
Calma, calma… não é texto repetido.
É apenas o chamado direito de resposta, ou também conhecido como “web 2.0″. Apesar de não gostar nenhum pouco desse termo obsoleto, quando ele acontece na prática é simplesmente fantástico. (Sabe o coisinha que fica piscando esperando você escrever? Pois é, ele tinha sumido aqui. Incrível como é impossível escrever sem essa parada, sei lá, parece que falta alguma coisa. Papel e lapiseira, chorem. Vocês foram esquecidos) Quer saber como aconteceu? Explico.
No post Juventude TransViada, eu recebi um comentário da Hellen que dizia assim:
E a alma de Kurt jamais descansará em paz depois dessa versão(?) do clássico da geração grunge.
Mas o que será que falta? Hoje ninguém tem limite, uma barreira pra quebrar só de pirraça… A internet tá aí pra vc acessar todo e qualquer tipo de conteúdo e o que essa garotada quer fazer? Ficar o dia inteiro no orkut, miguxando, ‘tuitando’ frases de efeito (“meu bolinho de arroz queimou. #quemcurte). Bora, meninada! Vamos revolucionar! Nhé, to canxadinhu.
É imposto isso? Nada. Tenho 26 anos e uma filha de 9, que ama Pearl Jam e Audioslave, está descobrindo Led Zeppelin e queria que o aniversário de 5 anos fosse do Djavan(!). Toca Lady Gaga perto dela pra vc ver se ela vai gostar. É questão de mostrar diversidade, fazer a criança se interessar, contar a história de uma música, da banda…
Eu acredito que a comodidade dos pais também ajuda. O pai dá logo um mega computador com 20 terabytes de memória, uma conexão supersonica e deixa o moleque lá baixando Bonde da Stronda, NX Zero e Fresno enquanto vc vai tomar seu uísque. Depois não venha reclamar quando ele chegar em casa de lápis preto no olho, franjinha e falando miguxes
Eu concordei totalmente com a Hellen, e disse que o que tinha faltado no texto – a culpa dos pais, no caso – ela tinha completado muito bem.
Eis que surge uma das leitoras mais fiéis desse blog – a Bianca – e diz:
Hellen, isso é meio relativo.
Eu, por exemplo, nunca fui influenciada pelo gosto dos meus pais, na verdade eu sempre tive a liberdade de escolher o que eu gostaria de escutar. A mídia influência sim, mas todo mundo tem cabeça o suficiente pra perceber que uma música que fala “xxt, essa é minha senha” não é uma música que possa ser considerada boa (mas eles gostam né, fazer o que?).
Mais uma vez concordei. O que melhor então que a opinião de uma garota que está nessa geração?
Pedi a Bianca que escrevesse um texto sobre o assunto que eu postaria ele aqui. Ela fez, e fez bem. =D
***
Geração Arco-Íris por Bianca Antunes
Imagino que a maioria dos leitores do blog têm entre 25-35 anos, ou seja, pegaram uma época em que a música podia ser considerada realmente boa (lógico que lixos sonoros existem em todas as décadas). Bom, eu não. Nasci em 94, e a minha adolescência está sendo agora.
[Comentário do Pedro] – Impressão minha ou a Bianca nos chamou de velhos? Aahahahhahaha, poooooooxa, nem eu mesmo tenho 25 anos. Faço 23 na quinta, by the way.
E, ao contrário da adolescência de vocês, onde jovens revoltados com todos usavam camisas pretas com alguma banda estampada, a minha é, bem, diferente…
Legenda da foto: Vergonha
No lugar dos gritos, os jovens de hoje preferem passar chapinha, e no lugar de blusas de bandas, vemos um confusão de cores. Seria essa a geração arco íris? (com o duplo sentido da palavra)
Eu, particularmente não gosto de nada disso.
Mas não pensem “temos uma esperança”, porque não temos, sério, sem querer ser pessimista, mas essa é a verdade.
O mundo hoje em dia é fútil, muito fútil. A beleza é imposta como principal característica (talento é para os fracos).
Você pode facilmente perceber a nova moda em um show onde o público alvo são jovens, pois, aonde quer que você olhe, verá um monte de adolescentes iguais. Franjas cobrindo metade dos olhos, calças coloridas, alguns piercings e tênis que você provavelmente veria a distância de tão marca-texto que eles são.
O que seria responsável por isso? A mídia? Os pais? A pressão da sociedade? [Globo Repórter mode: off]
Acho que um pouco de tudo. Claro que a mídia influência, isso não temos como negar.
A TV e as revistas estão sempre em busca de novas ~tendências~, onde se é dado o novo “modelo ideal” a ser seguido.
Já da parte dos pais, não acho que conte tanto assim. Meus pais sempre ligaram para os meus estudos e me instruíram bem, mas música nunca foi uma questão a ser discutida. Mas provavelmente, se eu escutasse funk, meus pais não iriam gostar nada disso e iriam falar comigo, ao contrário de certos casos (a maioria deles).
Mas a sociedade tem um grande peso.
Se você não usa uma pulseira fio de telefone (pulseiras do sexo é tão last week ), você é antiquado, e se usar o cabelo bagunçado no melhor estilo grunge, no mínimo vai ser considerado um drogado.
Adolescentes aderem à moda para terem com quem andar na hora do intervalo, ou pelo menos a maioria deles.
Bom, eu disse para vocês não terem esperanças, mas é melhor terem sim, afinal, ainda temos o Paulo Pokémon. (Se ele não for desclassificado do site da Capricho. De novo.)
***
1 – Fala sério. Essa tal de web 2.0 é demais né não?
2 – Parabéns pelo texto Bianca. Quando quiser escrever, pode mandar o texto que ele será postado. =D
3 – E você aí sentado lendo o ótimo texto da Bianca tem uma opinião sobre o assunto e quer falar sobre isso? Manda um e-mail para ocrepusculo@ocrepusculo.com e me avise pelo twitter.


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