Olá, seres estranhos!

Pelo belo fato de vocês não me conhecerem, esse post será chato pra cacete e totalmente egocêntrico.

Meu nome é Danilo Aguillar, sou dono de um blog que provavelmente vocês não conheçam, mas que está presente em minha vida há pouco mais de 2 anos: o Miztureba. Mas como não vim aqui fazer propaganda do meu blog, vou dizer quem eu sou e o que estou fazendo nesse lugar de doido.

Eu sou um cara totalmente normal (não é o que todos dizem, mas…). Sempre adorei tecnologia, informática, jogos e tudo mais que possa se ligar à esse meio. Fui recrutado pelo tio Pedro para escrever exatamente sobre isso aqui n’O Crepúsculo. Eu serei a tecnologia, os gadgets e o futuro desse blog (MUAHAHAHAHA).

Não preparei nada de especial para esse primeiro post, então direi como serão os próximos.

A coisa é simples: eu não tenho praticamente nenhum contato com gadgets novos, brinquedinhos tecnológicos ou o que seja, portanto, a maioria dos meus textos aqui falará sobre as minhas impressões, opiniões e dicas sobre aparelhos que nunca sequer encostei um dedo. É, será estranho, mas vocês acostumam.

Só para exemplificar a situação em que me encontro, vou humilhar o meu orgulho e lhes mostrar o smartphone que uso.

Anyway, vocês podem achar esquisito alguém que não tenha inúmeros gadgets em casa, não tenha contato com smartphones top de linha e vídeogames de última geração escrever sobre tecnologia, mas meus amiguinhos, eu tenho uma coisinha que muitos que andam com um iPhone no bolso e um Galaxy Tab na mão não tem: conhecimento.

E depois desse momento “sou foda pegael”, encerro minha palavras por aqui. Até a próxima sexta feira com um texto de verdade.

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1 – Sempre quis escrever nesse cantinho depois do texto. #FelizPraCaralho

2 – Agradeço de verdade o Pedro por ter me convidado, já disse pra ele e agora faço questão de dizer à todos: O Crepúsculo é o blog que mais admiro nessa zona que é a blogosfera. É o blog que sempre me inspirou a continuar escrevendo e me deu ânimo nesse meio complicado de se fazer “sucesso”. Estou muito feliz por fazer parte dessa família =).

Muitos gurus da internet falam atualmente sobre a hegemonia do Google na disputa dos buscadores. De acordo com o TechCrunch, que conversou com vários deles, essa vantagem enorme se dá mais por sua marca do que pela sua competente base de dados, pois muitas pessoas acreditam que os resultados do Google são melhores apenas por causa da marca.

Então algum espertinho criou uma ferramenta chamada Blind Search para ver até onde o Google é mesmo o melhor buscador e em que momento isso se tornou mais poder de marca do que qualidade. A ferramenta é simples: você digita uma palavra qualquer na busca e os primeiros resultados aparecem em três colunas de maneira aleatória. Uma delas tem resultados do Google, outra do Yahoo! Search e outra do Bing, e você deve escolher qual delas tem, na sua humilde opinião, os melhores resultados para a palavra.

Achei bastante inteligente a iniciativa e resolvi testar. Das 10 buscas que fiz de temas variados, em 6 escolhi o Google, em 3 o Yahoo e em 1 o Bing. Na busca do nosso humilde blog, apenas o Google colocou a gente na primeira página, sacanagem! (foi o 7º resultado)

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1- Faça aí o teste e descubra qual o melhor buscador para você. Aqui, como eu já disse, deu o Google, mas em alguns momentos fiquei em dúvida.

2- A Revista Galileu fez um texto com os 20 maiores gênios do Brasil. Veja a lista no blog Arte e Vício, do @barbaaa

3- E a Ariane Fonseca fez uma humilde lista com 35 jornalistas para se seguir no Twitter, e por algum milagre eu estou nela! Fora minha pessoa, o resto vale algum centavo. Vejam aqui.

Acredito que boa parte dos leitores conheçam o gênero steampunk, muito utilizado no cinema e na literatura. Ok, não pelo nome, mas já tiveram grande contato com ele.

Vocês devem conhecer muito bem um tal de Júlio Verne. Ele é um dos grandes criadores do estilo steampunk lá pelo final do século XIX. Com obras fantásticas como “Sete Mil Léguas Submarinas”, Verne trouxe um estilo diferente para a literatura, onde a tecnologia da época – mecânica, vapor, carvão – teria evoluído a níveis inimagináveis com robôs mecânicos, carros, aviões, etc.

Do estilo dele surgiram dúzias de autores, primeiramente na literatura, depois passando para histórias em quadrinhos, filmes e seriados. Alguns exemplos bem conhecidos do estilo steampunk são o filme “Liga Extraordinária” e “De Volta para o Futuro III”.

Foi sem dúvidas o início da ficção científica, quando os homens imaginaram o futuro e criaram histórias fantásticas em cima disto. Podemos também considerar o steampunk como pai de obras como Matrix e o Exterminador do Futuro.

Então trago hoje para vocês um grupo diferente, que faz steampunk na música! O Clockwork Quartet é um grupo britânico de 13 pessoas um pouco misterioso que surgiu há pouco tempo com um site oficial e duas músicas de ótima qualidade.

Não tenho muito a dizer sobre o conceito musical deles, não é algo que você costume ouvir por aí todo dia, se é que me entende. Tem um pouco de folk, um pouco de progressivo que me lembra em alguns momentos o Pink Floyd, e não, não tem nada a ver com heavy metal ou rock.

Eles tem sete personagens que irão, pelo que há nas dus músicas disponíveis, contar suas histórias. As duas músicas disponíveis, “The Doctor’s Wife” e “The Watchmaker’s Apprentice” contas histórias respectivamente dos personagens The Doctor e The Fugitive.

O estilo sombrio colocado nas músicas é fascinante, nunca ouvi nada que se compare. As letras são bastante profundas e a música ambientaliza todo o conceito do steampunk. Você se sente em uma daquelas histórias antigas, com engrenagens por todos os lados, com instrumentos e máquinas gigantescas que fazem qualquer coisa que você imagina, muito bronze, vapor, madeira, carvão… bem, só vocês ouvindo para saber do que falo.

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1- Você pode visitar o site oficial do Clockwork Quartet, com fotos do grupo, algumas informações e baixar as músicas do grupo em formato MP3, as letras e até mesmo partituras. O grupo oferece seu trabalho para ser divulgado e utilizado conforme o Creative Commons.

2- No blog Steampunk Workshop, Jake von Slatt mostra algumas como fazer itens como teclado, monitor, guitarras… tudo no estilo steampunk.

3- Temos um site oficial sobre steampunk no Brasil, visite clicando aqui.

Conforme notícia publicada no Whiplash por este aqui que vos fala, a banda de metal progressivo Dream Theater está dominando as paradas no mundo inteiro com o novo álbum, “Black Clouds & Silver Linings”. Dentre as principais posições, se destaca a liderança no top100 de vendas ne Europa. Além disso, a banda já registrou a venda de 10 milhões de cópias.

Certo, e o que tem isso? Nada, além do fato do álbum do Dream Theater ter escapado na internet mais de um mês antes do seu lançamento oficial. Ele foi lançado oficialmente no dia 23 de junho. Em uma pesquisa rápida, encontrei em um blog a data 22 de maio com um link para download – foi lançado bem antes disso.

Como a indústria fonográfica explica uma ação como esta? Um álbum lançado na internet com tanta antecedência, de acordo com eles, acabaria por destruir o lançamento e derrubar as vendas. Foi com este mesmo argumento que o álbum do Yeah Yeah Yeahs, que iria ser lançado dia 16 de abril, foi adiantado quando escapou na internet.

Está na hora de deixar claro algo simples, e que o caso do Dream Theater somente realça ainda mais: os downloads “ilegais” não fazem mal a música. Pelo contrário, eles colocam os álbuns na sua devida proporção e capacidade, além de mostrar que os fãs estão dispostos à pagar para comprar apenas as músicas e álbuns que valem a pena. Mesmo com a diminuição mundial de vendas de CDs, alguns grupos ainda conseguem ter resultados acima da média. Destaco dois pontos:

  1. Os fãs consideram válido ajudar as bandas que gostam e/ou mostrar seu apoio;
  2. Os fãs acham que a qualidade das músicas do álbum é boa, e vale a pena gastar para ter o original completo ao invés de comprar apenas singles.

Além disso tudo, grandes bandas já deixaram claro que não ganham mais dinheiro com lançamentos de álbuns, como o Queensrÿche e o Def Leppard. As vendas de álbuns diminuíram, a venda de singles via internet aumentou. A disponibilidade de álbuns e de música também aumentou consideravelmente. Em uma notícia que li em um site estrangeiro que fala sobre negócios na área da música (me desculpe, mas não consegui achar o link original, ainda…) foram lançados, somente no Reino Unido em 2008, em torno de 30 mil álbuns. São muitos gêneros, muitos estilos, mas 30 mil é muita coisa. É uma grande competição pelo nosso dinheiro, e os álbuns ainda concorrem com DVDs, games, shows, teatro, cinema, etc. Unindo isto aos problemas da crise, à população que gastou menos este ano e cortou principalmente no lazer, você já sabe o resultado…

Há muitos lados nesta questão. Não é simplesmente baixar ilegalmente as músicas que acaba com o lucro da poderosa indústria fonográfica ou dos artistas. A competição aumentou, a indústria fonográfica não se preocupou em oferecer produtos mais interessantes com preços menores, a indústria do entretenimento cresceu de maneira gigantesca nos últimos anos e também pegou uma parte do bolo. Os downloads diminuem as vendas? Será que cada download ilegal se tornaria uma venda não concretizada? Se eu não pudesse baixar arquivos e/ou conhecer novas bandas, eu nunca gastaria meu dinheiro com elas. Não compraria um disco de 30, 40 reais de um grupo desconhecido. Nunca gastaria 100 reais em um show de uma banda da qual eu não ouvi as músicas. O jogo da indústria é apenas para os grandes.

Para a maioria arrebatadora dos artistas, entre eles se encaixam 99% de todas as bandas nacionais de rock e metal, esse não é um bom jogo. Os artistas deveriam aprender com pessoas como Trent Reznor do Nine Inch Nails. Ofereçam suas músicas gratuitamente ou por custos muito baixos, ofereçam produtos alternativos, criem álbuns de maneira rápida e com baixo custo, criem uma base de fãs.

Eu mostro: conversei com Paulo Melo, vocalista da banda Rising Cross, uma pequena banda de metal de Goiás. O grupo gastou menos de 5 mil reais para produzir um álbum. As gravações de todas as músicas, incluíndo produção e mixagem, saiu por 3 mil reais e estão, na minha humilde opinião, em nível altamente profissional. É um custo baixíssimo, são 500 CDs por 10 reais cada… um showzinho, você toca a música, oferece o CD, faz um marketing pela internet, anuncia novidades do grupo por sites como o Whiplash e o Zona Punk, blogs de música bons como o Digital Alternativa ou o Hit na Rede (o autor deste artigo também está sempre disposto à divulgar bandas que ele gosta).

Será que é tão difícil para a indústria ver o cenário como um todo ao invés de olhar apenas para um pequeno pedaço dele? É tão difícil para os artistas independentes empreenderem novas visões de mercado e buscar novas alternativas de lucro? A internet veio para ajudar, não dificultar.

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1- Se você é fã de metal, baixe o EP do Rising Cross, “Trumpets of Victory”. Ele foi disponibilizado pela própria banda, vale a pena. Clique aqui.

2- As melhores notícias sobre os movimentos da indústria fonográfica você encontra no Remixtures. Destaque especial para a notícia sobre o futuro do Pirate Bay.

3- Já que estamos falando em música e inovação, o jogo Rock Band resolveu criar uma plataforma para que artistas coloquem suas próprias músicas no jogo e vendam em uma loja. Matéria aqui.