(foto deste post aqui – quase o mesmo tema)

Prepare-se, você está prestes a entrar num mundo fantástico de bravura, medo, aflição e da eterna luta da Luz contra as Sombras. Tá, nem tanto. Esta é uma pequena história de um cara que tem medo de altura, uma preguiça imensa de trocar lâmpadas e de um maldito controle remoto sumido.

Como eu disse aqui, moro sozinho desde janeiro de 2007. Desde então tenho passado por privações incomuns à vida que eu levava antes. Coisas como lavar roupa, lavar vasilha, colocar o lixo para fora, varrer – VARRER – uma casa, fazer (tentar fazer) comida e é claro… trocar lâmpadas. Por escolha do destino – ou do meu irmão que escolheu este singelo apartamento para viver – eu moro em um prédio que pelas minhas contas foi construído em 1614. Portanto tudo no prédio é antigo, incluindo sua fiação.

Nada mais comum do que chegar em casa, acender a luz de qualquer cômodo e… TUPLOFT! A lâmpada queimar. Já devo ter comprado mais lâmpadas que uma pessoa já comprou a vida toda, não, não estou brincando. Juntando meu medo de altura – SIM, a altura de um tamborete para mim é altura – com a minha preguiça latente, eu jamais troco as lâmpadas aqui em casa. Tarefa para o meu irritado irmão que toda vez que ele tem que fazer isso, faz questão de declamar suas palavras nefastas contra mim.

Eis que um dia desses, eu cansado de ouvir a ladainha de sempre, resolvi trocar uma das malditas lâmpadas, acho que foi a do banheiro, que queima de 2 em 2 semanas. Neste dia, para minha felicidade extrema, descobri que não alcanço nenhuma das lâmpadas! Em júbilo completo, disse pomposamente para meu irmão que eu não alcançava as lâmpadas e que não poderia nunca trocá-las. Evitei ter que subir em tamboretes tremendo feito vara verde e ainda por cima me livrei dos sermões.

Até que… meu irmão viajou a trabalho. Ele sempre viaja, mas desta vez foi por muito tempo. O Puto está em Salvador, trabalhando… é trabalhando, mas você sabe: Salvador + Carnaval = trabalho + putaria + diversão + loucura + tudo mais. Eu sou meio azarado, logo Murphy me ama. Dois dias depois de ele viajar, já contabilizava 3 malditas lâmpadas queimadas e uma que voltou à vida – Graças a Deus. A lâmpada que voltou a vida milagrosamente é uma das mais importantes, a do banheiro. Em contrapartida perdi outra muito importante, a da sala de televisão.

Passaram-se mais dois dias até que eu perdi o controle da televisão. Procura, procura, procura, procura e nada. Sem luz na metade da casa, sozinho, carente, triste, cansado pra caralho e ainda por cima sem a merda do controle remoto.

Desde quarta vim observando a luz da sala, na esperança dela voltar à vida. Nada. Foi aí que percebi que a lâmpada ficava presa num negócio de lustre, pensei na hora “Acho que eu alcanço essa merda aí em!”. Cheguei da agência hoje decidido a fazer a troca. Como eu disse sou preguiçoso, e já fiquei meio sem vontade de ir até a padaria comprar uma lâmpada. Até que por ‘sorte’ encontrei uma lâmpada que funcionava no quarto do meu irmão, um pequeno abajur.

Fui tomar banho antes, e no meio do banho comecei a pensar “É só eu subir na mesa de centro, pisando no canto de madeira e trocar… é tranqüilo”, mas aí surge uma segunda voz:

“É sobe lá sim, a mesa pode quebrar junto com o vidro e você rasgar a perna”

“Deixa de ser paranóico… bem, pode acontecer, mas é só gritar para Dona Zéu chamar o SAMUR”

“Vai acontecer nada não seu maluco!”

“Aaaa, sei lá viu… não to afim de rasgar a perna estando sozinho”

“Seu idiota, desde quando alguém está afim de rasgar uma perna? De qualquer maneira, você ainda pode tomar um choque, cair e bater a cabeça”

“Putaquepariu!”

Saí do banho com a certeza que não ia trocar nunca aquela merda de lâmpada. Só que também estava cansado de comer no escuro – o que convenhamos é uma merda também, sempre imagino que posso comer um inseto, sei lá, sem ver – e queria achar o maldito controle remoto.

Como sou um homem e não um rato. Peguei a lâmpada e fui decidido, liguei a TV para dar uma luz, abri a janela caso precisasse gritar por ajuda e subir na mesa de centro. Na boa, quase me caguei de medo. Veja bem, a mesa deve ter um 40 centímetros de altura, mas eu não conseguia parar de ver as juntas se abrindo e pregos rasgando minha perna. Tremendo igual naturista no pólo norte, olhei pra cima e vi que além de tudo teria que me envergar para trás para conseguir trocar o negócio. Desisti aí.

Desisti da mesa, fui até o banheiro e peguei o tamborete onde ficam as ‘leituras’ de banheiro e fui para a sala. Subi rapidamente, troquei a merda da lâmpada, desci, bati no interruptor e voilà a luz acendeu. Incrível como a gente perde o medo quando está extremamente puto com alguma coisa.

Mas a história não acaba aqui. Ainda faltava o controle desprovido de graça – vulgo desgraçado. Resolvi lançar um desafio no two eater. Voltei para a sala, procurei embaixo das almofadas como disseram @rafaelpbc e @festerblog, olhei na geladeira embaixo da margarina como palpitou o @jottape, pedindo a São Brito – coisa do @rodrigobarba – procurei atrás do sofá e por conseguinte embaixo dele como havia dito o @justplay. Não dei os três gritos para São Brito, mas achei o danado. Embaixo do sofá.

Feliz da vida fui até a padaria comprar um mega sanduíche-íche, mas morrendo de medo de ouvir um TUPLOFT, quando voltasse.

***

1 – Ao ganhador do desafio eu prometi links a semana toda aqui no blog, apesar do que o RR diga, ninguém acertou em cheio. Mas argumentou que atrás do sofá é o mesmo que embaixo do sofá, então visitem o Justplay – que ganha link aqui de qualquer jeito.

2 – Além disso agradeço aos participantes, Rodrigo, Rafael PBC, Diego e Jotta.

3 – Mais mimimi sobre post pago, o post do RafaBarbosa diz tudo.

(Foto meramente ilustrativa)

Aaaa sexta-feira! O dia da malemolência, do ócio e da esbórnia. Quando não saio para algum buteco, ultimamente o Barnabé, não faço absolutamente nada na sexta-feira. Leia-se, ficar na internet, ler blogs, e jogar conversa fora no msn, mais propriamente dito, na BlogZona. Hoje está sendo uma destas sextas-feiras-nada-fazendo-estou. Até que…escuto Karchkraftghurfsberg! E a luz pisca, pá-pum, o pc reinicia, com a tela cheia de riscos. No momento a luz se encontrava fraquinha, amarela sabe? Pois então. Para meu desespero, o computador ousa não ligar mais, tela azul. “Puta merda!” penso eu, vou até a sala e pela escuridão constato que a tv também desligou, tentei religá-la. Nada. Lembrei que meu irmão estava no sofá pelo sonoro ronco. Eis que percebo que a luz da entrada do prédio está acesa a toda potência. Solto um mais sonoro ainda “UAI?!”. Caraminholas na cabeça. Um maldito alarme começa a soar na residência (vazia) de frente. Meu irmão, semi-acordado pergunta, “Que aconteceu?”, “Deu um pico de luz…mas num tô intendendo..aqui fora tem luz pô” respondo. Volto para o quarto e tento ligar o computador mais uma vez, uai, se la fora tinha luz e se não tinha acabado por completo eu tinha esperanças. Até por que o modem estava funcionando perfeitamente. Não ligou. Meu irmão já acordado diz “Liga pra CEMIG”. Liguei e agora entra o entreparenteses. Que merda é ligar para essas coisas, principalmente se “essas coisas” forem do governo. Fiquei mais ou menos meia hora ouvindo as propagandas da CEMIG. A história do peixe é até legal. Como sou pseudo-publicitário, fiquei pensando no coitado do Redator (que eu quero ser), que tem que fazer roteiro para espera telefônica. Putz, deve ser o job mais filha-da-puta que existe. Fim do entreparenteses. Depois de ouvir as mesmas coisas por meia-hora, uma moça atende: (vou tentar reproduzir a conversa aqui):

- Não-sei-quem, boa noite com quem eu falo?
-
(Deu vontade de responder, com o Osama Bin Laden) Boa noite, meu nome é Pedro, teve um pico de luz aqui, a luz nem acaba de vez e nem funciona nada, vocês já estão providenciando alguma coisa?
- Onde você mora?
- Santo Antônio
- Santo Antônio é a cidade?
-
(hein?!..achei que esse negócio já redirecionasse para cidade que você liga e tal..ô coisa arcaica) Não, o bairro, de Belo Horizonte.
- A sim, qual a rua?
- *Tal = *
nome fictício da minha rua
- Qual o número?
- *Taltal = *
idem
- As outras casas da rua estão sem luz também?
- Não, quer dizer, não sei…parece que sim, tem algumas que tem outras não.
- Você sabe em nome de quem está a conta de luz?
-
(Sim, Osama Bin Laden) Está em nome de *Tal tal do Tal tal
- Só um minuto, Sr. Pedro
Odeio quando me chamam de Senhor Pedro, senhor é o c*&%$
Vários ‘um minuto’ depois…
- Sr. Pedro, já existe um pedido aqui para resolver o problema, e o mais rápido possível a CEMIG, vai estar resolvendo o problema (demorou e muito para o primeiro gerúndio). Em no máximo 72 horas, o problema vai estar resolvido.
- 72 HORAS?!?!?!?
- Esse é o prazo máximo, o mais rápido a CEMIG vai estar resolven…
(denovo)
- Tá, então tá bom, um abraço viu?
- Tenha uma boa noite Sr. Pedro
- Tá

Já imendei um PQP bem alto. Putz, se demorasse 72 horas…eu morreria, juro…o final de semana inteiro. Mais caraminholas na cabeça. Meu irmão já na cama, perguntou “O que ela falou?”, “Aaa fudeu tudo, disse quem até em 80 anos eles resolvem..” respondi. E em dois minutos ele estava dormindo, tinha chegado de viagem. Aí veio a luz! Meu irmão possui uma das maravilhas modernas de hoje em dia, lançados ultimamente! Um notebook, e é novo, pensei que a bateria durasse mais…sei lá, não entendo de notebook. Em dois minutos ele estava ligando e conectado ao modem. Mas como eu nunca posso contar com a sorte, a bateria estava em 25%, pensei que dava pruma meia-hora, conectei e logo estava na blogzona, além de começar a escrever este post. Estava tudo indo bem, até que a bateria chegou em 16% em CINCO minutos. Porra, não ia dar pra terminar o post, muito menos pra fazer qualquer coisa. Aí do nada o safado do note me desliga…assim, de uma hora pra outra. “Uai? E meus 16% seu puto?” indaguei para o aparelho.

Neste momento eu me desesperei. Completamente sem sono, com quase nada de energia. Isso é o pior pesadelo do mundo moderno. “Vou tentar ler então” pensei já pessimista em relação à quantidade luz que minha luminária iria fornecer. Não dava para ler. MELDELS!! O mp3 tinha descarregado no caminho para casa mais cedo. Mas eu não iria desistir. Peguei o celular que graças a deus eu tinha carregado mais cedo, e comecei a ler (pasmem!) com a luz dele. Agora, tentem, tentem imaginar a merda que é ler com a luz do celular.

Bom, ter que ficar apertando uma tecla a cada minuto, e ficar segurando um celular para ler, não é nada legal. Pode acreditar. Nada legal. Então acontece mais uma coisa, a luz resolve acabar de vez. Em se tratando da luz, não fez diferença alguma, pois o pouco que tinha não servia. Mas devia ser um prelúdio de algo bom, pois se tinha caído de vez, deve ser por que estavam mechendo em alguma coisa. Eis que ouço Karchkraftghurfsberg! mais uma vez. Era a luz voltando, junto com um sorriso estampado no meu rosto. Tudo se ligava perfeitamente bem, então me sentei aqui, e aqui estou escrevendo isso. Resolvi postar porque achei que daria uma boa crônica.

Um Abraço!

***

1 – Só para constar, ontem foi o aniversário desse meu irmão sonolento Daniel, leitor mais do que fiel deste humilde blog. Parabéns velho!

Pedro Américo.

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