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Após uma lista de rock, agora trago pra vocês a lista dos melhores álbuns de Heavy Metal do ano. Foi dureza selecionar 10, eu tentei, juro pelo Pedro mortinho e enterrado e amante de Crepúsculo (o filme). O ano foi sensacional e sem dúvida os 4 primeiros tem grande capacidade de figurar em várias listas dos melhores desta década que chegou ao fim. Sem muitas delongas vou só botar as minhas breves declarações, as músicas e pronto, pois enrolar é para os fracos…

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1. Mastodon – Crack the Skye

Já falei sobre estes caras no ano passado, mas não me canso de falar e irei falar de novo e de novo – e talvez de novo e de novo pelos próximos 10 anos. Mastodon é um monstro do heavy metal, pronto para atropelar todos os que entrem no seu caminho, sem dó nem piedade. As músicas pesadas, o caos contido na progressividade das melodias e as letras confusas, cheias de mistério que se interligam como em uma história fazem com que você dificilmente deixe de ouvir o álbum inteiro deles vezes e mais vezes. Todas as músicas são fantásticas, desde a meio misteriosa “Oblivion”, a pesada “Divinations” até a finalização com a progressiva e cheia de variáveis musicais “The Last Baron” (que contém, na humilde opinião deste que vos fala, um dos melhores solos de guitarra que ouvi nos últimos tempos). É um álbum para ouvir várias e várias vezes e em todas descobrir algo diferente.

Oblivion

Divinations

Cover

2. Megadeth – Endgame

MEGADEEEEEETH! Quem não conhece (???), prazer, Megadeth, Dave Mustaine, thrash metal do melhor! Não tenho muito o que dizer deste álbum, ele é rápido, feroz, cheio de ira como um bom e velho disco de thrash metal deve ser. Fico feliz de ver bandas como o Megadeth, Kreator e Testament trazendo novas crianças para uma área que andou totalmente esquecida nos últimos anos (e bota anos nisso! Malditas bandas de nu metal…). Tem muita coisa boa no álbum, mas “Headcrusher” realmente é para mim o melhor momento de um álbum que é sem dúvidas o melhor que Dave Mustaine compôs desde o “Countdown to Extinction” (e olha que eu gostei muito do “United Abominations”).

Headcrusher

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3. Amorphis – Skyforger

O Amorphis é uma banda finlandesa das melhores que já encontrei. O som deles é uma mistura de death metal com progressivo e a temática é folk, baseada nas histórias do Kalevala. Este é, para mim, o melhor álbum deles, com músicas fantásticas do lado progressivo como “Silver Bride”, “Sampo” e “Sky is Mine” e outras bem voltadas para o death como “Majestic Beast”. É um ótimo conjunto musical que se completa aos outros álbuns do Amorphis, que contam a majestosa história do povo finlandês.

Silver Bride

Sampo


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4. Nile – Those Whom The Gods Detest

Eu não sou lá um daqueles grandes fãs do death metal. Bandas que gosto de death metal são aquelas que não são totalmente death metal, mas sim trazem um mix de sons com temas do progressivo, power, etc. Mas algo me chamou realmente a atenção neste álbum da banda norte-americana Nile. Inicialmente torcendo o nariz – quase o bastante para dar a volta ao mundo – eu me rendi a ótima música “Kafir!” e ao som super técnico que estes caras fazem. Eles são rápidos, são fortes, ousados e muito bons no que fazem ao unir temas e alguns elementos egípcios com suas guitarras pesadas e uma bateria super rápida. Se você é como eu e não gosta nada muito de death metal, dê uma ouvida no som deles que você pode mudar de opinião.

Kafir!

Hittite Dung Incantation

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5. Epica – Design Your Universe

Ah, o Epica… bla bla bla… banda de mocinha, isso não é heavy metal… bla bla bla. Se você acha isso, fuck you! É heavy metal sim e vou colocar aqui e bem nesta posição mesmo. O álbum é muito bom, cheio de sinfonias e ótimas músicas. A voz de Simone “Gostosona” Simons continua muito boa e a banda evoluiu bastante em questão de sonoridade. Acho que o grande ponto fraco do álbum é as vezes florear demais nas músicas, adicionar muito tecladinho e deixar as guitarras de lado, mas isso não retira mesmo o mérito de um álbum que é ótimo e cheio do estilo já conhecido do Epica.

Unleashed

Martyr of the Free World

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6. Baroness – Blue Record

Outra banda que vem no mesmo caminho do Mastodon, e também com grande sucesso. Muitos chamam o Baroness de irmão mais novo deles, o que pra mim faz sentido em partes, mas não na totalidade, principalmente quando você começa a ouvir mais o som destas bandas e diferenciar uma das outras. O álbum é muito bom e tem várias músicas interessantes, com um tom um pouco mais hard que o Mastodon. Destaque para “A Horse Called Golgotha” e as “Bullheads” do início e final do álbum, ótimas músicas! Outra banda muito parecida e que toca este mesmo estilo é o Kylesa, que brigou ponto a ponto para entrar neste ranking, mas infelizmente teve que ficar de fora. Aqui tem uma música deles.

A Horse Called Golgotha

Jake Leg

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7. Shadow Gallery – Digital Ghosts

Não sei se muitos de vocês conhecem o Shadow Gallery e o falecido vocalista Mike Baker (que trabalhou no “The Human Equation” do Ayreon). O novo álbum “Digital Ghosts” é uma homenagem a Mike, que morreu em outubro de 2008 de parada cardíaca, e com isso carrega toda uma emoção única em suas músicas. Cada canção traz uma mensagem diferente dentro deste enredo e vocalistas convidados como Ralf Scheepers (Primal Fear) e Clay Barton (Suspyre) fazem toda a diferença. As músicas tem todo um toque progressivo (em muitos momentos próximo ao Ayreon), mixando diversas referências que passam pelo rock (se ouvir vai poder ver um pouco de Queen), heavy metal e power metal.

Strong

Venom


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8. Alestorm – Black Sails at Midnight

Claro que não poderia faltar aqui o “True Scottish Pirate Metal”. O Alestorm é uma das minhas bandas favoritas no cenário folk, trazem sangue novo para a cena e tocam uma música diferente, com histórias de piratas e melodias bem características do estilo bucaneiro de ser. Em alguns momentos é cativante, em outros é um pouco engraçado, mas é sem dúvidas épico, totalmente tr00! “Leviathan” é épica, “Keelhauled” é levemente divertida e “Wolves at the Sea” é praticamente um hino, então peguem suas garrafas de rum e tapa olhos e curtam um pouco do Alestorm.

Leviathan

Keelhauled


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9. Delain – April Rain

Esta é uma das minhas bandas favoritas com vocais femininos. O Delain tem todo um som especial que se diferencia da maioria das bandas do estilo, principalmente por não utilizar os vocais operáticos de bandas como o Epica e o Nightwish (antigo). Charlotte Wessels é uma vocalista muito talentosa que tem seu próprio feeling e dita com isso o som do Delain. Músicas como “Invidia”, “Stay Forever” e “April Rain” são das mais especiais e merecem ser ouvidas.

Invidia

Star Forever

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10. Powerwolf – Bible of The Beast

Para quem diz que não há novidades no Power Metal deveria muito bem ouvir o Powerwolf (e também a banda que está logo abaixo dela neste ranking, o Luna Mortis). É uma banda interessante e bem diferente por não utilizar apenas os recursos comuns do power metal, utilizando vocais um pouco mais agressivos e sinfonias em suas músicas. A banda tem um visual sombrio meio esquisito (quando vi, pensei que era uma banda de black metal) e as músicas tocam lendas comuns das regiões do leste europeu, em especial a do lobisomem, que atualmente é uma lenda que existe em quase todos os povos do ocidente (e não, eles não tocam metal cristão).

Prelude to Purgatory e Raise Your Fist Evangelist

Moscow After Dark

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11. Luna Mortis – The Absence

Como eu disse no comentário anterior, esta banda é especial. O som dela é muito parecido com o do Arch Enemy, fusionando aspectos do melodic death metal, progressive metal, power metal e thrash metal. O som deles é muito bom e fizeram um bom sucesso nos EUA com o lançamento de “The Absence”, primeiro CD do grupo. Confiram abaixo uma das músicas:

Forevermore

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12. Kreator – Hordes of Chaos

O ano de 2009 fechou a década marcando o retorno de diversas bandas ao estilo do thrash metal tradicional. O Kreator, uma das bandas que nunca desistiu e sempre se manteve no thrash metal, trouxe um dos melhores álbuns do ano e que merece ser ouvido.

Amok Run

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13. Dream Theater – Black Clouds & Silver Linings

O Dream Theater já é velho na área e todo mundo conhece. Alguns amam, outros odeiam, mas não podemos negar que eles têm sucesso naquilo que fazem. BC&SL é um bom álbum do grupo, com algumas músicas interessantes e com a marca registrada do grupo.

A Rite of Passage

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14. Dark Moor – Autumnal

O Dark Moor é uma banda espanhola que já está na cena há muito tempo. O som deles é um metal sinfônico com algumas características de power e que se especializou em fazer versões de música clássica ou ópera no metal.

Faustus

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15. Primal Fear – 16.6 (Before The Devil Knows You’re Dead)

O Primal Fear é uma das clássicas bandas do heavy/power alemão. “16.6″ é um ótimo álbum com um som bem característico do estilo alemão de fazer metal, mas bastante superior aos últimos lançamentos do grupo e merece ser ouvido.

Six Times Dead (16.6)

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1- Todos os satélites da Terra colocados em um super infográfico. Confira aqui.

2-Vejam o blog do meu parceiro Ravi Freitas, o Retardo Mental Grave (cliquem por sua conta em risco hahahahahahaha)

3- E a internet está pobre de links nos últimos dias…

Conforme notícia publicada no Whiplash por este aqui que vos fala, a banda de metal progressivo Dream Theater está dominando as paradas no mundo inteiro com o novo álbum, “Black Clouds & Silver Linings”. Dentre as principais posições, se destaca a liderança no top100 de vendas ne Europa. Além disso, a banda já registrou a venda de 10 milhões de cópias.

Certo, e o que tem isso? Nada, além do fato do álbum do Dream Theater ter escapado na internet mais de um mês antes do seu lançamento oficial. Ele foi lançado oficialmente no dia 23 de junho. Em uma pesquisa rápida, encontrei em um blog a data 22 de maio com um link para download – foi lançado bem antes disso.

Como a indústria fonográfica explica uma ação como esta? Um álbum lançado na internet com tanta antecedência, de acordo com eles, acabaria por destruir o lançamento e derrubar as vendas. Foi com este mesmo argumento que o álbum do Yeah Yeah Yeahs, que iria ser lançado dia 16 de abril, foi adiantado quando escapou na internet.

Está na hora de deixar claro algo simples, e que o caso do Dream Theater somente realça ainda mais: os downloads “ilegais” não fazem mal a música. Pelo contrário, eles colocam os álbuns na sua devida proporção e capacidade, além de mostrar que os fãs estão dispostos à pagar para comprar apenas as músicas e álbuns que valem a pena. Mesmo com a diminuição mundial de vendas de CDs, alguns grupos ainda conseguem ter resultados acima da média. Destaco dois pontos:

  1. Os fãs consideram válido ajudar as bandas que gostam e/ou mostrar seu apoio;
  2. Os fãs acham que a qualidade das músicas do álbum é boa, e vale a pena gastar para ter o original completo ao invés de comprar apenas singles.

Além disso tudo, grandes bandas já deixaram claro que não ganham mais dinheiro com lançamentos de álbuns, como o Queensrÿche e o Def Leppard. As vendas de álbuns diminuíram, a venda de singles via internet aumentou. A disponibilidade de álbuns e de música também aumentou consideravelmente. Em uma notícia que li em um site estrangeiro que fala sobre negócios na área da música (me desculpe, mas não consegui achar o link original, ainda…) foram lançados, somente no Reino Unido em 2008, em torno de 30 mil álbuns. São muitos gêneros, muitos estilos, mas 30 mil é muita coisa. É uma grande competição pelo nosso dinheiro, e os álbuns ainda concorrem com DVDs, games, shows, teatro, cinema, etc. Unindo isto aos problemas da crise, à população que gastou menos este ano e cortou principalmente no lazer, você já sabe o resultado…

Há muitos lados nesta questão. Não é simplesmente baixar ilegalmente as músicas que acaba com o lucro da poderosa indústria fonográfica ou dos artistas. A competição aumentou, a indústria fonográfica não se preocupou em oferecer produtos mais interessantes com preços menores, a indústria do entretenimento cresceu de maneira gigantesca nos últimos anos e também pegou uma parte do bolo. Os downloads diminuem as vendas? Será que cada download ilegal se tornaria uma venda não concretizada? Se eu não pudesse baixar arquivos e/ou conhecer novas bandas, eu nunca gastaria meu dinheiro com elas. Não compraria um disco de 30, 40 reais de um grupo desconhecido. Nunca gastaria 100 reais em um show de uma banda da qual eu não ouvi as músicas. O jogo da indústria é apenas para os grandes.

Para a maioria arrebatadora dos artistas, entre eles se encaixam 99% de todas as bandas nacionais de rock e metal, esse não é um bom jogo. Os artistas deveriam aprender com pessoas como Trent Reznor do Nine Inch Nails. Ofereçam suas músicas gratuitamente ou por custos muito baixos, ofereçam produtos alternativos, criem álbuns de maneira rápida e com baixo custo, criem uma base de fãs.

Eu mostro: conversei com Paulo Melo, vocalista da banda Rising Cross, uma pequena banda de metal de Goiás. O grupo gastou menos de 5 mil reais para produzir um álbum. As gravações de todas as músicas, incluíndo produção e mixagem, saiu por 3 mil reais e estão, na minha humilde opinião, em nível altamente profissional. É um custo baixíssimo, são 500 CDs por 10 reais cada… um showzinho, você toca a música, oferece o CD, faz um marketing pela internet, anuncia novidades do grupo por sites como o Whiplash e o Zona Punk, blogs de música bons como o Digital Alternativa ou o Hit na Rede (o autor deste artigo também está sempre disposto à divulgar bandas que ele gosta).

Será que é tão difícil para a indústria ver o cenário como um todo ao invés de olhar apenas para um pequeno pedaço dele? É tão difícil para os artistas independentes empreenderem novas visões de mercado e buscar novas alternativas de lucro? A internet veio para ajudar, não dificultar.

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1- Se você é fã de metal, baixe o EP do Rising Cross, “Trumpets of Victory”. Ele foi disponibilizado pela própria banda, vale a pena. Clique aqui.

2- As melhores notícias sobre os movimentos da indústria fonográfica você encontra no Remixtures. Destaque especial para a notícia sobre o futuro do Pirate Bay.

3- Já que estamos falando em música e inovação, o jogo Rock Band resolveu criar uma plataforma para que artistas coloquem suas próprias músicas no jogo e vendam em uma loja. Matéria aqui.