Alguém acertou o bolão?
Aposto que muita gente apostou que o corpo iria desistir aos 27. Essa aposta pelo menos eu acredito que eu ganhei. Como eu sou dado a metáforas absurdamente estranhas vou tentar explicar o que eu sentia em relação a ela.
Amy despertava aquele sentimento que o torcedor fanático tem por aquele menino da base. Já vi outros bons, mas aquele… ahh.. aquele tinha um algo a mais. Não sei explicar, mas esse menino vai longe. Na próxima Copa ele vai conduzir a amarelinha. Os torcedores fanáticos vibram, e já ficam premeditando que logo logo a diretoria mercenária vai vendê-lo para algum gigante da Europa.
Após alguns anos de sucesso, aquele menino da base já era um grande jogador, brilhava nos maiores palcos do mundo. O problema foram as lesões no joelho. Duas seguidas. Tentou participar da última Copa, mas a gente percebia que tinha algo errado. Não era o mesmo. Até que veio outra lesão.
Muitos diziam que a carreira já era. Outros acreditavam, meio de longe, mas acreditavam.
Algumas notícias de melhora, e ele já era o centro das atenções novamente, mas logo viria mais uma lesão. A última.
Eu torcia muito, muito mesmo para que a Amy voltasse com pelo menos mais um pouco de Amy, quase como Ronaldo na Copa de 2002. Infelizmente não teve Copa de 2002 para ela. Não teve um último grande show, um último repertório de novidades.
Daqui uns anos vamos pensar nela e soltar aquele “Pois é…” e assim como daquele Menino da Base, vamos lembrar dos grandes lances e grandes jogadas de Amy.
A minha favorita é aquela que dá título ao post. Jogada de gênio.
***
1 – Eu não agüento mais não escrever. O Hiato continua de verdade até o layout ficar pronto. Até lá, vou postando algumas coisas.

Corinthians, Libertadores da América, fanatismo exacerbado, violência, vandalismo, revolta. Acho o torcedor de futebol uma coisa impressionante. Sério mesmo. Fico impressionado com a quantidade de pessoas que se mobiliza para mostrar sua revolta quando as coisas nas quatro linhas não vão bem. Aqui no Brasil então, vixe… tão aí as últimas peripécias da torcida do Corinthians que não me deixa mentir.
A fiel torcida corinthiana tem uma reações potencializadas quando se trata da tão sonhada Libertadores. Sei, sinceramente, como eles se sentem. Atleticano como sou, também estou na sombra do meu rival nesse quesito. Aqui em minas, nós atleticanos só temos o título pequeno da Conmebol (a Sulamericana hoje em dia) – difícil, claro – mas com muito pouca representatividade e pouco peso.
Não me simpatizo, é claro, com a violência ou com o vandalismo. O sujeito depredar e dar prejuízo ao próprio clube, pra mim é de uma burrice inacreditável. É a mesma coisa que o sujeito colocar fogo no ônibus que ele pega todo dia para ir trabalhar. Á.. é mesmo, as pessoas também fazem isso. Mas esse não é o assunto aqui. O assunto aqui é sobre a paixão linda que o brasileiro tem pelo seu clube de coração.
Bonito não é? Acho bacana aqueles clipes que a Globo costuma fazer. Acho bacana aquelas entrevistas especiais mostrando o quarto do não-tão-garoto-assim torcedor do qualquer coisa exibindo suas flâmulas, bandeiras, posters e incontáveis camisas do seu time. Chego a me emocionar.
O que me intriga, e sempre intrigou, é que toda vez que vejo essas reportagens sobre pessoas protestando em frente às respectivas sedes, essas pessoas que em plena quarta-feira saem da sua cidade em direção ao município de Muito Lá Longe, essas pessoas que aparentemente não tem mais o que fazer na vida, eu me pergunto “Porque será que não aceitamos a perda de um pênalti num jogo entre nosso time e outro qualquer, mas aceitamos excelentíssimos Deputados Federais aumentarem os próprios salários em 65%?”
Já vi pessoas revoltadíssimas com o peso do Ronaldo, já vi pai de família chorando com um radinho colado no ouvido, já vi muito marmanjo macho se rasgando por causa de 11 homens. Porque, eu me pergunto – até mesmo fazendo uma auto-crítica em certas proporções – eu não vejo ninguém ficando maluco ao ponto de matar serviço pra ir em São Paulo numa quarta-feira a noite, encher de tapa, quebrar vidro dos mais de 1 milhão de pessoas que votaram no Tiririca?
Por que, nós não vimos a casa do ACM apedrejada? Porque o Daniel Dantas anda livremente por aí sem ter o vidro do caro quebrado? Por que aceitamos a não revolta com as coisas que realmente deveriam nos incomodar?
Como eu disse, não sou a favor de nada disso… só me pergunto. Não acho que tudo isso deveria se resolver na força. Até porque do outro lado você tem as forças do Estado soberano. Sabe qual é a sua arma senhor cidadão? A sua arma mete medo no Estado. A sua arma mete medo em qualquer colarinho branco.
A sua arma, caro amigo, é a economia. Imagina parar o país até os Deputados cortarem o salário multimilionário e ganharem de acordo com o que trabalham? O que, penso eu, seria até injusto com o Sr. Deputado. Se fosse assim o coitado não receberia um tostão. Sua arma é sua mão. Mas não a mão que empunha uma arma ou atira uma pedra. É a mão que move a máquina.
Talvez tenhamos que sofrer mais tempo ainda com essa inversão louca de valores, quem sabe 30 anos de um Hosni Mubarak da vida para sairmos às ruas?
Quem sabe um Deputado resolva proibir o Curingão de jogar…
Quem sabe…
***
1 – Seria isso um post bom depois de tanto tempo?
2 – Tô cada dia mais feliz com esse blog, de verdade
3 – Você não perde por esperar o que vem por aí. =)

Então… eu prometi aquele tanto de post sobre a copa, comentando as rodadas, o mata-mata e o escambau. Acabou que eu não comentei nada e nem falei o que eu quis sobre a maior e mais emocionante disputa esportiva do mundo. Não fiz nada disso em parte por preguiça, em parte porque passei – neste último mês – gastando todo o meu tempo livre ouvindo outras pessoas falando sobre a copa do mundo.
De certo modo, foi bom não ter falado nada. Porque assim como grande parte dos “especialistas” em futebol, eu iria falar uma quantidade imensurável de besteiras. Uma das coisas que falei, e que meu caro amigo @dougcastanheira fez toda questão de me lembrar foi essa aí em baixo:
Pelo visto, Andrés Iniesta não concorda comigo.
Eu poderia fazer esse texto de várias formas; comentar tecnicamente o mundial, falar sobre a emoção da primeira copa no continente africano, sobre a jaaaaaaabulaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnni, as malditas vuvuzelas, as imagens maravilhosas, os fatos marcantes, a emoção das finais, e é claro falar da grande final.
Poderia falar das decepções: Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, Kaká, Eto’o… França e Itália, entre tantos outros. Poderia é claro, falar das maravilhosas surpresas: A seleção da Alemanha, A seleção do Uruguai, Diego Fórlan, Thomas Muller, Mesut Ozil, Luis Suaréz, Wesley Sjneider, A seleção de Gana, Larissa Riquelme, entre tantas outras boas surpresas.
Sobre tudo isso, quero levantar apenas dois pontos cruciais que se cruzam.
Graças aos deuses do futebol o Brasil não foi campeão. Venceu aquela seleção que joga o futebol mais bonito do mundo há pelo menos 2 anos. O que eu quero dizer com isso? Vamos começar pela seleção brasileira.
Dunga e seus anões foram ganhando confiança e arrogância na mesma medida em que fazia jogos patéticos mas ganhava. De fato, ganhou tudo aquilo que não vale nada: Amistosos, Copa América e Copa das Confederações. Olimpíadas (o único título que não temos) e a Copa do Mundo, não ganhamos. Dunga e seus anões se sentiam tão cheios de si, tão certos da vitória e tão nojentos que a maioria ficou chocada, como se perder fosse impossível. Assim como aconteceu com a Holanda hoje, que só parou a Espanha na porrada.
A Holanda tinha mais futebol e mais cabeça que o Brasil. E a Espanha teve mais tudo isso que todas as outras. Bom para o futebol, bom para nossa seleção Dunga ter fracassado. Eu não queria ver a cara de satisfação dele ao ser campeão. O título mundial só iria dar razão a toda insensatez de seu trabalho.
E para terminar o papo sobre a nossa seleção, queria mandar vocês, que beijaram o saco do Dunga no episódio Cagão, à merda. Você que aplaudiu o Dunga, foi o primeiro a chingá-lo poucos dias depois. De fato, foi a única coisa boa que ele fez, não dar prioridade para a Globo. Mas lamber o saco do cara por isso, já é demais.
A Copa do Mundo sempre deixa legados, e não estou falando de estádios. Até porque, veremos daqui há uns 2 anos reportagens mostrando como estarão abandonados os estádios da Copa Africana. Estou falando de tecnologia e é claro, de futebol. Tecnologia… bem, você viu as transmissões dos jogos? Aquela câmera slow é demais, além da Spider-Cam. Tecnologias até antigas, mas que pegaram mesmo nessa copa. Todo mundo vai fazer igual.
E no futebol, bem… acho que todo mundo reparou que não falaram à toa da Espanha. A seleção joga como o melhor time do mundo, o Barcelona que cede sua espinha dorsal à fúria. A crítica que faço a Espanha é a objetividade. Como disse o Mauro Cézar da ESPN, parece que os espanhóis precisam de um documento autenticado em 3 vias liberando-os para chutar para o gol. Iniesta fez isso 2 vezes na final. Como a terceira é a que vale, ele finalmente chutou e fez o bendito gol do título.
Como seria bom se os times jogassem como a Espanha (apenas chutando um pouco mais para o gol). Por favor, copiem o estilo caros técnicos. Façam do futebol aquele jogo que vence de fato o que melhor trata a bola e não o que melhor se defende e vence pelo cansaço.
Agora, senhora Fúria. CHUTA PRO GOL PORRA!
E parabéns pelo título.
***
1 – Ótimo post do Fred Fagundes: 6 Máximas que a Copa da África deixa para o Mundo
2 – Ei Dunga, você viu aquele número 18 da seleção da Espanha. É, aquele tal de Pedro. Aquele garoto de 22 anos que nunca havia sido convocado para a seleção, aquele ali mesmo, dando o toque na bola, como titular na FINAL DA COPA. VIU? SEU MERDA, SEU CAGÃO!
3 – É isso.

Estava com saudade de um post polêmico? Pois aqui vai um. E dos grandes, já que mistura dois fanatismos, ou dois Assuntos Que Nunca Devem Ser Discutidos em Uma Mesa de Bar: Futebol e Religião. O Terceiro Assunto Que Nunca Deve Ser Discutido em Uma Mesa de Bar – política -, graças ao Deus do Futebol (sem trocadilhos) não entra nesse texto. Sei que já falamos um bocado sobre religião aqui, e até que as reações não foram tão ruins. De qualquer modo o assunto abordado é um pouco mais específico, e envolve a Copa do Mundo.
Copa das Confederações, final, dia 28 de Junho de 2009, estávamos lá, assistindo apreensivos, 2 a 0 para os EUA que haviam eliminado a temida Espanha. Muitos falaram “bem feito”, que a seleção tinha que perder o título para não dar argumentos para o borra botas que comanda a amarelinha (não a de pular, a do futebol). Outros falavam que no tempo deles a seleção não perderia Copa das Confederações para os EUA e que o futebol deles era jogado com a mão e a bola era um ovo. Os mais novos retrucaram dizendo que no tempo deles nem Copa das Confederações tinha e eles deviam parar de reclamar e trazer logo a cerveja.
No meio dessa confusão toda, o Brasil virou e foi campeão. Enquanto isso o futebol chorava ao lado da bandeirinha do corner e o português (a língua, não o Manoel) chorava em casa. O futebol porque ele já estava chorando desde o início do jogo, ele – o futebol – nunca foi tão… tão.. tão Júlio Batista. O português porque o Dunga ia realmente continuar dando entrevistas. [PAUSA]Quem foi que disse que todo gaúcho fala o português perfeitamente?[Continua].
Depois de tudo isso, quem chorou fui eu. Não foi a Seleção Brasileira que ganhou a Copa das Confederações, foi a Vigésima Terceira Seleção Pentecostal do Reino do Nosso Senhor Jesus Cristo 100%. Todos os jogadores da seleção símbolo do futebol, a de 70, dizem que eles queriam e ganharam para o povo brasileiro, nem sabiam o que era ditadura, eles queriam era jogar bola e beber cerveja com o povo. Essa seleção ganhou o título para Jesus, e dedicou para Ele. Afinal de contas, Deus é brasileiro, Jesus é carioca, ama você e aquela baboseira toda.
Muitos jogadores tiraram suas camisas, mas não como em 70 que quase despiram o coitado do Tostão que teve que agarrar a cueca. Eles tiraram a camisa para mostrar 100% Jesus, Jesus te ama e todas aquelas baboseiras de novo. A Seleção perdeu seu brilho, seu carisma, seu talento e perdeu a alma do brasileiro, que é o humor. Lembro que fiquei torcendo para aparecer uma camisa do AC/DC escrito “O Diabo é o Pai do Rock”. Nem isso.
A imprensa européia até comentou isso, fizeram uma crítica bem irônica sobre o episódio. Gente, não é preconceito, não é isso. Que o cara ame Jesus, Maria e José. Mas vamos parar com isso, é vergonha alheia demais. O Brasil já não é bem visto, o Brasil já tem um monte de problemas, já somos aquele colega malandro que tira vantagem de todo jeito. Malandro que tira vantagem de todo jeito falando “Glória a Deus” toda vez que tirar vantagem vai ser foda. Não vão mais nos convidar para as festinhas da sala.
O início desse levante, foi no penta. Mas o Cafú resolveu acabar com tudo isso e mostrou, talvez pela última vez a Seleção Brasileira.
Em 2002 o Cafú fez uma das levantadas de taça mais lindas de toda a história do futebol, eu não vi ao vivo, estava chorando e bebendo loucamente feliz. Estava lá um púlpito que servia de pedestal para a Taça. Joseph Blatter foi entregar para o Cafú que pediu para ele esperar, perguntou para ele “Será que agüenta?”, o Blatter coitado, sorriu como se dissesse “Vai lá meu filho”. Tudo era festa. Ricardo Teixeira segurou o púlpito e falou pro capitão do penta subir.
Quem subiu não foi o Cafú jogador, campeão. Quem subiu foi aquele moleque do Jardim Irene que batia bola no campinho, aquele que sonhou a vida toda com aquele momento. Ele subiu, rindo, pegou a taça e gritou para o mundo ouvir “REGINA EU TE AMO”. Choro até hoje.
Agora imagine a Vigésima Terceira Seleção Pentecostal do Reino do Nosso Senhor Jesus Cristo 100%, ganhando a Copa do Mundo.
Deixarei você com essa imagem na cabeça.
***
1 – Momento Panos Quentes: Espero, realmente que você seja esclarecido o suficiente para entender o que eu quis dizer no texto.
2 – Se não entendeu e vier com mimimi nos comentários… eu só lamento.
3 – Se tem uma mulher que não pode reclamar do marido, é a Regina. Recebeu a maior declaração de amor do mundo. Literalmente.
Finalmente! Eu estou prometendo essa seção há não sei quanto tempo… acho que desde o início do ano. Antes que você reclame, eu vou logo avisando que essa é uma seção que veio pra ficar, principalmente com a Copa do Mundo chegando. Eu amo futebol desde que me entendo por gente e amo escrever desde a mesma época, não juntar as duas coisas seria besteira. Além do mais, eu – assim como todo brasileiro – sou publicitário e claro, o melhor técnico de futebol do mundo.
Outra coisa que eu queria deixar bem claro é que essa não será uma coluna sobre o Atlético, sobre a Seleção ou sobre qualquer outro clube/seleção que eu goste. Essa coluna é sobre o esporte, sobre o futebol. Na verdade, sobre a minha visão do futebol. Quem gosta, tenho certeza que irá adorar, quem não gosta… bem, tem vários posts aí pra ler.
Espero que dê certo, já tenho vários posts engatilhados para a coluna, mas estava esperando o momento certo de entrar em campo. Aí eu vi que teria que ser hoje.
Hoje, meus amigos, venceu o Futebol e não o pragmatismo.
Essa foto retrata muita coisa que eu gostaria de falar.
Sim, eu vou falar sobre o Santos, sobre Neymar, sobre o futebol chato, o bom futebol e claro, mandar o Dunga convocar o Paulo Henrique Ganso.
Toda vez que aparece um futebol como o do Santos de hoje em dia, milhares de projeções, pitacos, besteiras, aparecem na mídia. Os dois principais da foto retratam muito bem isso. Robinho também surgiu em um time incrível que colocou o Santos novamente entre os grandes, as viúvas de Pelé finalmente puderam sorrir. O problema é que Robinho não tem personalidade, virou marionete da Globo e refém de suas pedaladas. Daquele time, Diego foi, e é muito mais jogador que Róbson. O caráter duvidoso de Robinho lhe rendeu uma saída desconfortável do Santos, uma briga feia no Real Madrid e pirraçou tanto na Inglaterra que foi mandado de “castigo” pro Brasil.
Em pouco mais de um ano que acompanho o Neymar já reparei que ele tem muito mais personalidade que Robinho jamais terá. Ele e o time. Tomara que ele aprenda com Robinho e não faça nada do que ele fez. É provável que o Santos vá para a Libertadores no ano que vem, e se Neymar e Ganso ficaram até o final daquela competição tem tudo para entrarem para a história. Eu não estou simplesmente entrando para o Neymar Futebol Clube como todos no Brasil, eu estou apenas relatando os fatos. Espero de verdade que ele não cometa os mesmos erros de Robinho e Pato. Esse último tinha tudo para ser titular na copa do mundo, foi cedo demais para o Milan. Poderia ter brilhado e se agigantado aqui.
Santos e São Paulo travaram uma guerra que vem sendo “lutada” há anos; O que é melhor: o futebol bonito, ou o futebol feio, pragmático mas que ganha de 0,5 x 0? Antes de eu responder, faço outra pergunta: Futebol força, corajoso, bonito* ou Futebol temerário, retranqueiro, de bola parada?
Primeiro, Futebol força não é o futebol daquele bando de nego que acha lindo quando um zagueiro com porte de montanha quebra a perna de um jogador habilidoso. Futebol força, de coragem é aquele futebol sem medo. Que arrisca, que tenta, que briga 90 minutos com faca nos dentes. Pode até perder a batalha, mas sem nunca deixar de lutar. Esse aliás, é a escola sulamericana de futebol. Essa aliás, é a maneira do futebol brasileiro que somada à nossa genialidade, habilidade e inteligência nos fizeram o país do futebol. Mas que de uns tempos pra cá o pessoal meio que esqueceu.
Pode perder o jogo, pode perder a final, só não pode ter medo. Esse mesmo medo, tirou a final do São Paulo hoje. Que há muito tempo joga o futebol feio, mas de resultado. O Santos hoje sem ganhar nada, pra mim, é 10 vezes mais do que o São Paulo Tri Campeão. Falo isso sem medo. Talvez por torcer pro Atlético, eu aprendi que futebol não é só quem tem mais títulos. Graças aos Deuses do futebol, o São Paulo hoje perdeu para o futebol como deve ser. Ofensivo, bonito e inteligente. Esse futebol do Santos dá medo, futebol temerário não. Hoje infelizmente, a Seleção Brasileira não está colocando tanto medo assim. A camisa amarela da medo nos adversários, sem dúvida. Mas Josué, Julio Batista, Kaká machucado, Elano, Felipe Melo, não colocam medo em ninguém. Se a camisa estiver vazia, vai chegar a hora em que vão pisar nela.
Voltando a pergunta lá em cima, eu prefiro muito mais o Futebol Bonito. Eu e um monte de gente. É só perceber que a maioria das pessoas estão preferindo ver os jogos do Santos do que o do próprio clube. Quantas pessoas não estão loucas por não poderem acompanhar de “perto” Messi fazer chover pelos campos e cantos da Europa. Quando aparecerem times assim, jogadores assim, sempre tem aquele comentarista super foda que diz “Ganha de 10 x 0 do Tchubarubaiense, quero ver quando for jogo grande”. Meu caro amigo comentarista, o Santos venceu deus e o mundo, só perdeu um clássico, DESTRUIU o poderoso São Paulo. Tudo bem, é apenas o campeonato paulista. Engraçado como os estaduais são diminuídos e exaltados quando mais convém a alguns jornalistas.
O que mais me admira nesse time do Santos, é que não importa o placar, o negócio é ir pra frente e fazer gol. Estraçalhar times pequenos, ao contrário do que pensa a maioria dos jornalistas, significa sim MUITA coisa. Significa que o time joga futebol. Foda-se o adversário, queremos ir lá, jogar bem e fazer gol. Se fosse assim, toda vez que um time “grande” jogasse com um pequeno, devia ter goleada. Já que isso não significa nada.
Viva o futebol moleque, o futebol de várzea, o futebol que de tempos em tempos o Santos mostra para o mundo.
Só falta uma coisa para que Neymar entre de vez para os livros, que ele faça como Edílson, o Capetinha. Futebol ficou chato demais, o Santos mostra o quanto estamos carentes do futebol que sempre quisemos ver.
***PITACO***
Só para explicar: Toda vez que eu postar a coluna vou dar alguns pitacos, vale qualquer coisa.
Pitaco 1: FINALMENTE EM, Botafogo?!
Pitaco 2: Santos campeão paulista. (genial esse em?)
Pitaco 3: Atlético campeão mineiro.
Pitaco 4: Tomara que eu esteja errado, mas na itália vai dar Inter, de novo.
Pitaco 5: Se existe alguém para tirar o título de Bicampeão Europeu do Barcelona, esse alguém é o Bayern
Pitaco 6: Vai dar Grêmio no gauchão.
Pitaco Polêmico: Dunga leva Ganso pra copa, mas não leva o Neymar.
***
1 – Viu? Quase não falei do Galo.
2 – Como aqui é só comentário, o texto já foi, queria dar “parabéns” ao Cruzeiro por achar que tudo já estava ganho mais uma vez. Tá, tá, eu sei que tavam cansados da viagem pro Chile e tudo mais, mas isso não é desculpa. Nem de longe.
3 – E aí, o que acharam?


Você aí, garoto brasileiro, moleque, travesso, detentor da famosa “ginga brasileira”, cheio de malemolência deve pensar o mesmo que eu pensava sobre Futebol Americano. Que porra é essa? COMO ISSO PODE CHAMAR FUTEBOL MANO? Fica um monte de brutamontes segurando uma “bola” – QUE É OVAL PORRA! – e correndo desvairado tomando encontrão. Pois é, você meu caro e minha cara – é, mulheres também – que pensam isso sobre o futebol americano estão certíssimos, mas tenho um adendo: o nosso futebol, ou o querido soccer, não é também um bando de homens correndo atrás de uma bola tentando colocar ela dentro de três aros?
Olhando cruamente, qualquer esporte pode ser indagado dessa forma. O Tênis por exemplo – que pra mim é aquilo que eu coloco nos pés todos os dias – dois idiotas batendo numa bolinha fluorescente com uma raquete tentando fazer com que o outro não rebata a rebatida dele. Meio louco não? Natação: um bando de nego de sunguinha ou maiô – que já é mó viadagem – batendo com a mão na água pra ver quem chega primeiro ou quem dá voltas mais rápido. Isso sem contar os esportes medonhos que geralmente algum europeu sem nada pra fazer inventa, tipo aqueles caras que ficam esfregando o gelo pra um bloco redondo de mármore bater no outro pra ver quem fica dentro do círculo vermelho.
Se você for ver, qualquer esporte é meio maluco e sem sentido. Tem uns que são mais, como eu disse. Então o que diabos é bacana no esporte? Porque isso dá tanto dinheiro? E porque diabos esse blogueiro maldito tá dando tanta volta pra falar da porra do futebol americano?
Bacana no esporte, emoção, competição, superação, valores, vitórias e histórias. Dá dinheiro porquê emoção vende. E eu dou esse tanto de volta porque eu sou prolixo e estou com saudades de escrever =D.
Tô falando isso tudo porque você acha um esporte estranho e sem graça alguma – ficando até puto por não entender bulhufas como um tanto de gente pode gostar daquilo – simplesmente porque não descobriu aonde é que fica a emoção do jogo. Eu achava tudo isso do futebol americano, achava um ultraje aquilo se chamar futebol – ok, ainda estou me acostumando com isso - até ver o tal do SuperBowl no ano passado.
Para quem não sabe, o SuperBowl é o maior evento esportivo dos Estados Unidos e um dos mais importantes do mundo, só não bate a Copa do Mundo e as Olimpíadas. SuperBowl é a final do futebol americano, jogam o jogo especial o campeão da American Football League e o campeão da National Football Conference – que são as duas conferências. Algo como na NBA eles dividem por Costa Leste e Costa Oeste. Não me perguntem, eu não descobri ainda como eles dividem isso no futebol americano, de qualquer forma, as duas conferências juntas são a famosa NFL ou National Football League. Então, os campeões das conferências jogam a final nacional, o SuperBowl.
Eu sempre fiquei encucado com o SuperBowl simplesmente por serem os 30 segundos – enteda por isso o comercial do intervalo – mais caros da televisão no mundo. Um comercial no intervalo do jogo chega – ou chegou – a custar 3 milhões de dólares. Vendo o SuperBowl XLIII (43) eu comecei a entender. Vendo os playoffs (mata-mata) esse ano eu finalmente entendi.

*Só pra avisar, eu ia fazer dois posts, um sobre futebol americano e um sobre o SuperBowl XLIV, como não fiz isso, resolvi juntar tudo em um só.
Então, eu vi o tal do SuperBowl, o final pelo menos. Sem entender nada, NADA, do jogo… eu fiquei com os olhos cheios de lágrima e gritei enlouquecido. Nem sabia quem tava jogando, nem sabia o que tava acontecendo só sei que foi DUCARALHO DEMAIS! Meus queridos amigos @caioabbath, @A_t_u_r e @rogeriocostaa ficavam me enchendo o saco falando que o futebol americano era isso e aquilo e eu nem queria ouvir. Me arrependi amargamente.
Esse ano eu infelizmente perdi a temporada regular, até porque a emoção do jogo já havia passado e eu tinha esquecido do tal american football. Até que Artur e Caio me convidaram para ver dois jogos de playoffs agora em janeiro. No fim do primeiro jogo eu já entendia as regras principais, quem era quem, e quem fazia o quê. Comecei a saber um pouco da história e um pouco dos jogadores lendários. No fim do outro jogo, já bêbado, o futebol americano havia me conquistado. Esporte legal esse.
No outro fim de semana, eu assisti o jogo que iria mudar completamente minha cabeça: New Orleans Saints x Arizona Cardinals. Fiquei louco. O Cardinals era o time que tinha perdido o superbowl que eu havia assistido, ou seja, um mega time. O Saints, como soube pela transmissão, era um ex-saco de pancadas que vinha crescendo nas últimas temporadas. O tal Cardinals começou ganhando com um belíssimo touchdown. Vi que seria de lavada.
Ledo engano, os Saints liderados pelo quarterback – o cara bonitão que fica zoando os nerds nos filmes de adolescente americanos – Drew Brees viraram, ESMAGARAM o Cardinals do experiente e candidato ao Hall da Fama Kurt Warner. As jogadas aéreas – quando o cara (quarterback) lança a bola lá longe para o neguinho que corre igual louco pegar – são as que eu mais gosto, e Drew Brees usa e abusa desse tipo de jogada. Ou seja, fiquei alucinado.
O Futebol Americano não só tinha me conquistado como havia me viciado. Não aguentava esperar outra semana para ver mais um jogo. Vi o outro jogo do Saints, contra o Vikings do lendário Brett Favre. Saints virou mais uma vez lindamente, ganhando na prorrogação com um field goal – no chute mesmo, bola dentro do aro. olha o foot entrando aí – de 40 e tantas jardas.

Além de ver os jogos eu fui pesquisando e sabendo mais um pouco dos times que estavam jogando para irem ao SuperBowl desse ano. O time de New Orleans – o Saints – sofreu muito nos últimos anos por causa do furacão Katrina, que devastou a cidade, eles perderam o estádio – que virou abrigo para os que perderam tudo – nunca haviam chegado ao SuperBowl, eram o saco de pancadas da liga. Até que esse ano eles chegaram ao SuperBowl. Até que esse ano eles ganharam o SuperBowl.
Contra a maioria dos prognósticos, contra o talvez futuro maior quarterback de todos os tempos – Payton Manning – o time de New Orleans que perdia por 10 a 0 virou mais uma vez e ganhou o jogo mais importante da vida do time. Não vou especificar aqui como aconteceu, até porque a maioria – acredito eu – não iria entender nada. E quem entende, viu o jogo, e quem viu sabe do que eu estou falando.
Torci para o Saints na final – era até então o time que eu havia mais gostado de ver – depois da final digo com certeza que eu sou um torcedor pra vida toda do New Orleans Saints. É impressionante como é hollywoodiana a final de um superbowl. Essa então foi a mais hollywoodiana de todas. Teve virada, teve técnico maluco arriscando tudo para ganhar, teve passes geniais, teve corridas de 70 jardas, teve gênio errado e gênio se firmando como gênio, teve sofrimento, teve tristeza, teve alegria e teve festa. Saints ganhou o título e deu ânimo para toda uma cidade que ainda está sendo reconstruída, Saints entrou pra história e provou para milhões de pessoas que com garra, vontade, ousadia e um toque de talento pode-se conquistar qualquer coisa.

Valeu Saints, valeu amigos, valeu futebol americano. Me sinto uma criança novamente, torçendo, vibrando e me emocionanto com esse esporte fantástico.
***
1 – Eita post grande em?
2 – Então, vocês querem mais posts sobre o futebol americano? Querem entender as regras, ver algumas jogadas históricas? Falem aí nos comentários que falarei mais sobre o assunto
3 – E esse post também serve para avisar que sim, esse ano teremos uma coluna de futebol. E não reclamem. Aos cruzeirenses, relaxem… falarei de futebol imparcialmente. Ou quase.

O título – do post – não é apenas um trocadalho do carilho, é sério. E antes de começar a dizer o que eu quero dizer vamos rever alguns pontos:
- Cruzeirense, não perca seu tempo me chamando de invejoso, não perca seu tempo nos comentários com #mimimi de “Eu tenho duas libertadores”, “só perde quem chega”, “gozar com pau dos outros é fácil”. Isso não é argumento. Leia o texto antes de vir atirando pedras.
- LEIA o texto antes de comentar, por favor. (só para reforçar)
- Escreveria o texto praticamente da mesma maneira se não fosse atleticano. É sério. Se você ler o texto, antes de vir me enxer o saco pelos títulos que meu time não tem, veja o que eu tenho a dizer. Você irá concordar.
Vamos ao dito cujo então.

Primeiro, quero dizer que respeito o Cruzeiro. Respeito a história vitoriosa. Respeito sim, sou torcedor de futebol, a rivalidade é intensa, mas eu pelo menos respeito. (Só não respeito o hino e a torcida). É fato que o Cruzeiro tem mais títulos e blá blá blá. Mas eu estou aqui para falar da final não é? Ok.
Só eu lembrei da Copa de 2006 essa semana? Exatamente a mesma coisa. Circo da imprensa. Galvão falando bobagem. Já ganhou. Festa armada. Reportagens especiais de como o time foi campeão outras vezes. Mais circo. Galvão falando mais bobagem. Clima de já ganou crescendo. Antigos craques rindo, falando como o time era fantástico antigamente e como era fantástico hoje. A mesma coisa da Copa de 2006.
E o que aconteceu no Mineirão hoje? A mesma coisa da Copa de 2006. Mas o Cruzeiro parece que não fez o dever de casa. Não revisou todas as matérias.
Ao contrário do que falavam os jogadores do time azul, e sua comissão técnica, dirigentes, líderes de torcida com pom pom, e afins. O time estava nervoso. Nervoso demais. Ramires perdeu a cabeça com as faltas de Verón. O time não foi nem sombra do que vinha mostrando. E jogou muito pior do que na Argentina.
Vale a ressalva do único jogador – que eu admiro – que jogou como sempre. Kléber. Brigou, lutou, mas levou a alcunha de Gladiador ao pé da letra. Ele lutou sozinho no seu coliseu. O Mineirão. Que estava tomado de azul. Sim estava. Mas, mais uma vez, a torcida do celeste decepcionou.
[Aqui entra a parte Atleticana do autor] Torcida MEDÍOCRE. Só apoiou o time de verdade antes do jogo e depois do gol. Ao todo 10 minutos. O tão sonhado tri da libertadores ali no campo e um bando de panaca vendo o jogo calado. Vi 3 mil argentinos fazendo muito mais arruaça do que 60 mil cruzeirenses. Por isso todo mundo respeita a torcida atleticana. 10 mil atleticanos fariam mais festa.
Voltando ao jogo.
Mais uma vez, falta de estudo dos smurfs azuis. Time argentino, velho de guerra, tri campeão da Libertadores NÃO pode ser desrespeitado. É assim que eles gostam, é assim que eles jogam. E o melhor pior, é assim que eles ganham.
Verón foi fantástico. Um autêntico leão no meio-campo. Roubou bola como ninguém e deu um passe de trivela primoroso que resultou no gol de empate. Os Argentinos vieram calados, só ouvindo toda a festa e vendo o circo da imprensa brasileira. Eles é que foram os mineirinhos da final. Eles comeram pelas beiradas, vieram como quem não quer nada e ficou com a taça.
Na minha opinião, faltou o Cruzeiro estudar um pouco de história.
Os dois times mereceram a taça… até o último jogo.
Vale lembrar, que o Cruzeiro sempre foi um time arrogante, prepotente, e muitas vezes entrou de salto alto em campo (com trocadilho, por favor). E sinceramente, nada mais merecido do que tomar de virada, na final, com a casa cheia. (Alguém lembrou das quartas-de-final do brasileiro de 99?). Talvez assim o Cruzeiro aprenda a respeitar mais os seus adversários.
O Cruzeiro só deve tomar cuidado com a DPL – Depressão pós-Libertadores, mais conhecida como Síndome do Fluminense. Porque se recuperar no Brasileiro agora vai ser muito complicado. Ainda mais pela queda imensa que foi a perda do título.
No mais, caros rivais. Relaxem e aceitem as brincadeiras de forma educada. Eu como atleticano tenho que admitir, que preferia mesmo chegar a uma final de libertadores e perder, do que não chegar. Mas isso não me impede nem um pouco de tripudiar.
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1 – Mais uma vez eu peço. Não perca seu tempo me xingando, fiz o post com o máximo de imparcialidade que eu consegui. Tirando é claro, as partes em itálico e cortadas. Não tenho sangue de barata né?
2 – Só para tripudiar mais um pouco. Vejam esse meu Twitt. Galvão disse na transmissão “A torcida do Cruzeiro é diferenciada, muitas meninas, muita família”. Sabe tudo o Galvão. Tipo uns 98% de meninas na torcida celeste.
3 – Um abraço muito especial aos meus amigos: Hudson, Artur Silva, Thaylon, Kavalinho, Igor, Artuzinho, Charles, Popô, Sthéfane, Sarah, Ignus, Titó… bom, são os mais chatos. =D
4 – Especial para o Frank Martins também.

Não, esse não é mais um texto sobre futebol. E sim sobre os prós e contras de um evento do tamanho da copa do mundo ser feito no Brasil, mais especificamente nas cidades sedes e mais ainda em Belo Horizonte.
Logo quando anunciaram as cidades que sediaram os jogos e divulgados os orçamentos para construção e reforma dos maiores estádios brasileiros, aconteceu o que eu havia previsto. O povo cool que não pode ser cool sem protestar começou a pipocar comentários no twitter. Eu escolhi dois aqui, um do Felipe Neto e um do Dorly Neto (seriam parentes?) que foi diretamente a mim.
E após eu dizer que o Mineirão ficaria foda após a reforma, o Dorly disse:
Eu perguntei para o Dorly quantas escolas são reformadas hoje em dia. Ele não respondeu.
A questão toda do negócio é: Porque gastar com a Copa se tem tanta gente passando fome* (*troque por gente doente, gente sem terra, gente sem teto e pelo que quiser). Eu respondi no twitter, Porque quem tem dinheiro – investidores, iniciativa privada – está se lixando para criancinhas sem estudo, está se lixando para o povo que morre nas filas dos pronto socorros e mais ainda para quem vive na rua e por outras mazelas do Brasil ou do mundo.
Eles não ligam por que são maus? Não. Eles não ligam porque investir nisso não dá retorno financeiro. Investir nisso dá uma imagem bacana pra empresa, mas investir numa Copa do Mundo traz muito e MUITO dinheiro. E é só nisso que eles pensam. Bem vindo ao mundo. Pois é assim que ele funciona desde que trocaram o escambo pela venda e pelo lucro. Ou melhor, desde que os “malditos” ingleses (sempre eles inventando moda, nem a tal Copa do Mundo iria existir sem eles) cismaram com aquela tal de Revolução Industrial.
Ninguém vai reformar estádio para o povo se sentir melhor, até porque os ingressos ficaram bem mais caros depois disso – e eu nem estou falando dos ingressos para a copa. Ninguém vai melhorar os transportes, rede hoteleira e irá treinar a polícia das cidades sede por causa do povo. Ninguém. Irão fazer isso para os gringos e porque a FIFA exige. Ponto final. Como o ser humano é nojento não?
O meu ponto é que não importa para quem irão fazer, importa é que irão melhorar o transporte, a rede hoteleira, polícia mais bem treinada e muito, mas muito investimento, além de criação de milhares de empregos diretos e indiretos justamente por causa da “maldita” Copa. É, é meio maquiavélico sim, se é que você me entende. Eu vou fazer o quê? Esperar para que o Congresso faça isso pelo povo brasileiro? Não. Graças aos súditos da rainha temos o futebol e teremos a Copa no Brasil. Só assim para melhorar alguma coisa de verdade.
Não tenho dúvidas que algumas obras serão superfaturadas, não tenho dúvidas de que haverá muita reclamação e confusões homéricas por causa dos ingressos. Esses então que serão caríssimos, provando mais uma vez que estão se lixando para o povo. Na verdade, a Copa do Mundo não é um evento para o povo… esse “só serve” para ficar bem nas filmagens de praças, casas e qualquer lugar onde tenha aglomeração, uma televisão e gente comemorando. Afinal de contas, o que é um evento esportivo sem os links ao vivo da Globo.
E antes que você pense que eu sou um idiota sem coração eu digo que também não gosto disso. Não acho que deveriam ‘melhorar’ o país por causa da Copa, mas melhorar para o povo, melhorar a qualidade de vida… etc, etc. Mas é assim que as coisas funcionam por aqui e em grande parte do mundo. Ou você acha horrível o mundo olhar um pouco para a África? Mesmo que seja para a Copa do Mundo de 2010, vão olhar um pouco para lá.
E não me venham com, “esse dinheiro podia ser gasto com isso, com aquilo”. Quanto custou a guerra do Iraque? E também não me venham com ditados romanos de César dando Circo ao povo. Deus sabe o quanto o povo brasileiro sofre o ano todo – metade dele só para dar uma montanha de dinheiro para o governo –, por que não um pouco de circo?
E não se iluda, quem teoricamente mais sofre com isso tudo, é quem mais se mata por causa de uma copa do mundo. O povo. E outra, o país já para em ano de copa do mundo de qualquer jeito, me acompanhe: Férias, Carnaval, Copa do Mundo e Eleições para Presidente.
E que o Brasil seja Hexa ou Hepta.
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1 – Você conhece Os Piores Briefings do Mundo?
2 – Todo publicitário tem o direito de fazer isso em qualquer lugar.
3 – Já que estamos na ‘área’ conheça o sensacional Puta Sacada
4 – E antes que o Neto me torre o saco. Acesse e participe do Portfolio Sem Vergonha
Um olho no gato e outro peixe. Ou melhor, um olho no Bambi e outro nas Sereias da Vila.
Domingo foi um dia feliz, meu palestra calou a boca do Kleber Pereira e transformou o clássico em pesca predatória. Nunca vi sardinha boiar com tanta facilidade, e é bem gostoso abrir o jornal e ver pelo menos UM elogio pro palmeiras. É bonito demais.
Mas empolgação a parte vamos falar do lado negro que o futebol exerce sobre a minha pessoa.
Eu gosto de futebol e muito. Assisto os jogos, acompanho os resultados, vou ao estádio, visto a camisa e, claro, tiro sarro dos meus adversários. Adoro uma piada besta, um trocadilho ou mesmo chegar gritando no ouvido do pessoal “aeh, perdeu”.
E eu me divirto com o futebol, não quero briga, não procuro confusão. Tanto que eu costumo respeitar, assisto jogos de outros times e sei falar se um time jogou bem ou mal, se fez por merecer ou não o resultado.

Só tem uma coisa que me incomoda demais. Não porque eu gosto de futebol que eu sou homem, porra! Me perdoem pela sessão falta de educação, mas putaquepariu, que que a porra do futebol tem a ver com falta de feminilidade, caralho?
Já cheguei ao cúmulo de ser ser cumprimentada com tapa nas costas, toque de mão e as minhas amigas do meu ladinho com beijinho na bochecha.
- Oi linda, tudo bom? *smack*
- Aeh Naya, foi no estádio ontem *plaft*
Daqui a pouco vão achar que eu coço o saco! É um absurdo.
Vejo várias mulheres que gostam e entendem de futebol. Elas não gostam só porque as coxas do atacante são deliciosas – e são, eu ADORO quando as bermudas levantam e eu vejo aqueles traços musculosos maravilhosos – mas também por gostar do jogo, da competição, por amar um time.
Aliás, não é só esse problema que mulheres que gostam de futebol enfrentam, pois quando não são vistas como mulheres macho, são vistas como maria chuteira. Ai claro depende muito de quanto a camisa dela é curta e o quanto ela grita durante o jogo. Se forem gritinhos agudos é maria chuteira, se for um belo palavrão é maria joão. Assim complica.
Se vocês homens assistem pela técnica, raça, empenho, dribles, gols, a gente assiste por tudo isso E pelos belos pares de coxas, gluteos, peitorais. Ou vão me dizer que o vôlei de praia feminino vocês assistem só pelo jogo? Rá, até parece.
Homens me expliquem, afinal onde está o problema? Futebol não é coisa só pra homem, a Marta que o diga!
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1 – Tem outros posts beeeeeem legais depois do meus. Vale a pena uma espiada.
2 – Falando em espiada? Tão vendo BBB? Cara, eu me divirto ao abrir o site da Globo e ler de cara coisas do tipo “Pri chama affair de frouxo”.
3 – Eu sempre dou muita risada e também fico muito puta com os textos desse cara, nesse blog . Mamãe devia me proibir de fazer isso e ainda assim eu sempre leio.
4 – São Paulo e Santos que me perdoem, mas eu precisava zoar no começo do post.

















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