No mês passado chegou a minha primeira revista do site Administradores (que é bem legal, pois foi um canal que fez o caminho inverso, bombou na internet para depois virar um veículo impresso). Uma das matérias da revista era sobre os poderes da marca e trazia na matéria o resultado de uma pesquisa em neuromarketing (sim os marketeiros estudam todo o seu cérebro também, pior é imagina o nível de especialização do camarada noeuromarketeiro). A pesquisa, feita através de ressonâncias magnéticas, comprovou que algumas marcas ativam a mesma área do cérebro que a religião ativa. Mas se percebermos uma religião não é mais nada que grandes empresas com marca consolidada no mercado, visto ainda como um negócio bem sucedido para muita gente, e se aprofundarmos mais um pouco ainda percebemos que algumas utilizam de técnicas novas de publicidade para fidelizar cada vez mais seus fiéis. Se você notar bem a diversas religiões e seitas trabalha com um storytelling bem feito e pertinente, outras com técnicas evoluídas de empréstimos de fiéis. Não estou denunciando ninguém, nem tenho provas pra isso.
A religião e as marcas são duas coisas diferentes e acho que todo mundo concorda, mas podemos ver que as duas se misturam em casos como da Haley Davidson, onde um grupo de fiéis se encontra semanalmente em busca de cultuar uma coisa, a moto, ouvindo sempre um som, o ronco do motor, que é uma voz única, só a Harley tem. Pessoas cultuam tanto essa marca que fazem tatuagens, compras camisas, adesivos, se encaixam em um estilo de vida próprio do grupo para seguir a religião.
Fake, mas bacana
Mas se as marcas estão se comportando como religião, como a religião se comporta para parecer mais como uma marca? Ai entra a pesquisa que eu fiz, onde eu encontrei varias marcas para diversas igrejas. Olha só:

Quem quer ver mais clica na imagem que a lista é grande
Para não deixar a igreja católica de lado, afinal ela sempre é culpada de tudo como qualquer outra, vou colocar uma propaganda que segundo a fonte do próprio vídeo trouxe 3000 mil fiéis de volta a igreja:
Olha, eu nem vou discutir religião, cada um tem a sua e isso tudo é bastante complicado, afinal cada uma credita no que quer, eu acredito que algumas coisas não devemos mesmo misturar com religião principalmente coisas que envolvem muita gente, como política.
Só pra fechar, eu acho que nos dias de hoje a religião deve mesmo usar as técnicas de publicidade para chamar os fiéis a igreja, só não precisa ser abusiva, mas qualquer instituição religiosa pode usar dessa ferramenta para relembrar a quem ele quer atingir o porque ele quer a pessoa ali, ou porque a pessoa deve sempre está ali, lembrando que publicidade não é só pra vender produtos, mas também pra difundir ideias e informações, e quem está no controle disso tudo é você.

Duas vezes por ano entram e saem das faculdades de todo Brasil, milhares de novos e futuros publicitários. Desses milhares, poucos vão entrar no mercado de trabalho atuando em agências, veículos e anunciantes como publicitários, menos ainda vão para os mercados mais bem pagos do país. Desses raros, pouquíssimos vão se sobressair ou fazer um trabalho digno de reconhecimento. O que faz então um bom publicitário? Por que tão poucos se destacam de verdade em meio a tantos? Perguntas difíceis de responder, e mesmo que sejam respondidas, jamais serão respostas definitivas.
Quem entra em uma faculdade de publicidade, ao contrário do que me disseram quando eu mesmo entrei, em sua maioria está a procura de um diploma fácil, uma profissão que não exige lá muita inteligência, além do tão conhecido glamour da profissão. Acredite quando eu digo que a maioria dos estudantes entra na faculdade com essa cabeça, justificando ainda que acham a Coca-Cola muito foda e que não vacilam em nenhuma palavra do “lendário” jingle Pipoca com Guaraná. Dá ou não dá para sentir saudades da época em que o pessoal só queria entrar na publicidade para serem da criação e terem aval vitalício para andarem despenteados e de tênis allstar? As áreas mais concorridas são atendimento (é a queridinha dos últimos anos) e mídia.
O mais engraçado de tudo isso, é que ninguém parece ligar para o planejamento, que para mim e para algumas pessoas, é de longe o departamento mais importante de uma agência. Quem é – no fim das contas – que decifra o dissimulado copia e cola, e o faz-de-qualquer-jeito do atendimento e mastiga tudo para a criação? O planejamento ora.
Eu fui um dos que foi para a criação, e te digo, que a diferença de um trabalho bem feito e um trabalho mal feito por uma agência está no planejamento. É ele que te diz como são os consumidores para quem você tem que criar um texto ou uma imagem, é ele que te diz qual é o comportamento dessas pessoas. É ele que reúne todo o tipo de informações que eu costumo chamar de gatilhos. Uma hora ou outra um desses gatilhos vai acionar a cabeça dos criadores e BUM! Assim se faz a mágica da propaganda.
Parece utopia? Alguém te disse que isso é difícil acontecer, que a maioria das agências não tem departamento de planejamento e pesquisa e que propaganda mesmo é feita com o bate-boca entre Atendimento x Criação e que dali saem as idéias para o cliente. Várias pessoas te disseram isso? Você mesmo já viu isso em várias agências que trabalhou? Bom, é exatamente por isso, que os estudantes, os profissionais e a grande parcela do mercado pensam por último em planejamento. Os caras que pensam nisso, são sempre aqueles caras das agências grandes de São Paulo, as agências internacionais mega premiadas e em cases lendários. Nunca acontece com você, comigo ou com alguém que você conhece.
O case que deu início a toda essa discussão e reflexão sobre algumas prioridades em relação ao trabalho das pequenas e médias agências no Brasil, é um dos cases mais elogiados da publicidade nos últimos anos. E quando eu digo “elogiado” dessa forma, por favor, não pense que foi elogiado por profissionais que estão se mordendo de inveja por nunca terem pensado nisso antes. Mas elogiados por praticamente todas as pessoas que viram, foram atingidos, ou ficaram sabendo da campanha. Que na verdade, são os elogios que importam. E isso o pessoal parece esquecer um pouco também.
O case explicitado no texto A Verdade Sobre a Beleza – Um relatório global, de Carlos Frederico Lúcio, é daqueles que se transformam em um marco, uma revolução, ou pelo menos o início de uma. A Dove, em 2005, surpreendeu-nos a todos, com uma campanha simples com as mesmas premissas básicas de uma campanha de verão de qualquer linha de cosméticos. Com um pequeno detalhe: nada de modelos magérrimas ou atrizes. As mulheres usadas nas campanhas são mulheres de um tipo só, o tipo que você conhece. O tipo que você vê todo dia ao ir para o trabalho, que você vê ao pegar o ônibus para a faculdade. São as mulheres do tipo da sua família, são suas amigas. São aquelas mulheres que de vez em quando você encontra no supermercado fazendo compras com a mãe, que por sua vez também está na campanha.
A Dove usou mulheres reais na campanha.
Óbvio ou genial?
Para mim, genial. A Dove notou que poderia existir uma forma de mostrar como as mulheres se sentiam em relação ao que chamamos de Ditadura da Beleza. A solução, por mais óbvia que possa parecer, era uma pesquisa de grandes proporções envolvendo mulheres de diversos países. Com o resultado da pesquisa em mãos, era óbvio o que deveria ser feito e como ser feito. Os conceitos e a forma de apresentá-los às mulheres do mundo todo foram dados praticamente de mão-beijada para que as agências que atendem a Dove pelo mundo fizessem o que sabem fazer: Propaganda. Das boas. Daquelas que vendem muito mais que um produto ou uma marca, daquelas que vendem uma ideia, tão poderosa e tão forte que te faz sentir um idiota, que faz você se perguntar por que ninguém havia pensado nisso antes. Uma ideia que parece óbvia demais para ser verdade. E é exatamente isso que falta na propaganda de hoje. A simplicidade, a obviedade que funciona na hora de vender.
Entender o comportamento do consumidor, suas camadas e suas teorias é um princípio básico e obrigatório para qualquer publicitário, seja ele da criação, do atendimento, da mídia, quanto mais do planejamento. Entender o que o consumidor pensa, é mais importante do que entender o que o anunciante pensa. A propaganda deve ser feita sempre para o consumidor, não para o cliente. Entender o consumidor é o que deveria ser de mais importante para um publicitário. Entender o consumidor é se atualizar, é conhecer pessoas, é viver, ter experiências, conhecer de psicologia, economia, cultura e entretenimento.
É no final das contas, tudo aquilo que serve de combustível para um bom publicitário.
***
1 – Eu fiz esse texto originalmente para um trabalho de faculdade. Achei que o texto ficou parecendo tanto um post que eu resolvi colocar aqui. Talvez, para preparar para um outro texto que eu tenho vontade de escrever mas nunca escrevi… sobre as mulheres de verdade.
2 – Acho que o texto também pode ajudar a dar uma visão um pouco diferente para quem está entrando na faculdade de publicidade ou mesmo para quem não sabe muito bem como é.
3 – Não poderia de agradecer ao Cláudio, meu professor de Comportamento do Consumidor (matéria e professor que eu gosto tanto que eu estou repetindo esse semestre), que me deu a chance de pensar nesse texto.
4 – Não sou, e muito menos tenha a pretensão de ser, um especialista, ou um estudioso ou até mesmo um publicitário experiente que conhece tudo sobre a profissão ou o mercado. Mas tenho topete, tenho opinião e tenho um blog. Ou seja, se alguém não concordar… sinto muito, mas é apenas minha opinião.
5 – Pessoal, um recado importante. Já na semana que vem começa pelo menos algumas mudanças que eu propus aqui no blog. =D Continuem enviando textos e propostas.

Nossa! Vim tirar algumas teias de aranha da minha conta, na verdade eu estou a ponto de ser demitida do blog caso não escrevesse, com toda razão, alias não cumpri a promessa de escrever pelo menos duas vezes na semana.
Na verdade sinto uma falta de inspiração, falta brilho para escrever, mas nem por isso quero parar.
Bem, essa semana comprei vários livros e quando chegou fiquei pasma! O livro veio com uma baita publicidade no verso. Fiquei decepcionada, e com vontade de reclamar – Sr. Turambar feelins – o que problema foi que o livro custou um preço consideravelmente caro e a propaganda do livro foi pra onde?
Sei que publicitários aceitam bem propaganda, mas quando é boa publicidade, provavelmente essa pagava a impressão ou a tradução do livro, mas podia ser algo diferente pelo menos pelo preço do livro.

Aproveitando a onda de reclamação quero deixar minha indignação com o Cinemark que já deu problema no filme duas vezes e nunca respondeu nem se importou com nenhuma reclamação que eu fiz.
Deixe sua indignação ai.

Desde que mudei para São Paulo tenho participado de muito evento sobre internet e publicidade. Na verdade desde que me mudei pra cá tô em um ritmo bem rápido, talvez é uma característica da própria cidade, mas infelizmente isso acabou me fazendo sacrificar uns post, na verdade minha vida na net inteira.
Porém, se por um lado estava desligada do mundo virtual, se é que existe a divisão real-virtual, no mundo real minha participação aumentou, conheci varias pessoas e conversei com bastante gente o que me fez abrir bastante a cabeça para novas idéias e confirmar algumas como a do mundo Beta.
No ano passado fui a uma palestra sobre tendências e uma das tendências para o futuro será o mundo Beta e conversando esses dias em um grupo no The Hub estávamos comprovando que o mundo Beta já está a nossa porta.
Por isso “Bem vindo ao mundo Beta” onde o ser humano está mais humilde e assume que ele erra e por isso tudo estará em constante melhora, um mundo mais rápido e dinâmico, onde a opinião do consumidor tem grande importância para o produto que será entregue.
A internet é uma plataforma onde esse mundo já está se instalando, não é de hoje que vários produtos estão como beta e assim ficam anos, como o caso do Orkut ou do Yahoo!Mail que hoje já saíu da versão beta e hoje ganhou a versão definitiva, ou simplesmente sem beta no nome. Mas no futuro essas ferramentas tenderão a ser betas para sempre, sempre em teste sendo sempre melhoradas e com preferência na opinião do cliente.
É possível ir além do meio online e mostrar que a atitude do beta já está sendo usada por grandes cabeças, como na campanha do Obama, que segundo o marketeiro da campanha, Scott Goodstein, todas as mídias não tradicionais usadas foram testes, se desse certo continuavam e se não estava fora.
Todavia, se por um lado alguns estão no mundo beta, outros ainda estão longe de aceitar uma realidade onde tudo será teste, onde o homem se assume como um ser imperfeito e que busca sempre melhorar ouvindo o que os outros têm a dizer ai sim você irá perceber que está no mundo Beta.
Desde que mudei para São Paulo tenho participado de muito evento sobre internet e publicidade. Na verdade desde que me mudei pra cá tô em um ritmo bem rápido, talvez é uma característica da própria cidade, mas infelizmente isso acabou me fazendo sacrificar uns post, na verdade minha vida na net inteira.
Porém, se por um lado estava desligada do mundo virtual, se é que existe a divisão real-virtual, no mundo real minha participação aumentou, conheci varias pessoas e conversei com bastante gente o que me fez abrir bastante a cabeça para novas idéias e confirmar algumas como a do mundo Beta.
No ano passado fui a uma palestra sobre tendências e uma das tendências para o futuro será o mundo Beta e conversando esses dias em um grupo no The Hub estávamos comprovando que o mundo Beta já está a nossa porta.
Por isso “Bem vindo ao mundo Beta” onde o ser humano está mais humilde e assume que ele erra e por isso tudo estará em constante melhora, um mundo mais rápido e dinâmico, onde a opinião do consumidor tem grande importância para o produto que será entregue.
A internet é uma plataforma onde esse mundo já está se instalando, não é de hoje que vários produtos estão como beta e assim ficam anos, como o caso do Orkut ou do Yahoo!Mail que hoje já saíram das versões betas e hoje ganharam a versão definitiva, ou simplesmente sem beta no nome. Mas no futuro essas ferramentas tenderão a ser betas para sempre, sempre em teste sendo sempre melhoradas e com preferência na opinião do cliente.
É possível ir além do meio online e mostrar que a atitude do beta já está sendo usada por grandes cabeças, como na campanha do Obama, que segundo o marketeiro da campanha, Scott Goodstein, todas as mídias não tradicionais usadas foram testes, se desse certo continuavam e se não estava fora.
Todavia, se por um lado alguns estão no mundo beta, outros ainda estão longe de aceitar uma realidade onde tudo será teste, onde o homem se assume como um ser imperfeito e que busca sempre melhorar ouvindo o que os outros têm a dizer ai sim você irá perceber que está no mundo Beta.

Hoje desde cedo estou recebendo twitts sobre o flashmob de vingança ao restaurante Rancho Fundo. Para quem não conhece o Rancho Fundo é um restaurante de comida mineira especializado na culinaria mineira que faz bastante sucesso em Belo horizonte, eles costumam receber varias caravanas de pessoas de fora, o que fez com que ele ficasse famoso por pessoas de outras cidades.
Mesmo sendo bem conhecido na cidade ele faz intensa campanha para atrair público, não que ele fique vazio e a comida seja ruim (nunca fui mas dizem que é boa), é simplesmente uma campanha para atrair as pessoas para dentro do estabelecimento. Porém a abordagem tática que eles usam está causando revolta em muita gente, toda a campanha se baseia em SPAM’s. Por mais que a maioria das pessoas sintam calafrios quando é dito essa palavra, eles resolveram trabalhar assim. Vou exemplificar algumas campanhas para que vocês entendam melhor as campanhas deles.
Orkut
Deixam sempre um recado. “venha para o sertanejo” ou “venha para o carnaval”. Na verdade toda a vez que leio isso penso, meu Deus será que alguém mais leu? Que vergonha, vão achar que eu to freqüentando esse lugar. E eu que normalmente não tenho costume de apagar recado de Orkut corro para apagar.
SMS
Achando que é maior novidade do mundo eles compram nossos números e mandam mensagens todo o final de semana sobre o que? Carnaval e sertanejo.
SPAM de twitter nem é necessário dizer como. Veja e note que não é o usuário direto que envia são contas de usuários que retuitam a mensagem que curiosamente não tem nenhuma foto.


Legenda: Reparem minhas abas, mas não deixem de olhar os twitters
Pois então agora chegou a nossa vez e o primeiro flashmob contra uma empresa está chegando. O pessoal de BH está promovendo um flashmob contra o SPAM via twitter do Rancho fundo. Segundo o blog do Alex Bolt hoje a partir da 16h todos que quiserem ligar e mandar uma mensagem bem bacana e direta pra eles podem fazer no telefone 31 8422 2133. Isso vai ser uma espécie de SPAM contra SPAM.
Na verdade eu espero muito que dê certo e que os donos da conta do Rancho Fundo se toquem que essa não é a melhor maneira de atingir o público.
Em uma época de branding eles nadam contra a maré.

Esse assunto é polemico, antigo e chato, mas pelo que parece não estamos nem perto de um acordo entre os produtores e consumidores.
Para quem fez algum curso da área de comunicação, artes, música e direito deve estar bem a par do funcionamento dessas leis, mas se alguém tivesse aulas com meu professor Frank da Matta (gracinha, como dizia a Hebe, opa diz) teria um posicionamento sobre o tema. Para ele o artista não ganha dinheiro com a obra em si, mas com que se fazia com ela. Exemplo um músico ganha com os shows, um cineasta ganha com os produtos vendidos e assim cada um tem o seu fundo de lucro. Mas, como ganhar dinheiro não é o ponto que eu quero chegar aqui.
Na verdade as certezas que temos hoje é que o artista se sente roubado por não ganhar com a venda de produtos e o consumidor se sente assaltado com os preços, principalmente se for de países com altas taxas de imposto como a nossa.
Porém hoje a minha maior preocupação é nas mãos de quem está à decisão do futuro das leis de direitos autorais e da internet. É de conhecimento que o deputado mineiro, Eduardo Azeredo, está colocando a cabeça em risco com seu projeto de lei, para quem não conhece entre no link. Esse projeto restringe muito a rede e não compensa o sacrifício da liberdade que temos hoje para modelos fechados. Vide China que estourou a paciência do Google com ataques diretos ao Gmail, fazendo o Google se rebelar e tirar todos os filtros. Mas o caso da China é ainda diferente. Na verdade eu quero chegar na competência da pessoa em fazer uma lei assim, eu não conheço o deputado tão bem, mas não votaria nele para criar leis sobre a internet. Polemizei? Bem, é a verdade, ainda mais com o histórico dos políticos mineiros e a censura. Esse site pode sair do ar a qualquer momento. Vou parar.
Depois de toda essa volta quero dar uma boa noticia sobre uma vitória dos direitos autorais. Comemorem, é um grande passo para o Brasil. Em São Paulo, na cidade de Itu, uma boate conseguiu habeas corpus (por mais estranho que parece para os não advogados o habeas corpus para um estabelecimento comercial) afirmando que as músicas tocadas no interior da boate sem pagamento não era crime. Nunca antes na história do Brasil alguém conseguiu tal feito e na verdade, isso já é uma amostra do enfraquecimento do direito autoral e da indústria da música, principalmente no ECAD (o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de direitos autorais), que tem esse tipo de pagamento como a maior fonte de renda.
Agora é esperar pra ver onde vamos chegar. Como disse Bôscoli dono da Trama Records:”… já sabíamos que uma empresa de música teria futuro, mas uma gravadora, não.” E olha que ele foi pioneiro no Brasil em ver que a musica vende tudo, mochila, caderno, pen drive, notebook, roupa, vídeo game, tênis, etc. é dele também o projeto onde disponibiliza tudo na rede, quem se interessar olha no site da Trama, ele disponibiliza desde o áudio até o encarte e quem paga é a publicidade.
*****
Como o Pedro disse vou me abrindo com o tempo, aguardem….
Frio na barriga pelo primeiro post…ui!



Você achou que nunca mais ia ver um post nesta seção não é? Vai, pode falar.
Eu não achei. Porque antes de esquecer de postar nesta seção eu tinha que colocar nossa próxima pérola. Dessa vez não é um comercial – seria, mas o que eu queria pôr é novo e não achei no tubo – é um adesivo. Ahhh você achou que seriam só comerciais? Pois é. Não serão. Existe muita, mas muita merda em mídia impressa também.
Essa a seguir é a minha preferida – nos últimos tempos -, pelo simples fato de eu vê-la todo santo dia. Explico.
Ao lado de onde eu trabalho tem uma padaria, estranha, mas tem. Estranha por motivos que só a minha mente insana conseguiria classificar, eu mesmo não sei porque, sei que é um estabelecimento estranho, regido por pessoas mais estranhas ainda. De fato eu não ficaria nada surpreso se um dia a polícia estourasse lá um depósito de corpos desmembrados e.. [mente insana on] Pedro, não é hora disso. Espero não ter que avisar de novo. [mente insana off].
Eu tenho medo dela.
A história da padaria fica para outro post, se eu tiver permissão é claro. Onde eu estava? Ah sim, a padaria. Pois então, eu vou lá todo santo dia, às vezes mais de uma vez por dia, já que eu também moro perto de onde trabalho e lá vende o cigarro mais próximo da redondeza. De qualquer forma, outro dia, lanchando eu acabei notando o adesivo da Sadia no vidro. Como eu vou lá junto com o Eduardo (vulgo Danilinho), que também é diretor de arte, mostrei pra ele e ele fez a mesma cara de “WTF?!” que eu tinha feito. Porra, logo a Sadia?
E o pior, a Sadia é atendida por uma das maiores agências do Brasil. A DM9DDB. Maiores e melhores.
Veja o adesivo:

Ok. Visualmente ele é lindo, vamos combinar. Special Knife e tudo mais. Agora, segue abaixo o diálogo que veio em minha mente no mesmo instante em que eu vi esse adesivo.
Telefone tocando.
- Alô
- RENATIN VÉÉÉÉI! (hermanoteu feelings)
- Fala! – disse Renatinho animado
- RENATIN!!!!!! VÉÉÉÉI!!!!
- Ahahaha fala bixo!
- Cara, cê num tem noção.
- O quê véi? falaí? – disse Renatinho mais animado e curioso
- Fudeu véi!! AHAahahahah tô nem acreditando. Liga pra todo MUNDO. LIGA PRA TODO MUNDO AGORA!!!
- Aahahhaha fala logo véi. É o que eu to pensando?
- Olha só. Vou falar devagar em. MEUS PAIS VIAJARAM! AHahahahaha CARA! Cê NÃO – TEM – NOÇÃO! COMPREI 3, escuta bem TRÊS, é TRÊS KILOS DE PRESUNTO VÉÉÉÉÉI! AHAHAHAHHAHAHAHA! LIGA PRA GALERA AGOOOOOOOOORA!
- TRÊS!? TREEEEEEEEEIS?! PUTAQUEOPARIL MARCELÃO!!! TRÊS!?!?!?!?!?!?! NOHHHHHHHHHHHSSSA. – disse Renatinho num estado que eu só posso chamar de puro frenesi.
- Três véi. Liga pra todo MUNDO AGORA. Pra Fê, pra Rê, pra Fá, pro Lelê, pro Fuinha, pro Feijão, pra Sté, pro Marmita! TODO MUNDO. AQUI EM CASA AGORA!
- AHAHAHAHAHAHHA PUTAMERDA VÉÉÉÉI. A galera não vai acreditar. 3 kilos de presunto. putamerda.
- AHAHAHA liga aí que eu ligo aqui.
- Valeu demais Marcelão. Tu é FODA véi. TU – É – FODA!
- Ahahahahaha valeu!
Telefone desligado.
“Que cara FODA!” Pensa radiante Renatinho, discando pra Fê.
***
Agora meu caro amigo, que você entendeu o meu ponto, eu pergunto pra você.
COMO – DIABOS – EU – COMPRO – PRESUNTO – E – JUNTO – A – GALERA?!
Puta quel pariu. Eu sou um personagem de Malhação por acaso? Eu vou pro Gigabyte, encontrar com a galera pra tomar um suco de uva? Em que universo vive o ser que criou esse conceito? Porque no universo que eu vivo, o cara que compra 50 gramas de haxixe junta a galera, o cara que tem 10 grades de brahma junta a galera, o cara que tem uma zona junta a galera.
Um cara que compra presunto, salsicha, pizza congelada, lasanha congelada e sei-lá-qual-outro-produto-a-sadia-vende, NÃO junta a galera. Porra.
E não me venha com “Sadia tem produtos pra tira gosto, pra juntar com bebida e blê blê blê blá blá blá”. 98% das melhores e piores festas que eu fui – junto com a galera – não tinha nem azeitona. E tira gosto com salsicha é coisa de fudido – valeu Sra. Jovem Nerd.
***
1 – Post dedicado ao meu companheiro de labuta, Danilinho (vulgo Eduardo) – ou o contrário – que vê essa merda todo dia comigo. E todo dia nós comentamos sobre isso.
2 – O primeiro engraçadinho que me ligar, falando que comprou presunto e é pra eu chamar a galera vai tomar um pedala.
3 – O segundo engraçadinho também.

Bom, eu já havia postado uma vez nesta seção e nunca mais – assim como em várias outras – e como eu prometi dar uma organizada nesse mundo de seções e também voltar a postar em algumas delas, aqui vai mais um post com alguma coisa de Design, no caso Wallpappers.
Eu adoro esse negócio, troco o meu de 2 em 2 semanas praticamente… o que mais durou foi o do Michael Jackson, que eu tirei hoje. Coloquei o quinto aqui da galeria. São 10 Wallpappers bem bacanudos para você fazer o que quiser, até colocar como Walpapper.. dãr! Clique em Leia mais para ver o resto! Vale a pena.
Antes que eu me esqueça, é só clicar na imagem que você vai poder escolher os tamanhos e formas para baixar para seu computador.
Clique e veja o Resto (eu não aprendi a mudar o nome do link)….


Eu já escrevi sobre isso aqui no blog, mas infelizmente eu não achei o post para linkar. De qualquer maneira, é como se fosse uma revisão daquele texto. Nele, eu falava sobre a volta às aulas (acho que foi quando eu fui para o primeiro período, um minuto… achei! Segue o link do texto). Graças a deus não escrevo mais assim. Ou escrevo? Achei muito auto-ajuda o texto.
Bem, você deve saber que obviamente não é o meu primeiro dia de aula, primeiro porque eu já estou no sexto período (meu teclado não tem a bolinha numeral, desculpe), segundo porque minha aula (re)começou na terça-feira. Mas a questão da coisa toda é que nesses dois anos e meio de faculdade eu sempre estudei a noite. E me espanta nunca ter passado pela minha cabeça, estudar de manhã.
A verdade é que não me espanta nada, sério. Eu odeio acordar cedo, eu e 4 bilhões de pessoas no mundo (por aí… e devem ser mais). Segundo porque eu além de ter que trabalhar, gosto de trabalhar e fazer o que eu faço. Ou seja, só poderia estudar a noite, certo? Errado. Dos dois anos e meio que eu estou estudando aqui em BH, somente um ano eu passei trabalhando em período integral. Se eu não me engano, primeiro período, quarto período e metade do quinto.
Então porque diabos, eu não estudei de manhã no ano em que trabalhava na agência da faculdade que era na faculdade?! Olha só, a manhã é um período que você de cara perde metade dele. Isso se não perder ele todinho. É muito mais fácil estudar, trabalhar e chegar em casa lá pelas 7 horas e PRONTO do que sair de casa meidia com a comida na garganta, pegando um sol docarái e voltar às 11 pra casa.
Digo isso, porque agora que eu to trabalhando novamente – no período da tarde – o pensamento me veio num dia em que eu estava indo pegar o segundo busão para ir pro Belvedere torrando no sol. Senti-me um completo idiota por não ter pensado nisso antes. E isso foi na terça, logo no primeiro dia de aula.
Pensei, não só vou mudar de turno como vou ver se levo os Cavaleiros do Apocalipse comigo (Desculpe interromper, mas tenho que explicar o apelido: No terceiro período eu, o Tiago, o André e o Daniel ganhamos essa alcunha – você pode imaginar o porquê – da querida professora Carol de Pesquisa em Comunicação. O André e o Daniel saíram da faculdade e eu e o Tiago logo iniciamos outros no nosso grupo) No final das contas, nós os cavaleiros vamos todos para o turno da manhã. Hoje somos cinco: Além do Tiago, os irmãos gêmeos Édson e Rodrigo e o Celso.
Chegando ao ponto que eu queria chegar (que introdução gigante em Pedro!) digo que mesmo mudando de turno com os amigos, mesmo conhecendo metade da turma da manhã (coisas da viagem a Sampa) eu to me sentindo como sempre me senti a vida toda antes de qualquer primeira aula. O que me leva diretamente à minha infância, quantas vezes eu não passei noites em claro, ansioso como uma doninha no inverno, contando os minutos para poder me arrumar e ir pra aula.
Me faz um bem danado sentir isso de novo. Isso quer dizer que eu to mudando minha vida sem medo, tomando decisões que antes nem passavam pela minha cabeça. Tomando uma decisão que vai me ajudar no meu trabalho, já que tenho hora para chegar, mas não tenho hora para sair (outro dia foi só até as 4 da manhã).
Melhor ainda é que isso quer dizer que eu tenho a possibilidade de conhecer mais pessoas, fazer novas amizades, e sentir aquele gostinho frio da manhã com a missão de ir para aula, como não sinto há quase 5 anos. Isso também quer dizer que eu vou poder ser nostálgico junto com meus amigos “É… naquele tempo que a gente estudava a noite não era assim…” “Era bom quando a gente podia dormir até tarde né?” “Que saudade das estrelas me acompanhando na volta…”
***
1 – Gente, como eu estou sem ler meus feeds há umas duas semanas, eu não faço a mínima idéia de quem indicar. Faz o seguinte, clica nos parceiros aí de lado. ;D ótimos blogs!
2 – Eu ia dar um recado… mas esqueci. (uns minutos depois…) Lembrei, só ia dizer que eu enganei vocês, falei sobre outra coisa o texto todo. Ahahahaha quase nada do tal primeiro dia. Malz ae galera.
3 – Só para ter o número 3 mesmo.








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