Texto removido a pedido.

Sim, sim! Sou eu de novo! E não, não morri e não sou um fake de mim mesmo tentando fazer fama com a fama que não possuo…

Vim aqui falar um pouco sobre meu TCC, meu projeto que desenvolvi durante este ano. Francamente nunca imaginei que um projeto desses seria tão difícil, tão amplo, tão complicado de fazer – bem, pelo menos é difícil quando você resolve sair na rua e fazer algo de verdade, ao invés de ficar brincando no “carpete”.

Resolvi fazer um trabalho sobre o café e então escrevi um livro-reportagem com histórias da cadeia produtiva, de como o café sai da fazenda até chegar a sua mesa. Foram diversas viagens, diversos contatos, diversas horas tentando achar o meio de escrever isso de uma maneira que agradasse todos os milhões de fãs de café que existem aqui no Brasil.

Acho que tudo foi muito produtivo e estou realmente bastante feliz com o resultado por enquanto (mesmo que tenha planos de expandir ainda mais este trabalho e aumentar as informações contidas no livro). Gostaria então de convidar a todos vocês, pessoas que leem este blog, que adoram e odeiam nosso trabalho, a ver a minha apresentação deste projeto, que espero que seja apenas o início de algo muito maior.

A apresentação será no dia 9 de dezembro, 19:00 horas, na Universidade Paulista no campus Marquês, em São Paulo. O endereço de lá é:

Av. Marquês de São Vicente, 3001 – Água BrancaSão PauloSP
CEP 05036-040Tel.: (11) 3613-7000 – Fax: (11) 3613-7024

Se alguém aqui estiver interessado em ir lá só enviar um e-mail para mim em: diegocabralcamara[at]gmail.com dando nome e RG que são necessários para a entrada dos convidados no campus.

Gostaria de agradecer a todos vocês, tanto os autores, os leitores e os amigos daqui do blog, do Twitter e de tantos outros lugares. Durante este ano eu cresci muito, e O Crepúsculo foi muito importante dentro de tudo isto.

Ah, sim, ia me esquecendo… meu presente da Promoceta será um exemplar do meu livro que irei enviar para um dos que foram escolhidos e que não recebeu. E não se preocupe, o livro está modestia a parte muito legal (pelo menos foi o que disse a minha querida e adorada editora, e olhe que ela é tão sincera que teria coragem de dizer que está uma merda se estivesse mesmo).

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1- Sem links por hoje…

É complicado fazer uma boa cobertura jornalística, principalmente agora que todos pensam que são capazes de serem jornalistas. A chamada “mídia independente” é algo realmente positivo, mas a forma como trabalham suas denúncias e suas reportagens as vezes é ridículo. Hoje trago o caso do amianto crisotila, que li inicialmente no blog da Daiane, o Vivo Verde, nestes dois posts. Não sou nenhum entendido da área ambiental e de saúde, mas acredito que qualquer tipo de trabalho somente deve ser desenvolvido em condições dignas e corretas, que não exponham a segurança das pessoas.

Vi no Twitter sobre uma matéria publicada na Folha de S. Paulo no caderno Dinheiro. As jovens jornalistas Anna Carolina Cardoso e Estelita Hass Carazzai, que foram enviadas para Minaçu em Goiás, escreveram a notícia “Sob pressão, amianto prospera em Minaçu”, em um ótimo texto, muito bem trabalhado e que expõe a opinião dos cidadãos e dos governantes da região, além de dados econômicos e sociais da cidade e o poder da indústria do amianto. Achei um texto digno, centrado e realmente habilitado, que mostra a competência das envolvidas e a qualidade do curso de treinamento do Folha de S. Paulo.

Mas a notícia não veio a mim desta maneira, pelo contrário, li ela por intermédio do blog do “jornalista” Luiz Carlos Azenha, que atualmente trabalha na Rede Record e é mais conhecido por seus trabalhos na Rede Globo. Vale lembrar que a Record, emissora da Igreja Universal do Reino de Deus e do Bispo Edir Macedo, está há um bom tempo em guerra contra a Folha, em um conflito enorme de egos para saber quem pode mais na mídia. O artigo de Azenha sobre o amianto, contendo uma grave denúncia, pode ser visto no Viomundo.

O “jornalista” é entre aspas pois não posso acreditar que alguém, que é considerado tão conceituado, seja capaz de fazer um trabalho jornalístico tão ruim e tendencioso. Sim, completamente tendencioso. Não sabia que se combatia “jornalismo ruim” – conforme as afirmações do próprio Azenha – com jornalismo pior ainda. Se o senhor Azenha não se recorda bem como se faz uma cobertura jornalística centrada irei lembrá-lo, aproveitando e dando dicas para vocês para que não sejam enganados por figuras como ele e para que possam empreender suas próprias pesquisas, afinal atualmente com a internet qualquer um pode comprovar  notícias e tirar suas próprias conclusões. Ler diversos lados sobre o mesmo tema é importante para que você não caia nas teorias conspiratórias que abundam a blogosfera e as revistas e que normalmente não trazem provas consistentes.

Para se produzir uma boa matéria jornalística, em primeiro lugar, você deve ter alguma informação inicial. Pode ser uma pesquisa, um trabalho, uma notícia, um boato, qualquer coisa que mereça ser investigada. Neste caso, o fato do amianto causar câncer e o banimento da indústria de mineração são os pontos mais importantes, que norteiam toda a pesquisa jornalística.

Sabendo o tema e tendo uma pauta relacionada, então devemos pesquisar fontes e buscar informações que embasem a reportagem. Neste ponto está todo o conteúdo da matéria, um erro pode tornar sua pesquisa tendenciosa ou não dar base para argumentações do público. Matérias onde se mostra apenas um lado já começam erradas, e o público não deveria dar muita atenção para elas. Neste caso, se fosse eu o jornalista, faria a seguinte divisão na pesquisa:

  1. Pesquisaria inicialmente fatos e dados acerca do amianto e da região. Dados econômicos, políticos e regionais. Saber quantos trabalhadores teve a empresa em seu quadro, quantos tem câncer, quantos morreram vítimas de alguma doença comprovadamente vinda do amianto, quantos estão saudáveis, etc. Esses dados são cruciais para seu trabalho. Busque nas fontes oficiais: busque na própria empresa e na Associação que cuida das vítimas do amianto, depois confronte os dados e utilize também os do serviço de saúde da região;
  2. Com estes dados você já saberá se algum deles está mentindo, se são os dois, nenhum ou se os dados batem. Isso já vai lhe mostrar quem está sendo franco e quem não está, o que já é importante e deve ser considerado;
  3. Agora buscar as fontes. Eu iria atrás das oficiais: pesquisadores científicos, especialistas em saúde, em segurança do trabalho, os líderes dos lados opostos, etc. Eles darão as informações para a sua notícia, e irão compor com os dados o pilar principal onde vai se basear os argumentos dos dois lados da questão. É importante ouvir os dois lados e fontes que entrem em conflito, isso evita desgastes posteriores do repórter;
  4. O último passo é ouvir o público, o povo, a parte interessada nisso tudo, afinal o jornalismo deve ser democrático e o povo sempre tem o que dizer. Busque pessoas que são a favor e contra a indústria, pessoas que tiveram problemas com o amianto e outras que trabalharam a vida inteira e não tem nada;
  5. Com isso tudo, você terá dados o bastante para provar que o amianto e a indústria não causam problemas quanto provar que ela é maléfica. A base do jornalismo diz que todos devem ser éticos, mas não podemos esperar isso de ninguém. Neste ponto, na hora de compilar os dados e argumentos, há diversos fatores que irão valer na hora de escrever a matéria: sua ética profissional, a linha editorial do seu veículo, sua inclinação, etc.

Vale lembrar também que a neutralidade jornalística NÃO EXISTE. Toda empresa, pessoa, tem um alinhamento. Seus gostos pessoais influem diretamente no seu trabalho, não importando qual ele seja. Os patrocinadores, inclusive, exercem também grande força nos veículos. Talvez isso explique o fato do Azenha, por exemplo, não escrever nenhuma matéria sobre os problemas da IURD, ou os trabalhos escusos dos membros das bancadas evangélicas ou do bispo Edir. Como diz aquele ditado: “o macaco senta em cima do rabo e fica olhando para o dos outros”.

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1- Para quem quer realmente saber todos os lados de uma questão, é importante assinar diversos blogs sobre o mesmo tema. Por exemplo, na área de política, eu recomendo ler o Biscoito Fino e a Massa, Pedro Doria e o Imprensa Marrom.

2- O Rafa Barbosa acha que o Michael Jackson está vivo! Veja a história neste post.

3- Ótimas notícias de estudantes de jornalismo, como a Anna Carolina e a Estelita, você acompanha no Bola da Foca.

Aviso: este artigo fala sobre o contrato entre a Telefonica e Marcelo Tas do CQC. Se você não sabe sobre o assunto, você pode ler esta notícia publicada na Folha de S. Paulo. A opinião neste texto reflete apenas o ponto de vista deste quem vos escreve, não tendo ligação alguma com OCrepusculo ou qualquer outro autor deste blog.

Nas mídias tradicionais o grande problema sempre foi aliar o Jornalismo e a Publicidade. Mesmo os dois fazendo parte da comunicação, unir criação (Publicidade) com o conteúdo (Jornalismo) sempre foi uma situação de saia justa para todos no ramo. Hoje no meio virtual vivemos um problema bastante parecido.

Não sou contra a propaganda, independente do lugar onde ela é divulgada. Enquanto jornalista sei da necessidade que os veículos de informação tem de divulgar produtos para obter renda e continuar existindo, já que há muito tempo os jornais e revistas já não conseguem viver das vendas e assinaturas, enquanto a TV e o rádio não cobram para que o público acesse seus conteúdos. Muitos diriam então: “A publicidade é um mal necessário”. Não concordo, no meu ver a publicidade existe e é inerente do ser humano, não podemos nos livrar dela.

Vale lembrar que é fácil sabermos a diferença entre uma notícia e uma propaganda. Qualquer pessoa hoje pode perceber a diferença quando lê um jornal ou uma revista, pois a publicidade possui um destaque diferenciado do design do jornal (mesmo publicidade em formato de texto vem formatada e diagramada de outro modo, evitando a comparação). Misturar um e outro é coisa para jornais amadores ou de bairro, não para os grandes veículos. Neste caso, fundir os dois é um risco à credibilidade do veículo.

Na televisão é a mesma coisa. A única diferença, algo que não concordo, é a veiculação das publicidades dentro de novelas e seriados, onde o conteúdo se mistura a propaganda criando uma relação escusa e fora dos padrões éticos, os quais devem – ou deveriam – ser seguidos pelos comunicadores. Até a Sônia Abrão avisa antes de fazer a propaganda daqueles produtos estranhos no programa dela. Mesmo assim, neste ponto concordo com o Cardoso: para a propaganda ser boa no conteúdo ela deve passar despercebida na informação, como acontece nos episódios dos seriados norte-americanos. Este tipo de propaganda nos EUA se inevitável pelo grande uso de produtos eletrônicos nos programas (e claro, vale muito mais divulgar um produto se alguém estiver interessado a pagar do que colocar uma tarjinha preta na marca), porém a exposição dos produtos é tão superficial que muitas vezes passa despercebida (visualmente, mas este tipo de propaganda mexe muito no subconsciente dos espectadores).

O problema não é a propaganda nos blogs, portais ou até mesmo no Twitter, mas sim a forma como fazemos esta propaganda ou como ela repercute em nosso público (e não nos blogueiros aguados que podem reclamar do fato). O problema não é a divulgação, mas sim a forma de divulgar e construir a publicidade dentro de preceitos éticos que não destruam a confiança dos leitores e a nossa própria dignidade enquanto “veículos de mídia independente”.

Já foi comprovado que os banners, conforme foi dito a mim pelo Inagaki em uma oportunidade, não são o caminho para a publicidade na internet (neste caso são apenas uma transferência da publicidade impressa para o virtual). A única coisa que não pode ser tirada, e neste momento discordo do Cardoso, é a escolha do público em ler ou não a publicidade, isso deve estar explicito no início do texto ou até colocado no título. A publicidade deve ser diferenciado do resto ou anexado de maneira singela dentro do conteúdo. Diferente do que ele declarou, muitas pessoas mudam de canal na TV por causa da propaganda, porém isso não diminui de maneira alguma o valor que os anunciantes devem pagar por ela.

Sobre o caso Tas/Telefonica, faço as seguintes perguntas ao invés de dizer que isso é feio ou bobo:

  • Uma #hashtag é o bastante para diferenciar uma propaganda de um tweet normal?
  • Muitos seguidores já sabem disso… mas e os seguidores que não sabem dessa situação ou virão depois?
  • Como eles irão diferenciar a propaganda do conteúdo?
  • Onde fica a credibilidade e a ética neste ponto?

Qualquer publicitário, e meus colegas de blog acho que poderão confirmar isso, sabem que não adianta só fazer propaganda, mas ser ao máximo possível correto com seu público (afinal, falhar com o público pode acabar com uma marca). Em uma época onde até propaganda de Doritos tem que ser politicamente correta e propaganda de cigarro e de cerveja com mulher de biquíni na praia não pode porque é feio, para onde caminha a publicidade na internet e nos blogs? Como podemos quebrar a relação escusa entre criação e conteúdo e impedir que ela se torne prática na internet?

A falha desta discussão, no meu ver, é tentar relacionar a publicidade da Telefonica no Twitter do Marcelo Tas apenas a velha disputa entre sim e não. Ao invés disso, a perguntas que deveriam ser feitas são:

  • Como fazer a publicidade no Twitter e blogs dar certo para os autores, divulgadores e o público?
  • De que maneira nosso conteúdo pode coexistir e não ser estragado ou diminuído pelos anúncios publicitários?

Acho que neste caso houve uma desvirtualização do que é necessário para nós. O Tas só estará errado ou certo pelo modo como ele fizer suas propagandas, e não por simplesmente fazê-las.

***

1- Como foi dito, só segue o @marcelotas quem quiser. Particularmente nunca segui ele e não é por propagandas que vou deixar de seguir alguém, mas sim pela falta de conteúdo. Quem quiser seguir a gente adicione aí: Eu (@dcamara), Pedro (@pedroturambar), Naya (@fouquet) e o Neto (@netomacedo). Somos gente do bem que não machuca araras azuis e tamanduás bandeira.

2-Marcelo Tas explicou a iniciativa com a Telefonica em seu blog

3- O Rafa Barbosa colocou sua ideia no seu blog, uma das mais inteligentes que foge do #mimimi do certo e errado, e eu apoio.

4- O Nick Ellis colocou um texto sobre este tema no Yahoo! Posts apoiando a iniciativa de Marcelo Tas.

5- Rafael Ziggy, do SimViral, também deixou sua opinião sobre o assunto, e a discussão nos comentários vale tanto quanto o ótimo texto.

6- O Brainstorm #9 também não poderia ficar de fora disto, o artigo deles sobre o assunto está aqui.

7- Fabrício Zuardi comentou a iniciativa de modo negativo no I do My Own Stunts, veja aqui.

8- Fernando Gouveia, o Gravatai Merengue, também comentou sobre o assunto no seu blog com um texto bastante inteligente como sempre, leia.

9- O Alex Luna, do blog Tarrask (que eu particularmente não conhecia, mas recomendo a partir de agora), escreveu um texto muito bom e bastante completo, colocando o tema na mesa, atualizando devidamente e colocando também seu ponto de vista. Vale a pena.

10- Eric Messa também publicou um texto sobre isto no seu blog, o E-Code.

UPDATE:

11- Hospedado no novo portal de blogs Dialética, o blog Maldita Cultura Pop de Adilson Fuzo tem um texto  sobre o caso, mostrando sua posição contra Marcelo Tas.

12- Bruno Vox colocou em seu blog, o BalburdiaSA, sua opinião sobre o caso, você pode vê-la aqui


Imagem: Chavez em uma capa da Folha disfarçado de Mickey Mouse ou vice-versa

Esta semana sem dúvidas foi leve. Carnaval, descanso, praia, sol, a Naya curtindo as micaretas… mas parece que não foi tanto assim para a Folha de S. Paulo, um jornal “conceituado” no Brasil, e alguns intelectuais de esquerda, todos canhotos, que travaram um confronto um tanto inusitado que passou dos jornais para os sites e foi parar nos Blogs.

O Idelber publicou um bom texto apoiando os professores, enquanto o Imprensa Marrom abordou de maneira diferente, não concordando com a Folha, mas ao mesmo tempo também discutindo a neutralidade dos doutores que encabeçam a ação.

Para os que não estão dentro do assunto, o jornal Folha de S. Paulo publicou um editorial que falava sobre os novos moldes da ditadura na América Latina, em especial a de Hugo Chávez. Dentro deste espaço, o autor do artigo classificou a Ditadura Militar brasileira como sendo uma “Ditabranda”. Isto, obviamente, causou a ira de vários leitores, que tanto em comentários na página do editorial na internet (somente disponível para assinantes) quanto em cartas mostraram o total descontentamento com o modo da Folha representar o período. Não bastasse isso, dois renomados doutores (tenha noção de que isso é tanto para o bem quanto para o mal), Fabio Konder Comparato e Maria Victoria de Mesquita Benevides, fizeram parte desta leva de leitores. A eles a resposta da Folha foi a seguinte:

“A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente cínica e mentirosa.” (slapt!)

Juntando tudo isso foi colocada a assinatura de uma Petição para fazer não sei o que,  encabeçada pelo também doutor da USP, Emir Sader. Estes três citados são, realmente como declarou a Folha (mesmo de maneira deselegante), adeptos do regime de esquerda cubano, ponto final. Fatos a mesa, cada um tire suas conclusões sobre isto, não irei tomar partido algum, no meu ver todos os lados deste conflito estão mais que errados, cada um por seus motivos particulares.

Como declarou o Pedro Dória em seu blog, as palavras da Folha foram dadas na área de opinião do Jornal, não de noticiário. A área de Editorial de um jornal é totalmente opinativa, também conhecida como Página 2, onde também há a sessão de cartas do Jornal. Nesta área o jornal tem todo e qualquer direito de exprimir sua opinião, independente de qual seja. Um veículo de comunicação deve estar ciente do que sua opinião deve acarretar, afinal ninguém pode agradar gregos e troianos. A Folha, quando escreveu este artigo, realmente deu pano para a manga.

No meu ver o erro deste grupo de gênios que sabem de tudo e ninguém sabe nada intelectuais é achar que a Folha deve se desculpar por ter uma opinião contrária. Eu não acho a ditadura maravilhosa, nem acho que é certo ficar colocando a ditadura brasileira em textos onde o tema central é na verdade a nova “democracia” venezuelana. Mas o que posso fazer se a Folha acha que tivemos uma “ditabranda”? Posso não concordar, e não concordo! Mas posso privar deles o direito de achar isto?

E o padre maluco que acha que o holocausto não existiu… deixem ele! Ele tem o total direito de achar o que pensa, mesmo estando completamente maluco. Se não concorda, você pode discutir, dar sua opinião sobre o assunto ou simplesmente ignorar a questão.

Eu não entendo como opiniões contrárias podem gerir tanto “xiitismo” da parte das pessoas. Há os Metaleiros e Rockeiros Xiitas, como diz o Pedro, agora também temos os políticos e intelectuais xiitas, que já consideram opiniões contrárias a eles afrontas a democracia e aos que sofreram com a ditadura militar. Ninguém desrespeitou o passado nem as famílias daqueles que não voltaram para casa. Se eu disser que a Segunda Guerra Mundial foi mais branda do que a Guerra do Vietnã vão me dizer que estou “ferindo aqueles que perderam familiares na época ou os Judeus que morreram no Holocausto”? Façam-me o favor… e não amolem a todos com isto.

Parece que no Brasil as coisas são realmente estranhas neste ponto. Você luta, se esforça, combate um regime autoritário tentando trazer a liberdade da informação e do ir e vir, para depois ir contra ela. Me pergunto onde foi parar aquele senso tão comum dos intelectuais: “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. (frase do Voltaire, coisa chique, achei na internet)

Pois é, parece que talvez nem eles mesmos saibam…

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1- Alguém aí acha que a Ditadura Militar era uma “Ditabranda?

2- O Joildo postou em seu blog a resposta de Maria Victória Benevides a revista Carta Capital, o poço de neutralidade em meio a imprensa, você pode vê-la aqui.

3- Considerem este um início do curso de Jornalistas para não Jornalistas de Diego Camara, e não se esqueçam, Editoriais são lugares onde você pode falar o que quiser e deixar comunistas estressados e ainda ofender eles. Tem coisa mais legal?

4- Leiam o Pedro no Suspensa, se não o Bicho Comunista irá comer vocês: Crônicas de um Mineiro

Hoje, na minha estréia neste blog, vou bancar uma de cientista e falar sobre Preservação Ambiental. Obviamente eu, um mero projeto de jornalista, não sou nenhum componente do Lablogatórios, muito menos a Paula, a mais respeitada blogueira quando o quesito é Meio Ambiente.

A história toda começa quando estava eu passando pela sala e o Jornal Nacional anunciava: “papel sintético reciclado pode ser uma solução ambiental”. Ok, até aí tudo bem. Mas solução ambiental para que cara pálida? Aquecimento Global? Desmatamento da Amazônia? O papel irá mesmo salvar o mundo das cáries?

Infelizmente a matéria não está no Youtube, mas há algumas coisas bizarras sobre isto também em outros sites. No Portal Terra, está escrito isto:

“Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos conseguiram criar o papel sintético, que usa o plástico como matéria prima em vez da celulose. O produto é resistente à água e poderia aumentar a vida útil de livros e cadernos. A informação foi divulgada pela Globo News.”

Este papel é de celulose mesmo. Fonte da Imagem: Loty

Só esqueceram de dizer que eles não criaram o papel sintético, mas sim uma versão reciclada dele. O papel sintético foi criado em 1960 pela Union Carbide Co., de acordo com um artigo publicado no Scielo e desenvolvido pela própria UFSCar. O item é corrigido com o termo “reciclado” mais abaixo, mas deveria estar explicito no título, grave erro.

Mas o fato é que o papel sintético não faz milagres, por que o papel sintético reciclado faria? “Ele é indicado para painéis de propaganda, embalagens, mapas, rótulos, documentos pessoais e outros. No Brasil, ele é usado nas notas de dez Reais brasileiras, mas ainda custa o dobro do preço e sua impressão é mais demorada.”, diz um artigo do site Comciência datado de 2004.

O novo papel reciclado seria muito útil também para livros, e isto seria louvável. Os jovens adolescentes cheios de hormônios costumam destruir os livros escolares e dar prejuízo aos pais. Porém, não acredito que o papel sintético sirva para muita coisa além desta pequena faixa de produtos citada acima.

A vantagem do papel tradicional é ser facilmente destruído, rasgado, incinerado, triturado e amassado. Tão facilmente você escreve nele, da mesma maneira você o aniquila. Isso é muito útil para aquelas empresas que tem caixa dois, aos políticos que ainda mantém arquivos de papel e aquelas cartinhas apaixonadas para sua namorada, sem dizer daquelas provas com nota vermelha no colégio. É uma praticidade adquirida que ninguém gostaria de perder. Eu jamais teria cadernos ou anotações em um papel sintético.

Trinta árvores salvas pelo papel sintético reciclado? FAIL Fonte da Imagem: Emze

A questão ambiental é o de menos. O papel sintético reciclado tende a apenas substituir o papel sintético que já existe no mercado mais os livros. O desmatamento no Brasil não é para fabricação de papel, mas sim para o crescimento de lavouras e uma mudança destas, digo da implementação do papel sintético reciclado, mesmo que seja mundial, seria apenas uma leve cócega no aquecimento global.

Teremos alguns benefícios extras, como diminuição do lixo plástico, que por si só já seria útil, mas ninguém disse quanto irá custar um papel destes no comércio, e qual o custo extra que teremos que arcar nos produtos para implementá-lo em livros por exemplo. Se o preço não for acessível não adianta criar o produto, a população continuará optando pelo livro de papel, e uma bela idéia para salvar o mundo virará apenas mais um rascunho mal sucedido.

***

1- Não preciso dizer que sou um jornalista que odeia o jornalismo, não é mesmo?

2- Desenvolvido pelos Barbixas e postado pelo Bobagento: a nova onda do momento, o Fast School

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