sexo selvagem dos gafanhotos africanos fiquem congelados. Aquele momento em que você solta, ou pensa, num sonoro FUDEO!
(roubada descaradamente do Capinaremos)
A imagem eternizada pelos maravilhosos posts do Zanfa, ilustra mais ou menos o momento em que você percebe o quão fodido você está. Eu digo mais ou menos, porque o FUUUUUUU ou os Rage Comics, são do primeiro tipo de fudeu, o tipo em que você morre de raiva, aquele em que por obra do destino ou por algum filha da puta você está devidamente fodido e mal pago.
Porém eu gostaria de falar de outro momento FUDEO! Que é aquele em que você se esforça, você faz de um tudo para que uma coisa de certo, você passa noites em claro, você se fode em diversas outras coisas para que essa ou essas importantes saiam da melhores maneiras, você esgota todas as suas forças – físicas e mentais – para que consiga atingir um resultado satisfatório. Você dá seu sangue para que saia vitorioso ou para que cumpra uma tarefa que você mais do que ninguém sabe e consegue fazer, e fazer bem feito. Mas por algumas variantes, internas ou externas, você acaba errando, perdendo o ponto e quando você percebe, tudo, ou quase tudo está perdido… aí sim, aí sim você vai conhecer o verdadeiro momento FUDEO.
Seria muito melhor se você sentisse raiva. Ah, como seria. Mas o mundo não funciona assim e a Lusitana não roda do jeito que a gente quer. Esse momento em que você percebe que fodeu mesmo, você não se sente puto da vida, você se sente inútil. Você se sente – desculpe a palavra – um pedaço de merda. Tá achando que eu estou exagerando? Então se lembre aí, lembre se você não se sentiu assim. E isso é só o começo, pois existem fatores que só pioram a situação, como por exemplo: as pessoas estão contanto com você – e normalmente são pessoas que você se importa, e muito; muitas pessoas dependem do seu desempenho; você conseguiu ferrar em uma das coisas que você “sabe” fazer de melhor; e é claro, o pior dos agravantes você mais do que ninguém, acreditou e fez acreditar que você era capaz de fazer o melhor.
Somando-se tudo, você se sente cada vez pior. E não para por aí não, pois dependendo do que você faz para viver, você depende mais do que tudo de duas coisas: auto-confiança e motivação. No meu caso é assim, é quando você perde um desses pilares, amigo… um abraço. Você vira um Midas ao Contrário – ou seja, tudo que você toca vira merda. É uma bola de neve, as coisas só vão piorando e piorando. Em contrapartida, a pressão para conseguir virar o jogo, para se superar e para recuperar a sua “genialidade” só o leva cada vez mais para baixo. Ou seja, você acaba se vendo num beco sem saída. E se você é uma pessoa sensata, digo, inteligente… você sabe que não adianta fazer nada, absolutamente nada. Apenas continuar tentando, continuar trabalhando para que nada saia errado de novo, você tem que tentar aprender com os erros e move on boy.
É como o futebol. Um time grande, com uma grande torcida, com grande exposição na mídia quando começa a perder, a jogar mal, a pressão só aumenta. A cada jogo, a cada treino a corda vai apertando. E acabamos aprendendo que aquele discurso ensaiado dos jogadores, depois de mais uma derrota, “Jogamos bem, mas bobeamos em alguns momentos do jogo, agora é trabalhar forte para que o domingo que vem a gente consiga levar os 3 pontos pra casa”, não é nada mais do que a verdade e o caminho certo a seguir.
Quando queremos vencer é assim que acontece. Pelo menos é o que me mantém levantando todo dia. Como diria o sábio pai de Bruce Wayne “Por que caímos Bruce?” “Para aprendermos a nos levantar.” Pode chamar do que quiser, esperança, fé, insistência… nem sempre vai ser assim, você já passou por isso antes e tudo ficou bem, então levante-se, balance o esqueleto e siga de rosto erguido. Tempos melhores virão. E finalmente vamos começar a trazer os 3 pontos para casa novamente e constantemente.
***
1 – Não adianta, poucas pessoas vão entender porque o título do post é esse. Eu sei que o pessoal da skypezona vai. Principalmente o Jhony.

Aaaaaa a gaveta de um homem é uma coisa incrível. Pelo menos a minha é. Não por eu ter coisas incríveis.. mas por caber tanta tranqueira. Meu Joe Pesci amado do céu! (viva George Carlin). Já tem uns bons 3 meses que eu nem olho pra minha primeira gaveta da escrivaninha, abro rapidamente jogo qualquer merda lá e zupt! Fecho rapidamente. Isso se chama medo. Eu sei lá que tipo de monstro pode ter nascido no meio de tanto lixo.
Eis que eu fiquei prometendo que iria arrumar minha gaveta, já que as coisas em cima da escrivaninha estavam se empilhando, hoje então resolvi arrumá-la… na verdade, resolvi dar uma geral no meu quarto. E dei graças a Deus por eu não ter um guarda-roupa aqui.
Tirei então a malfadada gaveta e quase caí pra trás de susto. Eu explico. Há uns 4 meses eu “perdi” o meu óculos Ray-Ban lindão/fodão de aro de ouro e lentes verdes, fiquei extremamente triste com a perda… eu adorava aquele óculos. E ao abrir minha gaveta, a primeira coisa que vejo é que lá no fundo… beeeeeem no fundo estava o meu Ray-Ban. Brilhando. Xingando oito palavrões seguidos por ser tão burro e preguiçoso, resolvi fazer disso um post.
Vejam a prova do crime.

É caro/cara leitor/leitora (confuso né?), a situação estava alarmante, não sabia nem por onde começar… meu pai entrou no quarto e viu a gaveta e me viu tirando foto da gaveta.
- Cê tá tirando foto da gaveta?
- Arram
- Pra quê?
- Pra postar no blog.
- O meu deus, ce vai mostra pra todo mundo o tanto que cê é bagunceiro assim?
- Er….
- Pelamordedeus!
Deixei meu pai resmugando e parti para a arrumação.
Não sem antes é claro, tirar, separar e catalogar os itens bizarros da gaveta.

Olha só:
- 1/2 Halss vencido
- 5 Ingressos (Iron Maiden, Rafinha Bastos, Skank, Pinacoteca, Galo x Sto. André)
- 1 DVD Mp3 2007 Só as Melhores
- 1 Óculos Ray-Ban (que só não tá na foto porque eu estava usando ele)
- 1 Livro de Regime (que tb não aparece na foto)
- 2 Regimes impressos
- 1 Regime escrito a mão
- 1 Advertência do síndico do prédio
- 2 Filmes pornôs em DVD (tão 2001 isso)
- 1 Maço de Carlton vazio
- 1 Isqueiro funcionando
- 1 Caixa de cartão de visita
- 37 cartões de visita
- 17 plastiquinhos de cigarro (isso porque eu tenho um lixo no meu quarto)
- 8 papeizinhos de cigarro (idem acima)
- 3 Pacotes de folders do China In Box
- 1 Crachá
- 1 Adesivo do Triplo Sentido
- 1 Figurinha de Chips
- 1 Cartão da Claro (detalhe: eu sou cliente da TIM)
- 13 Papéis desconhecidos, dobrados e com números de telefone e/ou endereços desconhecidos anotados
- 1 Flanelinha de limpar óculos
- 2 Popcards feitos por mim
- 1 CD do Windows Live (1998?)
- 7 Provas/Trabalho da faculdade
- 1 Duro de Matar 4.0 pirata (não é meu)
- 1 CD do Ozzy
- 1 CD do Foo Fighters
- 1 CD do Green Day
- 2 Camisinhas (não tá na foto porque eu mandei pra carteira)
- Umas 12 contas pagas
- Umas 3 não pagas #medo
- 4738 papeizinhos de banco e/ou recibos de máquina de cartão (porque diabos alguém guarda isso?)
- 3782 CD`s de qualquer coisa que eu nem quero saber
- 20 DVD`s virgens
Só isso.
Começou então a labuta, joguei um tanto de coisa fora, organizei as outras, não me desfiz da maioria dos papéis temendo me arrepender (tanto de ter guardado denovo quanto de jogá-los fora)… e olha, vou te dizer.. sobrou espaço pra caraleo. NU!
Olha aí como ficou.

Depois que coloquei a gaveta no lugar ainda adecionei algumas coisitas, uma latinha pra guardar pratinha, meu fone, carteira e outros. Ta dando até gosto de ver, deixei ela até aberta aqui. Fico olhando todo orgulhoso para minha gaveta, aproveitando cada momento da minha obra prima antes dela se bagunçar todinha novamente e essa mesmíssima história se repetir.
Só sendo um bagunceiro autêntico para entender o raro prazer de arrumar as próprias coisas.
ps.: Restam duas gavetas na escrivaninha. Eu não quero nem ver.
***
1 – E um Viva a Revolução Twittosférica – Ótimo post do Will no Palavra Ácida.
2 – Dica sensacional do @leandroprudente no Sanfonas do Tinhoso – As Inspirações mais estranhas/toscas/interessantes da música.
3 – Você blogueiro iniciante que quer dar um UP nas visitas e na visibilidade na Umbigosfera, acesse o novo portal dos Nanoblogs. Meu parceiro Roger fez um negócio bacana demais, vale a pena.
4 – Eu não podia deixar de citar as maravilhosas @pripoashampoo e @lucianasabbag do obrigatório A Melhor das Intenções. A Pri é tão fodona que também escreve no Shampoo de Laranja
5 – Vai o link do SitedoMau só porque ele não sabe mandar link.
6 – E do TG porque ele é pop. Dúvido que você já viu um desses por aí.
7 – Chega né? coloquei esse tanto de link para me desculpar pelo tempo que eu fiquei fora. =D


A Pior Segunda-Feira da Minha Vida
Só para constar. Mais uma Zica do Dia do tamanho do Brasil.
Eu não podia falar mal de uma segunda-feira e não colocar a foto do Garfield. E antes de contar como foi a pior segunda feira da minha vida, tenho que dizer que há mais ou menso um mês meu teclado vinha dando os sinais de que não viveria por muito tempo (meu computador está dando os mesmo sinais. Medo, muito medo).
A minha Segunda do Horror, começa na quarta. Véspera de feriado, aquela pré-tranquilidade, aquela maravilha, resolvi que não iria trabalhar, não iria na aula. Iria viver do ócio. Afinal, eu tinha quatro longos dias pela frente e poderia terminar os trabalhos da faculdade, cumprir os prazos dos clientes de freela e ainda descansar bastante.
Eu só não contava com o poder INFINITO da minha preguiça e da minha postergação (estou cuidando disso com o meu terapeuta, que provavelmente lerá esta epopéia). Você imagina não é? Obviamente não fiz bulhufas nem quinta, nem sexta, nem sábado e muito menos no domingo que era dia do jogo do galo (líder).
Pois então, eu estava tranquilo, certo de que daria conta de tudo na segunda. Não só me fudi para carvalho, como não dei conta de nada. Calma, eu conto.
Meu pai – que está passando uns tempos aqui em BH, trabalhando – sempre me dava uns 30 minutos de “tortura” às 7 da manhã. Na segunda ele não fez isso. E na segunda eu dormi com a janela fechada. Resultado, acordei às 11 da manhã… totalmente DESESPERADO! Coisas que eu tinha que fazer:
- Cortar cabelo
- Comprar um teclado
- Fazer um depósito no Banco.
- Criar uma campanha (Trabalho final da matéria de Redação), eram 6 peças: AD, Outdoor, Empena, Mídia Alternativa, BackBus, Abrigo de ônibus. Tudo aplicado em suas devidas mídias. E tinha que imprimir tudo em A3 e colocar na cartolina preta para apresentar bonitinho.
- Entregar o meu contrato do financiamento na faculdade (era o último dia)
- Finalizar um catálogo gigante para um cliente
- Criar infinitas peças aplicadas e um powerpoint ultra mega para outro cliente
Sacou o porquê do desesperou? Á… ainda tinha o jogo da Seleção.
De cara cortei as três primeiras tarefas. E como um bom filha da puta, assisti o primeiro tempo do jogo da seleção. Só não assisti o segundo tempo porque tinha ficado 3 a 1, ainda bem que eu não vi a merda que deu… tá… vi o finalzinho.
E meu telefone tocando.
Ou seja, eram uma da tarde e eu só tinha feito a tal apresentação do cliente… prometendo entregar o resto no fim do dia, e rezando para todo o Olimpo para que o teclado aguentasse firme. Finalizei o tal catálogo, enquanto começava a fazer a campanha.
E meu telefone gritando.
Descobri que teria a parte escrita da campanha, um cara do meu grupo estava com pedra nos rins… o outro… bem.. mandei ele comprar a maldita cartolina e dele eu falo mais depois. Photoshop, Corel – é Corel mesmo, por que? vai encarar? – Outlook, PowerPoint, Firefox, Msn.. tudo cortando na alta e meu computador gritando (velhinho que ele é coitado e eu fazendo ele correr uma maratona). 15 horas chegaram e foram num piscar de olhos. Tudo começado, nada terminado. Fiquei uns 20 minutos babando nas visitas do blog ( perto das 10 mil visitas na segunda =D ).
E meu telefone apitando.
O tempo ia passando e o desespero só aumentando. Eram 16:30 quando me dei conta que nem um copo de água eu tinha bebido. Fui fazendo umas coisas deixando outras de lado, a qualquer momento ia ter que parar tudo, tomar banho e voar para a faculdade. Uma boa alma abriu uma grande gráfica ao lado do Campus, obrigado!
E meu telefone espatifando na parede (passou pela minha cabeça)
Terminei as peças da campanha. Ficaram boas. Mas faltava uma – Mídia Alternativa – a única coisa que não havia sido elaborada no papel previamente. Eu não tinha nem tempo e muito menos cabeça para criar alguma coisa e ainda fazer o layout. Ia sem. Juntei tudo no pendrive, peguei carteira, cigarro, contrato e sai de casa. Enquanto trancava a porta, o ônibus passou. Não é mentira, eu juro. Fui andando (correndo) até outro ponto para pegar outro busão. Cheguei – finalmente à praça da liberdade – ufa!.
E meu telefone… uai.. CADÊ MEU TELEFONE?!?!?!?
É… tinha esquecido meu telefone em casa. Como diabos eu iria achar o retardado o outro componente do grupo? Desci correndo para a gráfica – já eram 5 para as 18h – e perguntei bufando:
- Quehorasquefechaqui?
- Oi?
- Que horas que fecha?
- Sete.
Saí correndo como um louco para o Campus. Não o que eu estudava, o outro – que graças a outra boa alma, é bem perto do meu – para entregar o maldito contrato. Já suava em bicas. Cheguei ao campus, local exato, a menina disse que os contratos estavam sendo entregues no segundo andar. Subi correndo as escadas, achei a sala, entreguei o contrato e… “Ou, falta a assinatura do aluno” me disse o cara. Assinei correndo as mil páginas, entreguei e comecei a correr em direção a gráfica novamente. Tanto na ida, quanto na volta, parei para ver se encontrava o cara do grupo. Nada.
Cheguei na gráfica, fiz o pedido e finalmente sentei um pouco. Fui tomar uma água, não tinha copo. (Só de lembrar da sede que eu tava, eu já tomei quase dois litros aqui escrevendo). Esperei quase 1 hora e meia até a moça imprimir tudo bonitinho. Fui pagar e… EU TINHA ESQUECIDO A MERDA DO MEU CARTÃO EM CASA!! DESESPERO… mas MUITO desespero. Eu ainda tinha um cartão de crédito. Perguntei animado “Aceita cartão de crédito né?”, “Não, só débito.” respondeu a mocinha. Meu sorriso foi minguando até quase virar cara de choro.
Explorando todo o meu charme de gordinho charmoso, meio que debrucei no balcão e soltei. “Querida, peloamordedeus, eu só tô com o cartão de crédito, esqueci tudo em casa, meu celular também… a loja já está fechada e eu não posso ligar para ninguém… primeiro porque eu não sei o número de ninguém. Tenho que entregar esse trabalho hoje… passa no crédito vai.” Ela olhou pra mim com uma carinha de dó que até eu fiquei com pena de mim.
Resultado. Ela ligou pra mãe-do-guarda que deixou que eu pagasse no crédito. Todo feliz passei o cartão pra ela. Ela passou, digitou tudo e… pííííí. Não passou. Impassível eu disse “Passa denovo”. Píííííí. Vi que estava escrito na máquina que não tinha resposta. Eu ainda com a mesma cara de tranquilidade disse “Sem resposta não quer dizer não autorizada”. Fomos para a loja de cima, tentamos em outra máquina e pela primeira vez no dia eu tive alguma sorte. O Cartão passou. A moça parece que ficou mais aliviada que eu.
Fumando como um louco, encontrei com meu companheiro de grupo com as cartolinas na mão. Colamos tudo. Aí o grande idiota aqui resolveu refilar – cortar – as cartolinas. Arrumei estilete, régua e um lugar para cortar. Como cartolina é um negócio grande e chato parar cortar eu precisava de ajuda. O filha de uma puta me some e eu além de fazer o trabalho inteiro, demorei uma hora para cortar a cartolina. Com a mão doendo mais que tudo, fiquei na esperança de comer alguma coisa antes de ir para a aula.
Não deu. Terminei de cortar às 9:05. Corri para a sala. Nada do cara do meu grupo. Dois minutos depois ele entra. Olhei na cara dele e já suspeitei “O seu viado, onde cê tava?” “Fui resolver uns negócios” Repeti a pergunta 10 vezes, até que ele disse que foi resolver uns negócios com o Fred. Resolver com o Fred era fumar unzinho com o Fred.
A minha vontade era pegar aquele maconheirozinho de merda e encher ele de porrada na sala de aula. Eu estava morto, humilhado, sem comer nada e ainda espumando de ódio. Juro que não sei como consegui pensar direito. Simplesmente me sentei e fiquei lá tremendo de raiva ao lado das meninas – Luíza e Hany, grandes amigas =). Na apresentação, foi tudo bem e o professor disse de cara que era o melhor trabalho, a melhor idéia e que com certeza iria fazer de tudo para inscrever as peças em concurso. Havia luz no fim do túnel.
Detalhe, só não tiramos total porque faltou uma peça. O trabalho escrito nem me dei ao trabalho de falar que não fizemos. É só botar a culpa no filho de Bob que tá tudo certo.
Para terminar minha segunda-feira. Sabendo que estaria cheio de trabalhos atrasados na terça, finalmente comi alguma coisa. Mas constatei que talvez meu teclado não durasse mais um dia.
A História do Teclado

A foto do falecido.
Prometo que essa história não será tão longa. Eu acho.
Como vocês ficaram sabendo, meu teclado estava morrendo. Na terça eu acordei, caminhei, sabendo que tinha que ir no terapeuta às 16. Foi um dia tranquilo. Fiz algumas peças para o cliente, não deu tempo de terminar. A Diarista veio sem avisar e se fodeu porque eu não tinha um puto no bolso para pagar a passagem dela.
Cheguei em casa da aula, sabendo que teria que trabalhar madrugada adentro para entregar tudo para o cliente hoje de manhã. Ao chegar, meu irmão me disse que o computador não estava ligando porque o teclado tinha parado de funcionar. Tremi nas bases, mas fui conferir. Exerci minhas mágicas antigas, fiz o teclado funcionar, liguei o pc, deixei a música tocando e fui ler um pouco. Foi o último suspiro de um grande amigo.
Li até o fim do livro (faltavam poucas páginas), e fui para o computador disposto a trabalhar até o dia nascer. Mexi o mouse e… NADA. Uai, o som funcionava, tudo funcionava… menos o mouse, que provavelmente travou por causa do teclado que de uma vez por todas parara de funcionar. Resetei o pc, e apareceu a mensagem da falha no teclado. Tentei de tudo… tudo mesmo, até a arte mais antiga do conserto de máquinas. A porrada.
Era o fim. O fim de um grande amigo. O conheci há exatos 4 anos, trabalhei com ele durante seis meses no meu primeiro emprego, na primeira empresa do meu irmão (ele ainda tem o adesivo que eu colei, com a logo da empresa). Escrevi vários textos com ele naquela época, ele estava no ponto alto da vida, nunca me deixava na mão. Em pouco tempo me acostumei e viramos grandes amigos. Me separei dele por um tempo… foi duro para ambos. Até que voltei a trabalhar com meu irmão aqui em BH e não tive surpresa ao me deparar com o mesmo computador e teclado de antigamente. Foi com ele que escrevi as primeiras linhas neste blog, foi com ele que escrevi meus melhores textos e foi com ele que comecei a manjar os atalhos do photoshop. Amigo inseparável.
Eis que por obra do destino, nos separamos novamente. Triste até o dia em que meu irmão estava vendendo alguns computadores da empresa. Tinha uma grana e comprei este aqui na mão dele, e em meio a dezenas de teclados e mouses empilhados, logo vi ele lá, olhando para mim. Levei ele, lógico. E finalmente ele era o meu teclado. Trabalhamos juntos e firmes até que ele adoeceu… e… bem… o final vocês já conhecem.
Bom, como não podia deixar de ser. Comprei o novo teclado hoje, me ferrando bastante, já que estava atrasado para carvalho com as peças. Fui até a savassi para comprar um novo companheiro de aventuras. Ia escolher a dedo, um wireless ou airlines (piada interna da empresa do meu irmão). Comprei. Vim para casa louco para estrear o novo teclado e mouse sem fio. Liguei tudo conforme o guia/manual e… NÃO FUNCIONOU. Desespero total. Tinha que trabalhar, o telefone já tocava como louco e sem teclado seria impossível.
Me tranquilizei, já pensando nas possibilidades e decisões. Resolvi exercer as mágicas antigas. Deu certo e tudo começou a funcionar perfeitamente.
Até que… EU COMPREI UM TECLADO GRINGO! Não tem cedilha, acentos nos lugares certos… aquela merdalhada toda que eu estava acostumado. Eu só me ferro mesmo. Perguntei no twitter e o W.C Bush me disse como alterar as paradas. Fiquei o dia todo digitando como antes. Era o fantasma do meu antigo amigo se despedindo. As configurações iriam mudar quando eu reiniciasse o pc. Fiquei um pouco relutante… era difícil dizer adeus de uma vez por todas.
Nem preciso dizer que trabalhei como um louco, não fui a aula e quase finalizei tudo. Faltando alguns retoques nas peças mas nada trabalhoso. Deixei meu pai jogar paciência com o novo mouse e fui ver jogos de futebol. Quando voltei, o pc estava desligado.
Me sentei e vim escrever essa carvalhada de palavras. FOI UMA TORTURA! Sério, é foda escrever no teclado novo. Ainda não somos íntimos. Mas vou me acostumar.
***
1 – Sem links hoje. Clique nos mascotes e logomarcas dos blogs amigos aí do lado. Diversão garantida.
2 – Á, só para avisar, estou indo para São Paulo amanhã a noite. Ficarei sexta e sábado, volto no domingo. Se eu conseguir, postarei de lá mesmo. Se não, vou postando aos poucos… farei um Diário de Bordo da viagem. Contando é claro, todas as minhas desventuras. Murphy irá atacar… podem esperar por histórias mais sofríveis para mim e divertidas para você.
3 – O Neto me intimou a atualizar o wordpress. Farei um trato público com ele, e com você leitor de testemunha. Se o Neto, fizer um post por dia, até domingo (4 no total) eu atualizo o wordpress. Se ele não fizer, nada feito. E Neto, nada de dar o seu login para o Diego, ou para a Naya postar usando seu nome. Eu saberei.
Faz algum tempo que não posto. O Pedro até falou que ia colocar uma teia de aranha por cima da minha foto ali na barra lateral (mentira isso). Bom. O importante é que voltei e vamos ao que interessa. O post.
O primeiro blog que tive foi um blog de contos. Desses blogs de contos que tem aí pela internet aos montes. Na época eu nem tinha essa visão blogueira cheia de pageranks, SEO, tags e WEB 2.0. Era só um blog comum de contos e tal. Eu gostava muito de escrever e tinha até alguns contos muito bons. Aí eu tive a idéia de publicar aqui no Crepúsculo alguns desses contos, de vez em quando. Aí eu lembrei que este blog não é um blog de contos e crônicas. Resolvi fazer o seguinte. Vou postar um conto aqui, e deixar o link deste blog antigo para quem quiser ler o resto dos contos.
- A Atriz -
Ela era assim. Marina tinha mania de atriz. E isso era só um detalhe em sua vida. Não fosse as mentiras que ela criava. E os papéis que inventava para a vida real. Afinal, o trabalho do ator é mentir convincentemente. E isso ela fazia muito bem. Se tornou uma mania. Uma obsessão. Conhecia outras meninas no playground ao lado de casa e inventava nomes diferentes para si mesma. Inventava outras famílias. Mudava até mesmo a idade. Se apresentava e se portava como uma pessoa da idade que dizia ter.
Uma vez fingiu para a família ter perdido a memória. A história durou 4 meses e só não se prolongou por mais tempo porque se cansou do papel. Começou a criar disfarces. E fazia com tanta perfeição que nunca a descobriam. Ai de quem a descobrisse. Isso para ela, não podia acontecer. Conseguia convencer até mesmo o diabo de que ele sim, ele era o bonzinho da história. Ser descoberta não. Nunca.
A mania chegou ao seu ápice quando ingressou na faculdade. Artes Cênicas. Resolveu criar um papel de moça perdidamente apaixonada. Na terceira semana, entrou na sala e se declarou para o colega.
-Arthur! Eu te amo loucamente! Nunca me senti assim durante toda a minha vida. Você é tudo pra mim! Foi amor a primeira vista! Entrego a ti meu corpo e a minha alma! Derrame em mim ou seu líquido sagrado do amor.
E o beijou como nunca tinha beijado ninguém antes. Foi um estouro. Tinha criado o disfarce da sua vida. O de namorada, e futuramente, esposa dedicada somente ao marido. Tinha que manter o disfarçe afinal, ser descoberta não. Nunca.
Transaram no primeiro mês de namoro. Tinha que levar o papel até o final. Mostrou ser a pessoa mais apaixonada e dedicada de todo o mundo. A mais servil. A mais amante. A mais esposa de todas. Se entregou de corpo e alma ao papel. Largou a faculdade. Iria se dedicar somente ao parceiro. Tinha de desempenhar bem o papel. Não poderia falhar. Ser descoberta? De jeito nenhum.
Logo que Arthur se formou, os dois se casaram. Viviam uma vida plena. Tiveram filhos. Ele era extremamente feliz com ela. Nunca conhecera mulher mais dedicada em todo o mundo. O que posso dizer? Viviam bem. Ficaram velhos. Os filhos cresceram. Se casaram. Foi a melhor sogra do mundo.
Como todo papel, o de Marina chegou ao fim. Ela morreu por uma doença qualquer. Casada ainda. Nunca amou o Arthur, nem um pouquinho que seja, mas manteve o papel até o fim. No seus sonhos, tinha sido a melhor atriz do mundo. Desempenhou o papel até o fim. E quando morreu, tinha a certeza. Não seria descoberta nunca. Ser descoberta? Só por cima do próprio cadáver.
No velório só se ouvia choro. O marido estava inconsolável. Os filhos ainda mais. Todos falavam sobre como tinha sido boa esposa, boa mãe, boa mulher. Que vida! Que ser humano ela era! No enterro todos choraram. Fazia sol. Na sua lápide, a família escreveu o epitáfio.
“Aqui jaz Marina. Nasceu atriz, mas abandonou seu sonho para ser a melhor mãe, esposa e mulher do mundo”.
Lá no além Marina resmungava. “Desgraçados! Mãe é o cacete! Eu sou atriz! E o Arthur é um filho da puta. Filho da puta!”. E Deus a acalmava. “Calma Marina. Nós sabemos que você foi uma boa atriz. Juro por mim mesmo que sempre te achei uma excelente atriz”. E ela resmungava cada vez mais.
***
Bem. Esse é um dos melhores contos que eu já escrevi (na minha opinião completamente parcial). Se você não gostou, nem se dê o trabalho de ler o resto.
***
1 – A você mulher bonita e respeitosa. Se estiver disponível, já tentou desencalhar o Wanderson?
2 – Você tem twitter e trabalha com propaganda? Siga o @pedroporto. O cara é foda. E digo por experiência própria. Já assisti a uma palestra dele.
3 – Você já viu o portfolio do Fernando Valente? Olha só esse manual de identidade visual que ele fez. Que primor de trabalho!

Essa semana eu senti uma coisa que eu não sentia há muito tempo: medo. Medo de diversas coisas, medo de estar perdido, medo de não ser nada, medo de ser algo, medo de sair e de voltar. Em suma, medo de tudo. Não, não é síndrome do pânico nem nada parecido, é apenas uma coisa que a juventude está muito acostumada, a tal da INSEGURANÇA. E junto com ela, várias perguntinhas irritantes que te dão vontade de jogar tudo para o alto e sumir do mapa.
Geralmente ela começa por um motivo bobo, mas que desencadeia uma série de pensamentos ruins que por sua vez trazem pensamentos piores ainda, até chegar no pior pensamento que um universitário que ama o que faz e nunca pensou em fazer outra coisa pode pensar, “Será que é isso mesmo?”. Essa é foda e sim, eu cheguei a me perguntar isso, coisa que eu nunca pensei na minha vida, principalmente porque eu já estou no caminho de ser o que eu sempre quis ser. Redator Publicitário. Agora, o que me levou a pensar isso? Banal, eu tinha um job para fazer e o prazo passou sem que eu conseguisse fazer. Não sei o motivo, simplesmente não consegui fazer. E isso para mim é a pior coisa que existe, eu não conseguir fazer o meu trabalho.
Sai da agência ontem sem entregar a peça e sai – pelo menos para mim – um derrotado, me sentindo um fraco. E veio a cabeça a maldita pergunta, junto com outros questionamentos. E uma coisa que vem martelando há muito voltou. Eu moro ‘sozinho’ há quase 2 anos, mudei para Belo Horizonte no domingo e na segunda comecei a trabalhar e não parei mais. Veja bem, eu saí de uma vida que se resumia em acordar meio dia, almoçar, ir ao banco para minha mãe, jogar sinuca e voltar pra casa. Nos últimos 6 meses da minha vida juvenil ociosa eu fiz cursinho, mas basicamente era aquilo ali. E caí logo numa vida adulta cheia de responsabilidades e tudo mais. Uma vida que eu busquei desde que me conheço por gente.
Amadurecer é difícil meu caro leitor, você já passou por isso ou está passando. Quando eu digo amadurecer digo desta forma aí e não ter cabeça para fazer ou deixar de fazer algumas coisa, não ter consciência de algumas coisa, ser imprudente ou ser prudente. Eu comecei a ralar para ganhar algum desde os 14 anos, e sempre tive uma cabeça muito boa. Mas assim é diferente. Amadurecer é complicado e não existe fórmula, só que para alguns é mais difícil do que para outros. Para mim foi fácil no início, mas não sei se consigo segurar a onda sozinho por muito mais tempo. Ultimamente tenho me afastado de meus amigos – os verdadeiros – (não faça isso) sem motivo algum para fazê-lo. Deixei meus projetos pessoais de lado, não estou cuidando de mim. Isso não é saudável, principalmente nesta fase.
Só digo que ontem foi foda. Mas hoje o job saiu tranquilo, eu passei em rádio e estou pronto para voltar com meus projetos literários. Vou colocar minhas contas em dia amanhã. E começar a relaxar, vários questionamentos já sumiram da minha cabeça, eles ainda estão lá, mas em uma parte profunda. Que eles fiquem lá até eu resolver enfrentá-los denovo.
Esse blá blá blá todo foi só para dizer uma coisa que eu poderia ter dito logo no início do post e que é um clichê dos maiores. O tempo cura os males, trazem outros que irão se resolver também. O segredo da parada é não ser inimigo do tempo, e sim saber caminhar e viver junto com ele. E vamo que vamo!
“Antes de cuidar de alguém, cuide de você”
***
1 – Post chato do caramba
2 – Porque eu ainda entro em amigo-oculto?





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