Mais uma lista. To gostando de fazer essas listas, é sensacional poder lembrar filmes, músicas, séries e tantas outras coisas em listas. Então, a lista de hoje é de música, mais propriamente dito de clipes. Foram clipes históricos, para mim. As músicas são um grande fator, é claro, mas o fator ‘conjunto da obra’ é o que mais conta aqui. Sem contar que são clipes que eu paro qualquer coisa que estiver fazendo para ver. Obviamente, em qualquer lista de clipes (falando bem), indescutívelmente Thriller do mito Michael Jackson é o primeiro colocado. Sempre. Ou seja, nosso querido hors concours. Então ele não entrará nesta lista. Então vamos aos meus clipes marcantes.
Aerosmith – Hole In My Soul
Aquela famosa história dos filmes de adolescente americano. Um nerd, que é excluído e zoado por todos, é louco pela garota mais popular do colégio, não aguenta mais não ter uma namorada ou alguém que goste dele. Lógico que ele não percebe a loirinha gatissíma que ama ele. Então ele começa a produzir ‘mulheres perfeitas’, mas essas mulheres não tem sentimentos e sempre o abandonam. Até que a menina apaixonada descobre e se declara para ele. Ou seja, um longa-metragem de 6 minutos. Maravilhoso. Música linda, clipe sensacional. Eita adolescência.
Nirvana – Smells Like Teen Spirit
Preciso dizer porque esse foi um clipe marcante? Primeiro, qualquer pessoa com mais ou menos a minha idade, quando escutou essa música pela primeira vez, sentiu o que era ser adolescente, ser revoltado. Muita gente começou a gostar de rock por causa do Nirvana, Kurt ‘louco’ Cobain e Smells Like Teen Spirit. E o que dizer de um clipe, que um bando de gente pulava, balançava a cabeça e olhava para aquele loiro de cabelos desgranhados tocando sua guitarra, um cara que parecia saído de um sanatório no baixo e um cabeludo destruíndo na bateria. Putz, prato cheio para a galera da época. Nirvana…a banda mais odiada pelos pais na década de 90.
Michael Jackson – Black or White | (clique para ver, código desabilitado)
E por acaso vocês acharam que ele não iria entrar na lista? Até parece, o REI dos videoclipes. A lenda, o extra-terrestre o homem, o mito. Eu assiti quando passou no Fantástico de não-me-lembro-quando. Junto com a família, fiquei impressionado. Que clipe foda, que música. Já começa com a rebeldia e a discórdia familiar que só o rock ‘n roll pode trazer. Depois com o próprio mito na época em que mais parecia com um terrestre. Sem contar que no final, os efeitos, uma pessoa se transformando em outra, não importando cor, credo ou origem. Destaque para Macaulay Culkin, o garoto que todos os garotos queriam ser. (Veja o clipe original aqui)
Mamonas Assassinas – Pelados em Santos
Vou colocar eles em todas as listas que eu puder. Fato. Mas não poderia não colocá-los aqui. Esse clipe, essa música. Toda criança queria ser uma mamona assassina, todo pai queria ser, toda mãe achava o Dinho lindo. Eu já falei muito sobre mamonas aqui. Eles foram históricos, o clipe foi histórico e a música idem. Uma injeção contínua e eterna de felicidade. A banda mais amada pelos pais na década de 90.
Blink 182 – All The Small Things(clique para ver, código desabilitado)
Eu poderia fazer essa lista com 5 clipes desses caras. Esse clipe é simplesmente dos mais engraçados da história. Zuando vários clipes de boys band e cantoras pop, com um humor pra lá de escrachado, Mark, Tom e Travis fizeram realmente história com esse clipe. Os caras tinham a manha de arrancar risada de todo mundo. Destaque para a dancinha a lá New Kids on The Block, e para Tom vestido de garotinha indefesa. Hilário. Além desse, eles fizeram vários outros clipes maravilhosos. Esse eu assisti pelo menos umas 10 mil vezes.
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1 – Foi difícil pacas escolher esses clipes, eu sei que faltaram vários
2 – Acho melhor fazer essa lista de clipes por estilo ou tipo de música
3 – Mandem dicas de clipes
5 – Nada de número 4.
Pedro Américo
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Contos/Crônicas , Music is very porreta , Zica do Dia
Coisas que Marcaram Minha Infância | Música

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1 – Procure no Youtube estas músicas
2 – Lembre com carinho de sua infância
3 – Desenhe um sol amarelo numa folha de papel
4 – Tente fazer o moonwalk
5 – Faça a coreografia de Thriller
Pedro Américo
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Tenho a certeza absoluta que todos, todos mesmo, conhecem esta imagem. Não só conhecem como sentem milhões de coisas ao vê-la.
Eu sinto o sorriso subindo e crescendo até a uma gostosa gargalhada ao mesmo tempo em que sinto as lágrimas descendo e levando a um choro sincero e silencioso. Sinto uma felicidade quase instantânea, acompanhada na mesma intensidade, por uma tristeza e saudades profundas. Sinto uma grande vontade de vencer e ao mesmo tempo, toma conta de mim, um grande sentimento de injustiça.
Neste momento escrevo sobre eles ouvindo o único CD de uma banda que fez história e marcou a vida e a infância da minha geração. Tenho certeza que, como eu, todo mundo ainda sabe as letras. Mesmo se não escuta há tantos anos e tal. Você nunca esquece algo que escutou pelo menos 1 zilhão de vezes.
“Pois pra mim, você é uma besta mitológica com cabelo pixaim parecida com a medusa, eu disse isso pra rimar com a soma dos quadrados dos cateto é igual a porra da hipotenusa” “Você foi, agora, a coisa mais importante que já me aconteceu neste momento, até hoje, em toda minha vida” “Um paradoxo do pretérito perfeito complexo da teoria da relatividade”.
Essas frases, para mim em especial, resumem tudo que eles significaram para um país, para uma geração. E para mim. Podem discordar o quanto que quiserem. Mas para mim eram gênios. Quer ver?
A melhor música nordestina da história: “Jumento Celestino”
A melhor balada da história: “Uma Arlinda Mulher”
O melhor Heavy Metal do Brasil: “Débil Metal”
O melhor pagode da história: “Lá Vem o Alemão”
A melhor música Portuguesa da história: “Vira-Vira”
A melhor música de corno da história: “Boys Don’t Cry”
A música mais engraçada da história: “Mundo Animal”
A melhor música pop da história: “Pelados em Santois”
A música mais crítica da história: “Robocop Gay”
A melhor música romântica da história: “Chopis Centis”
Os melhor hinos de excursão da história: “Sábado de Sol” e “Sabão Crá-Crá”
Nos exatos 38 minutos e 59 segundos que esses cinco rapazes fizeram uma revolução danada, eu volto a ser criança. Volto ao tempo em que a única coisa que importava era a diversão e o sorriso. Foi nestes minutos que eu aprendi a gostar de música. Comecei a procurar aqueles riffs, aquela guitarra. Foi quando comecei a prestar atenção no que as letras das músicas me diziam. Foi quando eu me apaixonei pelas palavras, pelo prazer de escrever, pelo humor e pela música.
Obrigado, de coração, Dinho, Júlio, Sérgio, Bento e Samuel.
Aonde quer que estejam, nem que seja apenas na memória de milhões de outros saudosos, vocês foram muito fodas.
Pedro Américo







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