Esse é mais um daqueles posts de auto-ajuda em que o único objetivo é eu tentar ajudar a mim mesmo fazendo a coisa que mais amo fazer, escrever. Talvez você simpatize, talvez você ria, talvez deteste. De qualquer modo, peço que me faça o favor de perder uns 5 minutinhos aqui comigo.

O assunto de hoje é aquele momento único que todos nós passamos em algum momento, aquele momento que faz você querer cavar um buraco, se esconder e nunca mais sair, aquele momento em que você quer que a rotação a translação e o sexo selvagem dos gafanhotos africanos fiquem congelados. Aquele momento em que você solta, ou pensa, num sonoro FUDEO!

fuuuuuuuuuuuuuu(roubada descaradamente do Capinaremos)

A imagem eternizada pelos maravilhosos posts do Zanfa, ilustra mais ou menos o momento em que você percebe o quão fodido você está. Eu digo mais ou menos, porque o FUUUUUUU ou os Rage Comics, são do primeiro tipo de fudeu, o tipo em que você morre de raiva, aquele em que por obra do destino ou por algum filha da puta você está devidamente fodido e mal pago.

Porém eu gostaria de falar de outro momento FUDEO! Que é aquele em que você se esforça, você faz de um tudo para que uma coisa de certo, você passa noites em claro, você se fode em diversas outras coisas para que essa ou essas importantes saiam da melhores maneiras, você esgota todas as suas forças – físicas e mentais – para que consiga atingir um resultado satisfatório. Você dá seu sangue para que saia vitorioso ou para que cumpra uma tarefa que você mais do que ninguém sabe e consegue fazer, e fazer bem feito. Mas por algumas variantes, internas ou externas, você acaba errando, perdendo o ponto e quando você percebe, tudo, ou quase tudo está perdido… aí sim, aí sim você vai conhecer o verdadeiro momento FUDEO.

Seria muito melhor se você sentisse raiva. Ah, como seria. Mas o mundo não funciona assim e a Lusitana não roda do jeito que a gente quer. Esse momento em que você percebe que fodeu mesmo, você não se sente puto da vida, você se sente inútil. Você se sente – desculpe a palavra – um pedaço de merda. Tá achando que eu estou exagerando? Então se lembre aí, lembre se você não se sentiu assim. E isso é só o começo, pois existem fatores que só pioram a situação, como por exemplo: as pessoas estão contanto com você – e normalmente são pessoas que você se importa, e muito; muitas pessoas dependem do seu desempenho; você conseguiu ferrar em uma das coisas que você “sabe” fazer de melhor; e é claro, o pior dos agravantes você mais do que ninguém, acreditou e fez acreditar que você era capaz de fazer o melhor.

Somando-se tudo, você se sente cada vez pior. E não para por aí não, pois dependendo do que você faz para viver, você depende mais do que tudo de duas coisas: auto-confiança e motivação. No meu caso é assim, é quando você perde um desses pilares, amigo… um abraço. Você vira um Midas ao Contrário – ou seja, tudo que você toca vira merda. É uma bola de neve, as coisas só vão piorando e piorando. Em contrapartida, a pressão para conseguir virar o jogo, para se superar e para recuperar a sua “genialidade” só o leva cada vez mais para baixo. Ou seja, você acaba se vendo num beco sem saída. E se você é uma pessoa sensata, digo, inteligente… você sabe que não adianta fazer nada, absolutamente nada. Apenas continuar tentando, continuar trabalhando para que nada saia errado de novo, você tem que tentar aprender com os erros e move on boy.

É como o futebol. Um time grande, com uma grande torcida, com grande exposição na mídia quando começa a perder, a jogar mal, a pressão só aumenta. A cada jogo, a cada treino a corda vai apertando. E acabamos aprendendo que aquele discurso ensaiado dos jogadores, depois de mais uma derrota, “Jogamos bem, mas bobeamos em alguns momentos do jogo, agora é trabalhar forte para que o domingo que vem a gente consiga levar os 3 pontos pra casa”, não é nada mais do que a verdade e o caminho certo a seguir.

Quando queremos vencer é assim que acontece. Pelo menos é o que me mantém levantando todo dia. Como diria o sábio pai de Bruce Wayne “Por que caímos Bruce?” “Para aprendermos a nos levantar.” Pode chamar do que quiser, esperança, fé, insistência… nem sempre vai ser assim, você já passou por isso antes e tudo ficou bem, então levante-se, balance o esqueleto e siga de rosto erguido. Tempos melhores virão. E finalmente vamos começar a trazer os 3 pontos para casa novamente e constantemente.

***

1 – Não adianta, poucas pessoas vão entender porque o título do post é esse. Eu sei que o pessoal da skypezona vai. Principalmente o Jhony.


Como o Pedro já disse a gente não sabia de nada! Eu juro!

Eu não costumo abrir o blog logo cedo. Vejo meus emails (pessoal, serviço), leio meus recados no orkut, twitter, encho minha garrafa d’água, ligo pra casa pra falar que está tudo bem, junto meus papeis, anoto o que tenho que fazer, leio algumas notícias e DEPOIS eu vejo o blog.
Não sei por qual razão eu entrei no blog logo cedo. 6º sentido, só pode! E comecei a ler como quem esperava um bom texto do Neto.

Li uma vez o primeiro parágrafo e parei. Li de novo. Li mais uma vez. Achei que eu ainda estava dormindo e, claro, estava vendo coisa. Continuei lendo. Li até o final. Voltei e li novamente.
Levantei, lavei o rosto, tomei uma água, voltei para o computador e li com cuidado. É, eu não estava dormindo.

E senti como se tivesse levado um tapa bem dado no rosto. Doeu. Não era verdade, não podia ser verdade, mas o Neto não ia brincar com uma coisa séria (ô ingenuidade!). Incrível como eu me apego a uma pessoa que só conheço virtualmente.

Depois fui conversar com o Neto, falei o que eu achava dele, o que admirava nele. Eu aprendi que a gente não deve deixar pra falar da pessoa depois que ela se vai, mas eu ainda assim demoro pra demonstrar e senti que se não falasse logo, não falaria nunca mais.
Falei tudo, fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Apesar da pose, eu sou menininha, gente! Eu já cheguei ao cúmulo de chorar vendo foto de criança.
Não conseguia mais trabalhar, não me concentrava, só pensava no Neto…pensava que ele é um cara que eu queria conhecer pessoalmente e se não o fizesse logo, não teria outra oportunidade.
E eu nem imaginava a verdade…

Depois que o Neto contou no msn para mim e para o Diego eu pensei seriamente em conhece-lo pessoalmente. Eu iria até Minas só para fazer uma visita para o Neto e dar um tiro na porra do tumor dele! O sangue subiu. Eu fiquei puta!
Como mulher eu comecei a pensar na mãe dele e o quanto ela deveria estar desesperada. Eu já teria arrancado o Neto do serviço e iria procurar o melhor tratamento, nem que eu me afundasse em dívidas.

Minha cara com a notícia

Incrível como as pessoas se desesperam com a morte. Incrível como me bateu um sentimento materno nessa hora. Era injusto alguém tão jovem morrer.
E pra ajudar…uma semana antes eu descobri que um conhecido meu havia falecido por causa de um acidente com gás. Ele era amigo de uma amiga minha e apenas um conhecido meu. A gente chorou horrores. Eu estava inconformada como uma pessoa com a minha idade, cheio de vida, cheio de vontade de vencer não estava mais entre nós.

Aí eu entro no blog e vejo que alguém que eu conheço MAIS do que esse rapaz estava para morrer. Pronto, bateu o pânico!
Eu nunca xinguei tanto alguém quanto xinguei o Morto. Nunca quis bater tanto em alguém como quis bater no Moribundo. Acho que tanto o Zumbi, quanto o Diego ficaram com medo de mim!
Ele explicou, eu não queria entender e só pensava “quando o Pedro descobrir, fudeu!”

E o chefinho descobriu. E teve uma reação pior do que a esperada. Nessa hora eu até acalmei e aí comecei a compreender o que o Morto queria. Realmente ele estava certo no post dele, e acredito até que eu não precise falar mais nada a respeito..tanto ele quanto o Pedro já falaram.

A conclusão é: quase ninguém sabe lidar com a morte quando é por alguma razão “natural”, mas ninguém liga quando a vontade de matar o Morto fala mais alto XD


  1. Pra passar a raiva, um texto muito bom. Ri pracaraleo!
  2. Corinthiano é foda. Mal ganharam a taça e já estavam derretendo pra vender
  3. Um dos comentários na explicação do Morto falava sobre “Enfim, esse lance de “Meu Crepúsculo” é sério? as pessoas vão poder contar suas histórias?”. É de se pensar, viu? Mas só verdades agora ;)



Essa foi exatamente a cara que eu fiz quando fiquei sabendo que o post sobre o tumor do Neto era mentira. Na minha cabeça, a causa da morte dele não seria o tumor mesmo e sim a quantidade de porrada que ele merecia por não ter principalmente me avisado. Sendo eu o Senhor de Engenho desta bagaça aqui, merecia saber. É leitor, eu também não sabia de nada. Obviamente, não foi meu primeiro sentimento, a primeira coisa que eu senti foi alívio, porra… ele não estava nas últimas. Na verdade estava, porque se ele morasse em BH eu talvez cometeria um assassinato (¬¬).

Quando fiquei sabendo, também fiquei com medo da reação dos leitores… tudo isso porque eu ainda não sabia qual foi realmente o motivo todo, não da brincadeira – nunca uma brincadeira, do “experimento” do Neto. Na mesma hora ele tentou explicar dizendo que havia uma explicação. *Só para contextualizar, estávamos no grupo de msn do Crepúsculo, eu, Naya, Diego e o Morto. Eu então resolvi esperar pelo tal post onde ele explicaria tudo. No meio disso tudo, eu – mais calmo – fiquei pensando… meio que supondo o que ele iria dizer, principalmente após os comentários.

Ele tinha que ter um ótimo motivo para fazer isso, e teve. O post da explicação foi perfeito, e até melhor do que eu imaginava. Claro que ele poderia simplesmente ter feito um simples post falando sobre o assunto, mas ele foi muito mais esperto e inteligente por fazer uma experiência empírica. Ele nos testou e conseguiu ótimos resultados. E eu como um eterno admirador das reações humanas, achei fantástico o que esse garoto de Montes Claros conseguiu fazer.

Primeiro: Eu não conheço o Neto, bom… pessoalmente não. De qualquer forma se você colocar friamente, ele é um cara que posta no meu blog. Ou seja, ele nos fez ver que mesmo um “amigo virtual”, é um amigo. E o que eu senti quando li o post moribundo dele, foi provavelmente o mesmo que eu sentiria se fosse um amigo de longa data que conviveu comigo.

Segundo: No dia-a-dia normal de uma pessoa ela não costuma pensar sobre a morte… ou sobre a infinidade do universo, sei lá. Então de repente esse post nos trouxe uma realidade que todo ser humano prefere bloquear e esquecer: todos vamos morrer algum dia. E como o Neto muito bem disse, a morte é uma parte da vida, e nós a bloqueamos porque obviamente não queremos morrer. Mas… é sempre bom, tomar um tapa de realidade de vez em quando.

Terceiro: O fato de várias pessoas terem comentado “aproveite a vida”, “faça dos últimos dias os melhores”… mesmo sem ler o post dele eu já pensei “Mas… porra, porque diabos esperar receber um deadline da vida para começar a aproveitá-la?” Essa é uma pergunta extraodinária, caro leitor. O que é aproveitar a vida para você? Seria largar tudo e viajar pelo mundo – contando que você tenha dinheiro para tal- ? Olha, eu gosto bem da minha vida. Não é nada perfeita se comparada a alguns padrões, mas é ótima para mim. Se isso acontecesse comigo, é claro que iria me esforçar para fazer coisa que eu pretendia fazer mais tarde, mas não mudaria nada radicalmente. Continuaria fazendo o que eu faço, tentaria desesperadamente terminar o meu livro, continuaria a ir na faculdade e tudo mais. E olha, eu aproveito minha vida muito bem.

Sinceramente, deixo aqui os meus parabéns ao Morto (mesmo assim, nós vamos continuar chamando ele de Morto ou Moribundo) pela maneira inteligentíssima de fazer não só os leitores desse blog, como a nós editores a refletir sobre um assunto muito delicado. E refletir bem. Bom, comente… quero muito saber se você concorda comigo.

***

1 – Esse aqui vai para o Rafa que enquanto eu escrevia esse post ele me ajudava com as coisas mais chatas de se mexer em um blog. Á, e porque o blog dele é foda demais: Fottus – As Melhores Imagens da Internet.

2 – Este post aqui mostra três ótimos anúncios de revista, vale a pena conferir. Direto do FesterBlog.

3 – Não esqueça de mandar dicas e posts na comunidade do Crepúsculo para as Rapidinhas de Segunda.