
E aí infelizes, passara/estão passando bem suas férias? Pois é, meus caros, enquanto eu nós estamos de férias, aproveitando o dia para não fazer nada e ficar o dia inteiro na internet, tem gente que está trabalhando, fazendo este país funcionar, tornando um mundo um lugar mais legal e menos poluído de se viver. Deixando de lado tudo a políticonomia deste país, peguem suas pás, seus guardas chuvas e um cão farejador, porque o post começa no próximo parágrafo.
Senhores (e senhoras, claro), como vocês bem notaram neste começo de ano, deu (mais uma vez) a maior merda lá no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. Meus caros, devo dizer que fiquei especialmente estupefato, afinal são só 30 anos de enchentes, desbarrancamentos e chuvas, quem poderia prever tal tragédia?! Coisa terrível essa não? Agora tudo que podemos fazer é nos reunir para juntar roupas, material de higiênie e alimentos, para mandar para “a região serrana do Rio”, afinal, lá a comida não vai estragar aos montes como em 2009 lá em Santa Catarina.

Então meus caros, como vocês bem sabem, aqui em terras tupiniquins o Verão é a época de chuvas: todo Verão, devido ao aumento na quantidade de evaporação, chove mais e por mais tempo, coisa que nós brasileiros chamamos carinhosamente de “chuva de Verão”, aqueles chuvas fortes e rápidas que fazem as alegrias de crianças com botas e capas de chuvas amarelas (ou caso você tenha tido infância, capas de chuva de saco de lixo).
Caso vocês tenham o mínimo de capacidade intelectual (e provavelmente tem, já que leem o blog), vocês também sabem que quando a terra e a água fazem a fusão, surge a tal da lama. A lama (que também faz a alegria de milhares de crianças) é o principal fator que explica outro pequeno detalhe que rola aqui em nosso adorado país tropical: a reestruturação geológica, que é algo totalmente natural, principalmente devido a ação importantíssima da água.
Mas a reestruturação geológica é contida por algo pouco conhecido por aqui: árvores. Para ser mais sincero, árvores, matos, flores e alguns outros vegetais. Tais vegetais fazem com que a terra e/ou areia fique no lugar, impedindo (parcialmente) a tal da reestruturação ecológica. De forma prática e simples, se você tirar a vegetação de uma área, a reestruturação geológica ocorre.

Além da reestruturação geológica, outro fator importante na natureza são os rios, que são responsáveis por tornar as terras férteis, prover (obviamente) água, enfim, permitir a vida numa região que sem o rio não apresentaria vida. Os rios, também influenciados pela época de chuvas, tem os tais “períodos de cheia“. Os “períodos de cheia” são quando os rios tem um aumento na quantidade de água, e por consequência tende a aumentar a sua profundidade, outro fator totalmente natural, é claro.
Como todos sabemos, o brasileiro é um povo extremamente inteligente e sábio, portanto qual a primeira ideia que passa pela cabeça de um brasileiro ao construir sua “casa”? É bem simples: “Ah, vou tirar todas as árvores daqui da BASE deste MORRO de 200 metros de altura, deixando o terreno em terra limpa, vai ficar ótimo, principalmente porque este RIO aqui, passará no meu jardim da frente, será LINDO!”. Genial, não é mesmo, caros leitores?

Se você está na porra da base de um morro, montanha, pico, o que seja, e você tira a ÚNICA coisa que impede que aquele morro caia NA SUA CABEÇA, meu caro, você MERECE morrer soterrado. Se você constrói sua casa DO LADO de um rio, você MERECE morrer afogado. E se você constrói sua casa num morro, tira todas as árvores do local, nas margens de um rio, sabendo que as chuvas nos morros causam deslizamentos e o aumento da quantidade de água no rio, você merece sim se foder de todas as formas possíveis… é, eu sei que é algo terrível de se dizer, mas eu nunca tive vocação para Oprah.
Mas é claro que nós como pessoas bondosas e altruístas, devemos ajudar aqueles que sofreram tanto por causa da quantidade imprevista de chuva. Caso você queira ajudar as vítimas envie alimentos não perecíveis, roupas e produtos de higiênie pessoal para Avenida Dom Hélder Câmara, número 4242, no bairro Del Castilho no Rio de Janeiro (adivinha em que estado!). Para mais informações ligue para (21) 2582-0100. Devemos todos nos unir neste momento de necessidade e continuar apoiando nossos e incentivando para que apesar de todas as contrariedades, possam reconstruir suas casas exatamente do jeito que eram antes. A construção só não pode demorar um ano.
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1 – Se você não entendeu, não se dê ao trabalho de me comunicar isso.
2 – Só por curiosidade, eu moro num vale e aqui não teve nenhuma merdas.
3 – Eu topo ser operador de bulldozer lá no Rio de Janeiro.

Depois de todo o rebuliço que aconteceu com os fãs do Iron Maiden na Colômbia, e da resposta oficial da banda, a revista britânica Metal Hammer parece ter tido a sorte de estar junto com o Iron Maiden na turnê sul-americana, onde eles realizaram a primeira entrevista exclusiva com a banda. O guitarrista Adrian Smith falou sobre o próximo álbum do Iron Maiden e disputas entre os membros na hora da criação das músicas, além de discutir sobre a declaração de que a banda não faria mais de 15 álbuns em sua carreira.
Falando com todo mundo, a atenção já parece estar se direcionando para um novo álbum…
Adrian Smith: Sim, estavamos falando brevemente sobre isto outro dia e eu estive pensando nisso todos os dias desde então, pois há tantos caminhos que podemos seguir neste novo álbum. Seria legal se tivéssemos as músicas agora e pudéssemos sair da turnê e ir diretamente para o estúdio. Habitualmente temos sempre algum tempo de folga, e a maneira como tocamos no estúdio é como se fosse ao vivo, por causa disso é sempre um pouco tenso no início pois nós não tocamos juntos há seis meses. Eu gostaria de ir (mais cedo). De novo, é uma coisa de dia-a-dia, você entra, pega o que você conseguiu achar, tenta e faz o melhor que trabalho que você pode.
Temos notado uma coisa diferente. Há 12 meses, quando entrevistamos Steve (Harris) ele disse: “nós sempre dissemos que ‘nós apenas iremos fazer 15 álbuns, estamos chegando neste número, haverá um ponto final’”. Todos estão vendo as coisas de maneira diferente agora?
Adrian Smith: Olhe, nós escrevemos música, nós somos músicos, nós iremos continuar. A coisa mais importante é que claramente temos uma grande audiência lá fora esperando para escutar o que iremos fazer agora, e no mundo real isso não é tão comum, então você tem que apreciar isto. Nunca é fácil fazer um álbum, você tem seis caras e cada um suas ideias, e focar tudo isso em um único trabalho é muito difícil.
Não seria o caso de vocês utilizarem todas as ideias para cada um dos álbuns? Com isso nunca se deixaria alguma ideia para trás.
Adrian Smith: Eu conheço um monte de bandas que gravam demos de 30 músicas ou algo do tipo e então se desmancham quando vão selecionar 10 por causa do ego, cada cara quer colocar suas ideias no álbum. Então nós preferimos tentar escrever 10 ou 12 músicas e deixar entrar as melhores ideias de todos. Você sabe na hora quando começar a tocar se a música irá voar ou não. Você somente tem de fazer o melhor que você pode. É difícil para todos nós ficarmos felizes com o álbum, há sempre os acordos, mas conforme você consegue passar por isso e chegar do outro lado ainda sendo uma banda, é tudo o que importa. Muitas vezes os conflitos de criatividade são bons na composição das músicas, isso traz o melhor de todos.
Existe alguma espécie de competição?
Adrian Smith: Eu estou pensando no álbum agora, então sim, há um pouco de competição, é claro que há. Você quer ver suas ideias incluídas no álbum, mas isso não é mau caráter. Significa muito para mim quando alguém vem e diz: “Eu realmente gostei dessa música” ou “Que ótimo riff!”. Você toca a música que você criou, todos tocam ela e eles se instigam e isso é sensacional para mim. É claro que todos querem suas músicas lá e aqueles tapinhas nas costas. É como qualquer trabalho, ganha-se um pouco de satisfação, há a motivação. Uma coisa que você não pode fazer é virar-se com um monte de ideias mal elaboradas para ensaiar, você tem que aparecer com algo que seja realmente muito bom.
Eu posso imaginar que seus “colegas” devem ser um pouco brutais com ideias mal elaboradas…
Adrian Smith: Eu nunca ousaria levar alguma delas! Mostrar as pessoas suas novas músicas é quando você ganha seu dinheiro de verdade, pois dá um grande nervosismo quando você senta e diz “Eu tenho uma ideia rapazes”. Eu engano um pouco, normalmente faço demos que soam muito bem (risos). Mas eu cresci em uma época antes que você podia fazer isto, então eu já passei por todas essas coisas de se sentar e mostrar sua alma para outro alguém, e é por isso que é sempre um grande tumulto quando você faz isso e dá certo. É como se fosse um alívio.
A entrevista original pode ser vista no site oficial da Revista Metal Hammer, aqui.
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1- Ando meio sumido… mas não será desta vez que irão se livrar de mim BWAHAHAHAHAHAHA (#risadamaligna)
2-Fiz meu primeiro projeto de Review no Whiplash sobre o novo cd do Hammerfall, “No Sacrifice, No Victory”, você pode ver meu texto aqui. Em breve teremos algo mais aprofundado sobre este álbum aqui no OCrepusculo.
3- Você conhece o Bola da Foca? É um blog colaborativo criado por alunos de Jornalismo da Cásper Líbero, dentre eles meu amigo Pedro Zambarda de Araújo, também colaborador do Whiplash.

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