Não há palavras para descrever tal emoção, para descrever tal desenvoltura, tal magnitude.

Com vocês, Ritual – A Melhor Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos

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1 – Vi o link no Matando Robôs Gigantes, que aliás, é um dos melhores podcasts do Brasil. Vale muito a pena ouvir.

2 – Me mijei de rir vendo o vídeo.

De acordo com Liam Gallagher, pode.

Olha, eu sinceramente sempre achei os irmãos Gallagher uns chatos do caramba… nojentos e tal. Não musicalmente é claro, já fui bem fã de Oasis[bb]. Mas odiava os caras. De qualquer forma, hoje o Liam – o irmão menos talentoso – deu uma declaração que fez soltar um PUTAQUEOPAREL! Finalmente alguém deu um tapa na cara da sociedade musical. Alguém de peso, diga-se de passagem.

Segue o que Liam disse:

“Para mim o download é a mesma coisa que eu costumava fazer quando gravava as músicas que tocavam nas rádios. Eu não me importo. Aliás, eu odeio essa reclamação toda que os artistas fazem em torno da pirataria.” – Veja a notícia aqui.

TOMAÍ!

Esse mesmo papinho, esse mesmo mimimi começou há mais ou menos 16 anos atrás, com o famigerado Napster – se você não sabe o que é isso, procure no Google. -, grandes artistas, músicos fodões, hadbangers badass ficaram louquinhas em suas roupas de couro e soltaram os cachorros. Já rolou muita água em baixo dessa ponte, muito nego já falou de tudo. O Napster foi só o início de uma revolução que passou por várias etapas; os famosos softwares P2P – KaZAa, eMule, Limeware, etc; BitTorrent; Venda de Mp3; Youtube e sites de armazenamento (Rapidshare, Megaupload, 4Share, etc.).

No meio disse tudo, muito processo, muita briga, muito nego dando pití, muito nego ganhando dinheiro – vide os caras do Pirate Bay -, mais processos, leis, campanhas contra pirataria, processos e… não deu em NADA! O iPod veio aí para ferrar ainda mais com as grandes corporações, gravadoras e tal. Eu adorava comprar CD`s, mesmo. Aquela sensação de entrar numa loja de “discos” comprar um CD de uma banda que você já ouviu falar, chegar em casa colocar no discman e sua cabeça explodir com a sua nova melhor banda do mundo, simplesmente não tem preço. Mas também não tem mais lugar. Talvez apenas na memória.

Comprar o álbum de alguma banda hoje em dia simplesmente não faz sentido nenhum. Primeiro que existem mp3 do tamanhos de dedos mindinhos, até menor. Andar com um Discman hoje é como andar com um Startak da Motorola, o famoso tijolão. Existem os saudosistas é claro, mas é uma questão de prática. Ainda tenho meu Discman – que toca mp3 aliás – mas só escuto em casa, e muito de vez em nunca.

Segundo que discos são caros demais. E nem adianta falar que na minha época era barato. Na verdade, era mais caro ainda, já que eu não trabalhava, não tinha mesada e conseguir 20, 25 reais era quase o mesmo que conseguir 500 reais hoje. As gravadoras, e muitas bandas simplesmente não aceitam o fato de que as coisas mudaram. As gravadoras eu até entendo, porra, morreu a galinha dos ovos de ouro. Agora as bandas amigo… sinto muito, mas vocês são um bando de idiotas.

Quer um exemplo? O Radiohead. Foi a primeira banda inteligente, os caras colocaram o cd para baixar no site e você pagava o preço que quisesse. Do ponto de vista publicitário, essa foi uma jogada genial. Fã que é fã, baixou e pagou. Pessoas que só queriam baixar o disco, baixaram e não pagaram nada. Ok. O fato é TODO mundo falou disso, virou um hype gigantesco e o Radiohead foi a banda que mais faturou no mundo naquele ano.

O que eu realmente não entendo, é que ESSES RETARDADOS, sabem que de tudo que eles ganham a MENOR parte vem da venda de CD`s. Porra.

“Pelo menos eles estão baixando suas músicas, preste atenção! Você já tem cinco mansões! Está reclamando do que? Cale a boca!” – Liam Gallagher

Ainda mais hoje que todo dia a maioria das pessoas tem uma banda preferida de todos os tempos, é muito melhor você ter todos seus clipes no Youtube, suas músicas sendo baixadas, seu nome falado em tudo que é rede social, do que ter seu CD colecionando poeira em algum armário, ou pior, na estante de uma loja fadada a falência.

“Se as pessoas estão dispostas a ter CDs nossos em sua coleção, bom para eles. Seria absolutamente ridículo que um rockstar exigisse que pessoas pagassem pelos álbuns. Os mais jovens por exemplo não têm muito dinheiro para pagar por um disco. Então, se ele pode encontrá-lo gratuitamente, vá em frente!” – Liam Gallagher

É a mesma coisa com a publicidade. A mesma coisa. Enquanto não perceberem que a coisa não tem mais jeito, vão continuar gastando milhões dos clientes e angariando cada vez menos resultados.

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1 – Tenho certeza que o Diego tinha um post sobre isso.

2 – Vi a notícia do Gallagher no Geek.com.br

3 – Alguém ainda compra CD?

Talvez o título não seja o mais apropriado para esse texto, mas é como eu me sinto quando estou com o MP3 ligado na rua, e com fones de ouvido que me desligam da realidade à minha volta.

Sempre que saio de casa para ir ao trabalho, a música me acompanha. Rock, Heavy Metal, Hard Rock, Symphony Rock, Blus, whatever, o que importa é estar ouvindo. Mas, não consigo ouvir música sem ser ridículo: se estou com um guarda-chuva, no primeiro riff da música ele vira uma guitarra; qualquer caneta vira uma baqueta, meus assobios se tornam a gaita, e por aí vai.

Estava eu no ponto ouvindo Daddy, Brother, Lover, Little Boy, do Mr. Big. Um puta riff de guitarra e meu guarda-chuva ganhou cordas, trastes e comecei a destilar uma espécie de “umbrella guitar”. Na hora do solo, uma simpática senhora chegou ao ponto e ficou me encarando, como se eu tivesse me drogado até a alma. “Essa juventude de hoje…”, deve ter pensado, se decepcionando com o destino do mundo pós-guerra.

Nunca me droguei, nem bebidas alcoólicas eu aprecio; minto, consumo rock’n'roll, que vicia quase que instantaneamente. Quando reparei que a velhinha estava a um ponto de me perguntar se eu estava bem, dei uma pausa, mudei de música. Passei para While Your Lips are Still Red, Nightwish, uma super-balada. Foi o tempo do ônibus chegar e eu embarcar, e meu guarda-chuva se tornar um piano.

Fechei os olhos e toquei como se fosse Ray Charles, pra completar a cena ridícula eu balançava a cabeça. Algumas pessoas no ônibus me olhavam como se eu estivesse passando mal, ou com o Capeta no corpo.

Sim, imaginem essas cenas ridículas, e também imaginem que eu não dava a mínima. Ser feliz é não ligar para o que os outros pensam, e ter liberdade para fazer o que quiser, desde que sua liberdade não entre de encontro com a de outra pessoa.

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PS1: Estou montando um evento de Umbrella Guitar, quem está comigo?

PS2: O que falei acima é sério.

think-small1

Esse assunto é polemico, antigo e chato, mas pelo que parece não estamos nem perto de um acordo entre os produtores e consumidores.

Para quem fez algum curso da área de comunicação, artes, música e direito deve estar bem a par do funcionamento dessas leis, mas se alguém tivesse aulas com meu professor Frank da Matta (gracinha, como dizia a Hebe, opa diz) teria um posicionamento sobre o tema. Para ele o artista não ganha dinheiro com a obra em si, mas com  que se fazia com ela. Exemplo um músico ganha com os shows, um cineasta ganha com os produtos vendidos e assim cada um tem o seu fundo de lucro. Mas, como ganhar dinheiro não é o ponto que eu quero chegar aqui.

Na verdade as certezas que temos hoje é que o artista se sente roubado por não ganhar com a venda de produtos e o consumidor se sente assaltado com os preços, principalmente se for de países com altas taxas de imposto como a nossa.

Porém hoje a minha maior preocupação é nas mãos de quem está à decisão do futuro das leis de direitos autorais e da internet. É de conhecimento que o deputado mineiro, Eduardo Azeredo, está colocando a cabeça em risco com seu projeto de lei, para quem não conhece entre no link. Esse projeto restringe muito a rede e não compensa o sacrifício da liberdade que temos hoje para modelos fechados. Vide China que estourou a paciência do Google com ataques diretos ao Gmail, fazendo o Google se rebelar e tirar todos os filtros. Mas o caso da China é ainda diferente. Na verdade eu quero chegar na competência da pessoa em fazer uma lei assim, eu não conheço o deputado tão bem, mas não votaria nele para criar leis sobre a internet. Polemizei? Bem, é a verdade, ainda mais com o histórico dos políticos mineiros e a censura. Esse site pode sair do ar a qualquer momento. Vou parar.

Depois de toda essa volta quero dar uma boa noticia sobre uma vitória dos direitos autorais. Comemorem, é um grande passo para o Brasil. Em São Paulo, na cidade de Itu, uma boate conseguiu habeas corpus (por mais estranho que parece para os não advogados o habeas corpus para um estabelecimento comercial) afirmando que as músicas tocadas no interior da boate sem pagamento não era crime. Nunca antes na história do Brasil alguém conseguiu tal feito e na verdade, isso já é uma amostra do enfraquecimento do direito autoral e da indústria da música, principalmente no ECAD (o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de direitos autorais), que tem esse tipo de pagamento como a maior fonte de renda.

Agora é esperar pra ver onde vamos chegar. Como disse Bôscoli dono da Trama Records:”… já sabíamos que uma empresa de música teria futuro, mas uma gravadora, não.” E olha que ele foi pioneiro no Brasil em ver que a musica vende tudo, mochila, caderno, pen drive, notebook, roupa, vídeo game, tênis, etc. é dele também o projeto onde disponibiliza tudo na rede, quem se interessar olha no site da Trama, ele disponibiliza desde o áudio até o encarte e quem paga é a publicidade.

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Como o Pedro disse vou me abrindo com o tempo, aguardem….
Frio na barriga pelo primeiro post…ui!

cosmic egg

FINALMENTE! E um finalmente muuuuuuito demorado, nu!

A banda mais foda dos últimos anos finalmente lançou o segundo disco e mostrou que não morreu depois de uns fights entre os integrantes. Calma, antes de falar disso, vou só relembrar o que eu disse nesse post aqui, em que eu apresentei a banda aqui no blog:

Bom, agora que eu já fiz você gostar da banda e começar a procurar em tudo que é canto as músicas para baixar, vou jogar uma bomba**. Crhis, o baixista e Myles o baterista deixaram a banda. Andrews continuará sozinho, e se você entrar no site da banda, pode ver que ele está preparando um novo disco que deveria ter saído em 2007. Com certeza havia algum problema, pois eles lançaram o primeiro disco em 2005. Será que vai ser mais uma banda genial que acaba precocemente? Tomara que não, porque a banda é – ou era – ótima. Resta saber também quanta falta farão os dois integrantes, que pelas performances eram uns músicos fodas.

Então, os caras haviam deixado a banda. Li boatos de que eram Crhis e Myles os grandes gênios por trás do Wolfmother, fiquei com medo, muito medo de perder uma das minhas bandas favoritas. O problema é que eles iriam acabar – musicalmente – depois de um dos melhores cd`s de rock que eu já ouvi – e olha que eu já ouvi um bocado.

Outro dia ouvi uma música no site deles – que eu assino a news – e…odeiei. Aí eu pensei realmente que os caras lá é que eram os gênios, que o Andrews era apenas um ótimo guitarrista, um ótimo vocalista, mas quem mandava mesmo nos sons eram os outros dois.. fiquei triste.

A vida continua. Até que… eu passeando pelo YouTube vi isso:

Porra. Caí pra trás, perdi o fôlego. Fiquei maluco, minha cabeça explodiu. A música não só era foda, como no outro dia eles lançariam o disco novo. Cosmic Egg. Nisso eu já fui ver o visual da capa e tenho que dar os parabéns. O visual de tudo que vem com o nome do Wolfmother é fodapracaralhoputaquepariu! Nisso, olhando o twitter me deparo com o Dringz falando que estava ouvindo o cd novo. Caí pra trás de novo. Pedi peloamordedeus pra ele me mandar o link que eu queria ouvir o disco NOW! Baixei, deszipei (ok, é winrar, mas eu ainda falo deszipar) e…

E nada. Já era tarde, fiquei parado sem reação e não quis ouvir o disco naquela hora. Porra, quatro longos anos esperando aquilo, não podia ser assim de supetão. Tinha que ter uma preparação antes. Morrendo de medo, no outro dia, sentei no pc com meu fone novo (um philips foda que explode a cabeça com os graves) e comecei a ouvir o disco.

Na mesma hora quis vir aqui escrever esse post. Iria me precipitar. Como eu sou meio chato pra música e meio temeroso com bandas que eu idolatro, eu preferi digerir o novo disco primeiro. Ainda bem que não fiz o post no dia. Pois minha opinião seria muito diferente da que eu vou dar aqui hoje.

Compre, baixe, veja, idolatre, consuma TUDO o que vier de Andrew Stockdale. He is  fucking genius. Genial, fantástico e eu vejo um horizonte de sucesso nessa que tem tudo para se tornar (entre os amantes do rock) uma das maiores e melhores bandas de rock n`roll da história. É sério. Ouvindo o cd, primeiro eu achei estranho, um pouco diferente daquele som que me conquistou, aquele rock setentista que me levou ao delírio e que ao mesmo tempo me causava um certo desconforto, era muito setentista. Isso não é ruim é claro, mas já causava a banda um certo tom pejorativo, eram “a banda que toca igual aos caras da década de 70″.

Talvez seja aí que veem a grande genialidade de Crhis e Myles, ser hoje uma banda que toca como os caras de 70 é ótimo. Falta macheza no rock. Mas faltava também ao Wolfmother uma identidade própria. Faltava.

Em Cosmic Egg, Wolfmother soa como Wolfmother. A banda tem uma identidade, tem uma cara. O disco é poderoso, é fantástico. São 16 maravilhas, algumas obras-primas. Destaque para: California Queen, New Moon Rising, White Feather….aahh quem eu estou querendo enganar. O cd inteiro é fantástico, destaque para tudo. Ok, Far Away é a mais linda de todas as músicas da banda. Pronto, falei.

Obrigado Andrew. Obrigado mesmo, agora PUTAQUEPARIL! PRECISAVA 4 ANOS VELHO!?

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1 – Dê um subscribe no canal dos caras no YouTube, tem um documentário lá sobre a nova banda bem legal.

Eu sei. Eu sei, não postamos videozinhos engraçados e nem baboseiras em geral. Mas isso aqui é GENIAL e o mundo deve ver.

Com vocês, Túlio Pires Bragança – Pagodeversions – Brown Goodgood

(ou Marrom Bom Bom em inglês)



Brown good good… good good good good… ourrr color browwwwnnnnnnnn

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1 – Agradecimentos ao @dougcastanheira que me enviou isso por msn.

2 – Visitem a Comunidade do Pagodeversions

Paul Bruce Dickinson, mais conhecido como Bruce Dickinson, nasceu no dia 7 de Agosto de 1958 em Worksop, Nottinghamshire, na Inglaterra. Ontem ele completou 51 anos, destes 22 anos a frente de uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos.

A trajetória de Bruce se confunde com a própria história do metal. “Number of the Beast”, o primeiro álbum do Iron Maiden com ele nos vocais, abriu a cena do heavy metal para os fãs e ajudou a popularizar o estilo durante a década de 80. Músicas poderosas como “2 Minutes to Midnight”, “Aces High” e “The Trooper” não seriam as mesmas sem a voz poderosa deste inglês.

Se caras como Ozzy Osbourne e Tony Iommi do Black Sabbath pavimentaram o caminho para o estilo, Bruce e o Iron retiraram o metal do esconderijo e colocaram no campanário para o mundo ver eternamente!

Em carreira solo criou outros trabalhos memoráveis como o poderoso “The Chemical Wedding”, para este humilde fã que vos fala um dos melhores álbuns de metal de todos os tempos.

Por tudo isso, e muito mais, parabéns Bruce Dickinson por mais um ano de vida e que venham muitos outros com ótimas composições e as músicas de sempre! Up the Irons!

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1- O blog mais completo sobre o Iron Maiden, o Flight 666, também colocou uma homenagem ao mestre, veja aqui.

2- Nesta página do YouTube você encontra vários clipes oficiais do Iron Maiden em ótima qualidade com versões HD!

3- No dia 8 de Agosto o Discovery Channel publicou um episódio de “Heavy Metal no Ar”, onde Bruce fala por outra de suas paixões: a aviação. Confira aqui.

Acredito que boa parte dos leitores conheçam o gênero steampunk, muito utilizado no cinema e na literatura. Ok, não pelo nome, mas já tiveram grande contato com ele.

Vocês devem conhecer muito bem um tal de Júlio Verne. Ele é um dos grandes criadores do estilo steampunk lá pelo final do século XIX. Com obras fantásticas como “Sete Mil Léguas Submarinas”, Verne trouxe um estilo diferente para a literatura, onde a tecnologia da época – mecânica, vapor, carvão – teria evoluído a níveis inimagináveis com robôs mecânicos, carros, aviões, etc.

Do estilo dele surgiram dúzias de autores, primeiramente na literatura, depois passando para histórias em quadrinhos, filmes e seriados. Alguns exemplos bem conhecidos do estilo steampunk são o filme “Liga Extraordinária” e “De Volta para o Futuro III”.

Foi sem dúvidas o início da ficção científica, quando os homens imaginaram o futuro e criaram histórias fantásticas em cima disto. Podemos também considerar o steampunk como pai de obras como Matrix e o Exterminador do Futuro.

Então trago hoje para vocês um grupo diferente, que faz steampunk na música! O Clockwork Quartet é um grupo britânico de 13 pessoas um pouco misterioso que surgiu há pouco tempo com um site oficial e duas músicas de ótima qualidade.

Não tenho muito a dizer sobre o conceito musical deles, não é algo que você costume ouvir por aí todo dia, se é que me entende. Tem um pouco de folk, um pouco de progressivo que me lembra em alguns momentos o Pink Floyd, e não, não tem nada a ver com heavy metal ou rock.

Eles tem sete personagens que irão, pelo que há nas dus músicas disponíveis, contar suas histórias. As duas músicas disponíveis, “The Doctor’s Wife” e “The Watchmaker’s Apprentice” contas histórias respectivamente dos personagens The Doctor e The Fugitive.

O estilo sombrio colocado nas músicas é fascinante, nunca ouvi nada que se compare. As letras são bastante profundas e a música ambientaliza todo o conceito do steampunk. Você se sente em uma daquelas histórias antigas, com engrenagens por todos os lados, com instrumentos e máquinas gigantescas que fazem qualquer coisa que você imagina, muito bronze, vapor, madeira, carvão… bem, só vocês ouvindo para saber do que falo.

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1- Você pode visitar o site oficial do Clockwork Quartet, com fotos do grupo, algumas informações e baixar as músicas do grupo em formato MP3, as letras e até mesmo partituras. O grupo oferece seu trabalho para ser divulgado e utilizado conforme o Creative Commons.

2- No blog Steampunk Workshop, Jake von Slatt mostra algumas como fazer itens como teclado, monitor, guitarras… tudo no estilo steampunk.

3- Temos um site oficial sobre steampunk no Brasil, visite clicando aqui.

Atualmente é interessante como a internet abre o baú. Este monte de memes, blogs, Twitter revelam sempre algumas pérolas antigas e fazem com que, num piscar de olhos, elas passem a ser novamente interessantes e legais. Com a música também não é nada diferente. Hoje um vídeo da década de 70 colocado no YouTube pode alcançar um novo sucesso quando cai nas mãos do público.

Beatles – “All My Loving”

Essa maravilha que você está ouvindo na voz – no caso, nas vozes – dessa loirinha de nome quase brasileiro, na verdade a origem é portuguesa, já foi vista por mais de 600 mil pessoas no YouTube. Julia Nunes, de 20 anos,  é uma cantora americana de Fairport, Nova York que faz um sucesso incrível no YT com vários vídeos em que ela faz covers de grandes clássicos – “You’re My Best Friend”, “It’s The End of The World as We Know”, e outros – além é claro de tocar músicas próprias que fazem ainda mais sucesso que seus covers. Para você ter uma ideia esse vídeo da música dos Beatles com ukulele (o cavaquinho havaiano) aparece antes do original no YouTube. Ela é loirinha, linda, talentosa e mostra que para fazer sucesso hoje talento de verdade basta. E quem ganha com isso sou eu, você, e um bando de gente que precisa, quer, e acaba descobrindo tesouros da história da música. Claro que os Beatles não precisam de publicidade nem de fama, mas sem dúvidas Julia Nunes mostrou para muitos jovens de hoje que a música do quarteto de Liverpool vale muito mais que qualquer bandinha atual.

Weezer – “Say It Ain’t So”

O Weezer ganhou um empurrão com o sucesso dos jogos Guitar Hero e Rock Band, onde as músicas do grupo foram consideradas algumas das preferidas pelos jogadores. Não que a música já não seja conhecida por si só, mas um single lançado há 16 anos não é comum nas playlists dos jovens por todo o mundo. A aliança YouTube e games fez muito bem para o grupo – o vídeo da música “Porks and Beans” teve mais de 18 milhões de exibições no site de vídeos – e trouxe de volta “Say It Ain’t So”, um clássico do início da década de 90.

A-ha – “Take on Me”

Um single de 1985 que teve grande sucesso. A banda norueguesa A-ha nunca imaginaria que seu single voltaria à tona graças a um viral promovido na internet. Comediantes resolveram colocar no ar o clipe do grupo de uma forma um tanto inusitada, ao mudar as letras da música para que elas se encaixassem perfeitamente no vídeo. Assim, “Take on Me: Literal Version” foi criada. Aqui no Brasil o clipe não atingiu o público, mas vale a pena ser visto, principalmente para aqueles que entendem o inglês.

The Knife – “Heartbeats”

Essa é outra que não ficou famosa por aqui no Brasil, mas merece ser citada. The Knife é uma banda sueca de música eletrônica que está na ativa desde o final da década de 90, e nunca teve chance de fazer parte do mainstream. Isso antes de 2006, quando o músico José González resolveu fazer um cover acústico da música “Heartbeats” para seu álbum “Veneer” – o álbum foi lançado em 2003 na Suécia, mas só alcançou o resto da Europa e EUA no final de 2005. A música de González foi para um comercial da Sony que nunca passou nos EUA, mas fez sucesso com o vídeo no YouTube e em vários outros sites. A fama do The Knife cresceu e músicas do grupo são usadas atualmente em séries como CSI: Nova Iorque e Entourage.

Rush – “YYZ”

Francamente eu acho que eu não preciso falar muito do Rush. Quem conhece sabe que esta é uma das maiores bandas de rock progressivo de todos os tempos, e o som deles inspirou grandes bandas do metal progressivo como o Dream Theater. “YYZ”, música instrumental do álbum “Moving Pictures” de 1981, é uma das mais difíceis de se tocar no Guitar Hero e no Rock Band. A música ainda ganhou mais notoriedade da ala nerd quando um rapaz chamado Freddie colocou no YouTube um vídeo dele detonando com a música no modo “Expert” sem nenhum erro. O vídeo já tem mais de 6 milhões de visualizações, e coloca o Rush novamente na cabeça dos jovens.

Europe – “Final Countdown”

O Europe é uma das bandas mais famosas da Suécia. Reconhecidos em todo o mundo, “Final Countdown” é, sem sombra de dúvidas, a música mais importante do grupo, um hino internacional do hard rock. A notoriedade da web veio com um cover horroroso que começou a circular no YouTube, feito por uma banda chamada Deep Sunshine. O vídeo alcançou mais de 1 milhão de visualizações e tirou do Deep Sunshine qualquer possibilidade de fazer um show que tenha publico maior que a família dos integrantes.

Daryl Hall & John Oates – “You Make My Dreams”

Essa música eu não conhecia, nunca vi mais gordos Daryl Hall e John Oates, nem nada disso. Mas a presença do ilustre Keyboard Cat me fez ver este vídeo. No YouTube a gravadora idiota Warner Music Group retirou o som do vídeo porque eles são frescos, mas aqui você pode ver ele com som. Mesmo com a incompetência da gravadora ao impedir que a música de Hall e Oates seja conhecida pelos jovens do mundo inteiro, o vídeo foi um sucesso e merece destaque.

Rick Astley – “Never Gonna Give You Up”

Esse sem dúvidas não poderia faltar. Falar de fenômenos da música na internet sem citar Rick Astley é a mesma coisa que falar dos maiores craques do futebol e não citar o Pelé. A música é melequenta, o vídeo é tosco, mas quem nunca sofreu um belo Rickroll que atire a primeira pedra! Sempre presente nas comunidades do Orkut e no Twitter com mensagens fantásticas como: “Veja agora fotos da Gisele Bundchen pelada, nua, sem roupa” ou outras coisas impossíveis de se ver na vida. Eu sei que você não vai querer ver esse vídeo nem a pau, mas ele está aqui para decoração.

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1- O texto acima foi escrito por mim e adaptado de um artigo da CNET News.

2-Agradecimentos ao mestre Pedro Turambar que cedeu suas palavras para o trecho da Julia Nunes.

3- Já visitou o Wiiarenerds?

4- Outras super músicas você pode conhecer aqui, no Crepúsculo, e também no Sanfonas do Tinhoso.

http://www.ocrepusculo.com/wp-content/uploads/2009/02/music-crepusculo.jpg

Os textos sobre música geralmente são escritos pelo Pedro e pelo Diego, mas hoje eu resolvi inovar e falar um pouco do que eu gosto, ou melhor, o que eu aprendi a gostar desde pequena.

Bom, pra quem não sabe eu fui criada pelos meus avós. Minha mãe morou com a gente até os meus 18 anos (?), mas como ela mal parava em casa, então boa parte do que eu sou é resultado de vovó e vovô.

Claro que muita coisa eu aprendi com a minha mãe, nós nos comportamos igual, temos até mesmo o mesmo jeito de falar e rir. Alguns dizem, inclusive, que nós somos irmãs. O papo é mais aberto, então meu jeito “liberal” deve-se a ela.

Vovô me ensinou a ser moleque. Jogar pião, empinar pipa, subir em árvore e andar de rolimã. Meu lado menino é todo dele. As besteiras, as piadas, o fazer arte é dele…ele é o criativo da casa, o MacGyver. Dizem que se eu não for boa de dar “jeitinhos” e inventar coisas, eu não sou neta dele.

Já minha vó me ensinou a ser dona de casa, a ser religiosa e ensinou o que é música pra mim. Estranho isso para uma família que quem toca é o homem (meu avô é tecladista, eu aprendi isso também).
O gosto musical do meu avô é restrito. Ele gosta de música clássica e pronto! Não perde uma apresentação das variadas orquestras sinfônicas do país, e sempre que posso eu vou com ele. Ele delira nesses momentos, em compensação ODEIA o tipo de música que eu gosto de ouvir em casa, o que por ironia do destino foi encaminhado pela mulher dele.

Minha vó é fã assumida de Queen e Elvis Presley. Ela também tem uma queda pelos cantores da Jovem Guarda, mas gostava do Roberto Carlos quando ele ainda era da turminha do ie ie ie.

Em contrapartida ela também adora um sambinha (com uma puxada para mpb, bossa nova, bolero). Toda vez que eu coloco Demônios da Garoa, Dalva de Oliveira, Aracy de Almeida, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Dorival e Nana Caymmi, entre outros…ela pira, começa a cantar toda bonitinha. Claro que como boa vó ela odeia versões que mudem um poooouco o ritmo da música.

Com isso eu aprendi a ouvir clássicos desde a infância, aprendi a gostar de rock primeiro e até mesmo tive a minha fase “não ouço samba/pagode”. Hoje eu ouço de tudo…mas no meu carro só tem rock e samba/mpb.

E eu a-do-ro música antiga, a-do-ro esses rocks dos anos 50/60, sambas e mpb dos anos 50/60/70…e quando alguém regrava eu praticamente gozo. Acho delicioso. Ao contrário da minha vó eu gosto de novas ‘roupagens’ (desde que fiquem decentes, claro)

Tanto que as bandas atuais que eu gosto lembram esses anos, e isso me faz a estranha da tribo, mas tudo bem…um dia eu ainda convenço alguém a gostar do que eu gosto.

E claro, para animar o dia de vocês duas músicas que eu curto por demais =D


Orquestra Imperial – Fita Amarela

Queen – Under Pressure


  1. Um texto da @Babiarruda…bem legal, me identifiquei. Prólogo da mulher mal amada – um paraleo com a (in)competência masculina
  2. O @cavariani é velho conhecido meu…e vou te falar, o menino leva jeito pra DA. Ele tá mandando muito bem, vejam aqui. Super legal
  3. Quer pensar um pouco? Leia esse texto que a fofa da @debbieoliveira recomendou.