
Em março eu escrevi um texto com umas opiniões sobre o amor. O texto já perguntava no título (Love is overated?) se o amor era supervalorizado, pela quantidade de tempo que gastamos pensando nele, falando dele, lendo ele, vendo ele e escutando ele. O tempo que se gasta sentindo ele é infinitamente menor. Pelo menos é assim que apontam as pesquisas de “mercado”.
Na época eu ainda disse que o texto devia ser por causa da minha solidão exacerbada na época, o que me levava a desacreditar totalmente no que diziam os filmes de guerra, as canções de amor e os filmes que minha mãe aluga. Naquela época, era um ultraje pensar que sem que você soubesse, você poderia simplesmente um dia descobrir estar apaixonado por… sei lá, uma colega de trabalho em quem você não imaginava que poderia se apaixonar. Pior ainda, acreditar que uma pessoa que tem no máximo uma amizade ou simpatia por você também sinta a mesma coisa.
Impossível acreditar nisso não é?
É.
Até acontecer de verdade.
Está tudo ali. É como nos filmes que sua mãe aluga e que você assiste e dorme pensando em quando, ou se isso algum dia aconteceu de verdade com alguém e se remotamente um dia, vai saber, isso poderia acontecer com você. Por incrível que pareça e por mais que você não acredite em mim, essas coisas acontecem. Os olhares, o nervoso, o frio na barriga, o brilho nos olhos, os sorrisos, aquela dor insuportável de querer pelo menos tocar na mão de uma pessoa e não conseguir, os primeiros carinhos, as descobertas, os problemas, as dificuldades, as intermináveis noites sem dormir, as mensagens trocadas, as conversas – também intermináveis – com os amigos, as suposições, os medos, a vergonha, o pedido de namoro, o primeiro eu te amo, os sininhos, borboletas no estômago. Está tudo ali. Como nos filmes que sua mãe aluga.
Eu tenho certeza que você deve estar fazendo uma cara de “Ahhh, tá!”. Não tiro o seu direito. Lá no fundo você acredita que essas coisas acontecem, ou você quer acreditar. Se você for uma garota, você tem certeza que os homens são uns canalhas, que você nunca vai achar um cara bacana, um cara que te entenda, que seja romântico mas que tenha pegada, que seja inteligente mas que aceite o fútil, que seja bem-humaro mas sem ser bobo. Se você for um cara, sei lá, gordo, careca, mal-humorado… bem, até pra você existe salvação.
Não existe fórmula, ou regra. Com cada um acontece de um jeito. Você só tem que estar aberto para que isso aconteça com você, você tem que se dar a chance. E contar um pouquinho com a sorte. A mulher, ou o homem da sua vida pode estar ali, do seu lado. Você só não percebeu isso ainda, ou ela/ele ainda não apareceu. Mas um dia vai.
Meu irmão me disse uma vez, que a primeira coisa que uma pessoa tem que sentir por outra antes de se apaixonar é admiração. Essa é a minha deixa, para que você acredite em mim. Não existe maior verdade que essa. Você faz algo ou tem características que uma outra pessoa possa te admirar? Todo mundo tem. Todo mundo é, de certa forma, único. Exclui-se aqui, se você é um babaca, ou se você não quer nada com o tal do amor.
Faça as pessoas te admirarem, por uma coisa pelo menos. Amor de verdade não vê e não precisa de certas coisas. Como eu disse uma vez, amor é um misto de paixão, convivência, confiança, amizade, segurança, química, valores, caráter, história, dedicação. Amor é poesia e prosa. Amor são pequenos atos, moviventos que denunciam, atitudes e fatos, olhares que reverenciam. Amor, caro leitor, ou cara leitora, é simples assim.
Dê-se a chance. E acredite em um cara que chegou a desacreditar. Que achou que não merecia, que jamais teria.
Não é quem você é ou sua imagem que importa. São suas atitudes. Elas definem quem você é. É por suas atitudes e por atos e conquistas que as pessoas te admiram e te amam.
Acredite nos filmes, nas canções e nos textos.
Mas duvide sempre dos desfiles e editoriais de moda. Duvide do photoshop. Duvide dos comerciais e das revistas. Duvide do padrão.
Espero de verdade que você encontre o que quer que esteja buscando.
***
1 – Não seria diferente se eu não dedicasse esse texto a pessoa que o inspirou e que me faz ser um dos caras mais felizes do mundo.
2 – Tempo né?
3 – Seguinte, eu estou trabalhando feito um Mineiro Chileno. E ainda tenho TCC pra fazer. Ou seja, esse blog só terá postagens regulares a partir de janeiro.
4 – Assine o feed, qualquer dia aparece um texto aqui e você vê lá.
5 – Estava com saudade.
Não sei bem como começar. Talvez um “oi, tudo bom?” possa não ser a melhor solução. Nem preciso explicar acontecimentos anteriores, razões. Você vai entender, você espera isso. E você não sabe o peso que estou sentindo em entregar essa carta.
Não é medo de um fora e nem é cobrança por um futuro juntos. Na verdade eu tenho medo de perguntar o que acontece entre a gente e você entender isso como paixonite aguda minha. Eu realmente estou confusa, mas queria entender o que foi aquela noite. Uma pegação, um erro, um destino. Saber se nunca mais vai acontecer, se pode acontecer apenas em momentos de carência ou se pode envolver uma relação. Eu quero saber como me comportar quando te encontrar de novo. Se posso falar dos meus romances, se falo da gente ou se não falo nada.
Eu só tenho medo de não saber explicar essa confusão mental que estou passando e tornar isso um problema pra você; vai que era só uma pegação e você entende o meu desabafo como um pedido de namoro, você foge e o que eu mais temo acontece. Eu te perco.
Você é a última pessoa no mundo que eu gostaria de perder, de verdade. Não é por uma questão de paixão. Eu amo você, como sempre amei. Eu sempre gostei de estar do seu lado, de ficar abraçada sem dizer nada, de passar um tempão do seu lado e a gente se tratar como amigos e nada mais. Sempre gostei dessa cumplicidade e da maneira como nos tratamos quando nos encontramos ou reencontramos, afinal, chegamos a passar meses longe e ainda assim a volta é sempre tão íntima, como se nunca tivessemos nos afastado.
Eu tenho medo de te perder, ficar sem esse contato, essa confiança, esse carinho. Tenho medo de te afastar por um mar de pensamentos sobre a nossa relação, sobre você. E realmente admito que não sei o que eu estou sentindo, porque pensar em o você que sente, me fez parar pensar o que eu sinto por você. Eu sei que gosto de estar com você, gosto de você, mas prefiro não pensar exatamente como é esse gostar até descobrir o que você acha de mim. Sei do seu carinho, mas qual o ponto que isso chegou? Ou não?
Fiquei confusa com o pós-encontro. Ao mesmo tempo que senti um envolvimento seu, senti uma dificuldade sua em falar sobre isso. E não sei se é medo passar da amizade para o romance, ou se não foi bom e você não quer mais. São tantas dúvidas que eu não sei por onde começar, e mais, fica declarado o meu medo de te enlouquecer. Já disse, não é pelo fora, mas por você sair correndo me vendo como louca. Claro que imagino que o mesmo pode passar pela sua cabeça agora, você pode ter as mesmas dúvidas e deixar esse assunto todo de lado com medo de perder.
E não arriscamos por que? O possível romance vale o risco de perder a amizade? E se só eu acredito que isso pode ser uma paixão e você viu apenas como uma ficada. Como fica minha cara depois? E se você quer uma relação e acho que não o momento? Não sei o que pensar, não sei o que sinto e muito menos o que eu faço. Me vejo como uma adolescente de 12 anos apaixonada pelo professor. Quero me comportar como uma adulta séria e perfeita pra você, mas sei que não vê desse jeito (até porque você me conhece).
Se foi só um caso, posso arriscar aparecer com alguém na sua frente? Vamos levar isso de uma maneira natural? Vamos ter outros encontros? Vamos voltar apenas para a amizade?
Melhor não mandar isso e deixar como está. Eu na minha insegurança e, assim, talvez perca uma chance de ser feliz ao seu lado e com você!
- Não é a maneira como costumo escrever por aqui, mas gostei a experiência. Tenho alguns textos como um desabafo mesmo, em primeira pessoa, e acho o resultado sempre surpreendente. Se gostarem passo a fazer mais alguns…

Era alguma coisa de Março do saudoso ano de 2003 – o Brasil ainda tinha a melhor seleção do mundo, Michael Jackson ainda não havia morrido e os emos não existiam – quando o nosso cara legal entra em cena. Não em cena propriamente dita, ele vem caminhando grotescamente para a última carteira da segunda fila na aula de qualquer coisa no segundo ano do colegial. Eram 7 e pouca da manhã, você não queria que ele se lembrasse de tantos detalhes assim, ou queria?
Tenho que dizer que essa época foi o auge do ódio do nosso padawan contra a madrugada – nessa época uma boa manhã começava lá pelas 11. Após o ritual de parar a aula – ele sempre chegava atrasado – jogar a mochila num canto e desabar na carteira, o professor retomar sua (provável) chatice sem método do terrível sistema educacional brasileiro, um amigo lhe chama a atenção. Estava ele também com os olhos inchados de sono, mas lia uma carta (sim, ainda existiam cartas nessa época) com um sorriso bobo na cara.
- Ou.. Hudim, que porra é essa?
- …
- Ou..psss!
- Quê?
- Porraéssa?
- Uma carta de Lorinha Jones
- Han!?
- Lorinha… do canal… – Talvez você não saiba, mas na época de adolescente desses caras em Monlevade só conhecíamos outra pessoa pelo nick que ela usava no canal de Monlevade no eterno mIRC.
- Não conheço…
- Entra no Chefia, cê precisa prestar mais atenção Pedrão.
- E quem é essa retardada?
- Aahahahaha, Pedrão, pelamordedeus bicho, cê tem que parar com esse mal humor, cê é grosso demais, ahahahahha.
- Putaquelpariu Hudim, fala logo.
- Lorinha Jones sô. Maria de Lourdes – Ah, a “retardada” ganhou um nome – lá de Piracicaba – e um lugar! -, amigassa minha. Vai fazer 15 anos mês que vem. – após ele dizer isso deu aquele olhar que sinceramente dizia “Eu se fosse você, escreveria uma página para colocar no final da minha carta de resposta, ficava amigo dela e ganhava o convite pra festa.”
E foi exatamente o que ele fez. E fez bem, afinal escrever é uma das poucas coisas que nosso cara sabe fazer, e uma das únicas que ele faz bem. Logo aconteceu de Pedro e Lorinha Jones ficarem amigos. Bons amigos até. Agora me ocorre (desculpe a memória fraca do autor) que ele até ficou com uma garota que era amiga de Maria (melhor que o nick não é?) uma tal de Drielle, que (vocês não irão ficar surpresos) se apaixonou pelas palavras – no inicio pelo menos – de Pedro, mas depois de um tempo enjoou. Talvez pelo fato dele querer apressar um pouco as coisas. Foi quando ele aprendeu que “Eu te amo” só é bonitinho em Hollywood.
Vale contar que por causa de uma conversa no “canal” ela largou o namorado (foi mal Thiago… se bem que eu acho que eu te fiz um baita favor) para ficar com o tal Pedro. O mais incrível ainda foi nosso Maximus encontrar a mesma Drielle nos corredores da faculdade. O que fez ele (não pela primeira – e se Deus quiser –, não pela última vez) se arrepender de falar bonito por uns amassos e depois se “apaixonar” pelos lábios e curvas da primeira que aparecesse.
Ele tinha 15 anos, que culpa ele poderia ter?
Continuando. Pedro e Maria ficaram amigos, ela ficou amiga dos amigos de Pedro e Hudson (acabou namorando por um bom tempo com o Roia) e claro, convidou todo mundo para sua festa de 15 anos. Você ainda se lembra do que significa uma festa de 15 anos para uma turma de 16? Significa comida e, principalmente, bebida de graça. Aniversários de 15 anos querem dizer mais duas coisas para um jovem mancebo, garotas em vestidos minúsculos (ah, as meninas de 15 anos) e roupa social.
Nosso personagem, apesar de detestar esse tipo de roupa – talvez pelo fato de ser gordo e ser gordo e comprar roupas é uma merda – ele até que ficou… digamos, bem apresentável. Todo de preto, é claro, como convêm a um bom rockeiro e um bom gordo, a gravata do Mickey (estava na moda) deu um toque especial. Ele já até usava a sua marca registrada, o alargador – na época era só um, na orelha esquerda -, tenho que dizer que uma garota poderia facilmente ficar com ele naquela noite. Ele sinceramente esperava isso, esperava ainda que fosse a tal Drielle.
Pedro só havia esquecido uma coisa naquela noite inesquecível (ninguém deixa que o dia em que conheceu seu primeiro – e até hoje o grande – amor da sua vida e anda uns 8 quilômetros na chuva às 6 da manhã, cair no esquecimento). Ele havia esquecido o fato de que a tal amiga-irmã de Belo Horizonte estaria na festa e todos iriam finalmente conhecê-la. A garota havia surgido em uma das cartas que ele e Hudson continuavam trocando com Maria, que não parava de falar em Bárbara, a amiga-irmã-superfofa-linda-simplesmente-de-mais que ela tinha e que estaria na festa.
Hudson já estava de olho, já até conversava com ela no ICQ – lembra disso? – Pedro até chegou a trocar algumas palavras, mas havia se esquecido completamente do fato, só pensava noutra moça. Eis que entre vários copos de cerveja e vinho, uma mão no ombro e um “Pedrão, olha só quem tá aqui!” mudou a vida de nosso Bilbo Bolseiro. Aquela coisinha morena, radiante, com olhos imensos brilhando simplesmente nocauteou nosso amigo. O mundo todo simplesmente ficou cinza. Só ela tinha cor, só dela saíam sons. O resto era uma nuvem difusa preta e branca. Era como Frodo colocando o Anel. As tais borboletas no estômago eram dignas de um documentário no Discovery Channel, e o sinos facilmente poderiam entrar naquelas músicas de 20 minutos do Pink Floyd. Em 5 minutos de conversa, ambos já tinham certeza de que se conheceram lá no berçário. Ele se esqueceu de fumar, de beber, esqueceu o nome, onde estava. Esqueceu tudo. Aquilo era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido. E aquele era definitivamente os seios mais estonteantes que ele já vira em um decote. Aquele momento foi atemporal – quero acreditar que tenha sido assim para os dois –, e ele ainda está acontecendo, em algum lugar perdido no tempo e espaço das pessoas mais felizes do mundo.
O que eu odeio no Mundo Real é que sem nenhum remorso ou sutileza ele volta como um balde (Caro Microsoft Word, eu NÃO quero dizer “uma balde”, grato) de água fria. A conversa teve que parar um pouco e a vida tinha que continuar, e como eu disse lá em cima, Hudson já estava de olho. Você talvez não saiba também, mas existem homens que são Paladinos honrados. Eu não poderia então, pelo código de honra, estar a frente do meu amigo e atirar a flecha na presa dele. Isso matava de verdade o nosso amigo Pedro.
Sabe o que é pior de tudo? Essa maldita condição de ser um cara legal. Essa condição fez com que Pedro negasse veementemente (veja bem) a oferta do amigo para ficar ele com ela, ao invés dele mesmo. Homens podem ser bem desprezíveis minha cara. Eu até hoje chamo Pedro de burro por isso. Ele fica bem puto comigo, mas ele sabe que é verdade.
O final dessa história é fácil de descobrir, Hudson ficou com ela, e a noite acabou sendo na fossa. Ouso dizer que foi literalmente na fossa. O aniversário terminou como toda fossa em festa deve ser. Olhares gulosos e invejosos para o cara que ficou com a mocinha, olhos marejados com as musicas melancólicas de final de festa e obviamente a embriaguez, mãe de todos atolados na maldita fossa.
(Continua nos próximos capítulos)
***
O que parecia ser o suficiente para uma noite, era só o começo. Mas isto meus caros, vocês só saberão quando lerem o próximo capítulo das desventuras amorosas de Pedro, que se você estupidamente não percebeu, sou eu mesmo.
Desde quando isso (e o resto) me aconteceu queria escrever a história. Mas só depois de 6 anos resolvi numa madrugada whatever de sábado escrevê-la. E não me perguntem, eu não sei por que eu fiz isso na terceira pessoa. Talvez por querer ser a consciência daquele Pedro de 16 anos e fazê-lo exorcizar um pouco dos seus demônios. E já que é pra esculhambar com o coitado, decidi publicar isso no blog.
Essa seção, ou este conto autobiográfico, ficará em cartaz por mais ou menos duas semanas. Acredito que seja o tempo que eu vou levar para escrever mais duas vezes para contar a história inteira. Se eu achar que, por algum acaso, o exorcismo funcionou – de algum modo – escreverei pelo menos outra grande desventura amorosa.
E se você quer saber, ela ainda é bárbara.

Um dia nos tornamos adultos – quem sabe responsáveis – e nossa preocupação deixa de ser o que pedir de natal para os nossos pais, os mesmos que sempre nos alertaram para não implorar tanto para crescer. Ah se soubessemos que felicidade de mandar no nosso próprio nariz vinha junto com tantas perguntas, tantos problemas, tanta dor de cabeça, tantas incertezas…
Incertezas essas que são a causa de perguntas, problemas e dor de cabeça. Se com cinco anos a dúvida cruel entre brincar ou ver televisão já nos maltratava, imagina quando mexe com sentimentos difíceis de explicar.
É complicado definir o amor, o carinho, o desejo, a carência…é difícil quando você não tem, pior ainda quando tem.
Como explicar o que sentimos se não sabemos ao menos do que se trata? Você acha que é paixão e no fundo é tesão. Você acha que não se apegou, mas não pára de pensar na pessoa. Você acha que está bem sozinho, mas deseja todas as noites ter alguém para dar um beijo de boa noite.
Quando nós somos crianças parece tão simples amar, gostar. Um beijo é inocente, um eu te amo não traz compromisso; e quando você cresce tem medo que um simples flerte se torne um romance.
Buscamos e fugimos de compromissos o tempo todo. Nunca está bom. Se estamos com alguém, nos sentimos sufocamos, ou até mesmo sufocamos. Se estamos sozinhos, prometemos mudar e deixar de nos envolver para não mais sofrer. Qual o meio termo? Não é possível apenas viver sem culpa, deixar a paixão acontecer, o tesão aparecer, o desejo envolver e a carência desaparecer?
Temos medo de começar um romance, e até mesmo pensamos na possibilidade de nos tornar perfeitos malandros na arte de amar. Que me amem todos e eu não amarei nenhum.
Maltratamos quem se importa com a gente, para depois implorar pela atenção de quem só deseja nossa carne. O difícil é mais interessante, o desafio de fazer uma pessoa gostar da gente é mais prazeroso.
Depois nos arrependemos e ficamos sem nada.

Ah se arrependimento matasse. Hoje estamos soltos na noite, demonstrando total segurança para os paqueras em potencial, e total insegurança para os mais chegados. Os amigos sabem que você sofre de uma doença com a mais difícil e prazerosa cura – o amor.
Queremos nos mostrar livres e independentes; romance só nos livros, amores mexicanos e se um vai logo aparecem oito. No fundo sabemos que não é verdade e nos apegamos ao primeiro que nos abre os braços.
A primeira ligação se torna um pedido informal de casamento e ao mesmo tempo que você vibra por ter essa oportunidade, você chora de medo de se envolver, correr o risco e talvez sofrer uma desilusão.
Adoramos sofrer por antecedência – “não posso me apaixonar” “ele(a) não presta” “só quer me comer/dar” “não é a pessoa certa”
Daí surgem as típicas frases de status de redes sociais e conversas instantâneas – “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também” “eu quero mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente” “não quer tem quem queira” “eu prometo te dar carinho, mas gosto de ser sozinho” – elas aparecem aos montes para provar que podemos viver sozinhos, que estamos bem assim e não queremos compromisso. É o século do liberal. Vamos sair com todos e não ficar com ninguém.
E onde fica o “é impossível ser feliz sozinho”?. Sabemos que atrás daquele discurso de independência existe uma pessoa carente que só quer amar e ser amada, mas que morre de vergonha de demonstrar isso justamente porque os outros irão julgar. Mas julgar o que se todos estão no mesmo barco?
Mas seria o fim do romance ou apenas medo?
Temos medo de sofrer, medo que não dê certo, medo que não aprovem. O problema é justamente que enquanto vivemos esse medo, não estamos amando e curtindo os prazeres de um relacionamento. E enquanto não nos entregamos de corpo e alma a estes sentimentos, somos o tipo que julga, recrimina e despreza os apaixonados. Enquanto não tentamos, não nos permitimos o direito de arriscar e talvez errar, não seremos completos e nem saberemos explicar o que é a paixão.
Errar na escolha é muito fácil, mas ter medo de arriscar também não pode.
- Blog da irmã gêmea que a minha escondeu essa vida toda – Babi Arruda é uma jornalista bárbara e tem uns surtos nesse blog
- Outro dia conversei com a Jazz sobre um e-mail que recebi e ela me mandou uma resposta que acalma muito. Leiam mais sobre um e-mail que anda circulando sobre H1N1
- O vídeo é velho (2007), acho que na época eu estava em alguma ilha deserta. Enfim, é muito bom – Leila Lopes – No Limite da Morte

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