Olá, seres estranhos!

Pelo belo fato de vocês não me conhecerem, esse post será chato pra cacete e totalmente egocêntrico.

Meu nome é Danilo Aguillar, sou dono de um blog que provavelmente vocês não conheçam, mas que está presente em minha vida há pouco mais de 2 anos: o Miztureba. Mas como não vim aqui fazer propaganda do meu blog, vou dizer quem eu sou e o que estou fazendo nesse lugar de doido.

Eu sou um cara totalmente normal (não é o que todos dizem, mas…). Sempre adorei tecnologia, informática, jogos e tudo mais que possa se ligar à esse meio. Fui recrutado pelo tio Pedro para escrever exatamente sobre isso aqui n’O Crepúsculo. Eu serei a tecnologia, os gadgets e o futuro desse blog (MUAHAHAHAHA).

Não preparei nada de especial para esse primeiro post, então direi como serão os próximos.

A coisa é simples: eu não tenho praticamente nenhum contato com gadgets novos, brinquedinhos tecnológicos ou o que seja, portanto, a maioria dos meus textos aqui falará sobre as minhas impressões, opiniões e dicas sobre aparelhos que nunca sequer encostei um dedo. É, será estranho, mas vocês acostumam.

Só para exemplificar a situação em que me encontro, vou humilhar o meu orgulho e lhes mostrar o smartphone que uso.

Anyway, vocês podem achar esquisito alguém que não tenha inúmeros gadgets em casa, não tenha contato com smartphones top de linha e vídeogames de última geração escrever sobre tecnologia, mas meus amiguinhos, eu tenho uma coisinha que muitos que andam com um iPhone no bolso e um Galaxy Tab na mão não tem: conhecimento.

E depois desse momento “sou foda pegael”, encerro minha palavras por aqui. Até a próxima sexta feira com um texto de verdade.

***

1 – Sempre quis escrever nesse cantinho depois do texto. #FelizPraCaralho

2 – Agradeço de verdade o Pedro por ter me convidado, já disse pra ele e agora faço questão de dizer à todos: O Crepúsculo é o blog que mais admiro nessa zona que é a blogosfera. É o blog que sempre me inspirou a continuar escrevendo e me deu ânimo nesse meio complicado de se fazer “sucesso”. Estou muito feliz por fazer parte dessa família =).

O Pedro comentou no post anterior sobre um caso de discriminação racial no Carrefour
E isso me fez lembrar 3 coisas, uma sem explicação, uma que provavelmente alguns de vocês já devem ter passado ou visto e uma que eu fiz para testar.

Eu sou loirinha, braquela, estatura mediana, pareço uma patricinha desleixada – digo isso porque combino calça social com tênis, jeans com chinelo, camiseta com maxi bolsa de courino rosa choque…enfim – não sou o tipo que você pediria para comprovar que pode pagar aquela compra, ou algo do tipo…

Babies-Angry

Caso 1:

Eu e os bancos, ou melhor, eu e as portas giratórias de bancos.

Eu não sei o que acontece comigo que eu SEMPRE sou parada nas portas giratórias. Sempre. Larguei mão de entrar em banco há muito tempo; sempre que posso resolver pela internet ou caixas eletrônicos eu vou, se é no caixa eu jogo a bomba na mão da minha vó.

Quando eu realmente preciso ir eu já me preparo. Roupa de algodão, sapato de plástico, cabelo solto, sem óculos, sem chave…e já vou derramando tudo o que tenho nos bolsos naquela caixinha bonitinha.
Depois de me certificar que não tenho clipes nos bolsos, eu entro e PEH…eu sou parada.
O segurança olha pra mim, eu falo que não imagino o que mais pode ser, ele me pede pra voltar, destrava, eu tento de novo e PÉ…parada de novo.
É batata! Eu só nunca fui parada no banco que tinha dentro de uma empresa que eu trabalhava porque não tinha porta giratória, afinal, só funcionários tinham acesso.

Um tempo atrás eu precisei ir ao banco para resolver um problema com a minha senha. Eu precisava entrar, eu não tinha opção. Matei meu almoço e ia encontrar minha vó lá dentro. Claro que ela soube quando eu cheguei. A porta não parava de apitar e eu não parava de colocar as coisas da minha bolsa na caixinha. A caixinha lotou, eu tive que sair, o segurança puxou as coisas, esvaziou a caixinha, eu lotei a caixinha mais uma vez, a porta travou de novo e eu perguntei se era realmente necessário eu ficar nua. O segurança acabou me liberando.

Anos atrás eu ia muito a um banco com a minha vó para ajudá-la. E claro que eu ficava parada na porta. A gente ia toda semana, o segurança já sabia até meu nome, mas sempre me parava, até eu falar em alto e bom som: “Isso não são seios, são duas metralhadoras. Quer tomar um tiro agora ou na saída?”
Ele caiu na gargalhada e nunca mais me parou. Mas só ele, infelizmente.

Eu odeio portas giratórias com sensores de metal..eu só me fodo nessas brincadeiras…
E isso me faz lembrar de outro caso

Caso 2:

Sensores, roupas, um lugar apertado e um segurança mal encarado

Apesar da minha pose eu admito. O Diabo Veste Marisa/Renner/C&A/tanto faz…eu compro roupa nas grandes lojas de departamento e não tô nem aí. E o que interessa é a história.

A Marisa tem uma mania TOSCA de lotar a loja de bancadas, espelhos, paredes sem razão no meio da loja, colunas e não sobra espaço para o que interessa, as roupas e a passagem das pessoas. Então fica tudo muito próximo daqueles sensores pra saber se a pessoa tá roubando algo da loja ou não.

Um belo dia fui procurar umas calças pra trabalhar, me deparei com umas camisetas e tava lá passando bem colada na porta, porque não tinha espaço, oras. A blusa esbarrou no sensor, ele tocou, o segurança tava do lado,ele viu, eu vi, todo mundo viu, uma senhora que tava perto viu, eu continuei andando, pedi desculpa, reclamei que tava apertado, a senhora concordou, o segurança abaixou a cabeça e tudo lindo.

Eis que eu vou pra outro canto da loja e vejo o tal do segurança atrás de mim. Fui para o outro lado e ele atrás de mim. Fui para as CALCINHAS e ele atrás de mim.
Ai eu surtei. E quando eu surto, eu surto!
Perguntei se tinha algum problema, ele disse que não. Perguntei porque estava me seguindo e ele disse que era impressão. Eu disse que se era impressão minha era porque ele realmente estava me seguindo e me constrangendo e perguntei se ele não podia rodar o restante da loja porque algum ladrão em potencial poderia estar pensando em roubar uma blusa de R$ 9,90 enquanto eu tava vendo uma calcinha do mesmo valor.

Ele saiu andando e voltou 5 minutos depois.
Ai eu gritei! “Quer me revistar? A porra da loja é apertada, aquela merda de sensor fica no caraleo do caminho, eu não tive culpa e agora você vai mesmo me seguir? Olha minha bolsa, olha…”
A gerente chegou, eu contei a história pra ela, ela disse que ele só estava fazendo o trabalho dele. Eu perguntei se fosse com ela como ela se sentiria. Ela não respondeu até agora, se ela responder para você, por favor me mande um e-mail.

Ele disse que não ia pedir desculpas, eu disse que a compra que eu ia fazer era mais alta que o salário dele, ele ficou puto, eu fiquei puta, uma vendedora veio falar comigo, pedir desculpas por todos, larguei as coisas na mão dela e nunca mais voltei lá.

Caso 3:

Como zoar com a cara de vendedor

Admito que eu fiz de propósito para ver o que ia acontecer.

Eu já trabalhei em shopping, já fui vendedora, já fui orientada a não dar tanta atenção para quem está mal vestido, quem está sem bolsa, quem está de chinelo etc…
E sempre achei uma tremenda besteira. A gente nunca sabe o que se esconde atrás daquela pessoa.

Uma manhã fui com a minha vó (olha ela de novo) ver uns aparelhos de celular. Passamos em uma loja no shopping de uma renomada operadora que eu já era cliente.

A patricinha aqui estava de cabelo preso em um rabo, sem maquiagem, de chinelo, camiseta e uma bermuda. Maloqueira,bem maloqueira.

Entramos na loja e tanto o vendedor que nos atendeu, quanto o promotor da nokia ficaram nos encarando e rindo. E eu fazendo cara de quem não havia percebido. Eu não queria escandalo, eu realmente queria o aparelho, o plano e queria me divertir.

O vendedor mostrou alguns aparelhos baratos, eu olhei e falei que não havia me interessado, eu queria um determinado lançamento da nokia. O promotor riu mais ainda fazendo aquela cara de “mas ela não pode nem comprar um sapato, coitada”

Continuei olhando, vi outros aparelhos de outras marcas.

O promotor saiu da loja e esse foi o momento que eu ataquei!

Enquanto o promotor foi chamar pessoas de outras lojas para rir, eu estava grudada no pescoço do vendedor e deixando ele roxo de vergonha. De repente ele chamou o promotor da nokia e foi a hora dele ficar roxo e galera que estava na porta ir ao delírio de tanto rir, mas dessa vez do vendedor e do promotor.

Sai de lá com DOIS aparelhos. Um deles da nokia que o promotor fez o favor de configurar pra mim com a maior gentileza do mundo.
Ainda contratei um plano pós pago pra mim e um pré pra minha vó (até porque ela não fala muito, então não tem razão pagar plano)
Só meu aparelho foi mais de R$ 700,00 e minha diversão foi mil.

Sai de lá gargalhando. Quem vê roupa não vê cartão!

Ou seja…Os dois primeiros casos eu JURO que até hoje eu não consegui explicar. Eu tenho de ladra, só pode
O último eu só comprovei uma teoria.

Sabem…é difícil você sair sabendo que vai ser julgado a qualquer momento. Pela sua raça, credo, pelo o que você veste, pelo o que você fala…
Errados os que te julgam e já tomam atitudades agressivas e constrangedoras. Mais errados os que orientam para que seus empregados trabalhem dessa maneira.


  1. Prometi linkar a fofa da @jehmendes no post passado. Amora, tá aqui. Galera, blog lindo lindo dessa guria mais linda ainda, vale a visita – Os Salvadores daqui
  2. A @brabul tem um blog foda. O Poucas Palavras é delicioso de ser lido. Tô adorando. Passem por lá depois.
  3. Momento diversão. O @rafaliziero indicou as tirinhas do Um Sábado Qualquer. Eu tô rindo até agora com essa essa
  4. Quer ser linkado? Me segue no twitter que eu sempre aviso quando vou postar…assim pego seu link e você aparece aqui ;)@fouquet