Uma pequena explicação antes de continuar com as desventuras amorosas de Pedro (episódio 1 e episódio 2). Eu tinha começado a postar essa história com a intenção de terminá-la logo, mas como aqui as coisas nunca saem como planejado, não deu. Em parte por eu ter encontrado muitas dificuldades para continuar, já que esse episódio é o clímax infernal de toda história. Em parte por causa dos leitores que não agüentariam uns 4 ou 5 posts dessa história seguidos… nem eu agüentaria.

De qualquer forma, quase abandonei a idéia de escrever tudo, mas estou aqui para o que eu acredito seja o penúltimo episódio, isso se deve aos leitores que me mandaram e-mails e mensagens no blog pedindo para eu terminar a história.

Então, para vocês meus caros, o episódio 3 das desventuras amorosas de um cara legal.

palhaço

Eu havia dito que aquela noite foi uma das – se não a melhor – melhores noites da vida de nosso querido (des)aventureiro. O outro dia nasceu como um dia mágico. Ele acordou como sempre sonhou em acordar um dia: coração batendo forte após o encontro com a donzela amada e se preparando para um show de rock em um dia que prometia muita alegria!

Era dia de Pop Rock Brasil em Belo Horizonte. Para um cara de 16 anos, aquilo era praticamente um Rock in Rio – bem mais pobre – da sua época. Então foi ele, junto com seu irmão, Mateus. Infelizmente a donzela não poderia acompanhá-lo, mesmo assim ele foi, com um sorriso no rosto pelas histórias que viriam e pela noite que havia passado.

No início foi tudo bem, tudo correu como esperado. Nosso herói, que só tinha pensamentos para sua garota nem pensou em se jogar nos braços de outra, o que em shows do tipo era muito fácil. Já seu irmão queria a esbórnia. Esse irmão de Pedro em particular não se dá muito bem com álcool, o que seria uma lástima para o final da noite que prometia com o show mais esperado. Pedro encontrou amigos, fez novos, quase brigou, se divertiu como nunca. Ou seja, um legítimo show de rock, como era o Pop Rock antigamente.

Mas, o universo estava conspirando… o problema é que conspirava contra nosso amigo. As coisas começaram a desandar, o irmão sumiu por horas, voltou bêbado, sem a carteira e querendo ir embora. Pedro disse que não arredaria o pé enquanto não visse o Angra. Houve briga, e feia. No dia que prometia as maiores alegrias para nosso amigo, cair na porrada literalmente com o próprio irmão não estava nos planos. Ali Pedro desconfiou que alguma coisa estava errada. Mal sabia ele o quão errada estavam as coisas.

Foram embora antes do show acabar. Pedro foi convencido a ir, pois estavam a quilômetros de casa, e ele não conhecia nada da cidade. Já o irmão morava lá há um bom tempo, não poderia ir sem ele. De qualquer forma, Pedro temia mais as besteiras que o irmão idiota poderia cometer no caminho. O ódio foi intenso quando o irmão que perdera a carteira, também descobrira que bebera quase todo o dinheiro que tinham, sobravam-lhe 11 reais para o táxi que cobraria o dobro para largá-los em casa. Foram uma boa parte do caminho a pé, o irmão falando sobre qualquer coisa e Pedro, para não descer-lhe o cacete, apenas pensava na sua garota.

Pedro dormiu com um misto de sentimentos, raiva do irmão que lhe privara de The Number of The Beast tocada pelo Angra, e a felicidade inerente àquele fim de semana. Domingo era Dia dos Pais, seus pais estavam indo para BH para almoçarem em família, junto com seus Tios. Pensando no pouco tempo que teria para se despedir de Bárbara (Pedro iria embora no mesmo domingo para Monlevade) ele resolveu que mandaria uma mensagem logo cedo combinando alguma coisa. Dormiu feliz e tranqüilo no fim das contas, teria logo um novo encontro com a garota dos seus sonhos.
Pedro acordou e mandou a mensagem. Não obteve resposta. “Tudo bem, dia dos pais, mais tarde ela responde” pensou ele. Encontrou os pais, deu um abraço forte no homem que mais admira no mundo, o seu pai. Foi um ótimo dia. Almoçaram com os primos e tios, mas enquanto o dia ia acabando – o Atlético ia perdendo – Pedro começou a se preocupar com a não resposta de Bárbara. Voltaram então para casa dos irmãos e enquanto Pedro arrumava suas coisas para voltar a sua vida normal, mandou outra mensagem, dizendo que iria embora e queria se despedir dela.

Eis que ele recebe uma mensagem dizendo mais ou menos assim: “Estou na casa de uma amiga, não vou poder te encontrar”. Foi o primeiro soco no estômago do dia. Na mesma hora ele soube que algo estava muitíssimo errado. Primeiro: difícil ela estar na casa de uma amiga em pleno domingo dia dos pais. Segundo: a frieza da mensagem.

Foram embora. No caminho Pedro amargurado e angustiado disse que estava “daquele jeito” por causa das peripécias do irmão na noite passada. Mas o humor dele nada tinha a ver com isso. Chegando em Monlevade, a primeira coisa a se fazer foi jogar as malas para um lado e correr para o computador e para o mIRC. Ao conectar, logo achou o que procurava. O nick dela. Abriu a janela, mas por algum motivo não conseguiu escrever nada. O momento de hesitação foi o tempo para que ela dissesse, “Pedro, a gente não tá namorando.”

O que diabos significava aquilo, ele não fez idéia, apenas disse:

- Uai, claro que não. Pq?

- Pq eu sou mto nova para namorar.

- Mas ninguém falou em namoro. Não to entendendo.

- Olha, eu pensei muito ontem e hoje e acho que devíamos continuar só amigos.

Segundo soco no estômago, esse mais forte. Nesse momento, ele só sentiu raiva, por não entender o que havia acontecido para tão repentina mudança, o que haveria acontecido para do cara fantástico que havia levado ela em casa para o idiota “amigo”. Os outros sentimentos viriam depois.

Ele apenas se limitou a dizer.

- Tudo bem então.

Dali em diante não conversaram por muito tempo. Não havia a menor possibilidade de ter amizade ali. Por ambas partes. Uma por seus motivos até hoje não revelados, outra por não entender como alguém poderia ser tão má, por brincar com ele dessa maneira. Ele se sentiu muito mal, se sentiu um mero qualquer, um cachorrinho que quando o dono está de bom humor chama para brincar e quando não está nem aí bate a porta na cara.

Posso resumir aqueles meses em duas palavras: Foi foda. É clichê, aliás, a história toda é um grande clichê adolescente, apesar de eles mesmos acharem que aquilo só acontece com eles. De qualquer forma, Pedro não havia perdido somente a garota que ele de certo amava, mas havia perdido uma amiga, uma companheira, uma parceira. Havia perdido tardes de sábado e domingo conversando e rindo sobre qualquer coisa conversando com a pessoa que ele mais adorava conversar. Mesmo assim, não havia raiva. Havia mágoa. E havia aquele sentimento estranho que Pedro, apesar de tentar – e muito – explicar, não conseguia. Um sentimento de não saber o que havia feito de errado. Pois era certo que de alguma forma ele havia feito merda durante o processo.

Como todo adolescente ele tinha a certeza de que nunca acharia uma garota como aquela, como todo adolescente ele tinha a certeza de que nunca iria superar aquilo. Mas como todo adolescente, depois de um tempo já havia desencanado e estava tocando a bola pra frente. Feliz e despreocupado.

Mas como isso aqui é uma Desventura, e como não podia deixar de ser, essa história tem um “até que…”. Então.

Até que um dia, enquanto Pedro – esquecido como é – fora tomar banho e esquecera a toalha. Já nu, foi até o varal, se enrolou na toalha e foi em direção ao banho precedente do sono tranqüilo até às 7. Assim que ele passou pelo telefone que ficava numa mesinha da sala (incrível como eles insistem em ficar ali, não é?), o danado tocou. Pedro, que odiava – ainda odeia – telefones (principalmente aqueles em que você não quer atender) resolveu atender. Dez da noite, não poderia ser para ele, e muito menos demorado. No certo alguma Tia querendo pegar sua mãe ainda acordada para bater um papinho rápido.

Não era uma tia, não era para sua mãe. Era a última pessoa que Pedro esperava. E o que ele menos esperava era a frase que o fez sentar na cadeira:

- Alôôô

- Alô Pedro, sabe quem tá falando?

Sim ele sabia. Sabia tanto que sua reação foi dizer com a voz mais impassível do mundo, não imaginando nem de longe o que viria a seguir.

- Sei.

-Tava com saudade de você.

***

Pelo ponto em que estamos, esse foi realmente o penúltimo episódio. O quarto e derradeiro não tem data para sair, mas se esse saiu, ele não vai demorar.

Sobre esse episódio, apenas gostaria de levantar alguns pontos. Talvez você que lê esse blog, ou gosta e quer ver o fim dessa história pode nesse momento ter raiva ou querer de alguma forma apontar Bárbara como isso ou aquilo. Só lembre que eu tinha 16 anos e ela 15. E essa é apenas mais uma desventura amorosa adolescente.

De nenhuma forma, meu objetivo de escrever essa história é colocar ninguém como vilão ou mocinho, muito menos querer resolver uma história postando no blog e abrindo uma coisa tão pessoal. Bárbara é uma das leitoras do blog, ela não só sabe que estou contando a história como me incentivou a terminá-la.

É como eu disse antes, é uma boa história. E contar história é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida.

Como eu terminei dizendo na Parte 1 o que parecia ser uma noite cheia de acontecimentos ainda estava longe de acabar.

Pois bem, a festa já havia acabado, a música havia cessado e ainda restavam algus gladiadores na arena. Pelo menos é o que eles pensavam. Na verdade, todo mundo já tinha ido embora. Todo mundo com um veículo motorizado pelo menos, quando foram perceber, dos convidados – tirando a familia da aniversariante – restaram apenas Pedro, Hudson, Wadson e Juliender. E olha que eles nem eram uma turma, a “galera” dos nossos antigos personagem já estavam na mão do palhaço há muito tempo, em suas casas. Á, antes que eu me esqueça, haviam dois seguranças também.

Os quatro – completamente bêbados – se despediram da familia, e se viram em uma situação um “pouquinho” complicada. Eram umas 5 da manhã, estavam em um sítio no meio da BR-381 – perto do Pesque & Pague do Two – próximos à João Monlevade, sem nenhum transporte e nenhuma esperança de conseguir chegar em casa. Um senhor que aparentemente trabalhava no sítio disse que passava um ôns da Gontijo 6 horas. Fomos os quatro então para a entrada do sítio e ficamos lá conversando. Não tenho certeza, mas acho que um deles acabou dizendo

- Bom, pelo menos não tem jeito de ficar pior né?

Tinha. Começou a chover.

Acolhidos embaixo de umas árvores que não protegiam nada da chuva eles percebem a chegada de dois sujeitos vestidos de preto. Seguranças da festa. Apesar da situação, eles até acharam engraçado, os seguranças vinham usando um banner imenso da Skol como guarda-chuva. O melhor de tudo era que cabiam todos eles lá embaixo, lado a lado. Firmes e fortes. Eis que no meio de tudo, passa a familia da aniversariante no carro da familia, buzinando e se despedindo da gente. O que não devem ter pensado daqueles pobres coitados embaixo do banner da Skol. Seria engraçado se não fosse trágico.

Estavam todos lá, sem nenhuma certeza sobre nada que iria acontecer. Para Pedro, a única coisa que ao mesmo tempo o consumia, o confortava. Não teria que sentir a situação adversa acontecendo, ele tinha alguma noção de que estava no meio do nada, bêbado – talvez até por isso não sentia tanta coisa – e sem nenhuma certeza de como (e se) iria voltar pra casa. Ele tinha outras preocupações adolescentes para ocupar a cabeça. O que o tirou do tormento alguns segundos foi uma caminhonete (neste momento todo o sítio já estava apagado) e um senhor falando:

- O ôns vai parar aqui não. Sobe aí que eu levo ocês no ponto.

Subiram todos na caminhote, inclusive o banner.

O tempo foi passando, o dia foi nascendo e o que todos temiam foi acontecendo. A “onda” tava passando. O frio, para alguns, era muito maior do que para outros. Logo viriam o sono, o cansaço, a ressaca e com ela a melhor amiga do bêbado, a dor de cabeça.  A fria manhã daquele domingo chegou com tudo, ela não estava nem aí para aqueles quatro, mais dois seguranças e um banner que ainda estavam no sábado. Com ela, veio o tão esperando ônibus. Entramos rezando para que a rala quantia em seus bolsos fossem suficientes e para que tudo acabasse logo, o que é claro, não aconteceu.

Quando chegaram em Monlevade, logo ao descer do Gontijão, avistaram um ônibus azul arrancando do ponto e indo embora. A pouca esperança que eles tinham de pegar o ônibus para irem para o centro da cidade se esvaiu rapidamente. Do bando, apenas os quatro iniciais restaram – não se sabe o que foi feito dos seguranças e do banner – desses, dois estavam com um celular. Dois dois, um estava funcionando, mas sem crédito. Wadson tinha o celular que funcionava mas o pai dele não atendia. O jeito, era andar – e andar para caralho.

No meio de tudo, acabou sendo divertido. Estavam aqueles quatro idiotas vestidos na fina estampa, andando por uma parte pobre da cidade às 7 da manhã, molhados, gritando, rindo e reclamando. Dessa parte, a única coisa que vale a pena contar é da esperança que os pobres coitados tinham em passar em frente ao velório e ver lá um morto. Velório queria dizer comida – um pãozinho com salame e um café estariam de bom tamanho – e (com sorte) uma carona.

Não tinha morto, mas tivemos a sorte. Wadson conseguiu falar com o pai dele. Ele viria resgatar os soldados. Tá certo que depois daquilo tudo o sentimento foi quase que “porra, nem precisa”. Precisava. Depois de uma jornada incrível, Pedro chegou em casa nada são e muito menos salvo. A sanidade anteriormente lhe roubada pelo álcool fora devolvida, a lhe roubada pela baixinha sorridente não.

Até chegar ao acontecimento a seguir, várias coisas aconteceram envolvendo os acontecimentos na festa. Os mais importantes foram a conversa que Pedro teve com Hudson, sobre as intenções dele com a moça. Basicamente, para ele havia sido coisa de uma noite apenas, o que Pedro mal pode acreditar mas tudo bem, conversaram e ficou decidido que nosso herói tinha sinal verde para avançar. Homens leais aos amigos tratam a coisa dessa forma. Acontece que nem todos os homens tem os mesmos valores, ou acreditam nas mesmas coisas. Um “amigo” dos dois também ficou interessado na moça – ao que parece, junto com a torcida do flamengo – e ele simplesmente pouco se lixou para qualquer coisa. Ao mesmo tempo em que Pedro se abria para Bárbara o outro já estava em cima. O problema é que Pedro havia entrado na Zona do Amigo, pior invenção dos tempos modernos em que homens se deram a amigos de mulheres, o que você bem sabe impediu completamente as ações de nosso amigo e cortou pela raiz suas esperanças de amor infinito.

O que era difícil, se tornou praticamente impossível. Numa dessas cavalgadas da vida, o outro “amigo” – vulgo bestfriend – também se valeu dos lábios da moça. Ou seja, era mais um no caminho. Um soldado inimigo cai, logo aparece outro. É uma máxima da batalha de campo, não há o que fazer se não lutar ou levantar bandeira branca. E foi o que Pedro fez. O problema, é que o gostar e querer uma pessoa, no caso desta história quer aquela garota era muito mais do que ficar de mãos dadas na praça e pagar de namorado para todo mundo. A questão é que para Pedro, Bárbara era de fato uma pessoa da qual não poderia se afastar. A conversa entre os dois fluia como água em pedra. Não havia aquela história de conversar coisas visando o objetivo de pegar a garota. O objetivo era conversar – mesmo que por internet – passar um tempo com a pessoa que mais o fazia sentir bem. E subitamente abandonar isso foi extramamente difícil e complicado. Eram acima de tudo grandes amigos, se adoravam.

Abaixo seguem os devaneios de Pedro – e meus também – sobre a tal Zona do Amigo.

Mas quando a amizade chega a um certo nível, é inevitável um dos dois ou os dois quererem estar ao lado um do outro ainda mais. E é aí que o amor de amigo, vira amor de homem e mulher, é aí que uma coisa vira outra coisa. E é aí que nem eu nem o Pedro entende o que diabos “Mas somos amigos…” quer dizer. Na verdade eu, ele e você sabemos. Significa “Não rola por motivo x”, o problema é o que o motivo x nunca é dito, e às vezes as mulheres colhem o que plantam justamente por não nos dizer com todas as letras o que querem realmente dizer.

Pense bem em como isso é idiota. Se “somos amigos” realmente fosse o motivo, a garota estaria dizendo para você o seguinte:

- Olha só, não rola. É porque tipo, eu te conheço pra caramba sabe? Você é meu amigo, amo você… você me diverte, você me faz rir, você sabe o que eu gosto e o que eu não gosto. Você me protege, gosta das mesmas coisas que eu, nunca vamos enjoar um do outro. Você conhece meus pais, irmãos… vem aqui em casa sempre. Você me dá bons conselhos, só quer o melhor pra mim. Me dá atenção, gosta de mim pelo que eu sou de verdade, e não pelo que eu aparento ser. Sabe… então, por isso… não vai rolar.

A sua cara de incredulidade em pensar como isso seria um motivo para NÃO ficar com alguma pessoa é a mesma que a minha.

Fim do devaneio.

É óbvio que “somos amigos” quer dizer outra coisa, tudo bem… não vem ao caso agora. Agora eu como narrador tenho que continuar a história.

A bandeira branca foi levantada, as tropas aliadas se retiraram do campo de batalha, mas nem todas as tropas, é claro. Havia um ou dois agentes disfarçados em campo. O tempo foi passando até que um certo dia – pouco mais de um ano depois se eu não me engano – Pedro e Bárbara conversavam no mIRC, e por tabela ambos conversavam com Caio (que entra na história agora mas acaba tento um papel importante no restante dela), eis que sem que Pedro esperasse, Bárbara lhe disse que o queria da mesma forma que ela a queria. Com todas as palavras.

Como narrador peço desculpas a você leitor e ao Pedro por não conseguir traduzir aqui o sentimento daquele dia. Você pode imaginar. Eu, de vez em quando, lembro como ele se sentiu. Tenho certeza que ele se sentiu a pessoa mais feliz do mundo.

Mas… (sempre tem um “mas”)

Nem tudo são flores.

***

Você saberá mais no próximo capítulo.

Espero que vocês estejam entendendo um pouco mais agora, e que fique bem claro, eu só quero contar a história. Porque acho que ela vale a pena ser contada, e porque acho que vai me ajudar a encontrar algumas respostas. Além de me forçar a escrever de uma forma da qual eu já estava esquecendo.

Várias pessoas que fazem parte desta história leram e gostaram, inclusive os personagens principais. Além disso, essa história entra para a sessão de como entender os homens, que nada mais é que teorias acerca dos relacionamentos entre homens e mulheres.

E sim, eu sei que estou devendo muitos posts… mas quero acabar essa história antes.

Acredito que mais um ou dois capítulos no máximo e terei contado a história até onde ela parou.

Um abraço.

Era alguma coisa de Março do saudoso ano de 2003 – o Brasil ainda tinha a melhor seleção do mundo, Michael Jackson ainda não havia morrido e os emos não existiam – quando o nosso cara legal entra em cena. Não em cena propriamente dita, ele vem caminhando grotescamente para a última carteira da segunda fila na aula de qualquer coisa no segundo ano do colegial. Eram 7 e pouca da manhã, você não queria que ele se lembrasse de tantos detalhes assim, ou queria?

Tenho que dizer que essa época foi o auge do ódio do nosso padawan contra a madrugada – nessa época uma boa manhã começava lá pelas 11. Após o ritual de parar a aula – ele sempre chegava atrasado – jogar a mochila num canto e desabar na carteira, o professor retomar sua (provável) chatice sem método do terrível sistema educacional brasileiro, um amigo lhe chama a atenção. Estava ele também com os olhos inchados de sono, mas lia uma carta (sim, ainda existiam cartas nessa época) com um sorriso bobo na cara.

- Ou.. Hudim, que porra é essa?

- …

- Ou..psss!

- Quê?

- Porraéssa?

- Uma carta de Lorinha Jones

- Han!?

- Lorinha… do canal… – Talvez você não saiba, mas na época de adolescente desses caras em Monlevade só conhecíamos outra pessoa pelo nick que ela usava no canal de Monlevade no eterno mIRC.

- Não conheço…

- Entra no Chefia, cê precisa prestar mais atenção Pedrão.

- E quem é essa retardada?

- Aahahahaha, Pedrão, pelamordedeus bicho, cê tem que parar com esse mal humor, cê é grosso demais, ahahahahha.

- Putaquelpariu Hudim, fala logo.

- Lorinha Jones sô. Maria de Lourdes – Ah, a “retardada” ganhou um nome – lá de Piracicaba – e um lugar! -, amigassa minha. Vai fazer 15 anos mês que vem. – após ele dizer isso deu aquele olhar que sinceramente dizia “Eu se fosse você, escreveria uma página para colocar no final da minha carta de resposta, ficava amigo dela e ganhava o convite pra festa.”

E foi exatamente o que ele fez. E fez bem, afinal escrever é uma das poucas coisas que nosso cara sabe fazer, e uma das únicas que ele faz bem. Logo aconteceu de Pedro e Lorinha Jones ficarem amigos. Bons amigos até. Agora me ocorre (desculpe a memória fraca do autor) que ele até ficou com uma garota que era amiga de Maria (melhor que o nick não é?) uma tal de Drielle, que (vocês não irão ficar surpresos) se apaixonou pelas palavras – no inicio pelo menos – de Pedro, mas depois de um tempo enjoou. Talvez pelo fato dele querer apressar um pouco as coisas. Foi quando ele aprendeu que “Eu te amo” só é bonitinho em Hollywood.

Vale contar que por causa de uma conversa no “canal” ela largou o namorado (foi mal Thiago… se bem que eu acho que eu te fiz um baita favor) para ficar com o tal Pedro. O mais incrível ainda foi nosso Maximus encontrar a mesma Drielle nos corredores da faculdade. O que fez ele (não pela primeira – e se Deus quiser –, não pela última vez) se arrepender de falar bonito por uns amassos e depois se “apaixonar” pelos lábios e curvas da primeira que aparecesse.

Ele tinha 15 anos, que culpa ele poderia ter?

Continuando. Pedro e Maria ficaram amigos, ela ficou amiga dos amigos de Pedro e Hudson (acabou namorando por um bom tempo com o Roia) e claro, convidou todo mundo para sua festa de 15 anos. Você ainda se lembra do que significa uma festa de 15 anos para uma turma de 16? Significa comida e, principalmente, bebida de graça. Aniversários de 15 anos querem dizer mais duas coisas para um jovem mancebo, garotas em vestidos minúsculos (ah, as meninas de 15 anos) e roupa social.

Nosso personagem, apesar de detestar esse tipo de roupa – talvez pelo fato de ser gordo e ser gordo e comprar roupas é uma merda – ele até que ficou… digamos, bem apresentável. Todo de preto, é claro, como convêm a um bom rockeiro e um bom gordo, a gravata do Mickey (estava na moda) deu um toque especial. Ele já até usava a sua marca registrada, o alargador – na época era só um, na orelha esquerda -, tenho que dizer que uma garota poderia facilmente ficar com ele naquela noite. Ele sinceramente esperava isso, esperava ainda que fosse a tal Drielle.

Pedro só havia esquecido uma coisa naquela noite inesquecível (ninguém deixa que o dia em que conheceu seu primeiro – e até hoje o grande – amor da sua vida e anda uns 8 quilômetros na chuva às 6 da manhã, cair no esquecimento). Ele havia esquecido o fato de que a tal amiga-irmã de Belo Horizonte estaria na festa e todos iriam finalmente conhecê-la. A garota havia surgido em uma das cartas que ele e Hudson continuavam trocando com Maria, que não parava de falar em Bárbara, a amiga-irmã-superfofa-linda-simplesmente-de-mais que ela tinha e que estaria na festa.

Hudson já estava de olho, já até conversava com ela no ICQ – lembra disso? – Pedro até chegou a trocar algumas palavras, mas havia se esquecido completamente do fato, só pensava noutra moça. Eis que entre vários copos de cerveja e vinho, uma mão no ombro e um “Pedrão, olha só quem tá aqui!” mudou a vida de nosso Bilbo Bolseiro. Aquela coisinha morena, radiante, com olhos imensos brilhando simplesmente nocauteou nosso amigo. O mundo todo simplesmente ficou cinza. Só ela tinha cor, só dela saíam sons. O resto era uma nuvem difusa preta e branca. Era como Frodo colocando o Anel. As tais borboletas no estômago eram dignas de um documentário no Discovery Channel, e o sinos facilmente poderiam entrar naquelas músicas de 20 minutos do Pink Floyd. Em 5 minutos de conversa, ambos já tinham certeza de que se conheceram lá no berçário. Ele se esqueceu de fumar, de beber, esqueceu o nome, onde estava. Esqueceu tudo. Aquilo era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido. E aquele era definitivamente os seios mais estonteantes que ele já vira em um decote. Aquele momento foi atemporal – quero acreditar que tenha sido assim para os dois –, e ele ainda está acontecendo, em algum lugar perdido no tempo e espaço das pessoas mais felizes do mundo.

O que eu odeio no Mundo Real é que sem nenhum remorso ou sutileza ele volta como um balde (Caro Microsoft Word, eu NÃO quero dizer “uma balde”, grato) de água fria. A conversa teve que parar um pouco e a vida tinha que continuar, e como eu disse lá em cima, Hudson já estava de olho. Você talvez não saiba também, mas existem homens que são Paladinos honrados. Eu não poderia então, pelo código de honra, estar a frente do meu amigo e atirar a flecha na presa dele. Isso matava de verdade o nosso amigo Pedro.

Sabe o que é pior de tudo? Essa maldita condição de ser um cara legal. Essa condição fez com que Pedro negasse veementemente (veja bem) a oferta do amigo para ficar ele com ela, ao invés dele mesmo. Homens podem ser bem desprezíveis minha cara. Eu até hoje chamo Pedro de burro por isso. Ele fica bem puto comigo, mas ele sabe que é verdade.

O final dessa história é fácil de descobrir, Hudson ficou com ela, e a noite acabou sendo na fossa. Ouso dizer que foi literalmente na fossa. O aniversário terminou como toda fossa em festa deve ser. Olhares gulosos e invejosos para o cara que ficou com a mocinha, olhos marejados com as musicas melancólicas de final de festa e obviamente a embriaguez, mãe de todos atolados na maldita fossa.

(Continua nos próximos capítulos)

***

O que parecia ser o suficiente para uma noite, era só o começo. Mas isto meus caros, vocês só saberão quando lerem o próximo capítulo das desventuras amorosas de Pedro, que se você estupidamente não percebeu, sou eu mesmo.

Desde quando isso (e o resto) me aconteceu queria escrever a história. Mas só depois de 6 anos resolvi numa madrugada whatever de sábado escrevê-la. E não me perguntem, eu não sei por que eu fiz isso na terceira pessoa. Talvez por querer ser a consciência daquele Pedro de 16 anos e fazê-lo exorcizar um pouco dos seus demônios. E já que é pra esculhambar com o coitado, decidi publicar isso no blog.

Essa seção, ou este conto autobiográfico, ficará em cartaz por mais ou menos duas semanas. Acredito que seja o tempo que eu vou levar para escrever mais duas vezes para contar a história inteira. Se eu achar que, por algum acaso, o exorcismo funcionou – de algum modo – escreverei pelo menos outra grande desventura amorosa.

E se você quer saber, ela ainda é bárbara.

Então, por causa do primeiro post e do post do Neto dessa que agora parece virar uma série, eu fui convidado pela Camilla Conde do A Melhor Das Intenções (o texto era para ser postado lá, mas a Camilla tá me enrolando tanto que eu to dando uma de ejaculador precoce e postando aqui primeiro, Camilla, não me xinga!) para fazer um misto de Parte 3 com “A volta” ou Novas Dicas. Eu fiquei pensando durante um bom tempo qual seria o tema principal deste, já que no primeiro eu classifiquei a nós homens em três classes simples.

Eu comprei o livro Alta Fidelidade – do autor Nick Hornby – hoje (dia em que estou escrevendo esse texto) – queria dizer que esse livro tem o melhor início de todos os livros que eu já li.( E já que eu terminei o livro agora que estou postando, tenho que dizer que é de longe um dos 5 melhores livros que eu já li). Bom, no início do livro Rob Fleming – personagem principal – faz uma lista das cinco primeiras chutadas que levou. E ele fala uma coisa que para mim foi como se a vida inteira fizesse sentido. Eu praticamente descobri o que diabos aquele computador maldito quis dizer com 42 (papo de nerd, favor ler Guia do Mochileiro das Galáxias, grato).

Ele diz exatamente assim, após contar como tentou arduamente colocar as mãos nos pequenos seios da sua segunda namorada, tinham algo em torno de 14 anos:

“Leia qualquer revista feminina e você verá a mesma queixa várias e várias vezes: os homens – esses garotinhos com dez ou vinte ou trinta anos a mais – são um caso perdido na cama. Não estão interessados nas “preliminares”: não têm nenhum desejo de estimular as zonas erógenas do sexo oposto; são egoístas, ávidos, desajeitados, sem sofisticação. Essas queixas, você não pode deixar de perceber são algo irônicas. Naquela época, tudo que nós queríamos eram as preliminares, e as garotas não estavam interessadas. Elas não queriam ser tocadas, estimuladas, excitadas; na verdade, costumavam nos bater se tentássemos isso. Não é na realidade muito surpreendente, então, que não sejamos muito bons na coisa. (…) O par perfeito, na minha opinião, é aquele formado pela leitora de revistas femininas e um garoto de catorze anos.”

Agora me fala. Gênio esse cara, ou não? Fui obrigado a rabiscar o livro e grifar a parte que está em negrito aí em cima e tacar um “genial” lá.

Olhem só, todas aquelas investidas frustradas, todas as vezes em que você tocou um seio por cima ou por baixo da blusa por aqueles mesmos milissegundos, toda aquela frustração foi revertida em foda-se depois. Apesar de ser um cara que gosta de passar um bom tempo – e gosto mesmo, sem obrigação – “explorando” o corpo do sexo oposto que esquenta a cama, na minha opinião as mulheres teriam muito mais orgasmos hoje se tivessem deixado a gente dar umas belas treinadas naquela época em que nós tínhamos tanto medo quanto elas de ir para o velho entra-e-sai (favor ver laranja mecânica, grato). Além é claro do fato de que as preliminares não seriam nem um tabu e nem uma reclamação recorrente.

Tenho certeza que agora você mulher vai se lembrar daquele dia em que seu namoradinho sorrateiramente desceu a mão do seu pescoço para seu seio direito e você apesar de querer muito disse “tiramãodaíô, tálôco?” e vai juntar essa cena com todas as vezes que o cara lá não teve a manha de acender você e vai saber que fez besteira. Longe de mim querer dar mais essa culpa (se é que você já anda com montes delas, tenho certeza que você acha que sim). A culpa é de vocês, mas não é de vocês. Sacou?

Meu caro amigo, que está lendo isso e pensando “Pronto. Tenho um belo argumento para ser um merda nas preliminares e ruim de cama”. SHAME ON YOU. Primeiro, se você pensou isso, merece a vida inteira de solidão e masturbação em frente ao computador. Segundo, você é um idiota. Não é por isso que você não pode aprender né?

Da próxima vez que arrumar uma namorada, (lembre-se, em um one night only você não tem tanto tempo assim para “aprender” o que ela gosta) procure saber o que ela gosta. E deixe de ser um banana de pijamas e faça, sem medo e sem pudores. Á, para concluir a dica para você, saiba que saber o que uma mulher gosta, não quer dizer nada. Elas são iguais e diferentes ao mesmo tempo. Difícil de entender né? Pois é assim mesmo.

Para você querida leitora, desencane, dê uma conversada, diga as coisas. Sem essa de “eu gosto” sair da boca e você pensar “umm, acho que vou ligar pro Carlinhos…”.

Na verdade, entre esse pensamento e “Será que eu tranquei a porta?” escolha ligar para o Carlinhos. Ser rejeitado é melhor do que ser ignorado.

***

1 – Um beijo, um pedaço de queijo e mil perdões por ter postado antes aqui. Visitem o blog A Melhor das Intenções, você vai aprender tudo sobre relacionamentos lá. Bem escrito e bem humorado.

2 – Um agradecimento especial à Odilly Campos, láá do Rio que é leitora fiel do blog!

3 – GENTE! E A PROMOCETA EM!? Extendi o prazo! Vamos lá, mandem os textos, fotos, vídeos e afins!

Titio Pedro a um tempo atrás escreveu um post sobre Como entender os homens separando os homens em 3 tipos. Eu, particularmente, não concordo. Da mesma maneira que ele e vários homens não vão concordar com o meu post “Como entender as mulheres”.
Não é assim que as coisas funcionam, mas em um geral dá pra ter idéia. Não tem jeito, algumas características são semelhantes em determinados grupos, e isso vocês já vão entender.

  1. Toda mulher é insegura, fato! E não adianta ela tentar provar que não é, toda mulher, no fundo no fundo É e sempre será insegura. Se ela nunca ficou com o coração apertado achando que vai perder o homem, ela ainda vai ficar assim, é de praxe passar pelo menos um assim pelas nossas vidas.

    Como resolver: Não custa nada passar um mínimo de segurança pra gatinha. Essa história de cozinhar em banho maria não ta com nada, e se nem você gosta, imagina ela. E nada de vingancinha porque a vagabunda da sua ex-namorada fez isso com você, desse jeito não acaba nunca essa graça de fazer charminho. Se ela fizer um bico quando se encontrarem é porque ela achou alguma coisa suspeita no seu orkut. Faça como quiser, mas não dê motivo.

  2. Ai disso a gente chega na parte “mas eu me mordo de ciúmes”. Toda mulher é ciumenta por mais que fale que não é! As levemente ciumentas pioram sabe como? Com esse item de cima. Se você der uma chance dela duvidar que está com você, ela VAI tentar te matar, ela VAI fazer e ela VAI, um dia, fazer barraco.

    Como resolver: Se ela já for ciumenta, meu amigo, fudeu! Dá pra amenizar com muito amor, carinho e uma boa conversa. Nada de briga, é conversa amigável. Com jeitinho tudo se resolve. Se ela ainda não é louca, então foge de problema pra evitar confusão, porque as amigas delas vão encher a cabeça da coitada até ela arrancar seu amiguinho com a boca.

  3. Hoje as mulheres são independentes, tomam suas próprias decisões, pagam suas contas, mas isso não impede nada do mocinho aí mostrar que é cavalheiro e pagar o jantar. Ela pode querer cantar de galo, mas no fundo adora esse tipo de “agrado”. Não é pelo dinheiro, mas pela preocupação do rapaz. Mamãe ensinou isso, então pode seguir.


    To sem dinheiro. Como resolver: Final de mês e você ta zerado. Ela convidou ou sugeriu um jantar/cinema. Pergunte. Você não vai perder um braço falando que “amor, to meio sem grana, quer mesmo ir?”, ela vai falar se paga metade ou não, ou se a conta toda é dela. Mas isso ela fala. Mulheres independentes são boas por isso, elas falam. E se ela não gostar ela também vai falar, mas aí vai depender se você chega coçando o saco e falando “aeh mina, to duro, paga a conta lá” (dentro do restaurante) ou se você fala com carinho antes de saírem (e antes dela se arrumar).

  4. Mulheres nasceram, cresceram e vão morrer carentes. TODAS, de qualquer cor, credo, idade. Não importa. Nós amamos um chamego, um carinho, um abraço. Mas não é pra colar, meu filho. Não gruda que nem chiclete porque enjoa. Sabe aquela história da insegurança lá em cima. Se você gruda, ela fica segura demais ou desconfiada demais. Das duas uma, ou você tá muito na dela, ou você tá traindo ela enlouquecidamente e que compensar. Para as duas o resultado é o mesmo – um belo pé na bunda.

    Como resolver: Conhece “meio-termo”? Não precisa deixar a guria sem respirar, mas não precisa sumir. Mande uma sms de em quando, deixe um scrap de surpresa, abrace ela como quem não quer nada quando estiverem juntos, e depois deixe ela correr sozinha. Vocês não precisam sair e você ficar alisando o braço dela o tempo todo. Faça um carinho e sossegue essa mãozinha.

  5. Safadeza e mulheres combinam perfeitamente, mas não precisa deixar isso claro. Sabe a história de “dama na mesa e puta na cama”, é bem isso. Se sua mulher não aprendeu isso em casa, ensine. Não tem coisa melhor do que só você saber o quão safada ela é. Quer aparecer para os seus amigos? Então esqueça tudo isso que eu falei em cima e pegue uma vadia. Quer ter uma namorada, uma esposa, um caso legal etc, então cuide dela. Se você começar a fazer propaganda a mulher que está contigo é boa de cama, meu bem, você vai correr o risco de perder ela pro melhor amigo. Não é pra ela ser uma santa na rua, mas ela não precisa se esfregar em você. E sabe onde o fogo contido vai parar? É, fofo, aproveite.

    Ela não sossega/ela é santa demais. Como resolver: Você não precisa dar uns berros e nem estuprar a guria. Conversar é sempre a melhor solução, mas com jeitinho, com carinho.FATO: mulheres adoram falar e você sabe disso. Mas mulheres adoram ouvir também. Elas gostam de falar por uma única razão. Elas esperam que alguém as escute, dê conselhos, chegue a um consenso para um relacionamento legal.

    Não por ser mulher, mas eu não sinto que somos TÃO complicadas assim. Acho que é mais falta de paciência de conversar com a gente do que complicação nossa. Se os homens soubessem ouvir e falar com mulheres, você iam perceber que muita coisa que a gente fala está na cara e só vocês não perceberam. ;)

Este post é derivado de umas pesquisas que eu estou fazendo para melhorar o desempenho do blog, a dica que me motivou a postar sobre isso veio do ótimo blog Professional Blogger

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Bom, vamos lá, por uma pesquisa no google com a seguinte frase: “Como entender os homens” três pessoas acabaram caindo aqui no Crepúsculo. Então por que não fazer um post sobre isso?

Vamos lá, querida leitora, preste bem atenção, as dicas são simples…como nós homens:

- Compre cerveja

- Venha pelada.

FIM.

Calma, calma. É óbvio que eu estou brincando. Na verdade nem tanto, porque não duvido que se você fizer isso aí grande parte dos homens irá te querer. Mas irá te querer apenas para isso. É o que eu chamo de Buraco Ambulante. Homens gostam disso, apesar de você neste momento começar ter certeza que odeia como os homens são sujos, canalhas, cafas e tudo mais, nós realmente gostamos disso.

Mas gostamos em partes. E apesar de vocês acharem que não, gostamos de conversar, gostamos de um abraço de vez em quando e SIM, também nos sentimos carentes e há momentos em que precisamos apenas desabafar. Mas antes de continuar, gostaria de dividir a ‘classe’ em 3:

- Homens Completamente Idiotas-Estúpidos-Trogloditas-Cafajestes

- Homens Banana de Pijama

- Meio-Termo

O primeiro representante é o típico Garoto Baladinha, aquele que todas as suas amigas já pegaram, você provavelmente já pegou, apaixonou, mas ele pegou duas amigas (além de você) na mesma noite e você ainda quer o cara. Ele sempre te faz infeliz. Explicação de você ainda o querer: Geralmente esse é o cara que tem pegada. Ou seja, apesar de ser um completo merda, você vai querer denovo por motivos óbvios. E também porque – desculpem a franqueza – toda mulher gosta de um cafa.

O segundo representante é o completo oposto do primeiro. O inevitável Banana de Pijama. Você já ficou com algum tenho certeza, admito até que já fui representante desta classe, mas graças a deus experiência, evolui. Esse é aquele que você beija uma vez e ele logo solta um “Eu te amo”. É daquele que quando pega uma mulher se sente um deus e logo quer casar, ter filho. Geralmente foi zuado a vida inteira, nerd, peganinga. É raríssimo encontrar algum representante que, digamos, saiba o que faz. Explicação de você ainda o querer: Ele NUNCA, irá te trair. Provavelmente você ainda será perdoada se o trair. Além deles geralmente oferecerem proteção, serem carinhosos e compreensíveis.

Por fim, o Homem “Perfeito” (entre aspas porque simplesmente não existe este ser). O Meio-Termo, ele simplesmente tem em um único representante, as melhores características das duas classes anteriores. Ele tem a pegada, a malemolência, sabe das ‘coisas’ como o primeiro e oferece a mesma proteção, carinho, atenção que o segundo. Claro que me orgulho em dizer que me encaixo nesta classe – er..se quiserem é só pedir meu msn pelos comentários ahahaha – Este é o mais próximo do tal homem que toda mulher quer, o genro que toda sogra queria ter. Esse gosta de sair, mas também gosta de ficar em casa. Gosta de um sexo animal mas também curte dormir de conchinha. Difícilmente trai, e sim…quando ama, ama de verdade. Explicação de você ainda o querer: Uai, precisa falar?

Tenho certeza de que muitas vão concordar comigo, em partes, e dizer que a terceira classe simplesmente não existe. Existe sim garota. São raríssimos, mas existem. Se quer mais uma dica lá vai: Os representantes dessa classe geralmente andam em bando, pelo simples motivo de detestarem as outras duas classes. A primeira por só ter idiotas e a segunda por só ter palermas.

Digamos que você encontrou um representante da terceira classe – parabéns! – agora é com você, mas cuidado, eles (nós) somos exigentes. Afinal de contas, somos raros.

Só faço uma ressalva, qualquer representante de qualquer classe, pode ter uma recaída e figurar em alguma outra classe em algum momento da vida. Incluindo é claro os “perfeitos” que vez ou outra caem na esbórnia.

Então querida leitora, agora você pode ou não pode dizer que entende os homens?

***

1 – Eu faria um sobre mulheres, mas nem que eu fosse viver mil anos, conseguiria entender alguma mulher.

2 – Acesse o Muita Pimenta. Blog muito bom!

3 – Fiz um Meadiciona! Clique aqui


Assunto polêmico. E sobre isso, acredito haver zilhões de listas, mas resolvi criar a minha.

Coisas que as mulheres jamais vão entender sobre homens.

Primeira coisa da lista, acho que muita gente vai concordar. Futebol!
Elas jamais, nunca, nunquinha, má nem fudendo, vão entender o que significa para um homem assistir uma partida de futebol. Futebol, para elas, é mal mal quando o Brasil joga na copa do mundo. Bobear só quando é final. Imagine se algum dia elas vão entender a mágica de assistir um jogo do Portsmouth x Everton ou Borussia Dortumund x Hamburgo ou 15 de Arapiraca x Brasil de Pelotas. Nunca vão entender aquelas quase 2 horas que passamos vendo um bando de marmanjo tentando colocar um esférico dentro das balizas. Jamais! Todo o ritual. A ajeitada no sofá, a latinha de cerveja, o cinzeiro colado e é claro, os comentários do melhor técnico de futebol do mundo. Você. Na história houve algumas que ousaram, é claro. Mas a Milly Lacombe (clique, vale a pena) que é mais homem que mulher até não deveria contar. Além da Renata Fan, que é péssima e não sabe merda nenhuma de futebol. Á e só para aumentar a polêmica, futebol feminino é uma droga. Me diga de verdade, se você conhece uma mulher que saiba o que diabos é o Impedimento?

Segunda coisa que as mulheres jamais vão entender.
A paixão do homem pelo video game. De todas as coisas que se popularizaram na década de 80, a melhor para mim é de longe o video game. Super Mário, Alex Kid, Sonic, Street Fighter, Mortal Kombat, Super Star Soccer (olha o futebol denovo aí), Megaman, Rock ‘n Roll Racing, Mario Kart, Crash, Winning Eleven (futebol!!!), God of War, Guitar Hero e tantos outros. Quando elas vão entender os campeonatos, a importância de se matar o último chefão…aaaa o último chefão, estão destruindo os últimos chefões. Saudades.


A estupenda, maravilhosa, malemolente e prazerosa arte de coçar o saco!
Vamos lá, há coisa melhor (é claro que há) do que chegar em casa de pois de um dia estressante, colocar a bermudinha própria de coçar o saco, se sentar no sofá e dar aquela coçada! É, aquela mesma. O sentimento é quase o mesmo que a famosa mijada depois de horas apertado. A arte de coçar o saco! Essa aí, nunca vão entender.


Por último, e não menos importante. O buteco com os amigos.
Ó céus. Aquela mesinha de metal, enferrujada, no boteco mais copo sujo que exista. Você e pelo menos mais quatro ogros, virando copos e mais copos do líquido sagrado. Esse momento mágico em que falamos besteira, mal dos outros, mal da vida e ficamos dizendo repetidas vezes “aquele tempo era bom demais…” ou “o tempo passa né?”. Mulheres, por favor, acreditem que, por mais tosco que seja, é para nós um momento ímpar.


Bom, é claro que faltaram várias coisas. Mas para mim as mais importantes são essas. Façam o seguinte, o quer que seja que vocês acharem que falta na lista, escreva nos comentários que eu faço um update no post.

Pedro Américo

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*** UPDATE ***

eu não disse? Vi no Controle Remoto