Acho que a própria fase da adolescência é um trauma pra qualquer indivÃduo que tenha que passar por ela. Quer dizer, é um trauma para todos. A não ser que você morra atropelado ou desenvolva algum tipo de câncer terminal ou uma sÃndrome desconhecida na infância e morra cedo e não precise passar pela adolescência.
A adolescência é uma merda porque no fundo, bem no fundo, a verdade é que o adolescente não fede nem cheira. Ele nem sabe o que é. Não tem porra nenhuma de opinião formada sobre nada. Vive se matando para ser aceito pelos grupos sociais que convive, pelos amigos ou na escola. Falando em escola, nem preciso dizer que ela é um saco e apesar de tudo, todo adolescente tem que frequentar. Você chega lá no centro de adestramento, geralmente não é bom em nada e não se destaca em porra nenhuma. Sempre tem aquela gostosona que você (e todo o resto da sala) sonha em comer, mas nunca come, porque tem o popularzão bombado-carro-importado da sala que come todas (nclusive a gostosona), e de quebra ainda te dá umas porradas no recreio. Aà então você vai pra sua casa e morre na punheta, às vezes chegando a arrancar a pele do pinto. Ou a pele dos lábios vaginais, no caso das meninas.
Na sua casa a sua mãe e o seu pai não te deixam fazer nada. Você não pode ir a festa alguma porque não tem idade. Então começa a beber para se incluir mas sempre se fode vomitando e passando mal. Isso quando o seu pai e sua mãe não descobrem que andou bebendo e acabam com a sua vida. Você não tem carro e nem dinheiro. Geralmente nenhuma mulher, além daquele trabuco que mora no fim da sua rua, se interessa por você. Se você for gordo (exagerado), pior (nem o trabuco vai te querer). Tem o irmão mais velho que te desce a porrada todo dia. Você não pode escolher nada pra você porque, afinal de contas, você é adolescente, e não tem direito de escolha. Sempre tem um filho da puta de um amigo que come todas as mulheres do mundo e do universo (bom, pelo menos é isso o que ele diz) e você continua sendo um rodo-sem-borracha que não rapa nada. Se você for mulher vai ter vários outros adolescentes querendo quebrar o seu cabaço e você acha isso um saco.
Até aqui você já percebeu que a vida do adolescente gira completamente em torno de sexo. E como todo bom e velho novo adolescente você chega à fase da fantasia. Então você inventa mentiras. Fala que pega muita mulher e até cita os nomes e descreve como a bunda dela era enorme e os peitos também e como você pegou ela de quatro e levou pra um motel e no motel a cama era quadrada (é, às vezes você é pego na mentira). Quando você completa a escola você tem que escolher uma faculdade no estilo roleta russa. Enfia seis cursos superiores numa caixinha e tira um na sorte. Geralmente você escolhe um que você vai odiar para o resto da sua vida. Fazer o que, é a vida.
Seu pai e sua mãe não te entendem. Na verdade você acha que ninguém te entende. Então você vira rockeiro e vai ouvir bandas que cultuam o capeta. Ou não. Passar pela adolescência já é um trauma. Alguns começam a usar drogas e a quantidade drogas que estes usam é o que vai definir o que eles vão ser para toda a sua vida adulta.
E então você completa 21 anos e descobre que a adolescência foi a melhor época da sua vida, e que sempre vai lembrar dela com saudades dos tempos onde não tinha que trabalhar, ou fazer as próprias decisões. Agora você tem escolha e tem que escolher sozinho. Afinal você já é um homem/mulher e tem que arranjar um emprego. Bons eram os tempos onde a sua única e exclusiva preocupação era se você ia conseguir comer a gostosona, se o Goku ia ganhar do Cell no episódio do próximo dia, e se a net não ia cair a noite na hora da punheta noturna diária.
Enfim. Acaba-se a adolescência, que por si só já é um trauma. Mas são os melhores traumas e os melhores tempos da sua vida, e um dia você chega a conclusão que nunca mais será tão feliz como foi.
Essa é uma visão pessoal minha. Mas acho que no geral é a mesma coisa com todo mundo. Com 22 anos, Estou recém-saÃdo da adolescência. Meus amigos estão casando. Outros morreram. Ou tanto faz porque casar e morrer dá na mesma. Outros estão se formando e arrumando emprego. Ninguém tem mais tempo pra nada. Nem pra ficar na porta de casa vadiando e falando sobre mulher. Ou jogando bola com trave de sandália havaiana ou usando o portão da casa de algum como gol. Ou fumando escondido pois agora a gente pode fumar na frente dos pais e já não há mais graça em beber até cair também. E um dia você descobre que tudo passou e você sobreviveu. O que resta agora é escrever textos inúteis num blog pra lembrar que um dia você esteve no ápice da sua felicidade e que os dias nunca mais vão ser tão leves e inocentes como outrora foram.
CONVITE: E você? Passou por alguma história legal na adolescência? Conta a�
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1 – Crônica em homenagem à comunidade Traumas de Adolescência, onde já fui moderador mas hoje encontra-se fechada. Cheguei até a fazer músicas para dois traumas da famosos da comunidade. O trauma do cara que perdeu a virgindade com um ursinho de pelúcia (música aqui). E o trauma da Nathy, que fez sexo anal durante dois anos achando que aquele era o buraco certo (não tenho o print desse mas a música tá aqui). Não aconselhado para menores de 18 anos.
2 – História dos video games (de 1972 a 2007). Quantos você reconhece?
3 – Essa aqui é pra você pessoa.
Eu tenho um complexo…
Sempre reparei que era diferente das outras crianças no colégio. Achava aquilo absurdo e alguns até riam me chamando de esquisita.
Eu cresci escondendo, mas depois de um tempo passei a me orgulhar, achava o máximo ser diferente. Quando alguém perguntava porque eu era daquele jeito eu respondia com orgulho “isso é pra quem pode”.
Mas eu nunca entendi exatamente porque isso aconteceu comigo. Na minha famÃlia ninguém tem isso, então não era genético.
Um belo dia eu resolvi perguntar pra minha mãe se acontece alguma coisa quando eu era beeem pequena, daquelas coisas que a gente não lembra nem com muito esforço. E ela me contou. Eu fiquei em choque, perguntei como ela deixou aquilo acontecer, ela disse que não podia fazer nada, porque quando viu, já estava feito.
Eu jamais deixaria isso acontecer com um filho meu, jamais. Só que minha mãe percebeu tarde demais, nada podia ser feito pois na minha cabeça aquilo já tinha mudado minha vida.
Ainda descobri que na minha época era comum essa prática e ninguém fazia nada para reverter a situação. Uma falta de respeito tremenda.
Resolvi então aproveitar esse espaço pra contar minha história, desabafar e deixar todos atentos. Isso pode ter acontecido com você ou alguém próximo.

Mamãe, eu era canhota!
Hoje eu faço a maioria das coisas com a mão direita, mas tenho habilidades com a esquerda. Na verdade eu comecei a reparar isso no colégio quando eu tinha uns 8 anos, porque eu conseguia segurar a borracha com a esquerda sem rasgar a folha, escovar o dente com a mão esquerda, cortar e outras coisinhas mais.
Aà surgiu a palavra “ambidestro” na minha vida e eu achei o máximo. Puta palavra bonita, era quase que O cara. O pessoal do colégio não entendia e eu ainda explicava.
Claro que não deixou de ser estranho, mas era um estranho com muito luxo e glamour!
Enfim, os anos passaram, eu deixei isso pra lá e sempre aproveitei as vantagens de escolher a mão que ia passar manteiga no pão.
Existem coisas que eu faço melhor com a direita, outras com a esquerda, algumas eu consigo com as duas…só escrever que ainda é meio “jardim da infância”.
Bom, essa parte da história não importa, vamos para o momento “como assim, mãe?”
Um belo dia eu reparei que minha mãe é toda atrapalhada com a mão esquerda. E não só ela como a minha famÃlia toda. Então eu comentei isso, disse que a estranha era ela que não tinha coordenação motora, até que minha mãe revelou:
- Filha, você sempre desenhava e fazia tudo com a mão esquerda em casa. Mas quando você foi pro colégio você passou a usar a mão direita. A sua professora forçou você a mudar de mão pra escrever porque você era a única da sala e era estranho. Você era canhota, querida.
Tá, pára o mundo que eu quero descer. COMOASSIM?????
Eu era uma criança linda, feliz e canhota que foi forçada a ser destra?
E minha mãe sabia e não fez nada a respeito?
Ela disse que quando percebeu eu já havia mudado a mão e por isso nem tentou me fazer voltar ao que era.
O melhor (pior) foi que eu conheci outras pessoas que passaram pela mesma coisa.
Alguém me explica pra que forçar uma criança a ser o que não é. Eu não tenho traumas, na verdade eu descobri que posso usar as duas mãos para várias coisas, mas isso não é coisa que se faça com uma criança, forçar para que ela seja igual ao restante.
Existem tantos canhotos no mundo, inclusive famosos. Deixem os canhotos livres.
- Quer ser o novo rei do Pop? Saiba como. Beeeeeeeem ácido =D
- O blog de frases do Tenório Cavalcanti. Super vale a pena.


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