Ser de outra cidade não é fácil. Você não conhece os lugares, não conhece as pessoas e não sabe o que fazer. E por mais que você explique isso, parece que as pessoas não entendem.

Você parece fazer um certo sucesso, parece ter vários contatos, parece ser lembrada, mas você é apenas mais um rosto na multidão, apenas mais uma pessoa na lista de amigos do Facebook ou do Twitter.

Mudar de cidade não é fácil. Não é simples largar a família e deixar os amigos de lado. De repente você descobre que nem assunto tem mais para conversar, justamente por não ter aquela intimidade com as pessoas e muito menos com a cidade, você não entende as piadas, não sabe onde não pode ir, não sabe o que significa determinada expressão. Você perde completamente a segurança.

Se na outra cidade você fazia amigos com facilidade, na nova cidade você percebe que faz apenas colegas, justamente por perder a cara de pau que fazia parte do seu dia a dia. Você percebe, finalmente, o que significa “amizade”.

Percebe que conhecer pessoas é simples, mas manter pessoas é tão complicado. As pessoas precisam estar abertas para te tornar parte do grupo, mas não apenas um número, mas sim um pedaço importante da galera.

Eu não quero me convidar, eu quero ser convidada. Não gosto de me sentir invadindo a privacidade, mudando o foco do assunto, obrigando pessoas a me ouvirem. Não me sinto nada confortável com isso, eu queria ser a pessoa que é chamada para beber um sábado a tarde, para passar uma noite na casa de alguém, para ficar de bobeira em qualquer lugar. Só isso.

Mas as pessoas não percebem que quem veio de outra cidade não veio com amigos na mala, acham que você tem seu próprio grupo, que você tem outras coisas pra fazer. Não sabem o que passar o final de semana em casa, isoladas do mundo, justamente por não terem sido convidadas para nada. Pessoas que não imaginam o que se sentir carente no meio de tanta gente.

Sinto muita falta dos meus amigos de verdade, dos meus tempos de faculdade e das baladas pós-aula. Sinto muita falta de chegar em casa e abraçar minha família, de conversar sobre a minha semana. Sinto até falta de dispensar meus amigos por estar cansada, sinto muito por ter feito isso. Sinto muito…

Não é fácil ser de outra cidade e é mais difícil ainda se sentir só em outra cidade.


Tim Burton acabou com a minha infância mágica e tenho dito!

Eu já vejo milhares de pessoas arremessando pedras contra mim, mas não tô nem aí. Eu preciso falar da minha não veneração por Tim Burton.
Toda vez que um filme novo dele é lançado começa a bajulação. “Ele é o cara”. Mas eu não concordo – em partes!

Ele pode ser o cara da animação, o cara do efeito especial, o cara do tema sombrio, o cara da direção; mas ele destruiu minha infância e vou lhes dizer por quê.

Eu já tinha um certo “medo” dele por causa de alguns filmes, mas até conseguia encarar. Eu gosto de terror, eu gosto de temas sombrios. Mas sempre terminava o filme com aquela sensação esquisita de “a porta vai abrir e o Johnny Deep malvado vai entrar e me enlouquecer…”. No entanto depois passava, e se esse era o objetivo do Tim Burton, ele é o cara porque sempre conseguiu.

Só que aí a gente no momento “como Tim Burton destruiu minha infância”.

Eu sempre fui uma criança fofa! Não no sentido literal, eu era a criança que toda mamãe sempre quis. Loirinha, pequena, delicada, calma, paciente. Não chorava pra sair do parquinho, não dava escândalo no meio do shopping e ficava quietinha vendo desenho na televisão – fique claro que eu vivia sim, eu só era educadinha…
Enfim, eu vivia um conto de fadas lindo e colorido. Aí chega esse porra do Tim Burton e faz uma versão cruel dos meus desenhos e filmes lindinhos! Primeiro meu momento choque foi com “A fantástica fábrica de chocolate”.

O Willy Wonka não é um moço mau, ele é triste. Minhas lembranças do filme quando via quando era criança era de um Wonka coitado e não um sádico. Sem contar os Oompa-Loompas que parecem ajudar Wonka a ser malvado. Talvez por ser criança eu visse de outra forma, talvez. Mas a versão Tim Burton me assustou.
Efeitos ótimos, não nego, mas poxa, acabou com a minha infância.

Agora é a vez de Alice. Na minha cabeça é uma ficção bonitinha, tem seu lado “pesado”, mas não é algo que deixa uma criança com medo. Agora vem a versão sombria de Tim Burton. Que que é a cara do chapeleiro maluco? Até a parte que eu sei ele é maluco e não estranho. Só as cenas que eu vejo já não me deixam interessada no filme e sim com medo de nunca ver a Alice como uma menina bonitinha. #medo

Esse post é um desabafo na verdade, sabem? Eu tô cansada de ver todo mundo babando o ovo do Tim Burton e ninguém se opor. É ridículo! Não critico ele como profissional, mas pelo o que ele fez com meus clássicos, pela arte do sombrio. É legal um friozinho na barriga? É, mas “vamos não estar acabando” com a fofura?


  1. Podem falar o quiser, até mesmo que o texto é curto – um milagre. Mas é só um “eu preciso falar e acabou”. Agora eu sou uma pessoa bem mais feliz!
  2. Realmente não vou ficar me justificando, e até por isso o texto é curto, mas vamos levar em consideração que falar de sentimentos (no caso, “medo”) não tem explicação.
  3. Beijos pro povo do blog que eu tava morrendo de saudade…a correria é eterna, mas a lembrança está viva!

Essa semana eu senti uma coisa que eu não sentia há muito tempo: medo. Medo de diversas coisas, medo de estar perdido, medo de não ser nada, medo de ser algo, medo de sair e de voltar. Em suma, medo de tudo. Não, não é síndrome do pânico nem nada parecido, é apenas uma coisa que a juventude está muito acostumada, a tal da INSEGURANÇA. E junto com ela, várias perguntinhas irritantes que te dão vontade de jogar tudo para o alto e sumir do mapa.

Geralmente ela começa por um motivo bobo, mas que desencadeia uma série de pensamentos ruins que por sua vez trazem pensamentos piores ainda, até chegar no pior pensamento que um universitário que ama o que faz e nunca pensou em fazer outra coisa pode pensar, “Será que é isso mesmo?”. Essa é foda e sim, eu cheguei a me perguntar isso, coisa que eu nunca pensei na minha vida, principalmente porque eu já estou no caminho de ser o que eu sempre quis ser. Redator Publicitário. Agora, o que me levou a pensar isso? Banal, eu tinha um job para fazer e o prazo passou sem que eu conseguisse fazer. Não sei o motivo, simplesmente não consegui fazer. E isso para mim é a pior coisa que existe, eu não conseguir fazer o meu trabalho.

Sai da agência ontem sem entregar a peça e sai – pelo menos para mim – um derrotado, me sentindo um fraco. E veio a cabeça a maldita pergunta, junto com outros questionamentos. E uma coisa que vem martelando há muito voltou. Eu moro ‘sozinho’ há quase 2 anos, mudei para Belo Horizonte no domingo e na segunda comecei a trabalhar e não parei mais. Veja bem, eu saí de uma vida que se resumia em acordar meio dia, almoçar, ir ao banco para minha mãe, jogar sinuca e voltar pra casa. Nos últimos 6 meses da minha vida juvenil ociosa eu fiz cursinho, mas basicamente era aquilo ali. E caí logo numa vida adulta cheia de responsabilidades e tudo mais. Uma vida que eu busquei desde que me conheço por gente.

Amadurecer é difícil meu caro leitor, você já passou por isso ou está passando. Quando eu digo amadurecer digo desta forma aí e não ter cabeça para fazer ou deixar de fazer algumas coisa, não ter consciência de algumas coisa, ser imprudente ou ser prudente. Eu comecei a ralar para ganhar algum desde os 14 anos, e sempre tive uma cabeça muito boa. Mas assim é diferente. Amadurecer é complicado e não existe fórmula, só que para alguns é mais difícil do que para outros. Para mim foi fácil no início, mas não sei se consigo segurar a onda sozinho por muito mais tempo. Ultimamente tenho me afastado de meus amigos – os verdadeiros – (não faça isso) sem motivo algum para fazê-lo. Deixei meus projetos pessoais de lado, não estou cuidando de mim. Isso não é saudável, principalmente nesta fase.

Só digo que ontem foi foda. Mas hoje o job saiu tranquilo, eu passei em rádio e estou pronto para voltar com meus projetos literários. Vou colocar minhas contas em dia amanhã. E começar a relaxar, vários questionamentos já sumiram da minha cabeça, eles ainda estão lá, mas em uma parte profunda. Que eles fiquem lá até eu resolver enfrentá-los denovo.

Esse blá blá blá todo foi só para dizer uma coisa que eu poderia ter dito logo no início do post e que é um clichê dos maiores. O tempo cura os males, trazem outros que irão se resolver também. O segredo da parada é não ser inimigo do tempo, e sim saber caminhar e viver junto com ele. E vamo que vamo!

“Antes de cuidar de alguém, cuide de você”

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1 – Post chato do caramba

2 – Porque eu ainda entro em amigo-oculto?