
Eu sabia que não iria resistir… sabia que ia acabar falando de Big Brother de novo aqui. Nada contra, mas essa edição – tirando, é claro, os momentos de glória de Marcelo Dourado – é uma das mais fracas dos últimos anos. De qualquer forma, não estou aqui para falar de BBB propriamente dito, mas sim da discussão que vem rolando sobre preconceito e tudo mais. Já que esse é um tema recorrente aqui no blog, além disso dá uma audiência do caramba (juntando dá uns 200 comentários) resolvi voltar ao tema mais uma vez.
Já falei sobre preconceito de forma geral aqui, já falei sobre um caso de preconceito no Carrefour, e já até falei sobre aquele comercial do Doritos. O @diegocamara já falou de preconceito religioso aqui, e a @fouquet já falou de amigos gays aqui também.
A discussão nesse post será baseada em um questionamento que algumas pessoas vem se fazendo e que a permanência de Dourado na casa do BBB mostra que as coisas podem estar mudando, ou não. Vou fazer umas perguntas pra você, e vou tentar respondê-las depois, acompanhe comigo:
- Por que os homossexuais podem ter orgulho de serem gays e heterossexuais não podem ter orgulho de serem heterossexuais?
Na boa, eu não entendo isso. Só de escrever, ou pensar isso, um bando de gente vai pensar que o que eu estou falando um absurdo. Veja bem, estou vendo as coisas de forma clara e lúcida. Eu não sou nenhum neonazista que insurge contra qualquer minoria, eu posso imaginar o preconceito que essas pessoas sofreram a vida toda e tudo mais… não é isso que eu quero dizer. Estou falando de pessoas que apesar de não fazerem nada disso, só de falar que tem orgulho em ser “maioria” já é taxado de homofóbico. Porra man, desculpa aí, mas se você é de alguma minoria, eu não tenho que me desculpar por isso. Não jogo pedras em você, não trato você diferente, mas tenho as minhas crenças e minhas idéias. Não tenho que ter dózinha de você.
Hoje em dia, qualquer coisa que você fala, é preconceito. É por isso que mataram o humor nesse país. Tá todo mundo cheio dos não-me-toques, cheio de coisinha, cheio de frescura – sem trocadilho.
- Por que um negro pode ter orgulho de ser negro e um branco não?
Idem à resposta de cima. Só que com acréscimos… as pessoas ainda tem um medo enorme de Hitler e seu legado. Tudo bem um jogador fazer um gol e levantar a camisa para aparecer um 100% preto, v1da l0k4 e whatever. 100% jesus também pode. Agora, deixa um cara levantar um 100% branco ou 100% ateu pra você ver no que vai dar.
Antes que você comece a falar besteiras nos comentários, eu estudei história no “culégio”. Sei o que você vai falar, mas estou apenas tentando mostrar o meu ponto de vista, de que as “minorias” tão coitadas se velaram e acreditam tanto nessa paranóia toda que é um absurdo imenso isso passar pela minha cabeça.
Não estou diminuindo as coisas, não estou minimizando o sofrimento de ninguém. Estou apenas levantando uma discussão. Nós aprendemos a ter medo de falar o que pensamos [ditadura feelings?], aprendemos que é errado pensar numa coisa dessas, mas no fundo, sustento o que eu disse no meu primeiro texto sobre preconceito: todo mundo é preconceituoso, em graus diferentes, mas todos somos.
- Por que as pessoas confundem personalidade com homofobia?
Hipocrisia, medo, paranóia e lavagem cerebral.
Voltemos à Dourado, Dicésar e o BBB 10. Marcelo Dourado foi chamado de homofóbico o programa inteiro, agora pelo pouco que eu vi, li e ouvi eu cheguei a conclusão que não tem nada disso. Marcelo Dourado tem personalidade, o que é raro… muito raro nesse país.
É quase proibido ter personalidade nesse país. Pessoas ficam horrorizadas com isso, porque não entendem o que é ter opinião formada. Pessoas não entendem o que é defender suas opiniões. Pessoas estão acostumadas a repetir feito maritacas o que lhes é dito pela mídia todos os dias. Pessoas estão acostumadas a serem medíocres e por isso não entendem como uma pessoa pode ser diferente disso.
Estranho não? O papo não é exatamente sobre isso? Diferença?
É o que eu disse lá em cima, não é porque Dicésar é homossexual, “Dlag Glamurosa” que Dourado tem que tratá-lo de forma diferente. E é exatamente aí que eu queria chegar.
Porra, quando eu sou TUDO menos homofóbico, xenófobo, esprófobo, spencer e whatever, é que eu sou taxado como um. MAS QUE PORRA É ESSA? Veja bem, por Dourado tratar Dicésar como um “igual” ele foi taxado de homofóbico. Explico o igual entre aspas.
Não é porque eu estou no mesmo lugar que um gay, que eu não posso dizer que nunca na vida usaria… sei lá, hidratante, que isso é coisa de mocinha. É exatamente por dizer isso sem problema algum na frente de um gay que eu estou tratando ele da mesma forma que trataria qualquer pessoa. Olhe como as coisas estão completamente ao contrário, eu entendo como preconceito e discriminação, quando você deixa de fazer coisas que faria normalmente por estar perto de um gay, um negro, um qualquer-outra-”minoria”.
Mas como aqui no Brasil, tudo é deturpado, nós aprendemos que temos que fazer EXATAMENTE o contrário. Ou seja, o certo aqui é ser preconceituoso mas não deixar jamais as pessoas saberem disso. Por isso é que quando somos pessoas com personalidade, esclarecidas, com inteligência e discernimento suficiente para não agirmos desse modo hipócrita, somos taxados de preconceituosos.
Todos são preconceituosos, gays, negros, gordos, magrelos, japoneses, índios, brancos, roxos com quadrados amarelos. Só que nem todos são hipócritas. A maioria é, mas nem todos.
Valeu Dourado, por ensinar uma lição e por não desistir. Por ter me feito acreditar novamente que é possível mudar a cabeça de algumas pessoas.
***
1 – Já tem link demais no post
2 – Eu já falei demais

O Pedro comentou no post anterior sobre um caso de discriminação racial no Carrefour
E isso me fez lembrar 3 coisas, uma sem explicação, uma que provavelmente alguns de vocês já devem ter passado ou visto e uma que eu fiz para testar.
Eu sou loirinha, braquela, estatura mediana, pareço uma patricinha desleixada – digo isso porque combino calça social com tênis, jeans com chinelo, camiseta com maxi bolsa de courino rosa choque…enfim – não sou o tipo que você pediria para comprovar que pode pagar aquela compra, ou algo do tipo…

Caso 1:
Eu e os bancos, ou melhor, eu e as portas giratórias de bancos.
Eu não sei o que acontece comigo que eu SEMPRE sou parada nas portas giratórias. Sempre. Larguei mão de entrar em banco há muito tempo; sempre que posso resolver pela internet ou caixas eletrônicos eu vou, se é no caixa eu jogo a bomba na mão da minha vó.
Quando eu realmente preciso ir eu já me preparo. Roupa de algodão, sapato de plástico, cabelo solto, sem óculos, sem chave…e já vou derramando tudo o que tenho nos bolsos naquela caixinha bonitinha.
Depois de me certificar que não tenho clipes nos bolsos, eu entro e PEH…eu sou parada.
O segurança olha pra mim, eu falo que não imagino o que mais pode ser, ele me pede pra voltar, destrava, eu tento de novo e PÉ…parada de novo.
É batata! Eu só nunca fui parada no banco que tinha dentro de uma empresa que eu trabalhava porque não tinha porta giratória, afinal, só funcionários tinham acesso.
Um tempo atrás eu precisei ir ao banco para resolver um problema com a minha senha. Eu precisava entrar, eu não tinha opção. Matei meu almoço e ia encontrar minha vó lá dentro. Claro que ela soube quando eu cheguei. A porta não parava de apitar e eu não parava de colocar as coisas da minha bolsa na caixinha. A caixinha lotou, eu tive que sair, o segurança puxou as coisas, esvaziou a caixinha, eu lotei a caixinha mais uma vez, a porta travou de novo e eu perguntei se era realmente necessário eu ficar nua. O segurança acabou me liberando.
Anos atrás eu ia muito a um banco com a minha vó para ajudá-la. E claro que eu ficava parada na porta. A gente ia toda semana, o segurança já sabia até meu nome, mas sempre me parava, até eu falar em alto e bom som: “Isso não são seios, são duas metralhadoras. Quer tomar um tiro agora ou na saída?”
Ele caiu na gargalhada e nunca mais me parou. Mas só ele, infelizmente.
Eu odeio portas giratórias com sensores de metal..eu só me fodo nessas brincadeiras…
E isso me faz lembrar de outro caso
Caso 2:
Sensores, roupas, um lugar apertado e um segurança mal encarado
Apesar da minha pose eu admito. O Diabo Veste Marisa/Renner/C&A/tanto faz…eu compro roupa nas grandes lojas de departamento e não tô nem aí. E o que interessa é a história.
A Marisa tem uma mania TOSCA de lotar a loja de bancadas, espelhos, paredes sem razão no meio da loja, colunas e não sobra espaço para o que interessa, as roupas e a passagem das pessoas. Então fica tudo muito próximo daqueles sensores pra saber se a pessoa tá roubando algo da loja ou não.
Um belo dia fui procurar umas calças pra trabalhar, me deparei com umas camisetas e tava lá passando bem colada na porta, porque não tinha espaço, oras. A blusa esbarrou no sensor, ele tocou, o segurança tava do lado,ele viu, eu vi, todo mundo viu, uma senhora que tava perto viu, eu continuei andando, pedi desculpa, reclamei que tava apertado, a senhora concordou, o segurança abaixou a cabeça e tudo lindo.
Eis que eu vou pra outro canto da loja e vejo o tal do segurança atrás de mim. Fui para o outro lado e ele atrás de mim. Fui para as CALCINHAS e ele atrás de mim.
Ai eu surtei. E quando eu surto, eu surto!
Perguntei se tinha algum problema, ele disse que não. Perguntei porque estava me seguindo e ele disse que era impressão. Eu disse que se era impressão minha era porque ele realmente estava me seguindo e me constrangendo e perguntei se ele não podia rodar o restante da loja porque algum ladrão em potencial poderia estar pensando em roubar uma blusa de R$ 9,90 enquanto eu tava vendo uma calcinha do mesmo valor.
Ele saiu andando e voltou 5 minutos depois.
Ai eu gritei! “Quer me revistar? A porra da loja é apertada, aquela merda de sensor fica no caraleo do caminho, eu não tive culpa e agora você vai mesmo me seguir? Olha minha bolsa, olha…”
A gerente chegou, eu contei a história pra ela, ela disse que ele só estava fazendo o trabalho dele. Eu perguntei se fosse com ela como ela se sentiria. Ela não respondeu até agora, se ela responder para você, por favor me mande um e-mail.
Ele disse que não ia pedir desculpas, eu disse que a compra que eu ia fazer era mais alta que o salário dele, ele ficou puto, eu fiquei puta, uma vendedora veio falar comigo, pedir desculpas por todos, larguei as coisas na mão dela e nunca mais voltei lá.
Caso 3:
Como zoar com a cara de vendedor
Admito que eu fiz de propósito para ver o que ia acontecer.
Eu já trabalhei em shopping, já fui vendedora, já fui orientada a não dar tanta atenção para quem está mal vestido, quem está sem bolsa, quem está de chinelo etc…
E sempre achei uma tremenda besteira. A gente nunca sabe o que se esconde atrás daquela pessoa.
Uma manhã fui com a minha vó (olha ela de novo) ver uns aparelhos de celular. Passamos em uma loja no shopping de uma renomada operadora que eu já era cliente.
A patricinha aqui estava de cabelo preso em um rabo, sem maquiagem, de chinelo, camiseta e uma bermuda. Maloqueira,bem maloqueira.
Entramos na loja e tanto o vendedor que nos atendeu, quanto o promotor da nokia ficaram nos encarando e rindo. E eu fazendo cara de quem não havia percebido. Eu não queria escandalo, eu realmente queria o aparelho, o plano e queria me divertir.
O vendedor mostrou alguns aparelhos baratos, eu olhei e falei que não havia me interessado, eu queria um determinado lançamento da nokia. O promotor riu mais ainda fazendo aquela cara de “mas ela não pode nem comprar um sapato, coitada”
Continuei olhando, vi outros aparelhos de outras marcas.
O promotor saiu da loja e esse foi o momento que eu ataquei!
Enquanto o promotor foi chamar pessoas de outras lojas para rir, eu estava grudada no pescoço do vendedor e deixando ele roxo de vergonha. De repente ele chamou o promotor da nokia e foi a hora dele ficar roxo e galera que estava na porta ir ao delírio de tanto rir, mas dessa vez do vendedor e do promotor.
Sai de lá com DOIS aparelhos. Um deles da nokia que o promotor fez o favor de configurar pra mim com a maior gentileza do mundo.
Ainda contratei um plano pós pago pra mim e um pré pra minha vó (até porque ela não fala muito, então não tem razão pagar plano)
Só meu aparelho foi mais de R$ 700,00 e minha diversão foi mil.
Sai de lá gargalhando. Quem vê roupa não vê cartão!
–
Ou seja…Os dois primeiros casos eu JURO que até hoje eu não consegui explicar. Eu tenho de ladra, só pode
O último eu só comprovei uma teoria.
Sabem…é difícil você sair sabendo que vai ser julgado a qualquer momento. Pela sua raça, credo, pelo o que você veste, pelo o que você fala…
Errados os que te julgam e já tomam atitudades agressivas e constrangedoras. Mais errados os que orientam para que seus empregados trabalhem dessa maneira.
- Prometi linkar a fofa da @jehmendes no post passado. Amora, tá aqui. Galera, blog lindo lindo dessa guria mais linda ainda, vale a visita – Os Salvadores daqui
- A @brabul tem um blog foda. O Poucas Palavras é delicioso de ser lido. Tô adorando. Passem por lá depois.
- Momento diversão. O @rafaliziero indicou as tirinhas do Um Sábado Qualquer. Eu tô rindo até agora com essa essa
- Quer ser linkado? Me segue no twitter que eu sempre aviso quando vou postar…assim pego seu link e você aparece aqui
– @fouquet

Hoje eu cheguei em casa já sabendo que teria que ir ao supermercado comprar algumas coisas para a casa, principalmente produtos de limpeza. O que convenhamos é um saco comprar. Cheguei em casa e meu pai estava vendo – como sempre – Discovery Civilization [tenho que dizer, meu pai assiste esse canal quando acorda, quando almoça, quando chega do trabalho, quando come alguma coisa, antes de dormir e as vezes até para dormir]. Já cheguei falando para irmos mas meu pai tava vendo o negócio lá e queria esperar terminar. A contragosto sentei lá e o negócio tava tão interessante (era a história do Nostradamus) que ele que teve que insistir pra gente ir embora.
Fomos finalmente para o Carrefour da Av. Prudente de Morais, não sem antes eu esquecer a lista e ter que voltar em casa, mas isso é detalhe. Entramos, compramos o que tinhamos que comprar. Comigo, é claro, não deixando meu pai comprar um monte de coisa que ele queria [estranho né]. Bom, na hora em que nos dirigíamos ao caixa, começamos a ouvir uns gritos, uma balbúrdia, um trem acontecendo.
Fomos nos aproximando (logicamente eu fui para um caixa perto da confusão) e o que eu ouvi de uma senhora ruiva – fora de si – berrando foi “Isso é preconceito! Isso é discriminação racial!”. Pensei “Opa, o negócio é sério”, fiquei mais interessado e reparei que ao lado da senhora, timidamente colocando as compras no carrinho para levar embora, uma negra com uma cara que era um misto de sem graça + humilhação. Ok, deduzi que a senhora estava defendendo a negra que pelo visto havia sido descriminada.
Enquanto a senhora ruiva brigava, esperneava, todos na imediações olhavam intrigados, interessados e até indignados com a situação da moça que pelo que eu pude deduzir era empregada da senhora. Tirando uns metaleiros retardados que ficaram rindo e tirando sarro da senhora. Meu pai que mesmo tendo filhos que gostam da música e até vão a esses shows terríveis, detesta metaleiro… assim como eu. Ele logo soltou um “Tá rindo porque não é com você né?” e arrancou o sorriso dos cabeludos na mesma hora. Meu herói.
Fui colocando as compras na esteira e a mulher continuava com os gritos e berros, foi nessa hora que eu entendi o que havia acontecido. Explicarei da mesma forma que expliquei para um simpático casal que estava atrás de mim:
A moça negra, estava acompanhando a patroa nas compras, obviamente a patroa mandou ela ir para a fila e pagar enquanto ela comia alguma coisa na lanchonete ou pegava mais produtos. De qualquer forma, quando a empregada foi pagar a conta, a mocinha do caixa pediu para ela provar que era titular do cartão [explico mais a frente como soube disso]. A patroa chegou e quis saber o que estava acontecendo e.. assim começou a confusão toda.
Até aí podemos tirar duas conclusões: A moça do caixa, vendo o valor e a quantidade de compras e olhando no cartão o nome, sei lá, Elizabeth Santos Correa Bulhões (chute em, pelo amor de deus), e olhado para a moça, teve a impressão de que o cartão não era dela. O trabalho dela é perguntar e pedir a identidade. Antes que alguém me xingue eu completo a frase. DESDE QUE ELA FAÇA ISSO COM TODO MUNDO. Mas tanto você quanto eu, sabe que isso não acontece e não foi por isso que a moça pediu para a empregada provar que era titular do cartão. Tanto eu quanto você, sabemos que o pensamento que passou pela cabeça dela foi algo assim.
“Essa mulher não é dona deste cartão. Tenho certeza. Se ela for realmente empregada da mulher como ela disse, eu posso levar uns chingos. Mas se o cartão é roubado, e a dona souber que vendemos aqui e neste caixa eu perco meu emprego.”
Tanto a caixa (que é morena) quanto a loirinha que eram os alvos da ira da senhora, tenho certeza, não andam por aí espancando mulheres negras, e muito menos destratam os vizinhos negros ou os próprios colegas de trabalho. Mas neste caso em particular foram preconceituosas sim, e discriminaram a moça. Quer saber porque eu sei disso? Explico.
Porque no mesmo momento em que eu ouvia, deduzia e chegava a essa conclusão, também sabia que iria provar que estava certo. Eu iria pagar a conta com o cartão de crédito do meu irmão e tinha certeza que o caixa não iria me perguntar se eu era o titular do cartão. Dito e feito. Paguei com um cartão de uma conta da qual não sou titular, mas como sou branco, gordinho, fofinho bonitinho, jamais pensariam que eu roubei o cartão para comprar meia dúzia de produtos de limpeza.
Sacou o porque da minha certeza de que as moças foram preconceituosas? Eu sabia que o cara não iria me perguntar aquilo. Eu sabia o que havia acontecido porque quando a senhora ruiva pegou o cartão para passar, ela gritou bem alto e claro “Agora me pede para provar que eu sou titular desse cartão! Vai! Me fala! Pede uma prova! Me diz que eu não sou a titular!”. Quando questionada por outra mulher ela respondeu claramente “É lógico que vou processar!”. A mulher pediu o nome das moças, anotou e saiu soltando os cachorros.
Entendeu agora?
O melhor foi o medo que eu coloquei no caixa que me atendeu. Ele ironicamente e sarcasticamente comentava o fato, e quando o cara do casal de trás disse brincando “Eu não to pagando com meu cartão não em! e se você falar que não é meu eu subo aqui em cima e fico louco”, o caixa morreu de rir. Até que eu disse que o cartão que eu acabara de pagar não era meu. Disse isso rindo também, por isso ele achou que era brincadeira, até que eu fechei a cara e repeti “O cartão não é meu. Mesmo. Eu não me chamo Daniel.” Ele olhou para mim e viu que eu falava sério. Engoliu o riso e claramente ficou com medo. Eu apenas disse “A mulher tá certa. Certíssima em dizer que foi preconceito, porque foi.”, me despedi do casal – que olhava para mim com uma cara de júbilo – peguei as compras e fui embora.
O caixa se calou porque ele também teve a certeza de que as meninas haviam discriminado a empregada da mulher lá. O caixa se calou e ficou com medo, porque se eu quisesse poderia foder com a vida dele. Mas eu não quis. E nem quero. O cara não tem nada a ver com isso, nem eu. Mas tive que dar um cala boca nele porque ele estava tirando sarro da situação.
Isso prova, e prova muito bem a minha teoria de que todo mundo tem preconceito. Uns exageram, é claro. Mas que todo mundo tem, tem. Prova também que você jamais deve tirar sarro de uma situação dessas. Isso não é brincadeira.
***
1 – Já que falei do assunto no post, vou linkar um dos melhores blogs do brasil que fala muito sobre o assunto: Liberal, Libertário e Libertino.
2 – Um link para o Zanfa que fez um post número 2000 lindo no Capinaremos.
3 – E um link pro T.G do Ela Tá de Xico porque ele é pop.
Tive uma conversa um tanto quanto produtiva em uma segunda às 9h. É, pensar nesse horário não é mais simples das tarefas, mas eu cheguei a uma conclusão que eu sempre concordei, mas nunca havia pensado nisso antes.
Estranho isso, não é mesmo? Mas sabe quando você fala uma coisa que no fundo você sempre soube que era verdade, mas nunca havia parado pra pensar nisso, o por que disso e mesmo dito isso?
Então, ficou meio confuso, mas eu vou contar o que aconteceu.
Um amigo veio falar de um comentário que ele fez sobre a Parada Gay, perguntando o que aconteceria se houvesse uma Parada Hetero.
Eu tenho vários amigos gays e claro que os defendi. Também achei absurdo.

Na verdade eu acredito que todos podem e devem celebrar aquilo que são – raça, credo, cor – claro que sem ofender, sem criticar outros grupos. Vamos comemorar a liberdade sem atacar outros.
Enfim, não é esse o ponto da história que interessa.
Ele veio tentar argumentar que os gays respondiam a pergunta dele da mesma maneira que os negros (afro-descendente é muito grande e eu acho que depende do jeito que você fala…). Se você fala em “100% branco” é um desrespeito com os negros, mas “100% negro” é um orgulho. Eu, particularmente, não concordo; como disse anteriormente todos tem o direito de ostentar aquilo que são.
Mas aí chega o momento polêmica do dia:
O que é “pior”?
Um negro defende que não tem chances no mercado, um gay tem se não revelar sua opção sexual, ou se trabalhar com moda!
É isso mesmo. Se você tem um colega gay na empresa que você trabalha você passa a menosprezar a pessoa, a ter cuidado com o que fala e como age (porque vai que ele dá em cima de você)
Ah, lembrando que quando eu falo ‘gay’, você pode e deve substituir por lésbica, o resultado é o mesmo.
Você é homem e hetero, o cara da mesa do lado é homem e gay. Quantas vezes você já falou “não me importo, desde que ele não dê em cima mim?”
Você é mulher e hetero, a guria da mesa do lado é mulher e lésbica. Quantas vezes você já falou “não me importo, desde que ela não dê em cima de mim?”
Você é homem ou mulher, o cara ou a guria do lado é negro. Quantas vezes você falou “não me importo, desde que não dê em cima de mim?”
As duas primeiras eu aposto que você já falou, a última só se você for MUITO racista!
Dois gays em uma mesma empresa. Um que todos sabem e outro que ninguém nem desconfia. Quem você chama pro happy hour? Quem te passa mais confiança? Quem tem mais moral? Quem é o sério?
E aí você fala: Vai fazer corte e costura! Gays só podem trabalhar com roupa, cabelo e maquiagem? Homens heteros que trabalham com isso são zoados de gay.
Uma lésbica em uma empresa é o motivo de medo dos homens e pânico das mulheres. Os homens acham que ela é mais macho que eles, as mulheres acham que vão ser atacadas no banheiro.
E depois ainda falam “ela que tenha a opção que quiser”
Quanta hipocrisia!
Agora me responde. Isso acontece com um negro? As pessoas tem receio em ficar sozinhas com negros? E com isso os homossexuais se escondem, e fazem isso por medo de não crescer na carreira, de serem julgados, isolados, por uma idéia besta que ele(a) é um(a) tarado(a) sem vergonha que vai atacar a qualquer momento no banheiro.
“Ah, Naya, mas antigamente eles se apresentavam como amigos e agora como namorados, eles estão se libertando”. Claro, pra você eles falam isso mesmo, porque você sabe da condição, e se você não soubesse?
Gays freqüentam baladas próprias para eles. Não é nem tanto por uma questão de “vamos conhecer pessoas iguais” e sim “não vamos chocar a sociedade”
Você pode agarrar sua namorada no meio do shopping que vai no máximo ruborizar a vovozinha do lado. Se um gay fizer o mesmo ele é um sem vergonha, se um negro fizer o mesmo (desde que ele seja hetero) ele pode, porque na questão sexual ele é igual a você!
E sabem por que eu coloquei o ‘pior’ entre aspas lá no começo? Porque não é ruim ser homossexual, não é ruim ser negro. Mas a maneira como a sociedade trata que é o chato.
Não querendo desmerecer a “causa negra”, mas e os gays?
Na última parada gay um homem foi morto. Um homem gay E negro. E ele foi espancada por qual razão? Pela cor ou pela opção sexual?
E você prefere um filho negro ou um filho gay?
- Quem disse que só Pedro é zicado? Eu ri demais com esse texto. O pior é que é verdade
- Um texto legal sobre redes sociais
- Quer ser linkado aqui no próximo texto? Mande para @fouquet ou deixe junto com o seu comentário que eu penso no seu caso


O título é a mais pura verdade.
Acabou aquela história de que nerd é o cara de gel, óculos, blusa xadrez, feio, sem vida social, com boas notas e sem graça. A chamada Cultura Nerd dominou tudo. E mostrou para o mundo que ser nerd é muito mais que saber de átomos, variantes, fazer o sinal do Spock e saber de cor as falas de O Império Contra Ataca.
Quando eu digo que a Cultura Nerd dominou eu não estou brincando. Veja por exemplo a indústria do Cinema. Quantos filmes de Ficcão Científica com orçamentos exorbitantes saíram nos últimos anos? Dos maiores lançamentos do ano, quantos vieram das Histórias em Quadrinhos? Só esse ano já tivemos as megaproduções Watchmen, Star Trek, X-Men Origins: Wolwerine (que é uma merda). Isso sem contar as multimilionárias franquias que estão para sair: Superman, The Flash, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Thor… só para citar alguns. E ano que vem teremos Homem de Ferro 2.
Sem falar nos livros de fantasia – sucedendo o fenômeno de bilheteria e Oscars O Senhor dos Anéis (que é uma das ‘bíblias’ dos nerds – que pipocam no cinema a todo momento. Além de filmes baseados em desenhos animados e games, esse último ainda custa a ter um filme bom… mas não é esse o ponto. E dos desenhos animados – depois do total fracasso horrível de Drangonball Evolution – eu espero realmente que o filme do Avatar – The Last Airbender seja bom. Vamos lá, M. Shayamalan… eu confio em você.
Eu citei os games ali em cima, mas não preciso nem comentar não é? Tá, você pode defender que videogame é uma parada mais abrangente… todo mundo gosta. É e não é. É impressionante o que a indústria de games fatura hoje em dia. Com consoles fantásticos, gráficos que beiram a realidade e deixam os nerds malucos. Aliás, eu tenho muito a agradecer aos games que joguei a minha vida toda. Primeiro por eu ter aprendido a falar inglês sozinho com uns 12 anos de idade (como você espera zerar um jogo de RPG sem saber inglês?) e depois pelas toneladas de diversão, cultura e porque não criatividade que aqueles roteiros incríveis me deram. Tão aí Final Fantasy VII e Chrono Trigger que não me deixam mentir. A sim, eu também amava jogar Rock N’ Roll Racing para escutar as músicas.

a deusa-rainha-musa de todos os nerds: Princesa Léia
Livros, Filmes, Games, Música, Internet, Gagets. TODO nerd é banhado se não por todas, mas pela maioria disso aí 24h por dia. E por internet, entenda-se cultura útil e inútil e é claro a pornografia porque nerd não é de adamantium. E já que falamos nisso, nerd pega mulher… mas pega de jeito meu amigo, leia aqui a matéria do G1 “Nerds são melhores na cama, diz estudo”. Toma aí. Por isso nada pra mim melhor que o slogan Smart is the New Sexy de uma das melhores sitcoms da tv The Big Bang Theory. Um nerd sabe muito bem o que acontece no mundo, conhece muito de história, na verdade… pelo acúmulo de conhecimento, posso dizer que um nerd conhece de tudo. Algumas coisas mais profundamente que outras, mas de qualquer modo ele tem opinião formada sobre qualquer coisa. Ou seja, você nunca ficará ‘sem papo’ com um de nós.
Dizem que ser nerd hoje em dia está em moda. Concordo, mas de maneira alguma considero isso uma coisa ruim. É ótimo poder falar “Vida longa e próspera” e ver os olhos de outra pessoa brilhando. É ótimo poder comentar sobre os novos lançamentos do cinema e de como era bom o Super Nintendo. É ótimo você falar que tem as HQ’s de Alan Moore na estante e pessoas olharem para você respeitosamente. É melhor ainda ver que todo mundo pode ter acesso a informação, cultura e diversão sem ter medo de ser taxado.
Hoje em dia aliás, você dizer que conseguiu 5 estrelas em Trought The Fire and Flames no Guitar Hero III você é considerado praticamente um herói.
Bom, vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.
Namarië
***
1 – O Felipe Neto também escreveu sobre ser nerd
2 – Teve comemoração no Desventura
3 – Jamais deixaria de citar aqueles que são os maiores nerds desse país. Alottoni e Azaghal do Jovem Nerd
Bom, eu não queria abrir essa nova seção, falando de polêmica… mas não teve jeito – aliás, já to pensando em mudar de O Crepúsculo para Polêmica S/A.
Você já deve ter visto em vários blogs e lido a opinião de muitos sobre o assunto. Que foi tratado de forma sensacional pelo Cardoso, que ainda deu um belo tapa na cara no post seguinte. Bem, é a mesma ladainha que eu já falei no post em que falei de preconceito, esses malditos xiitas que ficam olhando tudo que o povo faz e fala e atribuindo mil sentidos. Sem contar que estão querendo tirar o melhor da propaganda, que é o humor, já que você não pode brincar com mais nada… pois é tudo maldade, tudo preconceito. Ô coisa chata esse tipo de gente.
Bem, veja os dois polêmicos comerciais antes de continuarmos.
Fala sério, você viu algo demais? Eu sinceramente não, os comerciais são legais – mas não são nada além disso – e não vi nenhum preconceito, homofobia ou mensagem subliminar condenando todos gays a morte. Me responde uma coisa, só porque um cara é gay ninguém pode brincar com ele? Ou falar com ele? Estou falando de zuar mesmo, tirar sarro, como você faz com seus amigos, com seus irmãos. Mas que porra de hipocrisia é essa? Olha, eu trabalhei em uma agência 7 meses ao lado de um cara que namorava há dois anos com outro barbudo. Isso não me impedia de nem de conversar com ele normalmente nem de falar “Isso é coisa de viado”.
Um pouco de bom senso vai bem né, por favor. Vai me dizer que se seu amigo, gay ou não, começar a dançar YMCA no carro – de olhos fechadinhos – você não vai achar a coisa mais absurda do mundo? E vai me dizer que você não vai tirar sarro dele pro resto da vida? (Vale o mesmo pro cara cantando Like a Virgin).
Já no post do Brainstorm #9, o Carlos Merigo colocou lá um comunicado da PepsiCo. falando em nome da empresa e da agência que criou a campanha, a AlmapBBDO. No comunicado a parte que eu achei crucial foi essa: “Nunca aceitaríamos o risco de veicular qualquer mensagem discriminatória, muito menos ofensiva a qualquer público, e desrespeitar os homossexuais seria inaceitável tanto para a Pepsico quanto para sua agência de propaganda. Especificamente no caso do YMCA, a dancinha é tratada, de forma irreverente, como algo fora de moda e não faz nenhuma menção ao homossexualismo. É uma coreografia antiga, engraçada e ultrapassada.”.
Arram, sei.
Falando com um pouco de conhecimento de causa já que trabalho com isso, os caras que criaram a campanha, com toda a certeza do mundo, pensaram na coisa toda com o significado que todos estão reclamando. É lógico, óbvio, que eles pensaram desse modo, e tem que ser assim. Ou você por algum acaso sai contando para todo mundo que ouve NxZero? Se você, homem heterossexual, do nada começa a se empolgar e cantar A Thowsand Miles no carro cheio de amigos, eles não vão te olhar torto? Se você, mulher heterossexual, do nada solta no banheiro feminino que acha The L World a série mais foda do mundo, suas amigas não vão te olhar torto?
Sabe o que eu acho que a Almap devia fazer para acabar com isso? Colocar um Renault Clio cheio de gays e um deles solta “Nofffa, ou… sério o melhor filme do mundÔ é Rambo IV, achei mara!”. Aí eles fecham com o slogan “Quer dividir alguma coisa com os amigos? Divide um Doritos”. Acabava com essa palhaçada.
***
1 – Você não acessa o Corto Cabelo e Pinto? Não sabe o que está perdendo.
2 – Se gosta de publicidade, não deixe de acessar o Comunicadores, um blog tão bom quanto o Brainstorm9
3 – Veja também o Puta Sacada, sempre os melhores anúncios.
Primeira coisa, eu sou preconceituoso, você é preconceituoso, todo mundo é (quando eu digo todo mundo, por favor, entenda como maioria). Se você não concorda com isso há 98% de chances de você ser um grandessíssimo hipócrita, 1% de chances de ser um personagem de novela (leia-se Maria Clara Diniz) e 1% de chance de ser realmente uma pessoa sem preconceito algum. Antes de continuar vamos deixar claro mais uma coisa, muitos acéfalos por aí acham que preconceito é só quando você chama um ‘afro descendente’ de preto. NOT.
Preconceito não é só isso e não é apenas de brancos versus negros – afro descendente é o caralho. Esse é um assunto tão delicado, e já colocaram tantas coisas na nossa cabeça, que muita gente tem medo de falar sobre o assunto. Qualquer coisa que eu diga aqui vai parecer e ‘soar’ como preconceito puro.
Vamos imaginar a seguinte situação: Um negro chama uma pessoa branca de “Branco azedo”, este por sua vez retruca “Preto safado”. Quem estaria errado? Troque “Branco Azedo” por qualquer xingamento preconceituoso contra qualquer coisa feito por um negro. Não importa, se você pagar na mesma moeda, todo mundo vai achar que você pegou pesado.
Uma coisa que eu não entendo essa parada da nomenclatura, tem gente que acha que falando afro descendente está sendo legal e justo com o negrinho. Mas seja o nome que for ao ver um na rua a noite vai pensar “puta, fudeu”. Fala que é mentira? Da mesma forma que quando você ouve uma pessoa ‘acima do peso’ dizendo que está com fome, a maioria pensa algo como “Fome?”. O ser humano tem o incrível dom de levar algumas coisas muito a sério, gordo faz gordice, preto faz pretice, japonês faz microchips…e por aí vai. O problema é que colocam na sua cabeça que é assim que funciona, eles é que generalizam esta merda toda, e faz você crer que gordo não sente fome, que preto andando é suspeito, correndo é ladrão, que evangélicos são profetas ambulantes, que pobre é burro e tantos outros.
Gordo tem o direito de sentir fome, de deitar depois do almoço – porque você sabe não é? Se um gordo dorme depois do almoço é preguiçoso, se é um magro é porque ele está cansado – e se você é um, por favor, você não tem que contar para todo mundo o que comeu e não comeu para sentir fome, você não precisa explicar. Até porque eles não vão acreditar. Afinal você é um fraco. Da mesma forma que negros não precisam de cotas em faculdade, coisa que eu acho um absurdo é o mesmo que dizer “Vamos dar uma chance a aqueles macacos que não tem inteligência suficiente para entrar na faculdade” – me desculpem, mas para mim quer dizer isso. Da mesma forma que eles tem o direito de morar na favela e querer ter uma vida, e não ter que ser assassinado pela polícia porque “foi confundido com um traficante”.
Assassino, maluco, pessoas más, gente sem caráter e traficante tem de tudo que é cor, nacionalidade e credo. Nossa geração tem cabeça suficiente para ter discernimento. Eu fico com medo de qualquer ‘elemento’ andando no meio da noite no mesmo caminho que eu – eu sempre penso que o cara pode pensar o mesmo de mim. Eu moro em cidade grande, medo e cautela é requisito básico. O que não me dá o direito de ser etnocêntrico. Isso não dá direito de um policial ‘confundir’ um promissor dentista com um traficante, isso não dá direito para um completo IDIOTA passar a mão em uma garota porque ela é coelhinha da Playboy. Mas também não dá o direito de uma Ministra RETARDADA dizer que “não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”.
Você pode estar achando este texto meio confuso e se perguntando “aonde diabos esse cara quer chegar?” Eu não quero chegar a lugar algum, este texto foi escrito para fazer as pessoas refletirem um pouco. Para eu mesmo refletir e pensar. Não interessa de onde você veio, em qual Deus você acredita ou se não acredita em nenhum, sua cor, seu peso. Você é um Ser Humano. São os seus atos, seu caráter e seus pensamentos que irão te definir, e não o que pensam de você.
***
1 – Não sei se ficou bom ou se realmente alguém vai entender o que eu quis dizer.
2 – Agradecimentos ao TG, TiagoSLG e ao blog Suspensa.


Leave A Comment