Esses dias eu vi um post antigo do Pedro, aqui no Crepúsculo sobre como entender os homens. O post ficou engraçado e tudo (principalmente na parte em que ele fala como satisfazer um homem).

O único problema é que eu acho que o Pedro tentou demais estereotipar o homem em três modelos, quando eu acho que ninguém é igual desse jeito e sei lá. O buraco é mais embaixo (calma porra, eu sou macho). Acho que o Pedro foi despretensioso. E o meu post pretende ser o tratado final da natureza masculina. Isso quer dizer que eu quero chegar ao cerne da questão, o ponto crucial que define o comportamento de 99% dos homens, seja o comportamento que for.

O papel do homem na sociedade sempre foi o de provedor (o speedy mesmo é naturalmente um homem. Até na incompetência). O homem sempre foi o desbravador, o bandeirante, o sexo que tinha que ter a coragem, sair de casa, matar uma porrada de bicho e trazer pro pessoal comer. Ele sempre foi o herói, o protetor, o fodão macho e forte  matador (nossa, acabei me descrevendo).

Tudo bem. A vida até então era tranquila. Tudo na santa paz e tal. Isso era o século XIX. Aí veio o século XX. O maldito séculozinho safado XX. E as mulheres começaram primeiro a estudar. Depois começaram a trabalhar. Mais uma década e elas já estava saindo de casa, indo na rua. Nos anos 60 houve a liberação feminina [quem nunca assistiu Chaves?]. Elas começaram a ficar independentes. Ocupar cargos de chefia. O homem foi ficando meio de lado na história. Hoje elas chegam ao absurdo de ter e criar filhos sozinhas, sendo provedoras e tudo mais. Uma perversão só.

O papel de provedor e aventureiro era o que o homem tinha para criar sua própria identidade de viril, de macho. Hoje o homem não tem papel (e não é só soltar um grito do banheiro pra ter). O homem não sabe mais como ser homem. Ele não é mais porra nenhuma e tem somente duas coisas para provar sua masculinidade: o sexo ou correr riscos. No sexo ele acha que tem que ser o provedor universal do orgasmo feminino e se sente completamente responsável pelo prazer da parceira. Na parte de correr riscos é aquela hora que ele compra uma Harley Davidson e sai viajando, ou pula de para-quédas, ou larga o emprego para mudar de área (ou veste uma cinta-liga).

O homem hoje sonha em viver pequenas aventuras, pequenos desafios. E é isso que as mulheres não entendem. Elas tem um senso prático enorme das coisas. Vão ao super mercado fazer feira. Cuidam bem da casa. Trabalham. E levam isso na boa. Elas vivem. Enquanto isso o homem fica sem suas aventuras. Sem seus super-heróis. Para os homens, viver normalmente  é viver uma vida que não devia ser a sua. É ser obrigado a se acostumar com essa vidinha de merda. Vivemos entre o trabalho, o bar e a padaria. E a casa, é claro, onde a mulher nos espera com o rolo de macarrão na mão.

No fundo no fundo, o que o homem quer é um pouco de carinho, e um pouco mais de interesse pelas “aventuras” dele. Nem que a aventura seja comprar aquela TV de Plasma de 50 polegadas que é cara pra caralho e você não quer deixar ele comprar de jeito nenhum. Poxa, dê um pouco de carinho pro cara. Dê um pouco de incentivo nessas banalidades. Deixe ele ser o herói da mesa do boteco.

A essência do homem, no final das contas, é uma e sempre será essa uma. É se posicionar como homem e impressionar as mulheres. É igual a uma reportagem, que passou no Jornal Nacional há algum tempo (muito tempo) atrás. Matéria no garimpo de Serra Pelada, e o repórter entrevista um sujeito composto de lama e terra, junto de mais uns 1000 iguais a ele chafurdando atrás de ouro:

- Mas porque o senhor quer tanto achar ouro?

- Pracumemuié uai!

E esse foi o grande gênio que desvendou o sexo masculino. Tudo o que o homem faz no mundo ele o faz pela mulher. Pode ser a até a própria mulher.  Nem sempre precisam ser todas. do mundo, pode ser só uma e única mulher. Empresas, carros, doutorados, concursos públicos, acúmulo de riquezas, arte, etc. Tudo que é produzido pelo homem tem, no fundo no fundo, a única e clara intenção de cumemuié. E quando o homem deixa de ser absolutamente importante para a mulher, seu mundo desmorona. Acabou-se o sonho.

No mundo de hoje o sexo frágil e oprimido é o homem. Perdemos nossas referências e não sabemos quem somos. Mulheres, deixem-se impressionar. Nós gostamos. =)

P.S.: Texto baseado na entrevista do cabramacho psicólogo Contardo Calligaris na Veja edição 2115 – ano 42 – nº 22 e numa crônica legal do Mário Prata.

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1 – Vocês deviam seguir a @lini no twitter. Vamos simplesmente dizer que amanhã ela vai participar beeem ativamente do #lingerieday.

2 – Pessoal, façam uma campanha aqui nos comentários para a @fouquet participar do #lingerieday no twitter também. \o/

3 – Comerciais japoneses são bizarros.