
Uma parte de mim acha que todo homem deveria colecionar alguma coisa, a outra parte tem certeza que todo homem coleciona alguma coisa durante toda a vida. Tem alguns malucos que colecionam a mesma coisa desde os seis anos de idade, tem outros malucos que vão trocando de coleções com a medida do tempo. Tem uns mais malucos ainda que colecionam coisas bizarras como vulvas mergulhadas em vinagre, mas não é disso que eu quero falar.
Eu sou do tipo de maluco que vai trocando de coleção com o tempo. Quando era pequeno colecionava Tazzo (ô saudade), cartões telefônicos, latinhas diversas (essa era conjunta com os irmãos), figurinhas (obviamente), tampinhas, anéis de lata, e tudo quanto é tipo de quinquilharia. A adolescência veio e com ela coleções de CD`s, DVD`s, e… Livros. Veio a fase adulta e com ela a coleção de canecas, livros, DVD`s, e… Quadrinhos.
Durante a minha vida inteira eu gostei de ler, comecei como quase todo mundo: Turma da Mônica. Passei por vários livros e outros quadrinhos. Mas fiquei mesmo com os livros e quadrinhos para mim sempre foram algo esporádico. Quem gostava mais e mantinha uma pequena regularidade em compras era o Mateus (o influenciador). De qualquer modo, acho que nunca tinha ficado louco por quadrinhos, como era por livros, pelo fato de que enquanto eu era apresentado a Stephen King, Tolkien, Conan Doyle e Rowling, nomes como Alan Moore, Dave Gibbons, John Romita Jr., Neil Gaiman, Frank Miller, e outros tantos mestres, continuavam desconhecidos para mim.
Até o dia em que eu li A Piada Mortal. Até o dia em que eu li Watchmen. Até o dia que eu li The Ultimates. Até o dia em que eu li 78 edições de Walking Dead em dois dias. Até o dia em que eu simplesmente me arrependi de não ter começado minha coleção de quadrinhos quando eu tinha os mesmos seis anos de idade.
A minha sorte, é que existem coisas boas sendo lançadas todos os dias, que Steve Jobs inventou o iPad e alguém começou scanear quadrinhos como louco e disponibilizar. A sorte nossa que existem edições encadernadas maneiríssimas de clássicos antigos e novos do mundo dos Quadrinhos. E mais sorte ainda, que estamos vivendo em uma época em que as coisas boas (da Marvel pelo menos) estão virando filmes. E bons filmes. (ok, Batman é da DC, mas Batman The Dark Knight é um filme perfeito, mais do que uma adaptação, aquilo é um filme, aquilo é cinema puro, e é perfeito).
Vou ser sincero com você leitor – no sentido de continuar sendo sincero, estou apenas exaltando o fato e não dizendo que serei sincero daqui pra frente, ok? – esse post era sobre uma edição das fantásticas edições de um selo da Marvel chamado Marvel Knights. É um selo que meio reconta as origens dos maiores personagens da casa das ideias. O problema é que eu comecei falando de coleções e percebi – quando comecei a falar enfim sobre a revista – que eu perderia um bom post sobre um negócio bacana que é colecionar.
Vou combinar o seguinte com você; Eu continuo falando sobre coleções aqui neste texto e amanhã eu posto sobre a maravilhosa HQ Namor – As Profundezas.
Ok?
Continuando.
Já pensou porque colecionamos coisas? Alguém com certeza já pensou nisso, sem dúvida aqueles pesquisadores irlandeses descobriram que 25% das pessoas que colecionam coisas fazem isso porque querem recuperar um pouco de si mesmo, mas que foi perdido em vidas passadas; 45% das pessoas colecionam coisas porque hoje em dia essa é a parcela nerd da população mundial, e nerd bom é nerd que coleciona; 20% colecionam coisas porque vivemos em uma sociedade que desconhece quase completamente o consumo sustentável (ok, eu também odeio essa palavra e o modo como ela é usada por 99% do mundo, mas consumo sustentável ou consciente é algo bacana [falo disso num post um dia]) e elas não resistem ao fato de terem apenas uma coisa, essas são aquelas donas de casa que compram o Lifting Shape do Polishop. Os 10% restantes são assassinos seriais que colecionam pedaços de suas vítimas em alguma conserva nojenta em seus apartamentos sinistros em algum canto dos Estados Unidos, pedaços como vulvas por exemplo.
Acabei de descobrir que existe uma pesquisa também falando que 76,9% dos pesquisadores irlandeses deveriam pesquisar menos e transar mais. Concordo com a segunda pesquisa, se querem saber.
De qualquer forma, acho que se eu pesquisasse conseguiria descobrir algum psicólogo falando em porque as pessoas colecionam coisas. Aí é que está o barato da internet, eu posso descobrir essas coisas sem pé nem cabeça, como posso ignorar qualquer especialista e tecer eu mesmo minhas teorias num canto escuro da galáxia, digo, da blogosfera, digo, da umbigosfera.
Eu acho que colecionar coisas tem a ver com nostalgia. Eu lembro onde comprei cada caneca que tenho, lembro a história da compra de cada uma delas. Minhas canecas me contam histórias de anos atrás, cada vez que uso elas (e sim, eu uso todas elas), lembro da história. Entende o que quero dizer? Aquelas canecas me lembram todos os dias quem eu sou, de onde eu vim, e quais foram e quais são os meus sonhos. Minhas canecas me dizem o tipo de pessoa que eu sou. Me contam sobre lugares que eu fui e com quem eu fui e o que aconteceu. Calma, eu não tenho canecas mágicas que curam minha falta crônica de memória. Só estou dizendo que elas me confortam.
Assim como meus livros e minha HQ`s. As vezes pego um deles e passo a mão na capa, fecho os olhos e consigo sentir lá no fundo o mesmo sentimento que eu tive quando peguei aquilo pela primeira vez. O mistério, o medo, a dúvida. Com Senhor dos Anéis e Harry Potter por exemplo. O primeiro olhei com uma dúvida e com aquela ar de certeza inabalável que todo adolescente tem “Nunca isso aqui vai ser melhor que Harry Potter”. Li SdA trocentas vezes e o meu nome na internet é Pedro Turambar.
Passei uma semana lutando contra a pior primeira parte de um livro da história, para descobrir mithril durante todo o caminho dos outros livros. Consigo sentir toda aquela felicidade só de olhar para a capa das minhas quase destruídas edições separadas do livro. Livro bom é livro gasto, eu costumo dizer. Lembro quando minha mãe queria me matar por estar às 4 da manhã lendo As Duas Torres, sendo que no outro dia eu tinha aula. Nem ela nem os vizinhos devem ter entendido nada quando eu gritava “MÃE! O MAGO BRANCO É O GANDALF MÃE! PELO AMOR DE DEUS!! SE EU NÃO LER ISSO ANTES DE DORMIR EU VOU FICAR LOUCO! MÃE É O GANDALF! ELE TÁ VIVO! TENHO CERTEZA” e devem ter entendido menos ainda quando ela disse “Aé? Quero ver você falar de Fangalf pra Dona Lilia* amanhã no colégio. Anda, vai dormir e apaga essa luz que seu irmão tá dormindo!”. Lembro de simplesmente ir para o banheiro, fingir uma caganeira repentina para terminar de ler a parte que Gandalf renasce como O Branco.
Viu? História. Nostalgia. E um sentimento de “Cara, como isso foi bom”.
Coleciono coisas porque elas me contam histórias. Coleciono coisas porque eu adoro ouvir histórias, principalmente histórias que eu mesmo vivi e que eu mesmo me conto. Coleciono coisas porque elas me lembram. Porque eu coloco os pés nos chão, para que através do meu mundo de fantasia eu consiga ver e viver o mundo real.
***
1 – Agora, imagina eu lendo senhor dos anéis, ouvindo um cd dos Engenheiros do Hawaii, tomando alguma coisa numa caneca, comendo chips, esperando a hora de ligar para minha namorada de um orelhão?
2 – Eu provavelmente explodiria feito Madjin Bu.
3 – Eu ia falar algo importante aqui, mas esqueci.
4 – Lembrei! *Dona Lilia: Coordenadora do colégio, que 3 ou 4 vezes por semana me fazia assinar um papel dizendo que nunca mais eu chegaria atrasado.
Ahhhh como é bom estar em Casa! Com cê maiúsculo para ilustrar que estou em casa de verdade. Em Monlevade, com o singelo objetivo de fazer o que eu chamo de “monlevadiar”. Estou aqui com o computador na mesa de jantar enquanto meu pai e Mateus assistem a um documentário no History Channel sobre o Código Da Vinci.
O que nos traz a esse post, sobre o mais novo livro de Dan Brown: O Símbolo Perdido. Que eu li já faz um tempo e fiquei de postar minhas opiniões – não só do livro, mas do autor também – aqui no blog.
Então, vamos a elas.

Eu fiquei sabendo de Dan Brown há muito tempo antes de todo o hype, quando o Código Da Vinci tinha acabado de chegar no Brasil. Mais uma vez influenciado por Mateus – o irmão que é o culpado por tudo que eu leio, escuto e vejo – comprei o livro. Achei a coisa mais foda do mundo.
Porra, eu tinha lá uns 16 ou 17 anos e tava lendo um livro gostoso de ler, cheio de explicações de mitos, teorias de conspiração, um plot sensacional. Fiquei em êxtase. Depois disso, comprei Anjos e Demônio e… já fiquei com um pé atrás com Dan Brown. O livro também era foda, com mais explicações, simbologia e todo aquele circo. Mas… eu descobri o plot na metade do livro.
Aí fui comprar o tal de Fortaleza Digital… e adivinhe, o PLOT ERA A MESMA COISA!!! Porra Dan Brow, publica a porra de uma tese, e não um romance. Desde então, ele virou um grandessíssimo babaca para mim. Nunca li, e nem pretendo ler o outro livro dele, alguma coisa de Impacto.
Outro dia, passando pela Leitura e fazendo a compra do mês, eu vi o novo romance de Dan Brown, O Símbolo Perdido. Mais uma aventura de Robert Langdon e tudo mais, sobre a maçonaria – tinha ouvido falar. Decidi comprar e arriscar.
A estrutura – que aqui pode ser considerada também como o estilo do autor – continua a mesma. É como se ele tivesse escrito as três aventuras de Langdon juntas, logo de cara, eu já esperava o plot mais uma vez idêntico. Se isso acontecesse, eu iria parar de ler e queimaria o livro. É sério.
Alguém – provavelmente seu editor, ou algum fã sensato – disse para ele: “O Dan, na boa cara, é mó legal essa parada de você fazer o leitor achar que o vilão é um cara quando na verdade é aquele outro que você nunca imaginaria, mas porra, DÁ PRA INVENTAR OUTRA COISA?”. Eu pelo menos falaria isso para ele.
Dan Brown resolveu deixar seu lado Agatha Christie de lado e focou no que ele é bom de verdade: descrições, suspense, história, simbologia, aventura e etc. O que foi uma ótima surpresa. Ele é um escritor de blockbusters, e deve escrever assim, porque ele é realmente foda nisso. O Símbolo Perdido, não é um livro primoroso e nem vai ser o melhor livro que você leu na vida, nem entrará no seu top 10.
Mas é um livro divertido, muito interessante se você gosta de história e teorias de conspiração, além de um ótimo passa tempo. É como aquele filme cheio de explosões, tiros, mocinho versus vilão e detetives que você gosta de assistir de vez em quando para desligar um pouco a cabeça.
Eu indico muito o livro se você é daquele leitor, que assim como eu, gosta de ler e ponto. O outro tipo é aquele que paga de Cult lendo livros franceses de duas tiragens tomando um copo de vinho em um bistrô. Você, leitor normal, vai gostar, se divertir e ler como um alucinado até terminar o livro.
Tem coisas fantásticas sobre a arquitetura de Washington e sobre a história da fundação dos Estados Unidos que dá muita vontade de você visitar a capital americana e ir até os locais em que o livro se passa. Principalmente no Capitólio.
***
1 – Vai virar filme em 3… 2… 1..
2 – O próximo post, provavelmente será um texto sem nexo ou sobre quadrinhos. =D
3 – Descobri que o meu combustível para querer escrever aqui é a felicidade, não importa o tempo que eu não tenha. E sim, estou bem feliz.

Nossa! Vim tirar algumas teias de aranha da minha conta, na verdade eu estou a ponto de ser demitida do blog caso não escrevesse, com toda razão, alias não cumpri a promessa de escrever pelo menos duas vezes na semana.
Na verdade sinto uma falta de inspiração, falta brilho para escrever, mas nem por isso quero parar.
Bem, essa semana comprei vários livros e quando chegou fiquei pasma! O livro veio com uma baita publicidade no verso. Fiquei decepcionada, e com vontade de reclamar – Sr. Turambar feelins – o que problema foi que o livro custou um preço consideravelmente caro e a propaganda do livro foi pra onde?
Sei que publicitários aceitam bem propaganda, mas quando é boa publicidade, provavelmente essa pagava a impressão ou a tradução do livro, mas podia ser algo diferente pelo menos pelo preço do livro.

Aproveitando a onda de reclamação quero deixar minha indignação com o Cinemark que já deu problema no filme duas vezes e nunca respondeu nem se importou com nenhuma reclamação que eu fiz.
Deixe sua indignação ai.
o nome do cara é Gabriel García Marquez. o nome do livro é “Cem anos de solidão”.
bom..o cara ganhou o prêmio nobel da literatura..
ou seja, nao é qualquer um universitário de 20 anos escrevendo um livro (oO)…ué..mais pera ai.
eu preen… á esquece.
eu ainda não terminei de ler. mais vo te falar, esse cara é foda. a história é envolvente e você simplesmente nao consegue parar de ler..é incrível.
essa é a dica cultural do dia. ehehe..leia, vale a pena saber sobre macondo e a familia e amigos de josé arcadio buendía.
desfrutem sem moderação.
\o
abraço.
**** [PÓS-REBOOT] ****
Estou me perguntando até agora porquê diabos eu não iniciava a porra do texto com letra maiúscula.
Será que eu tinha probleminha?
De qualquer modo, eu não terminei de ler esse livro. Confusão do caramba. Mas está na lista de livros que comecei e não terminei…
Junto com Crime e Castigo e Contato.
Editado dia 4/10/2011








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