
Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!
Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR
Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!


The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric
Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.

Pain of Salvation – Road Salt One
Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.

Finntroll – Nifelvind
Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.

Accept – Blood of the Nations
Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.


Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon
Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.

Serj Tankian – Imperfect Harmonies
O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.

Overkill – Ironbound
O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!

Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear
Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.

Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)
Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.

Borknagar – Universal
Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.

Rotting Christ – Aealo
O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.

Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants
Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.

Twinpine(s) – Niagara Falls
Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:

Arcade Fire – Suburbs
O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante intimistas.

Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man
Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:

Belle and Sebastian – Write About Love
Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.

Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time
Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.

Kiuas – Lustdriven
E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.
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1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @((!*@#&(#&@@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?
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A combinação do Halloween e o heavy metal é um belo casamento feito no inferno. Desde o início do século XX, uma indústria inteira foi construída em torno da data de 31 de outubro. Quer se trate de livros, filmes, a indústria milionária de fantasias, o Halloween fez um monte de pessoas ricas. Os músicos acharam infinitas inspirações na imagem sombria desta data, e lendas e alguns dos maiores artistas do heavy metal também não ficaram de fora.
Para ajudar na celebração desta data, o site Noisecreep colocou no ar uma lista de 10 músicas de metal para o Halloween que eu assino embaixo! Confira:
HELLOWEEN – “Halloween” do “Keepers of the Seven Keys, Pt. One” (1987)
O quinteto alemão é uma das bandas mais adoradas do gênero. A saga do “Keeper of the Seven Keys” fez deles uma das maiores bandas de power metal de todos os tempos. Inspirado por músicas como “Rime of the Ancient Mariner” do Iron Maiden, o Helloween escreveu essa música de 13 minutos. Apesar de ser um clichê para um jornalista de rock, a palavra “épico” se encaixa perfeitamente na música. Os vocais de Michael Kiske são a cereja do bolo, mas o time de guitarras formado por Kai Hansen e Michael Weikarth são os heróis desta canção.
THE MISFITS – “Halloween” do single “Halloween” (1981)
Ok, o Misfits não é exatamente metal, mas a influência desta banda em grupos como o Metallica não pode ser negada. No dia do Halloween em 1981, o grupo lançou o single “Halloween” e a música teve uma vida longa e ilustre na coleção de discos de muitos músicos. Há algo positivamente assustador nos vocais de Glenn Danzig e nos riffs de guitarra de Bobby Steele. Essa música ainda merece um espaço dentre os clássicos do 31 de outubro.
KING DIAMOND – “Halloween” do “Fatal Portrait” (1986)
Tudo em Kim Petersen cheira a esta data. Mais conhecido por King Diamond, o Halloween é o pano de fundo perfeito para o metal deste dinamarquês. “Halloween” é parte do primeiro álbum solo do vocalista do Mercyful Fate, “Fatal Portrait”. Ela tem um pouco de hard rock nos vocais contagiantes e no ritmo, mas a letra é o que coloca esta música na lista. A aberta com a frase “Every night to me is Halloween” (Toda noite para mim é Halloween) diz tudo, e se você conhece a extensa discografia de King você sabe o que ele quis dizer com isso.
ENTOMBED – “Left Hand Path” do “Left Hand Path” (1990)
No início da década de 90, Uffe Cederlund e Alex Hellid eram como KK Downing e Glenn Tipton do death metal. O jovem dueto de guitarristas do Entombed trouxe um maligno riff atrás do outro. “Left Hand Path”, a música de abertura do álbum de estreia com o mesmo nome, introduziu boa parte do mundo do metal ao death metal. A primeira metade da canção serviu de modelo para grande parte da cena do metal sueco durante os anos que se seguiram, mas é o final da música que fez com que ela entrasse na nossa lista. Na marca de 3:38, a canção se rompe e um coro de gritos maníacos, e isso é apenas o começo das coisas boas! Alguns segundos depois a banda entra no tema do filme cult de terror “Phantasm” de Fred Myrow. Escutar as guitarras de Cederlund e Hellid durante o refrão é um prazer puramente assustador.
ALICE COOPER – “Welcome to My Nightmare” do “Welcome to My Nightmare” (1975)
Para alguns dos leitores mais jovens, Alice Cooper pode ser apenas um cara velho que joga golfe e “era cantor ou algo do tipo”. Apesar do nativo de Detroit ter atenuado sua imagem pública nos últimos anos, você não deve subestimar o trabalho de Cooper na década de 70. Álbuns como “Killer” e “Billion Dollar Babies” ajudaram a dar nascimento a um estilo de rock que seria adotado por incontáveis bandas em torno do globo. A música título do “Welcome to My Nightmare” é cinemática em sua produção, letras e vocais. Ela é como uma versão de áudio de 5 minutos de um daqueles filmes clássicos de horror do Reino Unido. Golfe ou não, essa música ainda provoca arrepios!
BLACK SABBATH – “Black Sabbath” do “Black Sabbath” (1970)
Em três notas simples, Tony Iommi criou algo mais assustador do que qualquer coisa que George Romero ou Thomas Harris jamais inventaram.
SLAYER – “Dead Skin Mask” do “Seasons in the Abyss” (1990)
O serial killer Ed Gein foi a inspiração de incontáveis filmes, livros e programas de televisão. Já foi dito que os ícones Norman Bates e Leatherface foram baseados nesse infame maníaco real. Durante os anos, o medonho assassino também alimentou o trabalho de muitas bandas de metal. De todos os artistas do mundo que se influenciaram na história dele, “Dead Skin Mask” do SLAYER é a que chega mais próxima da mística mortal de Gein. Os riffs de guitarra na introdução dão o tom e os vocais quase monótonos de Tom Araya selam o acordo, mas há uma outra seção na canção que leva ela a um novo nível de depravação. Até a conclusão da música, a voz de uma garotinha aparece do nada pedindo por misericórdia. Aqui estamos há quase 20 anos e “Dead Skin Mask” ainda soa descomunal tanto quando ela apareceu pela primeira vez na loja de discos local.
DIMMU BORGIR – “Progenies of the Great Apocalypse” do “Death Cult Armageddon” (2003)
Os vocais de Shagrath nesta música soam como se sua garganta estivesse sendo cortada por um milhão de bisturis enferrujados, mesmo assim ainda há uma beleza ímpar na maneira que eles vem juntos da instrumentação maligna da banda. “Progenies of the Great Apocalypse” é uma grande peça do black metal sinfônico e deve estar em qualquer playlist do Halloween.
IRON MAIDEN – “Fear of the Dark” do “Fear of the Dark” (1992)
Ninguém poderia compor uma canção de metal como Steve Harris. O baixista e principal compositor do Iron Maiden foi responsável por sagas essenciais como “Seventh Son of a Seventh Son”, “Sign of the Cross” e a já mencionada “Rime of the Ancient Mariner”. Esta música, do álbum de 1992 do Maiden com o mesmo nome, é um dos momentos mais sinistros dos robustos ingleses. Com 7 minutos, “Fear of the Dark” se tornou um dos pontos altos dos shows ao vivo da banda nos últimos anos.
MORBID ANGEL – “God of Emptiness” do “Covenant” (1993)
Os tons de guitarra de Trey Azagthoth poderiam fazer ele estrear seu próprio filme de horror. A dissonância tensa e assombrosa sempre foi um dos focos dos lançamentos do Morbid Angel. Em “Gof of Emptiness”, o riff principal de Azagthoth soou como um gárgula rastejante, enquanto os vocais de David Vincent evocam imagens de terror e sofrimento. Eles certamente fizeram seus nomes por causa do material rápido, mas essa música lenta é o single mais macabro do grupo.
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1- Baseado neste artigo do site Noise Creep.
2- Estarei cubrindo os shows do Dragonforce no dia 8 de novembro e do Korpiklaani no dia 15 de novembro pelo Whiplash!
3- O show do Stratovarius foi ótimo! Quem não foi perdeu um dos melhores shows do ano. Vejam a resenha aqui.
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O mundo do Heavy Metal é algo fantástico, principalmente pela diversidade de música que você pode encontrar. Tem gosto pra tudo nessa vida, desde os malvadões do black shit metal até o poder do bom e velho metal britânico. Tem as músicas feitas para moças – não que você precise ser uma moça para escutar esse tipo de música – e tem a música feita para os machões marombados e beijadores de bíceps. É sobre essa música de machões que vamos falar agora, com essa lista das 10 capas de álbum mais de macho de todos os tempos do metal, ou também conhecido como “momento vergonha alheia” de um dos maiores estilos musicais de todos os tempos.
Os caras finlandeses com peles e pinturas de guerra, espadas e raiva saindo de, estranhamente, uma bola de discoteca. Espere, o que? A imagem é muito mais do que sabemos, mas como uma bola de discoteca foi parar na imagem ou título de “Rasputin”? Inicialmente, pensamos que o Turisas teria feito algum cover de “Hot Stuff” ou “I Will Survive”. Não, eles apenas estavam mal vestidos e sem nenhuma ideia.
Esses são os “roqueiros atléticos”. O Raven nunca foi muito bom com na hora de fazer capas de álbuns. Eu disse nunca? “The Pack is Back” evidentemente foi a melhor tentativa de fazer o grupo parecer “atlético”. Uma tentativa de competir com outras bandas em vários esportes (e notavelmente pouco sucedidos). Bem, caras, sem músculos, posições de poder e botas do Village People não parecem exatamente fortes, mas, ei, nós perdoamos. É a ideia que conta.
A banda sueca Lost Horizon, também conhecida como o “HammerFall killer” em alguns círculos seletos – muito bem seletos como vocês podem ver na imagem acima – veio para fora dos portões com um álbum flamejante. A arte tão ruim do álbum não poderia sequer se comparar à música. Eles tem os abdomens e os biceps para lutar no óleo com o Manowar, mas o resto da capa do álbum é um mistério. Homens Rato, Homens Porco, Homens Abutre em aparentes posições de poder e influência. É difícil de entender mesmo…
O Majesty, garotos da casa, agora conhecidos sob o nome pouco inspirado de Metalforce, tem todo o estilo D&D/Manowar. Guerreiros, triunfando em todo seu caminho, usando um machado duplo e um escudo (para realismo, sem dúvidas). Mas olhe, guerreiro! Há um exército de malvadões com chifres vindo por trás de você. Eles querem sua cuequinha de peles e suas botinhas super fashion! Não importa. O guerreiro irá quebrar eles todos.
Falando em quebradores… a banda sueca Amon Amarth fez um álbum intitulado “The Crusher”. Com uma versão legal de Mario do Super Mario Bros., o terceiro álbum do Amon Marth é um para ficar pelas eras. Mas nós não podemos dizer se é Mario o Armeiro, ou Mito Nórdico Mario, ou o que seja. Provavelmente tudo junto. O sucessor de “The Crusher” seria “Versus The World”, outro álbum com um grande desenho armado olhando para cima e pronto para conquistar o mundo. Sucesso épico!! Além disso, essa é uma prova de que nem as bandas de Folk estão livres de algumas escorregadas…
Ok, aqui vamos nós. Os caras do The Gates of Slumber não tem físico de praia. Então, o que falta neles no departamento de “corpo de praia” sobra em riffs barbados. E na arte do álbum também. Um guerreiro estilo Conan no meio, braços abertos, uma espada cheia de sangue em uma mão e a cabeça de uma vítima na outra. Encantador! Então há uma moça pelada nos seus pés. Duplamente encantador! O cinto com uma caveira enorme do Danzig também não poderia ficar de fora.
Essa capa emana na maioria dos metaleiros. Mas o que isso significa? O que o Accept estava tentando comunicar aqui? Eu deveria me sentir um pouco desconfortável quando olho a perna tensa cabeluda e suada deste cara? Por que ele está segurando uma bola? Que tipo de bola é? Parece dura. Como eu sei disso? Bem, as veias do cara estão saltando. Não a veia principal (obrigado a Thor em seu fio-dental!), mas as veias da sua mão. Todos esses anos e nós ainda não chegamos em uma conclusão. E, sim, até agora estamos um pouco desconfortáveis.

3. MANOWAR – “Warriors of the World” (2002)
Qual lista de capas de “macho” estaria completa sem o Manowar? Nenhuma! Em 3º está “Warriors of the World”. Material típico do Manowar, realmente. Um guerreiro musculoso, espada na mão (abdomen tipo tanquinho), grande bandeira dos EUA na outra, vindo de uma caverna estilo Flautista de Hamelin. Sua comitiva? Um monte de homens com os peitos de fora segurando bandeiras de vários outros países, trazendo seus poderes de macho conquistadores. Mas espere. Onde está a cabeça dele? Parece que o preço pago pela arte foi um pouco baixo.

2. Virgin Steele – “Noble Savage” (1984)
O Virgin Steele é bem conhecido por ter pego a mesma estrada do Manowar. Um cara menos corpulento e forte do que o do Manowar, mais brando, porém atlético (o Raven arranca os corações fora). O Virgin Steele é menos Conan do que seus mestres. O “Noble Savage” se adapta bem. Um céu flamejante, abdomen coberto, usando espada, um guerreiro quase nu com seu punho para o alto sinalizando para uma águia ou falcão para termos certeza que é tudo o que precisamos depois de todas essas capas com os homens fortões. Acabamos de dizer que precisavamos de um abdomen coberto, cara quase nu? Acho que sim.

1. Manowar – “Anthology” (1994)
Realmente, esta lista completa poderia ser de capas do Manowar. Apesar disso, essa pobre capa de álbum é a capa mais de macho de todas, e o Manowar é tão fodão nessa arte que consegue levar o primeiro e terceiro lugar. Quatro caras musculosos, salvadores do metal cheios de óleo são tão metal que eu não sei nem por onde começar. Vamos tentar mesmo assim. Joey DeMaio tem uma espécie de imã para garotas ali. Suas pernas italianas ultra cabeludas cheiram como o calçadão. Realmente, estamos imaginando onde comprar um par dessas botas brancas de pele?
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1- Links? Isso não te pertence maaaaaais. Tenho nem ideia do que botar aqui.
2- O novo álbum do Epica está fantástico, confira aqui o novo videoclipe. Simone Simons gostosa, linda, maravilhosa!!!!
3- Ah sim! Dia 20 de Outubro estarei no show do Stratovarius de grátis cobrindo para o Whiplash. Alguém aí vai?
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Pois é, o ano ainda não terminou mas dúzias de ótimos trabalhos estão sendo lançados. Eu poderia fazer uma lista única no final do ano com tudo o que eu vi, mas achava que isso retiraria boa parte do material de qualidade que temos no cenário do rock e do heavy metal atualmente.
Nesta lista estão os melhores clipes que eu assisti até agora este ano. Realmente o metal anda com ótimos vídeos, mas os clipes do Rock internacional andam muito ruins. Não sei realmente o que houve até agora, que nenhum clipe decente conseguiu emplacar. Muitas bandas que lançaram álbuns também não deram sinais de que lançarão vídeos. Não sei se é a cultura dos vídeos que anda morrendo ou se é a época de crise na qual estamos passando, que acabou cortando investimentos nesta área.
Mas bem, aqui está minha lista dos 10 melhores clipes deste primeiro semestre de 2009, confiram, assistam, e se gostarem, busquem os álbuns. Valerá a pena.
Kamelot – Love you to Death
Do super álbum lançado no ano passado, “The Ghost Opera”, saiu este super clipe com a música “Love You to Death”, para comemorar um álbum ao vivo lançado pela banda este ano. Acho que o título da música diz por si só o que se passa na história. Para mim este é, até agora, o melhor clipe do ano.
Mastodon – Oblivion
Do aclamado “Crack the Skye”, o Mastodon lançou dois ótimos clipes. O primeiro aparece aqui na segunda posição, e conta a história dos quatro membros da banda perdidos no espaço consertando não sei o que, e então aparecem “miragens” e eles vão morrendo um a um. Isso mostra para vocês da NASA: nunca enviem uma banda para fazer o trabalho que um astronauta pode fazer! Mais informações sobre o álbum deles podem ser vistas neste texto.
Eluveitie – Omnos
O ótimo clipe do Eluveitie em terceiro lugar. Adorei esse vídeo, como já disse no post especialmente escrito para o álbum. Recomendo que conheçam. Ah! E tem também este clipe com a versão metal da música no YouTube, com direito ao clipe sincronizado.
Delain – April Rain
Ótima banda holandesa, a bela Charlotte Wessels no comando com uma voz poderosa e uma bela alegoria em um super clipe, nada mais a dizer.
Mastodon – Divinations
O Mastodon conseguiu, no meu ver, fazer um super trabalho com os vídeos. Por isso os dois estão entre os melhores. Um super vídeo, com alguns efeitos especiais meio toscos, mas mesmo assim muito bem produzido.
Dream Theater – Rite of Passage
Acho que não preciso falar nada desta banda, o Dream Theater já é bem conhecido para necessitar de apresentações. O clipe é muito bem feito, a música não é nada mal, e o que saiu deste conjunto é, mais uma vez, um ótimo trabalho. O tema principal deste single é a maçonaria, e o Rito de Passagem é uma espécie de “ritual de iniciação” da ordem. Agora, se ele é realmente assim, não sei dizer.
Amorphis – Silver Bride
Uma das bandas que realmente me espantou neste início de ano. Uma ótima música, com toques sombrios estilo Opeth e uma ótima história. Mais uma banda que merece ser super bem citada. No meu ver, neste caso, a música do álbum é um pouco melhor que o vídeo, pois não engoli o tiozinho barbudo ferreiro no meio daquele fogo todo. (Uma resenha detalhada pode ser vista aqui)
Stratovarius – Deep Unknown
Eles retornaram das cinzas como a “Phoenix”. O Stratovarius pode ter perdido Timo Tolkki, mas não perdeu a força e a pegada. O álbum não é de todo ruim, e a música selecionada no clipe é sem dúvidas uma das melhores, me lembra muito os bons e velhos tempos do que foi uma das melhores bandas de metal da Europa. O clipe não é tudo isso, mas a música contou uns pontinhos para colocar ele entre os dez…
Hammerfall – Any Means Necessary
Não preciso dizer nada do Hammerfall, esta é uma das ótimas bandas que eu ouvi, e o álbum é um dos melhores do ano. O clipe não é lá essas coisas e perde para as ótimas produções das primeiras posições, mas o contexto se encaixou bem afinal.
Europe – Last Look at Eden
O único clipe que não é de uma banda de metal na lista. O Europe já fez fama com um som dos melhores, e agora os suecos estão de olho em algo novo. “Last Look at Eden” é o videoclipe do novo álbum que será lançado em breve, e já é uma ótima prévia que me deixou bastante empolgado. Ele é bem simples, poucos efeitos, um pouco de efeitos “Mutantes”, mas vale a citação.
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1- Conheça os filhotinhos do Zakk Wylde aqui.
2- Resenha especial do novo álbum do Stratovarius, “Polaris”, diretamente no Whiplash.
3- Veja belíssimas guitarras customizadas pintadas a mão no blog Guitar Noize.
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Como todos sabem hoje é dia das mães. E o blog, com este pequeno texto, dedica a todas as mães do mundo um ótimo dia, e que vc, seu filho maldito, tenha entregado um presente melhor que um esfregão esse ano.
Para homenagear a todas fiz uma pequena lista com algumas das mais belas mães do rock. Vamos a elas!

Anette Olzon
Anette Olzon nasceu na Suécia, tem 37 anos e é atualmente vocalista da banda finlandesa de metal Nightwish.
Canta desde criança e iniciou sua carreira musical como profissional em 1999 na banda Alysson Avenue, entrando em 2007 no Nightwish depois da saída da grande vocalista Tarja Turunen. Ela é divorciada e tem um filho. No seu tempo livre gosta de se exercitar, de roupas, ler livros e andar pelos campos.
Gosta de livros do Paulo Coelho, de ver séries de TV e de filmes como Titanic, Gladiador e Coração Valente.

Anneke van Giersbergen
Anneke van Giersbergen nasceu na Holanda, tem 36 anos e atualmente é vocalista da banda de rock Agua de Annique. É mais conhecida pela sua longa passagem na banda de metal The Gathering.
Com 8 anos de idade já participava de competições musicais, entrando aos 12 no coral da escola. Participou de várias bandas e projetos até chegar ao The Gathering em 1994, onde ficou 13 anos. Dentre os projetos que já participou se destacam o Ayreon, Within Temptation, Moonspell e o Napalm Death.
É casada com Rob Snijders, baterista do Agua de Annique, e tem com ele um filho chamado Finn.
Suas principais influências na música são Ella Fitzgerald, Prince e Thom Yorke do Radiohead.

Jacqueline Govaert
Jacqueline Govaert nasceu na Holanda, tem 27 anos e atualmente é vocalista e pianista da banda de rock alternativo Krezip. É mais conhecida por sua participação no Ayreon e nos trabalhos com o DJ Armin van Buuren.
Começou a tocar bastante jovem e criou ainda no colégio o Krezip. Ela é famosa na Holanda, tendo dado sua voz em 2006 para o hino do TMF Awards, maior prêmio da música holandesa.
Namora Ivo Maissan, com quem tem um filho chamado Billie Miel Maissan.
Dentre suas principais influências musicais se destacam os Beatles e Madonna.

Liv Kristine
Liv Kristine Espenaes Krull nasceu na Noruega, tem 33 anos e é atualmente vocalista da banda de metal Leaves’ Eyes. É mais conhecida pelo tempo que passou no Theatre of Tragedy.
Descobriu seu amor pela música quando jovem. Adorava Madonna e gostava de cantar suas músicas e ensaiar suas poses. Entrou para o Theatre of Tragedy em 1994, quando realmente apareceu para a música internacional.
É casada com Alexander Krull, vocalista da banda alemã Atrocity, e tem um filho chamado Leon Alexander. Ama a família, a natureza e o balanço interior.

Sass Jordan
Sarah “Sass” Jordan nasceu em Birmingham, Inglaterra, tem 46 anos e é atualmente artista solo. É bastante conhecida na América do Norte, principalmente no Canadá.
Começou sua carreira na década de 70, e já dividiu o palco com estrelas como Aerosmith, Whitesnake, Rolling Stones e AC/DC.
É casada com Derek Sharp, vocalista da banda canadense The Guess Who, e tem uma filha chamada Stella. Trabalha hoje, além da área musical, como atriz e jurada do Canadian Idol.

Sharon den Adel
Sharon Janny den Adel nasceu no interior da Holanda (quanta holandesa, vixe!), tem 34 anos e é atualmente vocalista da banda holandesa de metal gótico/sinfônico Within Temptation.
Começou a cantar aos 13 anos e participou de projetos em várias bandas, como Ayreon, Avantasia, After Forever e até o conhecido DJ Armin van Buuren.
É namorada de Robert Westerholt, guitarrista e fundador do Within, com quem tem uma filha, Eva Luna, e anunciou há pouco tempo que está novamente grávida.
Gosta de filmes como Coração Valente, Senhor dos Anéis e X-Men. Dentre seus artistas favoritos se destacam Nirvana, Enya, The Verve, Ayreon, Muse e Sinnead O’ Connor.
Além disso, gosta de cozinhar, livros e fotografia.
Algumas mães, mas com esse post eu, e todos os filhos deste blog, desejam a todas as mães um ótimo dia das mães! E também os outros 364 dias do ano…
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1- Um super achado. O Senhoras do Metal é um blog só com notícias e matérias sobre as mais gatas do Heavy Metal.
2- Outra gata do metal veio para o Brasil, confira no Whiplash resenha sobre o Arch Enemy de Angela Gossow
3- O Fester Blog está estreando uma nova plataforma em seu blog. Vale a visita para conferir o novo visual.
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Sou grande fã de Rock e Heavy Metal. Dentre as bandas de Metal, ainda as que me chamam mais a atenção são as da nova geração, que adicionaram e difundiram conceitos diferenciados das bandas clássicas do Heavy Metal como Iron Maiden, Metallica, Judas Priest, Helloween e outras. Nesta lista, considero eu, você poderá conhecer melhor os gêneros e bandas do pós-80 que fizeram (e continuam fazendo) sucesso com novas fórmulas do Metal. Algumas vanguardistas, outras apenas adaptaram-se e aperfeiçoaram estilos da década de 80.
A ordem da lista é de suma importância, as bandas foram colocadas cronologicamente conforme sua aparição para a mídia musical. Não ocorre aqui uma lista de qualidade que não leva a lugar algum, mas sim uma lista de primordiais, grupos importantes que estão, no meu ver, transformando a música como nós conhecemos.
(1993) Angra – Holy Land (1996) – País: Brasil
Um projeto audacioso, assim era conhecido o Angra quando foi lançado para o público nacional. Aproveitando a onda internacional com o crescimento da popularidade de bandas como Helloween, Gamma Ray e Stratovarius, Andre Matos e Rafael Bittencourt criaram juntos um projeto que teria como objetivo aliar o poder das bandas europeias do Metal com a fusão de ritmos nacionais e folclóricos. Assim surgiu o Angra em 1993 ao lançar o álbum “Angels Cry”, ganhando reconhecimento da mídia e do público japonês e europeu. O som era muito diferente do que o público brasileiro estava acostumado, mas o apelo da música com o uso de histórias e sons da cultura brasileira fizeram a banda alcançar uma posição privilegiada que nenhuma outra banda de metal nacional já alcançou no Brasil, um som que fugia do underground do metal nacional e buscava um lugar ao sol. Aos moldes do Angra surgiram outras bandas que buscaram esta mesma fórmula, como o Aquaria, Tuatha de Danann, Hangar e depois o Shaman. Infelizmente o projeto de metal genuinamente brasileiro falhou, e estas bandas hoje estão no underground. Abaixo o videoclipe da música “Make Believe” do álbum “Holy Land”, um dos, se não o mais marcante, da história da banda.
(1995) Ayreon – The Human Equation (2004) – País: Holanda
Vanguardista, não há palavra melhor para retratar o holandês Arjen Anthony Lucassen, criador do projeto Ayreon. Arjen, além de talentoso vocalista, guitarrista, tecladista e produtor, também foi o primeiro a utilizar-se do estilo Ópera Metal em 1995 com “The Final Experiment”, baseado em álbuns conceituais de Ópera Rock como “The Wall” do Pink Floyd, “Tommy” do The Who e “Jesus Christ Superstar”. Ayreon já teve o prazer de receber músicos famosos e gabaritados, dentre eles algumas das maiores vozes do Metal, como Bruce Dickinson (Iron Maiden), Hansi Kürsch (Blind Guardian), Jorn Lande (Masterplan), Anneke van Giersbergen (Agua de Annique, The Gathering), Simone Simons (Epica), entre outros, além de apostar e revelar novos talentos para a música, como Marcela Bovio (Stream of Passion). “The Human Equation” é sem sombra de dúvidas o melhor álbum do projeto, contando a história de um homem que sofre um acidente misterioso e fica por 20 dias em coma. Durante este tempo deve rever seus erros e confrontar seus sentimentos se quiser continuar a viver. Vale lembrar que o Ayreon também foi o primeiro grupo de Metal a utilizar elementos de ficção científica em seus álbuns de forma bastante latente. Abaixo dois dos vídeos do álbum, com as músicas “Day Eleven: Love” e “Day Sixteen: Loser”.
(1995) Opeth – Blackwater Park (2001) – País: Suécia
O Opeth foi a principal banda responsável pela revolução do Death Metal, aplicando a ele os elementos do progressivo. Mikael Åkerfeldt, um dos melhores vocalistas desta nova geração da música, é bom tanto em seus vocais guturais e sombrios do Black Metal quanto nos vocais mais limpos do progressivo. A variação e a diversidade dos estilos aplicados sem perder a qualidade da música é uma das marcas da banda, que soube aplicar muito bem o progressivo ao estilo Dream Theater e o lado mais sombrio do Death, a primeira banda a criar o conceito de Death Metal, em uma singularidade única, que cria uma música totalmente diferente do que os fãs do metal estavam acostumados. É uma banda para ser ouvida e levada a sério.
(1995) In Flames – The Jester Race (1995) – País: Suécia
O In Flames apareceu para a música juntamente com o Opeth. Um dos pioneiros do estilo Melodeath, que junta a impetuosidade e a força do Death Metal com o Metal Melódico mais intimista e com recursos mais amplos de som.
A criação do estilo, que também é conhecido como Gothenburg Metal, deu a eles, juntamente com as bandas At The Gates e Tranquility, o título de “Three Kings” (Os Três Reis), pela influência no estilo, que baseou toda uma legião de bandas no metal escandinavo no final do século XX.
Por terem surgido na mesma época do Opeth e terem criado juntos um espaço significativo para o Death Metal na Suécia, a comparação entre os dois grupos sempre acontece, porém a diferença entre a música dos dois é de fácil percepção. Eu sou mais o Opeth, mas é gosto pessoal, claro.
(1996) HammerFall – No Sacrifice, No Victory (2009) – País: Suécia
A “Revolução do Heavy Metal” era o que prometia o HammerFall na sua criação. E com o tempo o som deles, bastante baseado em guerras e no contexto do Power Metal foi se tornando uma das melhores bandas da atualidade. Inicialmente considerado uma fusão do Heavy Metal do Judas Priest e do Speed Metal ao estilo do desconhecido Accept, hoje eles, juntamente com o Sonata Arctica e Edguy, são as maiores representações da pluralidade do Metal. Tocando o bom e velho Power Metal, Heavy Metal, Hard Rock, utilizando melodias, corais e os temas que vão da motivação pessoal, as guerras e até as pegadas mais intimistas, o HammerFall soube captar muito bem as variações do estilos que hoje é vista em boa parte das bandas. O último álbum do grupo, “No Sacrifice, No Victory” demonstra toda a evolução da banda no decorrer de sua carreira. Abaixo vocês conferem um dos melhores clipes do ano até agora.
(1997) Nightwish – Once (2004) – País: Finlândia
O Nightwish surge como uma das primeiras bandas a utilizar o Metal Sinfônico. Muitos dos entendidos do gênero colocam a banda Therion como a responsável por iniciar o uso de sinfonias e orquestras no Metal, isso no final da década de 80, porém bandas como Stratovarius e Blind Guardian já aplicavam alguns elementos sinfônicos antes disso, sem citar os virtuoses como Yngwie Malmsteen, que desde a década de 80 se utilizavam de elementos neoclássicos para compor suas músicas. Independente disso, o Nightwish, juntamente com a banda holandesa Within Temptation, criaram um estilo único de Metal Sinfônico ao adicionarem vocais femininos líricos. Com uma temática mais sombria, fundiram elementos das bandas de Metal Gótico dos anos 80 e do início dos anos 90 para criar um formato que fez sucesso e criou diversas bandas, como Epica e After Forever, as mais conhecidas. Once (2004) foi um álbum que marcou pela mudança de temática, que com o tempo passou da mitologia e das histórias de ficção para um lado mais intimista, focado no ser humano e na melancolia. A música “Nemo” é ainda a mais conhecida do grupo, e por isso o clipe dela foi selecionado para esta lista.
(1997) Symphony X – Paradise Lost (2007) – País: EUA
Dentre as bandas do Metal Progressivo se destaca de longe o Symphony X, comandado pelo ótimo vocalista Russel Allen. Vindo das influências principalmente do Dream Theater e do Queensrÿche, as primeiras bandas que começaram a se originar no Metal com influências do Rock Progressivo do Pink Floyd, Yes, Rush e outros. O Symphony X se diferencia das outras bandas pela mescla do progressivo com música clássica. Paradise Lost (2007) é considerado um dos melhores álbuns da banda, que continua em grande evolução com a maturidade do grupo. Logo abaixo você pode conferir o clipe oficial do álbum, que foi baseado em um poema épico de John Milton com o mesmo nome. Outros trabalhos da banda também são focados na história. “V: The New Mythology Suite” fala sobre a mitologia egípcia e a astrologia, enquanto “The Odissey” fala sobre a saga histórica do grego Homero.
(1997) Rhapsody of Fire – Dawn of Victory (2000) – País: Itália
Considerada a banda que melhor retrata o uso de sinfonias em suas músicas, o Rhapsody of Fire esbanja qualidade em seu som, utilizando de uma temática bastante épica e do uso de orquestras no seu mais alto nível. Enquanto as outras bandas citadas aqui utilizam orquestrações de maneira mais comedida – normalmente misturadas com os sons característicos do Heavy Metal – vemos no Rhapsody algo diferenciado: não é a sinfonia que se mistura a guitarra, bateria e vocal, mas sim estes que se misturam a sinfonia. O som deles é considerado, por eles mesmos, como sendo “Film Score Metal” – as sinfonias do Rhapsody parecem que foram feitas como trilhas sonoras de filmes épicos. Mesmo tendo me distanciado um pouco do som destes italianos, sou um grande fã do Rhapsody, pois foi uma das primeiras bandas de metal que ouvi, eles merecem toda a consideração e não poderiam ser deixados de fora nesta lista. Os vídeos abaixo não são do álbum, mas coloquei eles por causa do Christopher Lee, o cara além de ser bom ator ainda é ótimo vocalista!
(1998) Apocalyptica – The Worlds Collide (2007) – País: Finlândia
Muitos consideram apenas mais uma banda do metal sinfônico da década de 90, mas eu digo, estes caras são geniais. Não pela qualidade do som, que francamente é de estilo bem duvidoso e não agrada a todos os ouvidos, mas sim pelo modo como o Apocalyptica resolveu fazer metal. Auto denominam seu estilo como sendo o “Cello Metal”, basicamente uma banda formada com violoncelos e uma bateria. Não seria nada fantástico, principalmente pelo fato de que no metal atualmente o vocal e as letras das músicas estão em alta e fazem cada dia mais diferença para os fãs, para ter certeza disso basta conferir as outras bandas da lista. Porém o Apocalyptica consegue fazer sua música e passar sua mensagem sem a necessidade das letras. Pelo menos até o lançamento do último CD do grupo, o “Worlds Collide”, onde você tem o prazer de ouvir os cellos acompanhados da belíssima voz de Cristina Scabbia na música “S.O.S. (Anything But Love)” ou da voz de Corey Taylor na polêmica “I’m Not Jesus”, mostrando que a banda é boa com e sem vocais em suas músicas.
(1999) Sonata Arctica – Silence (2001) – País: Finlândia
Uma das novas bandas da cena finlandesa, o Sonata Arctica é conhecido por sua fusão de gêneros e estilos. Mesmo sendo reconhecida como uma banda de Power Metal que se influenciou principalmente dos seus conterrâneos do Stratovarius, o Sonata Arctica se manteve sólido ao fugir da sombra dos vanguardistas finlandeses, e criou um som bastante característico e próprio, com músicas que variam entre o Power Metal, Progressivo, Hard Rock, Melódico e Sinfônico. Esta variedade de elementos foi uma noção praticamente nova ao Metal, onde as grandes bandas da cena dificilmente ousam ao modificar sua fórmula de música, para desespero de uma parte da sua legião de fãs. Os temas também se mantem distantes das primeiras bandas do estilo, com algumas letras de caráter religioso e diversas músicas sentimentais. “Silence” é o meu álbum preferido do grupo, pois no meu ver une todas as características que tornam o Sonata uma banda emocionante, e também por ter “Tallulah”, uma das músicas mais intimistas do Metal atualmente.
(2000) Kamelot – The Black Halo (2005) – País: EUA
Uma banda diferenciada, das primeiras a fazer sucesso nos EUA com o ritmo do melódico. Vale lembrar que a entrada do norueguês Roy Khan foi importantíssima para a elevação da qualidade do Kamelot, que somente começou a ganhar notoriedade com o lançamento de “Siege Perilous”, primeiro álbum com Roy Khan nos vocais e na composição de músicas, em parceria com Thomas Youngblood.
O diferencial da banda foi utilizar mais melodias em sua sinfonia (enquanto o Symphony X utiliza-se da velocidade nas composições, o Rhapsody retrata um lado mais épico e o Nightwish se foca mais nos vocais líricos e no piano), em uma pegada mais intimista e levemente melancólica nas músicas. O auge do grupo veio com os álbuns “Epica” e “The Black Halo”, onde se criou todo um conceito e uma história em volta dos lançamentos, com grandes convidados como Simone Simons (Epica), Shagrath (Dimmu Borgir), Luca Turilli (Rhapsody of Fire) e Jens Johanson (Stratovarius).
(2003) Korpiklaani – Tales Along This Road (2006) – País: Finlândia
Como todas as bandas de Folk Metal, o Korpiklaani fala das lendas folclóricas regionais (neste caso as da Escandinávia). Porém eles, como também a banda Vintersorg, fogem do estilo mais enlatado do Folk. Diferentemente de bandas como Amon Amarth, Cruachan e Ensiferum (e outras dentre as mais conhecidas bandas de folk) que vieram do Black/Thrash Metal para o Folk, retratando o Paganismo, a Bruxaria e as Mitologias europeias, o Korpiklaani fez o caminho contrário, é uma banda finlandesa de folk que adaptou o seu som para o metal. Além disso os temas de suas músicas fogem um pouco da parte mitológica, estando mais próximos da vida da população finlandesa, das festas e da cultura do povo. Abaixo a música “Happy Little Boozer”, a mais conhecida do grupo até hoje.
(2004) Mastodon – Leviathan (2004) – País: EUA
O Mastodon é, sem sombra dúvidas, o carro chefe do NWOAHM (New Wave of the American Heavy Metal). Um novo ritmo que apareceu nesta década nos EUA e vem gradativamente substituindo o Nü Metal, liderado por bandas como System of a Down e Slipknot. A decadência de um estilo e a ascensão de outro é bem comum nos EUA, onde a indústria tem forte influência sobre o público. O Sludge Metal, estilo seguido por estas bandas, foi criado das fusões com o Thrash Metal, Doom Metal, Hardcore (em especial o de Nova Iorque) e o punk, trazendo um novo estilo de som para o público norte-americano, mas que ainda encontra alguma resistência no resto do mundo (esta que vai gradativamente sendo quebrada). “Leviathan” é considerado o melhor álbum do grupo. Totalmente conceitual ele aborda a história de Moby Dick, livro mundialmente conhecido de Herman Melville.
(2006) Van Canto – Hero (2008) – País: Alemanha
No meu ver o grupo mais original surgido nos últimos tempos, o Van Canto é uma banda que canta Metal a capella, tendo em sua formação apenas vocalistas e uma bateria. É fantástico, pois quando você ouve este grupo alemão, pode concluir que eles tem alguma guitarra escondida em algum lugar atrás do palco de tão realista que o som deles fica. Eu coloquei aqui o segundo álbum do grupo, que contem músicas originais e diversos covers de músicas famosas do Heavy Metal, como “The Bard’s Song – In The Forest” do Blind Guardian e “The Wishmaster” do Nightwish, esta última que você pode ouvir logo abaixo (não liguem para o vídeo, realmente é MUITO mal feito).
(2006) The Sword – Gods of the Earth (2008) – País: EUA
Um grupo fantástico que marca um novo momento para a música. Como o Mastodon, o The Sword faz parte da nova geração do Metal norte-americano, apelidado de NWOAHM (New Wave of the American Heavy Metal), uma nova geração pós System of a Down e Slipknot (o famoso Nu Metal) que está marcando uma nova mudança total no estilo.
Muita gente conhece e ouve Stoner Rock, um estilo difundido e com diversas bandas famosas, como o Queens of the Stone Age. O The Sword é uma das bandas de vanguarda que está adaptando o Stoner ao Metal, com fusões para o Doom Metal e o Heavy Metal clássico. O som é bem diferente, mas eu achei realmente interessante e um tanto chamativo, espero que ele seja difundido e tenhamos o prazer de ter este novo estilo de metal entre nós.
PS: O The Sword não faz parte da lista por estilo, mas no meu ver, eles estão igualmente como o New Wave marca ndo uma nova postura na cena musical dos EUA.
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1- E você? Acha que alguma banda ficou de fora? Acha que a lista está uma droga e toda errada? Deixe seu comentário! Afinal ninguém é de ferro, eu sei que deixei um monte de música boa de fora…
2- Uma pesquisa idiota deve ter uma ideia idiota por trás. O Green Day foi eleito a melhor banda com nome de cor (???) pela Rolling Stone. O Hit na Rede explicou como surgiu essa ideia.
3- Novidade para os fãs do Scorpions, novo álbum da banda deverá sair em 2010, veja no Whiplash.
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