O nome do post é sim com trocadalho do carilho, e não tem nada a ver com James Dean[bb] e… bem, na verdade tem a ver sim com ele, já que Dean era homossexual. Esse post é para falar da geração assexuada que veio depois da minha. Acho que posso dizer com orgulho que provavelmente a minha geração foi a última com alguns lampejos de macheza. E antes que você venha me chamar de homofóbico, “macheza” não quer dizer chapéu, botas, bigode e um Hollywood na boca. Macheza quer dizer personalidade.

Isso, meus caros, acabou. Quer um exemplo? Na minha época, esse cara aí em baixo era um ídolo. Era um exemplo a ser seguido, TODOS queriam ser igual a ele. Kurt Cobain[bb] era o retrato de uma geração, a geração junk. O último suspiro do rock.

Hoje, esse “garoto” aqui é o retrato da nova geração.

Não que minha geração tenha mudado o mundo ou coisa do tipo, como eu disse, foi o último suspiro de um movimento que está morto e enterrado, já estávamos perdendo as esperanças e deixando de acreditar na humanidade. O que eu quero dizer é que minha geração, precocemente, já havia se dado conta de que era tudo uma grande piada. Assim como sabia Edward Blake – a.k.a O Comediante -, sabíamos como o mundo era, mas não tínhamos mais forças para mudar alguma coisa, e ter consciência disso não significa uma boa coisa.

Mas a maioria de nós tem personalidade. Ou tinha. Hoje, são raríssimas exceções. Hoje nas salas de colégio temos câmeras digitais ao invés da clássica bolinha de papel. Hoje temos o cabelo chapinha (para homens) ao invés do desgrenhado grunge da minha época. Hoje temos óculos Wayfarer ao invés dos raybans míticos de nossos pais. Hoje temos camisas verdes marca-texto ao invés do preto, calça jeans surrada e allstar velho.

Se quiser entender de verdade, leia esse post genial do Luke sobre os Colírios da Capricho.

Hoje temos crianças de 21 anos ao invés de adultos com 16.

Espero ansiosamente pelo próximo reboot. Que isso saia rápido de moda. Eu não quero ser um pai Ditador e dar um tabefe no meu filho quando vir ele com franja.

Mas há esperanças, a guerra está instaurada. Conheça Paulo Pokemón aqui e aqui.

***UPDATE 2***

Não… desistam… não há mais esperança alguma…
Vejam… ou melhor, não vejam isso…

Corrão para as montanhas.

Não me culpem, foi o @gustavomafia que passou o vídeo.

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1 – Assine o feed do Que Diabos?

2 – Eu falei da minha geração, mas infelizmente temos uns ovelhas negras. Rafael Barbosa insiste em ser da geração Colírio da Capricho.

3 – Sim, post pequeno. Acostumem-se.

4 – ***UPDATE*** - O leitor “Eu”, indicou esse post do Controle Remoto em que o Felipe Neto fala basicamente o mesmo que eu.