E aí infelizes? Estão gostando das atualizações diárias daqui do blog? Bem, caso alguém queira saber, resolvi mandar meu PS2 para o concertoé uma puta falta de sacanagem esses video-games “novos” não rodarem os jogos antigos. Hoje, meus caros, sinto que devo-lhes ensinar algumas coisas sobre a população facultativa deste país. Peguem uma mochila com livros do Nietzsche, umas pedras, isqueiro, uma bandeira dos EUA e coloquem uma camiseta do Che Guevara, pois o post está prestes a começar.

Bem, acho que todos já sabemos que é na faculdade (está em itálico, não reclamem) que costumamos expandir nossos horizontes e mudar nosso modo de ver as coisas. E devido à uma série de fatores em nossa adolescência, tendemos a ter nossas ideias e ideologias mudadas para uma nova versão: a versão comunista… ou pseudo-comunista. Sim, meus caros, muitos de nós, por culpa de bandas como o Legião Urbana (que não merece nem um terço do que recebe), passamos a ver o mundo de um jeito um tanto quanto radical e incriminador, no qual a representação do capeta se dá por três letras: EUA (ou USA, você escolhe… se bem que “USA” é americano demais…).

É nesse momento que frases como “viva la revolución!“, “morre Bush Obama” e “COCA-COLA?! VOCÊ TÁ BEBENDO COCA-COLA?!?!?!” passam a fazer todo sentido do mundo e serem comuns no vocabulário da galera. E é nesse momento que o tão famoso argumento “Mas você usa o Windows né?!” é colocado em prática. Basicamente, a faculdade (independente de qual faculdade for) é como um centro de uma rebelião (que obviamente não saiu do Twitter), no qual um monte de alienados gritam a plenos pulmões o quanto o capitalismo é culpado por tudo de ruim no mundo. Interessantemente, estes mesmos alienados se veem como revolucionários… Tá vendo, Fidel? 876 84 anos de trabalho deram nisso.

É no dia-a-dia que vemos que tal corrente de pensamento está presente no nosso dia-a-dia… a dúvida é: as pessoas fazem isso de propósito ou não notam as merdas que estão falando e/ou fazendo? Eu sei que a resposta é “sim”, mas não consigo deixar de me perguntar se realmente existe gente tão idiota assim no mundo… a inocência pode ser um problema foda. O que torna tudo isso mais interessante (e irritante) não é a (constante) hipocrisia nem a (também constante) “vontade de espalhar o ‘amor’ para todo o mundo no melhor estilo regilioso de ser”, mas sim o que eu costumo chamar de “O Fator Guaraná“.

Não levem a mal, eu adoro guaraná (que tem que ser da Antarctica, não tem jeito… foi mal Kuat), mas o tal Fator recebe esse nome por um único motivo: os “comunistas” entram numa onde de nacionalismo que deixaria muito escritor indianista com orgulho… coincidentemente esse “comunismo” e o indianismo são grandes e maravilhosas merdas geradas pelo especialíssimo povo – ou melhor falando – poulvo brasileiro. O Fator Guaraná é o responsável por essas bandas “indies” e “hipsters” de atualmente, é o responsável por roupas feitas tecidos que dificilmente parecem tecidos (principalmente em relação às cores) e as tais convenções de “arte moderna”… eu gosto de desenhos com armas apontadas para políticos, mas chamar um monte de borrões de tinta colados com camisinhas de “arte plástica” é demais… sou um velho chato.

É interessante pensar que tal forma de pensamento se concentra durante o período de faculdade… sei lá, dos 17 aos 25 anos (“com 2 anos de diferença para mais ou para menos”). Claro que estou generalizando, mas ainda sim é algo que vemos todos os dias (caso você esteja numa faculdade…) e é a mesma coisa há, sei lá, 60 anos? Mas de que importa tudo isso? Afinal, todos sabemos que o objetivo da Coréia do Norte é a conquista.

***

1 – Tudo que eu falei está escrito aqui, só que de forma muito melhor.

2 – Também não gostei do post de hoje, mas eu tinha que escrever.

3 – Prometo posts infinitamente melhores que esse daqui para frente.

Duas vezes por ano entram e saem das faculdades de todo Brasil, milhares de novos e futuros publicitários. Desses milhares, poucos vão entrar no mercado de trabalho atuando em agências, veículos e anunciantes como publicitários, menos ainda vão para os mercados mais bem pagos do país. Desses raros, pouquíssimos vão se sobressair ou fazer um trabalho digno de reconhecimento. O que faz então um bom publicitário? Por que tão poucos se destacam de verdade em meio a tantos? Perguntas difíceis de responder, e mesmo que sejam respondidas, jamais serão respostas definitivas.

Quem entra em uma faculdade de publicidade, ao contrário do que me disseram quando eu mesmo entrei, em sua maioria está a procura de um diploma fácil, uma profissão que não exige lá muita inteligência, além do tão conhecido glamour da profissão. Acredite quando eu digo que a maioria dos estudantes entra na faculdade com essa cabeça, justificando ainda que acham a Coca-Cola muito foda e que não vacilam em nenhuma palavra do “lendário” jingle Pipoca com Guaraná. Dá ou não dá para sentir saudades da época em que o pessoal só queria entrar na publicidade para serem da criação e terem aval vitalício para andarem despenteados e de tênis allstar? As áreas mais concorridas são atendimento (é a queridinha dos últimos anos) e mídia.

O mais engraçado de tudo isso, é que ninguém parece ligar para o planejamento, que para mim e para algumas pessoas, é de longe o departamento mais importante de uma agência. Quem é – no fim das contas – que decifra o dissimulado copia e cola, e o faz-de-qualquer-jeito do atendimento e mastiga tudo para a criação? O planejamento ora.

Eu fui um dos que foi para a criação, e te digo, que a diferença de um trabalho bem feito e um trabalho mal feito por uma agência está no planejamento. É ele que te diz como são os consumidores para quem você tem que criar um texto ou uma imagem, é ele que te diz qual é o comportamento dessas pessoas. É ele que reúne todo o tipo de informações que eu costumo chamar de gatilhos. Uma hora ou outra um desses gatilhos vai acionar a cabeça dos criadores e BUM! Assim se faz a mágica da propaganda.

Parece utopia? Alguém te disse que isso é difícil acontecer, que a maioria das agências não tem departamento de planejamento e pesquisa e que propaganda mesmo é feita com o bate-boca entre Atendimento x Criação e que dali saem as idéias para o cliente. Várias pessoas te disseram isso? Você mesmo já viu isso em várias agências que trabalhou? Bom, é exatamente por isso, que os estudantes, os profissionais e a grande parcela do mercado pensam por último em planejamento. Os caras que pensam nisso, são sempre aqueles caras das agências grandes de São Paulo, as agências internacionais mega premiadas e em cases lendários. Nunca acontece com você, comigo ou com alguém que você conhece.

O case que deu início a toda essa discussão e reflexão sobre algumas prioridades em relação ao trabalho das pequenas e médias agências no Brasil, é um dos cases mais elogiados da publicidade nos últimos anos. E quando eu digo “elogiado” dessa forma, por favor, não pense que foi elogiado por profissionais que estão se mordendo de inveja por nunca terem pensado nisso antes. Mas elogiados por praticamente todas as pessoas que viram, foram atingidos, ou ficaram sabendo da campanha. Que na verdade, são os elogios que importam. E isso o pessoal parece esquecer um pouco também.

O case explicitado no texto A Verdade Sobre a Beleza – Um relatório global, de Carlos Frederico Lúcio, é daqueles que se transformam em um marco, uma revolução, ou pelo menos o início de uma. A Dove, em 2005, surpreendeu-nos a todos, com uma campanha simples com as mesmas premissas básicas de uma campanha de verão de qualquer linha de cosméticos. Com um pequeno detalhe: nada de modelos magérrimas ou atrizes. As mulheres usadas nas campanhas são mulheres de um tipo só, o tipo que você conhece. O tipo que você vê todo dia ao ir para o trabalho, que você vê ao pegar o ônibus para a faculdade. São as mulheres do tipo da sua família, são suas amigas. São aquelas mulheres que de vez em quando você encontra no supermercado fazendo compras com a mãe, que por sua vez também está na campanha.

A Dove usou mulheres reais na campanha.

Óbvio ou genial?

Para mim, genial. A Dove notou que poderia existir uma forma de mostrar como as mulheres se sentiam em relação ao que chamamos de Ditadura da Beleza. A solução, por mais óbvia que possa parecer, era uma pesquisa de grandes proporções envolvendo mulheres de diversos países. Com o resultado da pesquisa em mãos, era óbvio o que deveria ser feito e como ser feito. Os conceitos e a forma de apresentá-los às mulheres do mundo todo foram dados praticamente de mão-beijada para que as agências que atendem a Dove pelo mundo fizessem o que sabem fazer: Propaganda. Das boas. Daquelas que vendem muito mais que um produto ou uma marca, daquelas que vendem uma ideia, tão poderosa e tão forte que te faz sentir um idiota, que faz você se perguntar por que ninguém havia pensado nisso antes. Uma ideia que parece óbvia demais para ser verdade. E é exatamente isso que falta na propaganda de hoje. A simplicidade, a obviedade que funciona na hora de vender.

Entender o comportamento do consumidor, suas camadas e suas teorias é um princípio básico e obrigatório para qualquer publicitário, seja ele da criação, do atendimento, da mídia, quanto mais do planejamento. Entender o que o consumidor pensa, é mais importante do que entender o que o anunciante pensa. A propaganda deve ser feita sempre para o consumidor, não para o cliente. Entender o consumidor é o que deveria ser de mais importante para um publicitário. Entender o consumidor é se atualizar, é conhecer pessoas, é viver, ter experiências, conhecer de psicologia, economia, cultura e entretenimento.

É no final das contas, tudo aquilo que serve de combustível para um bom publicitário.

***

1 – Eu fiz esse texto originalmente para um trabalho de faculdade. Achei que o texto ficou parecendo tanto um post que eu resolvi colocar aqui. Talvez, para preparar para um outro texto que eu tenho vontade de escrever mas nunca escrevi… sobre as mulheres de verdade.

2 – Acho que o texto também pode ajudar a dar uma visão um pouco diferente para quem está entrando na faculdade de publicidade ou mesmo para quem não sabe muito bem como é.

3 – Não poderia de agradecer ao Cláudio, meu professor de Comportamento do Consumidor (matéria e professor que eu gosto tanto que eu estou repetindo esse semestre), que me deu a chance de pensar nesse texto.

4 – Não sou, e muito menos tenha a pretensão de ser, um especialista, ou um estudioso ou até mesmo um publicitário experiente que conhece tudo sobre a profissão ou o mercado. Mas tenho topete, tenho opinião e tenho um blog. Ou seja, se alguém não concordar… sinto muito, mas é apenas minha opinião.

5 – Pessoal, um recado importante. Já na semana que vem começa pelo menos algumas mudanças que eu propus aqui no blog. =D Continuem enviando textos e propostas.

PS: Esse texto é pura e simplesmente criado pela minha imaginação, nenhum personagem ou fato aconteceu literalmente como está no texto, mas talvez bem parecido…

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- Bizarro, olha aquele gordo ali! – comentava a plateia em uníssono, ao olhar um rapaz sem camisa, com a cueca por cima da calça, se submetendo a enfiar a cara em uma bacia com farinha, procurando amendoins com a boca.

- Cara, eu tive que fazer isso semestre passado, agora esse gordo aí tá fudido, vão perseguir ele! – dizia uma veterana, se afastando um pouco da cena, com medo da farinha atingir seus cabelos ou sujar suas roupas.

Os outros calouros estavam sentados ao chão, na forma de círculo. Um calor de 36 graus no Rio de Janeiro e, muitos deles, expostos ao sol infernal, suor brilhando na face e nos ombros. Uma menina de aparentemente 20 anos, da Comissão de Trote, enchia a mão de farinha e despejava nas cabeças dos  calouros sentados. Farinha misturada com suor criava uma massa grotesca e nojenta na pele das pessoas.

Enquanto isso, dois rapazes chamavam uma caloura que vestia uma microsaia para dançar o Rebolation, até o chão. Ela negava veementemente, mas ria para disfarçar. – Eu tenho namorado! – dizia, em vão. Dançou até o chão, todos gritaram, supra-sumo do gozo.

Dez calouros formavam uma roda em pé no meio da outra roda de calouros sentados. A brincadeira da vez: colocar uma cenoura entre as pernas, acima da altura do joelho, e passar para o calouro do lado. Cada vez que deixassem cair, a cenoura diminuía.

Enquanto isso, no círculo de calouros sentados, acontecia a brincadeira do “palitinho”. Um calouro colocava um biscoito na boca e deveria passar para o calouro do lado. A cada erro, o biscoito diminuiria. Um rapaz esguio, espinhas no rosto e óculos embaçado pela farinha, foi o primeiro a ser pintado. Os veteranos escreveram atrás dele “Viado em forma de palito”.

Na plateia de veteranos atrás, era possível escutar: – Porra, já tá chegando a hora, vamos pintar todos esses calouros filhos da puta!”, ou – calouro é ‘tudo burro’ mesmo, merece sofrer!; uma menina dizia: – no meu trote, pintaram meu cabelo todo, agora essas peruas estão fudidas!.

O sentimento de vingança era nítido e presente. Talvez o trote universitário, por mais que seja manso assim, é mantido através da manutenção do desejo de vingança. Não é uma confraternização, as pessoas não ficam mais ou menos amigas ao alimentar um sentimento de ódio e vingança por pessoas que sequer conhecemos direito.

- Olha lá! Aquela caloura tá correndo! Pinta o cabelo dela! – os veteranos diziam. – Não! No cabelo não! – ela corria, mas a alcançaram, a ponto de formar um arco-íris de cores vibrantes em seu cabelo liso.

- Relaxa gata, todo mundo passa por isso, o importante é beber depois! – afirmava um dos veteranos, daqueles que nunca vão para a faculdade estudar.

Momento pedir dinheiro.

Todos reunidos, pintados das mais variadas gozações, escutando um grupo de veteranos gritar: – Agora, vai todo mundo pra rua pegar dinheiro pra gente. Mínimo: 50 reais, e não voltem se não tiverem tudo! Não quero nem saber!

Alguns calouros, se achando espertos, trouxeram dinheiro de casa, para caso não conseguissem completar a cota estabelecida para a inserção social.

- Será que o senhor não pode ajudar duas calouras aqui no trote? – perguntavam duas meninas com aparência de bem novas, para um senhor engravatado que saía de um prédio comercial qualquer. Ele respondeu: – Toma 5 reais pra cada uma, vocês são lindas, merecem.

- Doutor, será que você não tem um trocado pra mim não? Tô morrendo de fome doutor… – perguntou um mendigo ao senhor engravatado, que prontamente tratou de ignorar aquele ser humano, que para ele não passava de lixo, restos mortais da civilização.

- E agora cara? Só consegui 16 reais? – se perguntava um calouro mais tímido. – Será que eles vão implicar? Tenho medo cara, podem não deixar eu entrar na choppada. Acho que vou em casa buscar uma grana.

- Vai lá cara, faz isso, é melhor – incentivava o outro calouro, também preocupado por não ter atingido sua cota, mas sem se deixar abalar.

E do outro lado…

- Já estou fazendo as contas galera! Acho que vamos conseguir bancar duas festas pra gente esse ano, os calouros foram bem generosos! – afirmava um dos veteranos mais espertos, de modo debochado. De acordo com suas contas, foram mais de 6 mil reais arrecadados no trote. Ajudar instituição de caridade? Crianças necessitadas? Nada disso, bancar a bebida. No máximo colocar uma caixa de papelão no corredor da faculdade e escrever “Trote solidário: deixe um livro aqui e ajude uma criança”. Do que adianta, se eles próprios não costumar ler?

- Cara, é foda. Pior de tudo é que eles pensam que a grana é pra bancar a festa, sobra dinheiro pra caralho e a gente faz outra festa, sem eles, pra sobrar mais! – afirmou um veterano, deixando os escrúpulos em casa.

- Mas calouro tem que sofrer mesmo! A gente passou por isso, nada mais justo devolver! Todo calouro não é burro? – indagou a veterana espalhafatosa, que deixou o cérebro em casa.


desespero

Tenho a ligeira impressão de que a foto é um tanto pesada para o tipo de post, mas ilustra o sentimento. Não se precupe, daqui a pouco vou pedir para você subir o post e olhar a foto novamente. Você irá rir e depois você também irá para o inferno.

Meu caro leitor, prepare-se. Esse é mais um daqueles textos que você adora ler, ou seja, do tipo em que eu me ferro de verdade a história inteira, mas que no final dá tudo mais ou menos certo.

Como você sabe, pelo menos deveria saber (já que você se diz um leitor fiel a essa bagaça #brimks), que eu estou estudando de manhã neste período da faculdade. O motivo, é que eu tenho hora pra entrar no meu trabalho, mas como um bom diretor de arte fudido, jamais tenho hora pra sair. Então, ou era de manhã, ou não era. A mudança foi deveras repentina, e eu lógicamente me ferrei pelo fato de que acordar cedo pra mim é mais difícil do que estudar física quântica.

Bom, a minha Universidade tem um negócio que chama TIDIR (Trabalho Interdisciplinar Maldito Filha da Puta Dirigido) como eu estou indo pro último ano de faculdade e a partir de agora o negócio é o tal do TCC, fiz meu úlitmo TIDIR esse semestre. (Faça um teste: se você conhece alguém da UNA aqui em BH ou da Unimonte de Santos, diga a palavra “TIDIR” perto dele. Você vai entender o que eu estou falando) Então, o tidir é sempre… vamos dizer… desesperador. Principalmente pra mim, que tudo dá muita merda antes de dar certo na maioria das vezes.

Levei o tal tidir como sempre, na interfemural (leia-se nas coxas), última hora e tudo mais. Só que havia um problema, estudando de manhã, eu teria que terminar o trabalho em um horário que me possibilitasse imprimí-lo em uma gráfica. O problema é que como eu tinha que apresentar e entregar o trabalho ontem (terça-feira), eu tinha que terminá-lo na segunda no máximo até meio-dia. Coitado de mim.

Trocando 2 mil e-mails com o pessoal do grupo – tudo isso no meio do meu horário de trabalho – completa daqui, escreve um textinho ali, sobe duas páginas lá. Quando eu vi. 18h. TCHAM! Eu tinha que entregar o trabalho e aprentar no outro dia às 8 da matina. EAGORACARALHO!? Comecei a ligar para gráficas como louco, as que atendiam diziam que não estavam atendendo mais. Não perdi a calma. Mas mandei um e-mail pro grupo para avisar. Falando que talvez não conseguiríamos imprimir o trabalho.

A reação deles? Bem, olha a foto lá em cima de novo.

Fim do mundo, e-mails desesperados e eu nem tinha começado a pensar em talvez como iria fazer a apresentação para o outro dia. Caro leitor, não aprenda a ser diretor de arte, sua vida estará condenada. Falo sério. Bom, voltando a história, vi uma luz no fim do túnel. Cléber da CTRL P, mas conhecido hoje – por mim – como São Cléber O Santo das Impressões Impossíveis. [Aqui vale lembrar que eu já tinha ligado para a CTRL P - que é uma gráfica parceira do Grupo Open aqui, eles realmente fazem coisas impossíveis -, mas o cara de lá disse que era impossível e tal, que eles estavam garrados que não ia ter jeito]. Eu tenho o Cléber no msn, então fui falar com ele. Ele realmente disse que não iria dar e tal. Aí sim eu fiquei desesperado. (veja a foto novamente). 

Já estava inventando as mais sinistras mentiras para os professores da banca no outro dia. Quando resolvi tentar de novo com o Cléber, em lágrimas é claro. Expliquei como seria a impressão (já eram 19h30), e São Cléber, vendo o meu desespero disse que faria.

Foi gol mano. Golaço. Mandei um e-mail tranquilizando a galera. E mandei o arquivo pro Cléber por MSN. Como eu tinha que sair para levar uns pacotes pro povo lá, deixei enviando o arquivo e saí. Deixei meu celular com ele caso acontecesse algo. Alguns minutos depois, já voltando para Open, o Cléber me liga dizendo que o arquivo cancelou, e que era pra eu enviar de novo. Merda de MSN, pensei. Voltei pra Open e constatei o pior: a internet tinha caído.

aimeudeus

- GENTEAINTERNETCAIU!~?!??!?!

- Caiu.

- PUTAQUROAPARELPORRA!A??A?A FODEUFODEU

- Pois é…

A internet não voltava por nada. E São Cléber me ligando dizendo que seus outros fiéis não poderiam ficar na mão por minha causa. Eu não posso ser tão azarado assim! A solução foi ligar pro meu irmão, pedir pra ele entrar no meu e-mail, e ecaminhar o e-mail com o arquivo pro São Cléber. Deu certo. Logo depois disso, a internet volta.

AMURPHYSEUVIADO!

O problema, é que meu problema ainda não estava resolvido. Eu tinha que fazer a apresentação do trabalho. Fui pra casa, sentei no computador e soltei um.. “Ah neeeem”. Tirei um cochilo, fui acordado pelo meu irmão chegando da rua com um “Vai dormir na sua cama velho…” “Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse”.

Comecei a fazer a apresentação era uma da manhã. Terminei às 5. AGORA EU TE PERGUNTO! COMO DIABOS EU IRIA ACORDAR PRA APRESENTAR O TRABALHO!?!?>!>!

Quando fui dormir, mandei uma mensagem desesperada pro Tiago e pro Rodrigo. Pedindo pelo amor de Deus para me ligarem até eu acordar. Bom, me ligaram só 20 vezes até eu conseguir acordar, e sem motivo aparente eu estava com o celular na mão em baixo do travesseiro. Sim, eu não comando meu próprio corpo 100% do tempo. Já era 7:30 quando consegui acordar, tive que pegar um táxi até a Serraria Souza Pinto no maldito evento da faculdade para as apresentações do TIDIR. Entreguei tudo, apresentamos o trabalho.

Nem preciso dizer que passei o dia de ontem (quarta) como um zumbi.

E pensar que ainda tenho 3807u298 trabalhos da faculdade pra terminar…

Tremo só de pensar nas merdas que podem acontecer.

***

1 – Visitem o Palavra Ácida do Will que está de Mimimi comigo.

2 – E visite também o Blog do Grupo Open.

sala de aula

aula

Eu já escrevi sobre isso aqui no blog, mas infelizmente eu não achei o post para linkar. De qualquer maneira, é como se fosse uma revisão daquele texto. Nele, eu falava sobre a volta às aulas (acho que foi quando eu fui para o primeiro período, um minuto… achei! Segue o link do texto). Graças a deus não escrevo mais assim. Ou escrevo? Achei muito auto-ajuda o texto.

Bem, você deve saber que obviamente não é o meu primeiro dia de aula, primeiro porque eu já estou no sexto período (meu teclado não tem a bolinha numeral, desculpe), segundo porque minha aula (re)começou na terça-feira. Mas a questão da coisa toda é que nesses dois anos e meio de faculdade eu sempre estudei a noite. E me espanta nunca ter passado pela minha cabeça, estudar de manhã.

A verdade é que não me espanta nada, sério. Eu odeio acordar cedo, eu e 4 bilhões de pessoas no mundo (por aí… e devem ser mais). Segundo porque eu além de ter que trabalhar, gosto de trabalhar e fazer o que eu faço. Ou seja, só poderia estudar a noite, certo? Errado. Dos dois anos e meio que eu estou estudando aqui em BH, somente um ano eu passei trabalhando em período integral. Se eu não me engano, primeiro período, quarto período e metade do quinto.

Então porque diabos, eu não estudei de manhã no ano em que trabalhava na agência da faculdade que era na faculdade?! Olha só, a manhã é um período que você de cara perde metade dele. Isso se não perder ele todinho. É muito mais fácil estudar, trabalhar e chegar em casa lá pelas 7 horas e PRONTO do que sair de casa meidia com a comida na garganta, pegando um sol docarái e voltar às 11 pra casa.

Digo isso, porque agora que eu to trabalhando novamente – no período da tarde – o pensamento me veio num dia em que eu estava indo pegar o segundo busão para ir pro Belvedere torrando no sol. Senti-me um completo idiota por não ter pensado nisso antes. E isso foi na terça, logo no primeiro dia de aula.

Pensei, não só vou mudar de turno como vou ver se levo os Cavaleiros do Apocalipse comigo (Desculpe interromper, mas tenho que explicar o apelido: No terceiro período eu, o Tiago, o André e o Daniel ganhamos essa alcunha – você pode imaginar o porquê – da querida professora Carol de Pesquisa em Comunicação.  O André e o Daniel saíram da faculdade e eu e o Tiago logo iniciamos outros no nosso grupo) No final das contas, nós os cavaleiros vamos todos para o turno da manhã. Hoje somos cinco: Além do Tiago, os irmãos gêmeos Édson e Rodrigo e o Celso.

Chegando ao ponto que eu queria chegar (que introdução gigante em Pedro!) digo que mesmo mudando de turno com os amigos, mesmo conhecendo metade da turma da manhã (coisas da viagem a Sampa) eu to me sentindo como sempre me senti a vida toda antes de qualquer primeira aula. O que me leva diretamente à minha infância, quantas vezes eu não passei noites em claro, ansioso como uma doninha no inverno, contando os minutos para poder me arrumar e ir pra aula.

Me faz um bem danado sentir isso de novo. Isso quer dizer que eu to mudando minha vida sem medo, tomando decisões que antes nem passavam pela minha cabeça. Tomando uma decisão que vai me ajudar no meu trabalho, já que tenho hora para chegar, mas não tenho hora para sair (outro dia foi só até as 4 da manhã).

Melhor ainda é que isso quer dizer que eu tenho a possibilidade de conhecer mais pessoas, fazer novas amizades, e sentir aquele gostinho frio da manhã com a missão de ir para aula, como não sinto há quase 5 anos. Isso também quer dizer que eu vou poder ser nostálgico junto com meus amigos “É… naquele tempo que a gente estudava a noite não era assim…” “Era bom quando a gente podia dormir até tarde né?” “Que saudade das estrelas me acompanhando na volta…”

***
1 – Gente, como eu estou sem ler meus feeds há umas duas semanas, eu não faço a mínima idéia de quem indicar. Faz o seguinte, clica nos parceiros aí de lado. ;D ótimos blogs!

2 – Eu ia dar um recado… mas esqueci. (uns minutos depois…) Lembrei, só ia dizer que eu enganei vocês, falei sobre outra coisa o texto todo. Ahahahaha quase nada do tal primeiro dia. Malz ae galera.

3 – Só para ter o número 3 mesmo.


Um querido amigo meu veio conversar comigo outro dia sobre um problema que temos na faculdade…e ele ADORA que eu fale sobre isso aqui no blog. Enfim. Teve até um texto um tempo atrás que eu escrevi baseada em histórias reais E a pedido dele, tal texto sobre TCC

Logo depois desse texto ele começou a falar um monte a respeito de uma matéria que temos na faculdade, e muitos outros alunos enfrentam o mesmo dilema. Eu disse então para ele escrever…e não é que o garoto me mandou o texto prontinho?

Agora com vocês:

Ricardo Felix e a Atividade Complementar


Atividades Complementares na Faculdade…complementa o quê?

Existe na UNIP ( onde faço facu) uma matéria obrigatória pelo Conselho Nacional de Educação, a famigerada “Atividades Complementares”.

O intuito do Conselho com é certeza sem contestação:

“Compreende-se de atividades enriquecedoras e implementadoras do próprio perfil do aluno, visando seu crescimento intelectual, especialmente, nas relações com o mundo do trabalho, nas ações de pesquisa e nas ações de extensão junto à comunidade.” (certíssimo).

Basicamente você vai a eventos, workshop, cinema, teatros, faz um relatório e entrega para a professora que ministra esta matéria, tudo isso, visando as relações com o mundo de trabalho, integralizando essa cultura com o seu cotidiano, revelando até aptidões ou paixões que nunca pensou (Ópera, Estudos de Caso, Pesquisas Exploratórias, etc)

Então tá… Agora me responde quem, hoje em dia, tem tempo pra gastar, ou melhor, quem cumpre as Atividades Complementares pensando no “crescimento intelecual”?

Essa matéria acaba tornando-se um estorvo na vida dos acadêmicos, tanto na hora de buscar pontuação para o cumprimento da matéria (sim, tem pontuação mínima pra passar), quanto no tempo que se perde fazendo os relatórios cheios de regras e obrigações para entregar ao professor, em meio a provas, TCC e trabalhos.

Sem contar que, você não pode simplesmente fazer algo que gosta e pegar comprovante; alguém se lembra de comprovante entregue em Shows?? Teatros??? Eu não!

Então o jeito é literalmente “sair correndo” na caça de comprovantes, ligar para os amigos, parentes, certa vez tive que fazer relatório de um filme croata…(nem lembro do nome, sequer do que tratava-se o mesmo). Pelos relatórios eu já devo ter ido à Pinacoteca umas 15 vezes, daqui a pouco até os quadros irão me cumprimentar!

Aliás nessa corrida, não é difícil escutar no dia de entrega, no meio da classe, alguns gritando:
“Quem quer um comprovante de cinema???”… “ Olha se alguém tiver alguma palestra eu troco por um cinema!!!”

Tem um amigo da facu, que conforme os relatórios, foi a 4 filmes diferentes com uma diferença de 10 minutos entre uma sessão e outra!

Resumindo, um verdadeiro mercado negro entre alunos e comprovantes.

Este post é única e exclusivamente para expressar meu desânimo e irritação a respeito desta matéria, e que o conselho podia pelo menos pensar em algo, pra não transformar essa nobre matéria em uma Cultura Obrigatória, burocrata e burra!!!


Eu concordo com ele e você? Passa ou já passou por isso?


  1. Ai gente, to sem link. Quer aparecer aqui? Manda pra @fouquet e se eu achar que vale a pena, no próximo eu linko, ok?
Ah! A faculdade. Os estudos. Empolgação. Todo o trabalho e a luta. TCC e monografia. E depois a formatura, e é claro! Festas! Bebida! Uhu! Porra, comemore! Afinal de contas, você agora é uma pessoa com curso superior. Se for preso fica em cela separada. Está quase no topo da educação num país de iletrados. Uma grande conquista, afinal. E então o desemprego.
É verdade, realmente é apavorante a perspectiva de se formar e não achar o seu espaço no mercado de trabalho. Acredite, as pessoas passam cola nas cadeiras. E não saem de lá.
Como não faço parte da mesma ralé que você e tenho um grande tino empresarial, vou abrir, assim que puder, um curso para mendigos.  A demanda para esse tipo de curso é grande aqui no Brasil e ninguém abriu um ainda. Vou me formar e virar empresário. Magnata mano.
Oferecerei o melhor curso de qualificação para mendigos. assim, pelo menos, você poderá ser um mendigo qualificado quando se formar e não arrumar seu empreguinho. Um curso totalmente indispensável a qualquer currículo de qualquer universitário hoje em dia.
Seriam ministradas disciplinas como:
  • mendicância piedosa, onde você aprende a atuar e fazer expressões de sofrimento;
  • simulação de enfermidades, para saber como simular a falta de um membro, simular uma ferida na perna, produção de maquiagem purulenta, etc;
  • aula de moda fashion street gueto, onde é possível aprender a se vestir como um mendigo de verdade, com direito a sapato furado e garrafa de cachaça enrolada em sacola de padaria;
  • aulas de marketing mendicatório, asssim, se tornará fácil para o futuro pedinte se comunicar e usar de estratégias de mendicância marketeira para obter uma esmola maior;
  • aula de narração em prosa sobre temas confusos, se no caso, o aprendiz de mendigo, quiser se passar por louco, ganhando assim a simpatia do ouvinte.
  • aulas sobre todas religiões para aprender os direitos do mendigo em todas as religiões e se aproveitar da misericórdia do fiel.

Como você pode ver, um curso de total relevância e utilidade para qualquer universitário que se preocupa com o seu futuro. Principalmente se esse universitário faz um curso que não seja direito ou medicina (ou pelo menos assim nos falam nossos pais). Uma iniciativa digna de aplausos, que merece total respaldo do governo do estado (estou pensando até em pedir incentivos).

Graças a isso, hoje não me preocupo mais com o pós-faculdade. Se nada der certo, eu me torno um mendigo, talvez com uma pós-graduação em “vida hippie“, que obtém um salário um pouco melhor (vendas de badulaques, sabe como é).

Mas chega de planos. Enquanto não vem a formatura e o desemprego, vou fazendo a minha faculdade mesmo. Vai que depois eu apareço em algum desses programas de domingo, com a chamada: cidadão diplomado vira mendigo na capital” e ganhe uma passagem de volta para casa com um caminhão de prêmios.

***

1 – Sabe que não tenho nada pra linkar?

2 – Sério.

3 – Tá bom, vai. Demorei meia hora até achar isso aqui só pra não deixar a parte de links vazia.

4 – Ah! Tem o Portal Meira, com um texto interessante destruindo sobre a COPASA (pega fogo cabaré!).



Está será a imagem oficial dos posts revoltosos.

A Zica do Dia hoje será beeeem diferente. Até porque a zica durou o dia todo.

Acordei tranquilamente hoje, ou ontem… bem dia 12 de Maio, já sabendo que o dia estava reservado única e exclusivamente para fazer meu maldito trabalho de produção gráfica, gigante e que ferrou a sala inteira. No caso eu levei mais ferro porque não entreguei outros trabalhos, ocasionando uma inflação neste.

Antes de dar os primeiros passos do dia meu pai – que está passando uns dias aqui em casa para resolver umas coisas em bh – já veio com o pedido que eu mais detesto “Pedro, chama Seu Nabi porque a água acabou”. Seu Nabi – se diz Seu Nabí – é um senhor turco que é dono do prédio e ex-síndico vitalício honorário do mesmo. E sempre que dá merda em alguma coisa eu escuto “Pedro, chama Seu Nabi”. Fico pensando se um dia uma bomba explodir aqui e levar metade do prédio, meu irmão vai acordar e ver metade da sala explodida ele vai dizer “Pedro, chama Seu Nabi”.

Coitado do Seu Nabi, nem síndico é mais e tem que ficar vindo aqui em casa resolver tudo, meu irmão e neste caso meu pai, consideram Seu Nabi mais ou menos como um bombeiro particular 24h deluxe.

Olha, quem me conhece há mais tempo sabe que eu sou uma pessoa difícil, muuuito difícil quando acorda e quando eu acordo de mau humor é ainda pior. E eu estava, porque fui acordado com a mesma frase que venho sendo acordado há uma semana “Pedro, chama Seu Nabi”. Aliás, deviam mandar instalar uma porra de um botão vermelho escrito CHAMAR O SEU NABI aqui em casa, era só apertar e pá-pum! Seu Nabi apareceria rapidamente, com seu sorriso simpático. Que fique claro, eu gosto do Seu Nabi, só sou preguiçoso e não gosto de ficar incomodando os outros por causa de bobeira. Mas Seu Nabi para o meu irmão é tipo o Google, e para o meu pai hoje seria a volta da água.

Eu tinha certeza, a mais absoluta certeza que o prédio inteiro estaria sem água e que a causa era alguma merda que a Copasa tivesse feito ou manutenção da Copasa para não dar merda. No meio disso meu irmão já tinha me ligado dizendo que esse prédio é isso e aquilo e que aquilo era demais, que não aguentava… e eu tentando explicar; calma, isso é coisa da Copasa, já já resolve. E meu pai continuava a clamar pelo Seu Nabi.

Cedi ao ver o olhar do meu pai que dizia “Ê má vontade em!” e liguei para o Google Seu Nabi. Ele me disse que não sabia mas que ao que parece tava todo mundo sem água, ele então disse que iria ligar para Copasa. Para mostrar que sou um bom filho, fui ter com os vizinhos, coisa que eu prefiro jamais ter que fazer. Só tem maluco nessa porra de prédio. Fui interfonar para a mais maluca de todas, a mulher do atual síndico que é um cara bacana. No final das contas tava todo mundo sem água e o salvador da pátria chegou dizendo que rompeu a mãe-do-guarda na Contorno e que ia ficar sem água até 14h.

Eu falei, eu avisei, mas ninguém me escuta. Não me interessa se não foi a Copasa que quebrou a parada, tem água no meio a culpa é dela.

Tudo bem né? Sim, fui finalmente começar o meu trabalho da faculdade. Na hora do almoço foi desvendado de vez o mistério com essa notícia aqui no MG-TV:

Obra da Copasa fecha quarteirão da Avenida do Contorno em BH.

blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá A Copasa informou que a obra é para reparar uma adutora, que rompeu no início da manhã. blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá A companhia informou também que o abastecimento de água foi afetado nos bairros blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá Santo Antônio blá blá blá blá blá blá. A normalização do serviço deve ocorrer a partir das 18 h.

18h?!?!? WTF!?

Ok, sem banho para ir para a faculdade. Eis que então a campanhia toca mais uma vez – o que aqui nunca é coisa boa – era uma vizinha, acho que é a mãe do mlk pir4nh4 v1d4 l0k4 do prédio, não sei, não conheço meus vizinhos, só a Dona Zéu que mora no ap do lado. Senhora muito simpática também. Bom, a mulher veio falando da bomba da mãe do guarda que jogava água, mas que não tinha água. Repeti tudo que havia prestado atenção na notícia, até falei em “adutora” sem ter a mínima noção do que diabos é isso. Mas a mulher só queria falar da merda da bomba e que não tinha água, que a bomba não funcionava. E POR QUE DIABOS VOCÊ VEIO TOCAR NA MINHA CASA CARAMBA!? Eu lá tenho cara de bombeiro, ou de encanador? Antes de eu dizer a frase “Dá uma olhada com o síndico”, meu pai todo gentil e prestativo virou pra mim e disse sabe o quê?

“Pedro, chama Seu Nabi”

(¬¬)

Sério, eu dei uma olhada para o meu pai que acho que ele ficou com medo. Eu pensei em gritar “AMAEUNAOVOCHAMAPORRAPUTTAMERDAQUENGFNAFEGJAGEFKALAFHT” mas apenas disse a frase “Olha com o síndico” para a mulher que continuou a olhar pra mim com cara de guaxinim com diarréia. Dentro da minha cabeça eu gritava “VAISEFUDECARALHOCHAMAAPORRADOSINDICOENAOMEENCHEOSACO”. Após momentos de dúvidas sobre minha paciência, meu insistiu mais uma vez para falar com Seu Nabi. Dizendo “Afszgrupljkaphzkayavka” – tipo um mantra, saca? – 10 vezes entre os dentes fui ligar, meu pai chegou pra mim e eu gesticulando como um louco para a porta. Os gestos diziam algo como ‘vo matar essa mulher, e você vai junto’ ou ‘puta mulher folgada, vochutáacaradela’, coisas assim.

Graças aos céus Seu Nabi não estava em casa. Meu pai então foi lá falar com a mulher, acho que eles desceram até a tal da bomba e meu pai conseguiu alguma água para pelo menos forçar a discarga, porque meu amigo, o negócio tava feio.

Continuei então com meu querido trabalho e fiquei tranquilo, até que…

“Pedro, dá uma ligada pra copasa aí”



Pare de rir. Isso é sério, queria ver se fosse com você.

Eu tentando transparecer calma – PORQUE EU SOU UMA PESSOA CALMA OK!? – disse

“Pai, sério… não brinca comigo, que DIFERENÇA vai fazer eu ligar pra Copasa? Os caras tão arrumando o negócio, de que vai adiantar eu ligar?”

Ele simplesmente se limitou a um “Então tá bom”.

Fiquei pensando comigo, imaginando o que se passava na cabeça do meu pai… será que ele achava que o atendente ia ver um botãozinho piscando escrito “Pedro Américo” e iria dizer “Iiiiih Fudeu! O Pedro tá ligando, Gérson! Ô Gérson! Liga correndo aí pro Mendonça e fala pra terminar a obra lá e ligar a água que o Pedro tá ligando aqui”.

Gente, aqui fica a dica do dia para vocês: NÃO…. ADIANTA… PORRA…. NENHUMA…. VOCÊ… LIGAR! *a não ser para saber o que aconteceu. Ou você acha mesmo que só porque você ligou eles vão terminar o serviço mais rápido? E outra coisa, saber a que horas o serviço não muda o fato de que ele irá demora O MESMO tempo para ficar pronto. Mania de saber das coisas sô.

Bom, 18h30 me aprontei sem banho para ir pra faculdade, enquanto a água voltava aos poucos.

E não, não acabou.

Cheguei ao ponto do ônibus exatamente às 18:47 – sobre este ponto e essa linha de ônibus que eu pego, não vou falar muito porque esse post está mais do que gigante. Falo em outro post. Bom, você consegue imaginar o que aconteceu? Não mesmo? Eu conto.

Exatamente às 19:39 (quase UMA HORA) apareceu o ônibus subindo o morro e chegando ao ponto. Eis então que surge outro… e depois mais outro… e pasmen, mais um. 4 MALDITOS ÔNIBUS JUTNTOS.

Um doce para quem adivinhar a causa de todo esse atraso na linha.

Obrigado Copasa, você literalmente fudeu o meu dia.

***

1 – Perdi a aula de Produção Gráfica

2 – Perdi a paciência

3 – Perdi o sono. São 3:50 da manhã

4 – Tô FUDIDO pra acordar cedo.

#VDM


Pensei em falar de futebol e o pessoal que “vira a casaca”.
Pensei em falar de como as palavras podem mudar seu dia.
Pensei em explicar por que tenho tantas fotos no orkut com copo na mão.
Pensei até em não falar nada e me rebelar.
Mas não, eu vim fazer um depoimento muito importante. Vim declarar o meu sumiço.

Não é o corriqueiro “estou trabalhando muito”. Tem dia que eu trabalho feito escravo e tem dia que eu jogo paciência (hoje eu trabalhei metade e agora estou ‘de boa’, tanto que estou escrevendo pra vocês). Mas tem um grande “problema” na minha vida que muita gente passa, já passou ou vai passar. O temido Trabalho de Conclusão de Curso, mais conhecido como TCC. No meu caso é um pouquinho pior já que o nome é diferente, mas é a mesma “grande porcaria” – PREX (Projeto Experimental) – aí toda vez que eu falo que estou ocupada por causa do PREX eu tenho que parar para explicar o que é:

Nessas horas a vontade de conversar já passou e eu sou obrigada a pensar de novo no tal do PREX.

Mas é tanta coisa assim? É e não é. É bem dividido, um ajuda o outro, o trabalho tá fluindo bem, mas sabe quando você sente que queimou todos os neurônios e nenhuma sinapse mais é realizada? Então…

Não que eu critique o TCC em si. É a hora que você prova que aprendeu o que foi ensinado em 2, 3, 4, 5 anos. Você vai e mostra pra banca que o investimento valeu. Mas isso vale no mercado de trabalho? Um TCC ótimo pode ser uma razão para uma chance (EU, Naya, não recordo mas vai que aconteceu com o primo da tia do seu vizinho), um TCC bom é só um TCC.

Seu grupo não cooperou, você não teve tempo, o seu orientador te sacaneou? Seu TCC vai conseguir ser no máximo bom, fato! E vai ser mais um ‘livrinho de mil e tantas páginas’ na biblioteca da sua faculdade.

Seu grupo cooperou, você teve tempo, o seu orientador ajudou? Seu TCC pode ser ótimo, vai depender de você e do seu grupo, ou vai ser bom. E vai ser mais um ‘livrinho de mil e tantas páginas’ na biblioteca da sua faculdade.

Se te ajudar para arrumar o trabalho do seu sonho, ótimo. Se alguém comprar seu projeto, ótimo. E se não for nada? E se for um ano que você pesquisou que nem louco e não serviu pra nada?

Acho que quando parte da pessoa fazer uma ‘puta’ pesquisa pra escrever uma monografia e descobrir que a molécula não sei de onde ajuda a prevenir uma patologia xix é super válido. Mas forçar uma sala inteira a pesquisar o que uma Matriz BCG, as Cinco Forças de Porter e fazer a Análise SWOT para ver onde seu produto/serviço se encaixa, ao mesmo tempo que você entrevista 300 pessoas, tabula e interpreta tudo isso pra ontem, também tenta descobrir se sua empresa paga tributação Simples ou Super Simples, além claro de analisar quais os melhores veículos para anunciar e como fidelizar o cliente de uma coisa que você não consegue nem mais imaginar como vai ficar de tanto detalhe para pensar…complicado.

“Ah, mas toda empresa devia ter um plano de negócios”. Ótimo, mas precisa mesmo me mandar fazer tudo e mais um pouco ao mesmo tempo para entregar ontem?

Todo mundo do meu grupo trabalha. Olha o tempo que sobra! É pesquisar quando fico tranqüila no serviço, é imprimir trabalho durante o almoço, é matar almoço pra sair por aí pesquisando concorrência, é se estressar porque não sei quem não fez não sei o que.

A cabeça fica tão cheia, mas tão cheia que outro dia eu voltei pra casa dirigindo no piloto automático, eu lembro de sair da faculdade e quando estava perto de casa, sendo que eu atravesso uma cidade inteira pra chegar em casa (moro em Praia Grande, estudo/trabalho em Santos e tem São Vicente no meio – acho que assim ajuda a entender A merda). O resto do caminho eu juro que eu não lembro.

Agora imagina. Se em uma coisa que eu tenho que prestar atenção pra não morrer, eu não presto, pense que eu vou conseguir terminar um texto. Aqueles lá de cima já tem um começo, só falta completar (só, como se isso fosse pouco). Além do mais eu acabei de perceber que apesar de estar sempre falando em PREX, eu não terminei de explicar nada, e nem vou…hoje estou no meu momento revolta total, não vai sair nada e se sair o texto vai ficar tamanho família e ninguém vai ler!

Outro dia um amigo meu e bravo companheiro de equipe de PREX falou disso, me deu até a idéia de escrever sobre isso no blog. Eu demorei, mas eu fiz!

Agora só para finalizar (tão vendo como minha cabeça está? Não consigo seguir uma linha de raciocínio, tanto que vou voltar para uma coisa que falei lá em cima).

Não sei se é exatamente um TCC/PREX/comoquiser que vai provar que você está apto para se formar, pegar o canudo e ser feliz. Fazer um trabalho com essa pressão toda (eu preciso fazer para me formar) é angustiante e não ajuda em nada, aí o trabalho vira mais um “livrinho de mil e tantas páginas” na biblioteca da sua faculdade.

Sem contar que existem os espertinhos que ou fazem corpo mole e o grupo carrega, ou compram trabalho. O primeiro é sacanagem, muita sacanagem. Todo mundo se mata e o bonitinho vai pra praia. O segundo, se não sabe, é crime¹, além de colocar a ética do aluno em prova.

¹ você pode ser processador por falsidade ideológica, estelionato (vale tanto para quem compra, quanto para quem vende). Se for plágio pode ainda gerar multa e detenção.

  1. Agradecimento especial para minha amiga Debs que me “emprestou” a janelinha do msn dela e entrou na brincadeira comigo..o papo ali em cima foi “inventado”, mas eu já respondi TANTO isso…
  2. O Pedrinho veio me perguntar se eu assinei algum contrato falando que ia escrever um número xix de vezes por semana no blog, por estar me desculpando. Não é isso, mas me sinto mal, sabe?
  3. Sabe o que anda me distraindo e me fazendo bem? Twitter. Eu passo o olho em tudo e dou mais atenção para aquilo que me chama atenção. É bom…também solto umas besteiras animais de vez em quando (segue eu o// @fouquet)

Essa, definitivamente não foi uma semana boa. Vou lhes contar porquê.

Como há alguns fins de semanas passados, eu não fiz o que deveria fazer no fim de semana, coisas como terminar freelas, trabalhos de faculdade, ler, postar, fazer coisas. Na segunda-feira já acordei com um arrependimento latente e uma grande preocupação: TIDIR. Essas cinco letrinhas aí, são o meu trabalho final da faculdade. Todo semestre temos isso, que é mais do que um ‘simples’ trabalho final, é também uma matéria do semestre como outra qualquer. Bom, resumindo: é uma merda foda que dá trabalho pra caralho e até hoje a faculdade não sabe aplicá-lo da maneira correta.

Pois bem, na segunda-feira, apresentei o meu trabalho final de Publicidade Interativa, por incrível que pareça, correu tudo bem. Eis que um grandissíssimo filha-da-puta dá a fatídica notícia: “A entrega do trabalho final (TIDIR) é para amanhã e a apresentação é na quarta.” Eu simplesmente disse: PUTA MERDA. Pensei em fugir, voltar na outra semana e dizer que tive amnésia, que tive que operar, que quebrei a perna – talvez devesse quebrar a perna de verdade – tudo isso por um motivo: O trabalho estava LONGE de estar pronto. O grupo se reuniu, dividimos as tarefas e beleza.

Terça-feira cheguei atrasado na agência como de costume e implorei pelamordedeus para que não me passassem nenhuma demanda. Tudo por causa do maldito TIDIR. Eis que fiquei o dia por conta e tudo mais, além de conseguir fazer algumas demandas pequenas da agência. Na hora de entregar o trabalho, lógicamente foi uma correria, xingos, gritos, vontade de matar alguém, vontade de se matar. Entregamos. 5 minutos depois, descobrimos uma pá de erros no trabalho. Ótimo, não vale 40 pontos não é mesmo?

Quarta. Eita, esse dia foi de uma beleza mística incomparável. 4349 e-mails trocados durante o dia acertando a apresentação do trabalho. Mas antes de falar sobre o trabalho tenho que contar sobre o Ataque Dos Motoristas: Eu estava indo de ônibus, maluco pensando no trabalho quando acontece uma freiada brusca (a mulher voando no meio do ônibus foi quase engraçado), até aí tudo bem – o trânsito de BH é uma completa merda – eis que surge do nada outra freada, pior ainda. E eu lá pensando “era só o que me faltava” (pois lógicamente eu estava atrasado). Então, entre gritos das senhoras de idade, o motorista me desce do ônibus – que estava parado no meio da Avenida Cristovão Colombo – e CAI NA PORRADA com o motorista de taxi que tinha fechado o ônibus. Incrível não? Conclusão da história: o motorista do ônibus tomou porrada pra caramba, se ensanguentou todo, e enquanto eu passava (após chingar o trocador para que ele abrisse a porta e eu continuasse meu caminho a pé) 409 policias já ‘cercavam’ o local. Afinal de contas, estávamos quase na praça da liberdade, e ali tem puliça bagarai.

Voltando ao trabalho. Slides sendo feitos, cd’s sendo gravados, mais e-mails enviados e é claro…que deu merda. Os slides tinham erro, a pessoa do grupo escolhida para apresentar ficou LENDO OS MALDITOS SLIDES. No meio da apresentação tive vontades variadas: mato, pulo no pescoço, dou tapa na cara, grito no ouvido ou quebro-lhe os dentes? Não decidi, mas quase pulei pela janela da sala, só não pulei porque não era alto o suficiente. Talvez tenhamos conseguido salvar o trabalho nos últimos 3 minutos e nas perguntas da banca para o grupo. Eu disse talvez…ok?

O trabalho se resumia em criar e ‘produzir’ um evento e fazer uma campanha para vender o mesmo, vê aí o comercial que nós (eu) fizemos (fiz):

Daí pra frente eu pensei, “bah, por bem ou por mal o trabalho está entregue e apresentado. Durante o dia tivemos a visão de dois grandes idiotas: um que tentava colocar o carro em uma vaga igual fazíamos em GTA, batendo no carro da frente e no de trás para ver se dava uma empurradinha – a mulher dona do carro de trás ficou louca da vida. Depois a história na lanchonete, onde um completo energúmeno, foi reclamar a falta de duas empadas no pedido que os colegas de ‘firma’ haviam comprado mais cedo. De recordação fica a brilhante frase: “Você concorda comigo que todo mundo lancha?”. Jovem tolo. Bom pensei assim “Hoje é só ir na faculdade assistir – obrigado – a alguma palestra e chegar cedo em casa”. Fui assistir a palestra que deveria durar no máximo UMA HORA. Durou quase duas e foi uma completa desgraça. O meu ônibus demorou mais uma e eu fiquei puto demais. Cheguei em casa nas mesmas 11 horas da noite que são as usuais.

Ontem foi o único dia legal da semana, assisti apenas a meia hora de uma palestra (que por sinal essa meia hora foi infinitamente melhor que as duas horas da outra – vai render até post aqui), encontrei pessoas bacanas que eu não via há muito tempo. Passei umas horas conversando com o Jorge, professor de Publicidade Interativa, depois, já indo para casa, encontrei com o “pessoal” na mesa do bar com dois gringos! Sim, a noite estava feita. Gringos, mais bebida, só pode dar em muita risada. Os gringos eram: Derrick “Phil Collins” Lee – Inglês e Allen “não-sei” – Francês. Dois velhinos bem bacanas. Nem tão velhinhos assim. Usei todo o meu inglês auto ditada “Egotrip: Aprendi inglês sozinho mesmo, e meu amigo torcedor do West Ham, Derrick ficou abismado por meu inglês ser auto ditada e ser muito bom”

Melhores Momentos com os gringos – Lembrando que apenas Eu, Felipinho e Isabella sabíamos falar inglês:

- Yo hablo a little – By: Jean Pierre (o João Pedro que não sabia falar era merda nenhuma)

- Mi Father – Adivinhem

- Eu entendia mais os gringos falando do que meu amigo Felipinho, que falava um inglês mais difícil que dos ingleses

- A conta: 266 Reais  (¬¬’)

- Eu dizendo para o Derrick que se eu tivesse carro iria levá-los para uma Casa da Luz Vermelha e ele ficando abismado. Lógicamente consertei a besteira dizendo que apenas iria levá-los para outro lugar, com mais mulheres

- Fizemos os dois gritarem “GALO” e ainda prometeram ir no jogo de amanhã

- Felipinho conversando em inglês com todos da mesa, inclusive os brasileiros.

- João conversando em qualquer língua e todas misturadas com todo mundo

- O Derrick escondendo dinheiro na meia

- “O joão, então vai dar 15 reais pra cada um?” – “Yeah!” ( AHAHAHAHAHHAHAHA)

Com certeza teve mais, mas eu não me lembro.

***

1 – Espero que a próxima semana seja melhor.