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Após uma lista de rock, agora trago pra vocês a lista dos melhores álbuns de Heavy Metal do ano. Foi dureza selecionar 10, eu tentei, juro pelo Pedro mortinho e enterrado e amante de Crepúsculo (o filme). O ano foi sensacional e sem dúvida os 4 primeiros tem grande capacidade de figurar em várias listas dos melhores desta década que chegou ao fim. Sem muitas delongas vou só botar as minhas breves declarações, as músicas e pronto, pois enrolar é para os fracos…

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1. Mastodon – Crack the Skye

Já falei sobre estes caras no ano passado, mas não me canso de falar e irei falar de novo e de novo – e talvez de novo e de novo pelos próximos 10 anos. Mastodon é um monstro do heavy metal, pronto para atropelar todos os que entrem no seu caminho, sem dó nem piedade. As músicas pesadas, o caos contido na progressividade das melodias e as letras confusas, cheias de mistério que se interligam como em uma história fazem com que você dificilmente deixe de ouvir o álbum inteiro deles vezes e mais vezes. Todas as músicas são fantásticas, desde a meio misteriosa “Oblivion”, a pesada “Divinations” até a finalização com a progressiva e cheia de variáveis musicais “The Last Baron” (que contém, na humilde opinião deste que vos fala, um dos melhores solos de guitarra que ouvi nos últimos tempos). É um álbum para ouvir várias e várias vezes e em todas descobrir algo diferente.

Oblivion

Divinations

Cover

2. Megadeth – Endgame

MEGADEEEEEETH! Quem não conhece (???), prazer, Megadeth, Dave Mustaine, thrash metal do melhor! Não tenho muito o que dizer deste álbum, ele é rápido, feroz, cheio de ira como um bom e velho disco de thrash metal deve ser. Fico feliz de ver bandas como o Megadeth, Kreator e Testament trazendo novas crianças para uma área que andou totalmente esquecida nos últimos anos (e bota anos nisso! Malditas bandas de nu metal…). Tem muita coisa boa no álbum, mas “Headcrusher” realmente é para mim o melhor momento de um álbum que é sem dúvidas o melhor que Dave Mustaine compôs desde o “Countdown to Extinction” (e olha que eu gostei muito do “United Abominations”).

Headcrusher

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3. Amorphis – Skyforger

O Amorphis é uma banda finlandesa das melhores que já encontrei. O som deles é uma mistura de death metal com progressivo e a temática é folk, baseada nas histórias do Kalevala. Este é, para mim, o melhor álbum deles, com músicas fantásticas do lado progressivo como “Silver Bride”, “Sampo” e “Sky is Mine” e outras bem voltadas para o death como “Majestic Beast”. É um ótimo conjunto musical que se completa aos outros álbuns do Amorphis, que contam a majestosa história do povo finlandês.

Silver Bride

Sampo


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4. Nile – Those Whom The Gods Detest

Eu não sou lá um daqueles grandes fãs do death metal. Bandas que gosto de death metal são aquelas que não são totalmente death metal, mas sim trazem um mix de sons com temas do progressivo, power, etc. Mas algo me chamou realmente a atenção neste álbum da banda norte-americana Nile. Inicialmente torcendo o nariz – quase o bastante para dar a volta ao mundo – eu me rendi a ótima música “Kafir!” e ao som super técnico que estes caras fazem. Eles são rápidos, são fortes, ousados e muito bons no que fazem ao unir temas e alguns elementos egípcios com suas guitarras pesadas e uma bateria super rápida. Se você é como eu e não gosta nada muito de death metal, dê uma ouvida no som deles que você pode mudar de opinião.

Kafir!

Hittite Dung Incantation

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5. Epica – Design Your Universe

Ah, o Epica… bla bla bla… banda de mocinha, isso não é heavy metal… bla bla bla. Se você acha isso, fuck you! É heavy metal sim e vou colocar aqui e bem nesta posição mesmo. O álbum é muito bom, cheio de sinfonias e ótimas músicas. A voz de Simone “Gostosona” Simons continua muito boa e a banda evoluiu bastante em questão de sonoridade. Acho que o grande ponto fraco do álbum é as vezes florear demais nas músicas, adicionar muito tecladinho e deixar as guitarras de lado, mas isso não retira mesmo o mérito de um álbum que é ótimo e cheio do estilo já conhecido do Epica.

Unleashed

Martyr of the Free World

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6. Baroness – Blue Record

Outra banda que vem no mesmo caminho do Mastodon, e também com grande sucesso. Muitos chamam o Baroness de irmão mais novo deles, o que pra mim faz sentido em partes, mas não na totalidade, principalmente quando você começa a ouvir mais o som destas bandas e diferenciar uma das outras. O álbum é muito bom e tem várias músicas interessantes, com um tom um pouco mais hard que o Mastodon. Destaque para “A Horse Called Golgotha” e as “Bullheads” do início e final do álbum, ótimas músicas! Outra banda muito parecida e que toca este mesmo estilo é o Kylesa, que brigou ponto a ponto para entrar neste ranking, mas infelizmente teve que ficar de fora. Aqui tem uma música deles.

A Horse Called Golgotha

Jake Leg

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7. Shadow Gallery – Digital Ghosts

Não sei se muitos de vocês conhecem o Shadow Gallery e o falecido vocalista Mike Baker (que trabalhou no “The Human Equation” do Ayreon). O novo álbum “Digital Ghosts” é uma homenagem a Mike, que morreu em outubro de 2008 de parada cardíaca, e com isso carrega toda uma emoção única em suas músicas. Cada canção traz uma mensagem diferente dentro deste enredo e vocalistas convidados como Ralf Scheepers (Primal Fear) e Clay Barton (Suspyre) fazem toda a diferença. As músicas tem todo um toque progressivo (em muitos momentos próximo ao Ayreon), mixando diversas referências que passam pelo rock (se ouvir vai poder ver um pouco de Queen), heavy metal e power metal.

Strong

Venom


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8. Alestorm – Black Sails at Midnight

Claro que não poderia faltar aqui o “True Scottish Pirate Metal”. O Alestorm é uma das minhas bandas favoritas no cenário folk, trazem sangue novo para a cena e tocam uma música diferente, com histórias de piratas e melodias bem características do estilo bucaneiro de ser. Em alguns momentos é cativante, em outros é um pouco engraçado, mas é sem dúvidas épico, totalmente tr00! “Leviathan” é épica, “Keelhauled” é levemente divertida e “Wolves at the Sea” é praticamente um hino, então peguem suas garrafas de rum e tapa olhos e curtam um pouco do Alestorm.

Leviathan

Keelhauled


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9. Delain – April Rain

Esta é uma das minhas bandas favoritas com vocais femininos. O Delain tem todo um som especial que se diferencia da maioria das bandas do estilo, principalmente por não utilizar os vocais operáticos de bandas como o Epica e o Nightwish (antigo). Charlotte Wessels é uma vocalista muito talentosa que tem seu próprio feeling e dita com isso o som do Delain. Músicas como “Invidia”, “Stay Forever” e “April Rain” são das mais especiais e merecem ser ouvidas.

Invidia

Star Forever

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10. Powerwolf – Bible of The Beast

Para quem diz que não há novidades no Power Metal deveria muito bem ouvir o Powerwolf (e também a banda que está logo abaixo dela neste ranking, o Luna Mortis). É uma banda interessante e bem diferente por não utilizar apenas os recursos comuns do power metal, utilizando vocais um pouco mais agressivos e sinfonias em suas músicas. A banda tem um visual sombrio meio esquisito (quando vi, pensei que era uma banda de black metal) e as músicas tocam lendas comuns das regiões do leste europeu, em especial a do lobisomem, que atualmente é uma lenda que existe em quase todos os povos do ocidente (e não, eles não tocam metal cristão).

Prelude to Purgatory e Raise Your Fist Evangelist

Moscow After Dark

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11. Luna Mortis – The Absence

Como eu disse no comentário anterior, esta banda é especial. O som dela é muito parecido com o do Arch Enemy, fusionando aspectos do melodic death metal, progressive metal, power metal e thrash metal. O som deles é muito bom e fizeram um bom sucesso nos EUA com o lançamento de “The Absence”, primeiro CD do grupo. Confiram abaixo uma das músicas:

Forevermore

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12. Kreator – Hordes of Chaos

O ano de 2009 fechou a década marcando o retorno de diversas bandas ao estilo do thrash metal tradicional. O Kreator, uma das bandas que nunca desistiu e sempre se manteve no thrash metal, trouxe um dos melhores álbuns do ano e que merece ser ouvido.

Amok Run

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13. Dream Theater – Black Clouds & Silver Linings

O Dream Theater já é velho na área e todo mundo conhece. Alguns amam, outros odeiam, mas não podemos negar que eles têm sucesso naquilo que fazem. BC&SL é um bom álbum do grupo, com algumas músicas interessantes e com a marca registrada do grupo.

A Rite of Passage

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14. Dark Moor – Autumnal

O Dark Moor é uma banda espanhola que já está na cena há muito tempo. O som deles é um metal sinfônico com algumas características de power e que se especializou em fazer versões de música clássica ou ópera no metal.

Faustus

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15. Primal Fear – 16.6 (Before The Devil Knows You’re Dead)

O Primal Fear é uma das clássicas bandas do heavy/power alemão. “16.6″ é um ótimo álbum com um som bem característico do estilo alemão de fazer metal, mas bastante superior aos últimos lançamentos do grupo e merece ser ouvido.

Six Times Dead (16.6)

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1- Todos os satélites da Terra colocados em um super infográfico. Confira aqui.

2-Vejam o blog do meu parceiro Ravi Freitas, o Retardo Mental Grave (cliquem por sua conta em risco hahahahahahaha)

3- E a internet está pobre de links nos últimos dias…

Atualmente é interessante como a internet abre o baú. Este monte de memes, blogs, Twitter revelam sempre algumas pérolas antigas e fazem com que, num piscar de olhos, elas passem a ser novamente interessantes e legais. Com a música também não é nada diferente. Hoje um vídeo da década de 70 colocado no YouTube pode alcançar um novo sucesso quando cai nas mãos do público.

Beatles – “All My Loving”

Essa maravilha que você está ouvindo na voz – no caso, nas vozes – dessa loirinha de nome quase brasileiro, na verdade a origem é portuguesa, já foi vista por mais de 600 mil pessoas no YouTube. Julia Nunes, de 20 anos,  é uma cantora americana de Fairport, Nova York que faz um sucesso incrível no YT com vários vídeos em que ela faz covers de grandes clássicos – “You’re My Best Friend”, “It’s The End of The World as We Know”, e outros – além é claro de tocar músicas próprias que fazem ainda mais sucesso que seus covers. Para você ter uma ideia esse vídeo da música dos Beatles com ukulele (o cavaquinho havaiano) aparece antes do original no YouTube. Ela é loirinha, linda, talentosa e mostra que para fazer sucesso hoje talento de verdade basta. E quem ganha com isso sou eu, você, e um bando de gente que precisa, quer, e acaba descobrindo tesouros da história da música. Claro que os Beatles não precisam de publicidade nem de fama, mas sem dúvidas Julia Nunes mostrou para muitos jovens de hoje que a música do quarteto de Liverpool vale muito mais que qualquer bandinha atual.

Weezer – “Say It Ain’t So”

O Weezer ganhou um empurrão com o sucesso dos jogos Guitar Hero e Rock Band, onde as músicas do grupo foram consideradas algumas das preferidas pelos jogadores. Não que a música já não seja conhecida por si só, mas um single lançado há 16 anos não é comum nas playlists dos jovens por todo o mundo. A aliança YouTube e games fez muito bem para o grupo – o vídeo da música “Porks and Beans” teve mais de 18 milhões de exibições no site de vídeos – e trouxe de volta “Say It Ain’t So”, um clássico do início da década de 90.

A-ha – “Take on Me”

Um single de 1985 que teve grande sucesso. A banda norueguesa A-ha nunca imaginaria que seu single voltaria à tona graças a um viral promovido na internet. Comediantes resolveram colocar no ar o clipe do grupo de uma forma um tanto inusitada, ao mudar as letras da música para que elas se encaixassem perfeitamente no vídeo. Assim, “Take on Me: Literal Version” foi criada. Aqui no Brasil o clipe não atingiu o público, mas vale a pena ser visto, principalmente para aqueles que entendem o inglês.

The Knife – “Heartbeats”

Essa é outra que não ficou famosa por aqui no Brasil, mas merece ser citada. The Knife é uma banda sueca de música eletrônica que está na ativa desde o final da década de 90, e nunca teve chance de fazer parte do mainstream. Isso antes de 2006, quando o músico José González resolveu fazer um cover acústico da música “Heartbeats” para seu álbum “Veneer” – o álbum foi lançado em 2003 na Suécia, mas só alcançou o resto da Europa e EUA no final de 2005. A música de González foi para um comercial da Sony que nunca passou nos EUA, mas fez sucesso com o vídeo no YouTube e em vários outros sites. A fama do The Knife cresceu e músicas do grupo são usadas atualmente em séries como CSI: Nova Iorque e Entourage.

Rush – “YYZ”

Francamente eu acho que eu não preciso falar muito do Rush. Quem conhece sabe que esta é uma das maiores bandas de rock progressivo de todos os tempos, e o som deles inspirou grandes bandas do metal progressivo como o Dream Theater. “YYZ”, música instrumental do álbum “Moving Pictures” de 1981, é uma das mais difíceis de se tocar no Guitar Hero e no Rock Band. A música ainda ganhou mais notoriedade da ala nerd quando um rapaz chamado Freddie colocou no YouTube um vídeo dele detonando com a música no modo “Expert” sem nenhum erro. O vídeo já tem mais de 6 milhões de visualizações, e coloca o Rush novamente na cabeça dos jovens.

Europe – “Final Countdown”

O Europe é uma das bandas mais famosas da Suécia. Reconhecidos em todo o mundo, “Final Countdown” é, sem sombra de dúvidas, a música mais importante do grupo, um hino internacional do hard rock. A notoriedade da web veio com um cover horroroso que começou a circular no YouTube, feito por uma banda chamada Deep Sunshine. O vídeo alcançou mais de 1 milhão de visualizações e tirou do Deep Sunshine qualquer possibilidade de fazer um show que tenha publico maior que a família dos integrantes.

Daryl Hall & John Oates – “You Make My Dreams”

Essa música eu não conhecia, nunca vi mais gordos Daryl Hall e John Oates, nem nada disso. Mas a presença do ilustre Keyboard Cat me fez ver este vídeo. No YouTube a gravadora idiota Warner Music Group retirou o som do vídeo porque eles são frescos, mas aqui você pode ver ele com som. Mesmo com a incompetência da gravadora ao impedir que a música de Hall e Oates seja conhecida pelos jovens do mundo inteiro, o vídeo foi um sucesso e merece destaque.

Rick Astley – “Never Gonna Give You Up”

Esse sem dúvidas não poderia faltar. Falar de fenômenos da música na internet sem citar Rick Astley é a mesma coisa que falar dos maiores craques do futebol e não citar o Pelé. A música é melequenta, o vídeo é tosco, mas quem nunca sofreu um belo Rickroll que atire a primeira pedra! Sempre presente nas comunidades do Orkut e no Twitter com mensagens fantásticas como: “Veja agora fotos da Gisele Bundchen pelada, nua, sem roupa” ou outras coisas impossíveis de se ver na vida. Eu sei que você não vai querer ver esse vídeo nem a pau, mas ele está aqui para decoração.

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1- O texto acima foi escrito por mim e adaptado de um artigo da CNET News.

2-Agradecimentos ao mestre Pedro Turambar que cedeu suas palavras para o trecho da Julia Nunes.

3- Já visitou o Wiiarenerds?

4- Outras super músicas você pode conhecer aqui, no Crepúsculo, e também no Sanfonas do Tinhoso.

Conforme notícia publicada no Whiplash por este aqui que vos fala, a banda de metal progressivo Dream Theater está dominando as paradas no mundo inteiro com o novo álbum, “Black Clouds & Silver Linings”. Dentre as principais posições, se destaca a liderança no top100 de vendas ne Europa. Além disso, a banda já registrou a venda de 10 milhões de cópias.

Certo, e o que tem isso? Nada, além do fato do álbum do Dream Theater ter escapado na internet mais de um mês antes do seu lançamento oficial. Ele foi lançado oficialmente no dia 23 de junho. Em uma pesquisa rápida, encontrei em um blog a data 22 de maio com um link para download – foi lançado bem antes disso.

Como a indústria fonográfica explica uma ação como esta? Um álbum lançado na internet com tanta antecedência, de acordo com eles, acabaria por destruir o lançamento e derrubar as vendas. Foi com este mesmo argumento que o álbum do Yeah Yeah Yeahs, que iria ser lançado dia 16 de abril, foi adiantado quando escapou na internet.

Está na hora de deixar claro algo simples, e que o caso do Dream Theater somente realça ainda mais: os downloads “ilegais” não fazem mal a música. Pelo contrário, eles colocam os álbuns na sua devida proporção e capacidade, além de mostrar que os fãs estão dispostos à pagar para comprar apenas as músicas e álbuns que valem a pena. Mesmo com a diminuição mundial de vendas de CDs, alguns grupos ainda conseguem ter resultados acima da média. Destaco dois pontos:

  1. Os fãs consideram válido ajudar as bandas que gostam e/ou mostrar seu apoio;
  2. Os fãs acham que a qualidade das músicas do álbum é boa, e vale a pena gastar para ter o original completo ao invés de comprar apenas singles.

Além disso tudo, grandes bandas já deixaram claro que não ganham mais dinheiro com lançamentos de álbuns, como o Queensrÿche e o Def Leppard. As vendas de álbuns diminuíram, a venda de singles via internet aumentou. A disponibilidade de álbuns e de música também aumentou consideravelmente. Em uma notícia que li em um site estrangeiro que fala sobre negócios na área da música (me desculpe, mas não consegui achar o link original, ainda…) foram lançados, somente no Reino Unido em 2008, em torno de 30 mil álbuns. São muitos gêneros, muitos estilos, mas 30 mil é muita coisa. É uma grande competição pelo nosso dinheiro, e os álbuns ainda concorrem com DVDs, games, shows, teatro, cinema, etc. Unindo isto aos problemas da crise, à população que gastou menos este ano e cortou principalmente no lazer, você já sabe o resultado…

Há muitos lados nesta questão. Não é simplesmente baixar ilegalmente as músicas que acaba com o lucro da poderosa indústria fonográfica ou dos artistas. A competição aumentou, a indústria fonográfica não se preocupou em oferecer produtos mais interessantes com preços menores, a indústria do entretenimento cresceu de maneira gigantesca nos últimos anos e também pegou uma parte do bolo. Os downloads diminuem as vendas? Será que cada download ilegal se tornaria uma venda não concretizada? Se eu não pudesse baixar arquivos e/ou conhecer novas bandas, eu nunca gastaria meu dinheiro com elas. Não compraria um disco de 30, 40 reais de um grupo desconhecido. Nunca gastaria 100 reais em um show de uma banda da qual eu não ouvi as músicas. O jogo da indústria é apenas para os grandes.

Para a maioria arrebatadora dos artistas, entre eles se encaixam 99% de todas as bandas nacionais de rock e metal, esse não é um bom jogo. Os artistas deveriam aprender com pessoas como Trent Reznor do Nine Inch Nails. Ofereçam suas músicas gratuitamente ou por custos muito baixos, ofereçam produtos alternativos, criem álbuns de maneira rápida e com baixo custo, criem uma base de fãs.

Eu mostro: conversei com Paulo Melo, vocalista da banda Rising Cross, uma pequena banda de metal de Goiás. O grupo gastou menos de 5 mil reais para produzir um álbum. As gravações de todas as músicas, incluíndo produção e mixagem, saiu por 3 mil reais e estão, na minha humilde opinião, em nível altamente profissional. É um custo baixíssimo, são 500 CDs por 10 reais cada… um showzinho, você toca a música, oferece o CD, faz um marketing pela internet, anuncia novidades do grupo por sites como o Whiplash e o Zona Punk, blogs de música bons como o Digital Alternativa ou o Hit na Rede (o autor deste artigo também está sempre disposto à divulgar bandas que ele gosta).

Será que é tão difícil para a indústria ver o cenário como um todo ao invés de olhar apenas para um pequeno pedaço dele? É tão difícil para os artistas independentes empreenderem novas visões de mercado e buscar novas alternativas de lucro? A internet veio para ajudar, não dificultar.

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1- Se você é fã de metal, baixe o EP do Rising Cross, “Trumpets of Victory”. Ele foi disponibilizado pela própria banda, vale a pena. Clique aqui.

2- As melhores notícias sobre os movimentos da indústria fonográfica você encontra no Remixtures. Destaque especial para a notícia sobre o futuro do Pirate Bay.

3- Já que estamos falando em música e inovação, o jogo Rock Band resolveu criar uma plataforma para que artistas coloquem suas próprias músicas no jogo e vendam em uma loja. Matéria aqui.

Pois é, o ano ainda não terminou mas dúzias de ótimos trabalhos estão sendo lançados. Eu poderia fazer uma lista única no final do ano com tudo o que eu vi, mas achava que isso retiraria boa parte do material de qualidade que temos no cenário do rock e do heavy metal atualmente.

Nesta lista estão os melhores clipes que eu assisti até agora este ano. Realmente o metal anda com ótimos vídeos, mas os clipes do Rock internacional andam muito ruins. Não sei realmente o que houve até agora, que nenhum clipe decente conseguiu emplacar. Muitas bandas que lançaram álbuns também não deram sinais de que lançarão vídeos. Não sei se é a cultura dos vídeos que anda morrendo ou se é a época de crise na qual estamos passando, que acabou cortando investimentos nesta área.

Mas bem, aqui está minha lista dos 10 melhores clipes deste primeiro semestre de 2009, confiram, assistam, e se gostarem, busquem os álbuns. Valerá a pena.


Kamelot – Love you to Death

Do super álbum lançado no ano passado, “The Ghost Opera”, saiu este super clipe com a música “Love You to Death”, para comemorar um álbum ao vivo lançado pela banda este ano. Acho que o título da música diz por si só o que se passa na história. Para mim este é, até agora, o melhor clipe do ano.


Mastodon – Oblivion

Do aclamado “Crack the Skye”, o Mastodon lançou dois ótimos clipes. O primeiro aparece aqui na segunda posição, e conta a história dos quatro membros da banda perdidos no espaço consertando não sei o que, e então aparecem “miragens” e eles vão morrendo um a um. Isso mostra para vocês da NASA: nunca enviem uma banda para fazer o trabalho que um astronauta pode fazer! Mais informações sobre o álbum deles podem ser vistas neste texto.


Eluveitie – Omnos

O ótimo clipe do Eluveitie em terceiro lugar. Adorei esse vídeo, como já disse no post especialmente escrito para o álbum. Recomendo que conheçam. Ah! E tem também este clipe com a versão metal da música no YouTube, com direito ao clipe sincronizado.


Delain – April Rain

Ótima banda holandesa, a bela Charlotte Wessels no comando com uma voz poderosa e uma bela alegoria em um super clipe, nada mais a dizer.


Mastodon – Divinations

O Mastodon conseguiu, no meu ver, fazer um super trabalho com os vídeos. Por isso os dois estão entre os melhores. Um super vídeo, com alguns efeitos especiais meio toscos, mas mesmo assim muito bem produzido.


Dream Theater – Rite of Passage

Acho que não preciso falar nada desta banda, o Dream Theater já é bem conhecido para necessitar de apresentações. O clipe é muito bem feito, a música não é nada mal, e o que saiu deste conjunto é, mais uma vez, um ótimo trabalho. O tema principal deste single é a maçonaria, e o Rito de Passagem é uma espécie de “ritual de iniciação” da ordem. Agora, se ele é realmente assim, não sei dizer.


Amorphis – Silver Bride

Uma das bandas que realmente me espantou neste início de ano. Uma ótima música, com toques sombrios estilo Opeth e uma ótima história. Mais uma banda que merece ser super bem citada. No meu ver, neste caso, a música do álbum é um pouco melhor que o vídeo, pois não engoli o tiozinho barbudo ferreiro no meio daquele fogo todo. (Uma resenha detalhada pode ser vista aqui)


Stratovarius – Deep Unknown

Eles retornaram das cinzas como a “Phoenix”. O Stratovarius pode ter perdido Timo Tolkki, mas não perdeu a força e a pegada. O álbum não é de todo ruim, e a música selecionada no clipe é sem dúvidas uma das melhores, me lembra muito os bons e velhos tempos do que foi uma das melhores bandas de metal da Europa. O clipe não é tudo isso, mas a música contou uns pontinhos para colocar ele entre os dez…


Hammerfall – Any Means Necessary

Não preciso dizer nada do Hammerfall, esta é uma das ótimas bandas que eu ouvi, e o álbum é um dos melhores do ano. O clipe não é lá essas coisas e perde para as ótimas produções das primeiras posições, mas o contexto se encaixou bem afinal.


Europe – Last Look at Eden

O único clipe que não é de uma banda de metal na lista. O Europe já fez fama com um som dos melhores, e agora os suecos estão de olho em algo novo. “Last Look at Eden” é o videoclipe do novo álbum que será lançado em breve, e já é uma ótima prévia que me deixou bastante empolgado. Ele é bem simples, poucos efeitos, um pouco de efeitos “Mutantes”, mas vale a citação.

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1- Conheça os filhotinhos do Zakk Wylde aqui.

2- Resenha especial do novo álbum do Stratovarius, “Polaris”, diretamente no Whiplash.

3- Veja belíssimas guitarras customizadas pintadas a mão no blog Guitar Noize.

Depois de vender aqui um muito pouco o Eluveitie e mais outras 14 bandas (com essa não 15), estou aqui para falar do novo álbum do Mastodon, “Crack the Skye”:

O desenho por si só é fantástico! O Mastodon é o tipo de banda que consegue unir com ótima qualidade todos os conteúdos: as capas dos álbuns são bem desenhadas e se encaixam perfeitamente ao conteúdo do álbum, a música é bem feita e marcada pela imprevisibilidade do grupo, os vídeos são muito bem produzidos e eles ao vivo não fazem feio. Uma banda moderna que mostra o que o metal precisa atualmente, grupos que saibam fazer de tudo e que estejam prontos para mexer com a atenção do público não importa o que façam.

O som do último álbum tem um quê de Dream Theater, um bom metal progressivo aliado a uma história que só poderia ter saído da cabeça de um maluco. Porém, diferente do DT, o som do Mastodon tem um extra que o torna realmente superior. Se o Dream Theater é uma banda prog 1.0, o Mastodon sem dúvidas é um upgrade de ótima qualidade, pois funde elementos musicais do hardcore, punk, jazz, heavy metal e progressivo de maneira genial, o que torna o som deles caótico, mas sem deixar em momento algum de ser agradável.

Basicamente o álbum trata de um tetraplégico que descobre como fazer viagens astrais. Em uma de suas viagens ele se aproxima demais do sol, queimando o cordão que o prende a seu corpo, caindo no mundo dos espíritos, sendo enviado ao culto de Rasputin na Rússia czarista. Lá o espírito do tetraplégico prevê a morte do místico russo, que pretende usurpar o trono do czar. Rasputin, após ser morto, tenta guiar o espírito do homem de volta para seu corpo, mas no final eles encontram o Demônio, que tenta roubar suas almas e os levar para o inferno.

No meio desta história louca o som é distribuído de um modo confuso. Me lembra em muito a música clássica de grandes artistas como Beethoven, Mozart e Vivaldi. Realmente a música clássica tinha esse quê do imprevisível, do inesperado, das mudanças bruscas de tom, coisa que não vemos atualmente na música moderna, e o rock e o heavy metal não são diferentes. Isso me chamou muito a atenção para o Mastodon com o lançamento deste último álbum e por isso estou compartilhando aqui os dois clipes de “Crack the Skye”, que é de longe o melhor álbum da banda, vejam abaixo o clipe de “Oblivion”, primeira música do álbum:

Realmente não me lembro da última vez que vi videoclipes tão bons quanto este vindos de bandas norte-americanas. Atualmente são poucas as bandas que realmente conseguem me empolgar com os clipes, que sempre trazem uma história e não são apenas os caras batendo cabeça, todas elas interessantemente são europeias. Abaixo o clipe de “Divinations”, tão bom quanto o “Oblivion”.

Site Oficial: http://www.mastodonrocks.com
MySpace: http://www.myspace.com/mastodon
Last.fm: http://www.lastfm.com.br/music/Mastodon

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1- Se gostou do som, achou a música boa, ruim, uma merda, um lixo ou o que seja, deixe seu comentário. Sua opinião é muito importante para nós :D

2- O Korpiklaani lançou o videoclipe de seu novo single, “Vodka”, que fará parte do seu mais novo álbum, “Karkelo”, que foi lançado dia 26 deste mês. Vejam ele aqui.

3- Quem gosta de Blind Guardian vai sem dúvidas gostar do Witchking, uma banda polonesa de heavy metal que também toca sobre Senhor dos Anéis. O novo vídeo clipe deles, “And the Bearer Goes”, pode ser visto no YouTube.

4- Obrigado novamente a todos os leitores deste humilde blog pelas respostas que andamos recebendo de vocês nos últimos dias. Vocês são FANTÁSTICOS!