Conforme notícia publicada no Whiplash por este aqui que vos fala, a banda de metal progressivo Dream Theater está dominando as paradas no mundo inteiro com o novo álbum, “Black Clouds & Silver Linings”. Dentre as principais posições, se destaca a liderança no top100 de vendas ne Europa. Além disso, a banda já registrou a venda de 10 milhões de cópias.

Certo, e o que tem isso? Nada, além do fato do álbum do Dream Theater ter escapado na internet mais de um mês antes do seu lançamento oficial. Ele foi lançado oficialmente no dia 23 de junho. Em uma pesquisa rápida, encontrei em um blog a data 22 de maio com um link para download – foi lançado bem antes disso.

Como a indústria fonográfica explica uma ação como esta? Um álbum lançado na internet com tanta antecedência, de acordo com eles, acabaria por destruir o lançamento e derrubar as vendas. Foi com este mesmo argumento que o álbum do Yeah Yeah Yeahs, que iria ser lançado dia 16 de abril, foi adiantado quando escapou na internet.

Está na hora de deixar claro algo simples, e que o caso do Dream Theater somente realça ainda mais: os downloads “ilegais” não fazem mal a música. Pelo contrário, eles colocam os álbuns na sua devida proporção e capacidade, além de mostrar que os fãs estão dispostos à pagar para comprar apenas as músicas e álbuns que valem a pena. Mesmo com a diminuição mundial de vendas de CDs, alguns grupos ainda conseguem ter resultados acima da média. Destaco dois pontos:

  1. Os fãs consideram válido ajudar as bandas que gostam e/ou mostrar seu apoio;
  2. Os fãs acham que a qualidade das músicas do álbum é boa, e vale a pena gastar para ter o original completo ao invés de comprar apenas singles.

Além disso tudo, grandes bandas já deixaram claro que não ganham mais dinheiro com lançamentos de álbuns, como o Queensrÿche e o Def Leppard. As vendas de álbuns diminuíram, a venda de singles via internet aumentou. A disponibilidade de álbuns e de música também aumentou consideravelmente. Em uma notícia que li em um site estrangeiro que fala sobre negócios na área da música (me desculpe, mas não consegui achar o link original, ainda…) foram lançados, somente no Reino Unido em 2008, em torno de 30 mil álbuns. São muitos gêneros, muitos estilos, mas 30 mil é muita coisa. É uma grande competição pelo nosso dinheiro, e os álbuns ainda concorrem com DVDs, games, shows, teatro, cinema, etc. Unindo isto aos problemas da crise, à população que gastou menos este ano e cortou principalmente no lazer, você já sabe o resultado…

Há muitos lados nesta questão. Não é simplesmente baixar ilegalmente as músicas que acaba com o lucro da poderosa indústria fonográfica ou dos artistas. A competição aumentou, a indústria fonográfica não se preocupou em oferecer produtos mais interessantes com preços menores, a indústria do entretenimento cresceu de maneira gigantesca nos últimos anos e também pegou uma parte do bolo. Os downloads diminuem as vendas? Será que cada download ilegal se tornaria uma venda não concretizada? Se eu não pudesse baixar arquivos e/ou conhecer novas bandas, eu nunca gastaria meu dinheiro com elas. Não compraria um disco de 30, 40 reais de um grupo desconhecido. Nunca gastaria 100 reais em um show de uma banda da qual eu não ouvi as músicas. O jogo da indústria é apenas para os grandes.

Para a maioria arrebatadora dos artistas, entre eles se encaixam 99% de todas as bandas nacionais de rock e metal, esse não é um bom jogo. Os artistas deveriam aprender com pessoas como Trent Reznor do Nine Inch Nails. Ofereçam suas músicas gratuitamente ou por custos muito baixos, ofereçam produtos alternativos, criem álbuns de maneira rápida e com baixo custo, criem uma base de fãs.

Eu mostro: conversei com Paulo Melo, vocalista da banda Rising Cross, uma pequena banda de metal de Goiás. O grupo gastou menos de 5 mil reais para produzir um álbum. As gravações de todas as músicas, incluíndo produção e mixagem, saiu por 3 mil reais e estão, na minha humilde opinião, em nível altamente profissional. É um custo baixíssimo, são 500 CDs por 10 reais cada… um showzinho, você toca a música, oferece o CD, faz um marketing pela internet, anuncia novidades do grupo por sites como o Whiplash e o Zona Punk, blogs de música bons como o Digital Alternativa ou o Hit na Rede (o autor deste artigo também está sempre disposto à divulgar bandas que ele gosta).

Será que é tão difícil para a indústria ver o cenário como um todo ao invés de olhar apenas para um pequeno pedaço dele? É tão difícil para os artistas independentes empreenderem novas visões de mercado e buscar novas alternativas de lucro? A internet veio para ajudar, não dificultar.

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1- Se você é fã de metal, baixe o EP do Rising Cross, “Trumpets of Victory”. Ele foi disponibilizado pela própria banda, vale a pena. Clique aqui.

2- As melhores notícias sobre os movimentos da indústria fonográfica você encontra no Remixtures. Destaque especial para a notícia sobre o futuro do Pirate Bay.

3- Já que estamos falando em música e inovação, o jogo Rock Band resolveu criar uma plataforma para que artistas coloquem suas próprias músicas no jogo e vendam em uma loja. Matéria aqui.

A Dinamarca é como uma pedra de gelo num copo de whisky, aquele monte de gelo rodeado por um líquido bem, mas bem quente mesmo. Fiz uma média. Uma pequena pesquisa rápida nas imediações: parei na esquina e perguntei pra toda mulher que passava se ela queria transar. A quarta sempre respondia que sim. A cada 10 mulheres que você chama pra transar em Copenhagen 2,5 aceitam na hora. E a cada 10 mulheres perguntadas se querem transar 0,8 te enchem de porrada. Vale a pena.

Passava meus dias na bodega, um pub ao lado do hotel. A dona era uma velha que vivia me enchendo a cara de schnapps, de graça. Queria que eu experimentasse as bebidas da Dinamarca, mas só me dava schnapps. Eu insistia na Tuborg. Os frequentadores eram os sempre frequentes e mesmos velhos de sempre. Por 40 dias eu via os mesmos velhos de sempre gritando e brigando em Dinamarquês. Claro que eu ficava no canto do balcão só observando. Dinamarquês não era minha praia.

Às vezes pegava o metrô pra Copenhagen. Passava no museu do sexo e ficava observando aquele monte de pênis, bocetas, filmes pornôs e acessórios. Uma putaria só. Depois daquilo descobri que eu tinha vários fetiches bizarros e gostos não tão comuns: por exemplo: a posição papai-e-mamãe.

Lá o sol nascia nove da manhã e ia embora 2 da tarde. Quer dizer, a luz nascia 9 da manhã. Chamar aquilo de sol é falta de respeito com a estrela. Não fiquei minimamente surpreso quando soube que o país apresenta a maior taxa de suicídio do mundo.

Um dia fui para a festa de Reveillon. Mais especificamente no dia 31 de dezembro. Resolvi matar a saudade do Brasil, ou pelo menos da América Latina. Boate Mambo Bass ou algo do tipo, não vou me lembrar da merda do nome agora. Música latin. Uma boate digna. Quer dizer, pelo menos até começarem a chegar as pessoas. Um poquinho de música latina, algumas tuborgs e schnapps e pronto. Eu ia no banheiro e não podia usar porque as mulheres estavam usando os mictórios do banheiro masculino para urinar (sentadas em cima) ou estavam no espelho comparando os peitos umas com as outras. Eu achava aquilo ótimo pelo menos até umas quatro horas da manhã, quando já estava realmente apertado e tive que entrar na fila de mulheres pra usar o mictório. Mas antes disso passei algum tempo lá dentro, apreciando aquela cena.

Depois parti pra outro. Descobri que a boate era focado em um público, digamos, mais experiente. Gente de 30 a 50 anos. Eu, com 19, sobrava. Fiquei tomando cerveja até umas 2 da manhã, quando apareceu uma mulher lá querendo me pegar. Peguei. Ela tinha 54 e uma filha casada com brasileiro e acho que me pegou por causa disso. Me contentei com essa velha até umas 4 da manhã, quando descobri que tinha outra porcaria de ambiente na boate só para jovens, tocando hip hop (que não gosto, mas admito que atrai muita mulher boa) e dando cerveja de graça. Larguei a velha. Conheci um cara de Belo Horizonte e um outro do Camarões que tinha jogado na seleção do Camarões contra o Brasil na Copa de 94. Fomos para o ambiente jovem.

Não peguei esses dois capetas

Não peguei nada mas tomei muita cerveja. De graça até ônibus errado. Ficamos lá até umas 6. Me despedi do mineiro e o camaronense (que desapareceu no escuro quando apagaram as luzes), ficou lá com uma moça. Voltei para as velhas afinal, tinha obtido mais sucesso lá, sem falar na garçonete que era um ptelzinho.

A velha de 54 tinha ido embora mas apareceu uma de pelo menos 65 que queria a qualquer custo dançar tango comigo. Quem me conhece sabe: não danço porra nenhuma. Mas como a boate já não tinha mais muita gente, resolvi realizar o sonho da velha. Nem sabia nem sei o que é tango, mas lembrei de meus primos dançando forró e pensei “música latina é tudo igual. Você dá umas encoxadas e foda-se o resto”. Dei umas encoxadas nela e ela não demorou a falar pra mim “nossa! Você tem sangue latino correndo nas veias garoto” e eu disse “é claro, sou brasileiro”. Aquela velha devia ter o esfincter completamente destruído (só pra deixar bem claro, essa velha eu não peguei). Saí de lá com o apelido de TDA, o terror dos asilos.

Às 10 da manhã eu já não estava muito legal. Tava pra lá de marrakesh. Falei que ia embora e a velha falou que vinha junto. Eu disse que não e ela disse que sim. Fomos para um bar ao lado da estação central de metrô. Um pessoal mais novo me chamou pra sentar e eu sentei com a velha. Dois minutos e ela falou “vou ao banheiro” e no momento que ela saiu eu já falei pro pessoal “tô devendo quanto?” e eles “não tá devendo nada”. Joguei 50 kroner na mesa mesmo assim e parti para o metrô.

Merda. Dormi no banco do trem. Acordei lá na puta que o pariu e só tinha árvore passando na janela. Neve e árvores. Pinheiros. Tudo igualzinho. Olhei pra frente e tinha um sujeito escornado ali. Tentei falar algo em inglês, pedir informação, mas o sujeito parecia morto. Isso era primeiro de janeiro às uma da tarde e as ruas eram só desertos. Pedi informação numa padaria e voltei. Dessa vez em pé pra não correr o risco de dormir., além de pegar o metrô sem bilhete porque não tinha mais um tostão. Maldita mania de brasileiro de deixar dinheiro em mesa mesmo o com as pessoas falando que não precisa. Cheguei em casa sem grana, cansado e com fome. Duas horas da tarde. Grande reveillon.

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1 – Já conhecem o blog de frases do Tenório Cavalcanti? Genial.

2 – A @lini está na Dinamarca e está fazendo uma cobertura interessantíssima de lá. Olhem o youtube dela também. Muita coisa legal lá.

3 – Tinha uma foto da velha até uns dias atrás. Hoje não tenho mais. Malditos computadores. =\

4 – Se você tem um twitter, você deveria entrar neste site e descobrir o quanto você é hétero. Eu sou 94% hetero. Bom, já é alguma coisa.

Não, você não entrou no blog errado. Eu sempre fiquei ressabiado em falar de futebol aqui pura e simplesmente por ser um viciado em futebol e porque falar de futebol é sempre difícil… é de longe o assunto mais polêmico, principalmente aqui no Brasil. É só ver o post que eu fiz zoando o hino do cruzeiro. Lógico, sou atleticano… mas apesar das milhares de visitas e xingamentos que o post trouxe, não sei se valeu a pena. De qualquer forma estou aqui para falar do que pode ser o maior jogo de futebol do século – até ele acabar.

Porque o maior jogo do século? Uai..Manchester United jogando contra o Barcelona na final da Champions League. Só isso aí já é um jogaço, mas o jogo de hoje no Estádio Olímpico de Roma envolve muito mais do que isso. Os dois times jogam o melhor futebol, os dois melhores jogadores do mundo jogam em cada um dos times: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, o Manchester é tricampeão inglês e o Barcelona é bicampeão espanhol.

Só para dar um temperinho a mais… tenho certeza que o time que levar a taça, também leva o título de melhor jogador do mundo. Título esse que com certeza está entre Messi e C. Ronaldo, falta só o jogo de hoje para decidir quem leva.

Bom… abaixo vou falar um pouco mais da atmosfera, e o que representa a Champions League.

Esta explicação eu não preciso dar para quem conhece pelo menos um pouco de futebol. A Final da Champions League representa para o futebol mais ou menos o que o Super Bowl representa para o futebol americano. Em tudo. No esporte, na grana, na audiência e é claro na importância.

Você pode estar se perguntando porque não a Libertadores… bem, não se compara. Sem desmerecer o nosso campeonato continental, mas é que o futebol lá fora é diferente. Não estou dizendo que é melhor ou pior, é mais bonito. É uma discussão polêmica, eu sei – e que pode ficar para um outro post – mas é minha opinião. Começando pelos estádios, pelo gramado e pelo clima. Sem contar que na Europa existe uma coisa que eu simplesmente ABOMINO aqui no Brasil, que é a putaria em jogo de futebol. Aqui repórter, fotógrafo, a mãe do guarda… tudo entra em campo. Final de campeonato então, o que você menos vê são os jogadores.

Além disso, em suma eu prefiro o futebol europeu ao sulamericano. Primeiro por causa dos jogadores, depois pela maneira como o futebol é tratado lá. Os melhores jogadores do Brasil (que mesmo com aquela merda de treinador, continua sendo a melhor seleção do mundo) e do mundo jogam lá. E lá a putaria, quando acontece pelo menos é vestida de Armani (caso da Juventus há 3 anos) e é punida, severamente.

De qualquer maneira, a final da champions representa o melhor futebol jogado no mundo, é uma batalha, é bonito… é emocionante. Decidido em uma única partida. Uma única chance. 90 (ou 120) minutos da magia do esporte mais fantástico do mundo. É incrível. É quase o mesmo sentimento de uma final de copa do mundo sem o Brasil: Um jogo incrível em que você torce pelo futebol. Eu só fico triste de o meu Milan não ter jogado essa champions… mas mesmo assim, estão lá os dois melhores times do mundo. Quem ganhar mereceu e quem perder irá perder para o melhor time do mundo, seja Manchester, seja Barcelona.

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A FINAL – Suposições e apostas.

Vai dar Manchester, no tempo normal, 3 a 2. Barcelona começa ganhando, Manchester empata, Barça faz mais um, Manchester vira. Dois de Cristiano Ronaldo e um de Rooney para o Manchester, Um de messi e um de Xavi pelo Barça.

Essa aí é minha aposta para amanhã.

Posso até errar nos números, ordem e quem faz os gols. Mas que o Manchester leva… aaa isso leva.

Por que? Simples. É um time muito mais conciso, joga um futebol incrível (zaga, meio-campo e ataque), tem um goleiro excepicional e porque o Barça tem vários desfalques. Henry e Iniesta estão baleados para a partida.

Essa é minha aposta.

E se eu acertar isso aí, eu vou dizer que sou foda demais. ahahahahha

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[UPDATE] A Partida

Nunca estive tão errado.

Deu Barça. Com sobra.

O Manchester jogou exatos 10 minutos na final, depois veio o gol do camaronês Eto’o e a aula de Futebol do Barcelona. E que aula! Aula dada por dois maestros, dois professores, dois jogadores geniais que são o motor, o pulmão e o coração do melhor time do mundo… eles atendem pelos nomes: Andrés Iniesta e Xavi Hernandez. E se o melhor jogador do mundo foi escolhido hoje, o vice, o terceiro e o quarto também.

Messi não fez a sua melhor partida, mas fez um golaço. Na altura de seus 1,69m subiu no 3° andar e praticamente colocou a bola no ângulo de Van der Sar, jogando a pá de cal nos súditos da rainha. Não foi o jogo incrível que eu esperava pelo fato de que só um time jogou… e como jogou. De qualquer forma, é um prazer ver o time do Barcelona Campeão de Tudo jogando. Um jogo digno de Roma.

Antes que eu esqueça… só mais uma coisa, para você torcedor pensar… porque os técnicos brasileiros tem tanto medo do 4-3-3? Não é hoje um time que joga nesse esquema o melhor do mundo?

Pra terminar, a foto dos campeões:

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1 – Post especial sem links. =D