A Pior Segunda-Feira da Minha Vida

Só para constar. Mais uma Zica do Dia do tamanho do Brasil.

Eu não podia falar mal de uma segunda-feira e não colocar a foto do Garfield. E antes de contar como foi a pior segunda feira da minha vida, tenho que dizer que há mais ou menso um mês meu teclado vinha dando os sinais de que não viveria por muito tempo (meu computador está dando os mesmo sinais. Medo, muito medo).

A minha Segunda do Horror, começa na quarta. Véspera de feriado, aquela pré-tranquilidade, aquela maravilha, resolvi que não iria trabalhar, não iria na aula. Iria viver do ócio. Afinal, eu tinha quatro longos dias pela frente e poderia terminar os trabalhos da faculdade, cumprir os prazos dos clientes de freela e ainda descansar bastante.

Eu só não contava com o poder INFINITO da minha preguiça e da minha postergação (estou cuidando disso com o meu terapeuta, que provavelmente lerá esta epopéia). Você imagina não é? Obviamente não fiz bulhufas nem quinta, nem sexta, nem sábado e muito menos no domingo que era dia do jogo do galo (líder).

Pois então, eu estava tranquilo, certo de que daria conta de tudo na segunda. Não só me fudi para carvalho, como não dei conta de nada. Calma, eu conto.

Meu pai – que está passando uns tempos aqui em BH, trabalhando – sempre me dava uns 30 minutos de “tortura” às 7 da manhã. Na segunda ele não fez isso. E na segunda eu dormi com a janela fechada. Resultado, acordei às 11 da manhã… totalmente DESESPERADO! Coisas que eu tinha que fazer:

- Cortar cabelo

- Comprar um teclado

- Fazer um depósito no Banco.

- Criar uma campanha (Trabalho final da matéria de Redação), eram 6 peças: AD, Outdoor, Empena, Mídia Alternativa, BackBus, Abrigo de ônibus. Tudo aplicado em suas devidas mídias. E tinha que imprimir tudo em A3 e colocar na cartolina preta para apresentar bonitinho.

- Entregar o meu contrato do financiamento na faculdade (era o último dia)

- Finalizar um catálogo gigante para um cliente

- Criar infinitas peças aplicadas e um powerpoint ultra mega para outro cliente

Sacou o porquê do desesperou? Á… ainda tinha o jogo da Seleção.

De cara cortei as três primeiras tarefas. E como um bom filha da puta, assisti o primeiro tempo do jogo da seleção. Só não assisti o segundo tempo porque tinha ficado 3 a 1, ainda bem que eu não vi a merda que deu… tá… vi o finalzinho.

E meu telefone tocando.

Ou seja, eram uma da tarde e eu só tinha feito a tal apresentação do cliente… prometendo entregar o resto no fim do dia, e rezando para todo o Olimpo para que o teclado aguentasse firme. Finalizei o tal catálogo, enquanto começava a fazer a campanha.

E meu telefone gritando.

Descobri que teria a parte escrita da campanha, um cara do meu grupo estava com pedra nos rins… o outro… bem.. mandei ele comprar a maldita cartolina e dele eu falo mais depois. Photoshop, Corel – é Corel mesmo, por que? vai encarar? – Outlook, PowerPoint, Firefox, Msn.. tudo cortando na alta e meu computador gritando (velhinho que ele é coitado e eu fazendo ele correr uma maratona). 15 horas chegaram e foram num piscar de olhos. Tudo começado, nada terminado. Fiquei uns 20 minutos babando nas visitas do blog ( perto das 10 mil visitas na segunda =D ).

E meu telefone apitando.

O tempo ia passando e o desespero só aumentando. Eram 16:30 quando me dei conta que nem um copo de água eu tinha bebido. Fui fazendo umas coisas deixando outras de lado, a qualquer momento ia ter que parar tudo, tomar banho e voar para a faculdade. Uma boa alma abriu uma grande gráfica ao lado do Campus, obrigado!

E meu telefone espatifando na parede (passou pela minha cabeça)

Terminei as peças da campanha. Ficaram boas. Mas faltava uma – Mídia Alternativa – a única coisa que não havia sido elaborada no papel previamente. Eu não tinha nem tempo e muito menos cabeça para criar alguma coisa e ainda fazer o layout. Ia sem. Juntei tudo no pendrive, peguei carteira, cigarro, contrato e sai de casa. Enquanto trancava a porta, o ônibus passou. Não é mentira, eu juro. Fui andando (correndo) até outro ponto para pegar outro busão. Cheguei – finalmente à praça da liberdade – ufa!.

E meu telefone… uai.. CADÊ MEU TELEFONE?!?!?!?

É… tinha esquecido meu telefone em casa. Como diabos eu iria achar o retardado o outro componente do grupo? Desci correndo para a gráfica – já eram 5 para as 18h – e perguntei bufando:

- Quehorasquefechaqui?

- Oi?

- Que horas que fecha?

- Sete.

Saí correndo como um louco para o Campus. Não o que eu estudava, o outro – que graças a outra boa alma, é bem perto do meu – para entregar o maldito contrato. Já suava em bicas. Cheguei ao campus, local exato, a menina disse que os contratos estavam sendo entregues no segundo andar. Subi correndo as escadas, achei a sala, entreguei o contrato e… “Ou, falta a assinatura do aluno” me disse o cara. Assinei correndo as mil páginas, entreguei e comecei a correr em direção a gráfica novamente. Tanto na ida, quanto na volta, parei para ver se encontrava o cara do grupo. Nada.

Cheguei na gráfica, fiz o pedido e finalmente sentei um pouco. Fui tomar uma água, não tinha copo. (Só de lembrar da sede que eu tava, eu já tomei quase dois litros aqui escrevendo). Esperei quase 1 hora e meia até a moça imprimir tudo bonitinho. Fui pagar e… EU TINHA ESQUECIDO A MERDA DO MEU CARTÃO EM CASA!! DESESPERO… mas MUITO desespero. Eu ainda tinha um cartão de crédito. Perguntei animado “Aceita cartão de crédito né?”, “Não, só débito.” respondeu a mocinha. Meu sorriso foi minguando até quase virar cara de choro.

Explorando todo o meu charme de gordinho charmoso, meio que debrucei no balcão e soltei. “Querida, peloamordedeus, eu só tô com o cartão de crédito, esqueci tudo em casa, meu celular também… a loja já está fechada e eu não posso ligar para ninguém… primeiro porque eu não sei o número de ninguém. Tenho que entregar esse trabalho hoje… passa no crédito vai.” Ela olhou pra mim com uma carinha de dó que até eu fiquei com pena de mim.

Resultado. Ela ligou pra mãe-do-guarda que deixou que eu pagasse no crédito. Todo feliz passei o cartão pra ela. Ela passou, digitou tudo e… pííííí. Não passou. Impassível eu disse “Passa denovo”. Píííííí. Vi que estava escrito na máquina que não tinha resposta. Eu ainda com a mesma cara de tranquilidade disse “Sem resposta não quer dizer não autorizada”. Fomos para a loja de cima, tentamos em outra máquina e pela primeira vez no dia eu tive alguma sorte. O Cartão passou. A moça parece que ficou mais aliviada que eu.

Fumando como um louco, encontrei com meu companheiro de grupo com as cartolinas na mão. Colamos tudo. Aí o grande idiota aqui resolveu refilar – cortar – as cartolinas. Arrumei estilete, régua e um lugar para cortar. Como cartolina é um negócio grande e chato parar cortar eu precisava de ajuda. O filha de uma puta me some e eu além de fazer o trabalho inteiro, demorei uma hora para cortar a cartolina. Com a mão doendo mais que tudo, fiquei na esperança de comer alguma coisa antes de ir para a aula.

Não deu. Terminei de cortar às 9:05. Corri para a sala. Nada do cara do meu grupo. Dois minutos depois ele entra. Olhei na cara dele e já suspeitei “O seu viado, onde cê tava?” “Fui resolver uns negócios” Repeti a pergunta 10 vezes, até que ele disse que foi resolver uns negócios com o Fred. Resolver com o Fred era fumar unzinho com o Fred.

A minha vontade era pegar aquele maconheirozinho de merda e encher ele de porrada na sala de aula. Eu estava morto, humilhado, sem comer nada e ainda espumando de ódio. Juro que não sei como consegui pensar direito. Simplesmente me sentei e fiquei lá tremendo de raiva ao lado das meninas – Luíza e Hany, grandes amigas =). Na apresentação, foi tudo bem e o professor disse de cara que era o melhor trabalho, a melhor idéia e que com certeza iria fazer de tudo para inscrever as peças em concurso. Havia luz no fim do túnel.

Detalhe, só não tiramos total porque faltou uma peça. O trabalho escrito nem me dei ao trabalho de falar que não fizemos. É só botar a culpa no filho de Bob que tá tudo certo.

Para terminar minha segunda-feira. Sabendo que estaria cheio de trabalhos atrasados na terça, finalmente comi alguma coisa. Mas constatei que talvez meu teclado não durasse mais um dia.

A História do Teclado

A foto do falecido.

Prometo que essa história não será tão longa. Eu acho.

Como vocês ficaram sabendo, meu teclado estava morrendo. Na terça eu acordei, caminhei, sabendo que tinha que ir no terapeuta às 16. Foi um dia tranquilo. Fiz algumas peças para o cliente, não deu tempo de terminar. A Diarista veio sem avisar e se fodeu porque eu não tinha um puto no bolso para pagar a passagem dela.

Cheguei em casa da aula, sabendo que teria que trabalhar madrugada adentro para entregar tudo para o cliente hoje de manhã. Ao chegar, meu irmão me disse que o computador não estava ligando porque o teclado tinha parado de funcionar. Tremi nas bases, mas fui conferir. Exerci minhas mágicas antigas, fiz o teclado funcionar, liguei o pc, deixei a música tocando e fui ler um pouco. Foi o último suspiro de um grande amigo.

Li até o fim do livro (faltavam poucas páginas), e fui para o computador disposto a trabalhar até o dia nascer. Mexi o mouse e… NADA. Uai, o som funcionava, tudo funcionava… menos o mouse, que provavelmente travou por causa do teclado que de uma vez por todas parara de funcionar. Resetei o pc, e apareceu a mensagem da falha no teclado. Tentei de tudo… tudo mesmo, até a arte mais antiga do conserto de máquinas. A porrada.

Era o fim. O fim de um grande amigo. O conheci há exatos 4 anos, trabalhei com ele durante seis meses no meu primeiro emprego, na primeira empresa do meu irmão (ele ainda tem o adesivo que eu colei, com a logo da empresa). Escrevi vários textos com ele naquela época, ele estava no ponto alto da vida, nunca me deixava na mão. Em pouco tempo me acostumei e viramos grandes amigos. Me separei dele por um tempo… foi duro para ambos. Até que voltei a trabalhar com meu irmão aqui em BH e não tive surpresa ao me deparar com o mesmo computador e teclado de antigamente. Foi com ele que escrevi as primeiras linhas neste blog, foi com ele que escrevi meus melhores textos e foi com ele que comecei a manjar os atalhos do photoshop. Amigo inseparável.

Eis que por obra do destino, nos separamos novamente. Triste até o dia em que meu irmão estava vendendo alguns computadores da empresa. Tinha uma grana e comprei este aqui na mão dele, e em meio a dezenas de teclados e mouses empilhados, logo vi ele lá, olhando para mim. Levei ele, lógico. E finalmente ele era o meu teclado. Trabalhamos juntos e firmes até que ele adoeceu… e… bem… o final vocês já conhecem.

Bom, como não podia deixar de ser. Comprei o novo teclado hoje, me ferrando bastante, já que estava atrasado para carvalho com as peças. Fui até a savassi para comprar um novo companheiro de aventuras. Ia escolher a dedo, um wireless ou airlines (piada interna da empresa do meu irmão). Comprei. Vim para casa louco para estrear o novo teclado e mouse sem fio. Liguei tudo conforme o guia/manual e… NÃO FUNCIONOU. Desespero total. Tinha que trabalhar, o telefone já tocava como louco e sem teclado seria impossível.

Me tranquilizei, já pensando nas possibilidades e decisões. Resolvi exercer as mágicas antigas. Deu certo e tudo começou a funcionar perfeitamente.

Até que… EU COMPREI UM TECLADO GRINGO! Não tem cedilha, acentos nos lugares certos… aquela merdalhada toda que eu estava acostumado. Eu só me ferro mesmo. Perguntei no twitter e o W.C Bush me disse como alterar as paradas. Fiquei o dia todo digitando como antes. Era o fantasma do meu antigo amigo se despedindo. As configurações iriam mudar quando eu reiniciasse o pc. Fiquei um pouco relutante… era difícil dizer adeus de uma vez por todas.

Nem preciso dizer que trabalhei como um louco, não fui a aula e quase finalizei tudo. Faltando alguns retoques nas peças mas nada trabalhoso. Deixei meu pai jogar paciência com o novo mouse e fui ver jogos de futebol. Quando voltei, o pc estava desligado.

Me sentei e vim escrever essa carvalhada de palavras. FOI UMA TORTURA! Sério, é foda escrever no teclado novo. Ainda não somos íntimos. Mas vou me acostumar.

***

1 – Sem links hoje. Clique nos mascotes e logomarcas dos blogs amigos aí do lado. Diversão garantida.

2 – Á, só para avisar, estou indo para São Paulo amanhã a noite. Ficarei sexta e sábado, volto no domingo. Se eu conseguir, postarei de lá mesmo. Se não, vou postando aos poucos… farei um Diário de Bordo da viagem. Contando é claro, todas as minhas desventuras. Murphy irá atacar… podem esperar por histórias mais sofríveis para mim e divertidas para você.

3 – O Neto me intimou a atualizar o wordpress. Farei um trato público com ele, e com você leitor de testemunha. Se o Neto, fizer um post por dia, até domingo (4 no total) eu atualizo o wordpress. Se ele não fizer, nada feito. E Neto, nada de dar o seu login para o Diego, ou para a Naya postar usando seu nome. Eu saberei.