- Opa, entraê cara.
- Iae, beleza? Tá tudo pronto?
- Na boa. Quase tudo só falta terminar a torta… sentaí.
- Caralho, que sofá foda!
- Né? Comprei semana passada…
- Pow, e esses CDs aqui?
- Ah é… olhaí.
- The Who, Beatles, Guns…
- Tem a discografia completa do Elton John também…
- Foda… opa, a torta tá pronta?
- Aham, as garotas devem chegar daqui uns 15 minutos…
- He… CARALHO. Não acredito que cê tem esse CD!!!!!
- Ahh… é…
- Porra véi, como cê conseguiu isso?!?!
- … na loja…?
- Mas só tem 1000 cópias NO MUNDO e elas acabaram em questão de segundos…!!!
- É…
- Eu TENHO que por isso pra tocá!!
- Hm…
- Pow, a capa tá quebrada! Como cê OUSA deixar isso cair?!
- Não dexei.. é que me roubaram…

- E como cê conseguiu isso de volta?
- …
- Desembucha maluco!!!!
- Eu fui até o Inferno pegar esse CD.

Quinta-Feira: lançamento do álbum mais aguardado da história da música (e de todas as outras histórias também). Dezeseis horas na fila, só um exemplar na loja: a única do país que o tinha, e pela “bagatela” de “todos os meus salários dos próximos 30 anos + minha mesada pra faculdade”. Foda-se, eu tenho que comprar. Felizmente o dono da loja é um filho da puta e só vai abrir a porta lateral… ter que surrar toda essa gente da fila seria foda…

Três pras dez… Estou à menos de 3 minutos da minha felicidade eterna… e aquela mina alí na fila…? Até que é boa… daqui à cinco minutos eu mostro meu… É AGORA, ELE TÁ ABRINDO A FECHADURA!!!!!

Vuei.

É meu. A cara de decepção das outras setenta e seis dúzias de milhares de pessoas me fez soltar uma risada dígna de bandido de desenho animado… nem acredito que consegui ser o primeiro na fila. No caixa a preocupação com o empréstimo que ia comer meu cu sequer me passava pela cabeça: mandei até embrulhar o CD pra presente, só pra poder rasgar todo o papel, feito criança mesmo. Dalí do caixa vi a garota da fila (já tinham aberto as portas da loja agora, mesmo com 99% da galera já estando longe)… mas era um momento demais especial para perder com joguinhos: tinha a maior obra já produzida, e se não escutasse no talo nos próximos minutos, ficaria loco. Já tava saindo (passei do lado dela de propósito), mandei aquele olhar de canto: dois milhonésimos de segundo, mas ela pegou.

Não sei se ela demorou de propósito, mas só me alcançou alguns quarteirões mais pra frente… pra despistar acho, afinal, saí praticamente jurado de morte da loja. Ela tocou no meu ombro, meio que senti um calafrio (totalmente ocasional, é claro, eu levo jeito com as mulheres), mas nem liguei. Me virei e alí tava ela: morena, botas, peitos incríveis, ropa leve, naquele estilo “underground-cool”, aquelas meias listradas e meu sentido de aranha dizia que a bunda não deixaria à desejar.

Ela nem se apresentou, foi logo falando do CD, de quanto queria ter comprado e que faria qualquer coisa pra conseguir ouvir. QUALQUER COISA: a frase do sonho de todos os homens do universo e lá estava eu, com o CD mais foda do universo e com uma gostosa implorando pra ouví-lo, porra, tinha a desculpa perfeita pra levar ela pra minha casa.

Durante o caminho a gente mal se falou, tirando alguns comentários sobre a produção do CD e a narração de como eu tinha conseguido comprá-lo. Mesmo com ela falando poco eu notei que ela tava… molhada, pra ouvir as 16 músicas inéditas que eu carrega na sacola como se fosse um galão cheio de nitroglicerina, olhando pros lados pra ver se ninguém tentava praticar um 157.

Depois de 10 minutos chegamos em casa. Foi só quando eu botei a chave na fechadura que lembrei da zona que tava o lugar, abri a porta com medo e só não agradeci de joelhos pela visita da faxineira pra não perder a pose na frente da garota. Falei pra ela sentar no sofá novo (e que felizmente teve todas as migalhas de Ruffles tiradas) enquanto ia no quarto pegar o controle do som. Voltei já fazendo a maior encenação pra tirar o CD do papel de presente e botar pra tocar, tirando alguns sorrisos tímidos dela (pra minha total felicidade e com um toque de perplexidade).

Assim que apertei o “play” só não gozei pra não fazer feio com ela. Foi só os primeiros acordes da “Faixa 01″ tocarem que eu e ela já távamos pulando e cantando junto sem sequer saber a letra. Porra, música foda pra caralho, num tinha nem 30 segundos de música e eu já sabia que vender minha alma pro banco tinha valido à pena. Assim que a primeira música terminou nós dois nos abraçamos no mais puro e simples êxtase, jurando que era a melhor coisa que a gente já tinha ouvido… até começar a “Faixa 02″. A Faixa 2 definitivamente é uma das melhores do CD, e logo no refrão eu e ela já nos considerávamos conhecidos de longa data. Meu sofá já tava virado, vários livros no chão e eu tinha certeza que se eu saísse de casa, todos os vizinhos se ajoelhariam perante mim.

Eis que veio a “Faixa 3″. Foi só o vocalista gritar “NOW EVERYBODY’S GONNA HAVE SEX” que nós dois nos agarramos. Nem existia mais sala, sofá, vizinho, só a música e nós dois. E devo dizer que eu acertei, a bunda também era boa pra caralho, os peitos cabiam certinho nas minhas mãos e putaquepariu, aquela boca… foram os melhores 7 minutos da minha vida: o tempo até começar a “Faixa 4″. Os próximos 30 minutos cê pode até imaginar… quando a gente acabou (na Faixa 15) eu tinha certeza que eu morria se ficasse sem ela e a música. Pra falar da última música só tem uma palavra: PERFEITA. Cara, fazer sexo sem ouvir essa música devia dar pena de morte. Olhei pro lado e lá tava ela: olhando pra mim com um sorriso de canto de boca… só lembro dela me dando mais um beijo e de pegar no sono.

Acordei umas 3 horas depois. Olhei pro lado e ela não tava lá, não tinha nehuma música tocando. Pensei logo de cara que ela tinha me abandonado, mas ouvi o barulho de descarga. Olhei pro aparelho de som e vi o “STOP” piscando pra mim. A sensação de calma foi quase tão boa quan… não, tudo tinha sido muito melhor. Resolvi me juntar à ela prum “banho”… o banheiro tava vazio. Chequei todos os cômodos da casa: nada. Corri pro som, já apertando “Eject”, na bandeja só um bilhete: “Desculpa”.

Desolado… completamente arrasado: perdi a minha coisa mais preciosa e a mulher da minha vida numa tacada só… foi aí que bateu o desespero, corri pela casa toda gritando à plenos pulmões e, admito, chorando feito uma garotinha…  aquelas poucas horas que passamos juntos já pareciam uma vida distante… eu tinha decido deixar o mundo pra trás… só até eu ver a enorme entrada de um túnel bem na minha sala.

***
1 – Parte 1 de 3, a parte dois vem só daqui a 15 dias (tá, 14).

2 – Eu sei que vocês gostaram.

3 – O número 3 é importante…

Seguinte, todos sabemos que o Crepúsculo tem uma longa história de promessas não cumpridas (da qual eu me orgulho de fazer parte), e uma delas é a coluna (sé é que pode ser chamada assim) Contos da Cripta. Como o Chefe havia prometido era pro troço (sim, Chefe, “troço”) sair semana sim, semana não, maaaas, como o senhor Turambar gosta de tradições, a coisa ficou no primeiro episódio mesmo e cabe à mim salvar a honra (em partes, claro) deste blog. Aprocheguem (não perguntem) aí!

***

Quartos em hotéis antigos sempre o lembravam dos clássicos contos de terror que ouvia com seus amigos, no antigo clube abandonado – Passávamos horas naquela piscina velha… o vento fazendo barulhos que até mesmo o J.J. tremer de medo. Há uma vasta coleção de coisas que acontecem em hotéis e poucas delas são mais estranhas do que os rumores que rondavam o Carter’s Village Hotel: não são poucas as narrativas de corpos enforcados nos velhos lustres de cristal, bailes dignos da realeza acontecendo nas madrugadas e livros sendo folheados na ainda mais velha e empoeirada biblioteca.

Ele havia chego na cidade há pouco mais de uma semana, mas só se registrara no velho hotel havia algumas horas. Estava à procura de um certo Willian, que segundo o dono do bar próximo era gerente do hotel, que havia herdado nada menos que um relógio de bolso de família, que segundo a empregada da casa, tinha mais de 150 anos. Chegando no hotel, ele fora informado que o senhor Willian não era visto há mais de 3 dias, porém que esta era uma situação normal, uma vez que o gerende trancava-se para poder resolver os problemas financeiros que a má reputação do hotel causava há mais de 40 anos. O mais estranho é que todas as vezes que perguntava sobre o gerente, este não estava ou não sabiam de seu paradeiro.

- Asseguro-lhe, meu senhor, se o gerente continuar não me recebendo, voltarei para a capital, tendo entregue o relógio ou não!

- Mas senhor, o gerente estava aqui até o senhor entrar! Já procurei em seu escritório e mandei um recado para os seus aposentos, requisitando sua atenção, com urgência! Garanto-lhe que o senhor Willian responderá o mais rápido possível.

Nove dias e nada desse tal de Willian… não poderei ficar por muito mais tempo, tenho de voltar ao trabalho! Sendo onze da noite e sem sono algum, nada mais lhe sobrava a não ser preparar toda a papelada da herança. Após duas horas de trabalho faltava apenas entregar o maldito relógio e a assinatura do “muitíssimo pontual gerente”. Quem esse Willian pensa que é? Falarei algumas verdades para ele quando encontrar, tenho certeza disso! “Muitíssimo pontual” é?! Pois se ele não me receber até o meio dia, eu mesmo irei até os aposentos dele!

O sino da pequena igreja badalava pela quarta vez e o senhor, deitado em sua cama, ainda sem conseguir dormir, teve um sobressalto ao ouvir as batidas na porta de seu quarto. Sou eu, Willian, sei que ainda está acordado senhor. Estranhando a hora que o gerente escolheu para tratar de negócios, ele ficou desconfiado, mas já que estava com tudo pronto e não conseguia dormir, deixou o gerente entrar. Mesmo com o dossel de veludo ele pôde notar a figura alta e rechonchuda do gerente entrando e se sentando ao lado da cômoda. Abrindo o dossel e sentando-se os pés da cama, viu, pela primeira vez, a imagem abatida e preocupada do gerente.

- Desculpe-me pela demora, como já deve saber, o hotel está passando por sérios problemas financeiros e não sei se aguentaremos mais um ano… Mas não é isso que o traz aqui, fui informado de que recebi uma herança?

- Sim, é isso mesmo, mas devo lhe dizer que alguns cálculos e assinaturas podem esperar alguns momentos, considerando que estou aqui a trabalho e com pouquíssimo tempo de sobra!

- Sim, sim, estou ciente de que não fui respeitoso com o senhor, e em meu nome e do hotel, ofereço uma estadia completa para o senhor. Bem, creio que o senhor queira dormir, não? Então vamos resolver o assunto de uma vez…

- Muito bem – ele foi até sua bolsa de viagem e retirou os papéis nos quais trabalhara mais cedo – assine aqui e aqui. Assim que assinar, lhe entrego o relógio e parto pela manhã.

Foi com enorme surpresa que o senhor notou que o relógio havia desaparecido de sua bagagem, afinal, ele mesmo checara para ver se o relógio continuava em boas condições. O gerente, com um óbvio ar de desapontado – porém sem nenhum pingo de surpresa – concordou que ele deveria procurar o relógio, e pela manhã lhe entrar em mãos, em seu escritório. Acertado isso e alguns outros detalhes, o gerente deixou o único hóspede dos últimos meses pensativo, em seu quarto, até ele cair no sono.

Já eram dez da manhã e após intensa procura por todo o quarto, pela recepção do hotel e pelo bar, o relógio continuava desaparecido. É simplesmente impossível! O que direi à Willian?! Ninguém mexeu no relógio desde que cheguei aqui… a não ser eu mesmo, claro, mas por que eu roubaria um relógio de bolso velho? Já tenho o meu próprio! Sem muitas escolhas – e após procurar em mais lugares – ele decidiu subir ao escrito do gerente e lhe informar que o relógio havia evaporado o ar, que sentia muito pela perde e que iria ressarcir o gerente no valor do relógio.

Chegando ao escritório, bateu na porta de carvalho – Um belo trabalho de arte esse! Não se faz mais coisas como essa há muito tempo! – e não ouvindo uma resposta, resolveu entrar no escritório. Bastou apenas um olhar para que ele ficasse aterrorizado, sem poder se mover e nem mesmo gritar. Passados alguns minutos, ele vai e informa ao recepcionista que o gerente estava morto há dias, pendurado no velho lustre, bem como diziam os boatos.

A polícia fora chamada e para total perplexidade de todos, o relógio fora encontrado no bolso interno do gerente, marcando 12: 47 h, que segundo os oficiais, fora, com grande certeza, a hora da morte do gerente, há cerca de três dias atrás. Além do relógio, de seu lenço e de uma caneta, fora encontrado no bolso do gerente um recado, que está indexado no relatório da polícia sobre a morte de Willian Carter:

“Creio que devo explicações à todos. Aos meus funcionários e à minha família, meus mais sinceros pedidos de perdão por não conseguir fazer deste o hotel que fora um dia. Aos meus amigos, meus agradecimentos, por fazerem todos esses anos valerem à pena, tanto nos bons quantos nos maus momentos. E finalmente, meus agradecimentos ao senhor George Alvin, que há duas semanas atrás me presenteou com o relógio que fora de meu bisavô.”

***
1 – Pensem aí.

2 – Escrevi isso com portas e janelas fechadas e com a luz acessa. Sério.

3 – Repito as palavras do Chefe: “Como esse é o primeiro conto peço um pouco de paciência. Prometo que vou melhorar com o tempo. Espero que gostem.”

4 – Se vocês forem filhos da puta, como eu, avisem seu chefe que você é um filho da puta, assim ele não tem razão em reclamar quando você o provoca.

Eu sei, tinha que ser “Da Leitora”, mas o nome da seção é no masculino então vai ficar assim.

Bom, Camila foi daquelas prazerosas “descobertas” que tive no e-mail do Crepúsculo, em meio aos milhões de spams. Claro que tive que ter a ajuda dela – ela avisou que tinha mandado e-mail. Aliás, caro leitor, ou cara leitora (olha, vamo combinar uma coisa… quando eu escrever caro leitor entendam caro leitor, ou cara leitora. De jeito nenhum vou escrever caro (a) leitor (a)) quando você mandar um e-mail para o crepusculo@ocrepusculo.com, avise. A chance deu ler seu e-mail aumenta 99%. Se for por twitter, melhor ainda.

Bom, voltando à Camila, ela me mandou os links dos textos dela e eu adorei. Ela tem um estilo próprio e escreve de um jeito que te prende ao texto e faz a imaginação voar.

Aproveitem os dois textos que eu separei do Tumblr dela.

***

Texto 01

E seu salto agulha espeta o chão, como se fosse seu pior inimigo. Pretos, de couro, brilhantes. Vorazes. Não sou só eu quem está bobo com a vista da bela mulher que invade a porta do bar, roubando a cena. Metade dele está. A outra metade só está bêbada demais para vê-la. Sentou-se sobre o balcão e não olhou para ninguém.

Ver uma mulher de vestido sentar-se, é colírio para os olhos. Um único movimento e os coxões morenos estão de fora. Eu sentado a poucos metros dela, a devoro com os olhos, enquanto seu perfil se mostra uma das coisas mais lindas que já vi.

Tão logo, o barman coloca o primeiro drink de graça sobre o balcão, de frente para ela. Cortesia de um otário de meia idade, do outro lado do bar. Ela mal olhou para o drink à sua frente, tampouco para o mané que tentava a cortejar.

Pensei na possível aproximação. Tá, era uma idéia idiota. Uma mulher gostosa e sozinha intimida qualquer macho predador nesse mundo. Inclusive a mim. Nos iguala a crianças de frente para o maior ídolo. Por momento algum, desgrudei os olhos. Minha cerveja poderia esquentar, eu pediria outra. Mas ela poderia sair por aquela porta a qualquer momento e eu não teria a chance de comê-la.

A porta de madeira do bar se escancara novamente. Olhando aquela mulher à minha frente, esqueci-me que estava esperando alguém. Uma qualquer. Qual era o nome dela mesmo? Já não fazia muita diferença. Eu só sei que a minha companhia para aquela noite exalava um perfume forte, terrivelmente doce, a saia curtinha, as pernas finas. Olhei-a de relance e depois me levantei para cumprimentá-la, com um galante beijo na bochecha. Tão ruim conhecer o paraíso e ter de se conformar com o purgatório!

Por educação, dei mais atenção à mulher que estava comigo, do que aquela que eu definitivamente queria. A magricela era chata, ciumenta, não falava nada mais do que “Aiiinnnn Amorrr!”. Quem foi o maldito que criou essa mulher? Onde fui arranjar aquilo? Conteite-me com a escolha que fiz. Não era o suficiente para mim, mas aguentei firme. Só sei que voltaria naquele bar mais vezes. E uma dessas vezes, eu teria vergonha na cara e tentaria falar com aquele fascínio.

Qualquer dia, Hoje não. Hoje ei de me contentar com a escolha.

[/comentário] Esse é o meu preferido, é fantástico. Foda.

***

Texto 02

Ela me puxa para baixo quando goza. Dá pra sentir cada parte do ser dela cravando-se em mim. As unhas nas minhas costas, as mãos suadas, espalmadas, trêmulas, sedentas.

E a brisa passa nos olhos dela. Ganham brilho. Um brilho que não estou acostumado a ver. Linda. A cabeça reclinada ligeiramente para trás, enquanto a boca entreaberta, quase me pedindo um beijo. Enlouqueço. Fácil. Seguro-me para não gozar junto. E é relativamente fácil amá-la assim. De boca fechada. Sem cuspir os rotineiros palavrões contra mim. Os cabelos roçando em minhas mãos enquanto em suas costas, quase como um abraço.

Deixo escapar um gemido e ela sorri. Odeio gemer perto dela. Ela volta para o incrível pedestal de mandona de sempre. Os olhos me desafiam, a boca se abre em um sorriso cafageste que homem nenhum nesse mundo consegue resistir. Um misto de amor e ódio se encontram no meu peito, enquanto os seios dela roçam em mim. Está de volta a mandona de sempre. O ódio se esvai, conforme as sensações se intensificam. Sobram só o amor e o sentimento de como sou sortudo. Se ela não me botar nos eixos, ninguém botará.

E eu deixo. Não tem como dizer não àquela carinha. Brisa nos olhos dela de novo. E um sorriso limpo, dessa vez. Meu controle e meus instintos em suas mãos. Dói ter o ego confrontado. Doerá mais ficar sem ela.

Outro gemido me escapa. Agora já era. Ela sabe que me tem de todas as maneiras possíveis. Dói saber disso. Mas não consigo dizer não.

***

1 – Mais uma vez, o Tumblr da Camila. Nem preciso dizer para vocês assinarem o feed né?

2 – Mais uma vez, o e-mail para contribuições é o ocrepusculo@ocrepusculo.com; Coloque “Contribuição do Leitor” no assunto do e-mail. =D

3 – Só uma dica: pode ser texto de qualquer tipo, pode ser pra divulgar seu blog (Textos, ok?), pode ser resenha de filme, jogo ou banda. Enfim, qualquer coisa.

Era alguma coisa de Março do saudoso ano de 2003 – o Brasil ainda tinha a melhor seleção do mundo, Michael Jackson ainda não havia morrido e os emos não existiam – quando o nosso cara legal entra em cena. Não em cena propriamente dita, ele vem caminhando grotescamente para a última carteira da segunda fila na aula de qualquer coisa no segundo ano do colegial. Eram 7 e pouca da manhã, você não queria que ele se lembrasse de tantos detalhes assim, ou queria?

Tenho que dizer que essa época foi o auge do ódio do nosso padawan contra a madrugada – nessa época uma boa manhã começava lá pelas 11. Após o ritual de parar a aula – ele sempre chegava atrasado – jogar a mochila num canto e desabar na carteira, o professor retomar sua (provável) chatice sem método do terrível sistema educacional brasileiro, um amigo lhe chama a atenção. Estava ele também com os olhos inchados de sono, mas lia uma carta (sim, ainda existiam cartas nessa época) com um sorriso bobo na cara.

- Ou.. Hudim, que porra é essa?

- …

- Ou..psss!

- Quê?

- Porraéssa?

- Uma carta de Lorinha Jones

- Han!?

- Lorinha… do canal… – Talvez você não saiba, mas na época de adolescente desses caras em Monlevade só conhecíamos outra pessoa pelo nick que ela usava no canal de Monlevade no eterno mIRC.

- Não conheço…

- Entra no Chefia, cê precisa prestar mais atenção Pedrão.

- E quem é essa retardada?

- Aahahahaha, Pedrão, pelamordedeus bicho, cê tem que parar com esse mal humor, cê é grosso demais, ahahahahha.

- Putaquelpariu Hudim, fala logo.

- Lorinha Jones sô. Maria de Lourdes – Ah, a “retardada” ganhou um nome – lá de Piracicaba – e um lugar! -, amigassa minha. Vai fazer 15 anos mês que vem. – após ele dizer isso deu aquele olhar que sinceramente dizia “Eu se fosse você, escreveria uma página para colocar no final da minha carta de resposta, ficava amigo dela e ganhava o convite pra festa.”

E foi exatamente o que ele fez. E fez bem, afinal escrever é uma das poucas coisas que nosso cara sabe fazer, e uma das únicas que ele faz bem. Logo aconteceu de Pedro e Lorinha Jones ficarem amigos. Bons amigos até. Agora me ocorre (desculpe a memória fraca do autor) que ele até ficou com uma garota que era amiga de Maria (melhor que o nick não é?) uma tal de Drielle, que (vocês não irão ficar surpresos) se apaixonou pelas palavras – no inicio pelo menos – de Pedro, mas depois de um tempo enjoou. Talvez pelo fato dele querer apressar um pouco as coisas. Foi quando ele aprendeu que “Eu te amo” só é bonitinho em Hollywood.

Vale contar que por causa de uma conversa no “canal” ela largou o namorado (foi mal Thiago… se bem que eu acho que eu te fiz um baita favor) para ficar com o tal Pedro. O mais incrível ainda foi nosso Maximus encontrar a mesma Drielle nos corredores da faculdade. O que fez ele (não pela primeira – e se Deus quiser –, não pela última vez) se arrepender de falar bonito por uns amassos e depois se “apaixonar” pelos lábios e curvas da primeira que aparecesse.

Ele tinha 15 anos, que culpa ele poderia ter?

Continuando. Pedro e Maria ficaram amigos, ela ficou amiga dos amigos de Pedro e Hudson (acabou namorando por um bom tempo com o Roia) e claro, convidou todo mundo para sua festa de 15 anos. Você ainda se lembra do que significa uma festa de 15 anos para uma turma de 16? Significa comida e, principalmente, bebida de graça. Aniversários de 15 anos querem dizer mais duas coisas para um jovem mancebo, garotas em vestidos minúsculos (ah, as meninas de 15 anos) e roupa social.

Nosso personagem, apesar de detestar esse tipo de roupa – talvez pelo fato de ser gordo e ser gordo e comprar roupas é uma merda – ele até que ficou… digamos, bem apresentável. Todo de preto, é claro, como convêm a um bom rockeiro e um bom gordo, a gravata do Mickey (estava na moda) deu um toque especial. Ele já até usava a sua marca registrada, o alargador – na época era só um, na orelha esquerda -, tenho que dizer que uma garota poderia facilmente ficar com ele naquela noite. Ele sinceramente esperava isso, esperava ainda que fosse a tal Drielle.

Pedro só havia esquecido uma coisa naquela noite inesquecível (ninguém deixa que o dia em que conheceu seu primeiro – e até hoje o grande – amor da sua vida e anda uns 8 quilômetros na chuva às 6 da manhã, cair no esquecimento). Ele havia esquecido o fato de que a tal amiga-irmã de Belo Horizonte estaria na festa e todos iriam finalmente conhecê-la. A garota havia surgido em uma das cartas que ele e Hudson continuavam trocando com Maria, que não parava de falar em Bárbara, a amiga-irmã-superfofa-linda-simplesmente-de-mais que ela tinha e que estaria na festa.

Hudson já estava de olho, já até conversava com ela no ICQ – lembra disso? – Pedro até chegou a trocar algumas palavras, mas havia se esquecido completamente do fato, só pensava noutra moça. Eis que entre vários copos de cerveja e vinho, uma mão no ombro e um “Pedrão, olha só quem tá aqui!” mudou a vida de nosso Bilbo Bolseiro. Aquela coisinha morena, radiante, com olhos imensos brilhando simplesmente nocauteou nosso amigo. O mundo todo simplesmente ficou cinza. Só ela tinha cor, só dela saíam sons. O resto era uma nuvem difusa preta e branca. Era como Frodo colocando o Anel. As tais borboletas no estômago eram dignas de um documentário no Discovery Channel, e o sinos facilmente poderiam entrar naquelas músicas de 20 minutos do Pink Floyd. Em 5 minutos de conversa, ambos já tinham certeza de que se conheceram lá no berçário. Ele se esqueceu de fumar, de beber, esqueceu o nome, onde estava. Esqueceu tudo. Aquilo era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido. E aquele era definitivamente os seios mais estonteantes que ele já vira em um decote. Aquele momento foi atemporal – quero acreditar que tenha sido assim para os dois –, e ele ainda está acontecendo, em algum lugar perdido no tempo e espaço das pessoas mais felizes do mundo.

O que eu odeio no Mundo Real é que sem nenhum remorso ou sutileza ele volta como um balde (Caro Microsoft Word, eu NÃO quero dizer “uma balde”, grato) de água fria. A conversa teve que parar um pouco e a vida tinha que continuar, e como eu disse lá em cima, Hudson já estava de olho. Você talvez não saiba também, mas existem homens que são Paladinos honrados. Eu não poderia então, pelo código de honra, estar a frente do meu amigo e atirar a flecha na presa dele. Isso matava de verdade o nosso amigo Pedro.

Sabe o que é pior de tudo? Essa maldita condição de ser um cara legal. Essa condição fez com que Pedro negasse veementemente (veja bem) a oferta do amigo para ficar ele com ela, ao invés dele mesmo. Homens podem ser bem desprezíveis minha cara. Eu até hoje chamo Pedro de burro por isso. Ele fica bem puto comigo, mas ele sabe que é verdade.

O final dessa história é fácil de descobrir, Hudson ficou com ela, e a noite acabou sendo na fossa. Ouso dizer que foi literalmente na fossa. O aniversário terminou como toda fossa em festa deve ser. Olhares gulosos e invejosos para o cara que ficou com a mocinha, olhos marejados com as musicas melancólicas de final de festa e obviamente a embriaguez, mãe de todos atolados na maldita fossa.

(Continua nos próximos capítulos)

***

O que parecia ser o suficiente para uma noite, era só o começo. Mas isto meus caros, vocês só saberão quando lerem o próximo capítulo das desventuras amorosas de Pedro, que se você estupidamente não percebeu, sou eu mesmo.

Desde quando isso (e o resto) me aconteceu queria escrever a história. Mas só depois de 6 anos resolvi numa madrugada whatever de sábado escrevê-la. E não me perguntem, eu não sei por que eu fiz isso na terceira pessoa. Talvez por querer ser a consciência daquele Pedro de 16 anos e fazê-lo exorcizar um pouco dos seus demônios. E já que é pra esculhambar com o coitado, decidi publicar isso no blog.

Essa seção, ou este conto autobiográfico, ficará em cartaz por mais ou menos duas semanas. Acredito que seja o tempo que eu vou levar para escrever mais duas vezes para contar a história inteira. Se eu achar que, por algum acaso, o exorcismo funcionou – de algum modo – escreverei pelo menos outra grande desventura amorosa.

E se você quer saber, ela ainda é bárbara.

Faz algum tempo que não posto. O Pedro até falou que ia colocar uma teia de aranha por cima da minha foto ali na barra lateral (mentira isso). Bom. O importante é que voltei e vamos ao que interessa. O post.

O primeiro blog que tive foi um blog de contos. Desses blogs de contos que tem aí pela internet aos montes. Na época eu nem tinha essa visão blogueira cheia de pageranks, SEO, tags e WEB 2.0. Era só um blog comum de contos e tal. Eu gostava muito de escrever e tinha até alguns contos muito bons. Aí eu tive a idéia de publicar aqui no Crepúsculo alguns desses contos, de vez em quando. Aí eu lembrei que este blog não é um blog de contos e crônicas. Resolvi fazer o seguinte. Vou postar um conto aqui, e deixar o link deste blog antigo para quem quiser ler o resto dos contos.

- A Atriz -

Ela era assim. Marina tinha mania de atriz. E isso era só um detalhe em sua vida. Não fosse as mentiras que ela criava. E os papéis que inventava para a vida real. Afinal, o trabalho do ator é mentir convincentemente. E isso ela fazia muito bem. Se tornou uma mania. Uma obsessão. Conhecia outras meninas no playground ao lado de casa e inventava nomes diferentes para si mesma. Inventava outras famílias. Mudava até mesmo a idade. Se apresentava e se portava como uma pessoa da idade que dizia ter.

Uma vez fingiu para a família ter perdido a memória. A história durou 4 meses e só não se prolongou por mais tempo porque se cansou do papel. Começou a criar disfarces. E fazia com tanta perfeição que nunca a descobriam. Ai de quem a descobrisse. Isso para ela, não podia acontecer. Conseguia convencer até mesmo o diabo de que ele sim, ele era o bonzinho da história. Ser descoberta não. Nunca.

A mania chegou ao seu ápice quando ingressou na faculdade. Artes Cênicas. Resolveu criar um papel de moça perdidamente apaixonada. Na terceira semana, entrou na sala e se declarou para o colega.

-Arthur! Eu te amo loucamente! Nunca me senti assim durante toda a minha vida. Você é tudo pra mim! Foi amor a primeira vista! Entrego a ti meu corpo e a minha alma! Derrame em mim ou seu líquido sagrado do amor.

E o beijou como nunca tinha beijado ninguém antes. Foi um estouro. Tinha criado o disfarce da sua vida. O de namorada, e futuramente, esposa dedicada somente ao marido. Tinha que manter o disfarçe afinal, ser descoberta não. Nunca.

Transaram no primeiro mês de namoro. Tinha que levar o papel até o final. Mostrou ser a pessoa mais apaixonada e dedicada de todo o mundo. A mais servil. A mais amante. A mais esposa de todas. Se entregou de corpo e alma ao papel. Largou a faculdade. Iria se dedicar somente ao parceiro. Tinha de desempenhar bem o papel. Não poderia falhar. Ser descoberta? De jeito nenhum.

Logo que Arthur se formou, os dois se casaram. Viviam uma vida plena. Tiveram filhos. Ele era extremamente feliz com ela. Nunca conhecera mulher mais dedicada em todo o mundo. O que posso dizer? Viviam bem. Ficaram velhos. Os filhos cresceram. Se casaram. Foi a melhor sogra do mundo.

Como todo papel, o de Marina chegou ao fim. Ela morreu por uma doença qualquer. Casada ainda. Nunca amou o Arthur, nem um pouquinho que seja, mas manteve o papel até o fim. No seus sonhos, tinha sido a melhor atriz do mundo. Desempenhou o papel até o fim. E quando morreu, tinha a certeza. Não seria descoberta nunca. Ser descoberta? Só por cima do próprio cadáver.

No velório só se ouvia choro. O marido estava inconsolável. Os filhos ainda mais. Todos falavam sobre como tinha sido boa esposa, boa mãe, boa mulher. Que vida! Que ser humano ela era! No enterro todos choraram. Fazia sol. Na sua lápide, a família escreveu o epitáfio.

“Aqui jaz Marina. Nasceu atriz, mas abandonou seu sonho para ser a melhor mãe, esposa e mulher do mundo”.

Lá no além Marina resmungava. “Desgraçados! Mãe é o cacete! Eu sou atriz! E o Arthur é um filho da puta. Filho da puta!”. E Deus a acalmava. “Calma Marina. Nós sabemos que você foi uma boa atriz. Juro por mim mesmo que sempre te achei uma excelente atriz”. E ela resmungava cada vez mais.

***

Bem. Esse é um dos melhores contos que eu já escrevi (na minha opinião completamente parcial). Se você não gostou, nem se dê o trabalho de ler o resto.

***

1 – A você mulher bonita e respeitosa. Se estiver disponível, já tentou desencalhar o Wanderson?

2 – Você tem twitter e trabalha com propaganda? Siga o @pedroporto. O cara é foda. E digo por experiência própria. Já assisti a uma palestra dele.

3 – Você já viu o portfolio do Fernando Valente? Olha só esse manual de identidade visual que ele fez. Que primor de trabalho!

Várias pessoas já me perguntaram sobre como se escreve uma crônica. Bem, não é uma das coisas mais difíceis de se construir, visto que uma crônica é só um relato de um pequeno acontecimento do cotidiano. O problema é que ninguém quer parar e observar esse pequeno acontecimento do cotidiano, que acontece todos os dias na frente de todos. Veja bem. É fácil. Se você não tem alma vagabunda, alma de flâneur, do tipo que gosta ficar observando tudo ao seu redor, você pode inventar a crônica a partir de suas experiências. Mas a observação constante do cotidiano é, de fato, o que faz a crônica.

Mulheres são ótimas personagens de crônicas. Convenções e hábitos sociais juntos com as mulheres fazem crônicas melhores ainda. A quebra e a desconstrução destas convenções e hábitos onde personagens do gênero feminino participem do enredo fazem crônicas muito mais que melhores. Por exemplo, não seria genial um pai viajar para encontrar com o filho na cidade onde este mesmo cursa faculdade, e ao chegar, descobrir que o filho estuda muito, não sai a noite, não se envolve com mulheres, e gasta todo o dinheiro recebido com livros ao invés de bebidas e cigarros? Isso para o pai é revoltante! Como esse canalha do filho dele pode gastar todo o seu dinheiro com estudo? Onde estão as mulheres? Onde estão as garrafas de whisky? E o pior, comprar livros às custas dele? Isso é um horror!

Pois é. Isso é uma crônica do Luís Fernando Veríssimo. Genial, não? Quase, para ser genial só faltaram as mulheres. Fazer crônicas é fácil. Basta algum conhecimento da língua portuguesa e alguma prática em redação. Vou provar isso começando a escrever uma crônica aqui mesmo e agora.

Primeiro, criemos dois personagens. Acho que vou me decidir por duas mulheres, elas sempre são imprevisíveis e qualquer coisa pode ser feito por elas. As duas se encontram no meio da rua, são amigas a mais de 10 anos. A intimidade entre elas é visível. Encontram-se e resolvem parar em um café para colocar a conversa em dia. Dessa situação podemos desencadear várias outras. Elas podem ir ao banheiro juntas, ou pode aparecer na porta do café um ex-namorado de uma que a trocou por outro homem, ou podemos até fazer com que um carro entre voando pela vitrine e mate instantaneamente as duas, mas isso não seria bom pois a crônica terminaria precocemente, e essa não é a nossa intenção. Vou me decidir então pela opção de uma delas resolver ir ao banheiro. Como sempre, a outra vai atrás, um hábito social tipicamente feminino. Pelo fato das mulheres sempre irem juntas ao banheiro, alguns deles já são construídos de maneira que cada box tenha dois vasos sanitários, para que as duas possam sentar e conversar enquanto fazem o que tem de fazer.

Um banheiro bonito (e só isso, porque crônica narrativa não tem muita descrição). As duas entram conversando no banheiro. Um fato normal. Uma puxa o batom da bolsa enquanto a outra vai ajeitando o soutién (sei lá como se escreve isso). Até aí, um fato normal da rotina de qualquer mulher. Então aqui, nesta parte em que o texto já está se tornando chato, inserimos a surpresa, o ápice, a virada de mesa da crônica. Paula (é o nome de uma delas) abre a porta de um dos boxes do banheiro e se depara com o seu ex-namorado (aquele que a trocou por um homem) sentado num vaso. Ela solta um grito escandaloso (“Seu sem-vergonha!”) enquanto a outra amiga grita assustada.

Se quisermos, podemos interromper a narrativa aqui e começar outra aparentemente não conectada a nossa história. Atenção. É aqui que acontece a mágica da crônica:

Naquela tarde, Laércio dirigia seu carro tranquilamente pela rua. Tinha marcado de encontrar com seu namorado, Luis, que tinha recentemente assumido sua homossexualidade e largado de sua namorada para ficar com ele. Foi neste momento que um homem empurrando um carrinho de pipocas entra na frente do seu veículo sem perceber o perigo, o que fez Laércio se desviar bruscamente numa guinada de volante, indo de encontro à parede de um café, destruindo todo o banheiro feminino do estabelecimento, matando duas mulheres perto do espelho e um homem vestido de mulher sentado na privada.

***

1 – Este é o manual de como fazer uma crônica ao estilo Luís Fernando Veríssimo. Quem gosta do autor vai entender rir muito.
2 – Alguém conhece a Érika Machado? A mineirinha é, para mim, uma das melhores cantoras no país. Tempos atrás fiz até um “clipe” (bem vagabundo), pra uma música dela. Quem quiser assistir, está aqui.
3 – Já criou um desenho com dominós? Visite o Drawminos e entenda do que eu estou falando.

Veja a primeira parte do primeiro episódio: Jack Kraven – Episódio 1 – Parte 1

***

Jack se levantou enquanto sacava suas pistolas, foi um movimento que ninguém naquela taverna pode ver, quando assustaram Gamble já estava com os miolos pregados na parede, antes que alguém conseguisse se mexer mais 4 já estavam entrando no vale da morte. Jack Kraven era rápido, céus como era rápido e certeiro. Ele nunca disperdiçava uma bala. Enquanto alguns se atreviam a atirar nele outros fugiam prometendo a Deus que nunca mais fariam nada de mau. Jack parecia dançar, o corpo se movia perfeitamente, as armas pareciam espadas que eram brandidas pelo melhor dos espadachins.

Tinha apenas mais uma bala no tambor e ainda havia vários porcos para matar, mas ele não se preocupou, ia mostrar sua mágica. Rapidamente viu quem iria receber a última bala, Trevor Hausban ia saindo de fininho enquanto seus homens atiravam ‘protegidos’ pelas mesas do Antro Gumble. Jack se projetou para frente e enquanto caia no chão acertou o joelho de Hausban, não era hora…ainda. Ele foi se deslocando calmamente em direção a parede oposta a seus inimigos, colocou os tambores para fora e girou-os no cinto. Pronto, tambores cheios denovo. Ele apontou as armas e assobiou. Todos pararam de atirar, o cheiro de sangue e morte impregnava o local e Jack ria, ouvia-se apenas a respiração ofegante dos corajosos combatentes, o choro da viúva Caty e o som da dor de Trevor Hausban.

- Vocês tem certeza que vão continuar atirando em mim? – perguntou Jack com uma voz que fez seus inimigos pensarem seriamente em responder ‘não’.

Um a um eles foram levantando com os braços levantados num sinal de trégua. Um a um foram tombando mortos com um tiro no meio da testa. Jack Kraven também não jogava limpo. Quem mais estivesse no local não iria aparecer para atrapalhar.

- Levante daí sua PUTA! – gritou Jack para Cat Gumble.

- Não me mate…não me ma..

- AHAHAHAHA Essa é boa, levante-se e morra com um mínimo de dignidade, se é que você merece isso.

Ela foi se levantando vagarosamente e Jack foi se aproximando, ele deu apenas uma olhadela para o lado. Tudo bem, o Sr. Hausban continuava lá, perto da porta de vai-e-vem sem se mexer. Ele então olhou para a mulher parada em sua frente, ela tremia de cima embaixo, um forte cheiro de urina vinha de seu ventre e o fez sentir ainda mais nojo daquela mulher. Jack primeiro cuspiu no rosto de Cat e antes que ela pudesse se afastar segurou ela pelo pescoço e disse:

- Abra a boca.

- Rmmsslwmm. – Cat disse de boca fechada sem que ele pudesse entender. Mas ele havia captado a mensagem.

Ele então atirou de lado. Metade da boca da senhora Gumble viajava pelo saloon, junto com seus dentes. Ela urrava de dor, colocou as mãos na boca mas o sangue não parava de jorrar. Jack resolveu deixá-la por um momento e foi em direção ao seu próximo alvo. Hausban já estava com metade do corpo para fora da estalagem quando o seu algoz o puxou de volta. “Aonde pensa que vai Trevor? Temos contas a acertar seu puto!” Quando ouviu isso Trevor teve a certeza que jamais sairia vivo daquele lugar, enquanto a isso tudo bem ele já esperava desde o momento em que viu os olhos daquele ‘menino’ prometendo sua vingança, só tinha medo do quanto iria sofrer até poder finalmente morrer.

Quando Jack o trouxe para dentro ele pisou no joelho em fragalhos de Trevor, queria ouvi-lo gritar. E ele gritou, ó como gritou, parecia uma puta, os gritos eram como música para o ouvido de Jack. Ele então atirou no outro joelho e subiu em cima. O que parecia impossível aconteceu, Trevor gritou ainda mais alto, enquanto Jack Kraven dava sonoras gargalhadas, quase tão altas quanto os gritos de dor. Ele então saiu de cima do seu inimigo antes que este desmaiasse, quando se endireitou viu que a viúva Gumble estava de frente para ele com uma arma apontada diretamente para sua testa. Jack parara de sorrir, mas olhava triunfante para a viúva coberta de sangue segurando uma arma. Ela estava tremendo, mas não erraria o tiro não sai Gumble – como diria um outro pistoleiro.

- Então, vai atirar ou vai ficar aí igual a um zumbi olhando para mim? – perguntou Jack quase rindo da situação.

Antes que ela pudesse responder, eles ouviram um estouro e a cabeça de sai Gumble explodiu do lado explodiu do lado esquerdo. Hart, o barman havia matado a esposa do seu ex-patrão com uma escopeta. Antes que ele pudesse carregar a arma para mais um tiro, Jack já estava atirando. Ele atirou nas mãos do barman, que se transformaram numa massa disforme de carne.

- Eu não iria poupar você por isso.

- Arrrrgh…e-eu sei..é que…há te-tempos, eu queria fazer isso.. – disse Hart se segurando para não demonstrar seu medo e sua dor, “Isso – pensou Jack – era morrer com dignidade”.

Jack não poupou balas para Hart. Fez uma ‘peneira’ como costumava dizer. Ele foi se dirigindo à saída, parou apenas para olhar sua vítima ‘sem joelhos’ e dizer:

- Você merece sofrer um pouco mais, mas não se preocupe, você não terá nem tempo de sentir saudades.

Ele então colocou suas ‘garotas’ no coldre e saiu da Taverna Gumble deixando apenas a morte para trás.

Fim do primeiro episódio

***

1 – Agora meu querido amigo Ignus tem um Blog, vocês que provavelmente gostam de ler vejam o – FalaNau. Garanto ótimas histórias

2 – No que se transformou o Jack aí em? Putz. Nem eu sabia que ia ser assim.

3 – Tem mais post pra hoje! Não mudem de canal.

4 – Só para eu provar par o Alvin que eu gosto dele – Acessem o Seu Estranho e o WW.Brogui.com. O último aí está parado, mas tem ótimos post’s lá…e você com certeza conhece o Seu Estranho..não?? Corre então!

Antes de começar uma rápida explicação Isto aqui será uma série de contos sobre Jack Kraven, um pistoleiro que viveu há muito tempo em um país qualquer em um mundo parecido com o nosso.

Jack Kraven – Episódio 1

Finalmente. A taverna Gumble, principal reduto da corja da grande Tron. Dez longos anos se foram desde a última vez que Jack Kraven estivera aqui. Dez longos anos desde a Noite da Lamentação. Dez longos anos desde que tiraram de um garoto de 14 anos tudo o que ele tinha. Dez longos anos desde que ele prometera que iria se vingar.

Jack respirava fundo, estava revivendo todo seu passado naquele momento, o cheiro de bebida barata entrava em seus pulmões e lhe dava nojo. O cheiro podre daquele lugar o levava a loucura. E era da loucura que ele precisava, o plano era entrar, sentar, tomar um trago e depois matar. Matar até não restar nenhuma alma viva naquele antro. Ele sabia quem estava lá. Roger Gumble, o dono da taverna, Caty Gumble, mulher de Roger e puta mor. Além é claro do milhonário Trevor Hausban. Os três estavam no topo da lista de Jack. Quem mais estava na taverna não importava tanto, mas não interessava, só de estarem ali mamando e degustando da podridão que era aquele lugar, mereciam a morte.

Enquanto Jack se perdia em seus pensamentos, parado em frente à porta da taverna um bêbado sai aos tropeços, gritando:

- QUE GRANDE MERRRRRDA, ME VOMITEI

Ele teve que se segurar para não explodir a cabeça daquele velho idiota, Matin Reyes era o nome do bêbado, Jack se lembrava dele, se lembrava de como o velho se recusou a ajudá-lo, era um dos culpados pela morte do seu irmão. Cuidaria dele mais tarde. Enquanto o velho vomitava na rua, ele entrou.

Quando pisou dentro do bar, todos pararam de fazer o que quer que estivessem fazendo para dar uma olhada no “forasteiro”. Jack deu de ombros e seguiu em direção ao balcão. Com o chapéu baixo, ninguém conseguia ver o seu rosto, mesmo se tivesse com a cara aberta, duvidava que alguém fosse reconhecê-lo. Sentou e esperou pelo barman. Roger Gumble estava na mesa de Hausban, junto com a piranha da mulher. Isso era bom, ele contou mais ou menos 26 pessoas na taverna. Mais os “felizardos” com suas concubinas cheias de sífilis nos andares de cima, ao todo o número não passaria de 40. Muito bom. O barman se aproximava, o show estava prestes a começar.

- Olha rapazinho, não gostamos de gente estranha por aqui. – tinha uma voz áspera, mas falava baixo, ninguém ouviu a não ser o homem a qual se dirigia. -  Então por favor, trate de dar o fora daqui antes que eu encha seu rabo de chumbo.

- Por favor, eu quero um uísque duplo, senhor Hart.

“Como ele sabe o meu nome” pensou o barman Hart, ele sentiu medo, como nunca tinha sentido antes. Aquela voz, aquela voz significava morte. Hart não sabia porque, mas estava tremendo enquanto servia o uísque para aquele homem. Isso nunca havia acontecido, ele era um homem durão, muita gente na cidade tinha medo dele, ele era o braço direito de Gumble, fazia os serviços sujos do chefe. Gumble que neste momento olhava para o balcão na esperança do forasteiro sair correndo depois da famosa “conversa no pé do ouvido” com Hart, o problema era que o estranho não se movia. Isso era novo. Gumble se levantou e foi em direção ao homem sentado em seu balcão, iria acabar com aquela palhaçada.

Jack virou o uísque e pediu outro, as coisas estavam interessantes. Pelo canto do olho viu que Gumble vinha em sua direção. Ele praticamente podia ouvir suas armas gritando, implorando. Jack pensou sorrindo “Acalmem-se, vou botar vocês para cantar daqui a pouco”

- Ei! Você aí, quem diabos você pensa que é para chegar ao meu bar e desrespeitar o meu barman? – Gumble havia chegado

- Eu sou Jack Kraven. – disse ele enquanto pensava “Vamos cantar garotas”.

CONTINUA…

***

1 – Só para visar que o Episódio 1 tem duas partes.

2 – Espero que vocês gostem.

Eduardo era um rapaz normal. Brincou quando era criança, estudou a vida toda, ajudou o pai na serraria da família. Mas foi exatamente nesta época que Eduardo deixou de ser normal. Como ia muito ao banco para o pai, Eduardo ficou viciado em filas. Isso mesmo, viciado em filas! Vê se pode! O rapaz não podia ver uma fila que, ‘zupt’, corria para o último lugar. E não pense que ele gostava de filas por que ele conhecia um monte de gente, não não, nada disso. Ele até preferia não conversar com ninguém. Gostava mesmo de ficar em filas. Teve uma vez que ficou 4 dias em uma fila, quanto mais o tempo passava mais feliz ficava Eduardo, “isso sim é uma fila” pensava ele. Isso atrapalhava um pouco a vida de Eduardo. Sempre se atrasava para algum compromisso, ele sempre passava por alguma fila. Não agüentava, nem se fosse uma fila formada por 3 pessoas. Passar em frente banco então. Putz! Eduardo fazia o seu caminho pensando nos bancos. Abundância em fila! Uma vez viajou para o exterior. Não gostou. Lá eles não faziam filas como aqui. Aqui sim, temos Filas com ‘f’ maiúsculo. Jogo da seleção. Eduardo amava, não o futebol é claro, que isso ele detestava. Mas as filas, homéricas. Quando alguma grande empresa anunciava vagas de emprego, ele quase que dava pulos de alegria.
Mas como eu disse, isso começou a atrapalhar a vida dele. A família achava muito estranho os sumiços. O pai disse, ‘esse menino tá metido com droga’. A mãe era só pranto. Gritava ‘aonde foi que erramos?’. O pai chamou o filho para uma conversa.
- Nós sabemos – disse o pai.
- Sabem do quê? – retrucou Eduardo.
- Do seu vício.
Eduardo ficou surpreso, esperava tudo menos isso. Ninguém poderia descobrir. Viciado em filas! Isso iria acabar com a reputação da família.
- Como ficaram sabendo?
- Então é verdade? – perguntou o pai em total desespero – Meu Deus muleque! Mecher com droga, o que sua avó vai pensar? Seu tio Márcio então, aquele falastrão! Eu devia bater em você!
Uma saída! Então eles pensavam que eram drogas. Menos mal. Ele tinha que confirmar, melhor drogado que maluco. Maluco não. A família podia suportar um drogado, um maluco, jamais! Tinha até um primo de terceiro gral que fora internado uma vez. Ele ainda ia aos encontros da família. Era isso! Não podia deixar que soubessem…
- Desculpa pai! Não sei onde estava com a cabeça…
O pai ficou feliz. “Pelo menos o pivete confessou”.
Eduardo foi internado, disseram para a família que ele estava sob forte stresse por causa do Vestibular. Mandaram ele de férias para uma fazenda.

Pedro Américo

Eita!!

Eu to empolgado mesmo!

Só essa semana estreei duas seções no post, e agora (2:32..já é domingo dia 20) que acabei de fazer dois posts, um em cada seção, resolvi estreear mais uma seção!

“Contos ou Descontos?”

Esta seção também será de textos escritos por mim (a não ser que alguém queira contribuir…falando nisso, qualquer pessoa pode contribuir para qualquer seção do blog!!) mas não serão (nada) parecidos com o que eu costumo postar.

Minhas aspirações como escritor são mais como romancista do quê cronista, crítico e muito menos como poeta.

Então vou exercitar minhas vontades de romancista ou até mesmo roteirista aqui.

Vou postar alguns contos pequenos (espero que sejam pequenos mesmo) ou pequenas histórias de ficção. Pelo que eu já imaginei colocar aqui…pelo menos o que eu já criei, estão voltados para um humor-negro, com suspense e com terror.

Tentarei pelo menos. A idéia também é que quem quiser mudar, sei lá, tipo o final ou alguma coisa do conto..me mande o que está pensando e mudamos e tal…queria que fosse um texto aberto. Bom veremos.

Ufa! 4 posts de uma vez não é fácil. Só falta mais um, com um pequeno conto.

Só espero que alguém leia isso aqui, sempre que escrevo qualquer coisa que não seja um texto, eu acho que ninguém lê…mas eu gosto de achar que estou conversando com algum possível leitor pelos posts (nem Freud…nem Freud!).

Juro, que agora, no momento em que escrevo isso, estou achando completamente maravilhoso achar que estou conversando com alguém…putz. Ajuda a pensar, você vai escrevendo um monte de bobagens que provavelmente ninguém vai ler, mas mesmo assim você pode treinar a escrita em diversas pessoas, falar mil e uma bobagens…ó céus, como é viciante…não consigo parar.

Meu Deus! Juro que estou realmente com medo, não sei o que é pior…se é o medo do papel em branco ou se é escrever sem parar. O que eu vou fazer? E se eu dormir? Será que vou continuar digitando? Já estou escrevendo a 15 minutos mas parecem 15 segundos…e se meus dedos ficarem dormentes? Será que eu ficarei louco se não parar? Ou se parar? Será que eu vou ser o primeiro caso desse tipo? Socorro!

Pare de rir, é sério, eu não consigo parar! Já estou imaginando…vai dar na TV, a imprensa aqui no meu quarto, me fazendo perguntas ao vivo…vou virar o rosto e responder com essa mesma cara de espanto que eu estou agora, será que vou acabar virando um reality show? “O Post Infinito”. Vão criar comunidades no orkut sobre mim, “O cara que digita”. Vai dar na capa do G1 – “Universitário digita sem parar há mais de 17 dias em Belo Horizonte, clique aqui para matéria completa”. A matéria vai dizer que eu já emagreci mais de 10 quilos (o que seria ótimo), com certeza iria ter declarações da minha família. “Estamos muito preocupados, não sabemos como vai parar..é só dizer para parar que ele começa a ter um tipo de convulsão, ele consegue parar apenas alguns segundos para acender um cigarro..que continuamos a comprar para ele, coitado..pelo menos um prazer” disse tristemente a mãe de Pedro, que completou 21 anos ontem. Familiares e amigos comemoraram o aniversário com ele no quarto.

Depois de um tempo, teria um Globo Repórter especial. 1 ano digitando. Eu pareceria o Forest Gump quando parou de correr. Os médicos iriam dizer..”Ele está perto do fim, o corpo não vai aguentar muito tempo. As mãos já estão atrofiadas, ele não consegue digitar mais, fica apenas batendo as mãos no teclado”. No final Sérgio Chappelein (o primo do Chapolin) diria: “Como será o fim desta tragédia moderna? Um jovem normal, que teve a sua vida interrompida por um inexplicável acaso. O final…você decide!”
(como???)

Céus, idéias malucas começam a aparecer na minha cabeça…será que tudo isso não passa de um pesadelo maluco…e que quando eu acordar…não verei nada escrito no blog? Oh! não consigugro contrpplfghar minahfgs makll]ãos!!!!@$#%$auhfhadkfeamabnsdidflt aafnmanf eihafpq,m a ioapeoen oiaekafndl,mf aoae,nfmaiensotoia uahruak´lgnmm,a cuihrgpama chehne ugtpooapsitunsaodop mapeihfoa,cm aopieinmfl aenfça f alefhoaiefl anfioa heflkae çfalfnam,dnf aoefklnae foialemflan aoiejflkan elafi einfmaalmanfiopwjrpm rgnoitoh tph kmt,lçmh akbjehpj ptka nlhfiaj optka ,llboa joptnlm,na,enaifhnlaehftp paer nlaepfja,enf paklemnf laenf09275-93-46805978 mkjht-q85 wi 98-4u1í]wla[í0ãj~0[e
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Tcharaaaaaam!!!!!!!!!!!!!

Peguei vocês? Lógico que não. Quem leu isso até aqui provavelmente achar que ou eu cheguei doidão de algum lugar muito louco, ou eu fumei até esterco.

Nada disso. Tive a idéia, porque realmente é muito bom fingir essa conversa com um possível leitor (acho que é o grande barato do blog) e também para dar mais ou menos o clima dos Contos ou “Des”contos que futuramente escrevei nesta seção.

Se você, quem quer que seja, leu até aqui.

Obrigado.

Pedro Américo

**** [PÓS-REBOOT] ****

Hehehehe me lembro até hoje do dia em que escrevi isso, eu estou deletando esse tipo de post, mas sinceramente, esse é de uma loucura tão grande, que foi difícil.

=)

Editado dia 4/10/2011