
Céus… preciso contar tanta coisa, falar de tantas coisas bacanas que eu vi, li e ouvi… não sei nem por onde começo.
Vou pela Adriana, começo pelo final.
Dezembro é historicamente um mês diferente de todos os outros por motivos óbvios. É o último mês do ano, inclua aí o Natal, o Reveillon, e alguns dias de descanso do trabalho e muita… muita bebedeira. Além de tudo isso, o tempo em Dezembro passa diferente, percebe pra você ver. Isso fica muito claro na primeira metade do mês, o tempo não passa, voa. É uma sensação estranha de que não da tempo de fazer mais nada, você tem que terminar aquilo antes das seis e ainda entregar aquele trabalho final pro professor que deixou você entregar depois.
Dezembro é estranho, é uma sensação de puta merda o tempo todo. “Puta merda, esqueci do presente” “Puta merda, como assim é pra hoje?” “Puta merda tia, de novo não né?” “Puta merda em prima… tá gostosa demais” “Psahggyta nEgbgda… tiou, eesfesee huískejuis tá mei tragado”.
Porra, outro dia mesmo era dia primeiro de dezembro… já chegamos ao dia (pausa para olhar no celular) 29. Daqui há 3 dias é 2010. E lá vem o novo ano com tudo aquilo que já conhecemos. Resoluções, promessas, conversas, esperanças, falsas e verdadeiras, e ademais sempre aquele friozinho na barriga de “E então 2010, o que você me reserva?”
Se vocês perceberem bem, eu estou falando um tanto de besteira e não falando nada ao mesmo tempo. Vou tentar colocar as idéias certinhas. Apesar de gostar muito mais de escrever sem ter a mínima noção de como irá terminar o texto (fica mais pessoal saca?) do que seguir um roteiro. Mas vamos lá.
Já que estou falando disso, esse post será sobre o fim do ano… acho que ele já é. Sei lá, acho que desacostumei a escrever aqui. De qualquer forma, quem leu o meu post de natal do fim do ano (to com preguiça de linkar, estou escrevendo no Word) deve saber melhor do que eu – que não lembro absolutamente nada do que eu escrevi, mas que tenho certeza que escrevi isso –, por motivos bem claros eu odeio o natal. De modo geral eu detesto fim do ano e o amo ao mesmo tempo. Explico.
O Natal é fácil explicar. Apesar de ser a época mais rentável para o comércio (meus pais tem uma loja – linda – de decoração aqui em Monlevade) e isso ser bom para, digamos, os negócios da família, eu odeio o Natal. Com força. Não me lembro nunca de ter um natal normal, apesar também de não fazer a mínima idéia do que diabos seja um natal normal. Como disse a loja fica movimentada, então eu sempre ficava ajudando meus pais até tarde todos os dias. Árvore de Natal, minha mãe montava a mais linda de todas aqui em casa, mas sempre vendia a danada. Presentes, comprávamos depois por não ter tempo.
No dia do natal mesmo, vamos para a casa da minha avó e é aquela coisa de sempre. Tios, tias, primos, primas… muito não me toque, muita conversinha, muito amor velado, muuuuita hipocrisia. Mas acho que toda família é assim, eu ponho isso de lado, há sempre aqueles, que vale muito a pena ver e passar uma noite agradável, deixando toda essa baboseira de lado.
Reveillon eu já gosto mais. Bem mais. Primeiro porque a sensação do novo é sempre maravilhosa, é aquela sensação de desbravamento que sentimos toda vez que fazemos algo pela primeira vez. Há a parte chata é claro, as chatices de fim de ano. Um veado – designer provavelmente – decidiu que todo mundo tem que vestir branco ou amarelo. Outro puto inventou um monte de crendice boba que nossas mães insistem em fazer. Rituais de malucos que pulam não sei o que, recitam versos em línguas incompreensíveis, colocam sementinhas de não sei o que na carteira e o pior de todos foi o desgraçado, que contou pra nossa avó provavelmente que comer Lentilha traz dinheiro.
Amigo, comer lentilha traz vontade de vomitar, só isso.
De qualquer forma, eu vejo o fim do ano como um reboot. Dar um reset e começar tudo de novo não só é bom como faz bem pra saúde. É sério. Principalmente quando se tem a sensação de ter feito pelo menos 80% das coisas que você esperava – de verdade – que você fizesse e que os outros esperavam que você fizesse. Esse fim de ano para mim vai ser muito diferente, porque será o melhor que eu já passei.
Esse foi um ano fantástico. 2009 com certeza ficará na minha memória para sempre. Não começou bem, mas terminou de um modo que nem em meus sonhos mais otimistas iria terminar.
A partir de abril mais ou menos eu comecei a trabalhar em casa, o que foi fantástico. Nessa época pude me dedicar muito ao blog, me valeu muitas visitas e muito reconhecimento. No final de julho é que meu ano virou de pernas para o ar, voltei a trabalhar, e numa empresa grande. Comecei a criar e fortalecer um departamento de comunicação nessa empresa, o que você pode imaginar, deu – ainda está dando – muito trabalho. Mas é maravilhoso. Para mim de Julho até agora foi um estalo. Não tive mais tempo para nada. Em contrapartida, passei a receber um salário muito bom, pude comprar tudo que eu quis, me mudei para um bairro ótimo, num apartamento foda. Comprei um PSP, um PS3 (ele vai merecer um post especial), comprei livros ótimos, outros nem tanto, comprei milhares de DVD’s no submarino.
Não posso reclamar. Dezembro foi o mês em que eu mais trabalhei na minha vida, o nosso departamento fez duas campanhas gigantescas – isso só com 5 pessoas, sendo apenas eu e o Eduardo encarregados de criação – que culminou numa festa de fim de ano inesquecível. Postarei essa campanha aqui mais tarde e você vai entender o tamanho que foi. O resultado foi maravilhoso, atingimos nosso objetivo e no final – como quase sempre – tudo valeu muito a pena.
Ano que vem tem mais, muito mais. E eu quero mais é que venha.
No final só quero desejar a você, que não importa o que aconteça, sempre dá uma passada aqui para ver se finalmente esses putos postaram alguma coisa, que seu ano de 2010 tenha muito trabalho, muito esforço, que exija tudo o que você tem. Desejo que 2010 seja o ano em que você vai superar todos os seus limites, que você faça tudo o que quiser e o que deve ser feito. Desejo que você encontre o amor da sua vida – se já encontrou, que esse amor aumente e se fortaleça. Desejo que você se encontre mais com as pessoas que você ama. Desejo que você sorria mais um pouco. Desejo que você se apaixone por você mesmo. Desejo que você chore, de alegria, de emoção, e de tristeza – sim, porque haverão momentos tristes, poucos ou muitos, eles estarão lá – porque não é bom guardar choro. Desejo que você preste mais atenção às pequenas coisas, banais, que fazem toda a diferença.
Enfim, desejo um ano de 2010 cheio de tudo aquilo que faz a gente ser o que é. Uma pitadinha de sorte também não faz mal.
Um beijo e obrigado por não nos abandonar.
PS.: Devido a uma resolução de fim de ano, não faço mais resoluções de fim de ano, mas vou abrir uma exceção e dizer que vou me dedicar muito mais a isso aqui e as minhas histórias que comecei a escrever. É uma promessa que irei cumprir. Custe o que custar.

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