

Há algum tempo eu venho formulando uma teoria que se comprava a cada mês de Julho – acho que Janeiro também pode ser considerado. É a teoria da Maldição Julina. Calma que eu explico. Você foi condicionado a vida inteira a simplesmente parar no mês de julho. Ok, ok, janeiro também… mas julho é diferente, janeiro tá todo mundo molenga, em julho sempre foi mais gostoso porque todo mundo continua na pilha e você e seus amigos vão para esbórnia.
Você que tem aà os seus 20 e poucos anos, ainda não se desligou totalmente do calendário “escolar”. Até o final da faculdade, estamos sujeitos a ele. Isso começou quando você mal sabia falar e Newton era o porteiro do colégio. Olha só, eu tenho 22 anos… desses aÃ, uns 18 – no mÃnimo – julho significa frio, muitos cobertores, filmes, amigos, porra nenhuma pra fazer, cachaça, churrasco… (intermináveis coisas que fazemos nas férias). Daà você vai lá, cisma dessa palhaçada toda de envelhecer, trabalhar e não sei o que… e julho? Para os adultos (eca!) Julho é um março fazendo frio. Daqueles meses bem caÃdos, que tudo continua na mesma.
O problema é que a maioria de nós tem uma coisa que ali dentro da cabeça que está pouco se fodendo para o que você quer. O cérebro meu amigo, minha amiga. Ou – carinhosamente chamado por mim – maldito pedaço de carne que não me obedece (tem outra parte do meu corpo que eu chamo praticamente do mesmo nome, só troco o maldito por bendito). Sim, a nossa massa cinzenta que – apesar do que dizem os estudos – é lerda, grita lá de cima. “Que porra é essa?! É JULHO meu filho!”. Ele grita isso, toda vez que você acorda à s 8 – você nem imagina o que ele diz quando é 7 -, toda vez que você vai trabalhar, toda vez que você jura que vai escrever no blog, toda vez que [qualquer coisa que não esteja relacionada inteiramente ao prazer das férias].
Não é apenas eu, tenho certeza que muita gente lá pelos 32 (depois disso a maioria já é adulto de verdade, igual aqueles de quando a gente é criança) ainda sente um peso puxando para trás durante os 31 dias de julho. Todo mundo sente que tem algo errado no mundo.
Eu exijo ponto facultativo no mês de julho. O candidato que apresentar a proposta tem o meu voto.
Falo sério.
***
1 – O tÃtulo do post também pode ser, Desculpa esfarrapada por não postar há 5 dias.
2 – Eu nem preciso dizer que estou com preguiça demais para linkar alguém né?
3 – Não, não vou prometer nada esse mês.

(foto deste post aqui – quase o mesmo tema)
Prepare-se, você está prestes a entrar num mundo fantástico de bravura, medo, aflição e da eterna luta da Luz contra as Sombras. Tá, nem tanto. Esta é uma pequena história de um cara que tem medo de altura, uma preguiça imensa de trocar lâmpadas e de um maldito controle remoto sumido.
Como eu disse aqui, moro sozinho desde janeiro de 2007. Desde então tenho passado por privações incomuns à vida que eu levava antes. Coisas como lavar roupa, lavar vasilha, colocar o lixo para fora, varrer – VARRER – uma casa, fazer (tentar fazer) comida e é claro… trocar lâmpadas. Por escolha do destino – ou do meu irmão que escolheu este singelo apartamento para viver – eu moro em um prédio que pelas minhas contas foi construÃdo em 1614. Portanto tudo no prédio é antigo, incluindo sua fiação.
Nada mais comum do que chegar em casa, acender a luz de qualquer cômodo e… TUPLOFT! A lâmpada queimar. Já devo ter comprado mais lâmpadas que uma pessoa já comprou a vida toda, não, não estou brincando. Juntando meu medo de altura – SIM, a altura de um tamborete para mim é altura – com a minha preguiça latente, eu jamais troco as lâmpadas aqui em casa. Tarefa para o meu irritado irmão que toda vez que ele tem que fazer isso, faz questão de declamar suas palavras nefastas contra mim.
Eis que um dia desses, eu cansado de ouvir a ladainha de sempre, resolvi trocar uma das malditas lâmpadas, acho que foi a do banheiro, que queima de 2 em 2 semanas. Neste dia, para minha felicidade extrema, descobri que não alcanço nenhuma das lâmpadas! Em júbilo completo, disse pomposamente para meu irmão que eu não alcançava as lâmpadas e que não poderia nunca trocá-las. Evitei ter que subir em tamboretes tremendo feito vara verde e ainda por cima me livrei dos sermões.
Até que… meu irmão viajou a trabalho. Ele sempre viaja, mas desta vez foi por muito tempo. O Puto está em Salvador, trabalhando… é trabalhando, mas você sabe: Salvador + Carnaval = trabalho + putaria + diversão + loucura + tudo mais. Eu sou meio azarado, logo Murphy me ama. Dois dias depois de ele viajar, já contabilizava 3 malditas lâmpadas queimadas e uma que voltou à vida – Graças a Deus. A lâmpada que voltou a vida milagrosamente é uma das mais importantes, a do banheiro. Em contrapartida perdi outra muito importante, a da sala de televisão.
Passaram-se mais dois dias até que eu perdi o controle da televisão. Procura, procura, procura, procura e nada. Sem luz na metade da casa, sozinho, carente, triste, cansado pra caralho e ainda por cima sem a merda do controle remoto.
Desde quarta vim observando a luz da sala, na esperança dela voltar à vida. Nada. Foi aà que percebi que a lâmpada ficava presa num negócio de lustre, pensei na hora “Acho que eu alcanço essa merda aà em!”. Cheguei da agência hoje decidido a fazer a troca. Como eu disse sou preguiçoso, e já fiquei meio sem vontade de ir até a padaria comprar uma lâmpada. Até que por ‘sorte’ encontrei uma lâmpada que funcionava no quarto do meu irmão, um pequeno abajur.
Fui tomar banho antes, e no meio do banho comecei a pensar “É só eu subir na mesa de centro, pisando no canto de madeira e trocar… é tranqüilo”, mas aà surge uma segunda voz:
“É sobe lá sim, a mesa pode quebrar junto com o vidro e você rasgar a perna”
“Deixa de ser paranóico… bem, pode acontecer, mas é só gritar para Dona Zéu chamar o SAMUR”
“Vai acontecer nada não seu maluco!”
“Aaaa, sei lá viu… não to afim de rasgar a perna estando sozinho”
“Seu idiota, desde quando alguém está afim de rasgar uma perna? De qualquer maneira, você ainda pode tomar um choque, cair e bater a cabeça”
“Putaquepariu!”
Saà do banho com a certeza que não ia trocar nunca aquela merda de lâmpada. Só que também estava cansado de comer no escuro – o que convenhamos é uma merda também, sempre imagino que posso comer um inseto, sei lá, sem ver – e queria achar o maldito controle remoto.
Como sou um homem e não um rato. Peguei a lâmpada e fui decidido, liguei a TV para dar uma luz, abri a janela caso precisasse gritar por ajuda e subir na mesa de centro. Na boa, quase me caguei de medo. Veja bem, a mesa deve ter um 40 centÃmetros de altura, mas eu não conseguia parar de ver as juntas se abrindo e pregos rasgando minha perna. Tremendo igual naturista no pólo norte, olhei pra cima e vi que além de tudo teria que me envergar para trás para conseguir trocar o negócio. Desisti aÃ.
Desisti da mesa, fui até o banheiro e peguei o tamborete onde ficam as ‘leituras’ de banheiro e fui para a sala. Subi rapidamente, troquei a merda da lâmpada, desci, bati no interruptor e voilà a luz acendeu. IncrÃvel como a gente perde o medo quando está extremamente puto com alguma coisa.
Mas a história não acaba aqui. Ainda faltava o controle desprovido de graça – vulgo desgraçado. Resolvi lançar um desafio no two eater. Voltei para a sala, procurei embaixo das almofadas como disseram @rafaelpbc e @festerblog, olhei na geladeira embaixo da margarina como palpitou o @jottape, pedindo a São Brito – coisa do @rodrigobarba – procurei atrás do sofá e por conseguinte embaixo dele como havia dito o @justplay. Não dei os três gritos para São Brito, mas achei o danado. Embaixo do sofá.
Feliz da vida fui até a padaria comprar um mega sanduÃche-Ãche, mas morrendo de medo de ouvir um TUPLOFT, quando voltasse.
***
1 – Ao ganhador do desafio eu prometi links a semana toda aqui no blog, apesar do que o RR diga, ninguém acertou em cheio. Mas argumentou que atrás do sofá é o mesmo que embaixo do sofá, então visitem o Justplay – que ganha link aqui de qualquer jeito.
2 – Além disso agradeço aos participantes, Rodrigo, Rafael PBC, Diego e Jotta.
3 – Mais mimimi sobre post pago, o post do RafaBarbosa diz tudo.

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