
Um tempo atrás o Neto publicou um texto falando do nome dele…Valdir, uma loucura!
E ontem eu comentei com o Pedro o quanto meu nome me dá trabalho! Sempre deu, sempre dá e sempre dará!
Eu acho ele a coisa mais linda desse mundo. Tão sonoro, tão chique, tão bonito…e quem conhece também gosta.
Naya Fouquet Mem de Sá
Fouquet de mãe….Mem de Sá de pai….Naya foi idéia da minha mãe durante a faculdade de filosofia.
Não é nada de outro planeta.
Naya é grego. Lê-se Náya…o que eu até acho óbvio, não tem acento no segundo A mesmo…
Fouquet é francês. Lê-se Fuquê. Tá, é óbvio que é francês, mas já perguntaram se era italiano (imagina a minha cara)
Mem de Sá é português. Lê-se Mem de Sá (dã). Sim, é um sobrenome só, quem lembra de história do Brasil sabe quem é esse cara aí.
Pois bem, explicações a parte, vamos ao problema:

Vou começar pelo sobrenome que era o meu maior motivo de dor de cabeça. Era, pois hoje o meu nome é minha dor de cabeça.
Atenção, o texto não é dos mais “educados”, então nem reparem se aparecer alguma palavra de baixo calão no meio do caminho.
Tá, eu admito, Fouquet é complicadinho mesmo. Mas mais complicado que isso era o sobrenome da minha avó, aí eu estaria completamente fudida (é russo, e vocês não vão entender porra nenhuma, então nem vou me dar o trabalho).
Só que eu sou legal! Ninguém tem a obrigação de saber francês. Se for só pra eu falar o sobrenome, eu repito umas duas vezes e a pessoa pega o jeito fácil! Se for pra alguém anotar, ou eu empresto meu rg, ou eu soletro. Efe ó u que u e te, mas o te é mudo, tá?
Ai eu leio Fukete ¬¬
- Não meu bem, é Q e não K. E tira esse E do final. Do lado do U em O e do lado do E tem U.
Fuoquete.
- Não. Tira o E. Isso. O começo é Efe Ó U. Isso. Agora ta certo.
Não satisfeita a pessoa lê letra por letra… Ah, é Fouquete? É!
Já vi esse sobrenome das mais variadas maneiras. Fouket, Fuque, Fouquete, Fuke, Fouque, Forquet, Fuquet, Foguet, Fouguete, Foguete…imaginem todo o resto, essa lista não acaba…
Tudo bem, esse eu passo, eu entendo. Aí chegamos no Mem de Sá.
Nisso você fala “mas é fácil, ô”. É não, eu te garanto!
Eu acostumei tanto com pseudo surdos que eu falo esse sobrenome do jeito mais ridículo: Mem espaço De espaço Sá, é, Mem separado do De que é separado do Sá, mas o De tem e no final, o Mem é com eme no final.
Se eu não dou uma louca eu leio: Mendes Sá, Men desá, Mendesá, Men d Sá, Memdessá…entre outras variações toscas.
Enfim, meu problema atual é o meu nome. Durante toda minha vida trocaram o Y pelo I. E até aí eu to cagando e andando. Não dá mesmo pra saber!
Eventualmente alguém fala algum nome estranho e eu repito o meu pra pessoa acertar na segunda tentativa o meu nome.
Só que eu tenho uma reclamação ENORME pra fazer pra Rede Globo de Televisão.
Vocês tão fudendo minha vida, porra!
Antes eu falava duas vezes meu nome e tava tudo certo. Agora eu tenho que falar 300 vezes e ainda agüentar a mesma gracinha!
No começo do ano foi aquela velha chata do Big Brother Brasil…a tal da Nayá!
E não vem me falar que é quase a mesma coisa porque nem a origem dos nomes é a mesma. O meu é grego, o dela é indígena! Se tem y ou se é i aí é problema dela!
- Qual seu nome?
- Naya
- Nayá?
- Não, Naya
- Ah, não é Nayá?
- Não, é Naya
- Ah, achei que era igual da Nayá do BBB.
- Não, o dela é Nayá e o meu é Naya. A entonação é bem diferente!
No ápice do meu estresse eu queria porque queria trocar meu nome para Náya. Sem brincadeira. Pra ver se pelo menos lendo alguém acertava, pois nem em consultorio médico eu tinha meu lindo nome salvo!
- Por favor, Nayá
- É Naya e sou eu
- Ah, é Naya? Não é Nayá?
- Tem acento? ¬¬
- Não!
- Então…
- E que eu achei por causa do big brother…
O BBB acabou, eu já tava dando pulinhos de alegrias…eis que começa a porcaria da novela das nove, Caminho das Índias, com uma indiana chamada Maya!
Agora ninguém mais erra o sílaba tônica, mas ninguém mais acerta o N!
- Seu nome?
- Naya
- Então, Maya…
- Não, é Naya
- Maya?
- Não, com N, é Naya. N de navio
- Ah, é Naya. Achei que era igual da novela
Ou então
- Qual seu nome, querida?
- Naya
- Ah que legal. Deve ser um orgulho ter o nome na novela, né?
- É com N, ela é com M.
- Ah, entendi, não é Maya então?
- Não, é Naya
Nem assistir essa novela eu assisto e tenho que agüentar isso?
Vou começar a andar com um crachá…igual àqueles de escola, sabem? É o jeito…
- Quem tiver com tempo esse site tem jogos de raciocínio bem legais
- Lembram que o Pedro postou recentemente uma Zica dele. Então, olha só no Portal Meira um belo texto a respeito disso
Toda família tem as suas histórias. Inclusive aquelas bem misteriosas que ninguém explica direito e cada um tem sua versão. Algumas histórias só vão nos sendo apresentadas quando ficamos mais velhos, maduros. Acho que vocês sabem do que eu estou falando. Sua família também deve ter histórias assim.
Eu sempre achei o caso de uma tia minha (na verdade, minha tia-avó) uma puta história. Daquelas dignas de serem mandadas pra telona. E essa história tem a ver com o Tarcísio Meira. Você vai entender no final.
Aconteceu na década de 50, na cidade de Montes Claros, no norte de Minas, quando ela tinha então seus 19 anos. Uma moça. Ela conheceu um rapaz, Carlos era o nome dele. Ela era bem bonita (bem formosa, bem apessoada e garbosa) e tinha muitos pretendentes (naquela época era assim). E quando ela o conheceu ele morava numa pensão daquelas bem safadas, não tinha 1 centavo no bolso e (juro), não tinha uma roupa sequer, só a do corpo. Documento então, nem se fala. A família dela não gostou muito, mas os dois se encontravam mesmo assim.
Só pra dar uma explicada no perfil do tal do Carlos: ele era um rapaz bonito e simpático. Dono de um enorme carisma, além de possuir uma lábia digna dos melhores políticos e/ou trambiqueiros. O cara era capaz de convencer alguém que urubu era bem-te-vi.
Isso ainda se comprova mais porque dois meses após conhecer minha tia, o cara já tinha a maior loja de iluminação e elétricos da cidade(!), um carro (ter um carro na década de 50 em Montes Claros era ser muito rico), e viajava sempre para Belo Horizonte de avião (porra! Isso na década de 50 em Montes Claros!). Um dia a minha avó (que era bem nova), ao pegar carona com ele, viu que o bispo da cidade estava no carro, de carona também. Ele chamava o tal do Carlos de doutor. Era doutor pra cá, doutor pra lá, isso tudo na maior puxação de saco. Só pra vocês sentirem a moral que o cara conseguiu em pouco tempo.
Enfim. Em mais ou menos 6 meses e ele já era o magnata da cidade, rico “pá caralho”, bonito e arrumado, e o melhor partido da cidade. E ainda “cortejava” (naquela época era assim) minha tia.
Com 8 meses de estadia na cidade ele a pediu em casamento e, pra espanto geral, fez a maior festa de casamento que a cidade viu. Até reformou a igreja só pra fazer o casório. Trocou a iluminação. Fez buffet. Enfim, fez uma festa do caralho. A única coisa que não teve na festa foi fotógrafo. Ele nunca foi de tirar fotos e as fotos que tiraram deles, em todas ele aparecia meio de lado, meio escondido. Na porta da igreja, um homem veio tomar seu carro, cobrando uma dívida. Ele desconversou muito bem e falou: “tá vendo como eu tenho sorte? No dia do meu casamento consegui vender meu carro“.
Casaram-se no cartório (no civil) sem que ele apresentasse um documento sequer (!). Só tinha um documento de Portugal (ele se dizia português) com uma foto meio borrada. E por incrível que pareça, ele convenceu o juiz a alegar que os documentos dele tinham sido roubados e casar os dois sem nem mesmo uma certidão de nascimento dele que fosse.
Passaram a lua de mel em São Paulo. Foi uma surpresa quando ele comentou com o diretor do cinema (que na época era o lugar mais bem frequentado de Sampa) que ele tinha estado na inauguração do cinema. Ainda contou com detalhes como foi a festa de inauguração e qual as personalidades da cidade estavam lá.
O casamento durou um mês. Um dia Carlos saiu de casa e nunca mais voltou. Minha tia teve notícias, uns dois dias depois. Ele tinha seguido de avião para Belo Horizonte. Abandonou a casa, a mulher, a empresa, e junto com ele levou tudo o que provava sua existência: algumas poucas fotos e o documento de Portugal. Foi embora com a roupa do corpo.
Alguns meses depois , ao visitar BH, minha tia encontrou com ele na rua, conversando com um homem. Ela gritou o nome dele. Ele saiu de perto do homem e a arrastou para um restaurante. Os dois almoçaram, ele contou que tinha dívidas de jogo (truco, bilhar, apostas, etc.), disse que não podia ficar com ela, e sumiu. Nunca mais foi visto.
Meu avô, que era maçon, mandou recado para as maçonarias do país, para o caso de alguém encontrar o cara. Teve uma notícia só. Ele tinha sido visto em Pelotas (curiosamente a cidade que a mulher de Tarcísio Meira nasceu e foi criada).
A vida seguiu para minha tia e ela se casou de novo, com o irmão do meu avô. Minha avó foi visitá-la um dia (isso mais ou menos um ano depois do abandono), e a encontrou chorando com uma revista no colo. Na capa da revista tinha uma foto do Tarcísio Meira (o próprio). Ela perguntou a minha avó:
- É ou não é a mesma pessoa, Marizete?
Concordou que era a mesma pessoa. O assunto morreu aí. Até hoje, quando minha avó vê o Tarcísio na TV fala que ele além de ser parecido fisicamente com o tal do Carlos, tem o mesmo jeito de conversar.
A história é real e o pessoal da família não quis me contar direito. Juntei as partes da história que cada um foi contando, mas deve ter muito mais coisa por trás. Se conseguir a foto com minha tia (o que provavelmente nunca vai acontecer), eu posto ela aqui.
***
1 – O Tarcísio declarou recentemente ter morado em Montes Claros, neste vídeo.
2 – O link de cima foi brincadeira, mas a história não.
3 – Porqque serrrá que ass minhas palllavras cruzadas nunnca dão certoo?
Antes de começar esse texto, só gostaria de salientar a mudança do visual.
O antigo me incomodava muito, esse ainda não está de todo bom, mas deu uma nova cara. Espero que gostem.
Vêm mais novidades por aí!
Agora o Post propriamente dito.
(foto: Globo.com)
Pequim, 16 de Agosto de 2008, Cubo D’Água, 11 horas da manhã (mais ou menos). Data e local históricos para o esporte brasileiro. Principalmente a natação.
O primeiro ouro olímpico da história da natação veio depois de 21,30 segundos (eu demoro mais para chegar no banheiro da minha casa) de pura adrenalina. Eu me preparei. Estava justamente aqui, no blog, quando entrei na globo.com e vi que Phelps o Mito tinha levado mais uma e que os 50m estavam por vir. Me sentei no sofá, de frente para a tv, peguei um copo de coca-cola e acendi um cigarro. Alguns minutos depois, aparecem os atletas com os seus super-macacões. Vai começar. Acendo outro cigarro (consegui dar dois tragos antes da prova terminar…tá, confesso, o segundo não soltei a fumaça antes). Eu pensei, “a não deve ganhar…o francês aí do lado ganhou o 100m..não sei não”. Eles caem na piscina. Abandono qualquer pensamento. Minha única reação é gritar “Vai” “Vai fedaputa” “Vai” “Vai viado” e então…
Vitória. César Cielo Filho. Primeiro campeão olímpico da história da natação! (eu sei que já disse isso). Ele pula, esmurra a água, grita, sobe no coisinha, esmurra mais a água, grita mais e… chora.
Na mesma hora senti as lágrimas tomarem meus olhos. Não fiz esforço nenhum para contê-las. Pelo contrário. Se tem uma coisa que me faz chorar é o esporte. E não é só do brasileiro não. Teve um coreano aí, que ganhou no judô… chorou 3 lagoas da pampulha. Me emocionei junto. Bom, Cielo chorava, o galvão gritava, gustavo borges não falava nada com nada, feliz da vida. Casa do Cielo, vovó não-sei-o-que doidinha da vida. E mais choro meu ao rever as imagens. Parabéns Cielo. Parabéns Brasil. Parabéns Vovó.
Pausa. Mais um cigarro. Cessar de lágrimas, por enquanto, o pódio já vem. Da Globo passo ao SporTV, o galvão é chato e a globo ultimamente cismou com essa história de links ao vivo em casa de familiares. Viva a tv paga. Eu dizendo sem parar “puta que o pariu velho…puta que o pariu, putakipariu”, sozinho, mas tudo bem, garanto que milhares estavam fazendo o mesmo.
Pódio. Ao lado de dois franceses, ele sobe ao lugar mais alto. As lágrimas voltam, ainda bem. Lá vem o hino mais bonito do mundo. Aqui, tenho que dizer que os caras fuderam com o hino. Ok, Cielo chora mais, eu também, falando “Foda” “Foda” “Putz”. Na saída, os brasileiros mostraram ao mundo por que somos como somos. Quebra de protocolos, a seleão inteira da natação corre para congratular o campeão. Emoção demais. Gustavo Borges ousou ainda mais, correndo o risco de ser preso, mandou tudo às favas e se juntou a eles. Pô, é o Gustavo Borges né. Exemplo de personalidade (que falta a muitos), acaba de perder o posto de maior nadador brasileiro e corre o risco de ser preso na china, só para dar um abraço no cara. Sensacional.
Me emocionei assim, acho, que é por que sempre gostei de natação. Fiz quando era pequeno. E acho muito foda a história do Brasil. E também por ter um primo, que nadou com o Cielo, Thiago Pereira e Kaio Márcio. Era para ele estar lá também, quem sabe. Sem contar que a natação nesta olimpíada está sensacional. Phelps e suas medalhas e recordes que o diga.
Pedro Américo.
Ps.: Esse é o primeiro, mas não é o último texto aqui sobre as olimpíadas, um será um apanhado geral dos jogos e o outro um pequeno puxão de orelha e alguns xingamentos aos idiotas que estão fazendo diversas piadinhas sobre a colocação do Brasil. Nosso país apoia tanto o esporte né?
um abraço.
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