Como prometido em!

Antes do horário previsto… só porque é o primeiro.

***

Quando Jonas olhou para a pilha de pastas em sua mesa, soube que ainda teria mais umas duas horas de trabalho antes de poder finalmente ir para casa e dormir por um curto período antes de voltar para o escritório. Não que ir para “casa” era algo que realmente valia como um prêmio para ele. Morava em um quarto de hotel de quinta no centro da cidade, quarto que ele carinhosamente chamava de O Cu do Mundo. Não era nada reconfortante pensar que depois de mais de 18 horas seguidas de trabalho – pelo terceiro dia consecutivo – ele teria que voltar a aquele antro para tentar dormir em meio ao cheiro de mofo e mijo impregnado nas paredes do hotel.

Mas Jonas sabia, que tudo isso, a vida de merda que ele levava e o sofrimento de 3 anos, ele finalmente tinha a chance de conseguir a promoção que sempre sonhou e que sempre mereceu. Desde que entrou na empresa, com 23 anos, ele sempre fora um funcionário exemplar, errava pouco e fazia o trabalho dele e consertava o trabalho de outros. Como acontece com todas as raras pessoas que são como Jonas, ele jamais recebia o reconhecimento que deveria. Até que esse último projeto apareceu e conseguiu assumir toda a responsabilidade por ele. Na verdade, ficou com ele pois ninguém mais tinha a coragem de assumir o projeto, que era um risco para a empresa, mas que se funcionasse, renderia um contrato tão grande que o diretor geral disse a ele que ele se tornaria Diretor de Projetos no mesmo dia.

Tudo valia a pena, tudo. Era o sonho de todo mundo que ele conhecera, ter a chance de se por a prova, ter a chance de crescer por méritos próprios e começar a ganhar um salário maior que a maioria dos colegas juntos. Era a chance da sua vida.
Já passava da meia-noite e não havia ninguém na empresa, a única luz era a do monitor e do pequeno abajur da Baia 38, o lugar que Jonas carinhosamente chamava de Casa. Ele parou por um minuto, se esticou na sua cadeira e decidiu que poderia fazer um pouco mais de café e fumar um cigarro no banheiro do almoxarifado. Ninguém usava o banheiro do almoxarifado desde que Carlos Lacerda praticamente o destruiu, passando a ser chamado pelos queridos colegas de Carlos La Merda depois do ocorrido.

Quando Jonas estava no meio do caminho da cozinha, uma coisa muito estranha ocorreu. No início, ele não entendeu o que estava acontecendo, até que todas as telas dos mais de 120 computadores de repente acenderam ao mesmo tempo. O andar, que estava praticamente sem luz alguma, ficou completamente iluminado com uma luz azul. Alguns fones ligados nos computadores fizeram ressoas o som das centenas de Windows sendo iniciados. Jonas olhava sem acreditar e com uma sensação muito forte de que algo estaria muito errado que fazia com que ele sequer respirasse um pouco mais fundo.

Depois do que pareceu a ele duas horas, ele conseguiu se mover – lentamente – em direção a cozinha. Conseguiu de alguma forma colocar a máquina do café para fazer a mistura fraca que eles diziam ser café. Jonas não podia de forma alguma pensar que aquilo devia ser o cansaço e que todos os computadores da empresa simplesmente não ligaram enquanto ele ia para a cozinha. A luz intensa dos monitores brilhavam de tal forma que ele nem precisou acender a luz da cozinha. Na verdade, ele tinha certeza que ficaria extremamente apavorado se tentasse o interruptor e a luz não acendesse que decidiu que não precisava de mais uma dose de tensão.

No caminho de volta, com a garrafinha cheia e uma xícara de café quente e ralo nas mãos, Jonas ainda andava devagar, com medo não sabia ao certo de que, mas tinha a impressão que se andasse rápido ele provavelmente correria para outro estado. Ele não conseguiu depois se lembrar direito, mas mais ou menos no mesmo ponto em que estava quando os computadores ligaram, todos sem exceção desligaram ao mesmo tempo.

Jonas permaneceu imóvel. De certo modo, assim que os computadores ligaram, ele teve a sensação que todos desligariam assim que estivesse a caminho de sua mesa. Isso não pegou Jonas de surpresa, por mais bizarro que pudesse parecer. Não se preocupou com o trabalho inacabado. Havia salvo os arquivos antes de se levantar. O que realmente pegou ele de surpresa e o deixou tremendo tanto que ele duvidou que conseguiria segurar a garrafa e a xícara por muito tempo, foram os passos pesados que ele escutou em pelo menos 3 pontos do escritório.

Um dos passos foi logo atrás dele, e pela respiração pesada que ele ouviu em algum ponto acima do seu ombro esquerdo ele duvidou que o que quer que fosse que estava atrás dele, fosse humano. E o pior, tinha certeza que não era pequeno. E exalava podridão, sangue e morte.

O suor descia profusamente da testa e metade do café que havia na xícara estava nas suas roupas e no chão. A “criatura” que estava atrás dele apesar de poder fazer isso, não o estava atacando, apenas sentindo o seu cheiro. E Jonas sabia qual cheiro ele exalava fortemente naquele momento: puro e claro medo. Ele não sabia como, mas nem das janelas ele via qualquer luz, seja das estrelas ou dos postes. Ele se sentia dentro de uma caverna, ou em uma tumba, pensamento que ele rapidamente tirou da cabeça.

Sem perceber deixou a xícara se espatifar no chão. A luz de repente começou a voltar e em segundos o escritório estava da mesma forma como quando ele se levantara para fazer café. Jonas ainda segurava a garrafa térmica, mas a xícara estava em pedaços e havia café para todo lado. Suas roupas, já amareladas pelo intenso uso e pelo suor de cada dia, estavam grudadas no corpo. Ele tremia da cabeça aos pés.

Quando Jonas percebeu, ele estava de novo sentado na sua mesa, não conseguia pensar, simplesmente nenhum pensamento passava por sua cabeça. Tinha uma vaga lembrança do que estava fazendo ali na empresa até àquela hora, e não tinha nenhuma ideia sobre o que tinha acontecido momentos antes.
Jonas ficou ali parado por horas sem se mover, pelo menos pareceu a ele uma eternidade. Até começar a se mexer novamente. Foi ficando mais calmo, e voltou pegar os papéis e foi com o mouse até a pasta do projeto em que estava trabalhando no computador, tudo o que acontecera já parecia um sonho distante em sua mente. Até o momento em que ao abrir a pasta de arquivos, Jonas viu que a pasta estava vazia. Tudo que estava trabalhando havia semanas e intensamente nos últimos dias, se perdera.

Jonas perdeu o ar, procurou loucamente pelos arquivos. Nada, nenhum registro. Usou os programas que ele tinha para recuperação de arquivos deletados e nada. O computador estava dizendo a ele que aqueles arquivos nunca estiveram ali.

Jonas tremia, não de medo, mas de ódio.

Começou a gritar furiosamente. Seu mundo e sua mente se despedaçavam.

Virou sua mesa, e com o teclado destruiu completamente o seu computador. Levantou-se e foi em direção a porta para ir embora, ele sabia que se ficasse ali mais um minuto iria dar um jeito de explodir todo o andar.

Assim que colocou a mão na maçaneta, tudo ficou escuro novamente. O medo voltou como um soco no estômago e Jonas mal conseguiu se manter em pé. Tudo que ele pensava era, Me matem de uma vez! Por favor, me matem acabem logo com isso.

Ele conseguiu abrir a porta, saiu rápido para o corredor e foi direto para as escadas. Nem por um momento passou pela cabeça dele entrar no elevador. Jonas entrou e começou a descer as escadas. A empresa ficava no 8º andar e rapidamente ele chegaria à portaria do prédio. Prometeu a si mesmo nunca mais pisar naquele lugar.

Enquanto descia a razão começava a voltar e Jonas percebia que estava mais perdido que nunca. O certo seria voltar no outro dia e dizer o que tinha acontecido, tinham que acreditar nele. O que é que eu estou pensando? Nem eu mesmo acredito, eu nem mesmo sei o que aconteceu. Jonas então olhou para a placa na porta abaixo da escada: 3º Andar. Só mais um pouco, pensou ele.

Após descer mais três lances de escada Jonas nem olhou para a placa. Tentou abrir a porta, mas ela estava trancada, olhou para cima, mas seus olhos não acreditaram no que viram: 7º Andar.

Jonas foi se afastando da porta, olhou para baixo, no parapeito e depois para cima. Não viu nem fundo, nem fim. Desesperado, desceu pulando os lances de escada pelo menos 10 andares, olhou para a porta: 5º Andar. O peito subia e descia enquanto ele tentava respirar.

Subiu.

Chegou ao 8º Andar e girou a maçaneta. A porta estava trancada.

Gritou, desesperadamente e começou a chorar de desespero. O que estava acontecendo? Por que aquilo estava acontecendo com ele? Por que? O que significava aquilo? Pelo que exatamente estava sendo punido?

A essas perguntas, Jonas nunca conseguiu respostas.

A única coisa que ele conseguiu, foi parar com as perguntas. Ele conseguira, depois de muito esforço, rachar sua cabeça ao meio de tanto batê-la contra a porta do 8º Andar.

***

1 – Como esse é o primeiro conto peço um pouco de paciência. Prometo que vou melhorar com o tempo. Espero que gostem.

2 – Já tenho algumas histórias na cabeça para pelo menos 4 posts do Contos da Cripta, o que é bom, já que isso quer dizer 8 semanas sem me preocupar com o conteúdo dessa coluna. Se eu me empolgar, posso transformar isso em semanal, mas acho difícil.

3 – Olha, não sei vocês, mas eu piraria foda se isso acontecesse comigo.

desespero

Tenho a ligeira impressão de que a foto é um tanto pesada para o tipo de post, mas ilustra o sentimento. Não se precupe, daqui a pouco vou pedir para você subir o post e olhar a foto novamente. Você irá rir e depois você também irá para o inferno.

Meu caro leitor, prepare-se. Esse é mais um daqueles textos que você adora ler, ou seja, do tipo em que eu me ferro de verdade a história inteira, mas que no final dá tudo mais ou menos certo.

Como você sabe, pelo menos deveria saber (já que você se diz um leitor fiel a essa bagaça #brimks), que eu estou estudando de manhã neste período da faculdade. O motivo, é que eu tenho hora pra entrar no meu trabalho, mas como um bom diretor de arte fudido, jamais tenho hora pra sair. Então, ou era de manhã, ou não era. A mudança foi deveras repentina, e eu lógicamente me ferrei pelo fato de que acordar cedo pra mim é mais difícil do que estudar física quântica.

Bom, a minha Universidade tem um negócio que chama TIDIR (Trabalho Interdisciplinar Maldito Filha da Puta Dirigido) como eu estou indo pro último ano de faculdade e a partir de agora o negócio é o tal do TCC, fiz meu úlitmo TIDIR esse semestre. (Faça um teste: se você conhece alguém da UNA aqui em BH ou da Unimonte de Santos, diga a palavra “TIDIR” perto dele. Você vai entender o que eu estou falando) Então, o tidir é sempre… vamos dizer… desesperador. Principalmente pra mim, que tudo dá muita merda antes de dar certo na maioria das vezes.

Levei o tal tidir como sempre, na interfemural (leia-se nas coxas), última hora e tudo mais. Só que havia um problema, estudando de manhã, eu teria que terminar o trabalho em um horário que me possibilitasse imprimí-lo em uma gráfica. O problema é que como eu tinha que apresentar e entregar o trabalho ontem (terça-feira), eu tinha que terminá-lo na segunda no máximo até meio-dia. Coitado de mim.

Trocando 2 mil e-mails com o pessoal do grupo – tudo isso no meio do meu horário de trabalho – completa daqui, escreve um textinho ali, sobe duas páginas lá. Quando eu vi. 18h. TCHAM! Eu tinha que entregar o trabalho e aprentar no outro dia às 8 da matina. EAGORACARALHO!? Comecei a ligar para gráficas como louco, as que atendiam diziam que não estavam atendendo mais. Não perdi a calma. Mas mandei um e-mail pro grupo para avisar. Falando que talvez não conseguiríamos imprimir o trabalho.

A reação deles? Bem, olha a foto lá em cima de novo.

Fim do mundo, e-mails desesperados e eu nem tinha começado a pensar em talvez como iria fazer a apresentação para o outro dia. Caro leitor, não aprenda a ser diretor de arte, sua vida estará condenada. Falo sério. Bom, voltando a história, vi uma luz no fim do túnel. Cléber da CTRL P, mas conhecido hoje – por mim – como São Cléber O Santo das Impressões Impossíveis. [Aqui vale lembrar que eu já tinha ligado para a CTRL P - que é uma gráfica parceira do Grupo Open aqui, eles realmente fazem coisas impossíveis -, mas o cara de lá disse que era impossível e tal, que eles estavam garrados que não ia ter jeito]. Eu tenho o Cléber no msn, então fui falar com ele. Ele realmente disse que não iria dar e tal. Aí sim eu fiquei desesperado. (veja a foto novamente). 

Já estava inventando as mais sinistras mentiras para os professores da banca no outro dia. Quando resolvi tentar de novo com o Cléber, em lágrimas é claro. Expliquei como seria a impressão (já eram 19h30), e São Cléber, vendo o meu desespero disse que faria.

Foi gol mano. Golaço. Mandei um e-mail tranquilizando a galera. E mandei o arquivo pro Cléber por MSN. Como eu tinha que sair para levar uns pacotes pro povo lá, deixei enviando o arquivo e saí. Deixei meu celular com ele caso acontecesse algo. Alguns minutos depois, já voltando para Open, o Cléber me liga dizendo que o arquivo cancelou, e que era pra eu enviar de novo. Merda de MSN, pensei. Voltei pra Open e constatei o pior: a internet tinha caído.

aimeudeus

- GENTEAINTERNETCAIU!~?!??!?!

- Caiu.

- PUTAQUROAPARELPORRA!A??A?A FODEUFODEU

- Pois é…

A internet não voltava por nada. E São Cléber me ligando dizendo que seus outros fiéis não poderiam ficar na mão por minha causa. Eu não posso ser tão azarado assim! A solução foi ligar pro meu irmão, pedir pra ele entrar no meu e-mail, e ecaminhar o e-mail com o arquivo pro São Cléber. Deu certo. Logo depois disso, a internet volta.

AMURPHYSEUVIADO!

O problema, é que meu problema ainda não estava resolvido. Eu tinha que fazer a apresentação do trabalho. Fui pra casa, sentei no computador e soltei um.. “Ah neeeem”. Tirei um cochilo, fui acordado pelo meu irmão chegando da rua com um “Vai dormir na sua cama velho…” “Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse”.

Comecei a fazer a apresentação era uma da manhã. Terminei às 5. AGORA EU TE PERGUNTO! COMO DIABOS EU IRIA ACORDAR PRA APRESENTAR O TRABALHO!?!?>!>!

Quando fui dormir, mandei uma mensagem desesperada pro Tiago e pro Rodrigo. Pedindo pelo amor de Deus para me ligarem até eu acordar. Bom, me ligaram só 20 vezes até eu conseguir acordar, e sem motivo aparente eu estava com o celular na mão em baixo do travesseiro. Sim, eu não comando meu próprio corpo 100% do tempo. Já era 7:30 quando consegui acordar, tive que pegar um táxi até a Serraria Souza Pinto no maldito evento da faculdade para as apresentações do TIDIR. Entreguei tudo, apresentamos o trabalho.

Nem preciso dizer que passei o dia de ontem (quarta) como um zumbi.

E pensar que ainda tenho 3807u298 trabalhos da faculdade pra terminar…

Tremo só de pensar nas merdas que podem acontecer.

***

1 – Visitem o Palavra Ácida do Will que está de Mimimi comigo.

2 – E visite também o Blog do Grupo Open.

o grito

Era mais ou menos assim que eu estava me sentindo. Alguns que me seguem no Twitter estão acompanhando meu desespero nos últimos tempos, eu simplesmente não estava recebendo updates. É o seguinte, de um dia pro outro escablahflactabum! Nada, zero twitts. Estava lá trabalhando e dando umas olhadas pro twitterfox que não levantava a plaquinha por nada, soltei um típico uai. Fui conferir, nada. Fui na home do twitter e NADA! Pultaqueoparilcaralhoqueporraéessa!?!?!? Não apareciam os updates de ninguém que eu sigo, nem os meus. Foi aí que a mais nova epopéia de Pedro Turambar começou.

Na hora achei que era só um biziu do twitter, achei que o pássaro azul resolveu tirar algumas horas de descanso. Ok, merecido. Resolvi twittar e ver o que dava. Foi aí que eu vi que o problema era meio sério, porque o pessoal via normalmente o que eu escrevia, mas eu não via ninguém. Descobri que eu só via os replies e as DM. Menos mal. Ainda poderia me comunicar com meus seguidores. Nesse dia eu fui levando tudo na brincadeira.. até elaborei uma teoria sobre o twitter – é leitor, mais uma.

Como eu já estou em um ritmo bem maluco há um bom tempo, vinha twittando da mesma forma que twittei quando minha conta estava com esse problema. Eu nunca olhava os updates, só olhava se alguém tinha falado comigo e vez ou outra twittava alguma besteira. Ou seja, com ou sem updates do povo que eu sigo, estava sendo a mesma coisa. O que me levou a pensar que muita gente deve fazer o mesmo. O que me leva a crer mais ainda que o twitter não é nada mais que um monólogo egoísta em que o que importa é se o povo vai pagar pau pelas besteiras que você fala.

Claro que com as proporções bem guardadas, o twitter me ajuda muito em muita coisa e já recebi diversas dicas legais, idéias para post e é um canal que eu posso conversar com os leitores tranquilamente. Mas parando para pensar e inventando números, diria que uns 70% do tempo gasto no twitter é totalmente monólogo massageador de ego os outros por centos ficam para RT`s, conversas, dicas, links e mimimi. O que não me impede em nada de gostar tanto desse negócio a ponto de me sentir angustiado por não ver os updates ali. Fiquei realmente puto com isso. E fiquei mais puto ainda pelos filhas das putas que inventaram esta merda não ajudarem em porra nenhuma a resolver o meu problema.

*Calma Pedro.

Ok. Você que usa o twitter tá aí, twittando, muito bonito, muito bacana… mas… como faz para mandar um e-mail pros caras. Você sabe? Pois eu não sei. Até hoje, e aparentemente ninguém sabe, já que dos 1000 seguidores que eu tenho uns 400 pelo menos leem o que eu escrevo não sabiam como contactar o grande pássaro. Tem lá um Help não tem? Esqueça, serve pra merda nenhuma aquele negócio. Primeiro, se eu não soubesse inglês eu estaria até agora sem saber o que fazer. Segundo, eles te tratam igual a um retardado lá. Terceiro, eu demorei uns 5 dias só para descobrir QUAL ERA O PROBLEMA! E quando eu descobri, fui no Help, direto no tópico criado para e problema e… O TÓPICO ESTAVA APAGADO MALANDRO! É para ficar puto ou não?

O pouco tempo livre que eu tinha na internet, estava me esforçando para resolver essa merda – mais um dos motivos para não postar – e eu não encontrava nada. Nem no Óraculo eu encontrei algo que realmente ajudava. Mano, se nem no Google tem é porque já era. Fui perseverante no Grande Pai, passando página.. e tal, até que encontrei uma luz. Era um tópico de discussão, o nome é Get Satisfaction – mais uma rede social -, serve (eu acho) para você dar uma de bebê chorão reclamando de alguma coisa e algumas boas almas vão lá e te ajudam. Fiz uma conta, um tópico e fiquei esperando igual a um palhaço.

Hoje de manhã dei um basta nessa porra e estava decidido a criar uma nova conta, seguir todos que eu seguiam e falar para os que me seguem me seguir na outra.. aquela chatice toda que eu odeio. Igual nego que faz trocentos MSN, toda semana vai lá “Oiii meu msn agora é maedoguarda@hotmail.com, add lá” não, não vou add porra ninhuma, grato.” Até que eu resolvi tentar pela última vez. Procurei denovo, procurei, achei que tinha achado até que achei mesmo uma luz. Um camarada lá – @paulos72 se não me engano – tava com o mesmo problema (que eu acho que não citei, mas era Frozen Timeline) No tópico ele diz o mesmo e tal mas um cara que trabalha no Twitter respondeu ele com o mesmo papinho furado “vai no Help e não sei oq.” Otários.

Eis que @paulos72 diz que conseguiu resolver o problema apenas colocando protect my updates e depois colocando unprotect my updates. Porra, não é possível que era tão simples assim. Fui lá e tentei… não aconteceu nada. Frustrado comecei a fuçar, troquei meu nome real, troquei o fuso horário, e me lembrei dum papinho lá do Help, de uns nego que tinham que dar unfollow em algum usário que estava com não sei oq. Fui lá nos últimos que eu segui e dei unfollow nos últimos – antes do problema começar. Eram dois. Um negócio GuardMother Twitter (que eu não me lembro de ter seguido) e a Cátia Carvalho (atriz pornô underground, galere do shake hand conhece). Depois que fiz isso, fui ouvir o Nerdcast, depois saí para almoçar, voltei e dormi a tarde toda.

Agora a noite, fui sentar aqui e loguei no TwitterFox só por mania e não é que os twitts voltaram? Não sei se foi a dica do Paulos72 ou se foram os profiles que eu parei de seguir, só sei que por enquanto, tá tudo funcionando normalmente. Aguardamos cenas dos próximos capítulos. Mas fikdik, não sigam atrizes pornôs desconhecidas do grande público e nem profiles americanos suspeitos.

***

1 – I`M BACK.

2 – Quem diria, titio Cardoso fez um post bonitinho.

3 – Façam um favor a vocês mesmos, acessem o Capinaremos. O Gato Festeiro tá demais. ahahahahhaha


Como o Pedro já disse a gente não sabia de nada! Eu juro!

Eu não costumo abrir o blog logo cedo. Vejo meus emails (pessoal, serviço), leio meus recados no orkut, twitter, encho minha garrafa d’água, ligo pra casa pra falar que está tudo bem, junto meus papeis, anoto o que tenho que fazer, leio algumas notícias e DEPOIS eu vejo o blog.
Não sei por qual razão eu entrei no blog logo cedo. 6º sentido, só pode! E comecei a ler como quem esperava um bom texto do Neto.

Li uma vez o primeiro parágrafo e parei. Li de novo. Li mais uma vez. Achei que eu ainda estava dormindo e, claro, estava vendo coisa. Continuei lendo. Li até o final. Voltei e li novamente.
Levantei, lavei o rosto, tomei uma água, voltei para o computador e li com cuidado. É, eu não estava dormindo.

E senti como se tivesse levado um tapa bem dado no rosto. Doeu. Não era verdade, não podia ser verdade, mas o Neto não ia brincar com uma coisa séria (ô ingenuidade!). Incrível como eu me apego a uma pessoa que só conheço virtualmente.

Depois fui conversar com o Neto, falei o que eu achava dele, o que admirava nele. Eu aprendi que a gente não deve deixar pra falar da pessoa depois que ela se vai, mas eu ainda assim demoro pra demonstrar e senti que se não falasse logo, não falaria nunca mais.
Falei tudo, fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Apesar da pose, eu sou menininha, gente! Eu já cheguei ao cúmulo de chorar vendo foto de criança.
Não conseguia mais trabalhar, não me concentrava, só pensava no Neto…pensava que ele é um cara que eu queria conhecer pessoalmente e se não o fizesse logo, não teria outra oportunidade.
E eu nem imaginava a verdade…

Depois que o Neto contou no msn para mim e para o Diego eu pensei seriamente em conhece-lo pessoalmente. Eu iria até Minas só para fazer uma visita para o Neto e dar um tiro na porra do tumor dele! O sangue subiu. Eu fiquei puta!
Como mulher eu comecei a pensar na mãe dele e o quanto ela deveria estar desesperada. Eu já teria arrancado o Neto do serviço e iria procurar o melhor tratamento, nem que eu me afundasse em dívidas.

Minha cara com a notícia

Incrível como as pessoas se desesperam com a morte. Incrível como me bateu um sentimento materno nessa hora. Era injusto alguém tão jovem morrer.
E pra ajudar…uma semana antes eu descobri que um conhecido meu havia falecido por causa de um acidente com gás. Ele era amigo de uma amiga minha e apenas um conhecido meu. A gente chorou horrores. Eu estava inconformada como uma pessoa com a minha idade, cheio de vida, cheio de vontade de vencer não estava mais entre nós.

Aí eu entro no blog e vejo que alguém que eu conheço MAIS do que esse rapaz estava para morrer. Pronto, bateu o pânico!
Eu nunca xinguei tanto alguém quanto xinguei o Morto. Nunca quis bater tanto em alguém como quis bater no Moribundo. Acho que tanto o Zumbi, quanto o Diego ficaram com medo de mim!
Ele explicou, eu não queria entender e só pensava “quando o Pedro descobrir, fudeu!”

E o chefinho descobriu. E teve uma reação pior do que a esperada. Nessa hora eu até acalmei e aí comecei a compreender o que o Morto queria. Realmente ele estava certo no post dele, e acredito até que eu não precise falar mais nada a respeito..tanto ele quanto o Pedro já falaram.

A conclusão é: quase ninguém sabe lidar com a morte quando é por alguma razão “natural”, mas ninguém liga quando a vontade de matar o Morto fala mais alto XD


  1. Pra passar a raiva, um texto muito bom. Ri pracaraleo!
  2. Corinthiano é foda. Mal ganharam a taça e já estavam derretendo pra vender
  3. Um dos comentários na explicação do Morto falava sobre “Enfim, esse lance de “Meu Crepúsculo” é sério? as pessoas vão poder contar suas histórias?”. É de se pensar, viu? Mas só verdades agora ;)

(foto deste post aqui – quase o mesmo tema)

Prepare-se, você está prestes a entrar num mundo fantástico de bravura, medo, aflição e da eterna luta da Luz contra as Sombras. Tá, nem tanto. Esta é uma pequena história de um cara que tem medo de altura, uma preguiça imensa de trocar lâmpadas e de um maldito controle remoto sumido.

Como eu disse aqui, moro sozinho desde janeiro de 2007. Desde então tenho passado por privações incomuns à vida que eu levava antes. Coisas como lavar roupa, lavar vasilha, colocar o lixo para fora, varrer – VARRER – uma casa, fazer (tentar fazer) comida e é claro… trocar lâmpadas. Por escolha do destino – ou do meu irmão que escolheu este singelo apartamento para viver – eu moro em um prédio que pelas minhas contas foi construído em 1614. Portanto tudo no prédio é antigo, incluindo sua fiação.

Nada mais comum do que chegar em casa, acender a luz de qualquer cômodo e… TUPLOFT! A lâmpada queimar. Já devo ter comprado mais lâmpadas que uma pessoa já comprou a vida toda, não, não estou brincando. Juntando meu medo de altura – SIM, a altura de um tamborete para mim é altura – com a minha preguiça latente, eu jamais troco as lâmpadas aqui em casa. Tarefa para o meu irritado irmão que toda vez que ele tem que fazer isso, faz questão de declamar suas palavras nefastas contra mim.

Eis que um dia desses, eu cansado de ouvir a ladainha de sempre, resolvi trocar uma das malditas lâmpadas, acho que foi a do banheiro, que queima de 2 em 2 semanas. Neste dia, para minha felicidade extrema, descobri que não alcanço nenhuma das lâmpadas! Em júbilo completo, disse pomposamente para meu irmão que eu não alcançava as lâmpadas e que não poderia nunca trocá-las. Evitei ter que subir em tamboretes tremendo feito vara verde e ainda por cima me livrei dos sermões.

Até que… meu irmão viajou a trabalho. Ele sempre viaja, mas desta vez foi por muito tempo. O Puto está em Salvador, trabalhando… é trabalhando, mas você sabe: Salvador + Carnaval = trabalho + putaria + diversão + loucura + tudo mais. Eu sou meio azarado, logo Murphy me ama. Dois dias depois de ele viajar, já contabilizava 3 malditas lâmpadas queimadas e uma que voltou à vida – Graças a Deus. A lâmpada que voltou a vida milagrosamente é uma das mais importantes, a do banheiro. Em contrapartida perdi outra muito importante, a da sala de televisão.

Passaram-se mais dois dias até que eu perdi o controle da televisão. Procura, procura, procura, procura e nada. Sem luz na metade da casa, sozinho, carente, triste, cansado pra caralho e ainda por cima sem a merda do controle remoto.

Desde quarta vim observando a luz da sala, na esperança dela voltar à vida. Nada. Foi aí que percebi que a lâmpada ficava presa num negócio de lustre, pensei na hora “Acho que eu alcanço essa merda aí em!”. Cheguei da agência hoje decidido a fazer a troca. Como eu disse sou preguiçoso, e já fiquei meio sem vontade de ir até a padaria comprar uma lâmpada. Até que por ‘sorte’ encontrei uma lâmpada que funcionava no quarto do meu irmão, um pequeno abajur.

Fui tomar banho antes, e no meio do banho comecei a pensar “É só eu subir na mesa de centro, pisando no canto de madeira e trocar… é tranqüilo”, mas aí surge uma segunda voz:

“É sobe lá sim, a mesa pode quebrar junto com o vidro e você rasgar a perna”

“Deixa de ser paranóico… bem, pode acontecer, mas é só gritar para Dona Zéu chamar o SAMUR”

“Vai acontecer nada não seu maluco!”

“Aaaa, sei lá viu… não to afim de rasgar a perna estando sozinho”

“Seu idiota, desde quando alguém está afim de rasgar uma perna? De qualquer maneira, você ainda pode tomar um choque, cair e bater a cabeça”

“Putaquepariu!”

Saí do banho com a certeza que não ia trocar nunca aquela merda de lâmpada. Só que também estava cansado de comer no escuro – o que convenhamos é uma merda também, sempre imagino que posso comer um inseto, sei lá, sem ver – e queria achar o maldito controle remoto.

Como sou um homem e não um rato. Peguei a lâmpada e fui decidido, liguei a TV para dar uma luz, abri a janela caso precisasse gritar por ajuda e subir na mesa de centro. Na boa, quase me caguei de medo. Veja bem, a mesa deve ter um 40 centímetros de altura, mas eu não conseguia parar de ver as juntas se abrindo e pregos rasgando minha perna. Tremendo igual naturista no pólo norte, olhei pra cima e vi que além de tudo teria que me envergar para trás para conseguir trocar o negócio. Desisti aí.

Desisti da mesa, fui até o banheiro e peguei o tamborete onde ficam as ‘leituras’ de banheiro e fui para a sala. Subi rapidamente, troquei a merda da lâmpada, desci, bati no interruptor e voilà a luz acendeu. Incrível como a gente perde o medo quando está extremamente puto com alguma coisa.

Mas a história não acaba aqui. Ainda faltava o controle desprovido de graça – vulgo desgraçado. Resolvi lançar um desafio no two eater. Voltei para a sala, procurei embaixo das almofadas como disseram @rafaelpbc e @festerblog, olhei na geladeira embaixo da margarina como palpitou o @jottape, pedindo a São Brito – coisa do @rodrigobarba – procurei atrás do sofá e por conseguinte embaixo dele como havia dito o @justplay. Não dei os três gritos para São Brito, mas achei o danado. Embaixo do sofá.

Feliz da vida fui até a padaria comprar um mega sanduíche-íche, mas morrendo de medo de ouvir um TUPLOFT, quando voltasse.

***

1 – Ao ganhador do desafio eu prometi links a semana toda aqui no blog, apesar do que o RR diga, ninguém acertou em cheio. Mas argumentou que atrás do sofá é o mesmo que embaixo do sofá, então visitem o Justplay – que ganha link aqui de qualquer jeito.

2 – Além disso agradeço aos participantes, Rodrigo, Rafael PBC, Diego e Jotta.

3 – Mais mimimi sobre post pago, o post do RafaBarbosa diz tudo.