No mês passado chegou a minha primeira revista do site Administradores (que é bem legal, pois foi um canal que fez o caminho inverso, bombou na internet para depois virar um veículo impresso). Uma das matérias da revista era sobre os poderes da marca e trazia na matéria o resultado de uma pesquisa em neuromarketing (sim os marketeiros estudam todo o seu cérebro também, pior é imagina o nível de especialização do camarada noeuromarketeiro). A pesquisa, feita através de ressonâncias magnéticas, comprovou que algumas marcas ativam a mesma área do cérebro que a religião ativa. Mas se percebermos uma religião não é mais nada que grandes empresas com marca consolidada no mercado, visto ainda como um negócio bem sucedido para muita gente, e se aprofundarmos mais um pouco ainda percebemos que algumas utilizam de técnicas novas de publicidade para fidelizar cada vez mais seus fiéis. Se você notar bem a diversas religiões e seitas trabalha com um storytelling bem feito e pertinente, outras com técnicas evoluídas de empréstimos de fiéis. Não estou denunciando ninguém, nem tenho provas pra isso.
A religião e as marcas são duas coisas diferentes e acho que todo mundo concorda, mas podemos ver que as duas se misturam em casos como da Haley Davidson, onde um grupo de fiéis se encontra semanalmente em busca de cultuar uma coisa, a moto, ouvindo sempre um som, o ronco do motor, que é uma voz única, só a Harley tem. Pessoas cultuam tanto essa marca que fazem tatuagens, compras camisas, adesivos, se encaixam em um estilo de vida próprio do grupo para seguir a religião.
Fake, mas bacana
Mas se as marcas estão se comportando como religião, como a religião se comporta para parecer mais como uma marca? Ai entra a pesquisa que eu fiz, onde eu encontrei varias marcas para diversas igrejas. Olha só:

Quem quer ver mais clica na imagem que a lista é grande
Para não deixar a igreja católica de lado, afinal ela sempre é culpada de tudo como qualquer outra, vou colocar uma propaganda que segundo a fonte do próprio vídeo trouxe 3000 mil fiéis de volta a igreja:
Olha, eu nem vou discutir religião, cada um tem a sua e isso tudo é bastante complicado, afinal cada uma credita no que quer, eu acredito que algumas coisas não devemos mesmo misturar com religião principalmente coisas que envolvem muita gente, como política.
Só pra fechar, eu acho que nos dias de hoje a religião deve mesmo usar as técnicas de publicidade para chamar os fiéis a igreja, só não precisa ser abusiva, mas qualquer instituição religiosa pode usar dessa ferramenta para relembrar a quem ele quer atingir o porque ele quer a pessoa ali, ou porque a pessoa deve sempre está ali, lembrando que publicidade não é só pra vender produtos, mas também pra difundir ideias e informações, e quem está no controle disso tudo é você.

- Como você sabe que Deus não existe? Que tipo de prova você possui?
- Como você sabe que não existe Coelho da Páscoa? Como você sabe que não existe Papai Noel? Você achou provas que provam a inexistência de Thor e Osiris?
- Tá brincando?! Estes são só mitos produzidos pelos homens. Eu estou falando sobre Deus!
- Na verdade, oobrigação de provar algo recai sobre que afirma a existência deste algo. Eu não tenho que provar uma negativa universal. O ônus da prova recai sempre naquela pessoa que alega a existência de alguma coisa.
- Não vou cair nessa. Você tem que provar que meu Deus não existe.
- Seu Deus? Singular? Como você sabe que não há vários Deuses? Você provou a não-existência de Deusas?
- Não seja ridículo! Eu estou falando da existência de Deus, o criador do universo.
- Ah! Agora estamos chegando ao ponto! Você está falando sobre mim!
- Desde quando você é Deus?
- Há um pouco mais que uma quantidade infinita de tempo. E Claro, eu criei você três minutos atrás.
- O que?! Whatafuck?! Isso é loucura! Eu tenho 57 anos de idade!
- É claro que você tem: eu criei essas memórias em você, e também alterei a memória de todas as pessoas, para fazer parecer que você estava andando por aí antes de três minutos atrás.
- Eu suponho que você tenha criado minha certidão de nascimento também! Que evidência você tem para sustentar tamanho absurdo?
- Ah! Então você está começando a entender que o ônus da prova é de quem alega a existência de algo. Você não acha que deveria tentar “desprovar” a alegação de que eu sou Deus?
- Bom, talvez, se você é Deus, porque não realiza um milagre?
- Boa pergunta. Infelizmente, eu não faço milagres mais. Eu poderia se quisesse, mas eu decido que de agora em diante, as pessoas tem de acreditar em mim através da fé. Sendo um Deus, eu acabei de ler a sua mente e eu vejo que você está pensando que pode ser capaz de me torturar e me forçar a confessar que não sou Deus. Bom, execute esta idéia! Eu posso muito bem decidir fingir estar com dor e “confessar” todo tipo de bobagens. Mas acredite em mim, eu puniria você pela eternidade depois que você morrer!
- Isto não é argumentação válida. Não haverá nada que eu possa fazer para sua alegação de divindade. Você sempre poderá se desviar dela alegando que só vai me mostrar a verdade depois que eu morrer!
- Exato! Você está aprendendo o quão difícil é provar uma negativa universal. Mas você está aprendendo uma lição ainda mais importante.
- E qual é?
- Você está aprendendo que é burrice argumentar sobre proposições que não podem ser testadas nem mesmo na imaginação. Para cada teste que você puder imaginar fazer, eu poderia vir com uma maneira de me desviar de seu argumento – da mesma maneira que todos os pregadores me falam que seu Deus não quer se envolver em meus testes. Minha alegação de ser uma divindade não pode ser testada. Sua alegação da divindade de Jeová, ou Jesus não pode ser testada também. Se eu pedir a seu Deus para me acertar com um raio na cabeça se eu estiver errado, posso garantir que nada vai acontecer. Seu Deus não se interferirá mais da mesma maneira que eu não interferiria. Hipóteses que não podem ser testadas nem mesmo na imaginação são inúteis, sem significado. Elas não podem nem mesmo ser falsas. Não precisamos perder nosso tempo tentando “desprovar” elas. Você não irá perder seu tempo tentando provar que eu não sou um deus, e nenhuma pessoa em sã consciência irá tentar perder tempo tentando provar a não-existência do seu Deus não testável e improvável. E é claro, quando você fazer uma afirmação sobre seu Deus escolhido, e que for testável, pessoas sãs podem tirar tempo para mostrar como os resultados do teste se mostram negativos. Mas no geral, ninguém irá perder tempo tentando provar que Jeová e eu não somos Deus.
Então pare de se preocupar com Deuses e outros conceitos impossíveis de ser testados. Foque-se no mundo real. Diferentemente de deuses e mulas-sem-cabeça, o mundo real pode afetar a sua vida para o bem ou para o mal. Somente o ideal de deuses pode afetar você. Se deuses, eles mesmos, pudessem afetar nosso mundo, nós não precisaríamos debater a sua existência.
***
1 – Garoto americano dizendo à mãe que não acredita mais em Deus. Pense numa mulher que pegou ar.
2 – Sinfonia da Ciência. Lindo, quase chorei.
3 – Criação de Identidade visual em promoção.

Estava com saudade de um post polêmico? Pois aqui vai um. E dos grandes, já que mistura dois fanatismos, ou dois Assuntos Que Nunca Devem Ser Discutidos em Uma Mesa de Bar: Futebol e Religião. O Terceiro Assunto Que Nunca Deve Ser Discutido em Uma Mesa de Bar – política -, graças ao Deus do Futebol (sem trocadilhos) não entra nesse texto. Sei que já falamos um bocado sobre religião aqui, e até que as reações não foram tão ruins. De qualquer modo o assunto abordado é um pouco mais específico, e envolve a Copa do Mundo.
Copa das Confederações, final, dia 28 de Junho de 2009, estávamos lá, assistindo apreensivos, 2 a 0 para os EUA que haviam eliminado a temida Espanha. Muitos falaram “bem feito”, que a seleção tinha que perder o título para não dar argumentos para o borra botas que comanda a amarelinha (não a de pular, a do futebol). Outros falavam que no tempo deles a seleção não perderia Copa das Confederações para os EUA e que o futebol deles era jogado com a mão e a bola era um ovo. Os mais novos retrucaram dizendo que no tempo deles nem Copa das Confederações tinha e eles deviam parar de reclamar e trazer logo a cerveja.
No meio dessa confusão toda, o Brasil virou e foi campeão. Enquanto isso o futebol chorava ao lado da bandeirinha do corner e o português (a língua, não o Manoel) chorava em casa. O futebol porque ele já estava chorando desde o início do jogo, ele – o futebol – nunca foi tão… tão.. tão Júlio Batista. O português porque o Dunga ia realmente continuar dando entrevistas. [PAUSA]Quem foi que disse que todo gaúcho fala o português perfeitamente?[Continua].
Depois de tudo isso, quem chorou fui eu. Não foi a Seleção Brasileira que ganhou a Copa das Confederações, foi a Vigésima Terceira Seleção Pentecostal do Reino do Nosso Senhor Jesus Cristo 100%. Todos os jogadores da seleção símbolo do futebol, a de 70, dizem que eles queriam e ganharam para o povo brasileiro, nem sabiam o que era ditadura, eles queriam era jogar bola e beber cerveja com o povo. Essa seleção ganhou o título para Jesus, e dedicou para Ele. Afinal de contas, Deus é brasileiro, Jesus é carioca, ama você e aquela baboseira toda.
Muitos jogadores tiraram suas camisas, mas não como em 70 que quase despiram o coitado do Tostão que teve que agarrar a cueca. Eles tiraram a camisa para mostrar 100% Jesus, Jesus te ama e todas aquelas baboseiras de novo. A Seleção perdeu seu brilho, seu carisma, seu talento e perdeu a alma do brasileiro, que é o humor. Lembro que fiquei torcendo para aparecer uma camisa do AC/DC escrito “O Diabo é o Pai do Rock”. Nem isso.
A imprensa européia até comentou isso, fizeram uma crítica bem irônica sobre o episódio. Gente, não é preconceito, não é isso. Que o cara ame Jesus, Maria e José. Mas vamos parar com isso, é vergonha alheia demais. O Brasil já não é bem visto, o Brasil já tem um monte de problemas, já somos aquele colega malandro que tira vantagem de todo jeito. Malandro que tira vantagem de todo jeito falando “Glória a Deus” toda vez que tirar vantagem vai ser foda. Não vão mais nos convidar para as festinhas da sala.
O início desse levante, foi no penta. Mas o Cafú resolveu acabar com tudo isso e mostrou, talvez pela última vez a Seleção Brasileira.
Em 2002 o Cafú fez uma das levantadas de taça mais lindas de toda a história do futebol, eu não vi ao vivo, estava chorando e bebendo loucamente feliz. Estava lá um púlpito que servia de pedestal para a Taça. Joseph Blatter foi entregar para o Cafú que pediu para ele esperar, perguntou para ele “Será que agüenta?”, o Blatter coitado, sorriu como se dissesse “Vai lá meu filho”. Tudo era festa. Ricardo Teixeira segurou o púlpito e falou pro capitão do penta subir.
Quem subiu não foi o Cafú jogador, campeão. Quem subiu foi aquele moleque do Jardim Irene que batia bola no campinho, aquele que sonhou a vida toda com aquele momento. Ele subiu, rindo, pegou a taça e gritou para o mundo ouvir “REGINA EU TE AMO”. Choro até hoje.
Agora imagine a Vigésima Terceira Seleção Pentecostal do Reino do Nosso Senhor Jesus Cristo 100%, ganhando a Copa do Mundo.
Deixarei você com essa imagem na cabeça.
***
1 – Momento Panos Quentes: Espero, realmente que você seja esclarecido o suficiente para entender o que eu quis dizer no texto.
2 – Se não entendeu e vier com mimimi nos comentários… eu só lamento.
3 – Se tem uma mulher que não pode reclamar do marido, é a Regina. Recebeu a maior declaração de amor do mundo. Literalmente.

É interessante como os homens lutam pelas causas e para mante-las em pé e realmente “verdadeiras”. Não basta isso, eles ainda tem que fazer questão que a maioria das pessoas também pensem como eles e façam o que eles fazem. Quando isso não acontece eles ficam revoltadinhos e acham chifres em cabeça de cavalo e tudo o que puderem achar e não achar, para fazer com que os outros pensem que eles estão certos.
Os religiosos fanáticos, já atacados neste blog e em um monte de outros blogs por aí, são um belo exemplo disto. Outros que entram na lista são ecochatos, vegans malas, pessoinhas de vermelho, blogueiros assassinos da velha mídia, trolls, metaleiros xiitas, administradores da Wikipedia e outros idiotas de plantão. (poderia linkar cada um, mas não vou dar links pra quem não merece)
Mentir é uma das pequenas atitudes que algumas destas trupes fazem para alcançar seus objetivos. O pior disto tudo é que os que causam maior risco são pessoas realmente esclarecidas, inteligentes e que sabem do que estão falando. São advogados renomados, políticos, pastores, blogueiros respeitados, jornalistas reconhecidos, doutores formados em universidades federais (ou até mesmo no exterior), empresários, etc. Gente que, na posição de formadores de opinião, são capazes de mentir e trapacear da maneira suja apenas para enganar todos nós. São aqueles mesmos que criam slogans poderosos como:
- “A Mídia morreu! Eu sou a nova mídia independente!”
- “Se vocês não doarem para a igreja 10% do seu salário, o demônio irá até sua casa e irá lhe tomar tudo!”
- “Essa mídia golpista está tentando desestabilizar um governo formado pelo povo criando essas histórias mentirosas de corrupção.”
- “Quem come carne é podre por dentro.”
- “Vamos salvar o planeta!”
Interessante é quando algo foge do controle deles, alguma coisa escapa de vista, onde eles vão parar? Onde foi a opinião evangélica quando os donos da Renascer foram pegos com um monte de dinheiro? Onde estavam os petistas quando pegaram o homem da cueca? Onde estão os ecochatos onde a presença deles realmente é necessária? Onde está a nova mídia independente quando é preciso divulgar melhor as barbáries no Haiti ou o que está acontecendo no Irã?
Ah, me esqueci, a nova mídia independente está ocupada demais falando sobre a USP, José Serra e o Blog da Petrobrás para perder seu tempo com algo muito mais importante para o mundo. Ou talvez porque eles tenham defendido a vinda de Ahmadinejad para o Brasil, não sei, tanto faz. Vale lembrar que são os mesmos que defendem o regime de Cuba, Evo Morales, Hugo Chavez e outros.
Marx estaria se remexendo no túmulo se visse o que andam aprontando com as teorias dele. E olhem que não tenho nada contra Marx, para mim é um dos homens mais inteligentes e geniais que pisou neste planeta. O problema de Marx, como o de muitos por aí, é que ele foi muito ingênuo: acreditava piamente que os homens poderiam se tornar pessoas melhores e serem realmente irmãos. Ledo engano.
***
1- Mais links? Já não bastam os que estão no texto?
2- Este texto é direcionado exclusivamente para vocês que são mentirosos e que enganam os outros com suas palavras bonitas. Que acusam sem provas, que mentem, que sobem no caixote de feira e se acham os reis do mundo. Há pessoas que falam sobre meio ambiente e não são ecochatos, vegans, religiosos e tudo o mais que não querem te converter. Esquerdinhas que respeitam a ideologia dos outros, e por aí vai. Espero que estes não se sintam ofendidos pelo meu texto, vocês sabem que não foi para vocês.
3- Somente estão linkados textos que valem a pena ser lidos, não vou recomendar nem linkar tranqueiras para vocês. Mas até que alguns valeriam a risada.

Em uma conversa com uma amiga fui apresentado para um vídeo muito interessante sobre a religião, o documentário de TV “The Root of All Evil?”. Criado e apresentado por Richard Dawkins, professor da Universidade de Oxford na Grã-Bretanha, ele aborda as principais religiões ocidentais e mostra como elas são maléficas para a sociedade contemporânea. Dawkins também escreveu um livro chamado “The God Delusion” em 2006, onde ele aborda mais aprofundadamente as questões apresentadas no documentário.
Basicamente o documentário explora as crenças religiosas e os extremos aonde chegam alguns de seus seguidores. “seriam assassinos… que querem matar você e eu, e eles mesmos, pois eles estão motivados pelo que eles pensam ser um grande ideal”. Dawkins argumenta que “o processo de não pensar chamado fé” não é o caminho do entendimento do mundo, mas sim está em oposição fundamental à ciência moderna e ao método científico, e é sectarista e perigoso.
Não vou entrar nos detalhes do filme em si, pois ele mostra que a religião é um mal, que cria os extremistas que fazem mal a todo o mundo (como os fundamentalistas cristãos dos EUA e os terroristas islâmicos), sem dizer dos princípios políticos que nascem baseados em alguma espécie de sectarismo religioso.
Fora os pontos onde ele tenta provar que toda a religião é um mal para a humanidade e que não há nada de bom nelas, acho o vídeo de ótimo nível para aqueles que querem raciocinar mais sobre as religiões. Como eu disse em outro texto aqui no blog, o grande problema não é a fé ou a crença, mas sim a cegueira que se forma em muitas pessoas, que chegam a conclusão que elas estão certas, o resto do mundo errado, e que destruindo as outras religiões eu poderei tornar o mundo um “lugar melhor“.

DARWIN! He’s the man!
Na segunda parte do documentário, chamada “The Virus of Faith” (O Vírus da Fé), é mostrado como a religião se espalha como um vírus e se fixa nos jovens antes deles terem capacidade de chegar a uma conclusão por si mesmos, simplesmente por uma tradição familiar já existente. O ensino religioso representa uma grande parte das escolas em países como a Inglaterra, citada no documentário de Dawkins.
No Brasil há dúzias de colégios particulares reservados aos religiosos cristãos, como o colégio Mackenzie, que instituiu há pouco tempo o ensino religioso lado a lado com o ensino científico. Neste tipo de ensino o criacionismo é tratado como uma ciência – ou seja, algo de fundamento e comprovado cientificamente – e ensinado antes do evolucionismo de Darwin e de outras teorias importantes para a criação do pensamento científico.
Este é um erro grave, realmente grave. Será que nossas crianças realmente precisam deste tipo de ensino sendo colocado de maneira mentirosa? Será que as religiões precisam mentir tanto? Chegar ao ponto de apresentar teorias religiosas – que são dúbias e mudam conforme a crença de cada um – como formação científica comprovada é um dos passos mais sujos que eu já vi as instituições religiosas tomarem. Não é uma aula sobre Teologia, onde você a separa da ciência e mostra as diversas crenças existentes, algo que seria interessantíssimo para mostrar mais sobre a cultura de alguns povos. Misturadas com a história e com o estudo da Sociologia, as religiões fariam até muito sentido, principalmente se tratadas de maneira crítica.
Porém, instituições como o Colégio Mackenzie querem apenas vender a idéia de que seu homenzinho imaginário é o verdadeiro e deve ser cultuado. Onde está a verdadeira educação nisto? Onde estão os verdadeiros cientistas, os verdadeiros professores? Eu acreditava que os professores e as instituições educacionais tinham como principal objetivo informar e passar o conhecimento adiante, e não formar opinião na mente de jovens que não estão ainda preparados para fazer suas próprias escolhas. Vende-se como ensino fundamental uma ideologia, um processo de educação totalmente parcial, pois se ensina primeiro a sua religião, não se ensina as outras e ainda transforma o evolucionismo científico de Darwin em “brincadeira de criança”.
Gostaria também de levantar a ética nisto tudo. E os professores que fazem parte destas escolas, devem ter também a mesma religião para assimilar todo o ensino “teológico” que será colocado aos alunos? E um aluno que não queira ter ensino religioso, ele pode se recusar a assistir as aulas? Será que ele será tratado de maneira igual pelos outros alunos e pelos professores? Aí você poderia dizer: “É uma escola católica/presbiteriana/judaíca, se você não é da religião para que irá por seus filhos lá?”, mas espere aí, agora as escolas são instituições de ensino separatistas? Você agora deve entrar em uma escola apenas se ela for da mesma religião que a sua?
Não vejo o ensino religioso como um risco realmente, mas talvez se torne a curto prazo uma maneira de desrespeito a crença dos outros ou a religião dos profissionais de ensino. Dentro disso tudo, algo me dá muito mais medo: o separatismo que este tipo de método de ensino pode causar na nossa população a médio e longo prazo, o risco que nosso país se torne uma nova Irlanda.
A minha infância foi passada na rua. Moro em uma casa na região da periferia da cidade de São Paulo, um local tranquilo e bom para morar. O contato com a rua e com os vizinhos faz bem para os jovens, que desde criança aprendem a se relacionar com outras pessoas fora do círculo familiar. Isso ainda é bem comum no Brasil, mas cada dia mais as pessoas nas grandes cidades estão vivendo em apartamentos, que oferecem mais segurança e ao mesmo tempo distanciam as pessoas que, com toda a correria de uma metrópole, sequer conhecem direito seus vizinhos.
Veja o caso do meu irmão. Ele no momento mora com a mulher dele em um prédio, e o filho da moça (que é de antes do relacionamento dos dois), fica o dia inteiro na escola. Uma criança como esta, cada dia mais comum na sociedade brasileira, não tem amigos no local onde mora. O relacionamento com outras crianças, fora os familiares mais próximos, fica a cargo da igreja que a mãe dele frequenta e a escolinha onde estuda.
Na igreja uma criança somente poderá se relacionar com seus pares, ou seja, outras crianças que partilham da mesma religião que ela. A escola para esses jovens torna-se um escape, um lugar onde ela irá se relacionar com crianças das mais diferentes crenças e tipos. Alguns mais pobres, outros mais ricos, religiões diversas, negros, brancos, orientais, etc.
Com o aumento das escolas religiosas no país criaríamos uma verdadeira separação. Católicos, evangélicos, judeus, cada um em sua escola. Isso, unido a uma educação cada vez mais distante e despreparada dos pais e aos moldes como nossa sociedade já desrespeita a crença dos outros, onde iremos chegar daqui 20 ou 30 anos?
Não podemos nos esquecer que o “medo do desconhecido” e a raiva pelo diferente é o que nutre o crescimento dos fundamentalistas religiosos. Criar nossos jovens sem que eles tenham contato com pessoas diferentes na escola pode criar algo muito maior do que apenas uma falha na liberdade de escolha das crianças.
Esse seja provavelmente o maior preço que pagamos por tratar o ensino e a educação como uma moeda de troca e mais uma estratégia de marketing furado religioso. Pelo menos neste caso, como podemos observar no documentário de Dawkins, vemos que não é só o Brasil que está indo pelo mesmo caminho.
***
1- Quem souber um pouco de inglês e quiser assistir o documentário de Richard Dawkins, segue os links para a parte I: The God Delusion e parte II: The Virus of Faith
2- Além de discordar deste ensino religioso tendencioso das escolas particulares, também discordo plenamente do ensino religioso nas escolas públicas, onde tentam aliar o ensino religioso ao respeito as outras pessoas (eu ri nessa parte), disciplina e disposição para aprendizagem, como se um ateu não tivesse essas coisas. Uma opinião mais centrada e completa sobre o assunto pode ser lida no Vivência Pedagógica.
3- O Julgamento do Pirate Bay, tratado em meu post passado, tem um novo desdobramento. O Juiz Tomas Norstrom teria ligações com associações protetoras dos Direitos Autorais, veja a notícia aqui.
4- Outros comentários sobre este tema podem ser vistos no Milton Ribeiro e no Grijó.
Pegando carona nessa semana de posts polêmicos no blog, resolvi falar de laicidade do estado e influência da religião nas nossas vidas. Pra quem não sabe (quem entrou no meu orkut viu escrito lá) sou ateu. O fato de eu não acreditar em divindades influi muito na percepção que tenho da nossa sociedade. Acho até que isso ajuda muito a perceber certas coisas com mais clareza. Enfim, eu gosto.
É possível encontrar na nossa constituição o seguinte artigo:
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Eu fiz Direito até o 3º período e deu pra aprender alguma coisa sobre as bases do nosso estado. Ele é um estado laico. Isso quer dizer que ele não apóia nem se envolve (ou pelo menos não deveria se envolver) com nenhum tipo de religião ou crença religiosa.
Mas, como sempre, no Brasil as coisas costumam funcionar de maneira diferente da lei. Basta ir a hospitais, fóruns e outros tipos de repartições públicas que você verá uma cruz pendurada na parede, ou um quadro com uma foto religiosa ou até mesmo um santo de barro.
No nosso país, coisas interessantíssimas acontecem. Crianças tem aulas de ensino religioso em escolas públicas; a igreja católica possui um lobby fortíssimo para coibir o estudo de células-tronco e a legalização do aborto no país; deputados aprovam leis para distribuir bíblias em escolas públicas. Juízas proferem em seus veredictos ordem para o réu “procurar uma igreja cristã”. Todas essas ações, é claro, inconstitucionais.
Não defendo a laicidade do nosso estado como um ateu defendendo seus interesses. Defendo como cidadão, justamente pelo fato de sermos um país de cristãos, muçulmanos, umbandistas, espíritas, descrentes, e tantos outros. O estado não deve nem pode favorecer nenhuma religião. É errado. Vai contra o conceito de democracia que tanto lutamos para conseguir. Sem falar que o próprio conceito de estado laico é o mais correto. Como poderíamos ter um estado que se deixa influenciar por doutrinas que não possuem a mínima evidência de sua veracidade.
Imagine se você fosse paraplégico ou tetraplégico e dependesse do estudo de células-tronco para curar alguma doença? E se você não for cristão? Você vai ter que seguir uma lei que proíbe a sua cura só porque os outros acreditam que é pecado estudar células embrionárias? O que você teria a ver com isso?
E se você fosse mulher e quisesse abortar uma gravidez? De acordo com a nossa constituição todos têm direito à vida, mas o grande problema é definir o que se pode considerar vida. Para você, um amontoado de células pode ser considerado vida (porque até o 3º mês a gravidez é só isso)? Então não tenha mais arranhões ou tire meleca do nariz, porque você mata um milhares e milhares de células ao fazer isso.
Recorro ao livre arbítrio pregado pelas religiões, principalmente o cristianismo, que é maioria dominante no Brasil. Não encham mais o saco do estado e, consequentemente, das pessoas. Assim como vocês podem estar certos quanto à Jeovah, os muçulmanos podem estar certos quanto a Allah. Coisas que não apresentam evidências não devem influenciar a vida de todas as pessoas. Devem influenciar a vida só das pessoas que acreditam nessas coisas.
A você, que acredita em alguma divindade que rege a sua vida, lembre-se que você é quase tão ateu quanto eu. A diferença é que você só acredita em um Deus a mais do que eu, mas continua sendo ateu em relação a outros Deuses, apesar de não terem encontrado nenhuma prova contra a existência de Thor, Afrodite, Zeus ou Baal.
A mensagem principal desse texto é: não faça a vida dos outros mais difícil do que já é. Deixe que as pessoas sejam felizes da maneira que lhes convém (contanto que não faça mal às outras pessoas). Seja uma pessoa justa e lute também para um estado laico pois ele é um dos pilares da minha, da sua, da nossa liberdade.
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1 – Já jogou o jogo do Golfinho? O jogo mais besta e mais viciante que eu já vi.
2 – Você sabia que existe uma organização que apóia mulheres que querem fazer aborto em países que proíbem o ato? É a women on web. Eles vendem remédios abortivos pelo correio e fornecem apoio e conselhos para a mulher fazer o aborto sozinha e em casa, com o mínimo de risco (eles mesmo assumem que o melhor é fazer com um médico).
3 – Este site reúne inúmeras revistas em PDF sobre fotogragia, escrita, desenho, design, cultura, filmes, música, jogos, e outras dezenas de categorias. São revistas de vários países sobre inúmeros assuntos. É só filtrar por categoria e ter acesso a informação de qualidade sem ter que pagar nada.
Você sabe quem é esse ‘velinho’ aí de cima? Não? Você não sabe o que está perdendo. O nome dele é George Carlin, nasceu em 1927 e morreu (infelizmente) no dia 22 de junho de 2008. George era comediante, ator e autor americano, conhecido mundialmente por ser um crítico ferrenho da sociedade, do modo como vivemos – como somos dominados – e principalmente, crítico de toda e qualquer tipo de religião que existe, provavelmente o mais inteligente de todos.
Dotado de um humor negro como nunca vi, George tacava verdades na cara de todo mundo – chegou a ser preso várias vezes por isso – falou sobre todos os tabus e assuntos polêmicos que existem em nossa sociedade ‘moderna’. Se tem um cara que foi gênio no gênero de stand-up comedy foi esse cara. Existem vários vídeos dele no youtube, uma pena que nem todos estão com legendas, mas se você é razoável em inglês dá para assistir tranquilamente.
Selecionei alguns vídeos que estão com legenda, e gostaria muito que primeiro você os visse. Não vou tecer nenhuma opinião acerca dos vídeos neste post, vou deixar a discussão para os comentários, que dependendo da discussão a minha intenção é fazer um segundo post só com ela.
Preparados? Então vamos lá e comentem, dê sua opinião sobre o que George Carlin diz.
Ps.: Os três primeiros são os mais importantes para nossa discussão.
***
1 – Achei um maravilhoso site onde você – e eu é claro – pode baixar todas as temporadas de qualquer série de tv que você possa imaginar: SériesBR. Tem TUDO!
2 – Gosta de poemas? Visite o Dois Poetas na Escola
3 – O Iron Maiden está confimado em BELO HORIZONTE!!! \o/
4 – Você já viu uma deste tamanho?


Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR

























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