2009 chegou ao fim e hoje começa 2010. Dia 1° de Janeiro é sempre o dia em que damos uma revisada no ano que passou e começamos a fazer planos (de ressaca) para o ano que começa. E não me venha com chorumelas, você – o mínimo que seja – perde alguns minutos, horas e (ou) dias pensando sobre o ano que acaba de começar.

Quando você coloca o ano que passou numa balança imaginária você sabe se foi um ano bom, um ano foda ou um ano de merda. Dependendo de como foi o ano que passou você planeja e pensa no próximo. Nas mudanças que quer fazer, no que vai querer mudar e de como pretende que a balança termine no final do ano novo.  Eu posso dizer que – apesar de não ter ido a lugar algum ontem e ficado em casa – esse foi de longe o melhor réveillon da minha vida.

Como eu já disse 2009 foi um ano fantástico. A balança pesou fácil para o lado do foda, então não fiz pedidos, não fiz promessas, não vou esperar que o ano de 2010 seja melhor. Eu sei que ele será. Vou continuar na mesma levada, fazendo uns acertos aqui e ali. A minha vida profissional está estável e vai muito bem obrigado. Vou só cuidar um pouco mais de mim e a minha meta é sim encontrar mais amores. Nem precisa ser no plural, um amor só tá de bom tamanho. Por essas e outras passei a virada feliz, muito feliz. Com meus pais o tempo todo, eles que fazem tanta falta na maioria dos dias do ano.

Uma coisa que eu tenho que fazer, para 2009, é agradecer. E agradecer algumas pessoas que foram muito importantes na minha vida esse ano.

***

Primeiro ao meu irmão, meu amigo e meu “colega de quarto” por assim dizer, Daniel. Obrigado velho.

Ao Eduardo que trabalha junto comigo… Spencer, esse ano vai ser Swatson. Tentaremos converter todos os svanssenzinhos em coisas boas.

Á Naya por me provar que é possível conhecer e amar alguém de verdade sem que nunca tiverem se visto

Ao Neto por ser um grande fanfarrão e um boêmio de primeira. Além de ser um dos melhores cronistas que eu já li.

Ao Diego, que putaqueopariu, é foda pra caralho no que faz. É um exemplo de jornalista e de pessoa. Me sentirei importante quando o conhecer pessoalmente.

Aos três em conjunto que me ajudam tanto com o blog e hoje O Crepúsculo é tão deles quanto meu. Sem vocês ele já teria deixado de existir há um bom tempo.

Ao pessoal do Grupo Open, por fazerem dessa empresa um lugar foda demais para se trabalhar… Bruninha, Matheus, Seu-Meu-Nosso Cláudio, Rodrigão, Tadeuzinho, Clarinha, Rebeca, os Mirandas – Tomás e Thiago -, Jorge, Camila, Lu, Josi, Lívia, Vânia, Francisco, Aline, Felipe, Susu, Rita, Samuca e todos outros.

Ás FernandasCosta e Campolina – por serem além de companheiras de trabalho serem duas grandes amigas que me ajudaram a ter um pouco mais de paciência esse ano. Ahahahahah.

Aos amigos da faculdade que passaram poucas e boas comigo esse ano, principalmente aqueles que passaram do período da noite para manhã junto comigo, Tiago, Thiago, Edinho, Celso e Rodrigo. E galera da manhã que é foda, Brenninha, Nanda, Serjão, Rodrigo, Débs.

Aos blogueiros amigos, principalmente a galera da zona voice e do zcast (prometo participar mais disso esse ano), Jhonny, L.F, Fefê, Luquinhas, Volkmer e Loch, Rafa, Igaum, W.C e TG. Aos outros blogueiros amigos; Rafa Barbosa, por ser um gay ativista (admiro ele); Kakah (L); Luke, por ser um ídolo modafoca; Hugo Meira, adevogado; Markurgh, por me amar (ahahahha); Will, garotinho jóia; Alvim, dos projetos homéricos; Kel ^^; Vaneh e Zanfa, por serem o casal mais foda da blogosfera; Creitu, que é um dos poucos da galera que eu conheci e que gosto muito; Diego, por ter me avisado sobre o Celso Roth; Sarna, pelas discussões sobre tudo; Will Farias porque se eu não coloco ele aqui ele dá xilique, ahahahahhaha, você é foda cara; Dorly Neto, por ser também um grande escritor, mas de péssimo gosto musical; Danilo; Talita; Wall; Galera do Suspensa; Daiane, viva o verde!

Se eu me esqueci de alguém, é por que eu esqueci mesmo. Me xingue nos comentários.

Ao pessoal maravilhoso que conheci pelo Twitter; Adriana Torres, André Pacheco, Mariane Bononi, Karine Lima, Babi Arruda, Popysp e tantos e tantos outros.

Por último e não menos importante aos leitores desse blog. Obviamente, não consigo lembrar todos de cabeça, portanto vou colocar o nome de quem sempre comenta…

Cássio Gondinho, Heitor Nerdcore, Ricardo Vergara, PriiH, Bia, Bianca, Carla Maris, Cíntia, Ingrid Sybele que não comenta mas lê, Murilo é claro, Ravi Freitas (não esquecemos do seu presente viu?), Luis Jhonne e a tantos outros que me fogem o nome agora, reclamem nos comentários. Aos amigos da vida offline que lêem e comentam Kavalinhu, Caio, Dias, Bárbara.

***

Acabando os agradecimentos tenho que dizer que esse blog tomou grande parte do meu tempo de “planejamento” para 2010. O que fazer com ele? Mudar? Sim, mas mudar o que? Aumentar o número de postagens é óbvio, mas como? Não vou enganar você, 2010 será muito mais atarefado do que 2009, principalmente no meio do ano.

A primeira grande mudança será a escolha de mais um – talvez mais dois – colaborador. Sendo um deles, ou o mesmo, responsável por além de outras coisas, resolver coisas chatas.  Como selecionar? Também não sei. Quando eu estava sozinho aqui eu fiz uma seleção da qual o Diego foi o selecionado. Naya e Neto vieram a convite. Talvez eu convide alguém e selecione mais um. O que vocês acham?

Antes de dizer como será a seleção – e não será hoje – quero dizer o que os escolhidos deverão fazer e quais requisitos devem ter para entrarem. Sei que isso parece chato e tal, mas você bem sabe que eu não posso colocar qualquer coisa para você que lê esse blog. Tenho que primar pelo conteúdo e pelo funcionamento do blog que anda capengando nos últimos meses.

Vamos lá, os requisitos você já imagina:

- Saber escrever (não, você não tem que saber regras gramaticais, tem que saber escrever, o Word conserta a maioria dos erros comuns e eu mesmo devo ser o que mais caga na língua portuguesa)

- Ter assunto (não adianta nada você saber escrever se não tem nada para escrever)

- Ter em mente que esse é um blog de texto, opinião e o escambau. Nada de posts apenas com videozinhos engraçados e foto-legenda, se quer postar essas coisas peça vaga para Dj’s.

- Você até pode não gostar de certas pessoas, etnias, religiões, e tudo mais, portanto, tome cuidado com o que escrever. Eu não quero ser processado.

- Não ser um maluco(a) freak

- Entender um pouco dos assuntos que o blog mais trata; Cultura Geral, Música, Cinema, Propaganda, Games… etc.

- Ter opinião formada sobre tudo

- Saber pesquisar

Ufa. É, tá difícil viu. Ahahaha, Isso quer dizer basicamente, saiba escrever, saiba reclamar, saiba pesquisar.

Agora é que vem a parte chata.

O que você terá que fazer.

- Sei que isso é difícil, mas peço para que poste pelo menos 2 vezes por semana

- Dê idéias novas para seções, crie, invente

- Divulgar o blog. A questão de parcerias, links, banners e tal, será com você. Assim como mandar links para as comunidades, e para os agregadores (Uêba, Colméia, Ocioso, etc)

- Postar as “Rapidinhas de Segunda” – consiste em dicas rápidas, vídeos, fotos, links de outros blogs que deixam na comunidade.

- Ler os e-mails direcionados ao ocrepusculo@ocrepusculo.com, responder ou encaminhar para os outros que escrevem

Bom, é isso que eu preciso. Que nós precisamos. Se estiver disposto mesmo com essa caralhada de coisas, fique atento. Já já eu decido o que vou fazer. Claro que vai depender do número de pessoas que tiverem interessadas. Quando for escolhido, o azarado felizardo terá um mês para mostrar seus dons. Sendo assim, será logo contratado. (Acabo de ter uma idéia clara do que fazer para selecionar, mas conto depois).

***

Então, é assim que o ano no Crepúsculo começa. Cheio de vontade de oferecer um conteúdo maior e melhor e ainda tem a promessa do layout novo. Vou trabalhar nisso enquanto estou sem aula, mas só vou começar mesmo quando voltar a BH.

Lá para Fevereiro acredito já poder começar a testar o novo layout e finalmente colocá-lo no ar.
Como eu estou Monlevadiando (verbo que inventei sobre o modo de vida aqui em Monlevade), ou seja, vivendo como um Hobbit. Postarei loucamente durante os dias que me restam aqui. 10 dias. Não prometo postar todos os dias, mas em quase todos eu vou.

Um grande abraço e mais uma vez obrigado por acreditar nisso aqui. 2010 será nosso ano.

(Se o link de alguém estiver errado, ou faltando, me avise)

Céus… preciso contar tanta coisa, falar de tantas coisas bacanas que eu vi, li e ouvi… não sei nem por onde começo.

Vou pela Adriana, começo pelo final.

Dezembro é historicamente um mês diferente de todos os outros por motivos óbvios. É o último mês do ano, inclua aí o Natal, o Reveillon, e alguns dias de descanso do trabalho e muita… muita bebedeira. Além de tudo isso, o tempo em Dezembro passa diferente, percebe pra você ver. Isso fica muito claro na primeira metade do mês, o tempo não passa, voa. É uma sensação estranha de que não da tempo de fazer mais nada, você tem que terminar aquilo antes das seis e ainda entregar aquele trabalho final pro professor que deixou você entregar depois.

Dezembro é estranho, é uma sensação de puta merda o tempo todo. “Puta merda, esqueci do presente” “Puta merda, como assim é pra hoje?” “Puta merda tia, de novo não né?” “Puta merda em prima… tá gostosa demais” “Psahggyta nEgbgda… tiou, eesfesee huískejuis tá mei tragado”.

Porra, outro dia mesmo era dia primeiro de dezembro… já chegamos ao dia (pausa para olhar no celular) 29. Daqui há 3 dias é 2010. E lá vem o novo ano com tudo aquilo que já conhecemos. Resoluções, promessas, conversas, esperanças, falsas e verdadeiras, e ademais sempre aquele friozinho na barriga de “E então 2010, o que você me reserva?”

Se vocês perceberem bem, eu estou falando um tanto de besteira e não falando nada ao mesmo tempo. Vou tentar colocar as idéias certinhas. Apesar de gostar muito mais de escrever sem ter a mínima noção de como irá terminar o texto (fica mais pessoal saca?) do que seguir um roteiro. Mas vamos lá.

Já que estou falando disso, esse post será sobre o fim do ano… acho que ele já é. Sei lá, acho que desacostumei a escrever aqui. De qualquer forma, quem leu o meu post de natal do fim do ano (to com preguiça de linkar, estou escrevendo no Word) deve saber melhor do que eu – que não lembro absolutamente nada do que eu escrevi, mas que tenho certeza que escrevi isso –, por motivos bem claros eu odeio o natal. De modo geral eu detesto fim do ano e o amo ao mesmo tempo. Explico.

O Natal é fácil explicar. Apesar de ser a época mais rentável para o comércio (meus pais tem uma loja – linda – de decoração aqui em Monlevade) e isso ser bom para, digamos, os negócios da família, eu odeio o Natal. Com força. Não me lembro nunca de ter um natal normal, apesar também de não fazer a mínima idéia do que diabos seja um natal normal. Como disse a loja fica movimentada, então eu sempre ficava ajudando meus pais até tarde todos os dias. Árvore de Natal, minha mãe montava a mais linda de todas aqui em casa, mas sempre vendia a danada. Presentes, comprávamos depois por não ter tempo.

No dia do natal mesmo, vamos para a casa da minha avó e é aquela coisa de sempre. Tios, tias, primos, primas… muito não me toque, muita conversinha, muito amor velado, muuuuita hipocrisia. Mas acho que toda família é assim, eu ponho isso de lado, há sempre aqueles, que vale muito a pena ver e passar uma noite agradável, deixando toda essa baboseira de lado.

Reveillon eu já gosto mais. Bem mais. Primeiro porque a sensação do novo é sempre maravilhosa, é aquela sensação de desbravamento que sentimos toda vez que fazemos algo pela primeira vez. Há a parte chata é claro, as chatices de fim de ano. Um veado – designer provavelmente – decidiu que todo mundo tem que vestir branco ou amarelo. Outro puto inventou um monte de crendice boba que nossas mães insistem em fazer. Rituais de malucos que pulam não sei o que, recitam versos em línguas incompreensíveis, colocam sementinhas de não sei o que na carteira e o pior de todos foi o desgraçado, que contou pra nossa avó provavelmente que comer Lentilha traz dinheiro.

Amigo, comer lentilha traz vontade de vomitar, só isso.

De qualquer forma, eu vejo o fim do ano como um reboot. Dar um reset e começar tudo de novo não só é bom como faz bem pra saúde. É sério. Principalmente quando se tem a sensação de ter feito pelo menos 80% das coisas que você esperava – de verdade – que você fizesse e que os outros esperavam que você fizesse. Esse fim de ano para mim vai ser muito diferente, porque será o melhor que eu já passei.

Esse foi um ano fantástico. 2009 com certeza ficará na minha memória para sempre. Não começou bem, mas terminou de um modo que nem em meus sonhos mais otimistas iria terminar.

A partir de abril mais ou menos eu comecei a trabalhar em casa, o que foi fantástico. Nessa época pude me dedicar muito ao blog, me valeu muitas visitas e muito reconhecimento. No final de julho é que meu ano virou de pernas para o ar, voltei a trabalhar, e numa empresa grande. Comecei a criar e fortalecer um departamento de comunicação nessa empresa, o que você pode imaginar, deu – ainda está dando – muito trabalho. Mas é maravilhoso. Para mim de Julho até agora foi um estalo. Não tive mais tempo para nada. Em contrapartida, passei a receber um salário muito bom, pude comprar tudo que eu quis, me mudei para um bairro ótimo, num apartamento foda. Comprei um PSP, um PS3 (ele vai merecer um post especial), comprei livros ótimos, outros nem tanto, comprei milhares de DVD’s no submarino.

Não posso reclamar. Dezembro foi o mês em que eu mais trabalhei na minha vida, o nosso departamento fez duas campanhas gigantescas – isso só com 5 pessoas, sendo apenas eu e o Eduardo encarregados de criação – que culminou numa festa de fim de ano inesquecível. Postarei essa campanha aqui mais tarde e você vai entender o tamanho que foi. O resultado foi maravilhoso, atingimos nosso objetivo e no final – como quase sempre – tudo valeu muito a pena.

Ano que vem tem mais, muito mais. E eu quero mais é que venha.

No final só quero desejar a você, que não importa o que aconteça, sempre dá uma passada aqui para ver se finalmente esses putos postaram alguma coisa, que seu ano de 2010 tenha muito trabalho, muito esforço, que exija tudo o que você tem. Desejo que 2010 seja o ano em que você vai superar todos os seus limites, que você faça tudo o que quiser e o que deve ser feito. Desejo que você encontre o amor da sua vida – se já encontrou, que esse amor aumente e se fortaleça. Desejo que você se encontre mais com as pessoas que você ama. Desejo que você sorria mais um pouco. Desejo que você se apaixone por você mesmo. Desejo que você chore, de alegria, de emoção, e de tristeza – sim, porque haverão momentos tristes, poucos ou muitos, eles estarão lá – porque não é bom guardar choro. Desejo que você preste mais atenção às pequenas coisas, banais, que fazem toda a diferença.

Enfim, desejo um ano de 2010 cheio de tudo aquilo que faz a gente ser o que é. Uma pitadinha de sorte também não faz mal.

Um beijo e obrigado por não nos abandonar.

PS.: Devido a uma resolução de fim de ano, não faço mais resoluções de fim de ano, mas vou abrir uma exceção e dizer que vou me dedicar muito mais a isso aqui e as minhas histórias que comecei a escrever. É uma promessa que irei cumprir. Custe o que custar.

A Dinamarca é como uma pedra de gelo num copo de whisky, aquele monte de gelo rodeado por um líquido bem, mas bem quente mesmo. Fiz uma média. Uma pequena pesquisa rápida nas imediações: parei na esquina e perguntei pra toda mulher que passava se ela queria transar. A quarta sempre respondia que sim. A cada 10 mulheres que você chama pra transar em Copenhagen 2,5 aceitam na hora. E a cada 10 mulheres perguntadas se querem transar 0,8 te enchem de porrada. Vale a pena.

Passava meus dias na bodega, um pub ao lado do hotel. A dona era uma velha que vivia me enchendo a cara de schnapps, de graça. Queria que eu experimentasse as bebidas da Dinamarca, mas só me dava schnapps. Eu insistia na Tuborg. Os frequentadores eram os sempre frequentes e mesmos velhos de sempre. Por 40 dias eu via os mesmos velhos de sempre gritando e brigando em Dinamarquês. Claro que eu ficava no canto do balcão só observando. Dinamarquês não era minha praia.

Às vezes pegava o metrô pra Copenhagen. Passava no museu do sexo e ficava observando aquele monte de pênis, bocetas, filmes pornôs e acessórios. Uma putaria só. Depois daquilo descobri que eu tinha vários fetiches bizarros e gostos não tão comuns: por exemplo: a posição papai-e-mamãe.

Lá o sol nascia nove da manhã e ia embora 2 da tarde. Quer dizer, a luz nascia 9 da manhã. Chamar aquilo de sol é falta de respeito com a estrela. Não fiquei minimamente surpreso quando soube que o país apresenta a maior taxa de suicídio do mundo.

Um dia fui para a festa de Reveillon. Mais especificamente no dia 31 de dezembro. Resolvi matar a saudade do Brasil, ou pelo menos da América Latina. Boate Mambo Bass ou algo do tipo, não vou me lembrar da merda do nome agora. Música latin. Uma boate digna. Quer dizer, pelo menos até começarem a chegar as pessoas. Um poquinho de música latina, algumas tuborgs e schnapps e pronto. Eu ia no banheiro e não podia usar porque as mulheres estavam usando os mictórios do banheiro masculino para urinar (sentadas em cima) ou estavam no espelho comparando os peitos umas com as outras. Eu achava aquilo ótimo pelo menos até umas quatro horas da manhã, quando já estava realmente apertado e tive que entrar na fila de mulheres pra usar o mictório. Mas antes disso passei algum tempo lá dentro, apreciando aquela cena.

Depois parti pra outro. Descobri que a boate era focado em um público, digamos, mais experiente. Gente de 30 a 50 anos. Eu, com 19, sobrava. Fiquei tomando cerveja até umas 2 da manhã, quando apareceu uma mulher lá querendo me pegar. Peguei. Ela tinha 54 e uma filha casada com brasileiro e acho que me pegou por causa disso. Me contentei com essa velha até umas 4 da manhã, quando descobri que tinha outra porcaria de ambiente na boate só para jovens, tocando hip hop (que não gosto, mas admito que atrai muita mulher boa) e dando cerveja de graça. Larguei a velha. Conheci um cara de Belo Horizonte e um outro do Camarões que tinha jogado na seleção do Camarões contra o Brasil na Copa de 94. Fomos para o ambiente jovem.

Não peguei esses dois capetas

Não peguei nada mas tomei muita cerveja. De graça até ônibus errado. Ficamos lá até umas 6. Me despedi do mineiro e o camaronense (que desapareceu no escuro quando apagaram as luzes), ficou lá com uma moça. Voltei para as velhas afinal, tinha obtido mais sucesso lá, sem falar na garçonete que era um ptelzinho.

A velha de 54 tinha ido embora mas apareceu uma de pelo menos 65 que queria a qualquer custo dançar tango comigo. Quem me conhece sabe: não danço porra nenhuma. Mas como a boate já não tinha mais muita gente, resolvi realizar o sonho da velha. Nem sabia nem sei o que é tango, mas lembrei de meus primos dançando forró e pensei “música latina é tudo igual. Você dá umas encoxadas e foda-se o resto”. Dei umas encoxadas nela e ela não demorou a falar pra mim “nossa! Você tem sangue latino correndo nas veias garoto” e eu disse “é claro, sou brasileiro”. Aquela velha devia ter o esfincter completamente destruído (só pra deixar bem claro, essa velha eu não peguei). Saí de lá com o apelido de TDA, o terror dos asilos.

Às 10 da manhã eu já não estava muito legal. Tava pra lá de marrakesh. Falei que ia embora e a velha falou que vinha junto. Eu disse que não e ela disse que sim. Fomos para um bar ao lado da estação central de metrô. Um pessoal mais novo me chamou pra sentar e eu sentei com a velha. Dois minutos e ela falou “vou ao banheiro” e no momento que ela saiu eu já falei pro pessoal “tô devendo quanto?” e eles “não tá devendo nada”. Joguei 50 kroner na mesa mesmo assim e parti para o metrô.

Merda. Dormi no banco do trem. Acordei lá na puta que o pariu e só tinha árvore passando na janela. Neve e árvores. Pinheiros. Tudo igualzinho. Olhei pra frente e tinha um sujeito escornado ali. Tentei falar algo em inglês, pedir informação, mas o sujeito parecia morto. Isso era primeiro de janeiro às uma da tarde e as ruas eram só desertos. Pedi informação numa padaria e voltei. Dessa vez em pé pra não correr o risco de dormir., além de pegar o metrô sem bilhete porque não tinha mais um tostão. Maldita mania de brasileiro de deixar dinheiro em mesa mesmo o com as pessoas falando que não precisa. Cheguei em casa sem grana, cansado e com fome. Duas horas da tarde. Grande reveillon.

***

1 – Já conhecem o blog de frases do Tenório Cavalcanti? Genial.

2 – A @lini está na Dinamarca e está fazendo uma cobertura interessantíssima de lá. Olhem o youtube dela também. Muita coisa legal lá.

3 – Tinha uma foto da velha até uns dias atrás. Hoje não tenho mais. Malditos computadores. =\

4 – Se você tem um twitter, você deveria entrar neste site e descobrir o quanto você é hétero. Eu sou 94% hetero. Bom, já é alguma coisa.