
E aí infelizes? Estão gostando das atualizações diárias daqui do blog? Bem, caso alguém queira saber, resolvi mandar meu PS2 para o concerto… é uma puta falta de sacanagem esses video-games “novos” não rodarem os jogos antigos. Hoje, meus caros, sinto que devo-lhes ensinar algumas coisas sobre a população facultativa deste país. Peguem uma mochila com livros do Nietzsche, umas pedras, isqueiro, uma bandeira dos EUA e coloquem uma camiseta do Che Guevara, pois o post está prestes a começar.
Bem, acho que todos já sabemos que é na faculdade (está em itálico, não reclamem) que costumamos expandir nossos horizontes e mudar nosso modo de ver as coisas. E devido à uma série de fatores em nossa adolescência, tendemos a ter nossas ideias e ideologias mudadas para uma nova versão: a versão comunista… ou pseudo-comunista. Sim, meus caros, muitos de nós, por culpa de bandas como o Legião Urbana (que não merece nem um terço do que recebe), passamos a ver o mundo de um jeito um tanto quanto radical e incriminador, no qual a representação do capeta se dá por três letras: EUA (ou USA, você escolhe… se bem que “USA” é americano demais…).

É nesse momento que frases como “viva la revolución!“, “morre Bush Obama” e “COCA-COLA?! VOCÊ TÁ BEBENDO COCA-COLA?!?!?!” passam a fazer todo sentido do mundo e serem comuns no vocabulário da galera. E é nesse momento que o tão famoso argumento “Mas você usa o Windows né?!” é colocado em prática. Basicamente, a faculdade (independente de qual faculdade for) é como um centro de uma rebelião (que obviamente não saiu do Twitter), no qual um monte de alienados gritam a plenos pulmões o quanto o capitalismo é culpado por tudo de ruim no mundo. Interessantemente, estes mesmos alienados se veem como revolucionários… Tá vendo, Fidel? 876 84 anos de trabalho deram nisso.
É no dia-a-dia que vemos que tal corrente de pensamento está presente no nosso dia-a-dia… a dúvida é: as pessoas fazem isso de propósito ou não notam as merdas que estão falando e/ou fazendo? Eu sei que a resposta é “sim”, mas não consigo deixar de me perguntar se realmente existe gente tão idiota assim no mundo… a inocência pode ser um problema foda. O que torna tudo isso mais interessante (e irritante) não é a (constante) hipocrisia nem a (também constante) “vontade de espalhar o ‘amor’ para todo o mundo no melhor estilo regilioso de ser”, mas sim o que eu costumo chamar de “O Fator Guaraná“.

Não levem a mal, eu adoro guaraná (que tem que ser da Antarctica, não tem jeito… foi mal Kuat), mas o tal Fator recebe esse nome por um único motivo: os “comunistas” entram numa onde de nacionalismo que deixaria muito escritor indianista com orgulho… coincidentemente esse “comunismo” e o indianismo são grandes e maravilhosas merdas geradas pelo especialíssimo povo – ou melhor falando – poulvo brasileiro. O Fator Guaraná é o responsável por essas bandas “indies” e “hipsters” de atualmente, é o responsável por roupas feitas tecidos que dificilmente parecem tecidos (principalmente em relação às cores) e as tais convenções de “arte moderna”… eu gosto de desenhos com armas apontadas para políticos, mas chamar um monte de borrões de tinta colados com camisinhas de “arte plástica” é demais… sou um velho chato.
É interessante pensar que tal forma de pensamento se concentra durante o período de faculdade… sei lá, dos 17 aos 25 anos (“com 2 anos de diferença para mais ou para menos”). Claro que estou generalizando, mas ainda sim é algo que vemos todos os dias (caso você esteja numa faculdade…) e é a mesma coisa há, sei lá, 60 anos? Mas de que importa tudo isso? Afinal, todos sabemos que o objetivo da Coréia do Norte é a conquista.
***
1 – Tudo que eu falei está escrito aqui, só que de forma muito melhor.
2 – Também não gostei do post de hoje, mas eu tinha que escrever.
3 – Prometo posts infinitamente melhores que esse daqui para frente.

É interessante como os homens lutam pelas causas e para mante-las em pé e realmente “verdadeiras”. Não basta isso, eles ainda tem que fazer questão que a maioria das pessoas também pensem como eles e façam o que eles fazem. Quando isso não acontece eles ficam revoltadinhos e acham chifres em cabeça de cavalo e tudo o que puderem achar e não achar, para fazer com que os outros pensem que eles estão certos.
Os religiosos fanáticos, já atacados neste blog e em um monte de outros blogs por aí, são um belo exemplo disto. Outros que entram na lista são ecochatos, vegans malas, pessoinhas de vermelho, blogueiros assassinos da velha mídia, trolls, metaleiros xiitas, administradores da Wikipedia e outros idiotas de plantão. (poderia linkar cada um, mas não vou dar links pra quem não merece)
Mentir é uma das pequenas atitudes que algumas destas trupes fazem para alcançar seus objetivos. O pior disto tudo é que os que causam maior risco são pessoas realmente esclarecidas, inteligentes e que sabem do que estão falando. São advogados renomados, políticos, pastores, blogueiros respeitados, jornalistas reconhecidos, doutores formados em universidades federais (ou até mesmo no exterior), empresários, etc. Gente que, na posição de formadores de opinião, são capazes de mentir e trapacear da maneira suja apenas para enganar todos nós. São aqueles mesmos que criam slogans poderosos como:
- “A Mídia morreu! Eu sou a nova mídia independente!”
- “Se vocês não doarem para a igreja 10% do seu salário, o demônio irá até sua casa e irá lhe tomar tudo!”
- “Essa mídia golpista está tentando desestabilizar um governo formado pelo povo criando essas histórias mentirosas de corrupção.”
- “Quem come carne é podre por dentro.”
- “Vamos salvar o planeta!”
Interessante é quando algo foge do controle deles, alguma coisa escapa de vista, onde eles vão parar? Onde foi a opinião evangélica quando os donos da Renascer foram pegos com um monte de dinheiro? Onde estavam os petistas quando pegaram o homem da cueca? Onde estão os ecochatos onde a presença deles realmente é necessária? Onde está a nova mídia independente quando é preciso divulgar melhor as barbáries no Haiti ou o que está acontecendo no Irã?
Ah, me esqueci, a nova mídia independente está ocupada demais falando sobre a USP, José Serra e o Blog da Petrobrás para perder seu tempo com algo muito mais importante para o mundo. Ou talvez porque eles tenham defendido a vinda de Ahmadinejad para o Brasil, não sei, tanto faz. Vale lembrar que são os mesmos que defendem o regime de Cuba, Evo Morales, Hugo Chavez e outros.
Marx estaria se remexendo no túmulo se visse o que andam aprontando com as teorias dele. E olhem que não tenho nada contra Marx, para mim é um dos homens mais inteligentes e geniais que pisou neste planeta. O problema de Marx, como o de muitos por aí, é que ele foi muito ingênuo: acreditava piamente que os homens poderiam se tornar pessoas melhores e serem realmente irmãos. Ledo engano.
***
1- Mais links? Já não bastam os que estão no texto?
2- Este texto é direcionado exclusivamente para vocês que são mentirosos e que enganam os outros com suas palavras bonitas. Que acusam sem provas, que mentem, que sobem no caixote de feira e se acham os reis do mundo. Há pessoas que falam sobre meio ambiente e não são ecochatos, vegans, religiosos e tudo o mais que não querem te converter. Esquerdinhas que respeitam a ideologia dos outros, e por aí vai. Espero que estes não se sintam ofendidos pelo meu texto, vocês sabem que não foi para vocês.
3- Somente estão linkados textos que valem a pena ser lidos, não vou recomendar nem linkar tranqueiras para vocês. Mas até que alguns valeriam a risada.

Imagem: Chavez em uma capa da Folha disfarçado de Mickey Mouse ou vice-versa
Esta semana sem dúvidas foi leve. Carnaval, descanso, praia, sol, a Naya curtindo as micaretas… mas parece que não foi tanto assim para a Folha de S. Paulo, um jornal “conceituado” no Brasil, e alguns intelectuais de esquerda, todos canhotos, que travaram um confronto um tanto inusitado que passou dos jornais para os sites e foi parar nos Blogs.
O Idelber publicou um bom texto apoiando os professores, enquanto o Imprensa Marrom abordou de maneira diferente, não concordando com a Folha, mas ao mesmo tempo também discutindo a neutralidade dos doutores que encabeçam a ação.
Para os que não estão dentro do assunto, o jornal Folha de S. Paulo publicou um editorial que falava sobre os novos moldes da ditadura na América Latina, em especial a de Hugo Chávez. Dentro deste espaço, o autor do artigo classificou a Ditadura Militar brasileira como sendo uma “Ditabranda”. Isto, obviamente, causou a ira de vários leitores, que tanto em comentários na página do editorial na internet (somente disponível para assinantes) quanto em cartas mostraram o total descontentamento com o modo da Folha representar o período. Não bastasse isso, dois renomados doutores (tenha noção de que isso é tanto para o bem quanto para o mal), Fabio Konder Comparato e Maria Victoria de Mesquita Benevides, fizeram parte desta leva de leitores. A eles a resposta da Folha foi a seguinte:
“A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente cínica e mentirosa.” (slapt!)
Juntando tudo isso foi colocada a assinatura de uma Petição para fazer não sei o que, encabeçada pelo também doutor da USP, Emir Sader. Estes três citados são, realmente como declarou a Folha (mesmo de maneira deselegante), adeptos do regime de esquerda cubano, ponto final. Fatos a mesa, cada um tire suas conclusões sobre isto, não irei tomar partido algum, no meu ver todos os lados deste conflito estão mais que errados, cada um por seus motivos particulares.
Como declarou o Pedro Dória em seu blog, as palavras da Folha foram dadas na área de opinião do Jornal, não de noticiário. A área de Editorial de um jornal é totalmente opinativa, também conhecida como Página 2, onde também há a sessão de cartas do Jornal. Nesta área o jornal tem todo e qualquer direito de exprimir sua opinião, independente de qual seja. Um veículo de comunicação deve estar ciente do que sua opinião deve acarretar, afinal ninguém pode agradar gregos e troianos. A Folha, quando escreveu este artigo, realmente deu pano para a manga.
No meu ver o erro deste grupo de gênios que sabem de tudo e ninguém sabe nada intelectuais é achar que a Folha deve se desculpar por ter uma opinião contrária. Eu não acho a ditadura maravilhosa, nem acho que é certo ficar colocando a ditadura brasileira em textos onde o tema central é na verdade a nova “democracia” venezuelana. Mas o que posso fazer se a Folha acha que tivemos uma “ditabranda”? Posso não concordar, e não concordo! Mas posso privar deles o direito de achar isto?
E o padre maluco que acha que o holocausto não existiu… deixem ele! Ele tem o total direito de achar o que pensa, mesmo estando completamente maluco. Se não concorda, você pode discutir, dar sua opinião sobre o assunto ou simplesmente ignorar a questão.
Eu não entendo como opiniões contrárias podem gerir tanto “xiitismo” da parte das pessoas. Há os Metaleiros e Rockeiros Xiitas, como diz o Pedro, agora também temos os políticos e intelectuais xiitas, que já consideram opiniões contrárias a eles afrontas a democracia e aos que sofreram com a ditadura militar. Ninguém desrespeitou o passado nem as famílias daqueles que não voltaram para casa. Se eu disser que a Segunda Guerra Mundial foi mais branda do que a Guerra do Vietnã vão me dizer que estou “ferindo aqueles que perderam familiares na época ou os Judeus que morreram no Holocausto”? Façam-me o favor… e não amolem a todos com isto.
Parece que no Brasil as coisas são realmente estranhas neste ponto. Você luta, se esforça, combate um regime autoritário tentando trazer a liberdade da informação e do ir e vir, para depois ir contra ela. Me pergunto onde foi parar aquele senso tão comum dos intelectuais: “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. (frase do Voltaire, coisa chique, achei na internet)
Pois é, parece que talvez nem eles mesmos saibam…
***
1- Alguém aí acha que a Ditadura Militar era uma “Ditabranda?
2- O Joildo postou em seu blog a resposta de Maria Victória Benevides a revista Carta Capital, o poço de neutralidade em meio a imprensa, você pode vê-la aqui.
3- Considerem este um início do curso de Jornalistas para não Jornalistas de Diego Camara, e não se esqueçam, Editoriais são lugares onde você pode falar o que quiser e deixar comunistas estressados e ainda ofender eles. Tem coisa mais legal?
4- Leiam o Pedro no Suspensa, se não o Bicho Comunista irá comer vocês: Crônicas de um Mineiro



Leave A Comment