
Corinthians, Libertadores da América, fanatismo exacerbado, violência, vandalismo, revolta. Acho o torcedor de futebol uma coisa impressionante. Sério mesmo. Fico impressionado com a quantidade de pessoas que se mobiliza para mostrar sua revolta quando as coisas nas quatro linhas não vão bem. Aqui no Brasil então, vixe… tão aí as últimas peripécias da torcida do Corinthians que não me deixa mentir.
A fiel torcida corinthiana tem uma reações potencializadas quando se trata da tão sonhada Libertadores. Sei, sinceramente, como eles se sentem. Atleticano como sou, também estou na sombra do meu rival nesse quesito. Aqui em minas, nós atleticanos só temos o título pequeno da Conmebol (a Sulamericana hoje em dia) – difícil, claro – mas com muito pouca representatividade e pouco peso.
Não me simpatizo, é claro, com a violência ou com o vandalismo. O sujeito depredar e dar prejuízo ao próprio clube, pra mim é de uma burrice inacreditável. É a mesma coisa que o sujeito colocar fogo no ônibus que ele pega todo dia para ir trabalhar. Á.. é mesmo, as pessoas também fazem isso. Mas esse não é o assunto aqui. O assunto aqui é sobre a paixão linda que o brasileiro tem pelo seu clube de coração.
Bonito não é? Acho bacana aqueles clipes que a Globo costuma fazer. Acho bacana aquelas entrevistas especiais mostrando o quarto do não-tão-garoto-assim torcedor do qualquer coisa exibindo suas flâmulas, bandeiras, posters e incontáveis camisas do seu time. Chego a me emocionar.
O que me intriga, e sempre intrigou, é que toda vez que vejo essas reportagens sobre pessoas protestando em frente às respectivas sedes, essas pessoas que em plena quarta-feira saem da sua cidade em direção ao município de Muito Lá Longe, essas pessoas que aparentemente não tem mais o que fazer na vida, eu me pergunto “Porque será que não aceitamos a perda de um pênalti num jogo entre nosso time e outro qualquer, mas aceitamos excelentíssimos Deputados Federais aumentarem os próprios salários em 65%?”
Já vi pessoas revoltadíssimas com o peso do Ronaldo, já vi pai de família chorando com um radinho colado no ouvido, já vi muito marmanjo macho se rasgando por causa de 11 homens. Porque, eu me pergunto – até mesmo fazendo uma auto-crítica em certas proporções – eu não vejo ninguém ficando maluco ao ponto de matar serviço pra ir em São Paulo numa quarta-feira a noite, encher de tapa, quebrar vidro dos mais de 1 milhão de pessoas que votaram no Tiririca?
Por que, nós não vimos a casa do ACM apedrejada? Porque o Daniel Dantas anda livremente por aí sem ter o vidro do caro quebrado? Por que aceitamos a não revolta com as coisas que realmente deveriam nos incomodar?
Como eu disse, não sou a favor de nada disso… só me pergunto. Não acho que tudo isso deveria se resolver na força. Até porque do outro lado você tem as forças do Estado soberano. Sabe qual é a sua arma senhor cidadão? A sua arma mete medo no Estado. A sua arma mete medo em qualquer colarinho branco.
A sua arma, caro amigo, é a economia. Imagina parar o país até os Deputados cortarem o salário multimilionário e ganharem de acordo com o que trabalham? O que, penso eu, seria até injusto com o Sr. Deputado. Se fosse assim o coitado não receberia um tostão. Sua arma é sua mão. Mas não a mão que empunha uma arma ou atira uma pedra. É a mão que move a máquina.
Talvez tenhamos que sofrer mais tempo ainda com essa inversão louca de valores, quem sabe 30 anos de um Hosni Mubarak da vida para sairmos às ruas?
Quem sabe um Deputado resolva proibir o Curingão de jogar…
Quem sabe…
***
1 – Seria isso um post bom depois de tanto tempo?
2 – Tô cada dia mais feliz com esse blog, de verdade
3 – Você não perde por esperar o que vem por aí. =)

Venho percebendo que esse blog tá muito humorístico nesses últimos tempos, o que é compreensível se levarmos em conta os últimos meses que nós tivemos. Ser crítico, nervoso e reclamar cansa e eu já era assim na vida off-line. Então na online eu precisava de um escape.
Já aviso que isso acabou. E eu to aqui com pedras na mão. Eu fiquei pensando esses dias, no que eu poderia reclamar aqui, podia reclamar do Dunga, podia reclamar do Galo, podia reclamar do Lula, podia reclamar do BBB… enfim, resolvi reclamar do brasileiro médio. Isso provavelmente inclui você que está lendo, a mim com certeza.
Brasileiro reclama de tudo já percebeu? Aí eu já não sei se é o Brasileiro ou o ser humano em geral. Sei que pelo menos brasileiros reclamam o tempo todo. Reclamam do Dunga, reclamam do Galo, do Lula e do BBB. Até aí tudo bem, reclamar tem lá seu sentido… a gente paga* imposto pra caramba, sofremos com a corrupção e no dia-a-dia tem sempre alguém tentando passar a gente pra trás.
Mas espera aí. Pensa um pouquinho, você não é nem um pouco culpado por isso? – Não to falando do Dunga não – Quantas vezes, você já não deu o famoso “jeitinho” em alguma coisa? Eu já, um monte. Brasileiro se acha muito esperto, mas é por se achar esperto é que a maioria se fome.
Eu nunca fui para fora do país – tirando quando fui ao Paraguai, mas aí não conta – mas tenho conhecimento o bastante para ter nojo do brasileiro médio. Por querer sempre se dar bem, somos desconfiados – partimos do princípio que todo mundo é da mesma estirpe – ou seja, não confiamos nas pessoas. Não respeitamos nada nem ninguém. E no final do dia, reclamamos que um puto qualquer colocou dinheiro na meia.
Tá achando que eu tô pegando pesado? Dá uma olhadinha nessa lista que eu recebi por e-mail.
- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
- Fala no celular enquanto dirige.
- Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
- Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas e faixas de pedestres.
- Viola a lei do silêncio.
- Dirige após consumir bebida alcoólica.
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalha mesas, churrasqueira, cadeiras nas calçadas.
- Joga lixo na via publica.
- Não recicla o lixo ou faz tudo errado.
- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
- Pede para não assinarem a carteira de trabalho para não perder o auxilio desemprego.
- Faz gato de luz, de água e de tv a cabo.
- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota de 20.
- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
- Não dá passagem para outro veiculo entrar no transito.
- Não obedece aos sinais e ás placas de sinalização.
- Ocupa assentos destinados a idosos, gestantes e necessitados especiais.
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.
- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. como se isso não fosse roubo.
- Comercializa os vales transporte e vales refeição que recebe das empresas onde trabalha.
- Falsifica tudo, tudo mesmo.. só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado…
- Quando volta do exterior, nunca fala a verdade quando o policial pergunta o que traz na bagagem…
- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
É verdade ou não? Quantos são os casos de pessoas próximas a você que fizeram a maioria das coisas dessa lista? Quantas coisas você mesmo não fez?
Eu fiz, várias. É óbvio que não vou dizer que todo mundo é assim, e nem que todo mundo faz por mal mesmo. Não é sua culpa, ou não é nossa culpa de todo. Aprendemos assim, aprendemos com a vida a sermos assim. Vale lembrar também que existe uma diferença em dar “jeitinho” e cometer crimes pesados, não é isso que quero dizer.
Ver isso assim de forma tão clara me fez repensar algumas coisas. Principalmente pensando sobre corrupção. Tolkien disse que o poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente. Se fosse você lá no topo, o que faria? Ater-se-ia a seus valores ou acabaria também se corrompendo?
De certa forma, é provado que em diferentes graus, no decorrer do tempo nos corrompemos. Estão aí os nossos “jeitinhos” do dia-a-dia. Poder em menor escala, corrupção em menor escala.
Eu sei que dependendo do ponto de vista, fazer um gato de luz é diferente de desviar milhões do contribuinte, receber propina, etc. Espera um pouco… é diferente mesmo? Sinceramente? Não, não é diferente. Não estou dizendo que se você comprou um filme pirata e for um grande empresário você vá sonegar impostos. Até porque o cagaço é muito maior quando se tem mais a perder. É ou não é?
Você pode até não fazer, mas se tivesse um pouco de segurança de não ser pego, a maioria faria, não tenho dúvida. E esses são os mesmo que reclamam do país, das taxas, dos impostos, dos juros, dos políticos que eles financiam e dão presentinhos.
É como eu costumo dizer, o brasileiro é o ser mais hipócrita do mundo, mas ainda há salvação.
A mudança, não tem que começar lá em cima, a mudança tem que começar aqui em baixo mesmo. A mudança tem que começar em nossos atos e em nossas cabeças. A nossa geração já é bem mais atinada para essas coisas, e que a próxima seja ainda melhor nesse quesito. Cabe a você, eu, todo mundo, passar um pouco disso e quem sabe, nos livrarmos dessa culpa que eu acabei de colocar em todos nós.
Talvez poderíamos nos espelhar em povos um pouco mais civilizados do que a gente.
***
1 – Gente, esse semana ainda vamos estrear mais dois colaboradores. Fiquem atentos. Farei um post para explicar e tudo mais.
2 – Estou replanejando o blog, e isso tá levando um bom tempo.
3 – Não, eu não esqueci do novo layout.


Tenho a ligeira impressão de que a foto é um tanto pesada para o tipo de post, mas ilustra o sentimento. Não se precupe, daqui a pouco vou pedir para você subir o post e olhar a foto novamente. Você irá rir e depois você também irá para o inferno.
Meu caro leitor, prepare-se. Esse é mais um daqueles textos que você adora ler, ou seja, do tipo em que eu me ferro de verdade a história inteira, mas que no final dá tudo mais ou menos certo.
Como você sabe, pelo menos deveria saber (já que você se diz um leitor fiel a essa bagaça #brimks), que eu estou estudando de manhã neste período da faculdade. O motivo, é que eu tenho hora pra entrar no meu trabalho, mas como um bom diretor de arte fudido, jamais tenho hora pra sair. Então, ou era de manhã, ou não era. A mudança foi deveras repentina, e eu lógicamente me ferrei pelo fato de que acordar cedo pra mim é mais difícil do que estudar física quântica.
Bom, a minha Universidade tem um negócio que chama TIDIR (Trabalho Interdisciplinar Maldito Filha da Puta Dirigido) como eu estou indo pro último ano de faculdade e a partir de agora o negócio é o tal do TCC, fiz meu úlitmo TIDIR esse semestre. (Faça um teste: se você conhece alguém da UNA aqui em BH ou da Unimonte de Santos, diga a palavra “TIDIR” perto dele. Você vai entender o que eu estou falando) Então, o tidir é sempre… vamos dizer… desesperador. Principalmente pra mim, que tudo dá muita merda antes de dar certo na maioria das vezes.
Levei o tal tidir como sempre, na interfemural (leia-se nas coxas), última hora e tudo mais. Só que havia um problema, estudando de manhã, eu teria que terminar o trabalho em um horário que me possibilitasse imprimí-lo em uma gráfica. O problema é que como eu tinha que apresentar e entregar o trabalho ontem (terça-feira), eu tinha que terminá-lo na segunda no máximo até meio-dia. Coitado de mim.
Trocando 2 mil e-mails com o pessoal do grupo – tudo isso no meio do meu horário de trabalho – completa daqui, escreve um textinho ali, sobe duas páginas lá. Quando eu vi. 18h. TCHAM! Eu tinha que entregar o trabalho e aprentar no outro dia às 8 da matina. EAGORACARALHO!? Comecei a ligar para gráficas como louco, as que atendiam diziam que não estavam atendendo mais. Não perdi a calma. Mas mandei um e-mail pro grupo para avisar. Falando que talvez não conseguiríamos imprimir o trabalho.
A reação deles? Bem, olha a foto lá em cima de novo.
Fim do mundo, e-mails desesperados e eu nem tinha começado a pensar em talvez como iria fazer a apresentação para o outro dia. Caro leitor, não aprenda a ser diretor de arte, sua vida estará condenada. Falo sério. Bom, voltando a história, vi uma luz no fim do túnel. Cléber da CTRL P, mas conhecido hoje – por mim – como São Cléber O Santo das Impressões Impossíveis. [Aqui vale lembrar que eu já tinha ligado para a CTRL P - que é uma gráfica parceira do Grupo Open aqui, eles realmente fazem coisas impossíveis -, mas o cara de lá disse que era impossível e tal, que eles estavam garrados que não ia ter jeito]. Eu tenho o Cléber no msn, então fui falar com ele. Ele realmente disse que não iria dar e tal. Aí sim eu fiquei desesperado. (veja a foto novamente).
Já estava inventando as mais sinistras mentiras para os professores da banca no outro dia. Quando resolvi tentar de novo com o Cléber, em lágrimas é claro. Expliquei como seria a impressão (já eram 19h30), e São Cléber, vendo o meu desespero disse que faria.
Foi gol mano. Golaço. Mandei um e-mail tranquilizando a galera. E mandei o arquivo pro Cléber por MSN. Como eu tinha que sair para levar uns pacotes pro povo lá, deixei enviando o arquivo e saí. Deixei meu celular com ele caso acontecesse algo. Alguns minutos depois, já voltando para Open, o Cléber me liga dizendo que o arquivo cancelou, e que era pra eu enviar de novo. Merda de MSN, pensei. Voltei pra Open e constatei o pior: a internet tinha caído.

- GENTEAINTERNETCAIU!~?!??!?!
- Caiu.
- PUTAQUROAPARELPORRA!A??A?A FODEUFODEU
- Pois é…
A internet não voltava por nada. E São Cléber me ligando dizendo que seus outros fiéis não poderiam ficar na mão por minha causa. Eu não posso ser tão azarado assim! A solução foi ligar pro meu irmão, pedir pra ele entrar no meu e-mail, e ecaminhar o e-mail com o arquivo pro São Cléber. Deu certo. Logo depois disso, a internet volta.
AMURPHYSEUVIADO!
O problema, é que meu problema ainda não estava resolvido. Eu tinha que fazer a apresentação do trabalho. Fui pra casa, sentei no computador e soltei um.. “Ah neeeem”. Tirei um cochilo, fui acordado pelo meu irmão chegando da rua com um “Vai dormir na sua cama velho…” “Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse”.
Comecei a fazer a apresentação era uma da manhã. Terminei às 5. AGORA EU TE PERGUNTO! COMO DIABOS EU IRIA ACORDAR PRA APRESENTAR O TRABALHO!?!?>!>!
Quando fui dormir, mandei uma mensagem desesperada pro Tiago e pro Rodrigo. Pedindo pelo amor de Deus para me ligarem até eu acordar. Bom, me ligaram só 20 vezes até eu conseguir acordar, e sem motivo aparente eu estava com o celular na mão em baixo do travesseiro. Sim, eu não comando meu próprio corpo 100% do tempo. Já era 7:30 quando consegui acordar, tive que pegar um táxi até a Serraria Souza Pinto no maldito evento da faculdade para as apresentações do TIDIR. Entreguei tudo, apresentamos o trabalho.
Nem preciso dizer que passei o dia de ontem (quarta) como um zumbi.
E pensar que ainda tenho 3807u298 trabalhos da faculdade pra terminar…
Tremo só de pensar nas merdas que podem acontecer.
***
1 – Visitem o Palavra Ácida do Will que está de Mimimi comigo.
2 – E visite também o Blog do Grupo Open.


Era mais ou menos assim que eu estava me sentindo. Alguns que me seguem no Twitter estão acompanhando meu desespero nos últimos tempos, eu simplesmente não estava recebendo updates. É o seguinte, de um dia pro outro escablahflactabum! Nada, zero twitts. Estava lá trabalhando e dando umas olhadas pro twitterfox que não levantava a plaquinha por nada, soltei um típico uai. Fui conferir, nada. Fui na home do twitter e NADA! Pultaqueoparilcaralhoqueporraéessa!?!?!? Não apareciam os updates de ninguém que eu sigo, nem os meus. Foi aí que a mais nova epopéia de Pedro Turambar começou.
Na hora achei que era só um biziu do twitter, achei que o pássaro azul resolveu tirar algumas horas de descanso. Ok, merecido. Resolvi twittar e ver o que dava. Foi aí que eu vi que o problema era meio sério, porque o pessoal via normalmente o que eu escrevia, mas eu não via ninguém. Descobri que eu só via os replies e as DM. Menos mal. Ainda poderia me comunicar com meus seguidores. Nesse dia eu fui levando tudo na brincadeira.. até elaborei uma teoria sobre o twitter – é leitor, mais uma.
Como eu já estou em um ritmo bem maluco há um bom tempo, vinha twittando da mesma forma que twittei quando minha conta estava com esse problema. Eu nunca olhava os updates, só olhava se alguém tinha falado comigo e vez ou outra twittava alguma besteira. Ou seja, com ou sem updates do povo que eu sigo, estava sendo a mesma coisa. O que me levou a pensar que muita gente deve fazer o mesmo. O que me leva a crer mais ainda que o twitter não é nada mais que um monólogo egoísta em que o que importa é se o povo vai pagar pau pelas besteiras que você fala.
Claro que com as proporções bem guardadas, o twitter me ajuda muito em muita coisa e já recebi diversas dicas legais, idéias para post e é um canal que eu posso conversar com os leitores tranquilamente. Mas parando para pensar e inventando números, diria que uns 70% do tempo gasto no twitter é totalmente monólogo massageador de ego os outros por centos ficam para RT`s, conversas, dicas, links e mimimi. O que não me impede em nada de gostar tanto desse negócio a ponto de me sentir angustiado por não ver os updates ali. Fiquei realmente puto com isso. E fiquei mais puto ainda pelos filhas das putas que inventaram esta merda não ajudarem em porra nenhuma a resolver o meu problema.
*Calma Pedro.
Ok. Você que usa o twitter tá aí, twittando, muito bonito, muito bacana… mas… como faz para mandar um e-mail pros caras. Você sabe? Pois eu não sei. Até hoje, e aparentemente ninguém sabe, já que dos 1000 seguidores que eu tenho uns 400 pelo menos leem o que eu escrevo não sabiam como contactar o grande pássaro. Tem lá um Help não tem? Esqueça, serve pra merda nenhuma aquele negócio. Primeiro, se eu não soubesse inglês eu estaria até agora sem saber o que fazer. Segundo, eles te tratam igual a um retardado lá. Terceiro, eu demorei uns 5 dias só para descobrir QUAL ERA O PROBLEMA! E quando eu descobri, fui no Help, direto no tópico criado para e problema e… O TÓPICO ESTAVA APAGADO MALANDRO! É para ficar puto ou não?
O pouco tempo livre que eu tinha na internet, estava me esforçando para resolver essa merda – mais um dos motivos para não postar – e eu não encontrava nada. Nem no Óraculo eu encontrei algo que realmente ajudava. Mano, se nem no Google tem é porque já era. Fui perseverante no Grande Pai, passando página.. e tal, até que encontrei uma luz. Era um tópico de discussão, o nome é Get Satisfaction – mais uma rede social -, serve (eu acho) para você dar uma de bebê chorão reclamando de alguma coisa e algumas boas almas vão lá e te ajudam. Fiz uma conta, um tópico e fiquei esperando igual a um palhaço.
Hoje de manhã dei um basta nessa porra e estava decidido a criar uma nova conta, seguir todos que eu seguiam e falar para os que me seguem me seguir na outra.. aquela chatice toda que eu odeio. Igual nego que faz trocentos MSN, toda semana vai lá “Oiii meu msn agora é maedoguarda@hotmail.com, add lá” não, não vou add porra ninhuma, grato.” Até que eu resolvi tentar pela última vez. Procurei denovo, procurei, achei que tinha achado até que achei mesmo uma luz. Um camarada lá – @paulos72 se não me engano – tava com o mesmo problema (que eu acho que não citei, mas era Frozen Timeline) No tópico ele diz o mesmo e tal mas um cara que trabalha no Twitter respondeu ele com o mesmo papinho furado “vai no Help e não sei oq.” Otários.
Eis que @paulos72 diz que conseguiu resolver o problema apenas colocando protect my updates e depois colocando unprotect my updates. Porra, não é possível que era tão simples assim. Fui lá e tentei… não aconteceu nada. Frustrado comecei a fuçar, troquei meu nome real, troquei o fuso horário, e me lembrei dum papinho lá do Help, de uns nego que tinham que dar unfollow em algum usário que estava com não sei oq. Fui lá nos últimos que eu segui e dei unfollow nos últimos – antes do problema começar. Eram dois. Um negócio GuardMother Twitter (que eu não me lembro de ter seguido) e a Cátia Carvalho (atriz pornô underground, galere do shake hand conhece). Depois que fiz isso, fui ouvir o Nerdcast, depois saí para almoçar, voltei e dormi a tarde toda.
Agora a noite, fui sentar aqui e loguei no TwitterFox só por mania e não é que os twitts voltaram? Não sei se foi a dica do Paulos72 ou se foram os profiles que eu parei de seguir, só sei que por enquanto, tá tudo funcionando normalmente. Aguardamos cenas dos próximos capítulos. Mas fikdik, não sigam atrizes pornôs desconhecidas do grande público e nem profiles americanos suspeitos.
***
1 – I`M BACK.
2 – Quem diria, titio Cardoso fez um post bonitinho.
3 – Façam um favor a vocês mesmos, acessem o Capinaremos. O Gato Festeiro tá demais. ahahahahhaha

Hoje eu cheguei em casa já sabendo que teria que ir ao supermercado comprar algumas coisas para a casa, principalmente produtos de limpeza. O que convenhamos é um saco comprar. Cheguei em casa e meu pai estava vendo – como sempre – Discovery Civilization [tenho que dizer, meu pai assiste esse canal quando acorda, quando almoça, quando chega do trabalho, quando come alguma coisa, antes de dormir e as vezes até para dormir]. Já cheguei falando para irmos mas meu pai tava vendo o negócio lá e queria esperar terminar. A contragosto sentei lá e o negócio tava tão interessante (era a história do Nostradamus) que ele que teve que insistir pra gente ir embora.
Fomos finalmente para o Carrefour da Av. Prudente de Morais, não sem antes eu esquecer a lista e ter que voltar em casa, mas isso é detalhe. Entramos, compramos o que tinhamos que comprar. Comigo, é claro, não deixando meu pai comprar um monte de coisa que ele queria [estranho né]. Bom, na hora em que nos dirigíamos ao caixa, começamos a ouvir uns gritos, uma balbúrdia, um trem acontecendo.
Fomos nos aproximando (logicamente eu fui para um caixa perto da confusão) e o que eu ouvi de uma senhora ruiva – fora de si – berrando foi “Isso é preconceito! Isso é discriminação racial!”. Pensei “Opa, o negócio é sério”, fiquei mais interessado e reparei que ao lado da senhora, timidamente colocando as compras no carrinho para levar embora, uma negra com uma cara que era um misto de sem graça + humilhação. Ok, deduzi que a senhora estava defendendo a negra que pelo visto havia sido descriminada.
Enquanto a senhora ruiva brigava, esperneava, todos na imediações olhavam intrigados, interessados e até indignados com a situação da moça que pelo que eu pude deduzir era empregada da senhora. Tirando uns metaleiros retardados que ficaram rindo e tirando sarro da senhora. Meu pai que mesmo tendo filhos que gostam da música e até vão a esses shows terríveis, detesta metaleiro… assim como eu. Ele logo soltou um “Tá rindo porque não é com você né?” e arrancou o sorriso dos cabeludos na mesma hora. Meu herói.
Fui colocando as compras na esteira e a mulher continuava com os gritos e berros, foi nessa hora que eu entendi o que havia acontecido. Explicarei da mesma forma que expliquei para um simpático casal que estava atrás de mim:
A moça negra, estava acompanhando a patroa nas compras, obviamente a patroa mandou ela ir para a fila e pagar enquanto ela comia alguma coisa na lanchonete ou pegava mais produtos. De qualquer forma, quando a empregada foi pagar a conta, a mocinha do caixa pediu para ela provar que era titular do cartão [explico mais a frente como soube disso]. A patroa chegou e quis saber o que estava acontecendo e.. assim começou a confusão toda.
Até aí podemos tirar duas conclusões: A moça do caixa, vendo o valor e a quantidade de compras e olhando no cartão o nome, sei lá, Elizabeth Santos Correa Bulhões (chute em, pelo amor de deus), e olhado para a moça, teve a impressão de que o cartão não era dela. O trabalho dela é perguntar e pedir a identidade. Antes que alguém me xingue eu completo a frase. DESDE QUE ELA FAÇA ISSO COM TODO MUNDO. Mas tanto você quanto eu, sabe que isso não acontece e não foi por isso que a moça pediu para a empregada provar que era titular do cartão. Tanto eu quanto você, sabemos que o pensamento que passou pela cabeça dela foi algo assim.
“Essa mulher não é dona deste cartão. Tenho certeza. Se ela for realmente empregada da mulher como ela disse, eu posso levar uns chingos. Mas se o cartão é roubado, e a dona souber que vendemos aqui e neste caixa eu perco meu emprego.”
Tanto a caixa (que é morena) quanto a loirinha que eram os alvos da ira da senhora, tenho certeza, não andam por aí espancando mulheres negras, e muito menos destratam os vizinhos negros ou os próprios colegas de trabalho. Mas neste caso em particular foram preconceituosas sim, e discriminaram a moça. Quer saber porque eu sei disso? Explico.
Porque no mesmo momento em que eu ouvia, deduzia e chegava a essa conclusão, também sabia que iria provar que estava certo. Eu iria pagar a conta com o cartão de crédito do meu irmão e tinha certeza que o caixa não iria me perguntar se eu era o titular do cartão. Dito e feito. Paguei com um cartão de uma conta da qual não sou titular, mas como sou branco, gordinho, fofinho bonitinho, jamais pensariam que eu roubei o cartão para comprar meia dúzia de produtos de limpeza.
Sacou o porque da minha certeza de que as moças foram preconceituosas? Eu sabia que o cara não iria me perguntar aquilo. Eu sabia o que havia acontecido porque quando a senhora ruiva pegou o cartão para passar, ela gritou bem alto e claro “Agora me pede para provar que eu sou titular desse cartão! Vai! Me fala! Pede uma prova! Me diz que eu não sou a titular!”. Quando questionada por outra mulher ela respondeu claramente “É lógico que vou processar!”. A mulher pediu o nome das moças, anotou e saiu soltando os cachorros.
Entendeu agora?
O melhor foi o medo que eu coloquei no caixa que me atendeu. Ele ironicamente e sarcasticamente comentava o fato, e quando o cara do casal de trás disse brincando “Eu não to pagando com meu cartão não em! e se você falar que não é meu eu subo aqui em cima e fico louco”, o caixa morreu de rir. Até que eu disse que o cartão que eu acabara de pagar não era meu. Disse isso rindo também, por isso ele achou que era brincadeira, até que eu fechei a cara e repeti “O cartão não é meu. Mesmo. Eu não me chamo Daniel.” Ele olhou para mim e viu que eu falava sério. Engoliu o riso e claramente ficou com medo. Eu apenas disse “A mulher tá certa. Certíssima em dizer que foi preconceito, porque foi.”, me despedi do casal – que olhava para mim com uma cara de júbilo – peguei as compras e fui embora.
O caixa se calou porque ele também teve a certeza de que as meninas haviam discriminado a empregada da mulher lá. O caixa se calou e ficou com medo, porque se eu quisesse poderia foder com a vida dele. Mas eu não quis. E nem quero. O cara não tem nada a ver com isso, nem eu. Mas tive que dar um cala boca nele porque ele estava tirando sarro da situação.
Isso prova, e prova muito bem a minha teoria de que todo mundo tem preconceito. Uns exageram, é claro. Mas que todo mundo tem, tem. Prova também que você jamais deve tirar sarro de uma situação dessas. Isso não é brincadeira.
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1 – Já que falei do assunto no post, vou linkar um dos melhores blogs do brasil que fala muito sobre o assunto: Liberal, Libertário e Libertino.
2 – Um link para o Zanfa que fez um post número 2000 lindo no Capinaremos.
3 – E um link pro T.G do Ela Tá de Xico porque ele é pop.

Como o Pedro já disse a gente não sabia de nada! Eu juro!
Eu não costumo abrir o blog logo cedo. Vejo meus emails (pessoal, serviço), leio meus recados no orkut, twitter, encho minha garrafa d’água, ligo pra casa pra falar que está tudo bem, junto meus papeis, anoto o que tenho que fazer, leio algumas notícias e DEPOIS eu vejo o blog.
Não sei por qual razão eu entrei no blog logo cedo. 6º sentido, só pode! E comecei a ler como quem esperava um bom texto do Neto.
Li uma vez o primeiro parágrafo e parei. Li de novo. Li mais uma vez. Achei que eu ainda estava dormindo e, claro, estava vendo coisa. Continuei lendo. Li até o final. Voltei e li novamente.
Levantei, lavei o rosto, tomei uma água, voltei para o computador e li com cuidado. É, eu não estava dormindo.
E senti como se tivesse levado um tapa bem dado no rosto. Doeu. Não era verdade, não podia ser verdade, mas o Neto não ia brincar com uma coisa séria (ô ingenuidade!). Incrível como eu me apego a uma pessoa que só conheço virtualmente.
Depois fui conversar com o Neto, falei o que eu achava dele, o que admirava nele. Eu aprendi que a gente não deve deixar pra falar da pessoa depois que ela se vai, mas eu ainda assim demoro pra demonstrar e senti que se não falasse logo, não falaria nunca mais.
Falei tudo, fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Apesar da pose, eu sou menininha, gente! Eu já cheguei ao cúmulo de chorar vendo foto de criança.
Não conseguia mais trabalhar, não me concentrava, só pensava no Neto…pensava que ele é um cara que eu queria conhecer pessoalmente e se não o fizesse logo, não teria outra oportunidade.
E eu nem imaginava a verdade…
Depois que o Neto contou no msn para mim e para o Diego eu pensei seriamente em conhece-lo pessoalmente. Eu iria até Minas só para fazer uma visita para o Neto e dar um tiro na porra do tumor dele! O sangue subiu. Eu fiquei puta!
Como mulher eu comecei a pensar na mãe dele e o quanto ela deveria estar desesperada. Eu já teria arrancado o Neto do serviço e iria procurar o melhor tratamento, nem que eu me afundasse em dívidas.

Incrível como as pessoas se desesperam com a morte. Incrível como me bateu um sentimento materno nessa hora. Era injusto alguém tão jovem morrer.
E pra ajudar…uma semana antes eu descobri que um conhecido meu havia falecido por causa de um acidente com gás. Ele era amigo de uma amiga minha e apenas um conhecido meu. A gente chorou horrores. Eu estava inconformada como uma pessoa com a minha idade, cheio de vida, cheio de vontade de vencer não estava mais entre nós.
Aí eu entro no blog e vejo que alguém que eu conheço MAIS do que esse rapaz estava para morrer. Pronto, bateu o pânico!
Eu nunca xinguei tanto alguém quanto xinguei o Morto. Nunca quis bater tanto em alguém como quis bater no Moribundo. Acho que tanto o Zumbi, quanto o Diego ficaram com medo de mim!
Ele explicou, eu não queria entender e só pensava “quando o Pedro descobrir, fudeu!”
E o chefinho descobriu. E teve uma reação pior do que a esperada. Nessa hora eu até acalmei e aí comecei a compreender o que o Morto queria. Realmente ele estava certo no post dele, e acredito até que eu não precise falar mais nada a respeito..tanto ele quanto o Pedro já falaram.
A conclusão é: quase ninguém sabe lidar com a morte quando é por alguma razão “natural”, mas ninguém liga quando a vontade de matar o Morto fala mais alto XD
- Pra passar a raiva, um texto muito bom. Ri pracaraleo!
- Corinthiano é foda. Mal ganharam a taça e já estavam derretendo pra vender
- Um dos comentários na explicação do Morto falava sobre “Enfim, esse lance de “Meu Crepúsculo” é sério? as pessoas vão poder contar suas histórias?”. É de se pensar, viu? Mas só verdades agora

Está todo mundo falando sobre isso, o Ego então deve ter tido orgasmos múltiplos. Lógico que eu estou falando da separação de Luana Piovani e aquele playboyzinho-sem-talento-modafoca-pedaço-de-merda do Dado Dolabela. Eu não vou comentar essas notícias, nem ao menos fazer trocadilhos, piadinhas e ironiazinha. Vou é esculhambar geral. Aproveitando é claro para falar de um assunto sério, que é criação – não, não é criação publicitária, é criação mesmo, berço. Esse cara é filho de Pepita Rodrigues e Carlos Eduardo Dolabela, dois atores fodas, gostava pra caramba dos personagens do pai desse merdinha. Na época que eu achava que ver novela servia pra alguma coisa.
Agora você vê. Com certeza criaram o filhozinho cheio de mimos e superproteção e tudo mais. Logo quando puderam enfiaram esse merda sem um pingo de talento na globo, na produção mais idiota da televisão brasileira – Malhação. E uma coisa nesta época – eu me lembro porque…sim, eu assistia malhação ainda – que ele e o par romântico Drica (eu lembrar o nome da atriz já é muita sacanagem) se separaram ou brigaram não-sei-o-quê porque ele batia nela. Olha só, naquela época já sabiam o tipo de pessoa que ele era. A vida imita a arte e a arte imita a vida companheiro.
Como todo mundo viu – Graças a Deus – que ele não poderia ser ator, pelo menos não na globo, Dadinho resolveu virar cantor. Jesus amado! Que merda. Eu não vou entrar em detalhes sobre o dote musical do gusano porque não me convém. Até porque seria uma redundância sem tamanho. Só vou comentar o nome do CD, Dado Para Você – rá, pra mim não velho, não mesmo. O grande problema desse tipo de pessoa, digo nascidas em berço de ouro – tudo piora quando é filho de artista – é que eles se sentem no direito de fazerem o que querem e não estão nem aí para nada. É óbvio, culpa desses pais que só trabalham não tem tempo para os filhos e para compensar a ausência, fazem todas as vontades e encobrem todas as merdas. Quem aí não se lembra do Galdino - coitado, foi confundido com um mendigo…tipo, mendigo pode matar né pai? – e da Sirlei Dias – a empregada que foi cruelmente espancada por coitadinhos da mesma estirpe e é claro recentemente Esmê – a empregada da Luana Piovani que foi agredida pelo Dadinho.
Não. Não pode matar, não pode espancar e não pode enfiar na televisão um jovem delinquente como esse. Pra mim esse Dado Dolabela não passa de um Lindemberg do Leblon. Não passa de um garoto mimado que sempre teve tudo que quis e fica dando showzinho para a mídia, que sempre incentiva e aplaude o palhaço, neste circo que é o Brasil.
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1 – Vocês não imaginam o poder de um viral. Nunca mais jogo sinuca.
Pedro
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(foto: BlogdoRoger)
Aqui em Belo Horizonte existe um projeto quase-maravilhoso que é fruto da UFMG com a BHTrans – orgão responsável pelo transporte na capital mineira. O projeto é o ‘Leitura Para Todos’. Em diversas linhas que circulam pela Região Metropolitana de BH, papéis plastificados são colocados nos ônibus, presos a uma cordinha no banco da frente, fica fácil e quase impossível vc não pegar e dar pelo menos uma olhada.
Sempre achei quase-sensacional isso…desde a primeira vez que vi. Uma maneira mais que eficiente de incentivar a leitura da classe pegadora-de-ônibus (incluindo a mim mesmo). É sempre válido e eu sempre apoiarei projetos que incentivem a leitura. Mas, acredito que você, caro leitor, esteja se perguntando, por que diabos eu disse quase-maravilhoso e quase-sensacional, eu explico.
Esse projeto é quase pelo mesmo motivo que eu detestava todas as professoras de literatura, principalmente as que eu tive durante a vida. Nada contra a pessoa, eu detestava a forma como elas tratavam a literatura. Já escrevi isso em algum lugar neste blog…algo parecido, pera aí. Pronto, achei..escrevi aqui. Voltando ao assunto, eu acho que quando alguém vai formar em Letras ele está tão acostumado aos clássicos e tão apaixonado por grandes autores que ele quer logo enfiar essa merda toda na nossa cabeça. Pensem bem: uma pessoa, suponho que sempre ‘leu’ a vida toda, acaba de se formar em Letras – na UFMG talvez – está cheio de vontade, é a chance da vida dele, ele começa a dar aula…sua primeira aula! Ele está nervoso, não quer começar muito grande “Kafka pode ficar pra depois” – pensa ele. Ele começa a aula falando sobre Dostoiévski – Irmãos Karamazov. Nem liga para as perguntas de seus alunos de 8 anos…eles vão aprender o que é literatura. Aguardem que Dom Casmurro vem por aí.
Resultado: de todos garotos de 8 anos, provavelmente o nerd da turma vai virar um leitor, ou o mais viadinho..que gosta de poema.
Gente, desculpe, mas isso realmente me irrita. Qual criança, neste Brasilsão de Meu Deus, vai gostar de ler, se o primeiro livro que ele pega é de 1615..sei lá. Criança quer ler fábula, aventura, Harry Potter, eu adorava livros policiais quando era criança, Agatha Christie e tal. Comecem a dar livros assim pra criançada, livros que irão fazê-los pensar em quem é o assassino, e não refletir sobre a desigualdade social e a putaria do Brasil Colônia.
Você deve estar se perguntando, “e o coisinha do ônibus?” você vai entender agora. Toda essa historinha, é só para dizer que eles fazem a mesma coisa com o projeto Leitura para Todos. Imaginem só, o cara, cidade grande, entre 30 e 40 anos, nunca leu nada a não ser o Super, pega um texto ali para ler, o texto fala sobre um fazendeiro com a mulher grávida que viaja pra França e manda um telegrama que ninguém entendo bulhufas no final. Me diz agora, o cara vai ler isso alguma outra vez?!
Leitura para todos, sei…só se for para todos os senhores estudantes de Letras da UFMG.
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1 – Não postei ontem por motivos de preguiça aguda e falta-de-tempo-mais-aguda-ainda.
2 – Isso me deixa extremamente puto.
3 – O bicho tá pegando pro meu lado, vai ficar osso postar essa semana. Mas vou me esforçar, prometo.
Pedro Américo
Olha, cansei viu.
Ultimamente tenho me sentido como se estivesse em um sonho (pesadelo) non-sense interminável. Sabem, tem umas coisas que estão acontecendo que eu simplesmente não consigo acreditar. O mundo está pirando, e junto com ele, nosso país está pirando ainda mais.
Graças a Deus eu não sabia como era o mundo quando era pequeno…imagina! Eu largava escola, largava tudo, ia viver na esbórnia desde pequeneninho e morrer com sei lá…30 anos. Ia morrer feliz da vida. Teria feito de tudo um pouco, as maiores loucuras e não teria conhecido nada do mundo. Preferia ter parado minha consciência lá pelos 16 anos. Ainda não sabia (e nem queria saber) de Danieis Dantas, crianças metralhadas, Lulas Inácios, CPI’s fajutas, inocentes mortos, Dunga técnico da selção, sheik’s malditos contratando nossos jogadores…
Porra, hoje eu não sei se deve ter mais medo de bandido ou de policial.
E o melhor de tudo é a naturalidade com o que isso tudo é tratado. Se isso tudo fosse nos 68′s da vida…essa galera ia ver. Naquela época, tinhamos músicos (de verdade) que em 2 minutos puxavam multidões com brados fortes e impotentes pedindo liberdade, paz e justiça.
E eu não sou hipócrita não, me incluo nessa massa jovem, no ‘movimento estudantil’ utópico que pensa “por que diabos não fazemos o que aqueles caras fizeram”, ir para as ruas, quebrar tudo, botar fogo em tudo, chamar a atenção, dizer um grande BASTA aos filhas-das-putas que fizeram com que o Brasil chegasse nesta situação.
Até porque a lei que manda hoje é conhecida há muito tempo, “Se não pode com ele, junte-se a ele”. Ele = o sistema. Como todos nós somos egoístas e pensamos apenas em “um” e “um” não pode contra o sistema, até o mais incólume dos seres se “vende” e se junta. Todo mundo quer um pedacinho deste paraíso chamado Inferno. Eu não vou negar, já que está tudo uma putaria mesmo, vou brigar pelo meu pedaço também. Por que, meus amigos Revolucionários do Sofá, eu prefiro ser um traidor de ideais na prática, mas de barriga cheia e podendo aproveitar o pouco de bom que resta neste planeta, do que ser um maldito revolucionário de esquina pedindo 1 real pra “janta”. E ser lembrado apenas em reportagens especiais.
Eu estou cansado, mesmo. E fico me perguntando todo dia…até quando vamos aguentar?
Até quando eu não sei, mais vou te falar, quero estar bem vivo, mas muuuuuuuuuuuito bem vivo quando o pau começar a quebrar. Vou estar pronto, com um molotov na direita e um isqueiro na esquerda, prontinho pra tentar fazer as pessoas, que têm o poder de parar com essa balbúrdia mortal, nos ouvirem.
Quantas meninas precisam ser jogadas de janelas para que alguém faça alguma coisa?
Quantos meninos precisam ser arrastados pela rua afora para que alguém faça alguma coisa?
Quantos meninos precisam ser metralhados para que alguém faça alguma coisa?
Quantas meninas precisam ser estupradas e mortas, por menores de idade, para que se faça alguma coisa?
Quantos aviões precisam cair para que se faça alguma coisa?
Quantos bilhões são necessários para que os safados de brasília sejam presos de verdade?
Quantos aumentos de salários são necessários para que esses malditos sentem suas bundas gordas no senado federal para não fazer PORRA NENHUMA?
Que MERDA DE PAÍS É ESSE?
“…é a porra do Brasil!”
Aaaaa, mais eles estão fodidos quando o pau começar a quebrar.
Que se foda os direitos humanos que protegem traficantes assassinos
Que se foda o estatudo do menor que protegem adolescentes estupradores e assassinos
Que se foda a sociedade brasileira e sua hipocrisia .
Pedro Américo
Ps.: eu também ia colocar “Quantas convocações de merda o Dunga precisa fazer para ser despedido?” e “Quantas vezes o Galo precisa ser rebaixado para mudar alguma coisa?” mas o texto ficou muito sério.




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