

A casa de Monlevade
Bom, já que eu resolvi virar um ativista do ócio… que eu comece logo de uma vez. E nenhum lugar melhor para ‘voltar’ a escrever do que meu antigo quarto, na minha antiga casa, na minha antiga cidade e só não é no velho computador porque este está na loja, amanhã prometo escrever direto de lá.
Esse é mais um daqueles textos que eu chamo de crônica em que eu estou apenas exercendo o papel de companheiro de gole, estamos trocando uma idéia (com acento, por favor) você e eu.
Ontem, foi um dia estranhamente feliz, – só não digo saltitante porque isso é coisa beesha (nada contra), sou do interior, você me entende né? – voltando ao assunto, há quase 2 anos e meio eu não acordava às 11 horas em um dia normal, dia de trabalho para a maioria das pessoas. Dei aquela espreguiçada, uma bela coçada no saco e fui para a tarefa árdua de acertar o vaso de pau duro – mulheres, vocês não imaginam como isso é difícil para nós, toda mijada pós-noite de um homem é uma aventura.
Continuando a estranheza do dia, acendi o cigarro enquanto lia meus primeiros e-mails do dia, recebo vários, 50% pornografia dos amigos, 20% coisas relacionadas ao blog, 10% trabalho e 20% twitter. Falando em cigarro, vocês estão percebendo a putaria que estão fazendo com os fumantes? Ok, fumar causa isso, aquilo e um pouco daquilo lá, mais pô! Como diabos vou gastar quase 5 reais por dia só com isso? Acho que vou estocar e vender no Mercado Branco de Gravatinhas Borboleta Vermelhas.
Relendo o que eu escrevi até agora percebo um traço genético da minha querida mãe, não contar as coisas linearmente. Para Jane contar uma história principal ela conta no mínimo outras 43 histórias paralelas.
Voltando, se não jamais acabarei isso.
Onde eu pare? Á sim, chequei os e-mails com uma diferença enorme… pude abrir os e-mails de putaria tranquilamente. Meu novo chefe, sendo ele eu mesmo, é bem permissivo neste caso. Terminado os e-mails twittei a minha felicidade, compartilhei com os amigos da Zona, e lá pelo meio dia comecei a trabalhar. Quando bateu 12:35 parei para fazer meu horário de almoço. Almocei uma pizza requentada e deitei um pouco, estou acostumado a um intervalo de duas horas ok?
Concordo que me excedi um pouco ao voltar a trabalhar às 15:30.
*Gente, ainda não terminei o texto porque meu pai resolveu aparecer aqui no quarto, puxou uma cadeira e começamos a confabular. Dividindo o cinzeiro, histórias, saudades e muitas gargalhadas.
Acelerando um pouco a história, voltei para o computador e fiz diversas coisas em pouquíssimo tempo, ou seja, acabei otimizando meu trabalho. Fui a padaria comprar cigarros e assisti o primeiro tempo de Manchester x Porto na Champions – foi lindo, só as minhas histórias assistindo esses jogos rende um texto. Terminei as coisas, assisti mais televisão, conversei um pouco, fiz um post gigante aqui no blog
Voltando ao início do texto, que era para eu falar apenas de Monlevade – é assim para nós, os Colonos, porque para o resto do mundo essa cidade se chama João Monlevade, mas ninguém aqui é um João Monlevadense, somos só Monlevadenses. Falando na cidade, que quase todo mundo conhece, é sério, ‘todo mundo’ já pelo menos “passou por aqui”, a @Popysp me perguntou no twitter porque o nome da região central é Carneirinhos. Fiquei envergonhado, não sei ou não lembro, prometi a ela que iria descobrir.
De qualquer maneira, é tão bom estar de volta, mesmo que por alguns dias. É bom sentar com meu pai e jogar conversa fora, é bom conversar e sonhar alto com meu irmão, é ótimo passar algumas horas brincando com o Ozzy (o cachorro), as vezes ele faz uma falta do caramba. Uma ova, todos eles fazem. Minha casa, meu quarto, o terreiro, o cachorro, pá e mã.
E é claro, dos botecos mitológicos que daqui a pouco estarei com meus amigos de infância.
***
1 – 3 blogs para vocês hoje, o da Ari – Cogumelos Verdes. Vale a pena ler os textos dessa menina amalucada.
2 – O maravilhoso blog do Alex Castro – Liberal, Libertário e Libertino. Esse é para ler, assinar o feed e virar fã.
3 – O último não é de texto mas é um blog que por si só merece um post aqui. Depósito do Calvin, reúne quase tudo que foi publicado de Calvin & Haroldo.
Como podem imaginar, 100 km, são feitos em média em uma hora e meia de carro, e duas horas de ônibus. Mas são raríssimas as vezes que você não fica parado no mínimo uma hora por conta de algum acidente mais leve ou umas cinco horas, por conta de um mais grave. Já fiquei parado nesta estrada todo o espaço de tempo que você pode imaginar.

Agora, porquê diabos eu estou falando isso tudo.
Por que há muito tempo tramita pelas câmaras da vida, projetos de duplicação, modernização e não sei o que. Dizem que já foram desponibilizados mais de R$2 bilhões de reais do PAC para a obra. O problema é que parece, que a primeira obra na rodovia foi mais que superfaturada, então o projeto de duplicação está parado e só Deus sabe quando é que vão duplicá-la. Equanto isso, mais e mais mortes vão acontecendo. Sábado mais uma vez foi assim.
Dois carros bateram de frente em uma curva, próxima ao Gauchão. Uma hora de espera. A 381 é assim. Eu admito que tenho medo desta estrada, medo do que ela é. Em feriados, férias, qualquer dia mais especial. Pode ter certeza, que ou você fica não sei quantas horas parado ou…bem..vocês podem imaginar. Quando chove então, aí é certo. Agora não é só isso, o que vemos de idiotas suicidas não é brincadeira. Nego ultrapassando nas curvas, já vi muito nego quase pegando caminhão de frente. Ali naquela estrada é cada um por si e a estrada contra todos. Todo cuidado é pouco.
Acabando com a seriedade da questão, a horas paradas por causa de algum acidente, ocasionam histórias interessantes. Gravei dois vídeos sábado, para vocês terem alguma noção. O povo se diverte, crianças correm para ver o acidente, mamães trocam a fralda dos filhos, helicópteros (aviões?!), ambulâncias, guinchos, movimentação…é praticamente carnaval para essas pessoas. O brasileiro é realmente um ser impressionante.
Antes do vídeo, quero que saibam que não. Não tenho Mal de Parkinson. Sou péssimo pra gravar mesmo.
Só vou fazer um comentário.
Aviãão?!?! AVIÃO?!?!?!
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1 – Nobres deputados, senadores e afins…vamo lá. Pensem na 381, pensem no título dela. Não é legal ter a “Estrada da Morte” ligando sua cidade natal com a cidade em que mora. Sem contar as inúmeras vantagens da duplicação.
2 – A ‘tia’ não quis me dar carona.
Pedro Américo

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