Acho que não preciso vir aqui declarar meu amor por capas de álbuns. Todo fã de metal – e alguns de rock – adoram imagens de capa. Os desenhos das capas dos álbuns não são qualquer coisa, não são idiotas e nem inúteis, eles sempre estão lá para alguma coisa, sempre tem um motivo, uma lógica com o tema do álbum, uma singularidade com seu conteúdo ou com o estado de espírito da banda, as vezes passam até por si mesmas mensagens, como a clássica “Holy Diver” do Dio, sem dúvida nenhuma uma das capas mais fantásticas do metal de todos os tempos.

Eu poderia passar horas e horas escrevendo um texto falando o quanto as capas são importantes em um álbum de verdade para nós fãs de metal, mas acho isso completamente desnecessário. Quem ouviu metal uma vez na vida e teve a chance de pegar um álbum nas mãos e observar bem a capa dele enquanto ouve a música sabe do que estou falando. Se você curte Calypso ou qualquer tranqueira velha com capas onde só aparecem a cara dos músicos, você nunca irá entender como a arte de capa faz a diferença. Aqui no Brasil as capas nunca foram muito exploradas em sua totalidade.

No caso mais específico do Iron Maiden, as artes de capa trazem emoção, vibração, sentimento, elas quase chegam, em alguns álbuns, a falar com você! E não, não estou ficando louco, ok? Aquela capa conversou comigo, tenho certeza!

Este é um artigo duplo, como aqueles ótimos álbuns ao vivo. Neste primeiro texto irei falar sobre as minhas capas preferidas, uma pequena viagem sobre a história do grupo britânico entre as capas de seus álbuns, singles, ao vivos e coletâneas, e no outro vou mostrar como os fãs de metal são diferenciados e adoram não apenas a música, mas o conjunto completo do álbum. Chupa indústria fonográfica!

Running Free (1980)

A capa do primeiro single do Iron em 1980, dois meses antes do lançamento do debut “Iron Maiden”. A imagem foi feita já por Derek Riggs, criador de Eddie, um dos maiores mascotes do Heavy Metal de todos os tempos.
A imagem mostra um beco para onde corre uma pessoa – aparentemente um Headbanger – para as mãos de Eddie. No fundo, escrito na parede, estão os nomes de algumas das maiores bandas de sucesso da época (dá para se ver claramente o nome do Scorpions, Led Zeppelin, AC/DC, Judas Priest, um King (King Crimson?), entre outros.
Nada mais do que o chamado: “Venham para o Maiden, fãs do rock!”

The Number of the Beast (1982)

Em 1982 foi lançado o álbum que daria toda a fama internacional ao Iron Maiden, que já havia conquistado nos seus dois primeiros álbuns uma boa fama em países como Suécia e Noruega, além do Reino Unido.
O que se pode esperar do álbum mais polêmico de todos os tempos em termos de capa? A mesma polêmica.
A capa causou uma repercussão enorme na mídia internacional e criou aquela velha história da ligação da banda com o demônio (bla bla bla).
Ela mostra claramente Eddie dominando o diabo por meio de cordas de marionete, enquanto também, ali embaixo, é dominado. O objetivo da banda era mostrar as influências que as pessoas sofrem em suas vidas – você domina e é dominado, pelo bem e pelo mal, todos os dias de sua vida.

A capa do single “Run to The Hills”, deste mesmo álbum, tem o mesmo objetivo. Nela é mostrado Eddie confrontando o diabo em meio a um vale cheio de conflitos lá embaixo. A capa do single “Number of the Beast” traz a vitória de Eddie, carregando a cabeça do diabo, declarando sua vitória contra as “forças do mal”.

The Trooper (1983)

Este single, que já faz parte do famoso álbum “Piece of Mind”, pode ser considerada uma das jóias do Iron Maiden.
A imagem dela, do guerreiro, com a morte em suas costas e os corpos mostra bem a vida de um soldado, do genocídio e da destruição da guerra, realmente unida ao conceito da música.
A capa também imortalizou um gesto famoso de Bruce Dickinson com a bandeira britânica em mãos, coisa qual ele faz em boa parte dos shows por onde passa. Eles tem orgulho de suas origens, e com esta capa fizeram questão de retratar isso para todo o mundo.

Powerslave (1984)

A capa preferida de Bruce Dickinson e Dave Murray não poderia ficar de fora. “Powerslave” é um álbum fantástico, e o desenho de sua capa representa a imponência do Império Egípcio, com um grande simbolismo histórico facilmente perceptível, afinal uma capa destas, apresentando um dos grandes impérios da história da humanidade, um povo imponente, grandioso, e um título de “Escravos do Poder”, você deve imaginar onde estou tentando chegar, não?
Fora isso, também é meu desenho preferido, os detalhes, cada centímetro foram desenhados com técnica precisa, desde a imponente pirâmide até os sacerdotes que carregam o que parece ser o sarcófago de um poderoso faraó logo abaixo.

2 Minutes to Midnight (1984)

“Powerslave” é um álbum tão forte que merece dupla citação. O single “2 Minutes to Midnight” – diga-se de passagem, uma das minhas músicas preferidas – apresenta uma capa cheia de simbolismos. A guerra fria, o medo nuclear e a bipolaridade entre comunismo X capitalismo estão presentes nela com grande força.
As bandeiras apresentadas (na extrema esquerda a União Soviética, a terceira o Iraque, depois mais ao fundo há o Reino Unido, Estados Unidos, Israel e no fundo Cuba), mostram bem o teor político da música, que fala sobre o Relógio do Apocalipse e os testes nucleares de 1953, quando o relógio atingiu o ponto mais próximo da meia-noite (2 minutos faltando). Eddie faz uma posição já bem conhecida e famosa, do Tio Sam na recruta por soldados (o famoso cartaz “I Want You to the U.S. Army”).
O horário também é mostrado na capa de outros dois singles do grupo. Em “Wasted Years” e “Stranger in a Strange Land”, os dois do sucessor de “Somewhere in Time”, há dois relógios. O primeiro marca o horário 23:58 (canto inferior direito), e o segundo marca 11:58 (no fundo, ao lado do ombro de Eddie).

Somewhere in Time (1986)

A capa preferida do baterista Nicko McBrain e do baixista Steve Harris, a imagem futurista de “Somewhere in Time” realmente chama a atenção pela perfeição do desenho, mostrando, juntamente com a do “Powerslave” a evolução do desenhista Derek Riggs.
Ela parece apenas um desenho legal sem nenhuma ligação, mas olhe bem no lado direito, não é a capa do álbum “Iron Maiden”? Escrito por cima dela ainda está “Eddie Live”? (pelo menos é o que parece) E logo acima não temos o nome Acacia, referência à música “22 Acacia Avenue” do “Number of the Beast”?

Bring Your Daughter… To The Slaughter (1990)

O único single da banda que alcançou o topo das paradas do Reino Unido.
Uma parte do sucesso desta música se deu pelo filme “A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy”, pois ela foi gravada por Bruce especialmente para a trilha sonora do filme.
As referências na arte de capa são enormes, tantas que muitas eu sequer consegui saber de onde vem. Visível é o simbolo do Batman na lua ao fundo, o que parece ser o Geleia dos Caça Fantasmas no chão, o diabinho com medo do pôster do Iron atrás na parede e um personagem do Vila Sesamo (desenterrei esse!) na lata do lixo no canto direito, além do fato de que ele está abraçando a Jéssica Rabbit, morram de inveja.

Rock in Rio (2002)

Essa capa está aqui mais pela sua importância que por sua estética. A fusão do palco do Rock in Rio com a face nos céus do “Brave New World” é algo que mostra domínio, controle.
Não preciso ficar aqui dizendo o quanto esse show foi importante, sem dúvidas quem assistiu (eu não tive o prazer, infelizmente) deve saber bem o que foi. Está escrito na história, e dela ninguém tira.
Interessante reparar que, com a saída de Bruce, Derek e a chegada de Blaze, as capas do Iron Maiden conseguiram ficar péssimas e horrorosas. A era sombria da banda, da qual muitos dos fãs sequer querem acreditar que tenha existido, também não pode ser marcada por qualidade nas artes de capa.

The Reincarnation of Benjamin Breeg (2006)

Este single, lançado no último álbum do grupo, trouxe um grande mistério. Nele Eddie escava o túmulo de Benjamin Breeg, onde está o epitafio: “Aici zace un om despre care nu se ?tie prea mult“, sentença em romeno que significa: “Aqui jaz um homem de que pouco se sabe”.
Ninguém sabe bem quem seria o tão misterioso homem, e os integrantes do Iron dizem que os fãs tem que descobrir por si. Algumas teorias podem ser encontradas no Whiplash e no Cifra Club.
Seria Benjamin Breeg o ex-vocalista do Maiden, Paul Di’Anno?

Somewhere Back in Time (2008)

Seria o retorno às raízes? A arte de capa desta coletânea une realmente o melhor do Iron Maiden (os maiores clássicos da banda da década de 80).
Não poderia faltar na capa as duas melhores artes da banda da mesma década, além de resgatar os desenhos de capa que fizeram tanto sucesso e que sumiram por mais de 15 anos (as capas do Maiden andam sofríveis, o último álbum ainda deu para engolir, mas não é a mesma coisa).
No final, o “Somewhere Back in Time”, a turnê fantástica e o “Flight 666” enchem o público de esperança para o novo álbum em 2010, que conforme disse Nick McBrain, baterista do grupo, afirmou em entrevista.

E você? O que acha das artes do Iron Maiden? Tem alguma preferida? Está apreensivo para o próximo álbum? Acha que faltou alguma capa importante nesta lista? Deixe seu comentário!

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1- Você quer ver as outras capas dos álbuns? Passear pelos desenhos em alta resolução? O site Iron Maiden Wallpapers possui todas as capas da banda em alta qualidade – dentre elas as colocadas neste artigo. Só visitar a sessão de singles e álbuns.

2- Em uma entrevista concedida em 2008, Derek Riggs falou um pouco sobre seu trabalho com o Iron Maiden e como surgiu Eddie. A tradução desta entrevista pode ser vista no Whiplash.

3- Na época do show do Maiden aqui no Brasil, o G1 criou um joguinho no qual o objetivo era encontrar o desenho de assinatura de Derek em diversas capas da banda.

4- Em uma entrevista concedida este mês, o baterista Nicko McBrain falou como começou a ideia para o filme “Flight 666″. Veja aqui. (observe o número da matéria no endereço… estou com medo e mandarei arredondarem ele)



Janick Gers, Steve Harris, Bruce Dickinson, Adrian Smith, Nick McBrain, Dave Murray


Então meus queridos metaleiros, como prometido, rapidamente estamos de volta com o sensacional Dossiê Iron Maiden. Se você perdeu o primeiro post, #corra, clique aqui e leia. Esse será mais um post gigante, assim como o primeiro, então você já sabe.

O post de hoje é audacioso, corajoso e opinativo, eu sei que estou mexendo com uma coisa que é complicada, ainda mais se tratando da maior banda de metal de todos os tempos. Sim, sou audacioso e corajoso o bastante para fazer uma lista dos 7(+1) melhores CD’s do Iron Maiden… e como eu gosto de ser polêmico – mas nem tanto – teremos uma lista com as 20 (+3) melhores músicas do Iron. Parece idiotice, e é. Mas só para quem conhece e é fã da banda. E eu disse que esse dossiê é também para pessoas conhecerem um pouco mais da Donzela de Ferro, e que espécie de Cara Que Indica Banda eu seria se não indicasse também o melhor material da banda?

De antemão eu aviso: AS LISTAS SÃO BASEADAS NO MEU GOSTO – e no meu limitado conhecimento de música. Então meu caro, não perca seu tempo dizendo que faltou isso ou aquilo, que eu sou um idiota por deixar tal disco de fora – ou música. Never the lass, acredito que tenha feito ambas listas com material para agradar quase todos os fãs e principalmente com o essencial do Iron para que mais e mais pessoas virem adeptos dessa “religião”. À, esqueci de avisar… se você é um xiita, você não é bem vindo neste post… muito menos neste blog.

Prontos?

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Antes, apenas considerações:

- Essa lista é quantitativa, ou seja, o primeiro é melhor que o segundo e assim por diante

- Agradeço ao Diego pelas resenhas de todos os álbuns.

Os 7 (+1) Melhores Álbuns do Iron Maiden


Medalha de Ouro para o primeiro disco da banda


Iron Maiden: O primeiro álbum dos ingleses. Feita com uma produção podre de Will Malone, que não tinha muito interesse no projeto da banda e deixou os integrantes praticamente fazer o que queriam, este álbum esta na lista de muitos fãs pelo som meio roots, mais pobre do álbum, graças a péssima produção feita. O disco foi gravado com o guitarrista Dennis Stratton, que logo depois daria lugar a Adrian Smith.  Antemão
O álbum não possui nenhum tipo de conceito. A música “Phantom of the Opera” é baseada no romance do mesmo nome, a velha história do homem com a face disforme que se apaixona pela mulher da ópera.

“Charlotte, the Harlot” conta a história de uma prostituta, a primeira de uma série de músicas do Iron que fala sobre ela. “Iron Maiden”, a música título do nome do álbum e da banda, fala sobre o instrumento de tortura medieval que Steve Harris viu no filme “O Homem da Máscara de Ferro”.

O álbum foi bastante apreciado pelo público britânico, chegando a atingir a 4ª posição na lista de álbuns mais vendidos no país.

Os destaques do álbum são para as músicas “Phantom of the Opera” e “Iron Maiden”.


Medalha de Prata para o disco com a melhor capa da história


Powerslave: Em 1984 foi lançada uma das maiores lendas do Heavy Metal mundial. O álbum “Powerslave”. Totalmente ambientalizado, como você pode perceber pela capa, nas lendas e histórias egípcias, apresentadas também na música título. Mesmo não tendo o mesmo hype de “Number of the Beast”, ainda é um dos discos preferidos dos fãs.

Foi o último dos discos do grupo a ter uma música totalmente instrumental, “Losfer Words (Big ‘Orra)”. A música “Rime of the Ancient Mariner” é baseada em um poema de Samuel Taylor Coleridge de mesmo nome, com pedaços do original dentro da música, sendo também a música mais comprida já gravada pela banda, com mais de 13 minutos. “The Duelists” é baseado no filme de mesmo nome de Riddley Scott, além de falar sobre a tradição no século XVII e XVIII, quando se alguém apanhasse uma luva jogada no chão estaria aceitando um duelo até a morte em defesa da honra. “Aces High” fala sobre os conflitos da força aérea inglesa com a alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Os destaques do álbum são as músicas “Aces High” e “2 Minutes to Midnight”, que ainda se mantem firmes e fortes dentre as músicas do grupo que são tocadas ao vivo.


Bronze para um dos CD's mais queridos dos fãs


Piece of Mind: Este grande album do Iron é o primeiro a ter Nicko McBrian no comando das baquetas. “Piece of Mind” é um grande caminho em torno dos mundos da ficção. O objetivo da banda neste álbum foi fazer uma pequena coletânea de composições relativas a livros e filmes que os músicos gostavam. A música “To Tame a Land” foi baseada no romance “Dune” de Frank Herbert. “The Trooper” teve inspiração no poema “Charge of the Light Brigade” de Alfred Lord Tennyson, baseado em um feito da cavalaria inglesa na Guerra da Criméia e “Still Life” foi baseada no escritor de terror Clarke Ashton Smith em seu livro “O Habitante do Lago”. Dentre outras inspirações podemos citar “Where Eagles Dare” filme e romance, “Quest for Fire”, baseada no filme de mesmo nome de Jean-Jacques Annaud e o escritor G. K. Chesterton que é citado no início de “Revelations”.

Outras influências que fogem a este tema incluem a Mitologia Grega na música “Flight of Icarus” e o lendário samurai Miyamoto Musashi em “Sun and Steel”.

O álbum foi aclamado mundialmente e vendeu mais de 1 milhão de cópias nos EUA.

“Oh Deus da Terra e do altar
Curve-se e escute nosso lamento
Nossos governantes terrenos vacilam
Nosso povo definha e morre
As paredes de ouro nos sepultam
As espadas do escárnio dividem
Não nos tome vosso trovão
Mas leve nosso orgulho”
G. K. Chesterton; Oração Inglesa

O maior destaque do álbum é a aclamada música “The Trooper”, uma das músicas de maior sucesso do grupo até hoje, sendo incluída em todas as turnês da banda desde o lançamento do álbum.


Primeiro disco da nova era da banda... e um dos melhores de sua história


Brave New World: O retorno do grande Iron Maiden foi marcado por este álbum. O guitarrista Adrian Smith, que deixou a banda em 1990 e o vocalista Bruce Dickinson retornaram, que fez seu último show em 1993, retornam a banda para “Brave New World”. O álbum teve um retorno fantástico, e vendeu mais de 50 mil cópias apenas no Brasil.

Como o nome indica, “Brave New World” (Admirável Mundo Novo) fala sobre nosso novo mundo, em como agimos e o que fazemos. “Brave” entra em um novo conceito para o Iron Maiden, que deixa a “fantasia do metal” e finca os dois pés na realidade.

“Reis despóticos, rainhas moribundas
Onde está a salvação agora?
Perdi minha vida, meus sonhos
Ossos arrancados da minha carne
Gritos silenciosos gargalhando aqui
Moribundos para te dizerem a verdade
Você é planejado e está condenado
Nesse admirável mundo novo”

De acordo com Adrian Smith em uma entrevista, quatro músicas do “Brave” foram escritas por Steve Harris e Janick Gers (alguns dizem que com a ajuda de Blaze Bayley) para o álbum “Virtual XI”.
Os destaques do álbum ficam para as músicas “Brave New World” e “The Wicker Man”.


Esse disco é o porque do +1, ou seja, impossível ficar de fora.


Seventh Son of a Seventh Son: Este album marcou a saída de Adrian Smith do Iron Maiden. O título do album, Sétimo filho de um sétimo filho, faz parte de uma lenda. Na América Latina este filho se torna um lobisomem, na Irlanda ele ganha poderes de cura e na Inglaterra, país da banda, o sétimo filho recebe poderes mágicos.
Ligadas ao conceito desta lenda estão músicas como “Moonchild”, “Infinite Dreams”, “Seventh Son of a Seventh Son”, “The Prophecy” e “The Clairvoyant”.
A música “The Evil that Man Do” foi inspirada em um texto de William Shakespeare. O personagem Marco Antônio na peça Julio César, diz: “O mal que os homens fazem vive após os homens
morrerem, mas a bondade é enterrada juntamente com seus ossos”.
Os destaques deste album ficam para os clássicos “Can I Play with Madness” e “The Evil that Man Do”.


O disco que colocou a banda no topo em todo o mundo e talvez o mais polêmico


The Number of The Beast: O terceiro album do Maiden. Não se tem muito que falar, sem dúvidas “The Number of the Beast” abriu as portas do mundo para os metaleiros ingleses, que ainda eram desconhecidos na composição de “Iron Maiden” e “Killers”. Igualmente marcou a estréia do lendário vocalista Bruce Dickinson, considerado uma das maiores vozes do metal de todos os tempos.
Algumas curiosidades do álbum são relatadas nas histórias da banda. O produtor Martin Birch sofreu um acidente de carro e quando foi retirá-lo recebeu a conta no valor de 666,66 libras. A música título do álbum alcançou as paradas na Grã-Bretanha na posição 18, ou seja, a soma de três números seis. O disco, além de marcar o nome do Iron Maiden na história da música, também se tornou uma espécie de apelido para a banda e também para Eddie, o mascote, que ainda são chamados de “The Beast”.
As diferenças grandiosas deste álbum para os antecessores se deu, além da troca de Paul Di Anno por Bruce Dickinson, principalmente pela mudança dos compositores do álbum. “Number of the Beast” foi o único álbum que teve o baterista Clive Burr como compositor, além de ser o primeiro álbum com músicas escritas por Adrian Smith e apresentar um “novo” Steve Harris. O álbum também não possui nenhuma música feita por Dave Murray e foi o primeiro a não ter nenhum instrumental.
A recepção do álbum foi mundial, e é muito difícil o “Number of the Beast” não fazer parte das listas de maiores álbuns de todos os tempos no Heavy Metal. Dentre os diversos veículos de comunicação que colocam a importância do álbum, estão:

Guitar World (17º maior álbum de todos os tempos),
Q Magazine (100ª posição de todos os tempos e entre os 50 maiores do Heavy Metal),
IGN (3º maior de todos os tempos),
Metal Rules (O maior álbum do Metal de todos os tempos)
BBC (Documentário sobre os maiores álbuns clássicos)

O álbum é sem dúvidas também um dos mais polêmicos do Metal, principalmente pelos títulos das músicas e a arte de capa, que mostra Eddie controlando um demônio.
Apesar disso, nenhuma das músicas tem alguma ligação com o satanismo. A música título do álbum foi escrita por Steve Harris logo depois dele ter assistido o filme de terror “A Profecia II” e ter tido pesadelos com imagens de satanismo. “Children of the Damned” foi baseada, de acordo com Bruce Dickinson enquanto entrevistava Ronnie James Dio em seu programa de rádio na BBC, na música “Children of the Sea” do lendário álbum “Heaven and Hell” do Black Sabbath, além do filme de mesmo nome. “Run to the Hills”, outro clássico do grupo, foi baseada no combate entre os colonizadores ingleses e os índios na América do Norte.
Os grandes destaques do álbum são as músicas “The Number of the Beast” e “Run to the Hills”.


O último álbum de estúdio da banda e sim, um dos melhores.


A Matter of a Life and Death: O último lançamento de estúdio do Iron Maiden. “A Matter of Life and Death” manteve a formação de sucesso da banda, com Bruce e Adrian Smith. Como o “Brave New World”, o Iron continuou com os temas recorrentes. O album, mesmo não tendo um conceito pré-estabelecido mantem as ideias sobre Guerra e religião fortemente colocadas em todas as músicas.

O álbum obteve um grande sucesso, sendo muito bem resenhado por dúzias de publicações em todo o mundo. As revistas internacionais Kerrang!, Metal Hammer deram nota máxima ao lançamento, e a revista Classic Rock elegeu “A Matter” como o álbum do ano de 2006.

O CD foi vendido no mundo inteiro, e conquistou o topo das paradas em um grande número de países, dentre eles Itália, Finlândia, Alemanha e o próprio Brasil, onde vendeu também mais de 50 mil cópias.
Os destaques do álbum ficam para as músicas “The Reincarnation of Benjamin Breeg” e “Brighter than a Thousand Suns”.


Por último mas não menos importante um dos discos mais injustiçados da história do rock



Somewhere in Time: Este grande álbum do Maiden teve um trabalho duro: se mostrar tão bom quanto seus antecessores, “Powerslave” e o ao vivo “Life After Dead”, para uma grande parte dos fãs dois dos maiores álbuns da banda. Foi o primeiro álbum da banda utilizando sintetizadores de guitarra.

Este álbum também criou alguns conflitos internos na banda, pois o material de Bruce Dickinson foi rejeitado em favor das músicas de Adrian Smith.

“Somewhere”, mesmo sendo um grande disco, não conseguiu alcançar o mesmo nível de sucesso do poderoso “Powerslave”, e acabou tendo grande parte de suas músicas esquecidas pela banda e os fãs.
Este álbum, diferentemente de alguns outros citados anteriormente, não tem nenhum tipo de conceito específico. A música “Alexander The Great” fala sobre o grande imperador da Macedônia, um dos maiores conquistadores de todos os tempos, e duas músicas baseadas em obras do escritor Robert Heinlein, “The Loneliness of the Long Distance Runner” e “Stranger in a Strange Land”, este último baseado em fatos reais.

Os grandes destaques deste álbum são para as músicas “Wasted Years” e “Heaven can Wait”, que foram as únicas duas que ainda se mantêm rígidas dentro da lista de músicas tocadas ao vivo pela banda.

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1 – Como você pôde perceber, a intenção deste post era também colocar a lista das melhores músicas, mas como eu achei grande demais, preferi deixar para um post separado e que será o próximo do Dossiê. Mais uma vez, peço encarecidamente que dê a sua opinião mas não seja um xiita chato.

2 – Você encontra – por enquanto – tudo, mas tudo mesmo sobre o Iron Maiden nesta seção do site Wiplash.

3 – Já conhece o mais novo portal de besteiras humor da blogosfera? Visite o Bobolhando