
Enfim, mudei! Para todos que achavam que eu ia sair de casa antes de terminar a faculdade, para todos que acreditaram na história de mudar logo após o TCC, para todos que ainda confiaram no papo de esperar até a formatura e mudar…eis que eu finalmente cumpri o prometido.
Para desespero dos meus avôs, alegria da minha mãe e pânico dos meus familiares eu sai de casa e mudei para a China! Sim, é assim que todos encararam minha nova empreitada. O alvoroço foi tamanho que eu realmente me senti mudando para um lugar tão tão distante que ninguém nunca poderia me visitar.
Mas muita hora nessa calma, eu apenas subi a serra e agora sou mais um nariz inspirando poluição. E vou dizer que fora o nariz seco, também estou me sentindo a super mulher! Santos não tem ladeira, não tem corredor de ônibus (até tentaram, mas uma avenida só…aham, campeão), não tem tantos caras gatos (me apaixono a cada esquina, desculpem caiçaras, mas maresia corroe e eu não curto muito estilinho sossegado de ser), não tem tantas opções para sair e muito menos tantas alternativas de transporte.
Enfim cheguei e estou na crise do “onde estou”. Sei o caminho do abrigo até o trabalho e do trabalho até o abrigo (eu não me mudei ainda, vivo de adoção; se alguém tiver interesse eu sou organizada, sei fazer bolo e sou ‘moh legal’). Na verdade eu até sei andar em SP, mas ou de metrô ou de carro, mas trabalho longe de metrô e não estou de carro, ou seja, fu***.
Fora a moradia e a falta total de senso de direção estou bem e feliz. Sim, faz pouco tempo, mas o suficiente para pensar “enfim, cresci…”
Esse é um texto para avisar os amigos que eu não morri, não fui seqüestrada e vocês podem sobreviver sem mim durante a semana – final de semana ‘é nois, mano’! (Y)

A primeira coisa que eu quero dizer é que esse é o post 500 do blog. E isso não quer dizer nada, talvez que esse post já deveria ter saído há muito tempo.
A segunda coisa que eu quero dizer pra você meu caro leitor, é que estou feliz pra caralho! É, simples assim. E o motivo dessa felicidade toda, eu vos conto agora.
Como você sabe – eu acho – eu me mudei lá pelo dia 13 de Outubro de 2009, sai de um bairro bom para um melhor ainda. O melhor vem pelo fato de eu agora morar praticamente do lado de onde trabalho, e sim, isso é FODA! Até porque enquanto eu escrevo aqui confortável na minha cadeira, tomando minha cerveja e fumando meu cigarro (crianças, não fumem, ou fumem e se matem se quiserem, mas vocês vão se arrepender… ouçam o titio) eu ouço centenas de pessoas estressadas buzinando loucamente tentando chegar em casa antes das 9.
Agora que eu já tirei minha onda com você que pega três ônibus para ir trabalhar, ou pior, nem trabalha, vou continuar meu texto. Já você que trabalha em casa, sim, eu invejo você (oi Adriana, oi Janaína!). Então, não sei se você sabe, mas se mudar significa uma e somente uma coisa: DOR DE CABEÇA. Além de fazer toda a mudança, você tem que reformar o apartamento em que morava, e isso meu caro leitor ou leitora, é uma das coisas mais horrendas do mundo.
Só para você ter uma idéia (foda-se a reforma), eu passei os últimos 5 meses pagando o aluguel de um apartamento que eu já não morava mais no valor de R$774,00. Eu sei que você arregalou o olho, eu também não acredito, calcule esta merda para você ver o tanto de dinheiro que eu joguei no lixo. Sem contar que além disso eu tinha que sobreviver, e depois de crescer e virar um adulto (Peter Pan, cara eu te entendo foda) eu realizei que sobreviver custa caro.
Resumindo, eu simplesmente não conseguia resolver o negócio da reforma. Até que contratei uma empresa para fazer o serviço, fizemos umas cagadas, a coisa parou e todo mundo sumiu. Empresa, pintor, tinta, e principalmente minha saúde mental. Dormia e acordava todo dia com esse fantasma sobre mim, e eu ainda tinha que estudar e trabalhar como nunca. Sem contar o dono do apartamento me ligando todo dia para dizer que a mulher dele estava doente e que ele precisava do dinheiro e blá blá blá.
Ou seja, eu já estava a beira da loucura. Logicamente, tudo começou a dar merda. Me tornei uma pessoa extremamente estressada, nervosa, mau humorada (na verdade, eu sou assim, só que tudo aflorou), não me relacionava bem com ninguém. Não trabalhava direito, não conseguia criar nada. Sentava centenas de vezes para escrever aqui no blog e não saia nada. E como de costume, eu não contava isso para ninguém, e ninguém tinha idéia do que eu estava passando. Além do bloqueio criativo que eu tinha, por mais que eu tentasse, não conseguia resolver a reforma. E para pagar tudo, ia me ferrando no banco, não podia sair de casa, não podia comprar nada.
O meu erro, no caso, entra aqui. Eu fiquei completamente cego. Eu simplesmente resolvi não aceitar que tinha alguma coisa errada comigo. No trabalho eu realmente estava me tornando um profissional que eu detesto: arrogante, chato, que não sabe trabalhar com outras pessoas, egoísta e etc.
A hora que eu mais precisei de apoio, eu fugi dele. A hora que eu mais precisava relaxar, eu me trancava em casa. Eu já estava a beira da loucura total. Até que algumas coisas aconteceram, conversas, arranjos, um ombro muito amigo, uns tapas na cara e tudo foi se acertando. Foi aí que eu vi o quanto eu estava errado e o quanto eu vinha sendo orgulhoso. É amigos, pedir ajuda e pedir desculpas é a coisa mais difícil que existe. Principalmente quando você errou feio e quando é uma pessoa orgulhosa. E isso, eu sou.
Quando você finalmente vê que está errado, tudo fica muito mais fácil. Pensei em algumas coisas que devia fazer, vi que era o único caminho que eu poderia tomar, e entrei de cabeça. Pedi desculpas a quem tinha que pedir, pedi ajuda a quem tinha que pedir, levantei bandeira branca mesmo e voltei a ser o que eu sempre fui.
Nessa segunda-feira, o pesadelo finalmente terminou. Paguei o que tinha que pagar, terminei a reforma e devolvi o apartamento. Parece brincadeira, mas foi instantânea a minha felicidade. Liguei para todo mundo que sabia da história, contei a novidade. Não me contive. Essa semana trabalhei com outra cara, com outro clima, e muito muito feliz. Eu voltei a amar o que eu faço, voltei a gostar de trabalhar, voltei a ser um cara feliz. Voltei a ser um cara engraçado, voltei a ser um cara bacana e principalmente, as idéias começaram a explodir na minha cabeça.
Está indo tudo muito bem no meu trabalho – melhorei absurdamente nessa semana – meu humor é outro. Estou com várias idéias para o blog, vou voltar a postar como antigamente, tenho certeza. Além disso finalmente estou realizando o antigo sonho de ter um site com os meus trabalhos – pedroamerico.com – já já ele entra no ar com todo conteúdo. Estou com vários desafios e com muita vontade de trabalhar.
A Life é Hard sim, mas se você ajudar, ela fica pior ainda.
As lições que eu tiro disso:
- Tenha sempre um telefone de um pintor e se relacione bem com ele
- RESOLVA as coisas antes que elas se tornem um pesadelo
- Nunca é tarde demais para reconhecer seus erros
- Nunca é tarde demais para pedir desculpas
- Mudar é difícil, mas faz um bem enorme
- Agradeça a quem te ajudou
***
1 – Daniel, meu irmão, tivemos boas brigas por causa dessa merda, tivemos boas discussões sobre isso. Aprendemos juntos a lidar com tudo. Eu reconheci meus erros e você reconheceu os seus. Crescemos, amadurecemos, e mais do que nunca somos irmãos, parceiros e amigos. Obrigado por tudo. Te amo cara.
2 – Caio, que conversa cara, que noite! Tomamos uma garrafa de Absolut sozinhos em algumas horas, mas valeu a pena. Você me ajudou muito e acredito que eu também te ajudei com os seus problemas. Você sabe que pra mim você é muito mais que um amigo. Você é o irmão mais novo que eu não tive. Obrigado por tudo. Te amo velho. E amanhã vamos nos embebedar como loucos, porque merecemos. Só nós sabemos o tanto.
3 – Leitor ou Leitora, obrigado por escutar toda essa ladainha. Obrigado por continuar lendo esse blog mesmo com a nossa falta. E obrigado por confiar na gente. =D

Eu costumo ser uma pessoa bem sincera. Tenho vários medos, mas um que não tenho é de admitir que os tenho. Isso aliás é uma das coisas que eu costumo gostar mais nas pessoas no final das contas. Não a capacidade de admitir suas falhas ou seus medos, mas eles mesmos. São essas pequenas peculiaridades que fazem da pessoa o que ela é, são essas pequenas coisas que fazem com que você ame ou odeie alguém. Eu amo e odeio o ser humano então ele me chama atenção. É o que minha maluca professora de Fotografia chamava de punctum.
De qualquer forma, morro de medo de avião. Só de pensar na possibilidade eu já fico ansioso, coração acelera, penso em várias merdas que podem acontecer. Eu sempre imaginei como seria minha primeira viagem de avião, obviamente, porque como tenho uma vontade grande de conhecer outros países – principalmente Inglaterra – eu teria que de uma forma ou de outra entrar num maldito avião. Só não imaginei que fosse acontecer tão cedo.
Há aproximadamente duas semanas – ou mais – meu irmão chegou pra mim e disse:
- Você vai pra fórmula 1.
- HAN!?
- É. Você vai pra fórmula 1.
- Como assim?
- Uai, indo.
- O_O (minha cara)
- De ônibus né?
- ¬_¬ (cara do meu irmão)
Bom, depois de muita discussão, medo e tal, comprei a passagem e lá vou eu… Daqui umas dez horas estarei entrando em uma caixa de metal que voa. Não é um pensamento muito animador, mas esse fim de semana em são paulo promete ser o melhor da minha vida.
De qualquer modo, ligarei para algumas pessoas dizendo que as amo para o caso de acontecer alguma coisa, o que na verdade é errado, já que devemos dizer que amamos as pessoas que amamos em um dia qualquer. Bom, você que lê isso aqui também é importante.
Obrigado por tudo! (caso aconteça algo) =D
***
Mudei! e por incrível que pareça não aconteceu nada de engraçado, estranho ou que valha a pena contar aqui. Mas conto que estou morando muito bem, a vista é linda, e as janelas do meu quarto e da varanda dão para a piscina do condomínio ao lado. Ou seja, como sou meio vouyer acho que vou postar algumas coisas sobre os vizinhos e claro, sobre as gostosas de biquíni.
Vale contar também, como é estranho acordar em um lugar, acordar no seu lar de todo o dia e no mesmo dia dormir em outro lugar que por definição agora é sua casa. Demorei por volta de uns 4 meses para acostumar com o apartamento agora antigo. Morei 20 anos na mesma casa – com terreiro e tudo mais -, e do nada mudar para um apartamento em outra cidade foi meio assustador. Agora é diferente, já estou acostumado com a cidade, com o estilo de vida e tudo mais. Então a adaptação será mais rápida.
Á, antes que eu me esqueça, tem uma sinuca no meu prédio. #morramdeinveja
***
Só para terminar o post, tenho que contar isso:
Algumas roupas minhas estavam em Monlevade, o que é desesperador por causa da viagem – eu realmente precisava das roupas que estavam lá – minha mãe então montou uma força-tarefa para mandar as roupas para BH.
Não é que ela foi para a rodoviária de monlevade com as duas malinhas, encontrou com uma completa estranha que coincidentemente também iria para o grande prêmio do Brasil, combinou com ela para trazer as malas para BH. Eu como sempre, cheguei atrasado, mas consegui pegar as malas com a moça – Cristiane – que obviamene estava meio puta comigo pelo atraso. No mínimo pensou “puta menino folgado! trago a porra da mala e ainda atrasa”.
De qualquer forma, Cristiane, muito obrigado e desculpa mesmo.
***
1 – Como terei acesso a internet em são paulo, postarei sobre cada dia.
2 – Essa promessa eu vou cumprir
3 – Prometo

Leave A Comment