O título – do post – não é apenas um trocadalho do carilho, é sério. E antes de começar a dizer o que eu quero dizer vamos rever alguns pontos:

- Cruzeirense, não perca seu tempo me chamando de invejoso, não perca seu tempo nos comentários com #mimimi de “Eu tenho duas libertadores”, “só perde quem chega”, “gozar com pau dos outros é fácil”. Isso não é argumento. Leia o texto antes de vir atirando pedras.

- LEIA o texto antes de comentar, por favor. (só para reforçar)

- Escreveria o texto praticamente da mesma maneira se não fosse atleticano. É sério. Se você ler o texto, antes de vir me enxer o saco pelos títulos que meu time não tem, veja o que eu tenho a dizer. Você irá concordar.

Vamos ao dito cujo então.

Primeiro, quero dizer que respeito o Cruzeiro. Respeito a história vitoriosa. Respeito sim, sou torcedor de futebol, a rivalidade é intensa, mas eu pelo menos respeito. (Só não respeito o hino e a torcida). É fato que o Cruzeiro tem mais títulos e blá blá blá. Mas eu estou aqui para falar da final não é? Ok.

Só eu lembrei da Copa de 2006 essa semana? Exatamente a mesma coisa. Circo da imprensa. Galvão falando bobagem. Já ganhou. Festa armada. Reportagens especiais de como o time foi campeão outras vezes. Mais circo. Galvão falando mais bobagem. Clima de já ganou crescendo. Antigos craques rindo, falando como o time era fantástico antigamente e como era fantástico hoje. A mesma coisa da Copa de 2006.

E o que aconteceu no Mineirão hoje? A mesma coisa da Copa de 2006. Mas o Cruzeiro parece que não fez o dever de casa. Não revisou todas as matérias.

Ao contrário do que falavam os jogadores do time azul, e sua comissão técnica, dirigentes, líderes de torcida com pom pom, e afins. O time estava nervoso. Nervoso demais. Ramires perdeu a cabeça com as faltas de Verón. O time não foi nem sombra do que vinha mostrando. E jogou muito pior do que na Argentina.

Vale a ressalva do único jogador – que eu admiro – que jogou como sempre. Kléber. Brigou, lutou, mas levou a alcunha de Gladiador ao pé da letra. Ele lutou sozinho no seu coliseu. O Mineirão. Que estava tomado de azul. Sim estava. Mas, mais uma vez, a torcida do celeste decepcionou.

[Aqui entra a parte Atleticana do autor] Torcida MEDÍOCRE. Só apoiou o time de verdade antes do jogo e depois do gol. Ao todo 10 minutos. O tão sonhado tri da libertadores ali no campo e um bando de panaca vendo o jogo calado. Vi 3 mil argentinos fazendo muito mais arruaça do que 60 mil cruzeirenses. Por isso todo mundo respeita a torcida atleticana. 10 mil atleticanos fariam mais festa.

Voltando ao jogo.

Mais uma vez, falta de estudo dos smurfs azuis. Time argentino, velho de guerra, tri campeão da Libertadores NÃO pode ser desrespeitado. É assim que eles gostam, é assim que eles jogam. E o melhor pior, é assim que eles ganham.

Verón foi fantástico. Um autêntico leão no meio-campo. Roubou bola como ninguém e deu um passe de trivela primoroso que resultou no gol de empate. Os Argentinos vieram calados, só ouvindo toda a festa e vendo o circo da imprensa brasileira. Eles é que foram os mineirinhos da final. Eles comeram pelas beiradas, vieram como quem não quer nada e ficou com a taça.

Na minha opinião, faltou o Cruzeiro estudar um pouco de história.

Os dois times mereceram a taça… até o último jogo.

Vale lembrar, que o Cruzeiro sempre foi um time arrogante, prepotente, e muitas vezes entrou de salto alto em campo (com trocadilho, por favor). E sinceramente, nada mais merecido do que tomar de virada, na final, com a casa cheia. (Alguém lembrou das quartas-de-final do brasileiro de 99?). Talvez assim o Cruzeiro aprenda a respeitar mais os seus adversários.

O Cruzeiro só deve tomar cuidado com a DPL – Depressão pós-Libertadores, mais conhecida como Síndome do Fluminense. Porque se recuperar no Brasileiro agora vai ser muito complicado. Ainda mais pela queda imensa que foi a perda do título.

No mais, caros rivais. Relaxem e aceitem as brincadeiras de forma educada. Eu como atleticano tenho que admitir, que preferia mesmo chegar a uma final de libertadores e perder, do que não chegar. Mas isso não me impede nem um pouco de tripudiar.

***

1 – Mais uma vez eu peço. Não perca seu tempo me xingando, fiz o post com o máximo de imparcialidade que eu consegui. Tirando é claro, as partes em itálico e cortadas. Não tenho sangue de barata né?

2 – Só para tripudiar mais um pouco. Vejam esse meu Twitt. Galvão disse na transmissão “A torcida do Cruzeiro é diferenciada, muitas meninas, muita família”. Sabe tudo o Galvão. Tipo uns 98% de meninas na torcida celeste.

3 – Um abraço muito especial aos meus amigos: Hudson, Artur Silva, Thaylon, Kavalinho, Igor, Artuzinho, Charles, Popô, Sthéfane, Sarah, Ignus, Titó… bom, são os mais chatos. =D

4 – Especial para o Frank Martins também.