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“Numa toca no chão, vivia um Hobbit.”

Assim começa um dos livros mais fantásticos da história. O Hobbit, de J. R. R. Tolkien. Não é segredo o meu vício incondicional pela obra de Tolkien, e por seus personagens. Como já disse, o Turambar é por causa do Tolkien.  Mesmo assim, de todos os personagens fodásticos do mundo de Tolkien, os que eu me identifico mais são de longe os Hobbits. Pelo simples fato deles serem em geral gordinhos, baixinhos, gostarem de uma mesa farta, cerveja da boa e não serem muito lá chegados em aventuras. Á, e também adoram soprar uns anéis de fumaça após as trocentas refeições diárias.

São um povo tranquilo que vive em tocas no chão ou casas baixas de um andar apenas. Vivem com os pés – demasiadamente grandes e peludos – na grama e se preocupam apenas com o que vão comer na próxima refeição, vivem suas vidas pacificamente numa terra longínqua chamada O Condado.

Eu sempre vi o Condado como aquele lugarzinho que todos nós sonhamos em ir algum dia e ter alguns dias de descanso de nossas aventuras. É aquele lugar que sempre voltamos, que nos sentimos seguros, confortados e em paz. Tudo o que fazemos na vida, nossa grande aventura, é poder finalmente retornar para um lugar assim e descansar. Sem horários, sem problemas, sem stress.

Tolkien foi muito feliz em resumir tudo isso em uma frase, “Lá e de volta outra vez”. O nosso objetivo, no fim das contas, é esse. Ir lá, e voltar. Afinal de contas, para que você quer ganhar dinheiro? Para que trabalha? Para que estuda? Se não para no final de tudo isso, ter a condição de viver em paz, sem preocupações. Eu penso assim.

O meu “Condado” até então é a minha cidade natal, Monlevade (ninguém aqui diz João Monlevade). É aqui na casa dos meus pais e nos lugares que eu cresci que eu me sinto realmente em casa. Apesar de agora chamar de “casa dos meus pais” essa aqui é a minha casa, e sempre será. Já deve ter uns bons 25 anos que meu pai construiu essa casa e moramos aqui desde então. Nasci, cresci e vivi brincando nessa casa. Ou como chamo agora, minha toca de hobbit.

Desde que cheguei aqui dia 23 de dezembro, tenho vivido como um hobbit. Bebendo, comendo, dormindo, cochilando, bebendo, cochilando, lanchando, dormindo, dormindo de novo, fumando e para terminar, dormindo longamente. Acho que até hoje não vi aqui uma manhã sequer. Meu dia começa à uma da tarde e termina às cinco da manhã.

Saio só para o estritamente necessário. Como ir beber, quando não tem álcool em casa. Ou então jogar Poker, (ganhei 50 reais outro dia, obrigado). Quando não estou no computador escrevendo para meus queridos leitores, estou fritando no videogame, quando não estou fazendo nenhum dos dois estou lendo. Na verdade, estou gastando a maior parte do meu tempo aqui lendo, como sempre fiz nas férias e como aprendi aqui mesmo nessa casa a fazer, intercalados é lógico, por pequenos cochilos e longas horas de sono profundo.

Bom, eu já falei praticamente tudo sobre o assunto mas vou tentar sintetizar esse “Hobbit Way of Life”, para que você também possa aproveitar suas férias ou pequeno descanso.

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10 Dicas Infalíveis para Viver Como Um Hobbit

Vou levar em conta que você está em algum lugar que você tenha escolhido e definido como o seu Condado

1 – Tenha uma dispensa farta e variada, saiba o que fazer com ela ou tenha perto quem saiba. Nunca se sabe quando 13 anões podem bater a sua porta.

2 – Não saia da sua toca. Um hobbit de verdade – nessa época do ano – só sai de casa para repor a dispensa ou então para passar algumas boas horas na taverna mais próxima.

3 – Tenha uma adega farta e variada. Evitará que você tenha que ir à taverna mais próxima muitas vezes. Além disso os amigos virão até você evitando que você tenha que fazer o percurso.

4 – Reúna com você o máximo que puder de livros, filmes e jogos. Hobbits passam um tempo enorme lendo, contando histórias e cantando. Mas se tivessem videogames garanto que esses fariam parte do seu dia-a-dia.

5 – Faça mais de 5 refeições diárias. Você provavelmente vai passar o resto do ano comendo miojo e miojo da classe média (lasanha congelada), então aproveite a possibilidade de comer coisas bem feitas.

6 – Faça pequenas caminhadas acompanhado de algum animal doméstico. Afinal essa comida toda não pode ficar parada dentro de você. Mas afaste-se o mínimo possível de casa.

7 – Vá a festas em que não precise pagar nada para comer e beber. Hobbits apreciam e muito esse tipo de evento. Não fique mais que o necessário e volte logo para sua toca.

8 – Entre o tempo gasto com comida, bebida e cultura útil e inútil, treine charadas. Nunca se sabe quando terá que resolver e fazer charadas para salvar sua vida.

9 -Tenha o mínimo de contato possível com as Pessoas Grandes, mais conhecidos como aqueles-que-não-vivem-um-tempo-como-hobbits. Eles não vão entender seu estilo de vida nesse curto período de tempo, além disso dizem que são nervosos e stressados. Você não precisa desse tipo de companhia nessa época, se reúna somente com outros Hobbits.

10 – Depois do tempo que viver como um Hobbit, vá embora. Mas volte outra vez.

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1 – Bom, depois de escrever isso tudo, vou ali ler um pouco de O Senhor dos Anéis (fazia tempo que não lia) e dormir um pouco. Não sem antes beliscar algum petisco na geladeira.

2 – Por alguns dias que seja, vai ver como essas dicas vão ajudar você a recarregar as baterias.

Nova Seção! – Mestres da Literatura

Bom, essa nova seção é simples. Vou citar alguns escritores que eu considero – eu considerar não quer dizer nada, apenas estou expondo minha opinião – mestres da literatura mundial. E também vou dizer qual obra escrita por esse escritor o fez mestre. Na verdade cada mestre tem várias obras-primas, mas vou escolher apenas uma. Então, chega de lenga-lenga e vamos ao primeiro e maior de todos mestres das palavras. Um singelo senhor chamado, Jhon Ronald Ruel Tolkien.


Jhon Ronald Ruel Tolkien – Nasceu no dia 3 de Janeiro de 1892 na África do Sul. Logo aos 3 anos de idade foi, junto com sua mãe e seu irmão, para a Inglaterra, país onde seus pais nasceram. Tolkien sempre foi fascinado por lingüística, desde muito novo. Ele lutou na Primeira Guerra Mundial, e foi lá, que ele começou os esboços de sua mitologia. Nos campos de guerra Tolkien começava a criar Arda, o mundo no qual os personagens de seus livros mais famosos habitariam. Jhon se tornou filólogo e professor da universidade de Oxford, durante 20 anos ele deu aula de Anglo-Saxão, tema do qual era considerado um dos maiores especialistas, depois deu aulas de Literatura e Língua Inglesa. Junto com outros grandes escritores – como C.S Lewis – Tolkien criou um grupo de literatura, The Inklings. No grupo ele e os outros faziam leituras de seus textos e os comentavam. Tolkien faleceu no dia 2 de Setembro de 1973, na Inglaterra. Foi enterrado ao lado da mulher Edith. No túmulo dele está escrito “Beren” e no de Edith “Lúthien”. A história de Beren e Lúthien é a mais linda de Tolkien, a única história de amor que se compara a Romeu e Julieta, talvez até melhor.

Se quiser saber mais sobre a história de J. R. R. Tolkien entre no Dúvendor, o maior – e melhor – site sobre Tolkien no Brasil.

Bom, já contei um pouco da exteeensa história do Tolkien, agora vou dizer porque ele é o maior dos mestres.

Por causa dos filmes todo mundo conhece O Senhor dos Anéis e daqui há um tempo vão conhecer O Hobbit. Duas grandes obras, sou um leitor apaixonado pelas duas. SdA eu não preciso nem dizer, um baita livro de quase 1200 páginas que eu li umas 8 vezes. Quem dera eu tivesse lido O Hobbit quando era garoto, um dos livros mais divertidos que já li. Li em dois dias.
Não vou falar sobre estas maravilhosas obras, vou falar da Grande Obra, o livro que Tolkien passou a vida inteira escrevendo e infelizmente faleceu sem terminá-lo completamente. Foi o terceiro filho – Christopher – que o editou e o lançou.


O Silmarillion – O livro mais perfeito que já li. O livro na verdade, é um conjunto de diversos textos de Tolkien reunidos cronologicamente. Como eu disse, ele dedicou toda sua vida a essa obra. Neste livro conta-se a história da criação de Arda, de Valinor e da Terra-Média. Histórias de amor, aventura, redenção, amizade, coragem, traição, luta contra o bem e o mal, destino, valores, guerra, tirania, vilania, heroísmo, tristeza, vitórias e derrotas. Este livro reúne tudo e mais um pouco que uma história deve conter. Destaque para as histórias de Beren e Lúthien e de Túrin Turambar. Cada capítulo deste livro poderia virar filme. Isso mesmo. Cada capítulo. Talvez até façam um filme de alguns, como a história de Túrin. Enfim, uma obra perfeita. Não vou dizer mais nada, pois mesmo que eu escreva até de manhã, ainda serão poucas as palavras para descrever o que este livro representa.

Eu dúvido que exista uma só pessoa que leu e não gostou. Ou melhor, que leu e que não se apaixonou por seus tantos personagens maravilhosos.

Este senhor, foi responsável pela criação de diversas línguas, foi o responsável pela criação de um gênero literário totalmente novo, é considerado o pai do RPG e influenciou todos os escritores de fantasia. Por esses e outros milhares de motivos considero J. R. R. Tolkien o maior mestre da literatura mundial. Sou fã, sempre fui e sempre vou ser. Suas palavras me comoveram e tenho um carinho especial por histórias que me emocionaram profundamente.

***

1 – O ‘Turambar’ dos meus e-mails, dos nick’s e de praticamente tudo, veio do Túrin Turambar, o maior dos personagens de Tolkien. Turambar significa ‘Senhor do Destino’.
2 – Antes de ser xingado por muita gente, gostaria de deixar claro, que é minha opinião ele ser o maior mestre de todos os tempos.
3 – O cara era foda mesmo!
4 – Só pra constar, o 30° post do mês…ou seja, já foi um post pra cada dia…e vai ser mais!

Namarië

Túrin Turambar a Turum Ambartanem
Túrin Turambar a Dagnir Glaurunga

Lá e de volta outra vez…

Pedro Turambar

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