Sim, o Rock existe. E quem deu o grito foi a antológica banda dos irmãos Young. Em meio a toda modinha de Emocore’s, Indies e não sei mais qual vertente maldita que insistem em criar o AC/DC vem no melhor estilo Matanza “Pé na porta e soco na cara”. Black Ice é simplesmente o melhor disco de rock desde…porra, muito tempo atrás. Talvez porque o AC/DC é um sopro de um tempo que infelizmente jamais irá voltar, talvez por hoje não existir mais rock n’ roll de verdade, tal por hoje não surgirem brotarem tantas bandas geniais como nos anos 60 e 70.

Que me desculpe quem gosta desse “novo” rock, eu até gosto de algumas coisas…afinal temos que nos adaptar. Mas o velho rock…aaa meu caro, esse não existe mais. Não temos mais nenhum Keith Moon, Não temos um john lennon, não temos mais um Lynyrd Skynyrd. É claro que vários monstros dessa época – Graças a Deus – estão aí, Rolling Stones, Ozzy, Iron Maiden e o próprio AC/DC. Tirando esse último, os outros mudaram o som, experimentaram coisas novas e tudo mais…o Ozzy vai continuar sendo um porra louca sempre, mas nunca mais irá lançar um No More Tears, não que eu não goste do som novo, o cd novo dele é melhor do que vários outros antigos.

Estou falando isso, porque ao clicar em play para ouvir o Black Ice, em dois segundos eu já sabia o que estaria por vir. Ouvir a Gibson SG do Angus Young gritar no meu ouvido na introdução de “Rock n’ Roll Train” foi como voltar a uma época que eu não vivi. Mas eu senti toda a energia, e senti que aquilo ali era rock n’ roll de verdade, e pensei na mesma hora “Como é bom saber que o rock não morreu”. Foi o mesmo sentimento de ouvir a banda Wolfmother – a banda lançou um cd, que eu jurava que era da década de 70.

Para mim o Black Ice é um cd perdido, gravado há pelo menos 30 anos e que os caras colocaram para vender. E se tem alguém que sabe fazer um riff é Angus Young. Black Ice é bom, é ótimo como tudo que eles fazem, mas para mim ele é genial, genial por suprir a ânsia de um mercado gigante e sedento pelo velho e bom guitarra base, guitarra solo, baixista, vocalista e bateria, e é claro..muuuita maluquice.

Tomara, tomara por tudo no mundo, que acabem com essas malditas modinhas e que os esses putos voltem a fazer rock n’ roll. E não dar uma de Peter Dohery que acha que ser rockeiro é só cheirar cocaína e ser preso.

Como diria uma lendária música…For Those About Rock We Salute You!

Um presentinho para vocês:

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1 – THUNDER!