
De acordo com Liam Gallagher, pode.
Olha, eu sinceramente sempre achei os irmãos Gallagher uns chatos do caramba… nojentos e tal. Não musicalmente é claro, já fui bem fã de Oasis. Mas odiava os caras. De qualquer forma, hoje o Liam – o irmão menos talentoso – deu uma declaração que fez soltar um PUTAQUEOPAREL! Finalmente alguém deu um tapa na cara da sociedade musical. Alguém de peso, diga-se de passagem.
Segue o que Liam disse:
“Para mim o download é a mesma coisa que eu costumava fazer quando gravava as músicas que tocavam nas rádios. Eu não me importo. Aliás, eu odeio essa reclamação toda que os artistas fazem em torno da pirataria.” – Veja a notícia aqui.
TOMAÍ!
Esse mesmo papinho, esse mesmo mimimi começou há mais ou menos 16 anos atrás, com o famigerado Napster – se você não sabe o que é isso, procure no Google. -, grandes artistas, músicos fodões, hadbangers badass ficaram louquinhas em suas roupas de couro e soltaram os cachorros. Já rolou muita água em baixo dessa ponte, muito nego já falou de tudo. O Napster foi só o início de uma revolução que passou por várias etapas; os famosos softwares P2P – KaZAa, eMule, Limeware, etc; BitTorrent; Venda de Mp3; Youtube e sites de armazenamento (Rapidshare, Megaupload, 4Share, etc.).
No meio disse tudo, muito processo, muita briga, muito nego dando pití, muito nego ganhando dinheiro – vide os caras do Pirate Bay -, mais processos, leis, campanhas contra pirataria, processos e… não deu em NADA! O iPod veio aí para ferrar ainda mais com as grandes corporações, gravadoras e tal. Eu adorava comprar CD`s, mesmo. Aquela sensação de entrar numa loja de “discos” comprar um CD de uma banda que você já ouviu falar, chegar em casa colocar no discman e sua cabeça explodir com a sua nova melhor banda do mundo, simplesmente não tem preço. Mas também não tem mais lugar. Talvez apenas na memória.
Comprar o álbum de alguma banda hoje em dia simplesmente não faz sentido nenhum. Primeiro que existem mp3 do tamanhos de dedos mindinhos, até menor. Andar com um Discman hoje é como andar com um Startak da Motorola, o famoso tijolão. Existem os saudosistas é claro, mas é uma questão de prática. Ainda tenho meu Discman – que toca mp3 aliás – mas só escuto em casa, e muito de vez em nunca.
Segundo que discos são caros demais. E nem adianta falar que na minha época era barato. Na verdade, era mais caro ainda, já que eu não trabalhava, não tinha mesada e conseguir 20, 25 reais era quase o mesmo que conseguir 500 reais hoje. As gravadoras, e muitas bandas simplesmente não aceitam o fato de que as coisas mudaram. As gravadoras eu até entendo, porra, morreu a galinha dos ovos de ouro. Agora as bandas amigo… sinto muito, mas vocês são um bando de idiotas.
Quer um exemplo? O Radiohead. Foi a primeira banda inteligente, os caras colocaram o cd para baixar no site e você pagava o preço que quisesse. Do ponto de vista publicitário, essa foi uma jogada genial. Fã que é fã, baixou e pagou. Pessoas que só queriam baixar o disco, baixaram e não pagaram nada. Ok. O fato é TODO mundo falou disso, virou um hype gigantesco e o Radiohead foi a banda que mais faturou no mundo naquele ano.
O que eu realmente não entendo, é que ESSES RETARDADOS, sabem que de tudo que eles ganham a MENOR parte vem da venda de CD`s. Porra.
“Pelo menos eles estão baixando suas músicas, preste atenção! Você já tem cinco mansões! Está reclamando do que? Cale a boca!” – Liam Gallagher
Ainda mais hoje que todo dia a maioria das pessoas tem uma banda preferida de todos os tempos, é muito melhor você ter todos seus clipes no Youtube, suas músicas sendo baixadas, seu nome falado em tudo que é rede social, do que ter seu CD colecionando poeira em algum armário, ou pior, na estante de uma loja fadada a falência.
“Se as pessoas estão dispostas a ter CDs nossos em sua coleção, bom para eles. Seria absolutamente ridículo que um rockstar exigisse que pessoas pagassem pelos álbuns. Os mais jovens por exemplo não têm muito dinheiro para pagar por um disco. Então, se ele pode encontrá-lo gratuitamente, vá em frente!” – Liam Gallagher
É a mesma coisa com a publicidade. A mesma coisa. Enquanto não perceberem que a coisa não tem mais jeito, vão continuar gastando milhões dos clientes e angariando cada vez menos resultados.
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1 – Tenho certeza que o Diego tinha um post sobre isso.
2 – Vi a notícia do Gallagher no Geek.com.br
3 – Alguém ainda compra CD?

A notícia de que os quatro fundadores do site de distribuição de arquivos de torrent The Pirate Bay foram considerados culpados e sentenciados a prisão por infringir as leis de Direitos Autorais não é mais nenhuma surpresa. O que foi inesperado é o seguinte: eles também foram ordenados a pagar uma multa de 2,4 milhões de euros por danos as gravadoras.
Um instante. Toda a defesa do Pirate Bay não era de que suas operações não geravam nenhum tipo de receita? A razão deles serem tão vaidosos – inclusive um deles colocou no Twitter o seu desdém durante o julgamento, dizendo que ele achava aquilo “tedioso” – é que são, em termos legais, homens sem possibilidade de pagar. “Processe-nos como você quiser”, eles disseram, “não temos dinheiro para dar”.
Essa multa sugere outra coisa. O montante teria sido resolvido depois de uma auditoria nas contas do Pirate Bay. Há fundos significativos em suas contas, o que significa que os fundadores do Pirate Bay estariam mentindo sobre as suas motivações.

Agora, eu irei admitir que comprei a imagem utópica, socialista, anti-corporativista que o Pirate Bay divulgou. Em um post no blog (em inglês) há alguns meses atrás eu coloquei os fundadores como figuras a lá Robin Hood, contra a grande indústria e dando acesso a música livre para milhões de pessoas – um serviço, que você pode argumentar, que ganhou importância com a recessão.
Mas essa boa vontade era subordinada à hipotese de que o Pirate Bay era, como seus fundadores alegavam, absolutamente sem fins lucrativos. Agora parece que a “pobreza” deles era apenas uma ficção conveniente.
Este, por último, é o cerne do caso, e o motivo da derrota do Pirate Bay. Depois de ser dada a sentença, o Juiz Tomas Norstrom contou aos repórteres que a corte levou em conta o fato do site ser “dirigido comercialmente”, algo que os fundadores sempre negaram.
Se o Pirate Bay transformou seu trabalho em lucro por anos, é possível agora ver o caso pelo ponto de vista dos artistas e gravadoras. Por que a indústria musical está perdendo receita enquanto uma gangue de oportunistas na Suécia está ganhando milhões com o trabalho deles?
Isso também coloca um precedente interessante. Se um site pode ser processado com sucesso apenas por agregar torrents, ao invés de hospedar os materias com Direitos Autorais, poderia não ser construído um caso com os blogs de MP3 como o Hype Machine e o Elbo.ws – ou até mesmo o Google?
Fonte: NME – New Music Express
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1- O texto faz parte daquela saga: Tipos de texto que eu gostaria de ter escrito. Muito bem centrado e apontando para o lado certo da discussão. Não sou contra a pirataria, mas acho que o ponto levantado pela NME é de suma importância para vermos o que é realmente importante no caso.
2- Já visitou o blog do Seu Estranho hoje?
3- Susan Boyle é um sucesso já na internet! O melhor texto sobre ela pode ser lido no blog do Inagaki, o “Pensar Enlouquece, Pense Nisso”, aqui.
Muitas vezes ouvi, de maneira informal vindo de alguns contatos da Blogosfera, a velha história dos descasos do Google para com os usuários de sua plataforma Blogger, o famoso Blogspot, ferramenta gratuita para a criação de blogs mantida pelo Grande Irmão.
Enquanto alguns defendem com fervor os serviços do Google, como o Usuário Compulsivo, muitos reconhecem a importância de ter um host próprio, como o blog Fique-Rico e Alessandro Martins do Quero Ter um Blog, entre outros dos nossos mais renomados metablogs.
Não vou entrar neste assunto diretamente, acredito que, se você quiser montar um blog, deve escolher sua plataforma conforme suas possibilidades e o seu gosto particular, sem mais discussões, mas o que vou dizer aqui pode mudar muito sua opinião em como você vê o Google e a idoneidade do seu serviço de blogs.
O Google, em uma espécie de saga pela moral e pelos bons costumes, produziu nos EUA uma das maiores barbáries contra a individualidade cultural dos usuários do Blogger, apagando sem aviso prévio conteúdos que ele considerava ilegais.

Os afetados por este conflito são conhecidos como a nova geração dos blogs de música, que se utilizam de MP3 gratuitas para a divulgação das bandas de música, em especial as independentes. A maioria das músicas hoje são cedidas pelas próprias gravadoras, como um sinal de boa vontade a favor da divulgação do trabalho de seus artistas e de uma tentativa de controle da pirataria, com um método saudável de distribuição musical e de troca de conteúdo e opinião. O blog 17seconds (em inglês), postou sua indignação por ter uma entrevista completa com a banda Glasvegas apagada sem nenhum motivo aparente. A entrevista completa e exclusiva trazia junto, de acordo com o próprio dono do blog, algumas demos que foram dadas pela própria banda para que fossem colocadas juntamente com a entrevista. Tanto a entrevista quanto as músicas foram completamente apagadas do servidor, sem aviso prévio e nem uma explicação do motivo pelo Google, que aparentemente não existe.
O que me deixa intrigado é o motivo do Google, uma empresa tão renomada e conhecida pelo seu serviço transparente, pisar em cima de seus clientes e das Políticas de Privacidade e Conteúdo. Em uma área específica sobre Direitos Autorais, o Google explica detalhadamente o processo de como um item deve ser denunciado e que medidas devem ser tomadas. Mas a questão é: o Google apagar um texto de um autor do blog não seria uma destruição dos Direitos Autorais do blogueiro?
Há dúzias de blogs oferecendo downloads ilegais de álbuns de música, discografias completas, programas, keygens, filmes que acabaram de ser lançados. Onde está a lógica de impedir uma divulgação publicitária de conteúdo musical? O Google não tem nada melhor que se preocupar do que nesta caça as bruxas ao conteúdo legalizado na web? Falta investigação do Google quanto as denúncias feitas ao Blogger, mais prudência seria também necessário ao invés de colocar todos os blogs de música no mesmo balaio, como disse Heather Browne em sua explicação da saída de seu blog, o I Am Fuel, you are Friends da plataforma Blogger para o WordPress.org, caminho este feito por dúzias de outros blogs, que se sentiram ameaçados a ter seu conteúdo todo apagado do dia para a noite. Outra coisa interessante é que os alvos estão todos no Blogger, e nenhum dos grandes blogs de música internacional, como o Stereogum, um dos 100 maiores blogs de acordo com o ranking do Technorati, tenham sido alvos desta iniciativa, que foi promovida por uma instituição ainda desconhecida.
Sei que esta notícia não parece ser de grande importância para muitos, pois nossa blogosfera musical ainda não tem força. Mas, o que impedirá o Google de agir desta mesma maneira com outros dos seus clientes no Blogspot? Parece que o serviço da plataforma não é tão seguro assim, e o Google surge como uma alusão a Skynet (em inglês) em sua vontade de controlar aquilo que não deve (e não pode) ser controlado. Os blogueiros tem o direito de utilizar músicas para a divulgação de seus artistas favoritos, desde que não coloquem elas para download. Há uma grande diferença entre ferir os Direitos Autorais e ferir a Liberdade de Expressão, e isto o Google e o famoso Web Sheriff parecem não entender.
Fonte: LA Weekly
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1- A blogosfera musical no Brasil não existe, mas quem quiser conhecer boas músicas de mp3 gratuitamente sem infringir Direitos Autorais, pode acessar, além do Stereogum e do FuelFriends, recomendo também o ótimo I Guess I’m Floating que ainda sobrevive heroicamente na plataforma Blogger (vale aposta para saber por quanto tempo).
2- Já passou da hora das grandes gravadoras internacionais mudarem as posturas de Marketing e pensar em divulgação ao invés de podar a pirataria e não querer se integrar a internet. Se quiserem, temos aqui no site uma boa equipe de comunicadores que estão prontos para trabalhar e aceitam negociações.
3- Desculpem pelo número de textos em inglês. Infelizmente não há textos no Brasil de qualidade sobre esta notícia e nem sobre o Web Sheriff por exemplo. Parece ser uma coisa muito distante do nosso país ainda isto tudo… somente parece…
4- Este post do Rafa Barbosa no seu blog repercutiu enormemente. Tanto que foi preciso até um outro post para repecutir o publieditorial fajuto, logo aqui.


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