Não, não. Eu não fiquei maluco, não vou indicar um rasta que toca aquelas músicas enjoadas com o ritmo igual. O Niltão não toca reggae. O Niltão – digo, Newton Faulkner – eu diria, toca um rock, pop, foda. É ele e um violão que valem por uma banda inteira.

Newton Faulkner[bb] é um músico inglês de 25 anos conhecido pelo estilo único com que toca. Eu tenho que agradecer por ter ouvido ele antes de vê-lo. Olhando assim parece um daqueles tantos que tocam nas esquinas de Nova York por uns cents no case do violão. Mas o cara é muito mais que isso. Vejam esse vídeo: ele, num elevador, tocando Teardrop, fazendo um cover do Massive Attack (que eu não faço a mínima quem seja).

Incrível né? O cara canta absurdamente bem, toca de um jeito que você não acredita que possa ser um cara só. Ninguém iria reclamar desse cara se ele pegasse um violão no meio da festinha e começasse a tocar. Primeiro que ele não iria tocar 3449 músicas com os mesmos três acordes, segundo que ia ficar realmente todo mundo babando, tentando entender como diabos ele faz isso.

Em 2007, ele lançou seu primeiro disco – sob o selo da Sony BMG[bb]Handbuilt by Robots, que eu classificaria como um dos melhores álbuns pop`s que eu já ouvi. Como disse meu próprio irmão, Mateus – sempre ele – se você um dia achou Jack Johnson um cara foda, espere até ouvir Newton Faulkner. E realmente. O cara é muito, muito foda. Não sei se é porque eu não tô numa vibe muito heavy metal, ou se é porque eu estou sempre a procura de sons agradáveis aos ouvidos, mas só posso dizer que o som desse cara realmente me conquistou. Fiquei completamente viciado. O disco é uma obra-prima, daqueles que você ouve em loop e não se cansa por nada.

Além da música do elevador aí em cima, o disco é rechado de hits, que você – se gosta um pouco desse tipo de música – vai ficar cantarolando o dia todo. É gostoso cantar as músicas de Faulkner, é gostoso ir andando pela rua ouvindo Faulkner. O maior hit do disco, é sem dúvida Dream Catch Me.

Em Setembro do Ano passado, ele lançou seu segundo álbum – Rebuilt by Humans[bb]. Diria que não é tão foda quanto o primeiro. É bem mais… calmo que o primeiro e não tem tantos hits. Os grandes trunfos do segundo disco são as música If This is It e Over and Out.

De qualquer forma, é uma boa dica para quem procura novos sons para meter no mp3 e curtir boa música enquanto faz as coisas do dia-a-dia. Além do mais, eu sempre gosto de pegar bandas no início, para ir acompanhando a carreira. E podem ter certeza que eu irei acompanhar bem de perto a carreira do Sr. Faulkner.

Para terminar, uma vídeo que eu vi e não acreditei. Um cara sozinho tocando Bohemian Rhapsody.

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1 – Site oficial do Niltão

2 – Canal do Youtube.

3 – Twitter do rapaz.

http://www.ocrepusculo.com/wp-content/uploads/2009/02/music-crepusculo.jpg

Os textos sobre música geralmente são escritos pelo Pedro e pelo Diego, mas hoje eu resolvi inovar e falar um pouco do que eu gosto, ou melhor, o que eu aprendi a gostar desde pequena.

Bom, pra quem não sabe eu fui criada pelos meus avós. Minha mãe morou com a gente até os meus 18 anos (?), mas como ela mal parava em casa, então boa parte do que eu sou é resultado de vovó e vovô.

Claro que muita coisa eu aprendi com a minha mãe, nós nos comportamos igual, temos até mesmo o mesmo jeito de falar e rir. Alguns dizem, inclusive, que nós somos irmãs. O papo é mais aberto, então meu jeito “liberal” deve-se a ela.

Vovô me ensinou a ser moleque. Jogar pião, empinar pipa, subir em árvore e andar de rolimã. Meu lado menino é todo dele. As besteiras, as piadas, o fazer arte é dele…ele é o criativo da casa, o MacGyver. Dizem que se eu não for boa de dar “jeitinhos” e inventar coisas, eu não sou neta dele.

Já minha vó me ensinou a ser dona de casa, a ser religiosa e ensinou o que é música pra mim. Estranho isso para uma família que quem toca é o homem (meu avô é tecladista, eu aprendi isso também).
O gosto musical do meu avô é restrito. Ele gosta de música clássica e pronto! Não perde uma apresentação das variadas orquestras sinfônicas do país, e sempre que posso eu vou com ele. Ele delira nesses momentos, em compensação ODEIA o tipo de música que eu gosto de ouvir em casa, o que por ironia do destino foi encaminhado pela mulher dele.

Minha vó é fã assumida de Queen e Elvis Presley. Ela também tem uma queda pelos cantores da Jovem Guarda, mas gostava do Roberto Carlos quando ele ainda era da turminha do ie ie ie.

Em contrapartida ela também adora um sambinha (com uma puxada para mpb, bossa nova, bolero). Toda vez que eu coloco Demônios da Garoa, Dalva de Oliveira, Aracy de Almeida, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Dorival e Nana Caymmi, entre outros…ela pira, começa a cantar toda bonitinha. Claro que como boa vó ela odeia versões que mudem um poooouco o ritmo da música.

Com isso eu aprendi a ouvir clássicos desde a infância, aprendi a gostar de rock primeiro e até mesmo tive a minha fase “não ouço samba/pagode”. Hoje eu ouço de tudo…mas no meu carro só tem rock e samba/mpb.

E eu a-do-ro música antiga, a-do-ro esses rocks dos anos 50/60, sambas e mpb dos anos 50/60/70…e quando alguém regrava eu praticamente gozo. Acho delicioso. Ao contrário da minha vó eu gosto de novas ‘roupagens’ (desde que fiquem decentes, claro)

Tanto que as bandas atuais que eu gosto lembram esses anos, e isso me faz a estranha da tribo, mas tudo bem…um dia eu ainda convenço alguém a gostar do que eu gosto.

E claro, para animar o dia de vocês duas músicas que eu curto por demais =D


Orquestra Imperial – Fita Amarela

Queen – Under Pressure


  1. Um texto da @Babiarruda…bem legal, me identifiquei. Prólogo da mulher mal amada – um paraleo com a (in)competência masculina
  2. O @cavariani é velho conhecido meu…e vou te falar, o menino leva jeito pra DA. Ele tá mandando muito bem, vejam aqui. Super legal
  3. Quer pensar um pouco? Leia esse texto que a fofa da @debbieoliveira recomendou.

Sou fã do Queen! Para mim é uma das 10 maiores bandas de rock de todos os tempos, além de ter influenciado toda uma era com suas músicas. Não preciso dizer que a morte de Freddie Mercury foi um marco de sombras em uma história fantástica, e também não preciso adicionar que Queen com Paul Rodgers não é Queen. Não é, nem nunca será!

Faço minhas palavras as palavras do baixista Billy Sheehan do Mr. Big, que em uma entrevista sobre o retorno do grupo – sim, eles voltaram!!! – falou também sobre os convites que recebeu do Van Halen para substituir o lendário Michael Antony:

Tanto quanto eu gostaria de estar na banda, não queria também que a banda mudasse pois sou fã do Van Halen. Se Michael não está lá, não é a mesma banda, mesmo se fosse eu, entende?

É isso que penso. A formação de uma banda é sagrada, a banda nunca será mais a mesma depois de mudar algum membro, e ponto final.

Mas não vim aqui puxar o saco do Queen, eles não precisam disso e falar sobre eles é perda de tempo – aquela velha história, quem conhece sabe e quem não conhece é porque não quer mesmo saber.

Quando eu li esta notícia sobre a saída de Paul Rodgers foi uma grande felicidade. Francamente ele é um vocalista medíocre que nunca fez nada o bastante para merecer ocupar uma das maiores posições do rock de todos os tempos. Mas logo também lembrei de uma música que ouvi do novo álbum do Ayreon, a coletânea “Timeline”, que apresenta uma nova música gravada por um jovem totalmente desconhecido chamado Jasper Steverlinck, de uma banda de rock completamente desconhecida chamad Arid. Gostaria de compartilhar com vocês a música do álbum do Ayreon: (obs: se não quiser ouvir toda a introdução, a voz começa aos 5 minutos de música)

Ayreon – Epilogue: The Memory Remains

Acho que eu não preciso dizer muito, não é? A voz dele é perfeita, fantástica, monstruosa! Perfeita para pelo menos fazer com que nós lembremos um pouquinho Freddie Mercury.

Brian May, contrata ele! Não é o Freddie Mercury, nem nunca será, mas tem a voz que sem dúvidas faz a todos lembrar um pouco do grande vocalista que ele era. Deixo vocês com um pouco mais da voz de Jasper Steverlinck e da entrevista sobre a música no Ayreon.

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1- Ando meio atarefado com um belo projeto de conclusão de curso em caminho. Já são 36 páginas sobre Café, Comunicação e História do Brasil, que deve ser entregue nesta próxima quarta-feira. Por isso os posts sobre o Dossiê irão esperar um momentinho pois merecem muito cuidado, irei falar um pouco sobre as capas do Iron Maiden em dois textos.

2- O Accept voltou, mas sem o bom e velho vocalista. Confira aqui.

3- Já conhece o Super Sincero? Clique logo então e não me encha o saco!

4- A pior profissão do mundo é desse cara aqui, massagista de modelos… que dó dele…