Desculpe querido leitor desse blog, esse texto não é para você, se quiser seguir em frente tudo bem, mas acredito que ele não significará nada para você.

Esse texto é para pouco mais de 50 pessoas ou mais que fizeram parte da minha vida durante mais de um ano e meio. Esse texto é para me despedir de vocês, já que hoje foi o meu último dia aqui como funcionário. Esse é um texto difícil de escrever. Esse é um texto que escrevo com os olhos marejados de tantas lembranças.

Saio hoje da Open com um crescimento pessoal e profissional que eu nunca imaginei ter em tão pouco tempo. Entrei aqui como um garoto, saio como um homem. Entrei aqui como um profissional com potencial, saio daqui confirmando esse potencial, mas precisando aprender muito mais.

E é exatamente por isso que tomei essa difícil decisão. Durante esses quatro anos em que trabalho com publicidade, sempre fiquei dividido entre duas coisas que eu sei fazer: ser um redator e ser um diretor de arte. Sempre fiquei dividido entre as palavras e as curvas, cores e “arredas” de um layout. Preciso aprender mais. Preciso aprender muito mais. Preciso ver mais do mundo para ser para o Grupo Open tudo que ele precisa. Hoje eu não posso dar.

Nós sabemos das dificuldades, sabemos que às vezes é difícil, mas sabemos também que é difícil encontrar uma empresa com tantas oportunidades e com tanta garra e vontade como o Grupo Open. Aqui damos nosso sangue, somos grandes lutadores aqui.

Bom, é isso. Gostaria mesmo de dizer tchau a todos da forma que eu sei me expressar melhor, escrevendo. Sei que alguns lêem o blog regularmente, sei que vão me acompanhar daqui pra frente. Aos outros, saibam que estarei bem. Vai ser duro, mas estarei bem. E espero de verdade que vocês estejam bem. Assim como vocês, eu confio e acredito no Grupo Open.

Meus caminhos me levam para longe daqui, mas sempre estarei aqui, de alguma forma. Devo muito a essa empresa para esquecê-la. Fiz grandes amigos, compartilhei histórias, vitórias e derrotas. Encontrei o amor da minha vida, vi e vivi coisas que nunca imaginei viver. Enfim, estou feliz por essa história, feliz por fazer parte disso tudo mais uma vez.

Em nome, apenas agradecerei ao Daniel e ao Jorge, se existem culpados por eu ser quem eu sou são eles. Em geral, agradeço a todos pela força que sempre me deram. E desculpem pelas chatices e dores de cabeça que dei em vocês.

Um abraço.

***

1 – Aos que estão com medo de perder mais um na peladinha, fiquem tranqüilos. Toda terça estarei aí na porta esperando uma carona. =D

2 – Aos amigos e parceiros da House. Foi um prazer e um grande aprendizado trabalhar com vocês.

3 – Até mais pessoal.

Esse texto não é recomendado para pessoas que não tem coração.

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Enquanto tem gente que acumula rancores, eu coleciono alegrias. Porque no final do ano a gente vai chorar de emoção pelas coisas boas, pelos momentos deliciosos, pela nova ou renovada amizade.
Somente quem não tem o que comemorar é que critica a felicidade “estúpida” do final de ano. Se temos problemas o ano inteiro, qual o mal em querer sorrir e agradecer mais um ano que sobrevivemos ao caos? Isso não é hipocrisia, é não querer afundar cada minuto mais, evitando assim uma depressão.
Claro que aqueles que só procuram confusão, que criar discórdia e que acumulam inimigos, ou irão se isolar, ou viver um falso júbilo.

Não tive o melhor ano da minha vida, mas aproveitei ao máximo as razões que me fazem levantar todas as manhãs. Amigos, família, trabalho. “Pequenos” e importantes detalhes que tornam todas as más coisas/pessoas minúsculos problemas.

Conheci pessoas maravilhosas, me aproximei de outras que nem imaginava a possibilidade de uma amizade tão legal e também me decepcionei.

“Talvez os nossos erros escrevam nossos destinos. Se não, o que mais formaria nossas vidas? Talvez se nunca mudássemos de direção, jamais nos apaixonaríamos, ou teríamos bebês, ou seríamos quem somos. Afinal de contas as estações mudam. As cidades também.
As pessoas entram e saem da sua vida.
Mas é bom saber que quem se ama está sempre no seu coração, e se você tiver muita sorte, a um vôo de distância.”

(Carrie Bradshaw, Sex and The City)

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É o natural da vida, e o importante é o que fica, a lição que tiramos (mesmo daquilo que nos machucou). Aprendi muito nos meus poucos 23 anos, cada ano começo e termino diferente. O importante não é viver centenas de emoções, mas acrescentar algo na nossa vida, mesmo que o errado seja outro. Erros alheios também podem nos mostrar como não ser e isso é uma coisa que minha “curta vida” ensinou.

  • Deixei a vergonha de lado e aprendi que mostrar quem eu sou só atrai as pessoas.
  • Parei de gaguejar ao falar em público. Criei uma outra Naya que sobe no palco cada vez que eu tenho que falar.
  • Descobri que ser tímida não significa não falar o quanto gosta de alguém.
  • Mas também vi que falar que ama tudo e todos é babaquice
  • Deixei o ciúmes de lado ao ver o quanto é chato e ridículo alguém dar ataques sem razão.
  • Aprendi a pensar antes de soltar alguma piadinha e evitar constrangimentos.
  • Descobri que ser cara de pau não é pagar mico, e sim ter vantagem sem comprometer sua imagem ou outras pessoas.
  • Vi que sexto sentido funciona mesmo, dar chance a alguém depois de anos não é legal.
  • Percebi que não dar chance também não é legal. Cada caso é um caso, virar a cara é pior ainda.
  • Rearfimei que o tipo de pessoa que não se dá a oportunidade de conhecer de verdade alguém e que julga por aparências é o pior tipo de pessoa do planeta.
  • E esse tipo de pessoa não merece desprezo, merece pena, por não ser o tipo de pessoa que aprende e sim o tipo que vai morrer sozinha.
  • Também aprendi que engolir sapos só vale a pena se a pessoa for muito importante. Para o resto não vale o sacrifício.
  • Tive tempo de ver que amizades do passado, mesmo distantes e com pouco contato, ainda são tão importantes quanto respirar e esses nunca irão nos abandonar
  • Infelizmente notei que a vida pode acabar, ou mesmo passar muito perto disso, e que somos vulneráveis.
  • Aliás, quando esse tipo de coisa acontece, os mais fortes são os que mais sofrem, por ter que segurar os outros.
  • Com isso aprendi que não chorar não faz bem. Você desaba depois por qualquer besteira.
  • E o mais importante (e a razão do começo do meu post) – aprendi que pessoas que fazem questão de cutucar os outros não vivem, apenas estão por aí e quando sumirem não farão diferença no mundo.

Depois de um dos anos mais corridos da minha vida, em meio a confusões desnecessárias, perdas familiares (quase perdas tb), TCC, saída da agência…hoje eu posso agradecer por encontros lindos, amigos ao meu lado, apoio familiar, um novo e ótimo emprego…

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Mas também quero agraceder àqueles que me infernizaram, criticaram e me acusaram de coisas que eu nunca fiz. São pessoas que já atacam se defendendo ao melhor estilo “só fiz isso porque fizeram comigo primeiro…”. E a pergunta que fica é: fizeram mesmo ou você ACHA que fizeram?

Você passa uma vida sendo uma boa pessoa, até alguém chegar e começar a inventar besteiras sobre seu caráter. E o que machuca não é o que inventam, mas porque inventam. E quando você vê já caiu na teia do filhote de aranha. Uma pena. Só não resta mais nada a não ser se soltar e fingir que está tudo bem, pois uma vez aprendiz de vilão, sempre vilão. Essa pessoa não vai crescer, não vai aprender. Não tão cedo.

E acho até engraçado que pessoas que se dizem inteligentes caiam em cada historinha. Entretanto a gente enxerga o que quer ver.

Aliás, sempre que escrevo eu faço diversas pesquisas…referências, inspirações e até mesmo me corrigir…eis que me deparo com um texto da maravilhosa Fernanda Young que diz tudo…tudo…


Aos que não nos enxergam

Oi, eu estou bem aqui na sua frente, mas você insiste em não me ver. Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim. Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente. Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.

Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.

Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.

Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?

Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.

Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante. E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.

Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.

Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo. Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece. No que eu for pior, pode virar para outro lado; no que eu for melhor, cogite me admirar. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz…”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz…”*

Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.

* Trechos da música OLHOS NOS OLHOS, de Chico Buarque

Fernanda Young

Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV


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É esse é o tipo de lição que eu não tenho mais que aprender, mas que serve para tantas e tantas pessoas que não sabem viver, justamente por não se permitir conhecer, aprender e parar de cometer os mesmos erros.

Que em 2010 você viva cada segundo. Erre desejando acertar, acerte e peça perdão para você mesmo pelo seu erro. Cresça, apareça…se torne uma pessoa importante para o mundo e não apenas para uma única pessoa.
Percebemos vendo o passado que pessoas lembradas no futuro são aquelas que fizeram algo de bom para um grupo.

Hoje eu posso até falar de você que não me enxerga, mas justamente pra você aprender e quem sabe ser uma pessoa que poderá ser lembrada no futuro.

Feliz 2010 pra todos vocês!


  1. Queridíssima Brabul que tem um blog lindo Poucas Palavras. Vale a pena a visita!
  2. Esse ano eu conheci o Diego Camara e Neto Macedo. Agora minha meta pra 2010 é finalmente apertar as bochechas do Pedro Turambar
  3. Se eu sobreviver ao meu ano-novo eu conto como foi a virada =D

Eu não sei bem nem por onde começar. Mas vou adiantando, esse não é um post normal, um opinião sobre algum assunto ou eu metendo pau em alguma coisa. Será mais ou menos no estilo deste aqui, que foi um verdadeiro delírio. Estou em um momento um tanto estranho e complicado da minha vida, que eu gostaria de compartilhar aqui. Este será um post meio desabafo, meio auto-reflexão. 8 pedaços por favor.

Como já expliquei tantas e tantas vezes, vim da grande metrópole de João Monlevade com o sonho de ser publicitário. Cheguei em Belo Horizonte com 19 anos, pensando que tinha alguma experiência de vida… cheguei aqui um garoto. Não sabia absolutamente nada sobre publicidade ou sobre o que é ser um publicitário, muito menos as chatices e as maravilhas da profissão. Lembro que já nessa época, botei na minha cabeça que queria ser Diretor de Arte. Achava foda saber mexer no Photoshop e no Corel.

Depois de um tempo e uma mudança drástica, eu finalmente era um Diretor de Arte, que mexia nos programas e que ‘sabia’ criar. No meio disso tudo, sempre fui um amante dos livros, das palavras e de histórias. Desde pequeno criei o hábito de contar e inventar história, seja para contar a quem fosse, na verdade gastava a maioria das histórias com meus pais, óbviamente para escapar de algum castigo. Veja bem, não eram mentiras… eu só fantasiava um pouco, adicionava um ponto de suspense aqui, outro ponto de drama ali e tudo corria bem.

Além de fazer o layout, éramos nós que fazíamos os textos das peças, ou seja eu era o que hoje eu chamo de Redator de Arte. Nessa época eu comecei a questionar se era isso mesmo que eu queria, se queria mesmo ficar aumentando logomarca de cliente ou explicando o porquê de verde e não vermelho. Eis que eu recebi uma demanda que me tirou o sono: fazer o convite de casamento da minha chefe. Hoje agradeço aos deuses por isso, pois foi ali sentado de frente para o computador que eu trabalhava, no meio dos milhares de rabiscos que eu escrevi a frase que era a alma do convite “O Amor servindo de base para a construção de uma vida” e foi ali que eu descobri o que eu queria fazer para o resto da vida. Eu queria quero escrever. O choro imediato da minha querida e amalucada ex-chefe me deu a certeza de que era isso que eu tinha tenho que fazer.

Faz mais de um ano que isso aconteceu, e até hoje eu estou na mesma. As vezes eu digo que saber fazer as coisas bem feitas (nem sempre é claro) nos programas não é nada mais que maldição. Parece pesado, e é. Até porque várias pessoas já me disseram que meu talento é esse, e que eu não posso jogar isso fora. Pois eu digo que não, não e não. Meu talento é escrever, eu sei disso. E não vou parar de correr atrás para ser reconhecido por esse talento, e não pelo de fazer layouts.

Por esse motivo, e por estar em um momento em que minha cabeça não está muito boa, eu pedi demissão da Agência Vibra. Lá eu sou um Redator de Arte também, mas não é isso que eu quero. Quero ser um Redator de letras mesmo, quero que o programa que eu saiba ‘mexer’ mais seja o Word. Quero que o Photoshop e o Corel não sejam mais do que diversão e dinheiro extra dos freelas.

Sobre o tempo que eu preciso, putamerda. Posso estar parecendo um fraco, quantas pessoas aí não ficam os 4 anos da faculdade trabalhando o dia todo e estudando sem problemas, quantas delas não tiram isso de letra. Eu sempre tirei, mas o problema não é cansaço físico… é cansaço mental. E quando você trabalha exatamente com sua mente, e ela está exausta, a beira de um colapso… você tem virar pro Capitão Nascimento e pedir pra sair. Não me acho fraco por isso, pelo contrário, já que são poucos que tem a coragem de jogar tudo pro alto e correr atrás do seus sonhos.

E é isso que eu vou fazer, dar um tempo, resolver minha vida. E isso não se remete apenas à vida profissional, grande parte disso é para resolver minha vida pessoal, principalmente dois probleminhas que daqui um tempo eu conto para você.

O que eu espero com isso é me tornar uma pessoa melhor, um profissional melhor. Estou buscando a minha felicidade… e posso te falar? Isso é foda para caralho. Se vai dar em alguma coisa, eu não sei. Agora, que eu vou dar tudo de mim eu vou.

***

Não, ainda não acabou. É lógico que eu não sou um maluco, óbvio que eu não fiz como Edward Norton fez no Clube da Luta – quebrando tudo na sala do chefe e saindo do emprego para fazer sabão. Eu tenho uma reserva e tenho meus clientes. Não estarei desempregado literalmente neste meio tempo, serei um freelancer. Talvez acabe ganhando até mais com isso, e isso… pelo contrário do que você pode achar, seria terrível. É claro, ou você acha que as pessoas me cotratam para escrever um artigo ou uma crônica para elas? em?

Para você ver que eu não irei virar um completo atoa que fica o dia todo no msn, lendo blogs e postando – ok, era o meu sonho – eu tenho vários projetos e várias coisas que quero começar a fazer assim que ficar ‘atoa’. A primeira delas e continuar acordando no mesmo horário e ir caminhar meus 5km na lagoa aqui perto de casa. Já passou da hora de eu resolver esse maismeioeu que ocupa meu corpo.

Voltando para casa pretendo dividir minhas horas entre acordar e a faculdade com os freelas, e depois me dedicar às minhas histórias. Me permita falar um pouco delas…

A primeira história – a que deu origem a isso tudo aqui – se chamava (se CHAMAVA ok?) O Crepúsculo, mas como eu já disse em algum lugar, aquela safada resolveu lançar um livro com esse nome e recheado de vampiros topetudos e que saem a luz do sol. Bem, a minha história não tem nada a ver com isso, mas mesmo assim não poderia continuar com o nome, então ao invés de chamar O Crepúsculo Volume tal, o nome dos 3 livros que irão compor a história terão apenas o nome do volume. O primeiro se chamaria Espírito de Fogo, seguido por Severas Verdades e terminando com Reconquista. Não vou nem tentar explicar essa história aqui porque nem eu mesmo sei muito bem, só sei que ela está se firmando cada vez mais, e se eu não voltar a escrevê-la, talvez nunca o faça.

Enquanto O Crepúsculo (o livro) ficava esquecido, tive idéia para um outro livro… este bem mais simples e com a história bem clara na minha cabeça. A história se chama Cartas do Outro Lado que é a história de um garoto que é uma espécie de portavoz do mundo dos mortos com o nosso, o peculiar é a maneira com que Jonas ‘traz’ as mensagens do outro lado. No meio disso tudo, a irmã da melhor amiga de Jonas é assassinada brutalmente e ele irá tentar a todo custo descobrir quem é o assassino, lógicamente recebendo ‘dicas’ da irmã de sua amiga.

Basicamente a história é essa. Lógico que haverão mudanças, mas o livro irá se resumir nisso, posso dizer que é bem legal… eu pelo menos acredito muito mais nessa história do que na “pequena” triologia que me atormenta.

Além disso, é claro, vou me dedicar ao blog como nunca dediquei… postando mais, organizando essa bagunça, talvez uma revolução no layout. Só sei que tem muito o que fazer aqui, tudo para melhorar para você leitor (se é que você leu até aqui). Tem muitas falhas neste template e muitas coisas que eu tenho que corrigir, faltava tempo e conhecimento. Conhecimento ainda falta, mas amigos não.

***

Então, vai que você chegou até aqui… não sei, tem doido pra tudo… eu realmente gosto de escrever neste estilo, estilo contador de histórias, estilo eu não tenho que fazer trocentas pesquisas para não falar besteira, estilo não tenho que ficar linkando isso ou aquilo no texto, estilo sentar e escrever. Isso me dá muito prazer, sentar e conversar com você, que se chegou aqui, considero um leitor fiel deste blog, praticamente um amigo.

Poderia ficar mais horas e horas escrevendo, mas como eu já disse… tenho meus ‘clientes’ e tenho algumas peças para entregar amanhã, sem contar 8.439.399 trabalhos de faculdade que vai pro recorrente amanhã eu me viro.

Espero que você tenha gostado do tempo aqui comigo, espero que tenho gostado de conversar comigo.

Um grande abraço.

Desde que eu me entendo por gente eu e a maioria da mesma época já estávamos matriculados em alguma escolinha, fazendo seus desenhos de arte abstrata, solzinho e gaivotas. Nessa época você cantava, brincava, dançava, pintava e aprendia a ler e escrever. Que maravilha não? Eu simplesmente adorava ir para a escola e ‘brincar’ de estudar e aprender. O problema é que depois disso, eles fodem com a gente.

Vamos tomar meu querido irmão artista plástico como exemplo. Ele é cinco anos mais velho que eu e desde que me lembro, ele sempre foi artista. Sempre desenhava perfeitamente, pintava quadros belíssimos e tudo mais. Com não sei quantos anos tocava guitarra, pintava e desenhava como um profissional. Estava escrito que seria isso que ele faria para o resto da vida. Então porque diabos o mandá-lo saber quanto é Log de 10 na base 2? Ele teve sorte. Mas me digam, o que ele já poderia ter feito, se sua criatividade tivesse sido estimulada desde a infãncia ao invés de enfiarem outras coisas na cabeça dele? Ou melhor, se a sua criatividade, caro leitor, tivesse sido estimulada de acordo com o seu talento? Onde você estaria hoje?

Todo mundo tem um talento, todos temos. Acredito piamente nisso, mas também acredito que nossos queridos educadores insistem em matar essa criatividade enquanto estamos na escola. Qual é o conceito básico da criação? Lembrando é claro que não somos Deuses, então jamais criaremos alguma coisa do nada. Tudo que é criado – absolutamente tudo – é a junção de duas coisas que já existem transformadas em uma terceira coisa. E nada é criado se você não errar. Você jamais cria alguma coisa sem muito trabalho e muito erro. E o que as escolas fazem conosco é simplesmente te ensinar que você jamais pode errar. Eles ensinam que o erro é uma coisa intolerável. Ou seja, matam a criatividade.

Eu estou falando tudo isso depois de dois vídeos que eu vi no blog Trabalho Sujo, os vídeos são da palestra de Ken Robinson. Veja, que já voltamos a discutir nosso pequeno problema.


Incrível não é? Antes de continuar tenho que dizer, os ingleses são realmente um povo fantástico, o cara é um “acadêmico”, está fazendo uma palestra sobre educação e consegue ser mais engraçado que muito santd up comedy por aí. Bem, voltando ao nosso probleminha… eu me lembro que quando eu estava na quarta série, a professora de redação/português/literatura, pediu para a turma criar uma história cada um e entregar na próxima aula. Foi absolutamente ali que eu soube o que queria fazer pelo resto da vida: escrever. E a professora soube a mesma coisa quando veio me parabenizar pela história, que infelizmente não tenho guardada. Desde então, meu programa prefiro fora o Word. Passa horas e horas escrevendo no meu velho Compaq 486.

Desde novo você já sabe de qual gama de matérias você gosta mais. Eu sempre fui da turma do Português e História enquanto vários outros eram da turma da Matemática e de Ciências. Ninguém era da turma de Artes, que nos ensinavam qual cores eram quentes e frias. Eu estudava certas coisas que eu simplesmente ficava abismado, e pensava..”Putamerda!”. Quantas vezes eu deixei de fazer o que gostava, ler, escrever, jogar bola, dormir, porque tinha que resolver os exercícios da página 48, e tinha que mostrar a conta toda, se não não valia.

Uma outra pergunta, seus pais já tiveram com você uma conversa desse tipo?

- Filho, vem aqui que eu e sei pai queremos conversar com você.

O garoto larga o violão e vai cabisbaixo para a sala de visitas onde encontra o pai sentado no sofá olhando para ele. Ele senta e sua mãe senta ao lado de seu pai, ambos estão olhando para ele. O pai diz:

- Filho… eu e sua mãe estávamos conversando e… nós queremos que você seja músico e tenha uma banda.

Duvide o dó. Meu pai queria que eu e meus irmão fossemos engenheiros, advogados e fizéssemos concurso público. Minha mãe sonhava com um filho médico. Saiu um Turismólogo, um Artista Plástico e um Publicitário. Sua escola com certeza pensava da mesma maneira. Mate um garoto de estudar, decorar fórmulas porque o mundo não precisa mais de escritores, músicos e artistas. Deixe isso para os Hippies e para os sem causa.

Como o grande Ken disse, querem formar acadêmicos, professores e cientistas. Tudo bem para quem quer isso. Ou melhor, tudo bem para quem acha que quer isso. Cada um tem um talento, mas você só se dá bem se esse talento envolver muita grana na profissão. Professores acham que sabem de tudo, eles mesmos se esqueceram de que foram crianças um dia, que colaram, que já fizeram merdas. O que acaba ocorrendo é que cada vez mais precisamos estudar, estudar, estudar, formar, aumentar nosso nível acadêmico, porque agora todo mundo tem diploma, então o seu tem que ser mais foda.

Na boa, passar metade da vida estudando coisas sem sentido e a outra metade enfiado em um escritório não é o meu ideal de vida. Juntar dinheiro para nunca poder gastá-lo? Imagine um homem que passou a vida inteira trabalhando, juntando dinheiro, deixando de fazer trocentas coisas porque tinha que guardar dinheiro. Aí a vida acaba, e ele já não consegue fazer 10% das coisas que pretendia fazer com a grana.

Não não, isso para mim está errado. Pensem um pouco nisso, eu e você provavelmente fomos criados no mesmo sistema. Meus filhos não precisam aprender desse jeito. Eu vou apoiar e estimular o talento que tiverem, seja qual for.

***

1 – Pergunta que não quer calar. “Se um homem disser o que pensa numa floresta, e se nenhuma mulher estiver lá para ouvir, ele ainda está errado?”

2 – Cada comentário que o povo recebe…

3 – Um link bem interessante do Caixa Pretta, o efeito sanfona dos famosos

4 – Mais um ótimo post do Palavra Ácida

5 – E eu vou linkar o Jhony porque ele é foda.

Sonho de Criança
Dia 11 de outubro – Sábado

Marcinho se levanta às 7 da manhã como todos os outros dias. Mesmo no sábado ele tinha de trabalhar, ia para o sinal, enquanto a mãe cuidava de seus 4 irmãos mais novos. O pai ele não via há quase um ano.

Se despediu de sua mãe que disse “Vê se traz algum dinheiro dessa vez seu imprestável!!”

Marcinho engoliu sua resposta e saiu para a rua. Ele entendia sua mãe afinal de contas, coitada, casou cedo o pai batia nela e nele. Um dia o pai exagerou e quebrou o braço de marcinho. Mesmo bêbado como estava, o pai dele ficou horrorizado com o que tinha feito e abandonou a família. “Melhor assim” pensou ele. A mãe tinha que cuidar dos outros e ele tinha que trazer dinheiro da rua. Nunca tinha estudado. Quando estava no sinal via outras crianças e as invejava. Apesar de não conhecer essa palavra, ele sentia o que ela significava.

Ele queria ser uma daquelas crianças, de mochila nas costas, rindo voltando da escola. Queria ter outra vida, queria poder reclamar do professor de matemática, queria poder dizer que estava de saco cheio de estudar…só por dizer. Queria estar em um daqueles carros que paravam no sinal, indo para casa, almoçar e depois ir para o clube ou para aula de inglês.

Marcinho chegou ao sinal. Sábado era um dia ruim, provavelmente ia apanhar quando chegasse em casa com pouco dinheiro. Mas tudo bem, era essa a vida que Deus tinha reservado para ele. Mas não custava nada sonhar. E ele sempre sonhou que um dia, daqueles carrões sairia uma mulher ou um homem e mudaria a vida dele. Iam deixar ele ir para escola e tudo mais. Sonhava com um Herói que iria mudar sua vida. Apesar de também não conhecer a palavra egoísmo, sabia que só pensava aquilo para ele. E era errado – pelo menos assim o pensava – e os irmãos? A mãe? Que a vida a havia transformado numa mulher seca, má e inimiga do mundo.

“Se a sorte aparecer para mim…aparecerá para eles.” pensava o inocente Márcio. Ele ia todo dia para o sinal com esta esperança. E hoje é dia 11! Ele pensava. Um dia antes do dia das crianças. Ele nunca havia ganhado um presente. Aliás, sempre detestou esse dia. Todos felizes, na televisão faziam programas especiais e ele nunca havia tido aquela felicidade. Mas acreditava dentro dele, que era um dia mágico, um dia que tudo poderia mudar. Porque nesse dia Deus olhava para as crianças que não eram crianças de verdade.

O dia 11 terminou e ele realmente apanhou quando chegou em casa com míseros 33 reais. Ele dormiu chorando silenciosamente na cama em que dividia com seus irmãos. Marcinho chorava e dentro dele explodia a esperança para o dia seguinte. Ele sonhou denovo, sonhou que iria estudar, que iria se tornar um homem bom, ia ter uma família de verdade. Ele amava muito sua mulher. Sonhou também que se tornou um grande profissional. Era médico, pesquisador de sucesso. Sonhou que ganhava prêmios.

O dia 12 veio e passou.

Marcinho tinha 8 anos nesta época. Ninguém o salvou de nada, e ele não estudou, muito menos se tornou médico. Com 12 anos começou a fumar maconha. Aos 13 fez o seu primeiro assalto. Aos 15 andava armado e vendia drogas. Com 16 matou um dos motoristas dos carrões porque ele não quis dar o dinheiro. Marcinho morreu aos 19 em uma troca de tiros com a polícia.

***

1 – Pensem só um pouquinho.

3 – Pensem bem sobre isso.