

Eu já escrevi sobre isso aqui no blog, mas infelizmente eu não achei o post para linkar. De qualquer maneira, é como se fosse uma revisão daquele texto. Nele, eu falava sobre a volta às aulas (acho que foi quando eu fui para o primeiro período, um minuto… achei! Segue o link do texto). Graças a deus não escrevo mais assim. Ou escrevo? Achei muito auto-ajuda o texto.
Bem, você deve saber que obviamente não é o meu primeiro dia de aula, primeiro porque eu já estou no sexto período (meu teclado não tem a bolinha numeral, desculpe), segundo porque minha aula (re)começou na terça-feira. Mas a questão da coisa toda é que nesses dois anos e meio de faculdade eu sempre estudei a noite. E me espanta nunca ter passado pela minha cabeça, estudar de manhã.
A verdade é que não me espanta nada, sério. Eu odeio acordar cedo, eu e 4 bilhões de pessoas no mundo (por aí… e devem ser mais). Segundo porque eu além de ter que trabalhar, gosto de trabalhar e fazer o que eu faço. Ou seja, só poderia estudar a noite, certo? Errado. Dos dois anos e meio que eu estou estudando aqui em BH, somente um ano eu passei trabalhando em período integral. Se eu não me engano, primeiro período, quarto período e metade do quinto.
Então porque diabos, eu não estudei de manhã no ano em que trabalhava na agência da faculdade que era na faculdade?! Olha só, a manhã é um período que você de cara perde metade dele. Isso se não perder ele todinho. É muito mais fácil estudar, trabalhar e chegar em casa lá pelas 7 horas e PRONTO do que sair de casa meidia com a comida na garganta, pegando um sol docarái e voltar às 11 pra casa.
Digo isso, porque agora que eu to trabalhando novamente – no período da tarde – o pensamento me veio num dia em que eu estava indo pegar o segundo busão para ir pro Belvedere torrando no sol. Senti-me um completo idiota por não ter pensado nisso antes. E isso foi na terça, logo no primeiro dia de aula.
Pensei, não só vou mudar de turno como vou ver se levo os Cavaleiros do Apocalipse comigo (Desculpe interromper, mas tenho que explicar o apelido: No terceiro período eu, o Tiago, o André e o Daniel ganhamos essa alcunha – você pode imaginar o porquê – da querida professora Carol de Pesquisa em Comunicação. O André e o Daniel saíram da faculdade e eu e o Tiago logo iniciamos outros no nosso grupo) No final das contas, nós os cavaleiros vamos todos para o turno da manhã. Hoje somos cinco: Além do Tiago, os irmãos gêmeos Édson e Rodrigo e o Celso.
Chegando ao ponto que eu queria chegar (que introdução gigante em Pedro!) digo que mesmo mudando de turno com os amigos, mesmo conhecendo metade da turma da manhã (coisas da viagem a Sampa) eu to me sentindo como sempre me senti a vida toda antes de qualquer primeira aula. O que me leva diretamente à minha infância, quantas vezes eu não passei noites em claro, ansioso como uma doninha no inverno, contando os minutos para poder me arrumar e ir pra aula.
Me faz um bem danado sentir isso de novo. Isso quer dizer que eu to mudando minha vida sem medo, tomando decisões que antes nem passavam pela minha cabeça. Tomando uma decisão que vai me ajudar no meu trabalho, já que tenho hora para chegar, mas não tenho hora para sair (outro dia foi só até as 4 da manhã).
Melhor ainda é que isso quer dizer que eu tenho a possibilidade de conhecer mais pessoas, fazer novas amizades, e sentir aquele gostinho frio da manhã com a missão de ir para aula, como não sinto há quase 5 anos. Isso também quer dizer que eu vou poder ser nostálgico junto com meus amigos “É… naquele tempo que a gente estudava a noite não era assim…” “Era bom quando a gente podia dormir até tarde né?” “Que saudade das estrelas me acompanhando na volta…”
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1 – Gente, como eu estou sem ler meus feeds há umas duas semanas, eu não faço a mínima idéia de quem indicar. Faz o seguinte, clica nos parceiros aí de lado. ;D ótimos blogs!
2 – Eu ia dar um recado… mas esqueci. (uns minutos depois…) Lembrei, só ia dizer que eu enganei vocês, falei sobre outra coisa o texto todo. Ahahahaha quase nada do tal primeiro dia. Malz ae galera.
3 – Só para ter o número 3 mesmo.
Liberdade, a tão sonhada liberdade que todos os adolescentes clamam e bradam aos quatro cantos do mundo. Aquele poder de fazer o que quiser, na hora que quiser e é claro no lugar que te der na telha. Comer na mesa da sala sem jogo americano, dormir sem tomar banho, ver televisão até o dia nascer, ter cerveja na geladeira e não ter medo de tomar umazinha em plena segunda-feira, transformar o quarto num motel, levar a galera para jogar um poker, ir para qualquer lugar e voltar completamente bêbado e só ter que explicar para o seu travesseiro o porquê de você estar destilando álcool, acordar de ressaca e almoçar às 5 da tarde no domingo coçando o saco e assistindo Democrata de Valadares vs Vila Nova.
É lindo não é jovem? Ter tudo isso à disposição e um mundo de possibilidades oferecidos pelo cartão de crédito mais próximo da sua mão. Se você for rico a parada é ainda melhor, mas como eu não sou, vou tomar por base as minhas experiências. Você que está aí cheio de espinha na cara, ansioso, maluco por viver todas essas aventuras… eu te digo: vá com calma padawan.
Morar sozinho não é lá essa maravilha. Principalmente se você foi, como eu, criado com uma empregada desde que nasceu. É sério, quando você tem uma pessoa para te alimentar, arrumar a casa, lavar vasilha-terreiro-garagem, comprar cigarro e lavar a sua roupa… você vai querer morrer quando for morar sozinho. É sério. Felizmente – ou infelizmente agora – minha casa sempre teve empregada (que agora só pode ser chamada de doméstica, porque empregada é preconceito) então minha cama estava sempre arrumada, meu guarda-roupa na medida do possível também estava, meio dia e alguma coisa o almoço estava na mesa, roupas lavadas e passadas e a casa limpa, sim casa limpa, porque apesar de você não prestar a atenção nisso, casa limpa faz uma falta do caralho quando você mora sozinho.
Só para lembrar, esse texto é mais voltado para os homens, já que somos por natureza seres brutais e grotescos que não lavam, passam, cozinham e todas as coisas que as Zureneides da vida fazem. Outro adendo importante: vasilha suja. É impressionante a quantidade de vasilha que acumula na pia em dois segundos, você acaba de lavar tudo e zaft! Oito pratos, seis copos, uns quinze talheres e uma duas tigelas já estão lá sujas esperando você lavar.
Ponha uma coisa na sua cabeça, você NÂO sabe arrumar e limpar uma casa. Você consegue no máááximo dar uma enganada. Pergunta: O que diabos fazer com a sujeira que você junta com a vassoura? Resposta: Abra a porta e jogue tudo na frente da porta do vizinho (se você mora em um apartamento). Você não sabe fazer compras, muito menos uma lista como sua mãe sempre mandou você fazer. Eu por exemplo: Fui na padaria ao lado de casa – que é a mais cara, mas é ao lado de casa – para comprar uma maldita lâmpada. Fiquei uns 35 minutos na padaria, comprei de tudo, menos o diabo da lâmpada.
Engraçado como o pãozinho, manteiga, presunto e queijo, leite e café simplesmente pareciam brotar do nada quando você mora com os seus pais. É incrível. Eles simplesmente estavam lá todos os dias, religiosamente às seis da noite. O pior de tudo, é descobrir que eles não brotam do nada e que alguém vai lá e compra aquilo.
Você e o fogão. Não tente se aventurar meu rapaz, é uma batalha perdida. Ovo e miojo não conta, assim como os congelados da perdigão. Você já tentou fazer um arroz? Eu tentei aprender com meu pai… foi mais ou menos assim:
- Meu filho… isso aqui é fácil demais, olha só. Você pega um tanto assim de arroz e coloca aqui* para lavar. (*aqui = aquele utensílio doméstico com furos)
- Um tanto quanto?
- Um tanto, assim ó… *meu pai mostrando uma certa quantidade de arroz*. Aí você lava assim. Depois põe azeite na panela e liga o fogão.
- Quanto de azeite?
- Assim mais ou menos. Você joga o arroz na panela e vai mexendo. Isso chama *…. o arroz (*não me lembro como chama)
- Ok, beleza… acho que tô entendendo.
- Aí você põe mais ou menos isso aqui de água. *meu pai jogando um tanto de água na panela
- Pô pai, se você não me falar as quantidades vai ficar difícil.
- Ô cara, eu to te mostrando aqui ó, vai vendo. Você coloca a água e espera… pode por um pouco de sal também.
- Espera quanto? Quanto de sal tem que colocar?
- Espera um pouco… sal põe o tanto que você quiser.
- (¬¬)
Lógicamente, eu não aprendi merda alguma. Ele ainda costuma me perguntar se eu fiz arroz…
Eu moro com o meu irmão, ou seja, são DOIS homens. Duas vezes mais bagunça. Lógico também, que pagamos uma diarista que vem aqui todo sábado (ela não sabe, mas se a casa não estiver bastante suja na sexta, faço questão). Ficamos sem nenhuma diarista por 6 meses uma vez… mas podem ficar tranquilos que eu não quero falar sobre isso.
Eu disse essa besteirada toda, só para passar uma pequena mensagem – tipo Capitão Planeta, depois do episódio vem uma dica bacana. Não pense que morar sozinho é essa maravilha toda. Você tem sim uma grande liberdade, mas como tudo de bom tem o seu preço… você vai sentir saudades fodas de seus pais, você vai olhar para a pilha de louças e vai ter vontade de chorar, você vai ter preguiça de ir na padaria, vai ter dia em que você vai querer colo, vai ter dia em que você vai olhar para a embalagem de miojo e ter vontade de vomitar…
Só queria que você meu caro, desse mais valor quando sua mãe diz que a porra da casa esta limpa e que não é para emporcalhar tudo. Que você pense na coitada da empregada pegando suas cuecas nojentas e lavando. Que você pense no seu pai que sempre comprou pão e demais alimentos. E SIM este texto foi escrito principalmente para eu aprender isso tudo.
Só mais uma coisa, é importante você ter altura suficiente para trocar uma lâmpada. Lembre-se disso.
Vai um miojo aí?
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1 – Sem links hoje porque eu estou pra lá de cansado e tenho um freela para fazer.
2 – O que você está achando dos estagiários?
3 – Gostaria de dar os parabéns para os mesmos: Naya, Diego e Neto. Na minha opinião estão mandando muito bem. Parabéns mesmo. E se prepare que o Thiago vem aí.

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